sábado, 2 de julho de 2016

Enquete: o que Temer vai fazer na presidência?

Richard Jakubaszko



Encerrada a enquete, depois de 35 dias, votaram 349 pessoas, como se pode analisar no resumo, aí na aba lateral.
 

Conquistou o maior número de votos, entre as questões propostas por este blogueiro, o quesito “flexibilizar a CLT”, com 73% das preferências. O assunto tem sido debatido tanto no Congresso como em ministérios, e deve avançar se for aprovado em definitivo o impeachment da Dilma Roussef, questão ainda indefinida, politicamente falando, e isso só deve acontecer de setembro em diante. O resultado demonstra o descrédito dos eleitores no governo hoje provisório. A CLT é a única proteção legal dos trabalhadores enquanto empregados. Sua descontinuidade não garante empregos e só traz benefícios ao empregador.

Em 2º lugar aparece o quesito “encerrar a Lava Jato”, com 67% dos votos, fato que tanto na mídia, como no Congresso, no Governo Federal, e até mesmo no STF, tem sido discutido à exaustão, procurando-se saídas jurídicas e políticas para esvaziar as atividades e os chamados exageros e arbítrios cometidos pelo juiz Sérgio Moro. Pode sair uma solução política, a qualquer momento, pois em Brasília e no Brasil adentro há políticos de cabelos em pé, diante da iminência de serem delatados e presos. Esta semana, a campanha Satiagraha, por exemplo, conduzida pelo delegado Protógenes Queiroz, foi oficialmente cancelada, por ter sido realizada "de forma inapropriada", e só o mordomo, digo, o delegado foi condenado (a 2 anos de prisão) e considerado culpado, por todas as investigações da conhecida operação policial. Um dos acusados foi, inclusive, aquinhoado por 2 habeas corpus (decididos em 48 horas) concedidos pelo ministro Gilmar Mendes, do STF, por si só um fato sem precedentes na jurisprudência brasileira e internacional. Portanto, o eleitor da enquete sabe bem os perigos que corre a Lava Jato ao desejar encontrar soluções para a centenária prática da corrupção no Brasil.

No 3º lugar, com 62% dos votos, o item “privatizar o pré-sal”, proposta que anda tramitando agora na Câmara dos Deputados, e cujo projeto de lei, do senador e hoje ministro das Relações Exteriores José Serra, e que é também uma PEC, Propostas de Emenda constitucional, foi aprovada no Senado antes do afastamento de Dilma. Com Dilma haveria o veto da proposta, com Temer existe a certeza de que será sancionada. Assim, os eleitores avaliam que privatizar o pré-sal, ou seja, vender para multinacionais o patrimônio público, é algo muito negativo.

No 4º posto da enquete, com 58% das preferências, ficou a alternativa “todas as anteriores”, e um bom número de eleitores votou no quesito abdicando de votar em mais 2 ou 3 quesitos, pois a enquete permitia múltiplas escolhas de quesitos. Nesse sentido, os 3 primeiros lugares, podem ter sido deixados em branco, e aumentariam as preferências.

Em 5º lugar aparece o “prender o Lula”, com 56% das preferências, mostrando que os votantes percebem claramente as intenções provenientes dos procuradores e juízes da Lava Jato, que ainda investigam a posse do triplex de classe média no Guarujá, e tentam provar que o sítio de Atibaia pertence a Lula, só porque ele levou para lá um pedalinho pros netos brincarem, e tem um iate de lata no valor de R$ 4 mil reais, evidências que, para os procuradores, é uma constatação inequívoca de posse do sítio, um latifúndio improdutivo dedicado ao lazer e ao descanso ocioso do ex-presidente Lula.

Não menos importante é o 6º lugar obtido na votação, do quesito “dar indulto ao Cunha”, um fato observado claramente nas manobras políticas dos deputados na Câmara dos Deputados. Há indícios de que, se Cunha renunciar à presidência da casa, os coleguinhas o perdoarão, e ele ficaria com o mandato de deputado e o foro privilegiado do STF. Entretanto, há pelo menos 3 processos no STF, onde Cunha consta como réu principal, e lá ele pode ser condenado, e, em sendo assim, sairia preso e algemado de dentro do Congresso, independentemente de ser legislador eleito.

Fato curioso na enquete, foi a votação, ainda que pequena, de 15% dos eleitores que cravaram "nenhuma das anteriores", demonstrando que ainda existem muitos coxinhas em atividade neste Brasil, e que acreditam nas boas intenções dos governantes interinos. Em certo sentido, a maioria dos votos registrados na enquete demonstra que o brasileiro ainda tem bom senso e vê com realismo o futuro para dentro em breve.


* A enquete não tem o valor estatístico formal de uma pesquisa de campo, com questionários estruturados aplicados com parâmetros dentro de normas estabelecidas, como, por exemplo, uma estratificação social e econômica da população. Mas, por ter sido pública, em aberto para votação por 45 dias, expressa o pensamento de 349 internautas, eleitores espontâneos de uma enquete aberta e pública.

Adicionalmente o blogueiro informa que a enquete não podia receber votos de usuários de smartphones, apenas de usuários computadores e tablets, equipamentos em que a aba lateral do blog aparece a estes, enquanto que nas telinhas dos aparelhos móbiles a aba lateral nunca era exibida, não permitindo a votação.
É interessante observar que o sistema Google impede que um eleitor vote duas vezes.


OBS O resultado detalhado da enquete, quesito por quesito, está na aba lateral deste blog, a partir de 04 julho foi movido para o rodapé da aba, leve o cursor até lá, e boa leitura.
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