quinta-feira, 8 de novembro de 2012

A Aldeia de Matmata, na Tunísia.

Richard Jakubaszko
A Aldeia de Matmata, na Tunísia, ficou célebre por suas casas, tipo de casas ditas de trogloditas, e está localizada numa pequena cordilheira. Seus habitantes, na sua maioria beréberes, construíram as casas abaixo da superfície, escavando a areia argilosa para usufruir de temperaturas mais agradáveis e constantes, pois na superfície, debaixo do sol, a temperatura é quase sempre superior a 50º Celsius durante o dia.

As grutas se dispõem em círculo em volta de um fosso, com uma profundidade de 10 metros. Quando alguém se aproxima parece que não há viva alma por essas zonas. O recente turismo tem originado uma fonte de recursos, com o que os matmatís mostram suas casas e aproveitam para comercializar seus originais artesanatos.

- Um pátio enterrado a 8 m de profundidade e área de 10 x 10 m permite a organização de habitações à volta. Os quartos são de 3m largura e uma profundidade variável de 3 a 6 m. O teto está construído com uma abóbada.
- O acesso é independente da ventilação e são os dois elementos básicos destes edifícios. Uma vala em todo o perímetro controla a entrada de água. O acesso em rampa está na parte mais baixa.
- Pode chegar a ter 12 pisos, aos quais se chega por diferentes acessos. É como uma estrutura de ruas.
Os quartos e as vias de acesso têm ligações com grandes dutos verticais. O ar desses dutos está ligado a rios subterrâneos para garantir boas condições de higiene.

As comunidades subterrâneas de Matmata permaneceram praticamente desconhecidas para o mundo ocidental, até que um acidente as revelou. Em 1967, um evento altamente incomum no Deserto do Sahara, ou seja, uma chuva torrencial, que durou 22 dias, alagou todas as comunidades.

O Governo da Tunísia enviou pessoal para avaliar os danos e construir novos edifícios, deparando-se com a surpresa de que havia população berbere que estava completamente escondida, a quem ninguém tinha encontrado antes, e a viver desse modo. Imediatamente eles construíram casas na superfície, mas os berberes recusaram-se a abandonar as suas cavernas tradicionais. Por esse motivo, continuam lá até aos dias de hoje, com o valor acrescentado do turismo.
Que foi mais reforçado quando, uma década depois, o cineasta George Lucas escolheu este sítio como local privilegiado para seu novo filme de ficção científica, “Guerra nas Estrelas". E, para as pessoas da época, os ditos moradores das areias, devem ter parecido alienígenas no meio do século XX.


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