sexta-feira, 1 de julho de 2016

Menos uma árvore, em São Paulo.

Richard Jakubaszko
Uma frondosa Sibipiruna quiçá quase centenária foi abatida semana passada por zelosos funcionários da Prefeitura de São Paulo (Capital), sob a supervisão de uma engenheira agrônoma. Quase em frente à redação da DBO.
A motosserra zuniu o dia inteirinho.
Primeiro foram os galhos novos superiores.
Depois, os ramos e galhos médios.
E a Sibipiruna foi se desconfigurando. Logo, estava só com o tronco e alguns ramos, já sem folhas, apenas algumas samambaias ainda estavam penduradas ao tronco principal.

Os funcionários alegaram que a árvore estava condenada.

Na verdade, a Sibipiruna foi assassinada pelos funcionários da Prefeitura de São Paulo, omissos no comportamento e na ação do que fazia o dono da casa e responsável pela calçada onde vivia a Sibipiruna. 
Em alguma reforma da calçada, num passado distante, "esgoelaram" em volta do tronco a calçada, feita de concreto e paralelepípedos. Não deixaram mais do que uns 2 cm de terra em volta da base do tronco para que a água das chuvas se infiltrasse.

As raízes da Sibipiruna, deveriam ser largas como a copa, e quase tão profundas quanto a altura da árvore; como não entrava água,  secaram e morreram. A árvore perdeu sua sustentabilidade, como se fala hoje em dia.
 
A engenheira agrônoma que acompanhou o desbaste deveria ter ido antes de a árvore morrer. Depois que decidiram retirar a árvore da calçada, não precisava mais. Agrônomos não se graduam para derrubar árvores, mas para fazê-las viver. Ou não?

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