segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Desenhos que parecem fotos

Richard Jakubaszko

Cada coisa que a gente vê! Quando descobrimos nos encantamos. Olha só o talento dos desenhistas que fizeram esses desenhos, parecem fotos, parece inacreditável. Lamentavelmente foram copiados por mim na internet sem que conseguisse descobrir sequer o nome dos autores.


Que tal esse breakfast continental? Não parece real?
















E esse bar, não dá vontade de tomar um drink?



Ou essa mulher detrás do plástico embaçado? Será real?

Ou essa mesa provençal?




Olha o canto da mesa!

A mesa tem suas cadeiras e até uma bacia...



Mulher rezando...







Mulher na piscina.




Detalhe de carro antigo



Mulher no chuveiro





Talento, isso é muito talento, minha gente!







PS. Não esqueçam de votar para presidente na enquete do blog, aí na aba lateral direita do blog.
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sábado, 28 de agosto de 2010

Viver não dói

Richard Jakubaszko

Recebi por e-mail de Odemar Costa e divido com os leitores do blog:


"Ofereço um link que lhe permite ouvir "Viver não dói" de Carlos Drumond de Andrade, um de nossos mais famosos poetas;
 
http://www.odemarcosta.com/locutor/viver_nao_doi_de_drumond.mp3
 

gravei esta crônica há dois anos e que está no FTP de meu site, que você pode repassar para quem aprecia um bom trabalho poético.
Tenham todos uma boa semana."

Odemar Costa
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quarta-feira, 25 de agosto de 2010

O preconceito das elites

Richard Jakubaszko
O discurso do apedeuta (em Mato Grosso do Sul, esta semana) é emocional, é muito forte, lúcido, de um raciocínio limpo e direto, cadenciado, rítmico. Explica a sua popularidade sem paralelo na história deste país, mesmo ao fim de dois períodos de governo, quando já deveria estar com índices em queda. Mostra uma capacidade de comunicação que raramente se vê em políticos e mesmo em profissionais da arte da representação, aliás, os políticos são profissionais desta área tammbém. Caso não sejam bons atores não sobrevivem.
Mas Lula é a exceção à regra, comprovado pela sua capacidade de transferência de votos. E não me digam que "é a economia, estúpido", pois não é só isso, é muito mais, transcende, é uma admirável capacidade de se comunicar com o povo, com os mais simples e humildes, numa linguagem direta, acessível, emocional, e que convence.
Um fenômeno a ser estudado no futuro, por sociólogos, comunicadores e historiadores.
Lamentavelmente conheço muitas pessoas e tenho amigos que ainda possuem uma enorme resistência ao cara. Será um simples preconceito?

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segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Aviso na porta do consultório médico

Richard Jakubaszko
Enviado por minha filha
Daniela Jakubaszko, a super doutora lá de casa, uma das três participantes do combativo e engajado blog "Somos Mulheres de Fibra", que vc encontra neste link: http://somosmulheresdefibra.blogspot.com/ pois recebi via e-mail e reproduzo aqui no blog o alerta que está colocado na porta de um suposto espaço terapêutico:

AVISO
O resfriado escorre quando o corpo não chora.
A dor de garganta entope quando não é possível comunicar as aflições.
O estômago arde quando as raivas não conseguem sair.
O diabetes invade quando a solidão dói.
O corpo engorda quando a insatisfação aperta.
A dor de cabeça deprime quando as duvidas aumentam.
O coração desiste quando o sentido da vida parece terminar.
A alergia aparece quando o perfeccionismo fica intolerável.
As unhas quebram quando as defesas ficam ameaçadas.
O peito aperta quando o orgulho escraviza.
O coração enfarta quando chega a ingratidão.
A pressão sobe quando o medo aprisiona.
As neuroses paralisam quando a "criança interna" tiraniza.
A febre esquenta quando as defesas detonam as fronteiras da imunidade.

Preste atenção!
O plantio é livre, a colheita, obrigatória...
Preste atenção no que você esta plantando, pois será a mesma coisa que irá colher!


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sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Censura na imprensa: Serra sabe fazer...

Richard Jakubaszko
Circulando afoita pela blogosfera a charge abaixo, uma brihante resposta aos ataques neuróticos do candidato Zé Serra que agora acusa o governo Lula de "censurar a imprensa". Como não tem nada para dizer ou prometer aos eleitores parte para afirmações falsas e mentirosas. A grande imprensa que o apoia replica o "dito acusatório", mas a blogosfera faz a réplica.
Daqui até outubro vai ser uma "festa" de acusações e mentiras, desesperadas... Hoje a Folha de SPaulo insiste em afirmar que Dilma Roussef ainda tem câncer...

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Comunicação facilita o diálogo


Claudia David *

Não existe comunicação genuína sem o envolvimento da liderança empresarial.
O mundo globalizado exige rapidez e assertividade. E como assegurar que os objetivos empresarias, bem como os resultados operacionais, sejam atingidos com sucesso em mercados cada vez mais competitivos e em constante transformação?

 
Hoje, mais do que nunca, a comunicação empresarial tem desempenhado um papel estratégico nas organizações e contribuído, como facilitadora do processo comunicacional, para o alcance dos resultados esperados.

 
Não há mais espaço para culturas organizacionais fragmentadas. As informações devem fluir em todos os níveis no tempo correto, de forma clara, direta e com o significado adequado, proporcionando um ambiente favorável à integração, criatividade, ousadia e iniciativa. É a comunicação “construtiva” como diferencial estratégico, facilitando a cultura da integração e a gestão do conhecimento.

 
Compartilhar informações é um fator-chave neste cenário. No entanto, nem sempre as organizações percebem com facilidade o real significado e valor desta troca, ou seja, de que se chegará ao alvo com mais rapidez e menos dispêndio de energia se as pessoas souberem para onde estão caminhando e entenderem a razão pela qual devem seguir juntas para um determinado rumo. Sabemos, ainda, que dentro de uma mesma organização existem diferenças culturais que levam a percepções variadas sobre um mesmo tema.

 
É indiscutível que os recursos humanos representam o ativo mais importante de uma organização. Afinal, está nas mãos dos “colaboradores” movimentar as empresas na direção dos objetivos acordados com os acionistas. E este público espera respeito, que pode ser traduzido como transparência, troca e coerência entre o discurso empresarial e as ações. Isso só para citar as relações com um dos públicos estratégicos das organizações. Espera-se a mesma transparência e assertividade para os demais públicos, como os próprios acionistas, imprensa, organizações não-governamentais, governo, clientes, fornecedores, enfim, todos os representantes do grande grupo conhecido como stakeholders. Não se pode esquecer que as empresas são organismos vivos.


Voltando ao cenário da comunicação interna, o desafio é a “ponte”, ou seja, o profissional de comunicação deve ser um facilitador do diálogo e precisa estar atento às variáveis. Mas são os gestores os verdadeiros responsáveis por impulsionar este processo. Não existe comunicação genuína sem o envolvimento da liderança empresarial. O comunicador, sendo o facilitador e especialista, deve ter o “conhecimento humano” e isto significa entender as pessoas, as diferentes percepções, reações, ser capaz de traçar cenários a fim de transmitir as mensagens em alinhamento com a estratégia, os valores e os princípios organizacionais de forma compreensível em todos os níveis.
Esta visão holística, aliada à sensibilidade, é o diferencial que permite ao profissional de comunicação decodificar mensagens e transmiti-las de forma “construtiva” ao público interno. Afinal, só existe construção por meio da troca – base das relações humanas.


Este movimento de comunicação interna, que permeia todos os níveis, gera a interação entre os colaboradores e desencadeia uma reação positiva voltada à cultura da integração. Equipes unidas – independentemente da área de atuação ou função – são capazes de apresentar resultados sustentáveis de forma mais saudável à organização. E neste contexto a comunicação interna desempenhará, sem dúvida alguma, um papel cada vez mais importante de apoio aos gestores. 

* A autora é jornalista e Gerente de Comunicação América Latina da Bayer CropScience.
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terça-feira, 17 de agosto de 2010

Planejamento estratégico

Richard Jakubaszko
Se você não tem a perfeita noção do que seja "planejamento estratégico", leia com atenção ao texto abaixo:

 
Um garoto de 12 anos entra num bordel arrastando um gato morto por um barbante. Coloca uma nota de 50 no balcão e diz:

- Quero uma mulher!
A cafetina, olhando para ele, responde:
- Você não acha que é um pouco jovem para isso?

Ele coloca uma segunda nota de 50 no balcão e repete:
- Quero uma mulher!
- Tá certo, - responde ela. Senta aí que vem uma dentro de meia hora.
Ele põe outra nota de 50:
- Agora! E ela tem que ter gonorréia!
A cafetina pergunta por que, mas ele saca mais uma nota de 50 e repete:

- Gonorréia!

Alguns minutos depois chega uma mulher.
Eles sobem a escada (o garoto arrastando o gato morto). No quarto ela faz seu trabalho...

Quando eles estão saindo, a cafetina pergunta curiosa:
- Tudo bem, mas por que você queria alguém com gonorréia?
 
- Quando eu voltar para casa transo com a babá, e quando o papai voltar para casa, ele vai levar a babá para casa dela e vai transar com ela.
Quando ele voltar para casa, vai transar com a mamãe, e amanhã de manhã, depois que o papai sair para o trabalho, a mamãe vai transar com o leiteiro... aquele filho da puta que atropelou meu gato!!!

 
ENTENDEU AGORA O QUE É PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO?
É aquilo que estrupia com todo mundo para se atingir um objetivo específico.


Você certamente já percebeu isto, não apenas entre os políticos de oposição, aqueles do grupo do "quanto pior, melhor", mas também entre funcionários que podem arrasar com a empresa onde trabalham só para ver prevalecer a sua própria opinião, ou ver um companheiro, chefe ou colega desafeto se ferrar. É por isso que sempre digo "pense e sinta estrategicamente para não ser surpreendido".

Agora pense um pouco sobre o "planejamento estratégico" da oposição no Brasil, mais especificamente dos políticos tucanos e demos. Se dizem da oposição, acham que "podem mais", mas não dizem como fazer isso e nem o que é que vão fazer para melhorar. Dizem que são oposição ao governo, mas garantem que vão continuar o que está sendo feito. Ou seja, pretendem mudar, prometem mudar, mas garantem que vão continuar fazendo o que está sendo feito, sem mudar nada, só vão melhorar um pouquinho mais...
E depois dizem que o povo não sabe votar.

Acho que o povo sabe pensar, sentir e agir estrategicamente... É só olhar para as pesquisas de intenção de voto pra comprovar isso...

Mais uma vez lamento que, conforme já escrevi aqui nesse blog, dois meses atrás, vai haver definição da eleição para Presidente ainda no primeiro turno. Que os petistas saiam do salto alto, caso contrário vai ser difícil aguentar...
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segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Arrasador: Lula x FHC.

Richard Jakubaszko
Simplesmente arrasador o vídeo abaixo, na comparação entre os dois governantes. Publicado originalmente no site de O Vermelho, seria compreensível que o vídeo mostrasse essas vantagens de Lula versus FHC, mas as evidências ficam para o julgamento de quem assistir, comprove você mesmo. As questões abordadas explicam os índices alcançados pela candidata Dilma Roussef nas eleições presidenciais de outubro próximo.

domingo, 15 de agosto de 2010

Leia 305 livros clássicos, de graça.

Richard Jakubaszko
Nos livros estão quase todos os saberes da humanidade. Pelo alto custo de produção e absurdo valor de venda as boas obras deixam de ser lidas pela grande maioria das pessoas. Algumas obras clássicas, entretanto, estão agora disponibilizadas no site http://www.dominiopublico.gov.br/ e podem ser lidas pelo computador ou mesmo feito o download sem qualquer custo, caíram no "domínio público", não há mais direitos autorais sobre as mesmas.

305 livros grátis (Isso vale a pena saber...)
"Amo a liberdade, por isso, todas as coisas que tenho deixo-as livres. Se voltarem, é porque as tive, se não voltarem, é porque nunca as conquistei. " (John Lennon)
É só clicar no link abaixo e escolher depois pelo título para ler ou imprimir.

http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.doselect_action=&co_obra=2203

Veja as obras disponíveis:
1. A Divina Comédia -Dante Alighieri
2. A Comédia dos Erros -William Shakespeare
3. Poemas de Fernando Pessoa -Fernando Pessoa
4. Dom Casmurro -Machado de Assis
5. Cancioneiro -Fernando Pessoa
6. Romeu e Julieta -William Shakespeare
7. A Cartomante -Machado de Assis
8. Mensagem -Fernando Pessoa
9. A Carteira -Machado de Assis
10. A Megera Domada -William Shakespeare
11. A Tragédia de Hamlet, Príncipe da Dinamarca -William Shakespeare
12. Sonho de Uma Noite de Verão -William Shakespeare
13. O Eu profundo e os outros Eus. -Fernando Pessoa
14. Dom Casmurro -Machado de Assis
15. Do Livro do Desassossego -Fernando Pessoa
16. Poesias Inéditas -Fernando Pessoa
17. Tudo Bem Quando Termina Bem -William Shakespeare
18. A Carta -Pero Vaz de Caminha
19. A Igreja do Diabo -Machado de Assis
20. Macbeth -William Shakespeare
21. Este mundo da injustiça globalizada -José Saramago
22. A Tempestade -William Shakespeare
23. O pastor amoroso -Fernando Pessoa
24. A Cidade e as Serras -José Maria Eça de Queirós
25. Livro do Desassossego -Fernando Pessoa
26. A Carta de Pero Vaz de Caminha -Pero Vaz de Caminha
27. O Guardador de Rebanhos -Fernando Pessoa
28. O Mercador de Veneza -William Shakespeare
29. A Esfinge sem Segredo -Oscar Wilde
30. Trabalhos de Amor Perdidos -William Shakespeare
31. Memórias Póstumas de Brás Cubas -Machado de Assis
32. A Mão e a Luva -Machado de Assis
33. Arte Poética -Aristóteles
34. Conto de Inverno -William Shakespeare
35. Otelo, O Mouro de Veneza -William Shakespeare
36. Antônio e Cleópatra -William Shakespeare
37. Os Lusíadas -Luís Vaz de Camões
38. A Metamorfose -Franz Kafka
39. A Cartomante -Machado de Assis
40. Rei Lear -William Shakespeare
41. A Causa Secreta -Machado de Assis
42. Poemas Traduzidos -Fernando Pessoa
43. Muito Barulho Por Nada -William Shakespeare
44. Júlio César -William Shakespeare
45. Auto da Barca do Inferno -Gil Vicente
46. Poemas de Álvaro de Campos -Fernando Pessoa
47. Cancioneiro -Fernando Pessoa
48. Catálogo de Autores Brasileiros com a Obra em Domínio Público -Fundação Biblioteca Nacional
49. A Ela -Machado de Assis
50. O Banqueiro Anarquista -Fernando Pessoa
51. Dom Casmurro -Machado de Assis
52. A Dama das Camélias -Alexandre Dumas Filho
53. Poemas de Álvaro de Campos -Fernando Pessoa
54. Adão e Eva -Machado de Assis
55. A Moreninha -Joaquim Manuel de Macedo
56. A Chinela Turca -Machado de Assis
57. As Alegres Senhoras de Windsor -William Shakespeare
58. Poemas Selecionados -Florbela Espanca
59. As Vítimas-Algozes -Joaquim Manuel de Macedo
60. Iracema -José de Alencar
61. A Mão e a Luva -Machado de Assis
62. Ricardo III -William Shakespeare
63. O Alienista -Machado de Assis
64. Poemas Inconjuntos -Fernando Pessoa
65. A Volta ao Mundo em 80 Dias -Júlio Verne
66. A Carteira -Machado de Assis
67. Primeiro Fausto -Fernando Pessoa
68. Senhora -José de Alencar
69. A Escrava Isaura -Bernardo Guimarães
70. Memórias Póstumas de Brás Cubas -Machado de Assis
71.. A Mensageira das Violetas -Florbela Espanca
72. Sonetos -Luís Vaz de Camões
73. Eu e Outras Poesias -Augusto dos Anjos
74. Fausto -Johann Wolfgang von Goethe
75. Iracema -José de Alencar
76. Poemas de Ricardo Reis -Fernando Pessoa
77. Os Maias -José Maria Eça de Queirós
78. O Guarani -José de Alencar
79. A Mulher de Preto -Machado de Assis
80. A Desobediência Civil -Henry David Thoreau
81. A Alma Encantadora das Ruas -João do Rio
82. A Pianista -Machado de Assis
83. Poemas em Inglês -Fernando Pessoa
84. A Igreja do Diabo -Machado de Assis
85. A Herança -Machado de Assis
86. A chave -Machado de Assis
87. Eu -Augusto dos Anjos
88. As Primaveras -Casimiro de Abreu
89. A Desejada das Gentes -Machado de Assis
90. Poemas de Ricardo Reis -Fernando Pessoa
91. Quincas Borba -Machado de Assis
92. A Segunda Vida -Machado de Assis
93. Os Sertões -Euclides da Cunha
94. Poemas de Álvaro de Campos -Fernando Pessoa
95. O Alienista -Machado de Assis
96. Don Quixote. Vol. 1 -Miguel de Cervantes Saavedra
97. Medida Por Medida -William Shakespeare
98. Os Dois Cavalheiros de Verona -William Shakespeare
99. A Alma do Lázaro -José de Alencar
100. A Vida Eterna -Machado de Assis
101. A Causa Secreta -Machado de Assis
102. 14 de Julho na Roça -Raul Pompéia
103... Divina Comedia -Dante Alighieri
104. O Crime do Padre Amaro -José Maria Eça de Queirós
105. Coriolano -William Shakespeare
106. Astúcias de Marido -Machado de Assis
107. Senhora -José de Alencar
108. Auto da Barca do Inferno -Gil Vicente
109. Noite na Taverna -Manuel Antônio Álvares de Azevedo
110. Memórias Póstumas de Brás Cubas -Machado de Assis
111. A 'Não-me-toques' ! -Artur Azevedo
112. Os Maias -José Maria Eça de Queirós
113. Obras Seletas -Rui Barbosa
114. A Mão e a Luva -Machado de Assis
115. Amor de Perdição -Camilo Castelo Branco
116. Aurora sem Dia -Machado de Assis
117. Édipo-Rei -Sófocles
118. O Abolicionismo -Joaquim Nabuco
119. Pai Contra Mãe -Machado de Assis
120. O Cortiço -Aluísio de Azevedo
121. Tito Andrônico -William Shakespeare
122... Adão e Eva -Machado de Assis
123. Os Sertões -Euclides da Cunha
124. Esaú e Jacó -Machado de Assis
125. Don Quixote -Miguel de Cervantes
126. Camões -Joaquim Nabuco
127. Antes que Cases -Machado de Assis
128. A melhor das noivas -Machado de Assis
129. Livro de Mágoas -Florbela Espanca
130. O Cortiço -Aluísio de Azevedo
131. A Relíquia -José Maria Eça de Queirós
132. Helena -Machado de Assis
133. Contos -José Maria Eça de Queirós
134. A Sereníssima República -Machado de Assis
135. Iliada -Homero
136. Amor de Perdição -Camilo Castelo Branco
137. A Brasileira de Prazins -Camilo Castelo Branco
138. Os Lusíadas -Luís Vaz de Camões
139. Sonetos e Outros Poemas -Manuel Maria de Barbosa du Bocage
140. Ficções do interlúdio: para além do outro oceano de Coelho Pacheco. -Fernando Pessoa
141. Anedota Pecuniária -Machado de Assis
142. A Carne -Júlio Ribeiro
143.. O Primo Basílio -José Maria Eça de Queirós
144. Don Quijote -Miguel de Cervantes
145. A Volta ao Mundo em Oitenta Dias -Júlio Verne
146. A Semana -Machado de Assis
147. A viúva Sobral -Machado de Assis
148. A Princesa de Babilônia -Voltaire
149. O Navio Negreiro -Antônio Frederico de Castro Alves
150. Catálogo de Publicações da Biblioteca Nacional -Fundação Biblioteca Nacional
151. Papéis Avulsos -Machado de Assis
152. Eterna Mágoa -Augusto dos Anjos
153. Cartas D'Amor -José Maria Eça de Queirós
154. O Crime do Padre Amaro -José Maria Eça de Queirós
155. Anedota do Cabriolet -Machado de Assis
156. Canção do Exílio -Antônio Gonçalves Dias
157. A Desejada das Gentes -Machado de Assis
158. A Dama das Camélias -Alexandre Dumas Filho
159. Don Quixote. Vol. 2 -Miguel de Cervantes Saavedra
160. Almas Agradecidas -Machado de Assis
161. Cartas D'Amor - O Efêmero Feminino -José Maria Eça de Queirós
162. Contos Fluminenses -Machado de Assis
163.. Odisséia -Homero
164. Quincas Borba -Machado de Assis
165. A Mulher de Preto -Machado de Assis
166. Balas de Estalo -Machado de Assis
167. A Senhora do Galvão -Machado de Assis
168. O Primo Basílio -José Maria Eça de Queirós
169. A Inglezinha Barcelos -Machado de Assis
170. Capítulos de História Colonial (1500-1800) -João Capistrano de Abreu
171. CHARNECA EM FLOR -Florbela Espanca
172. Cinco Minutos -José de Alencar
173. Memórias de um Sargento de Milícias -Manuel Antônio de Almeida
174. Lucíola -José de Alencar
175. A Parasita Azul -Machado de Assis
176. A Viuvinha -José de Alencar
177. Utopia -Thomas Morus
178. Missa do Galo -Machado de Assis
179. Espumas Flutuantes -Antônio Frederico de Castro Alves
180. História da Literatura Brasileira: Fatores da Literatura Brasileira -Sílvio Romero
181. Hamlet -William Shakespeare
182. A Ama-Seca -Artur Azevedo
183... O Espelho -Machado de Assis
184. Helena -Machado de Assis
185. As Academias de Sião -Machado de Assis
186. A Carne -Júlio Ribeiro
187. A Ilustre Casa de Ramires -José Maria Eça de Queirós
188. Como e Por Que Sou Romancista -José de Alencar
189. Antes da Missa -Machado de Assis
190. A Alma Encantadora das Ruas -João do Rio
191. A Carta -Pero Vaz de Caminha
192. LIVRO DE SÓROR SAUDADE -Florbela Espanca
193. A mulher Pálida -Machado de Assis
194. Americanas -Machado de Assis
195. Cândido -Voltaire
196. Viagens de Gulliver -Jonathan Swift
197. El Arte de la Guerra -Sun Tzu
198. Conto de Escola -Machado de Assis
199. Redondilhas -Luís Vaz de Camões
200. Iluminuras -Arthur Rimbaud
201. Schopenhauer -Thomas Mann
202. Carolina -Casimiro de Abreu
203. A esfinge sem segredo -Oscar Wilde
204. Carta de Pero Vaz de Caminha. -Pero Vaz de Caminha
205. Memorial de Aires -Machado de Assis
206. Triste Fim de Policarpo Quaresma -Afonso Henriques de Lima Barreto
207. A última receita -Machado de Assis
208. 7 Canções -Salomão Rovedo
209. Antologia -Antero de Quental
210. O Alienista -Machado de Assis
211. Outras Poesias -Augusto dos Anjos
212. Alma Inquieta -Olavo Bilac
213. A Dança dos Ossos -Bernardo Guimarães
214. A Semana -Machado de Assis
215. Diário Íntimo -Afonso Henriques de Lima Barreto
216. A Casadinha de Fresco -Artur Azevedo
217. Esaú e Jacó -Machado de Assis
218. Canções e Elegias -Luís Vaz de Camões
219. História da Literatura Brasileira -José Veríssimo Dias de Matos
220. A mágoa do Infeliz Cosme -Machado de Assis
221. Seleção de Obras Poéticas -Gregório de Matos
222. Contos de Lima Barreto -Afonso Henriques de Lima Barreto
223. Farsa de Inês Pereira -Gil Vicente
224. A Condessa Vésper -Aluísio de Azevedo
225. Confissões de uma Viúva -Machado de Assis
226. As Bodas de Luís Duarte -Machado de Assis
227. O LIVRO D'ELE -Florbela Espanca
228. O Navio Negreiro -Antônio Frederico de Castro Alves
229. A Moreninha -Joaquim Manuel de Macedo
230. Lira dos Vinte Anos -Manuel Antônio Álvares de Azevedo
231. A Orgia dos Duendes -Bernardo Guimarães
232. Kamasutra -Mallanâga Vâtsyâyana
233. Triste Fim de Policarpo Quaresma -Afonso Henriques de Lima Barreto
234. A Bela Madame Vargas -João do Rio
235. Uma Estação no Inferno -Arthur Rimbaud
236.. Cinco Mulheres -Machado de Assis
237. A Confissão de Lúcio -Mário de Sá-Carneiro
238. O Cortiço -Aluísio Azevedo
239. RELIQUIAE -Florbela Espanca
240. Minha formação -Joaquim Nabuco
241. A Conselho do Marido -Artur Azevedo
242. Auto da Alma -Gil Vicente
243. 345 -Artur Azevedo
244. O Dicionário -Machado de Assis
245. Contos Gauchescos -João Simões Lopes Neto
246. A idéia do Ezequiel Maia -Machado de Assis
247. AMOR COM AMOR SE PAGA -França Júnior
248. Cinco minutos -José de Alencar
249. Lucíola -José de Alencar
250. Aos Vinte Anos -Aluísio de Azevedo
251. A Poesia Interminável -João da Cruz e Sousa
252. A Alegria da Revolução -Ken Knab
253. O Ateneu -Raul Pompéia
254. O Homem que Sabia Javanês e Outros Contos -Afonso Henriques de Lima Barreto
255. Ayres e Vergueiro -Machado de Assis
256. A Campanha Abolicionista -José Carlos do Patrocínio
257. Noite de Almirante -Machado de Assis
258. O Sertanejo -José de Alencar
259. A Conquista -Coelho Neto
260. Casa Velha -Machado de Assis
261. O Enfermeiro -Machado de Assis
262. O Livro de Cesário Verde -José Joaquim Cesário Verde
263. Casa de Pensão -Aluísio de Azevedo
264. A Luneta Mágica -Joaquim Manuel de Macedo
265. Poemas -Safo
266. A Viuvinha -José de Alencar
267. Coisas que Só Eu Sei -Camilo Castelo Branco
268. Contos para Velhos -Olavo Bilac
269. Ulysses -James Joyce
270. 13 Oktobro 1582 -Luiz Ferreira Portella Filho
271. Cícero -Plutarco
272. Espumas Flutuantes -Antônio Frederico de Castro Alves
273. Confissões de uma Viúva Moça -Machado de Assis
274. As Religiões no Rio -João do Rio
275. Várias Histórias -Machado de Assis
276. A Arrábida -Vania Ribas Ulbricht
277. Bons Dias -Machado de Assis
278. O Elixir da Longa Vida -Honoré de Balzac
279. A Capital Federal -Artur Azevedo
280. A Escrava Isaura -Bernardo Guimarães
281. As Forças Caudinas -Machado de Assis
282. Coração, Cabeça e Estômago -Camilo Castelo Branco
283. Balas de Estalo -Machado de Assis
284. AS VIAGENS -Olavo Bilac
285. Antigonas -Sofócles
286. A Dívida -Artur Azevedo
287. Sermão da Sexagésima -Pe. Antônio Vieira
288. Uns Braços -Machado de Assis
289. Ubirajara -José de Alencar
290. Poética -Aristóteles
291. Bom Crioulo -Adolfo Ferreira Caminha
292. A Cruz Mutilada -Vania Ribas Ulbricht
293. Antes da Rocha Tapéia -Machado de Assis
294. Poemas Irônicos, Venenosos e Sarcásticos -Manuel Antônio Álvares de Azevedo
295. Histórias da Meia-Noite -Machado de Assis
296. Via-Láctea -Olavo Bilac
297. O Mulato -Aluísio de Azevedo
298. O Primo Basílio -José Maria Eça de Queirós
299. Os Escravos -Antônio Frederico de Castro Alves
300. A Pata da Gazela -José de Alencar
301. BRÁS, BEXIGA E BARRA FUNDA -Alcântara Machado
302. Vozes d'África -Antônio Frederico de Castro Alves
303. Memórias de um Sargento de Milícias -Manuel Antônio de Almeida
304. O que é o Casamento? -José de Alencar
305. A Harpa do Crente -Vania Ribas Ulbricht
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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

A eleição e a reforma política

Mario Ernesto Humberg *

As eleições deste ano mostram mais uma vez a urgência da Reforma Política, para termos um Poder Legislativo de melhor qualidade, que possa servir de contrapeso ao crescente hiper presidencialismo, que se reproduz nos estados. Separar as eleições para o Legislativo e para o Executivo pode ser parte da solução dando aos eleitores melhores condições de escolher seus representantes. Hoje há um excesso de candidatos e a mídia se concentra nas disputas majoritárias: para presidente, governador e, em menor escala, senadores.

A Câmara dos Deputados e as Assembléias Legislativas que deveriam representar a população, hoje, com o Senado e as Câmaras Municipais, não atendem aos interesses maiores da sociedade brasileira. Em grande parte isso se deve à forma de eleição, que dificulta o conhecimento do representante pelo grande número de candidatos e pelo sistema proporcional. Por isso, é preciso melhorar a forma de elegê-los, adotando o voto distrital puro, voto distrital misto, voto em lista ou voto por circunscrição, alternativas de projetos que tramitam (ou dormem) no Congresso.

O deputado Raul Jungmann, do PPS-PE, propôs a realização de um plebiscito junto com a votação do 1º turno neste ano com a seguinte pergunta: "O Congresso Nacional deve aprovar uma reforma política que promova maior transparência, controle social e o combate efetivo à corrupção?". Se a maioria responder sim, o Congresso deve votar e aprovar uma reforma política até o fim da legislatura, discutindo os projetos existentes até chegar a uma decisão.
No Congresso parece que o voto em lista tem maioria, por ser melhor para os deputados eleitos, mas a população talvez prefira o voto distrital. Por isso deve ser consultada, em outro plebiscito, sobre a forma de representação desejável: por distrito, por lista partidária ou como é hoje.

Com o voto distrital, os membros do legislativo têm maior independência, pois dependem dos votos dos eleitores de sua região e não de grandes recursos para serem eleitos. Assim, nos Estados Unidos o presidente da República não controla o Congresso, como aqui, em que ele é submisso ao Executivo, da mesma forma que ocorre com as Assembléias Legislativas e os Governadores, e das Câmaras Municipais com as Prefeituras, salvo raras exceções.

Além de exigir alto volume de recursos para a eleição, nosso sistema confere pouco prestígio aos componentes dos legislativos. Por isso, candidatos pedem nosso voto para o Legislativo e, se eleitos, trocam nosso voto por uma posição no Executivo, onde há mais de 500.000 cargos de confiança nos três níveis de governo, que permitem obter recursos para a campanha e em seu benefício. A consequência é a distorção de nosso processo governamental, em que as leis nascem no Executivo, e nem o orçamento aprovado - a principal função do Legislativo - tem efetividade.

A Reforma Política precisa valorizar a atividade, que entre nós se tornou, antes de tudo, uma forma de enriquecimento dos candidatos e dos eleitos. Separação dos poderes, orçamento impositivo - discutido e aprovado pelo Legislativo, plebiscitos e referendos em conjunto com eleições, escolha do candidato por meio de prévias, voto distrital, diferentes políticas para diferentes estados de acordo com a visão de cada comunidade, são algumas das ideias para a Reforma Política, fundamental para melhorar nosso país.

*Mario Ernesto Humberg é Coordenador do PNBE Pensamento Nacional das Bases Empresariais, presidente da CL-A Comunicações, autor do livro “Ética na Política e na Empresa” entre outros livros e artigos.

Comentário do blogueiro: em junho de 2009 publiquei aqui no blog o artigo "O que precisa mudar no Brasil", que pode ser lido no link a seguir, é uma proposta complementar e paralela à ideia do Mário Ernesto: http://richardjakubaszko.blogspot.com/2009/06/o-que-precisa-mudar-no-brasil.html
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terça-feira, 10 de agosto de 2010

Esgoto é o maior vilão ambiental brasileiro

Richard Jakubaszko
 
publicado hoje no site da Veja:

Desafios brasileiros: 
Esgoto é o maior vilão ambiental brasileiro, diz pesquisador

Ampliação do saneamento básico levaria à recuperação de rios, flora e fauna, defende Evaristo de Miranda, e afetaria vida de 100 milhões de brasileiros
por Jones Rossi
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"A produção de alimentos está

aumentando há trinta anos principalmente
devido ao aumento da tecnologia e não à 
expansão de novas áreas de plantio" 
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Doutor em ecologia pela Universidade de Montpellier, na França, e pesquisador há três décadas da estatal Embrapa, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Evaristo de Miranda, de 58 anos, qualifica as queimadas que assolam a Amazônia e o cerrado de "prática do Neolítico". Quer dizer com isso, claro, que essas são técnicas primitivas para um país que quer e precisa se modernizar. Por isso, o especialista propõe a aposta na tecnologia. É a inovação que pode permitir ao Brasil um futuro sustentável, que combine preservação ambiental e exploração racional das fontes naturais. A boa notícia é que parte disso já é realidade. “A produção de alimentos está aumentando há trinta anos principalmente devido ao aumento da tecnologia, e não à expansão de novas áreas de plantio”, diz Miranda.

Na entrevista a seguir, ele defende o agronegócio, comenta o projeto do novo Código Florestal, que deverá mexer na produção vinda do campo, critica os números que colocam o Brasil entre os maiores poluidores do planeta e surpreende: para ele, o maior desafio brasileiro no campo ambiental é ampliar e melhorar o saneamento básico nas áreas urbanas e rurais.


O pesquisador Evaristo Eduardo de Miranda








Qual é o maior problema ambiental do Brasil hoje?
A falta de coleta e tratamento de esgoto. Segundo dados do IBGE, quase 100 milhões de brasileiros vivem sem coleta de esgoto, que contamina os solos, corre a céu aberto e é fonte de graves doenças, responsáveis por 30% de nossa mortalidade. Do esgoto coletado, o Brasil trata apenas 10%. O resto vai direto para os rios.
 
Então, essa deveria ser a prioridade ambiental atualmente?
Sim. A prioridade deveria ser o saneamento básico em áreas urbanas e rurais, ampliando e melhorando a coleta e o tratamento do lixo e do esgoto, sobretudo na Amazônia e no Nordeste. Isso levaria a uma recuperação extraordinária dos rios e do litoral, de seus peixes, da flora e da fauna. Ainda garantiria a redução da mortalidade infantil e a melhoria da saúde para mais de 100 milhões de pessoas. Quantas ONGs internacionais interessadas no meio ambiente militam por essa causa ou financiam projetos de saneamento no Brasil?

 
O Brasil é apontado como o quarto maior poluidor do clima no mundo. O IBGE afirma que 75% das emissões de gases tóxicos vêm dos desmatamentos e queimadas, principalmente na Amazônia. O quanto devemos ficar preocupados com esses números?
Para comparar emissões totais, seria necessário incluir os dados de desmatamentos e queimadas dos outros países, e não só do Brasil. Se não for assim, é uma comparação desonesta. Será que os russos vão incluir no cálculo de suas emissões os atuais incêndios florestais, por exemplo? E os Estados Unidos incluem os desmatamentos do estado de Washington e as emissões resultantes da queima das florestas da Califórnia? Entre 2000 e 2005, o desmatamento total do Brasil foi de 165.000 km2, o do Canadá de 160.000 km2 e o dos Estados Unidos de 120.000 km2. Esses dados foram publicados pela Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos. Se todos incluírem seus desmatamentos e queimadas, aí, sim, dá para comparar.

Mesmo assim, as queimadas constituem um problema. Como acabar com isso?

Grande parte das queimadas brasileiras não contribui para o acúmulo de CO2 na atmosfera. Em termos de CO2 de origem fóssil, pelos dados de 2008 da EIA (Energy Information Administration, órgão americano que coleta e analisa dados sobre energia), o Brasil ocupava a 17ª posição - após China, Estados Unidos, Rússia, Índia, Japão e outros. Se levar em conta o consumo per capita, caímos ainda mais, para a 123ª posição. Quando o capim ou a cana-de-açúcar voltam a crescer, eles retiram da atmosfera a mesma quantidade de carbono emitida na queima. De qualquer forma, nada justifica essa prática do Neolítico, a ser banida da agricultura. Há vinte anos eu pesquiso e monitoro as queimadas por satélite. O uso agrícola do fogo deve ser substituído por tecnologia moderna.

O agronegócio garante ao brasileiro comida barata. Segundo o levantamento que o senhor fez na Embrapa, legalmente não há mais espaço para expandir a agricultura no Brasil. Por que a agricultura é considerada vilã do meio ambiente no Brasil? Faz sentido essa visão?

Não faz o menor sentido. O Brasil tem uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo, com 47% de energia renovável, em que 29,5% vêm da agricultura. A cana-de-açúcar gera hoje mais energia – graças ao etanol e à produção de energia elétrica nas usinas com o bagaço – que todas as hidrelétricas juntas. A produção de alimentos está aumentando há trinta anos principalmente devido ao aumento da tecnologia e não à expansão de novas áreas de plantio. As cidades, sobretudo as grandes, são as maiores vilãs do meio ambiente, por sua demanda de recursos, pelo consumismo, pelo desperdício e por todos os impactos qualitativos e quantitativos que geram.

A proposta do novo Código Florestal, de autoria do deputado Aldo Rebelo, traz avanços reais para a questão do meio ambiente no Brasil?

Creio que sim. Ele procura compatibilizar a proteção dos biomas com a legítima e necessária exploração do território nacional, em benefício do povo brasileiro. Ele incorpora novos conhecimentos científicos e reconhece as particularidades de nossos biomas e das diversas agriculturas existentes no Brasil. Ele respeita as áreas agrícolas consolidadas em conformidade com a legislação de seu tempo.

Como fazer o crescimento econômico e a sustentabilidade andarem juntos?

Com inovação. Inovando na forma de produzir, na gestão da energia e dos resíduos, no uso de tecnologias modernas, nas parcerias, no consumo consciente e buscando sempre soluções de longo prazo. A pesquisa científica tem um papel fundamental no desenvolvimento da inovação para os processos produtivos, tanto na agricultura como na indústria. Infelizmente, ainda existe muita gente especializada em planejar o que não executa para depois avaliar o que não fez. Eles só atrapalham na busca dessa sustentabilidade.



Comentário do blogueiro:
A entrevista acima não foi publicada na edição impressa, mas apenas no site, o que considero lamentável pela importância do assunto, tema ambiental que tenho debatido aqui no blog, digamos, com muita insistência e teimosia.
Entrei no site da revista Veja (às 18h00), e fiz um comentário sobre a coragem de Evaristo em contestar as informações sistematicamente repetidas pela imprensa. Até 23h30 não tinha sido publicado.
Em e-mail que me encaminhou Evaristo de Miranda informou que a série "Desafios brasileiros" será encaminhada amanhã (4ª) aos presidenciáveis.



Publicado no site da revista Veja, em 10/08/2010:

http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/esgoto-e-o-maior-vilao-ambiental-brasileiro-diz-pesquisador

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