quarta-feira, 21 de outubro de 2015

A velha rabugenta


Richard Jakubaszko
Recebi do amigo Hélio Casale mais um desses power points que circulam pela internet. A maioria jogo fora, mas gostei deste. Divido com vocês.

A velha rabugenta
Quando uma velha senhora morreu na seção para o tratamento de doenças da velhice em uma clínica perto de Dundee, na Escócia, todos estavam convencidos de que ela não havia deixado nada de valor.

Então, quando as enfermeiras verificaram seus poucos pertences, elas encontraram um poema. Seu conteúdo impressionou a todos.
Uma enfermeira levou uma cópia para a Irlanda.
A única herança que a velha deixou a seus sucessores foi o texto, publicado na edição de Natal da notícia da União para a Saúde Mental na Irlanda do Norte.
Um texto simples, mas eloquente.
A velha senhora da Escócia, sem posses materiais para deixar ao mundo, é a autora deste poema "anônimo" que circula afoito pela Internet.

A Velha Rabugenta
Que veem amigas?
Que veem?
Que pensam quando me olham?

Uma velha rabugenta
não muito inteligente
de hábitos incertos,
com seus olhos sonhadores
fixos ao longe?

A velha que cospe comida,
que não responde
ao tentar ser convencida...
“De, fazer um pequeno esforço?"

A velha, que vocês acreditam que
não se dá conta das
coisas que vocês fazem,
e que continuamente perde
a sua escova ou o sapato?

A velha, que contra sua vontade,
mas humildemente lhes permite
a fazer o que queiram,
que me banhem e me alimentem
só para o dia passar mais depressa...

É isso que vocês acham?
É isso que vocês veem?
Se assim for, abram os olhos, amigas,
porque isso que vocês veem não sou eu!
 

Vou lhes dizer quem sou,
quando estou sentada aqui,
tão tranquila como me ordenaram...
Sou uma menina de 10 anos,
que tem pai e mãe,
irmãos e irmãs que se amam.

Sou uma jovenzinha de 16 anos.
Com asas nos pés,
e que sonha encontrar seu amado.

Sou uma noiva aos 20,
Que o coração salta nas lembranças,
Quando fiz a promessa
Que me uniu até o fim de meus dias
com o AMOR de minha vida.

Sou ainda uma moça com 25 anos,
Que tem seus filhos,
Que precisam que eu os guie...
Tenho um lugar seguro e feliz!

Sou a mulher com 30 anos.
Onde os filhos crescem rápido,
E estamos unidos com laços
que deveriam durar para sempre...

Quando tenho 40 anos
Meus filhos já cresceram
E não estão mais em casa...
Mas ao meu lado está meu marido
Que me acalenta
quando estou triste.
Aos 50 anos, mais uma vez
comigo deixam os bebês, meus netos,
e de novo tenho a alegria das crianças,
meus entes queridos junto a mim.

Aos 60 anos,
sobre mim nuvens escuras aparecem,
meu marido está morto;
e quando olho meu futuro
me arrepio toda de terror.

Os meus filhos se foram,
e agora têm os seus próprios filhos...
Então penso em tudo o que aconteceu
e no amor que conheci.

Agora sou uma velha.
Que cruel é a natureza...
A velhice é uma piada
que transforma um ser humano
em um alienado.

O corpo murcha
Os atrativos e a força desaparecem
Ali, onde uma vez teve um coração,
Agora há uma pedra.

No entanto, nestas ruínas,
a menina de 16 anos
ainda está viva.
E o meu coração cansado,
ainda está repleto de sentimentos

Vivos e conhecidos
Recordo os dias
Os felizes e os tristes
Em meus pensamentos,
volto a amar e a viver o meu passado.

Penso em todos esses anos
Que foram, ao mesmo tempo poucos
Mas que passaram muito rápido,
E aceito o inevitável...
Que nada pode durar para sempre...
por isso, abram seus olhos e vejam

Diante de vocês não está uma velha mal-humorada
Diante de vocês estou apenas “EU...”
Uma menina, mulher e senhora.
Viva! E com todos os sentimentos de uma vida...

Lembre deste poema da próxima vez que se encontrar com uma pessoa idosa mal-humorada, e não a rejeite...
Sem olhar primeiro a sua Alma Jovem…
Você vai estar algum dia em seu lugar…

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