sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Yara adquire negócios da Bunge Fertilizantes

Richard Jakubaszko
A Yara Fertilizantes anuncia dentro de instantes, a partir de 12h30, em coletiva para a imprensa, no Hotel Unique, em São Paulo, os seus investimentos no Brasil com a aquisição do negócio de fertilizantes da Bunge no Brasil.
Estarei na coletiva, e ainda hoje à tarde darei mais detalhes dessa operação, que reconfigura o setor no Brasil e o próprio agronegócio.

17h00
Fui na coletiva e, entre outras coisas, soube do seguinte: 

A Yara International ASA assinou acordo para adquirir o negócio de fertilizantes da Bunge no Brasil. A transação envolve US$ 750 milhões e estará sujeita à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). 

“Este significativo investimento da Yara no Brasil mostra que estamos aqui para ficar, que acreditamos e queremos crescer com o país. A escala que esta aquisição traz, aliada à qualidade da equipe, marcas e demais ativos da Bunge, combina muito bem com a tradição inovadora da Yara e sua liderança em nutrição de plantas. Isto se traduzirá em soluções competitivas e sustentáveis para a agricultura brasileira”, disse Lair Vianei Hanzen, presidente da Yara Brasil.

No Brasil a Yara Fertilizantes adquiriu a Adubos Trevo, em 2000, e a Fertibrás em 2006. Com a nova aquisição a Yara passaria a deter 25% de participação de mercado no segmento de fertilizantes.

A Bunge operava 22 unidades misturadoras no Brasil e entregou 4,8 milhões de toneladas de fertilizantes em 2011, com faturamento de US$ 2,6 bilhões.

Fundada em 1905 na Noruega, a Yara tem presença física em 50 países e distribuição comercial para 150 países, utilizando sua plataforma de produção e sistema de abastecimento global para criar benefícios locais e oferecer aos clientes a combinação de produtos de qualidade e conhecimento especializado.

Comparando Yara a Bunge no Brasil temos o seguinte quadro:


 

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4 comentários:

  1. José Carlos de Arruda Corazza, BH8 de dezembro de 2012 09:29

    Difícil dizer se essa compra é boa ou ruim para o produtor rural brasileiro. O fato de a Yara crescer e melhorar a economia de escala não garante preços melhores nos fertilizantes, pode apenas representar o aumento de sua responsabilidade no mercado, ao ser obrigada a ter mais qualidade naquilo que vende. No fundo, são multinacionais, e o que interessa a elas é apenas o lucro, mesmo que para isso tenham de se comportar como as empresas mais éticas, mais responsáveis, mais comprometidas com o meio ambiente, e por aí vai.
    O que me parece ruim é que cada vez mais se concentram os grandes negócios do mundo nas mãos de poucos, e isso não é privilégio dos adubeiros, os bancos são assim, as cervejeiras, indústrias de tratores, farmacêuticas, de agrotóxicos, é tudo oligopólio...
    José Carlos

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  2. Luiz Fernando Ferraz de Siqueira8 de dezembro de 2012 15:29

    UMA MUDANÇA ATRÁS DOUTRA, MEU AMIGO.
    UM GRANDE ABRAÇO.
    Luiz Fernando Ferraz de Siqueira
    Diretor Agrícola
    Usina São Fernando
    Dourados, MS

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  3. Fernando Penteado Cardoso8 de dezembro de 2012 16:24

    A compra da Bunge pela Yara leva-me ao passado quando o mercado valorizava as marcas tão conhecidas na época :Manah, Fosmag, Manafos, Serrana, Trevo, IAP, Ouro Verde, Elekeiroz, Copas, e tantas outras. Na reformulação dos players ocorrida no final da década de 1990 e inicio de 2000 os consumidores foram pouco a pouco se familiarizando com os nomes dos grupos que associavam os negócios de grão com os fertilizantes, Bunge e Cargill principalmente. A seguir, o setor básico de mineração e química pesada se concentrou na Petrobras e na Vale, esta ligada a fundos gigantes, ambas com forte influência estatal. Agora vemos a expansão do grupo norueguês NorskHydro presente no mercado há alguns anos. Nesses dois períodos em que o mercado passou de 12 para 30 milhões de tons., uma coisa é certa: nunca faltou adubo aos produtores em quantidades suficientes, qualidades adequadas, entregas a tempo e preços resultantes de forte competição. Nossos votos para que novos atuantes somem esforços para a incalculável atividade rural do futuro quando o problema alimentar se tornar premente pelo mundo a fora.

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  4. Dr. Fernando,
    preciso e precioso seu comentário.
    Na apresentação da Yara, e eu estava lá, eles mostraram as marcas adquiridas da Bunge, agora ao lado das marcas da Yara, e o "Com Manah, adubando dá", era a marca mais destacada!
    A Yara, pelo que entendo, reconhece o valor das marcas, pois sabe que o mercado ainda valoriza esse aspecto.

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