quinta-feira, 11 de abril de 2013

O macho está em extinção?

Richard Jakubaszko

Conforme notícia publicada no Diário de Notícias, de Portugal, alguns cientistas estão prevendo a extinção do macho para dentro de 5 milhões de anos. Portanto, que os machos heterossexuais de hoje não se entusiasmem desnecessariamente, com a possível redução na concorrência, indicando aumento de mulheres disponíveis. Por enquanto nada vai mudar. Essas mudanças são muito lentas. 
Entretanto, que algo já está mudando, isso está. Cá entre nós, pode até nem acontecer de forma generalizada e definitiva, como a extinção dos machos, apenas me parece que vai reduzir drasticamente o número absoluto.
Ainda não consegui avaliar ou definir com a necessária profundidade como é essa perspectiva de estar incluído no grupo dos machos com "ameaça de extinção".

Leia abaixo a notícia, reproduzida ipsis litteris

Estudo prevê extinção do sexo masculino em 5 milhões de anos
por Paula Mourato

Dado a fragilidade do cromossoma Y - gene que determina o sexo masculino - um estudo da investigadora australiana Jennifer Graves prevê que o sexo masculino esteja em extinção dentro de cinco milhões de anos.

A cientista da Universidade de Camberra explicou a sua investigação durante uma palestra na Academia Australiana de Ciência afirmando que a questão do desaparecimento do cromossoma Y é "um acidente evolutivo".

Na palestra "O Declínio e a Queda do Cromossoma Y e o Futuro do Homem", Jennifer discutiu o desaparecimento do cromossoma e as implicações para o ser humano. A cientista ainda não sabe o que vai acontecer quando o cromossoma Y desaparecer totalmente, mas faz o paralelo com uma espécie de roedor que vive no Japão que consegue reproduzir-se sem o cromossoma Y.

Recordando que os homens têm cromossomas XY e as mulheres XX, Jennifer Graves disse que a estrutura do Y apresentar-se hoje mais frágil em relação ao X. Sendo que há três milhões de anos, o cromossoma Y tinha cerca de 1400 genes, agora tem menos de 100 e a tendência é diminuir, essa fragilidade pode significar o seu desaparecimento no futuro.

Apesar da descoberta, Jennifer Graves não acredita no fim da humanidade porque a desintegração do cromossoma Y pode levar a que outro cromossoma - que ainda não sabe qual - desempenhe o seu papel originando assim uma nova espécie.
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Um comentário:

  1. Feliciano (não sou o bispo-deputado)11 de abril de 2013 11:27

    Inegável constatar que o processo já se iniciou...

    ResponderExcluir

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