quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Como o mundo foi (e é) enganado sobre o aquecimento global (Parte 1)

José Carlos Parente de Oliveira *
Verificando a evolução do tempo e do clima, a apartir dos dados disponíveis, seja em geleiras, seja de radiossondagem, seja por satélite, verifica-se que o tempo atual é completamente normal, ou seja, ele situa-se dentro do intervalo das variações de tempo e clima anteriores.

O gráfico a seguir mostra os valores de temperatura da atmosfera nos últimos 420.000 anos obtidos na Geleira Vostok, na Antártica, conforme artigo científico publicado na prestigiada revista Nature (Petit, et al., Climate and atmospheric history of the past 420,000 years from the Vostok ice core, Antarctica, Nature, v. 399, p. 429-436, 1999). Essa reconstrução temporal da temperatura é possível porque as precipitações de neve a cada ano vão se acumulando em camadas verticais distintas, umas sobre as outras.

Figura 1

 Da Figura 1 se vê que a história climática da Terra é uma sequência de Períodos Glaciais, com duração média de 110.000 anos – assinalados em azul – intercalados por Períodos Interglaciais, com cerca de 11.000 anos de duração – assinalados em vermelho. Também se vê que a diferença de temperatura entre esses períodos é de cerca de 10,0ºC e que o período interglacial atual – assinalado pelo círculo – tem temperturas mais baixas que as temperaturas dos quatro últimos períodos interglaciais – a reta horizontal tem o bjetivo de tornar claro a comparação entre esses períodos.

A Figura 2 mostra a Temperatura Global Mensal medida por satélites, entre 1979 e 2016, e obtida dos arquivos de dados RSS/MSU/AMSU/UAH (Remote Sensing Systems/Microwave Sounding Unit/Advanced Microwave Sounding Unit/University of Alabama in Huntsville,
http://www.nsstc.uah.edu/data/msu/).

Claramente observa-se que a temperatura da atmosfera terrestre teve um grande aquecimento em 1998, ano em que ocorreu um gigantesco El Niño, que aquece a atmosfera e branqueia os corais do Oceano Pacífico! De lá para cá a temperatura da atmosfera terrestre se manteve, em termos práticos, constante. Ou seja, a temperatura da atmosfera não está aumentando incessantemente como é noticiado, conforme os sensores modernos e precisos presentes nos satélites

Figura 2
Não há, portanto, um aumento dramático na temperatura, ou aumento de severidade na precipitação, furacões, tornados, ou qualquer outro fenômeno atmosférico, quando se observa os dados medidos para esses fenômenos.

Dessa forma, se pode afirmar que o fenômeno climático do aquecimento, dos tornados, das cheias etc., são reais, e não há ninguém que os negue. Contudo, esses fenômenos, independentemente de suas intensidades, são normais. O que não é normal é distorcer a verdade sobre eles para impor à população previamente planejadas em favor de grupos, governos e interesses políticos e econômicos particulares.

Assim, é verdade que o clima terrestre está mudando como sempre o fez e continuará mudando, e sua taxa de mudança ou variação é perfeitamente normal.

É claro, que isso não é o que o governo, os ambientalistas radicais, os grupos econômicos ligados às ditas energias “alternativas” ou a grande mídia desejam e promovem: o resultado dessa campanha de desinformação é que a maioria da população acredita no que eles dizem. E esses atores repetem dia e noite que o homem e suas atividades perturbam perigosamente o clima. O equívoco, incessantemente imposto a todos, é deliberado e essencial para a exploração do aquecimento global e das mudanças climáticas como o veículo para uma desejada agenda política e econômica.
 

No Brasil há um fenômeno que segue a mesma sistemática de enganação: a Indústria da Seca no Nordeste. O fenômeno da seca é real e isso ninguém nega. Contudo, o alarde em torno dela e principalmente as “soluções” secularmente adotadas pelos governos, políticos e grupos econômicos, perpetuam o sofrimento de grande parcela da população brasileira. A ignorância e a fé da população amalgamam-se em favor dos propósitos desses atores. O modus operandi desse fenômeno é muito similar a aquele do aquecimento global, guardada, principalmente, as proporções quanto às quantias envolvidas.

Vejamos com um simples exemplo, como um fato normal pode tornar-se algo atípico. Se você não possui o carro X, você raramente vê um, mas ao comprar um deles você passa a ver carros X em toda parte. Na verdade, esses carros sempre estiveram por ai, mas eles não faziam parte da sua atenção e consciência. Da mesma forma, os eventos de tempo e clima sempre ocorreram e não chamavam tanto sua atenção, pois esfriar, esquentar, ventar, chover, trovoar ou relampejar são fenômenos normais na vida de cada um. Mas, esses fenômenos se tornaram parte de sua atenção e consciência depois que a mídia passou a noticiar diariamente o aquecimento global nos noticiários da manhã, da tarde e da noite, assim como nos jornais e revistas. E mais, tudo o que ocorre – chuva, neve, tornado, tempestade, mortandade de peixes, cheia, etc., – é culpa do aquecimento global, e, por consequência, das atividades produtivas dos humanos. Dessa forma, você é levado a concluir que as pessoas são culpadas pelo que ocorre na natureza, e devem pagar por isso.

Na verdade, o fenômeno que cria a ilusão que o clima é anormal é a atenção dada pela mídia, que transformou algo normal em atípico e perigoso
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Tem uma historinha que justifica bem a transformação das Mudanças Climáticas em algo anormal. Vejamos.

O IPCC, grande mídia, políticos e empresários das “alternativas” afirmam que frio, cheia, tornado ou neve não usuais são resultados das Mudanças Climáticas. Contudo, é notório que as Mudanças Climáticas ocorrem há milhões de anos, ou seja, essas mudanças são fenômenos normais. Por que então não se dizer que as Mudanças Climáticas são normais? Por um motivo “pueril”: NÃO HÁ DINHEIRO PARA O QUE É NORMAL!

* o autor é físico, professor da Universidade Federal do Ceará, e é coautor do livro “CO2 aquecimento e mudanças climáticas: estão nos enganando?
 
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