domingo, 6 de setembro de 2015

Devemos entregar o ouro?

Richard Jakubaszko
A verdade é uma só: enquanto o Brasil não se entregar completamente ao capital estrangeiro não ficaremos em paz.

Já entregamos a produção da energia elétrica, privatizou-se tudo. Temos uma das energias elétricas mais caras do planeta, e estamos sempre na marca do pênalti de faltar eletricidade. As concessionárias multinacionais impedem o uso da energia solar integrada ao sistema nacional. A eólica também.

Já privatizamos a telefonia, a celular é deficiente, a internet é ridícula, e é também uma das mais caras do mundo.
Abrimos o capital da água, a Sabesp foi a pioneira, quem manda são os fundos de investimento em Wall Street. Eles não investem, querem só os lucros, e toca a faltar água na maior cidade do país...
Estamos para “dividir” o pre-sal com os americanos, com o aval do Congresso, em projeto “desinteressado” do “independente” senador José Serra.

Já “socializamos” nossos minérios. Portanto, já entregamos o ferro e o ouro, o nióbio, a bauxita e os cristais, e agora só falta entregar a alma...

Caminhamos para entregar e privatizar até o meio ambiente, nossa maior riqueza, a biodiversidade tropical. As ONGs multinacionais já “administram” o PAC através dos “estudos de impacto ambiental”, necessários para a construção de qualquer ferrovia, rodovia, barragem, açude ou hidroelétrica, até mesmo para usar pivot na irrigação.

Há projetos internacionais de ONGs para a instalação do “corredor ecológico” que cortará a Amazônia transversalmente, de Leste a Oeste, numa faixa de largura de

250 km até 1.500 km, um “território neutro” a ser administrado por “organismos internacionais” para “preservar nossa biodiversidade”.

Falta privatizar e internacionalizar o ar, o nosso oxigênio? Não vai faltar isso também. Conforme denuncio no livro “CO2 - aquecimento e mudanças climáticas: estão nos enganando?”, durante a COP21, a realizar-se em Paris, em dezembro próximo, os ambientalistas engajados, ONGs e multinacionais, pretendem a instalação da Agência Internacional Ambiental, que terá poderes supranacionais sobre os estados soberanos, como o Brasil, por exemplo, para impor regras e normas que, se descumpridas, darão direitos a sanções econômicas e políticas e até mesmo intervenções militares, como vem sendo praticado contra Irã, Cuba, Coreia do Norte, Afeganistão e do hoje pobre Iraque, seja por serem países “comunistas”, seja por intenção de uso da energia nuclear, seja pela “acusação” infundada de possuir armas químicas de destruição humana em massa.

Vamos pagar até mesmo para respirar. Tudo isso sob o guarda-chuva dessa imensa falácia global chamada “aquecimento” e das “mudanças climáticas”.
 

Depois de entregar o que resta, teremos total democracia, dolarizamos a economia, vai ter inflação baixa, vamos viver de renda, com pleno emprego, e farta energia elétrica fornecida por usinas nucleares com "risco zero" de radioatividade...

Para quem pretende informar-se sobre o assunto, o livro “CO2 aquecimento e mudanças climáticas: estão nos enganando?” custa R$ 40,00 mais despesas postais, não está à venda em livrarias, e pode ser adquirido apenas pelo fone 11 3879.7099 (DBO Editores Associados, onde também pode ser retirado) ou pelo e-mail co2clima@gmail.com

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5 comentários:

  1. Richard,
    Parabéns pelo blog. Está muito bom.
    CV

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  2. Temos Estado demais, tributos demais e democracia pouca no Brasil. Sem falar de educação próxima do nada.
    O sucateamento do parque energético brasileiro é fruto de um Estado que é hoje mais incompetente que nunca, sem falar que nunca tivemos corrupção tão gigantesca e disseminada pelo Estado e seus agentes como hoje.

    Junte-se a isso a sanha dos ambientaloides, eternos adeptos de controles absolutos, e mais a incapacidade do povo para entender, avaliar tudo isso que está aí e... Pronto!

    Desgraceira total.
    Que a mim, como produtor rural de pequeno porte, afeta terrivelmente. Mas, como já fiz 60 anos, tenho consciência que as grandes vítimas disso serão meus netos e seus companheiros de geração.

    SABESP - Vejo as críticas à empresa e ao governo Alckmin como sendo puramente políticas. Por sinal, muito me admira que você, Richard, que acompanha e entende o significado da seca, dispare contra o governador e a empresa. Não que sejam perfeitos, pois não o são, mas a sucessão de eventos que conduziu à situação de hoje não foi provocada pelo governo estadual e não tinha como ser prevista, simplesmente. Todos os mecanismos sérios, não vinculados a apostas catastróficas e a visões de mundo cor-de-rosa, não sinalizavam que algo dessa magnitude pudesse ocorrer.

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    1. Emerson,
      vc acha que o governador de São Paulo é isento de culpas nessa "crise hídrica"? Ora, Emerson, em minha opinião, não é mesmo. Em 2010 tivemos um ano com muitas chuvas, ao contrário de 2013 e 2014. Em 2010 o sistema Cantareira transbordou, esteve sob ameaça de romper as comportas e inundar as zonas Leste e Norte da capital. O então governador, o mesmo Geraldo Alckmin, prometeu aumentar a capacidade do sistema estocar água, para evitar transbordamentos, e ao mesmo tempo isso aumentaria a segurança hídrica em casos de seca. Não fez nada. Era só cavar buracos, fácil e barato. Em 2013, quando não choveu, faltou água, mas só no Cantareira... É que o governador vendeu a Sabesp... E sou eu que faço ativismo político? Crítica infundada? Ora, ora...

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  3. Richard, como leitor desse blog, tive a felicidade de ver os índices de precipitação que o Dr. Fernando postou, desde 1º de julho de 1891.
    Ali fica claro que os eventos 2013/2014 foram totalmente atípicos.
    Ali fica claro que sempre houve uma regularidade nas precipitações, incluindo os anos muito secos e os seguintes.
    Ora, governos trabalham com recursos limitados e o governador fez o que deveria fazer com base no que se conhecia e era previsto.
    Não se pode esquecer que esse governo iniciou o Sistema São Lourenço para ANTECIPAR-SE às necessidades futuras.
    Então, sim, defendo o governo nesse caso baseado em dados. Só isso.

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    1. Emerson, ninguém nega que os eventos de 2013/2014 foram atípicos. Faltou água no Cantareira, que é um dos sistemas de água da grande São Paulo. Não faltou água no Guarapiranga, e nem na Billings. Faltou água no Cantareira, que tem de abastecer a população da zona Leste e Norte da cidade e ainda Campinas e outras 20 cidades, como Jundiaí, Valinhos, etc., etc., Por que a Sabesp não ampliou o sistema de estoque do Cantareira? Por que a Sabesp não fechou os vazamentos de encanamentos no centro velho de SP, que datam dos anos 1930 a 1950 e nunca foi feita manutenção? Calculam os especialistas que mais de 50% da água tratada do Cantareira se perca nesses vazamentos. Porque a Sabesp não é mais nossa...
      Bom, é isso, mas lembro que o post era para falar de não entregarmos o ouro, ou seja, nosso ar e nossa Amazônia, porque a água, energia elétrica, minérios, telefonia, tudo isso já entregamos, vamos "privatizar" até as empreiteiras brasileiras, o pré-sal...

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