sábado, 28 de novembro de 2015

Uma aula de humanidade no Jornal Nacional


Luís Nassif 

Por questão de justiça, não há como deixar de reconhecer a extraordinária série de Sandra Passarinho no Jornal Nacional sobre a educação inclusiva.

O padrão do jornalismo de TV é sempre enaltecer os fatos comuns à maioria dos espectadores e a diminuir (por vezes criminalizar) o que é exceção. É esse comportamento execrável que tornou a Globo a campeã da discriminação contra o instituto da adoção.

Já a série de Sandra Passarinho, defendendo a educação inclusiva – isto é, as crianças com deficiência sendo educadas em escolas convencionais – foi uma aula de humanidade.

Tratou o tema sem folclorizar, identificando os pontos centrais das políticas de inclusão, mostrou crianças com deficiência sendo acolhidas pelos colegas e pelas professoras, algumas cenas emocionantes – como o jovem com paralisia cerebral jogando capoeira.

Como ninguém é de ferro, mostrou crianças com necessidades especiais sendo conduzidas às escolas por veículos especiais, sem informar o fato de ser política do governo federal. Mencionou as 700 mil crianças com deficiência na rede escolar, sem informar que são fruto de uma política social bem-sucedida do ex-ministro da Educação Fernando Haddad.

Mas faz parte do jogo.

No que interessa – a desmistificação da educação inclusiva – foi uma aula de jornalismo que mostra como um canhão como o JN poderia melhorar o país, se todas as reportagens fossem antenadas com os avanços sociais e econômicos.

Reproduzido do blog do autor: http://www.jornalggn.com.br/noticia/uma-aula-de-humanidade-no-jornal-nacional
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