segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Diálogos impossíveis II

Richard Jakubaszko
Da série "Diálogos impossíveis", iniciada com o "Se as árvores falassem" aqui neste blog, http://richardjakubaszko.blogspot.com/2010/07/corno-mas-sensato.html vemos agora que o cientista britânico Stephen Hawking, em seu mais recente livro, "The Grand Design" (O Grande Projeto, em tradução livre), informa novamente e determina que "não é preciso um Deus para criar o Universo", pois o Big Bang é "uma consequência" de leis da Física. Teria Lavoisier replicado com o seu famoso epíteto  "nada sai do nada"? Ou ainda, quem sabe, com o seu definitivo "na natureza nada se cria, tudo se aproveita e se transforma"?

"O fato de que nosso Universo pareça milagrosamente ajustado em suas leis físicas, para que possa haver vida, não seria uma demonstração conclusiva de que foi criado por Deus com a intenção de que a vida exista, mas um resultado do acaso", explicou um dos tradutores da obra, o professor de Física da Matéria Condensada David Jou, da Universidade Autônoma de Barcelona.

A todas essas nos voltamos para a indagação que nos foi deixada de herança pelos gregos, sobre quem teria vindo primeiro, "o ovo ou a galinha". Ou ainda, se criamos Deus à nossa imagem e semelhança, ou se, efetivamente, Deus criou o homem à Sua imagem e semelhança.

O jornal O Estado de São Paulo relata em sua matéria, onde li no último fim-de-semana o repetitivo e secular imbróglio entre a ciência e a religião, onde criacionismo e evolucionismo se defrontam de forma estéril e inconclusiva, que, há 22 anos, em seu livro "Uma Nova História do Tempo", Hawking via na racionalidade das leis cósmicas uma "mente de Deus". O cientista inglês acredita agora que as próprias leis físicas produzem universos sem necessidade de que um Deus exterior a elas "ateie fogo" às equações e faça com que suas soluções matemáticas adquiram existência material.

Ou seja, se o cientista tinha dúvidas, 22 anos atrás, agora ele parece ter certeza do evolucionismo. Portanto, segundo ele, com o Big Bang, nada saiu do nada.
Assim, aquela "mente que regia nosso mundo" se perde na distância dessa multiplicidade cósmica, segundo o tradutor. Hawking admite a existência das equações como fundamento da realidade, mas despreza se perguntar se tais equações poderiam ser obras de um Deus que as superasse e que transcendesse todos os universos.

E eu me pergunto sempre, por que a necessidade atávica dos cientistas em negar que tudo tenha sido obra de Deus?

Teria o nome de soberba? 

Você, leitor do blog, quer saber da minha opinião sobre o tema? Então veja o post "Em cada manhã a vida recomeça", clique no link a seguir: http://richardjakubaszko.blogspot.com.br/2013/06/em-cada-manha-vida-recomeca-ii.html

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Piada cibernética

Richard Jakubaszko 
Confusão cibernética enviada por Edgar "Degas" Pera, diretor de arte da DBO:
Ceará ou inferno?
Quando o homem chegou ao hotel, lá no Ceará, e foi para seu quarto, viu que havia um computador com acesso à internet.
Decidiu, então, enviar um e-mail à sua mulher, mas sem se dar conta errou uma letra e o enviou a outro endereço (outra pessoa)...
O e-mail foi recebido por uma viúva que acabara de chegar do enterro do seu marido e que, ao conferir seus e-mails, desmaiou instantaneamente.
O filho, ao entrar em casa, encontrou sua mãe desmaiada, perto do computador, em cuja tela se podia ler:

Querida esposa: cheguei bem. Provavelmente se surpreenda em receber noticia minha por e-mail, mas agora tem computador aqui e pode-se enviar mensagens às pessoas queridas. Acabo de chegar e já me certifiquei de que está tudo preparado para quando você chegar, na sexta que vem. Tenho muita vontade de te ver e espero que sua viagem seja tão tranquila como está sendo a minha.

PS: Não traga muita roupa, porque aqui faz um calor infernal!!!
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quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Mineirice & caipirice

Richard Jakubaszko
Um fazendeiro mineiro ia indo a pé para sua fazenda em Conceição da Barra do Rio das Mortes, MG.
No caminho, entrou numa venda, comprou um balde, um galão de tinta, dois frangos e um ganso, todos vivos.


Quando saiu da loja, parou e ficou matutando sobre como levar as compras para casa. Enquanto coçava a cabeça, apareceu uma mulher que lhe perguntou como chegar até o Sítio da Andorinha.
- Bem, diz o fazendeiro, minha fazenda fica perto desse sítio. Eu inté podia levá ocê até lá, mas ainda não arresolvi como vou carregá isso tudo aqui.

A mulher sugeriu:
- Cê coloca o galão de tinta dentro do barde, carrega o barde numa mão, o ganso na outra mão. 


- E os 2 frango?, perguntou o fazendeiro mineiro.
- Põe um frango debaixo de cada braço, uai.

- Muito obrigado! - disse o homem - É uma boa idéia.

A seguir, partiram os dois pela estrada. No caminho, depois de uma hora de caminhada, ele disse:
- Vamo cortá caminho e pegá este ataio pelo mato, que nóis vamo economizá muito tempo.

A mulher olhou desconfiada e cautelosamente e disse:
- Óia, eu tô sozinha e não tenho como me defendê. Como vou sabê se quando a gente entrá no mato ocê não vai avançá em cima de mim, levantá minha saia e abusá de eu?

- Óia, eu tô carregano um barde, um galão de tinta, dois frango e um ganso... Como qui eu ia fazê isso com ocê com tanta coisa nas mão? Se eu sortá o ganso e os frango, eles foge tudo!

- Muito simples, uai: Cê coloca o ganso no chão, pôe o barde invirtido em cima dele, coloca o galão de tinta prá pesá em cima do barde que o ganso não vai escapuli...

- E os dois frango?, perguntou o mineiro.

- Ah, os dois frango?... pó deixá que eu seguro eles pra ocê, uai!
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sábado, 20 de novembro de 2010

Ti lascio una canzone

Richard Jakubaszko
Gente, o mundo é bom e muito bonito. Nada está perdido ainda, temos salvação...
Assistam alguns dos vídeos abaixo, é pura magia, música e emoção. Muita emoção, é muito talento, confesso, admito, é nervo exposto de dente.
Ti lascio una canzone foi um programa na RAI, a TV pública Italiana, programa que descobri numa sexta-feira altas horas da noite quando estava na Alemanha em setembro último. Depois de andar durante o dia inteiro, fazendo compras e olhando tudo, fiquei, como se diz, "moído". Os pés, pernas, o corpo inteiro doía. Jantei cedo e fui para o hotel, pois no dia seguinte era para reiniciar o longo retorno de volta da viagem. Depois de tomar um banho liguei a TV, abri uma latinha de cerveja, acendí meu cigarrinho de palheiro e fui navegar na TV a cabo. 

Tropecei na RAI que apresentava o programa "Ti lascio una canzone". Um programa de TV com músicas cantadas apenas por crianças, na faixa etária de 9 a 14 anos. Travei. Levantei o volume e me deixei enlevar, foi paixão pura, emoção, tudo que se possa qualificar como "felicidade divina, paradisíaca".

Ao voltar ao Brasil comentei com minha mulher sobre o talento das crianças e ficamos de "butuca" para ver se a RAI apresentava o mesmo programa no Brasil. Não deu outra, nas sextas-feiras, 23:00 horas, entrava no ar o programa que nos encantou nas últimas semanas.

Programa de TV com crianças, com talento exacerbado, com criatividade, com música de primeira, e à medida que íamos assistindo constatávamos a impossibilidade de gostar mais de um(a) ou outro(a) artista mirim ou juvenil. 

Mostro a vocês, leitores do blog, em pequenas e completas pílulas, aqui vocês têm Francesca Pallini, 9 anos, que graça, que brejeirice, que talento...


Outros artistas mirins e juvenis se sucediam, cada um melhor que o outro, apresentados por Antonella, uma simpática dona italiana de sorriso lindo. Assistam o talento de Damiano Mazzone, 13 anos, um "merdinha" de um projeto de gente, napolitano de conversa fácil e envolvente, um cantinflesco... Mas que voz melodiosa, que balanço, emoção na veia...


O mesmo Damiano canta solo Dicitencello vuje, é emoção pura, nitroglicerina na aorta, e depois, ao final, uma canja com um dos monstros italianos da música popular, Mássimo Rannieri, que (se) encanta com Damiano.

Assistam agora Silvia Biondi, 13 anos, que canta "A banda" do nosso Chico Buarque, com um balanço e uma graça italiana admirável.



Quem ganhou a competição? Pois os italianos nos dão uma lição admirável. As crianças não competiam entre si, a votação era nas músicas, não se avaliava o talento ou a exibição individual, apesar de serem elogiadas, porque não se constrange crianças em posição de perder ou ganhar, mas de participar. Aliás, percebam em todos os vídeos, garotos ou meninas, que não estão maquiados, as meninas não usam salto alto, não se travestem de adultos, não jogam sedução, são simplesmente crianças...


Percebam, ainda, a qualidade de transmissão das imagens, o tamanho do auditório, em que duas câmaras, seja em panorâmicas ou em closes, "surfam" o tempo inteiro, dão passeios de 360º graus nos "artistas". Ainda outra coisa brilhante, a iluminação do cenário, cores, muitas cores, o "palco cênico" como chamam os italianos, sempre diferente, criativo, onde eles mostram porque são "primeiro mundo", mesmo sendo uma TV pública como a RAI. A RAI não é TV privada, não.

A "música ganhadora" do Prêmio do Grande Júri, foi "Io vivrò", interpretada de forma brilhante por Madalina Lefter, 13 ou 14 anos, uma voz de contralto que mexe com a alma, arrepia, nos deixa embalados pelos anjos, comprovem:

Uma das três músicas finalistas, mas que nada ganhou, que pena, foi "Io vorrei...non vorrei...ma se vuoi" (Quero, não quero, se queres...), com Rita Ciccarone, uma gracinha juvenil de 13 anos com seus indispensáveis óculos.


A música vencedora no Voto Popular, com milhões de votos de toda a Itália, foi "I giardini di marzo", do genial Lucio Battisti, na interpretação de Mattia Lever, 14 anos, um talento que já está nas alturas (um espigão, tem perto de 1,85 de altura...), mas que ainda vai amadurecer muito, talvez para chegar à perfeição, porque já é brilhante. É isso, lamento, mas me faltam adjetivos para qualificar tanto talento junto...

Recomendo a quem desejar ouvir alguns dos outros admiráveis talentos mirins italianos que visite o Youtube, digite Ti lascio una canzone, clique para pesquisar, e assista muitos dos vídeos. Você, visitante deste blog vai "tirar férias deste mundo marvado", vai visitar o paradiso pelo tempo em que permanecer por lá. 
Depois me digam se falei a verdade ou se exagerei...
Buonna giornatta!
Aí embaixo emocionem-se com "I giardino di marzo" (Os jardins de março):

Por fim, uma canja de Rita Ciccarone e Madalina Lefter que duetam com Amii Stewart, em inglês, neste inesquecível programa Ti lascio una canzone. 
Por que será que as TVs brasileiras não exibem mais musicais? O que é que acontece com a TV brasileira?
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sexta-feira, 19 de novembro de 2010

A mídia e os biodesagradáveis só gostam de má notícia

Richard Jakubaszko

Chego à conclusão de que o hobby nacional é transmitir notícia ruim a partir do imenso número de fóruns, simpósios e palestras que se realizam nestes últimos tempos. Somente neste mês já fui a quatro desses eventos, recheados de empresários, jornalistas e ambientalistas, ou os ecochatos, daqui em diante denominados de biodesagradáveis, em que só se fala nas misérias futuras que a humanidade vai sofrer com o "aquecimento do planeta", com as "mudanças climáticas", os "eventos extremos", a "falta de água", a biodiversidade etc., etc. E tomem-se sugestões hilariantes e assustadoras para mitigar as previsões ruins, todas com ampla repercussão na mídia. A mídia, antes de tudo, gosta de notícia ruim. Os organizadores desses fóruns, sedentos por estar na mídia, fornecem “conteúdo” e a mídia sai satisfeita, os repórteres anotam tudo para reportar a seus leitores e telespectadores. Todo mundo fica feliz com as desgraças do que se promete aí pela frente, afora as sugestões de legislação que são feitas dentro do alto pragmatismo de rótulos que já andam desgastados como "ameaças e oportunidades" para que se conquiste a paradisíaca sustentabilidade.

Semana passada estive no evento do Instituto Biológico, na Secretaria da Agricultura de São Paulo, para assistir a palestra do amigo Evaristo de Miranda, agrônomo da Embrapa Monitoramento por Satélite, de Campinas, SP. Ele prova com estatísticas e de forma científica aos assistentes que o CO2 não é o criminoso que os ambientalistas apregoam pelos quatro ventos, muito menos o culpado pelo aquecimento. Nossa única e fundamental diferença é que Evaristo afirma acreditar no aquecimento planetário, enquanto eu acho que é um porco-boi que plantaram em nossa sala de visitas, conforme artigos já publicados no meu blog pessoal (ver relação abaixo) e pela blogosfera, em que aponto as causas e os interessados nesta mentira bem elaborada que tomou conta da nossa vida desde 2007 quando o IPCC anunciou o "início do fim do mundo".

Parece não haver capacidade de autocrítica no ser humano moderno, nas ciências e na mídia, pois estão todos incapazes de estabelecer um debate contraditório a essa avalanche.

No dia seguinte fui ao evento da Syngenta, no Hotel Transamérica, chamado de “Fórum da Biodiversidade”, com presença da ministra do Meio Ambiente, Isabella Teixeira, por sinal, uma personalidade interessante, notável, culta, inteligente, e que recomenda o diálogo dos parceiros biodesagradáveis com a sociedade ao invés do lema proibir-proibir, a começar pelo Código Florestal, que periga ser aprovado a jato pelo Congresso ainda este ano se os verdes dormirem no ponto.

O evento foi aberto por Antônio Carlos Guimarães, presidente da Syngenta LATAM, que enfatizou a importância da produção de alimentos diante do crescimento demográfico, e mostrou que a empresa está aberta ao debate com os ambientalistas ao realizar o Fórum da Biodiversidade.

Neste evento da Syngenta assisti à palestra do advogado americano Jonathan Lash, Presidente do World Resources Institute – WRI, de Washington, que é um poderoso lobbysta junto ao Congresso americano para defesa de causas ambientais, e que admite o fracasso da maioria das causas abraçadas, pois os congressistas, definitivamente, não acreditam nessa desgraceira de aquecimento. 

Na entrevista coletiva a jornalistas, após a palestra, perguntei a Jonathan Lash como os americanos poderiam encarar a aplicação de um Código Florestal como o brasileiro se fosse direcionado aos produtores rurais americanos. Primeiro, ele deslizou inteligentemente da pergunta-pegadinha, depois que expliquei o ponto crítico, ou seja, tornar 20% da área como uma Reserva Legal, afora as áreas de APPs em margens de rios e mananciais de água. Ele reconheceu que se isso ocorresse nos EUA haveria no mínimo queda de governo e de todo o Congresso, pois seria considerado "confisco de terras", o que é ilegítimo pela Constituição dos EUA, explicitado na 5ª emenda. Mesmo que o confisco fosse recompensado financeiramente. Expliquei que aqui se fala eufemisticamente em “pagamento por serviços ambientais prestados”.

Ainda nos debates da parte da manhã questionei a ministra Isabella sobre as razões de os biodesagradáveis, como ela mesma reconhece e os chama, de nunca abordarem como causa, na discussão da biodiversidade e da sonhada sustentabilidade, o explosivo crescimento demográfico no planeta, como se a humanidade não fosse o principal objetivo de todas essas ações midiáticas e dos mirabolantes projetos legislativos. 

Dentre outros aspectos que sugeri o principal estaria a produção de alimentos, fato que os ecologistas pretenderiam consolidar com suas intenções legislatórias de proibições e limitações às atividades produtivas. A ministra Isabella reconheceu que só o diálogo colocará o ser humano no centro desse debate, até porque, diz ela, tem a certeza de que, seja o que venha a acontecer no futuro, a médio e longo prazo, a humanidade pode até desaparecer, mas o planeta irá continuar vivo. 

Fui almoçar com a certeza de que a ex-ministra Marina Silva, e pior ainda, o depois ministro Carlos Minc, usurparam um cargo de direito e de mérito que deveria ter sido de Isabella Teixeira, desde 2003. Teria ocorrido diálogo, pelo menos esse é o discurso quando ela chama de burra a atitude de críticas dos ambientalistas, e ao mesmo tempo das posições radicais e empedernidas contra o agronegócio.

Nesta quinta-feira fui ao 19º Fórum da ABAG, desta feita no Maksoud Hotel, para ouvir sobre “Eventos Extremos”. Um dos palestrantes, o americano Harold Doley III, Diretor e co-fundador do Lugano Group Incorporated (EUA), discorreu sobre o furacão Katrina, que devastou New Orleans (EUA), em agosto de 2005. Ao relatar essa experiência e os planos de capacidade adaptativa, montados para recuperar a cidade, admitiu com a típica objetividade americana que o Katrina foi um furacão igual a muitos outros, e de que os terríveis danos causados a New Orleans somente aconteceram pela imprevidência humana, em especial dos governos do estado e federal. Não apenas imprevidência, ele acentuou, mas incompetência em todos os sentidos. Isto porque, New Orleans é uma cidade situada em terreno abaixo do nível do mar, como é também o caso da Holanda, e igualmente protegida por diques de segurança para impedir a invasão das águas do mar. Diante da violência do furacão, que nem chegou a atingir a cidade propriamente dita, os diques de proteção se romperam e foi isto que inundou mais de 80% da cidade em poucos minutos. Portanto, a palestra do “Eventos Extremos” da ABAG, acabou sendo desmentida pelo palestrante internacional.

Na sequência houve a palestra de Sergio Trindade, engenheiro químico brasileiro que fez parte do IPCC, entidade que recebeu (na minha opinião injustamente) o Prêmio Nobel da Paz em 2007. Trindade repetiu os mesmos equívocos que o IPCC dizia até o ano passado, falou de aquecimento, que o nível do mar vai subir de forma assustadora, exibindo num "aterrorizante" (para ele) power point mapas hipotéticos com as regiões que seriam invadidas pelo mar se os níveis de água subirem ½ metro, 1 ou 2 metros. 

Mostrou ainda gráficos cientificamente abobalizantes, sem os devidos créditos, sendo que o pior deles mostrava, no que consigo recordar, a evolução das emissões anuais de CO2 de 2000 até 2010, iniciando com 50 bilhões de toneladas e terminando com 150 bilhões. Na sequência da palestra fui o único da plateia a fazer perguntas questionando a incorreta informação, pois, de um lado, é impossível calcular o total das emissões anuais de CO2 no planeta, mas há cálculos estimativos aceitos de que seriam de 200 bilhões, com um viés de 20% para mais ou para menos. Os 150 bilhões apresentados por Sérgio Trindade, para hoje em dia, nesse sentido, estariam OK, mas os 50 bilhões do ano 2000 é uma mentira deslavada e proposital de quem construiu esse número, pois haveria uma evolução nas emissões de 300% em 10 anos! Na verdade o volume de CO2 na atmosfera evoluiu 30% em 200 anos, não esquecendo que isso envolve o início da era industrial.

Na minha pergunta afirmei ainda, conforme dados científicos disponíveis, que as emissões de causa antropogênica confirmadas seriam de apenas 3%, enquanto que 97% têm a natureza (mar, vulcões, florestas, solos degradados) como responsável. Trindade desconversou, reafirmou que os números são os registrados e apresentados pelo IPCC e assim terminou o debate no Fórum.
Lamentavelmente o sistema de debates nos Fóruns da ABAG não permite que a plateia faça pergunta via microfone, mas tão somente por escrito. Ficou claro, para mim, que alguns dirigentes da ABAG não gostam do debate, preferem o discurso único.

Para saber mais leia, aqui no blog:
http://richardjakubaszko.blogspot.com/2009/10/co2-unanimidade-da-midia-e-burra.html  artigo escrito em parceria com Odo Primavesi, que foi um dos signatários do IPCC, e acredita no aquecimento, enquanto eu continuo não acreditando nesse trololó.
http://richardjakubaszko.blogspot.com/2010/03/discussao-de-bebados.html Discussão de bêbados é para conhecer como a indústria nuclear tem interesse no assunto “aquecimento”.

http://richardjakubaszko.blogspot.com/2009/12/nao-existe-aquecimento-global.html entrevista com o professor climatologista Luiz Carlos Molion, da Univ. Federal de Alagoas, que desmente toda a teoria do “aquecimento”.
http://richardjakubaszko.blogspot.com/2009/12/indefinicoes-da-ciencia-em-tempos-de.html para saber de alguns erros do IPCC aos quais alguns cientistas brasileiros não dão maior importância.

http://richardjakubaszko.blogspot.com/2009/07/o-que-fome-vai-fazer-com-o-mundo.html  opinião sobre o que a fome vai fazer no mundo, e um vídeo com cenas de imigrantes mexicanos.

Ecologia seria a busca do significado da vida.
Há uma inexplicável preferência humana por desentendimentos, mas apresso-me a afirmar que a única coisa permanente no universo é a mudança. Ou seja, tudo que nasce morre, e tudo está em movimento, menos os minerais e os biodesagradáveis. Afinal, os ambientalistas são Deuses, ou se consideram como tal? Ou apenas desejam conquistar o Paraíso, em detrimento de condenar bilhões de pessoas a morrerem de fome?

Fica evidente o compromisso dos biodesagradáveis em promover uma “ideologia naturalista”, sem ao menos ser capaz de ouvir quem pensa diferente. Isso autorizaria os ditos cujos em abordar assuntos que tratam da perspectiva liberal, embora essa tendência esteja superada em vários círculos. Seria a polêmica simples estratégia de guerra, às expensas da qualidade da informação? Tudo é voltado pra um público débil (telespectadores) que engole com empatia qualquer matéria sensacionalista decorada com um aparentemente relevante infográfico ou imagem de impacto. Ora, o Renascimento pôs fim ao controle do poderoso cristianismo sobre a cultura, as artes e as ciências, mas temos agora os novos contemporâneos, os biodesagradáveis que resolveram não apenas legislar, mas burocratizam a vida e os meios de produção.

O único sinal otimista de reação que se verifica é a procura por uma idealização chamada de “sustentabilidade”. Não vejo como é que a ciência vai “inventar” a sustentabilidade, pois o problema maior não está na sujeira ou poluição causada pelos humanos, mas no excesso de consumo que tem como causa a explosão demográfica. Será que Malthus tinha razão quando fez suas previsões? Para a mídia e os ecologistas isso parece não ter importância.

Agricultura comercial embute, por definição, impacto ambiental, incluindo a redução da biodiversidade. Assim, de certa forma, agricultura é poluição, mas os seres humanos precisam comer, e é por isso que se faz agricultura.

Uma coisa é ecossistema e outra é agrossistema. No ecossistema, a natureza equilibra-se com a interação de todos seus agentes: flora, fauna e microorganismos. Os ambientalistas sabem que, nas visitas a santuários ecológicos, podem deixar, no máximo, como sinal de sua passagem por lá, as próprias pegadas. Qualquer resíduo, toco de cigarro ou lata de cerveja, é poluição.

No ecossistema puro os seres humanos não conseguiriam sobreviver, a vida nesse meio ambiente é opção de raros seres humanos, e a personagem Tarzan, mostrada nos cinemas, era apenas uma mensagem idílica.
Já no agrossistema não existe “ecossistema”. Quanto maior for a plantação, ou a pastagem, maior o desequilíbrio do “ecossistema”. Se a lavoura for invadida por qualquer inimigo natural concorrente, erva daninha, inseto ou fungo, será imediatamente combatido, para manter o agrossistema produtivo e rentável. No clima tropical brasileiro os invasores – insetos, fungos e ervas daninhas – proliferam com muito maior rapidez do que nos climas temperados.

Nesse sentido tem sido fantástica a contribuição dos fitossanitários para se manter a produção de alimentos de forma a atender às necessidades das populações. Porque há hoje no planeta 6,8 bilhões de bocas para alimentar. Éramos 2 bilhões no início do Século XX, seremos 9 bilhões em 2.050. O que significa dizer que a situação vai piorar, considerando a ótica dos ambientalistas. Antes disso a agricultura brasileira será criticada por sermos os campeões mundiais no uso de agroquímicos.

Agricultura moderna não é compatível com biodiversidade na forma idealizada pelos ecologistas. Há biodiversidade no solo, em plantio direto, mas não de agentes naturais que se alimentam daquilo que se plantou. Os invasores e as pragas aparecem sempre, encontram fartura de alimentos e nenhum agente predador. Reproduzem-se de forma explosiva. São mantidos sob controle pelos produtos fitossanitários. Num ambiente tropical como o do Brasil as pragas proliferam de forma exponencial, ao contrário de ambientes temperados ou frios como os existentes acima da linha do Equador. Essa a diferença do porque o Brasil se tornou campeão mundial no uso de agroquímicos, ou agrotóxicos, como queiram.

Para usar menos agroquímicos, a ciência agrícola criou a alternativa das plantas OGMs, mas há gente que é contra, sem nem saber o que é fazer agricultura e quais seus problemas e necessidades. Pedem, criticam e exigem, naquilo que consideram uma atitude de sabedoria, numa cautela previdente, os “estudos de impacto ambiental”. Há necessidade de se informar aos exigentes ecologistas, que se outorgam de soberba, inclusive políticos oportunistas, e também jornalistas mal informados, que os OGMs já estão incluídos entre os assuntos mais estudados por todas as ciências e, pelo que se sabe, nada de ruim foi provado dentro daquilo que os ecologistas preveem ou nos “ameaçam”.

Não se conhece nenhuma mutação humana ou animal, ou alterações diretas da natureza, que tenha ocorrido nesses dezoito anos desde que os OGMs foram lançados e estão sendo usados e consumidos. Comparativamente às plantas nativas tradicionais sabe-se, hoje em dia, muito mais sobre as plantas OGMs.

Solicita-se que os ecologistas tenham bom senso, que entendam de gente e do excesso de contingentes famélicos: que instalem ONGs para reduzir os índices de natalidade no planeta, na África, América Latina, Ásia e Índia. Isto já ajudaria bastante. Ou então, que sigam as recomendações de Malthus. Estas eram passadas aos responsáveis pelas políticas públicas de então, de que deveriam deixar os pobres e famintos entregues à própria sorte, pois eles se exterminariam. Mas isto não é importante, nem para a mídia e tampouco para os biodesagradáveis.
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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Sempre o Joãozinho

Enviado por Bete Cervi, da fronteira de Santa Rosa do Viterbo:
O Joãozinho está sentado na 1ª carteira.
O professor pede aos alunos para darem exemplos de coisas excitantes:
- O café! - responde a Maria.
- Muito bem - diz o professor.
- O álcool! - diz o Antônio.
- Muito bem - diz o professor.
- Uma bonita mulher nua! - responde o Joãozinho.

O professor, num tom de voz severo:
- Você vai dizer ao teu pai para vir falar comigo amanhã, tenho duas palavrinhas para dizer a ele.

No dia seguinte o professor repara que o Joãozinho está sentado na última carteira.
Ele pergunta:
- Joãozinho, você deu o recado ao seu pai?
- Sim senhor, professor.
- O que é que ele te disse?
- Ele me disse: "Se o teu professor não fica excitado com uma mulher bonita e nua é porque é viado! Fica longe dele, meu filho!”.
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terça-feira, 16 de novembro de 2010

"Hoje em dia qualquer desgraçado tem carro"

Richard Jakubaszko 
Definitivamente o jornalismo não é mais o mesmo. Para fazer críticas ao governo qualquer coisa é motivo suficiente. O comentário do débil mental Luiz Carlos Prates, da RBS de Santa Catarina, que pelo andar da carruagem se julga um profissional de elite, é esclarecedor da raiva sem limites de quem se coloca na condição de vítima quando enfrenta um congestionamento e tem raiva de pobre. Palavras como "hoje em dia qualquer desgraçado tem carro" e ainda "resultado desse governo espúrio, que deu crédito para qualquer um, gente que nunca leu um livro tem carro na garagem"...
Assistam e horrorizem-se:


Retirei esse vídeo do glorioso blog do CloacaNews, farejador incansável das latas de lixo midiáticas, pois a sinusite retirou-me a capacidade natural de sentir esses cheiros nauseabundos. Além do mais, não assisto TV, não dou audiência para debilidades mentais, pois prefiro ler qualquer coisa que não fale e não se mova: http://cloacanews.blogspot.com/2010/11/rbs-malditos-miseraveis-que-agora.html
O episódio só comprova a tese de que no Brasil não existe preconceito étnico, ou racial, como se diz, mas apenas preconceito social e econômico contra gente pobre.
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segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Obama discursa sobre o estado laico

Richard Jakubaszko
Obama discursa sobre o estado laico. Uma tijolada na testa de fanáticos e políticos aproveitadores oportunistas. Assistam o vídeo abaixo:
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domingo, 14 de novembro de 2010

Plantio mecanizado de florestas

Richard Jakubaszko
Chega lá de Cuiabá a novidade do plantio de florestas "nativas" através de sistema mecanizado. Quem me envia a informação é a mãe da minha neta Beatriz (saudades da Bitrica, faz quase 1 ano não a vejo), indigenista e antropóloga de mão cheia, professora nas faculdades de lá, e sempre preocupadíssima com as desastrosas ações antropogênicas e para as quais Deus e a natureza não dão conta de remediar, ou melhor, recompor os estragos feitos pela insanidade do ganhar-ganhar. A humanidade dá preferência para o "crescei e multiplicai-vos", e segue consumindo. O ganhar-ganhar não se interessa por consertar os estragos feitos e segue em frente na ação do destruir-destruir sem se preocupar com o repor-repor.

ISA lança vídeo sobre plantio mecanizado de florestas
O filme mostra o passo a passo da aplicação da técnica de plantio de sementes nativas com maquinário agrícola para promover a restauração florestal.

A técnica de plantio mecanizado de florestas, utilizada pelo Instituto Socioambiental (ISA) e instituições parceiras nos trabalhos de restauração florestal realizados no âmbito da Campanha Y Ikatu Xingu, é apresentada em detalhes no vídeo Plantio Mecanizado de Florestas: faça você mesmo. O vídeo, produzido pela Sertão Filmes, produtora que é parceira da campanha, tem o intuito de disseminar o uso da técnica que possibilitou colocar mais de dois mil hectares em processo de restauração florestal na bacia do rio Xingu, no Estado de Mato Grosso.

No plantio mecanizado de florestas, diversas espécies de sementes nativas são misturadas e colocadas em maquinários agrícolas, como a plantadeira e a lançadeira de sementes, para realizar o plantio direto. Essa mistura é chamada de muvuca e foi aperfeiçoada pela equipe de restauração florestal do ISA para se adaptar às necessidades da região, que abriga vegetação de Cerrado e Floresta Amazônica. Ela oferece diversas vantagens, além de ser mais rápida e barata em relação ao plantio de mudas.
A muvuca contém sementes de diversas espécies florestais a leguminosas de adubação verde, como o feijão de porco, feijão guandu e crotalária, que protegem o solo enquanto as árvores crescem. É normalmente utilizada para o plantio de agroflorestas e, por conter espécies frutíferas, resiníferas, medicinais e madeireiras, pode trazer retorno econômico para o dono da área.

Reconhecimento
Além de possibilitar a restauração de grandes áreas, o custo do plantio mecanizado de sementes florestais fica até quatro vezes mais baixo que o plantio convencional de mudas. O método foi destaque na Mostra Ethos de Tecnologias Sustentáveis de 2010 por atender aos seguintes critérios: evidências de melhorias no meio ambiente, na qualidade de vida das pessoas e no desenvolvimento socioambientalmente sustentável; contribuições da tecnologia para a sustentabilidade de forma escalar e potencialidade de replicação da tecnologia.

O trabalho também recebeu importante reconhecimento em julho de 2010, ao ficar em primeiro lugar na chamada pública para seleção de práticas inovadoras em revitalização de bacias hidrográficas do Ministério do Meio Ambiente (MMA), sob o nome de recuperação das nascentes e matas ripárias na bacia do Xingu por meio do plantio mecanizado de florestas.

Rede de Sementes do Xingu
A demanda por sementes nativas para trabalhos de restauração florestal da bacia do Rio Xingu, em Mato Grosso, ancorou a Rede de Sementes do Xingu, uma iniciativa que envolve mais de 300 famílias de 19 municípios e sete aldeias indígenas que têm na coleta de sementes uma fonte de renda. A iniciativa superou todas as expectativas e em quatro anos de existência, tornou-se referência para a economia de base florestal na região. O movimento tem participação de agricultores familiares, índios, assentados rurais e viveiristas que estão hoje se profissionalizando na coleta e beneficiamento de sementes nativas para comercialização em escala. (Saiba mais sobre a Rede de Sementes do Xingu).

Peça o seu DVD

Para solicitar uma cópia do DVD, basta preencher o formulário anexo clicando aqui

Se você mora na região de Canarana, envie o formulário para isaxingu@socioambiental.org

Para pedidos de entrega por correio a outras regiões, envie o formulário para comercial@socioambiental.org

O número de DVDs é limitado, assim, se o seu pedido for aprovado, a equipe do projeto entrará em contato com você para definir o processo de retirada ou pagamento de frete do material.

Critérios para a doação
Os DVDs serão doados prioritariamente para:
1- proprietários rurais que já tentaram realizar restauração florestal;
2- profissionais e técnicos de empresas que atuam em projetos de restauração florestal;
3- técnicos e autoridades de órgãos públicos relacionados à restauração florestal (SEMA, IBAMA, MP, MMA, MAPA, MDA, etc.);
4- educadores e professores de cursos relacionados à restauração florestal.


OBS: Sugestão do blogueiro ao ISA: colocar o vídeo, ou parte dele, no Youtube e me enviar o link que eu exibo aqui no blog, aí todo mundo pode assistir.
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sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Quero ser presidente do Brasil

Richard Jakubaszko
A blogosfera entendeu como "brincadeirinha" e desejo infantil, e divulga como piada, o fato de um garoto de 9 anos ter dito a Dilma Rousseff e Lula, lá em Seul, de que pretende ser presidente do Brasil. Quem dera outras crianças tivessem essas mesmas intenções e sonhos daqui pra frente. A partir daí cresceriam pensando no país e não neles mesmos, teriam um pouco mais de patriotismo e brasilidade, virtudes que a nossa juventude parece desconhecer nos tempos modernos. Se a juventude fosse assim teria propostas a fazer. Aliás, foi o que fez Fábio Schneider, brasileirinho que mora há 4 anos na Coréia. 
Ouçam a proposta de plataforma eleitoral dele, já como pré-candidato, pois ele leva jeito para a empreitada:



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quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Dilma implantará o comunismo búlgaro no Brasil

Richard Jakubaszko
Publicado no site sujo do Luiz Carlos Azenha - http://www.viomundo.com.br/humor/professor-hariovaldo-vem-ai-o-comunismo-bulgaro.html - reproduzo crônica do eminente direitista brasileiro, professor Hariovaldo de Almeida Prado, que pratica a técnica de comunicação do espelho, para demonstrar o quanto de ridículo existe nos argumentos humanos. O texto é hilário, porque inteligente.

4 novembro 2010
Dilma implantará o comunismo búlgaro no Brasil

Após a consolidação do Plano Condor Vermelho pelo eixo Caracas-Brasília-Buenos Aires, o próximo passo dos bolchevistas tupiniquins, no afã de subverterem a tradicional família cristã brasileira, impondo uma representante feminina do comunismo do leste europeu para usurpar o cargo maior da nação, será o aprofundamento do estado estalinista através do politburo e da instituição da nomenklatura, a qual deverá ser composta, dentre outros próceres do comunismo, pela Maria Frô e pelo José de Abreu, representando a perdição final para a sociedade brasileira.

Além da abolição da propriedade privada no campo e nas cidades e da construção de uma nova cortina de ferro maldita para impedir a fuga dos homens de bem para a Europa e os Estados Unidos, medidas feministas também serão obrigatoriamente adotadas, tais como a proibição da depilação feminina, principalmente nas axilas para evitar que as mulheres se submetam aos caprichos masculinos, e também o fim das transmissões dos jogos do campeonato brasileiro durante a semana para que não haja o encurtamento dos capítulos das novelas. Enfim, as perspectivas para os homens bons que ainda não partiram para Miami são sombrias, não existe outra saída senão o aeroporto. Que São Serapião nos proteja!
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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Belíssimas fotos aéreas

Richard Jakubaszko
Gosto muito de fotografias, e de imagens, todo visitante contumaz do blog já deve ter percebido isso.
Mostro abaixo uma série de fotos aéreas feitas mundo afora, umas encantam, outras surpreendem, mas são todas belas.

Boiada em Neuquén, Argentina
Kibutz de Sha, Israel
Cemitério Militar em Verdun, França
Subúrbios de Copenhaguen, Dinamarca
Favela no Rio de Janeiro
Ruínas da Cidade Medieval de Shali, Egipto
Duna na Ilha Fraser, Austrália

Rio no Amazonas, Brasil
Bairro de Changping, em Beijing, China
Botes encalhados no seco mar de Aral, Kazakhstão
Baía de Wineglass, na Tasmânia, Austrália
Usina de energia solar, na Andaluzia, Espanha
Montanhas perto de Jengish, Kirguistão
Trevo viário em Los Angeles, Estados Unidos
 Louvre e a Île de la Cité, em Paris,França



As fotos acima são de Yann Arthus-Bertrand, renomado fotógrafo francês. Originalmente sua especialidade era a fotografia de animais, mas logo mudou seu olhar para a fotografia aérea; tem feito fotos de locações aéreas ao redor do mundo.
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domingo, 7 de novembro de 2010

Minha Casa, Minha Vida.

Richard Jakubaszko
Tempos difíceis de pós eleição. São tempos de ajustes, de mudanças,  de recomposição do passado e preparação do futuro.  Espero que sejam tempos sem ressentimentos, sem ódios e sem xenofobias, como se prenunciam.
Muito interessante a foto abaixo, publicada no CloacaNews (http://cloacanews.blogspot.com/2010/11/maravilhosa-foto-que-imprensa-golpista.html ) sobre o Minha Casa, Minha Vida. Não deixa dúvidas sobre as razões de Lula ter a aprovação de mais de 80% da população, e nem dos porquês de Dilma Rousseff ter sido eleita, apesar da oposição ferrenha da grande mídia.
"O nome desta senhora, ex-favelada do Rio de Janeiro, é Corina Edelvina Bento. Ela chora de emoção e sacode as chaves de sua casa nova, ao mesmo tempo que é beijada pelo presidente Lula. Dona Corina morava numa favela em precárias condições, e agora é uma das beneficiárias do programa Minha Casa, Minha Vida.
A fotografia é tão (politicamente) persuasiva que não foi publicada em nenhum jornal do Brasil, por razões óbvias. Foi publicada - acredite - no The Wall Street Journal...
A fotografia acima foi tirada no dia 25 de outubro último, por Felipe Dana, da AP."
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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

O Brasil vai dar certo

Richard Jakubaszko
Seja você leitor pessimista ou realista entenda que, com o pré-sal, o Brasil vai dar certo, estamos na reta de entrada do túnel que nos levará a tempos muito positivos.
Não importa se apesar da Dilma Roussef ou por causa dela. 
Lutemos pelo Brasil, isto sim!
Nada é mais negativo do que torcer pra que dê tudo errado. Mistura inveja com preconceito e incompetência.
Agrega xenofobia, gera ódio, intolerância.
As eleições terminaram, mas o ódio de quem perdeu parece que cresceu, conforme se percebe na internet.
É insanidade, ignorância, leviandade e burrice.
Pense nisso. Independentemente de preferências políticas ou partidárias.
Então, façamos certo.
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terça-feira, 2 de novembro de 2010

O agronegócio tem que se dar importância, porque nenhum estranho vai fazer isso.

Richard Jakubaszko
(Artigo publicado originalmente na revista DBO Agrotecnologia, edição 27, setembro / outubro 2010) 

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Como o agronegócio não tem importância
política, não indica ministro ao MAPA.
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Quando esta edição da DBO Agrotecnologia estiver circulando já teremos um novo presidente eleito. Não importa, neste momento, quem seja o eleito, se Dilma Roussef ou José Serra, para efeito do que desejamos comentar. Irá tomar posse a partir de 1º de janeiro de 2011 e indicará na sequência seus ministros, e entre estes o futuro ministro da Agricultura. O nome do futuro ministro só deve ser conhecido lá pelo final do ano, talvez um pouco antes, mas será alguém da confiança do futuro presidente, ou alguém indicado por um dos partidos políticos da coligação que ajudaram a eleger o presidente.

Em outros ministérios, considerados mais importantes, seja do ponto de vista político ou do montante das verbas disponíveis, a disputa é mais acirrada do que a do cargo no MAPA. O problema que desejamos enfatizar é que este ministério tem sido ocupado, nos últimos 50 anos, mais frequentemente por políticos profissionais, e raramente por especialistas, por gente com origem no agronegócio. Neste tempo, de meio século, foram raríssimos os ministros “do ramo”, como Roberto Rodrigues, Allysson Paolinelli ou Luiz Fernando Cirne Lima. Alguns políticos, reconheçamos, tiveram bom desempenho, como Pratini de Moraes ou Reinhold Stephanes, mas foram exceções à regra. Houve uma longa lista de dezenas de ministros inexpressivos, que quase nada contribuíram, e esta foi a tônica geral desde os anos da ditadura, com exceção de alguns especialistas que esquentaram suas cadeiras por pouco tempo, como Luís Carlos Guedes Pinto ou Alberto Duque Portugal.

A razão de não acontecer a presença de especialistas, ou de gente do ramo, à frente do MAPA, está na falta de importância política do agronegócio, mesmo considerando que a bancada ruralista tenha garantido cerca de 230 votos (ver matéria a respeito, nesta edição, à página 21). Isto porque, é óbvio esperar que o ministro da Agricultura represente os interesses dos produtores junto ao presidente e à sociedade, e não apenas os seus interesses políticos e partidários, ou exclusivamente pessoais.

Nos casos de cargos de ministros da Fazenda, Indústria e Comércio, Minas e Energia, Transportes, Meio Ambiente, e alguns outros, o lobby de cada setor interessado é muito forte, muitas vezes conseguem impor um nome ao presidente, obtendo com isso pelo menos uma voz a ser ouvida nas questões e demandas importantes para cada setor.

Como o agronegócio não tem importância política não indica ninguém para liderar o MAPA, mesmo sendo um ministério técnico e mesmo tendo ainda a responsabilidade estratégica da questão do abastecimento alimentar para a população urbana. Esta, por sua vez, além de ser ingrata com quem a abastece de alimentos, ainda critica o agronegócio de poluir o meio ambiente, de desmatar, e de contaminar alimentos com uso de agrotóxicos.

O agronegócio somente terá importância a partir do momento em que as diversas lideranças políticas do setor se reúnam, estabeleçam quem será o interlocutor e porta voz e indiquem isso ao presidente, por exemplo, através de uma lista tríplice de nomes, de quem deveria ser o futuro ministro da Agricultura.

Fora disso a agropecuária terá sempre políticos como seus representantes no MAPA, um ministro sem força política e sem poder de barganha junto ao presidente e a outros ministérios. Ou ministros burocratas e passivos. Depois, não adianta alinhavar os velhos e repetidos argumentos de que o agronegócio representa quase 40% das exportações, que produz 1/3 do PIB do país, ou de que emprega 1/3 da mão-de-obra.

Para que o agronegócio adquira essa força e presença política junto ao presidente e ao Congresso, e também à sociedade urbana, precisa estabelecer e praticar a união. O agronegócio necessita desenvolver lideranças de peso, e isso somente se consegue através de entidades associativas com efetiva representatividade dos produtores rurais. Mas que sejam entidades sem vínculos sindicais ou políticos, ou liderados por meros representantes de oligarquias desgastadas pelo tempo.
O resto é jogar conversa fora. É pura perda de tempo.
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segunda-feira, 1 de novembro de 2010

"Zelarei pela nossa Constituição!"

Richard Jakubaszko 
Para os que acreditaram e para os que duvidaram. Dilma Rousseff é a presidente do Brasil, para todos os brasileiros. Significativas as palavras "Zelarei pela nossa Constituição!", dever maior do Presidente da República.
A mensagem protocolar de Dilma pode ser vista e ouvida neste vídeo: