segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Deus é matemático, faz a poesia da vida.

Richard Jakubaszko 
É isso mesmo, você não leu errado o título deste post: Deus é matemático, faz a poesia da vida com os números, na natureza, nos sons e nas imagens, no universo, em tudo o que criou. E pensar que a gente ainda nem aprendeu a ler as primeiras páginas dessa imensa enciclopédia que é o universo.


O pi e o phi
Todos nós já ouvimos falar em número PI.

É o irracional mais famoso da história, com o qual se representa a razão constante entre o perímetro de qualquer circunferência e o seu diâmetro (equivale a 3,14159265358979323 8462643383279028 84197169399375. 

...e é conhecido "vulgarmente" como 3,1416 ).

Não confundir com o número Phi que corresponde a 1,618.

O número Phi (letra grega que se pronuncia "fi") apesar de não ser tão conhecido, tem um significado muito mais interessante.

Durante anos o homem procurou a beleza perfeita, a proporção ideal. Os gregos criaram então o retângulo de ouro. Era um retângulo, do qual havia proporções... do lado maior dividido pelo lado menor e a partir dessa proporção tudo era construído.  Assim eles fizeram o Pathernon... a proporção do retângulo que forma a face central e lateral. A profundidade dividida pelo comprimento ou altura, tudo seguia uma proporção ideal de 1,618.

Os Egípcios fizeram o mesmo com as pirâmides cada pedra era 1,618 menor do que a pedra de baixo, a de baixo era 1,618 maior que a de cima, que era 1,618 maior que a da 3a fileira e assim por diante.

Bom, durante milénios, a arquitetura clássica grega prevaleceu O retângulo de ouro era padrão, mas depois de muito tempo veio a construção gótica com formas arredondadas que não utilizavam retângulo de ouro grego.

Mas em 1200... Leonardo Fibonacci, um matemático que estudava o crescimento das populações de coelhos, criou aquela que é, provavelmente, a mais famosa sequência matemática, a Série de Fibonacci. A partir de 2 coelhos, Fibonacci foi contando como eles aumentavam a partir da reprodução de várias gerações e chegou a uma sequência onde um número é igual a soma dos dois números anteriores: 1 1 2 3 5 8 13 21 34 55 89...


Acompanhem...

1
1+1=2
2+1=3
3+2=5
5+3=8
8+5=13
13+8=21
21+13=34

E assim por diante... Aí entra a 1ª "coincidência"; a proporção de crescimento média da série é... 1,618.

Os números variam, um pouco acima às vezes, um pouco abaixo, mas a média é 1,618, exatamente a proporção das pirâmides do Egito e do retângulo de ouro dos gregos. Então, essa descoberta de Fibonacci abriu uma nova ideia de tal proporção que os cientistas começaram a estudar a natureza em termos matemáticos e começaram a descobrir coisas fantásticas.

A proporção de abelhas fêmeas em comparação com abelhas machos numa colmeia é de 1,618; A proporção que aumenta o tamanho das espirais de um caracol é de 1,618;

A proporção em que aumenta o diâmetro das espirais sementes de um girassol é de 1,618.

A proporção em que se diminuem as folhas de uma árvore a medida que subimos de altura é de 1,618.

E não só na Terra se encontra tal proporção. Nas galáxias as estrelas se distribuem em torno de um astro principal numa espiral obedecendo à proporção de 1,618 também, por isso o número Phi ficou conhecido como A DIVINA PROPORÇÃO.

Por que os historiadores descrevem que foi a beleza perfeita que Deus teria escolhido para fazer o mundo?

É que, por volta 1500, com a chegada do Renascimemto, a cultura clássica voltou à moda... Michelangelo e, principalmente, Leonardo da Vinci, grandes amantes da cultura pagã, colocaram esta proporção natural em suas obras. Mas Da Vinci foi ainda mais longe; ele, como cientista, utilizava cadáveres para medir a proporção do seu corpo e descobriu que nenhuma outra coisa obedece tanto a DIVINA PROPORÇÃO como o corpo humano... obra prima de Deus.
 

Por exemplo: 
Meça sua altura e depois divida pela altura do seu umbigo até o chão; o resultado é 1,618.

Meça seu braço inteiro e depois divida pelo tamanho do seu cotovelo até o dedo; o resultado é 1,618.

Meça seus dedos, ele inteiro dividido pela dobra central até a ponta ou da dobra central até a ponta dividido pela segunda dobra. O resultado é 1,618.

Meça sua perna inteira e divida pelo tamanho do seu joelho até o chão. O resultado é 1,618. 

A altura do seu crânio dividido pelo tamanho da sua mandíbula até o alto da cabeça. O resultado 1,618.

Da sua cintura até a cabeça e depois só o tórax. O resultado é 1,618. (Considere erros de medida da régua ou fita métrica que não são objectos precisos de medição).

Tudo, cada osso do corpo humano é regido pela Divina Proporção.

Seria obra de Deus usando seu conceito maior de beleza em sua maior criação, feita a sua imagem e semelhança?

Coelhos, abelhas, caramujos, constelações, girassóis, árvores, arte e o homem; coisas teoricamente diferentes, todas ligadas numa proporção em comum.

Assim, até hoje, essa é considerada a mais perfeita das proporções. Meça seu cartão de crédito, largura / altura, seu livro, seu jornal, uma foto revelada. (Lembre-se: considere erros de medida da régua ou fita métrica que não são objetos precisos de medição).

Encontramos ainda o número Phi nas famosas sinfonias, como a 9ª de Bethoven, e em outras diversas obras.

Isso tudo seria uma coincidência? ... Ou seria o conceito de Unidade com todas as coisas sendo cada vez mais esclarecidas para nós?


























A seguir um vídeo que descobri no Youtube, em inglês, legendado em português, que mostra de forma clara a Sequência de Fibonacci. Inúmeros outros vídeos estão também disponíveis por lá, cada um mais criativo que o outro.

_


_

_

sábado, 29 de outubro de 2011

Lula internado, câncer na laringe.

Richard Jakubaszko
12:12 hs = Lamento profundamente informar: Lula foi internado no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, com diagnóstico de câncer na laringe.
12:40 hs = Lula terá alta agora a tarde; os exames para diagnóstico são invasivos, e ele está se recuperando; mas Lula passa bem.
12:47 hs = O tratamento dos cânceres de laringe é relativamente longo, de 4 a 8 semanas de quimioterapia. Os médicos não informaram sobre possível cirurgia.
13:11 hs = a mídia mafiomidiática está vibrando de alegria, com todo o respeito, naturalmente.
13:12 hs = os comentários postados na blogosfera vão do otimismo ao respeitoso, de sentimentos de dor e amor, mas não faltam achincalhes lamentáveis.


A qualquer momento, novas informações ou comentários.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Pelé x Maradona, mais uma vez.

Richard Jakubaszko
Dizem que uma polêmica é boa quando dura muito tempo. Mas essa, do Pelé X Maradona é antiga, e é das melhores, conforme dica do Edgar Pera, lá da DBO Editores, que me enviou essa preciosidade.
Pois a polêmica caiu nos botecos da vida,  e essa velha polêmica foi, enfim, solucionada por uma pesquisa altamente qualificada, baseada em critérios estritamente técnicos, divulgada em um boteco do Espírito Santo, o bar do Nininho, em Vitória. É a voz do povo... E não se fala mais nisso!
Alguém aí tem alguma dúvida ainda?
Clique na foto para ampliar, se aparecer uma lupa com um sinal de + dentro dela, clique novamente que dá para ler integralmente os argumentos técnicos do cartaz.
_

terça-feira, 25 de outubro de 2011

A Pietà, de Miguel Ângelo

Richard Jakubaszko
Fiquei embevecido, talvez meio abobado, frente a frente com esta obra prima, na Catedral de São Pedro, em Roma, anos atrás. Uma peça lindíssima, em mármore, com cerca de 1,60 m de altura, colocada à direita logo de quem entra na imensa nave da catedral, junto a uma de suas imensas portas. Como existem muitas outras estátuas e peças de arte nesse gigantesco templo católico, a grande maioria das pessoas, invariavelmente turistas, passa batido pela perfeição ali colocada humildemente...

Robert Hupka, um fotógrafo, obteve autorização para fotografar a Pietà, durante toda uma noite...
Fez centenas de fotografias de todos os ângulos, de todas as maneiras possíveis, subiu em andaimes...
A exposição das fotos teve lugar na Capela do Bispo, em ambiente íntimo, na semi penumbra, com música de cânticos gregorianos em fundo. Num silêncio quase absoluto. As fotografias, todas em preto e branco, o envolvimento numa semi obscuridade, convidavam a uma oração profunda...

Conta-se que quando perguntaram a Robert Hupka sobre a contemplação da Pietà, ele respondeu: “Encontrei-me, pela primeira vez na minha vida, com a verdadeira grandeza”.

Miguel Ângelo (então com apenas 23 anos de idade) ficou tão apaixonado por esta sua primeira grande obra de escultura, que deixou gravado seu próprio nome na faixa que atravessa o seio da Virgem Maria, o que não acontece em nenhuma outra obra sua.
Alguém definiu essa maravilhosa obra como “A pedra que é uma ternura”.

Ao perguntarem a Miguel Ângelo porque é que havia esculpido o rosto da Mãe de Jesus tão jovem como o do Filho respondeu: “As pessoas apaixonadas por Deus nunca envelhecem!”




E você, gostou?

sábado, 22 de outubro de 2011

Machu Picchu em 360 graus

Richard Jakubaszko 
Para quem já visitou MACHU PICCHU, no Peru, esta é uma oportunidade rara de rever, em 360 graus, a belíssima cidade andina. Se não visitou, conheça, vale a pena.
Depois de clicar no link abaixo, espere carregar, e quando abrir a imagem, observe que você terá, no alto da tela, ícones com umas 18 ou 20 imagens pequenas. Ao clicar numa delas você terá aquele trecho filmado, o qual poderá ser percorrido com o auxílio de um "mouse" virtual, localizado no lado direito inferior da tela. Ao clicar nas flechinhas você faz a imagem andar, mais lenta ou mais depressa, para a esquerda ou direita, para cima ou para baixo. E se você acionar a roldana do seu próprio mouse, para cima ou para baixo, terá o controle de zoom, com close maior ou menor.
Em algumas imagens, no centro da tela, você observará dois círculos, um dentro do outro, que ficam piscando. Ao clicar no centro dos círculos aquele trecho será a sua área de visitação.
Observe, em detalhes, a perfeição dos encaixes das pedras, irregulares, de vários formatos e tamanhos, entre outras coisas.
Divirta-se, numa viagem virtual a Machu Picchu!

MACHU PICCHU EM 360 GRAUS

http://panoramas.pe/machupicchu100.html

O link acima me foi enviado por Silvia Nishikawa, lá de São Gotardo, MG, de longe a maior colaboradora deste blog nesses últimos tempos.
_

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Ti lascio una canzone: o talento está de volta!

Richard Jakubaszko
Recomeçou o "paradiso". Ti lascio una canzone está de volta! O programa italiano, retransmitido no Brasil pela RAI (TV Italiana), já reiniciou sua temporada 2011, em sua quarta edição, e tem sido veiculado sempre às segundas-feiras, a partir de 21:00 hs. É um musical de excepcional qualidade, que mostra jovens de 7 a 14 anos com notável talento musical.
Abaixo uma das raras apresentações de 2011 que consegui capturar no Youtube, mas os visitantes do blog que ainda não conhecem o programa têm a possibilidade de conhecer flashes do mesmo aqui no blog, em post que publiquei em novembro 2010, neste link: http://richardjakubaszko.blogspot.com/2010/11/ti-lascio-una-canzone.html
Aqui, outro exemplo, Madalina Lefter, em Io Vivró, absolutamente genial, emocional, é adrenalina na veia:

.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Ginasta russa, genial !!!

Richard Jakubaszko
Belíssima e precisa apresentação de ginástica rítmica dessa atleta russa, vale a pena assistir. Se nossos jogadores de futebol tivessem metade do seu domínio de bola, já seríamos decacampeões...

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Novas pérolas do ENEM

Richard Jakubaszko
Acho engraçadas, mas também lamentáveis e até bisonhas, as bobagens que se registram nas provas do ENEM. Minha filha Daniela, a doutorinha lá de casa, e que durante alguns anos foi uma das corretoras de provas do ENEM, relata que tem bobagens muito mais significativas nessas provas, mostrando que os jovens imberbes e as com pouca celulite, inexperientes, cheios de hormônios, pensam cada um à sua maneira, e aprendem à duras penas as leis da vida...
SANTO DEUS!!!
NOVAS PÉROLAS DO ENEN...

O Brasil não teve mulheres presidentes mas várias primeiras-damas foram do sexo feminino.

O número de famigerados do MST alimenta a cada ano seletivo. (e a burrice não “diminói”!!!)

Os anaufabetos nunca tiveram chance de voltar outra vez para a escola. (você teve... e não aproveitou!!!)

Vasilhas de luz refratória podem ser levadas ao forno de microondas sem queimar. (alguém poderia traduzir o que essa besta escreveu???)

O bem star dos abtantes da nossa cidade muito endepende do governo federal capixaba. (vende-se uma máquina de escrever faltando algumas letras!!!)

Animais vegetarianos comem animais não-vegetarianos. (algumas antas comem mulheres carnívoras, né?!)

Não cei se o presidente está melhorando as insdiferenças sociais ou promovendo o sarneamento dos pobres. Me pré-ocupa o avanço regressivo da violência urbana. (“sarneamento” deve ser a aplicação das teorias do Zé Sarney... eu “axo”... mas não me “pré-ocupo” muito...)

Fidel Castro liderou a revolução industrial de 1917, que criou o comunismo na Russia. (bom... deve ter sido o avô dele...)

O Convento da Penha foi construído no céculo 16 mas só no céculo 17 foi levado definitivamente para o alto do morro. (deve ter demorado o “céculo” inteiro pra fazer a mudança...)

A História se divede em 4: Antiga, Média, Momentânea e Futura, a mais estudada hoje. (esqueceu da História em Quadrinhos)

Os índios sacrificavam os filhos que nasciam mortos matando todos assim que nasciam. (pena que a mãe dessa anta não era índia...)

Bigamia era uma espécie de carroça dos gladiadores, puchada por dois cavalos. (ou era uma “biga” macho que tinha duas “bigas” fêmeas, puxada por uma anta???)

No começo Vila Velha era muito atrazada mas com o tempo foi se sifilizando. (deve ter sido no tempo que chegaram as primeiras prostitutas lá...)

Os pagãos não gostavam quando Deus pregava suas dotrinas e tiveram a idéia de eliminá-lo da face do céu. (Como será que eles tencionavam fazer isto???)

A capital da Argentina é Buenos Dias. (e de noite, muda o nome pra Buenas Noches...)

A prinssipal função da raiz é se enterrar no chão.
(e a “prinssipal” função do gozador é morrer de rir com uma dessas...)

As aves tem na boca um dente chamado bico. (que pena que esse bico não pode bicar o teu cérebro...será que tens?)

A Previdência Social assegura o direito a enfermidade coletiva.
(Quando há uma epidemia, pelo menos aqui no Brasil, não deixa de ser verdade...)

Respiração anaeróbica é a respiração sem ar, que não deve passar de 3 minutos. (senão a anta morre...)

Ateísmo é uma religião anônima praticada escondido. Na época de Nero, os romanos ateus reuniam-se para rezar nas catatumbas cristãs. (“catatumbas”... hein?! ateus rezando?? sei, sei...)

Os egipícios dezenvolveram a arte das múmias para os mortos poderem viver mais. (o cérebro dessa anta não se “dezenvolveu”!!!)

O nervo ótico transmite idéias luminosas para o cérebro. (essa anta não deve ter o tal nervo senão seu cérebro não seria tão obscuro...)

A Geografia Humana estuda o homem em que vivemos. (esse deve ser gay...)

O nordeste é pouco aguado pela chuva das inundações frequentes. (é verdade, de São Paulo até o Nordeste, falta construir aquadutos para levar as inundações...)

Os Estados Unidos tem mais de 100.000 Km de estradas de ferro asfaltadas. (Acho que estou tendo um pesadelo... Eu não lí isso...)

As estrelas servem para esclarecer a noite e não existem estrelas de dia porque o calor do sol queimaria elas. (a noite deve ter ficado muito esclarecida com essa idéia luminosa...)

Republica do Minicana e Aiti são países da ilha América Central. (procura-se urgente um Atlas Geográfico que venha com um dicionário junto...)

As autoridades estão preocupadas com a ploleferação da pornofonografia na Internet. (pornofonografia??? Tá... Então um CD dos Raimundos é pornofonografia...)

A ciência progrediu tanto que inventou ciclones como a ovelha Dolly. (e deve ter inventado também a Operação Furacão, que colocou alguns juízes no olho do clone...)

O Papa veio instalar o Vaticano em Vitória mas a Marinha não deixou porque ia construir a Capitania dos Portos no mesmo lugar. (tadinho do Papa...)

Hormônios são células sexuais dos homens masculinos. (Isso!!! E nos homens femininos, essa célula chama-se frescuromônios...)

Onde nasce o sol é o nacente , onde desce é o decente. (e a anta que escreveu isto é um indecente!!!)

A terra é um dos planetas mais conhecidos e habitados no mundo. Os outros planetas menos demográficos são: Mercurio, Venus, Marte, Lua e outros 4 que eu sabia mas agora não me alembro. (vê se pelo menos “alembra” de dar um tiro nessa cabeça oca, quando chegar em casa... acho que não vai adiantar... ela é oca!)
_

domingo, 16 de outubro de 2011

Propaganda interativa na rua

Richard Jakubaszko
Pedalar é o melhor remédio para a saúde (além de andar ou nadar), como demonstra esse curioso, inusitado e divertido comercial de uma água mineral na França (ou seria na Bélgica?).

_

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Uma pérola rara: Dolores Duran.

Richard Jakubaszko
Dolores Duran, uma das mais belas vozes femininas da história musical do Brasil. Voz cristalina, clara, doce, e uma interpretação vocal sem qualquer retoque ou reparo a fazer. Dolores nasceu em 1930, e este vídeo é de uma minissérie da TV Globo, retratando os chamados anos dourados de 1950. Ouçam no vídeo abaixo, "A noite do meu bem", composição da própria Dolores Duran, em que a atriz (desconheço seu nome), que interpreta Dolores, solta ao final da sua performance uma oportuna 'lágrima' global, fabricada com o melhor colírio, mas convence...:

Vídeo descoberto pela dica de Silvia Nishikawa, lá de São Gotardo, MG, onde entre uma e outra viagem mundo afora, ou visitando o batatal de sua fazenda, descobre essas coisas inusitadas pela internet.
_

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Resposta a Camões, 450 anos depois.

Richard Jakubaszko
No vestibular da Universidade de Santa Catarina (ou da Bahia, sei lá, há controvérsias...) cobrou-se dos candidatos numa prova de literatura a interpretação do seguinte trecho de um poema de Luís Vaz de Camões:



'Amor é fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói e não se sente,
é um contentamento descontente,
dor que desatina sem doer '.
 
 

Uma vestibulanda de 18 anos deu a sua interpretação:

'Ah, Camões!, se vivesses hoje em dia,
tomavas uns antipiréticos,
uns quantos analgésicos
e Prozac para a depressão.
Compravas um computador,
consultavas a Internet
e descobririas que essas dores que sentias,
esses calores que te abrasavam,
essas mudanças de humor repentinas,
esses desatinos sem nexo,
não eram feridas de amor,
mas somente falta de sexo!'

A vestibulanda ganhou nota 10: pela originalidade, pela estruturação dos versos, das rimas insinuantes, e também foi a primeira vez que, ao longo de quase 450 anos, alguém desconfiou que o problema de Camões era apenas falta de mulher...
_

terça-feira, 11 de outubro de 2011

“Quem não estiver confuso está mal informado”

Richard Jakubaszko
Simplesmente brilhante!
Reproduzo abaixo, na íntegra, a entrevista do ex-ministro Antônio Delfim Netto, publicada na revista Conjuntura Econômica, da FGV (Vol 65 nº 09  Setembro 2011), feita por Cláudio Accioli, de São Paulo.

Houve um tempo no Brasil em que o cargo de ministro da Fazenda era quase tão importante quanto o de presidente da República, dada a autonomia concedida ao seu ocupante, cuja imagem frequentemente se confundia com a da própria política econômica adotada pelo país. Conhecido pela fina ironia, humor ácido e frases de impacto, Antônio Delfim Netto talvez seja um dos maiores expoentes dessa época. Ministro da Fazenda entre 1967 e 1974, ele foi o artífice do polêmico “milagre econômico”, período em que o PIB cresceu a taxas superiores a 10% ao ano. Foi também ministro da Agricultura e do Planejamento, embaixador do Brasil na França e, por cinco mandatos consecutivos, deputado federal por São Paulo. Nesta entrevista, Delfim traça um panorama abrangente da economia mundial e mostra que, aos 83 anos, revisitou conceitos, mas manteve intacta a verve que sempre o distinguiu:

“Quem não estiver confuso está mal informado”

Conjuntura Econômica — Como o senhor analisa as transformações que vêm ocorrendo na economia mundial?

Delfim Netto — Em primeiro lugar, é preciso dizer que quem não estiver confuso está mal informado. Todos nós temos hoje uma dificuldade de entender como foi possível chegar a esse ponto. Seguramente, o que vai sair do outro lado é um mundo diferente, mas que continuará no caminho que o homem vem seguindo desde que saiu da África, há 150 mil anos, de procurar um sistema de organização social que lhe assegure três condições: uma certa eficácia produtiva; independência e autonomia cada vez maiores; e uma relativa igualdade. Os dois primeiros objetivos foram construídos ao longo do tempo, num processo de seleção quase biológica. A esses elementos, o Estado tentou acrescentar a igualdade, arbitrando um processo que vem se desenvolvendo principalmente após a Revolução Industrial, com a adoção de políticas sociais. Mas trata-se de um processo altamente competitivo, uma corrida que, para ser honesta, deve permitir que todos se alinhem no mesmo ponto de partida, não importa se você nasceu na suíte presidencial do Waldorf Astoria ou foi fabricado na Lapa. É um processo civilizatório, de justiça dentro do capitalismo. E avançamos muito nessa direção. Hoje, eu vejo críticas de que a atual crise é consequência do welfare state. Coisa nenhuma. Essa crise que está aí resulta de governos incompetentes, míopes, e de uma disfunção do sistema financeiro, que em vez de servir ao setor real acaba servindo-se dele. Os derivativos podem estimular uma melhoria de funcionamento do sistema, mas também podem se tornar armas de destruição em massa, porque os bancos centrais — na verdade, os governos — não conseguiram entender aonde eles iriam nos levar. A crise atual não teria se instalado se o Fed (Federal Reserve, banco central americano), o Banco Central da Inglaterra e o BC europeu soubessem o que estavam fazendo. Deixar quebrar o Lehman Brothers do jeito que deixaram mostrou como eles eram absolutamente míopes, estavam surfando no mundo que produziram. As inovações não são más; elas foram mal usadas. Isso tende a mudar.

Qual o caminho mais curto para essa mudança? Qual é a grande dificuldade?

É que o setor financeiro deu um passo avante. Agora, ele não só se apropriou do setor real, mas também das instituições políticas. Alguém tem dúvida de que o Fed pertence ao sistema financeiro americano? A Lei Dodd-Frank é a maior prova de que eles são donos do Congresso. Conseguiram produzir um documento com 2.200 páginas, que cria 140 novas instituições. Ou seja, é aquele tipo de solução do “mudar tudo para deixar tudo como está”. Essa crise é uma repetição da crise de 1929, o que mostra claramente que o sistema financeiro, uma vez desimpedido e desregulado, produz sempre os mesmos efeitos. Eu costumo brincar dizendo que os banqueiros sempre voltam ao local do crime. É visível que o sistema financeiro e bancário precisava ser salvo, mas não é visível que os acionistas dos administradores desse sistema deveriam ser salvos. Por que a coisa não funciona nos Estados Unidos? Porque o presidente Obama perdeu a credibilidade. Assessorado pela academia, que é simbioticamente ligada ao mercado, protegeu Wall Street e esqueceu-se da Main Street. Qual foi o custo dessa brincadeira? Todos os acionistas perderam alguma coisa, os administradores saíram riquíssimos e o resultado final são 25 milhões de americanos desempregados ou semiempregados. Ou seja, os trabalhadores honestos pagaram o preço do sistema financeiro desonesto. Essas coisas terão que mudar. Não por conta da legislação que aí está, mas porque as duas grandes instituições que mantêm o sistema capitalista, o mercado e a urna, vão se equilibrar: quando o mercado produz muita distorção, a urna corrige; quando a urna produz muita distorção, o mercado penaliza. Esse jogo dialético vai continuar, e o que sairá do outro lado é uma economia de mercado, que eu chamaria de capitalista, provavelmente melhor do que a que temos hoje. É um processo civilizatório para o qual não apareceu alternativa mais interessante. Lentamente, estamos caminhando para instituições em que a cooperação, o altruísmo e as preocupações com o meio ambiente são maiores, enquanto a restrição ao crescimento é um pouco mais aguda, porque pela primeira vez se tem consciência de que não cabem na Terra dez bilhões de pessoas com renda per capita de US$ 20 mil. Há que se acomodar isso da melhor maneira possível.

No caso da Europa, os bancos centrais de alguns países socorreram instituições financeiras locais em dificuldades. Porém, como esses riscos são automaticamente assumidos pelo BC europeu, todo o sistema fica ameaçado. Diante desse quadro, qual o futuro do euro?

O euro tem uma importância muito grande: é uma decisão política de estabelecer a paz em um continente com tradição de mil anos de guerra. Seu valor civilizatório é uma coisa extraordinária. E por que a Europa está desse jeito? Porque a Comunidade Econômica Europeia foi vítima de um autoengano, ao estabelecer que nenhum país poderia ter mais do que 3% do PIB de déficit fiscal nem uma dívida interna maior do que 60% do PIB. O próprio mercado e as instituições financeiras, com a conivência dos governos, se enganaram. Quando a agência de rating dizia que o papel grego valia AA, ou quando um agente ajudava o governo grego a mistificar os dados financeiros com truques contábeis, ninguém criticava nada. A Europa tem um problema sério: ela não é uma área monetária ótima, porque suas políticas fiscais são contraditórias. Nem os Estados Unidos são, porque lá os estados têm capacidades de endividamento diferentes. No Brasil, a Lei de Responsabilidade Fiscal foi um instrumento importante para produzir uma área monetária ótima. Mas, na Europa, mesmo os países mais virtuosos não deixaram de fazer alguma patifaria. Agora, porém, certamente eles estão sentados à mesa, olhando uns para os outros e dizendo: vale a pena conservar o euro? Na minha opinião, vai demorar um pouco, mas haverá um aperfeiçoamento institucional e a conta será paga. Novamente, existem o mercado e a urna. Nos próximos 12 ou 14 meses, haverá eleições em 24 países. Não adianta agora chegar para o grego e dizer: “você comeu demais”, simplesmente porque não há como “descomer”. É impossível voltar atrás. O único instrumento para se produzir superávit é o crescimento, mesmo que seja baixo. Não se resolvem essas questões produzindo depressões ou recessões nesses países, mas sim encontrando mecanismos capazes de assegurar a cada um deles um mínimo de crescimento. E também terá que haver perdão de dívidas. Não tem jeito. Levará um pouco de tempo, porque é preciso reforçar o capital dos bancos para que eles possam absorver esses novos prejuízos. Na verdade, prejuízos que nem serão deles, mas sim dos pobres-diabos que acreditaram nas agências de risco e compraram pacotes que escondiam junk bonds vendidos como papéis de primeira linha.

Os Estados Unidos também atravessam graves problemas fiscais. A seu juízo, tal situação representa uma ameaça aos credores deles ou os títulos do Tesouro americano continuam a ser a melhor proteção para os investidores?

Esse é um tema que mostra como as agências de risco não valem coisa nenhuma. Quando a Standard & Poors tirou um “A” dos Estados Unidos, houve uma corrida para os papéis americanos. Ou seja, onde é que as pessoas estão procurando defesa? Os Estados Unidos colocam por semana US$ 250 bilhões a US$ 300 bilhões em papéis de 30 dias, um ano, dois, sete, dez, 30 anos. Todos os papéis americanos continuaram a ser colocados, e a taxas de juros menores. Ou seja, quem perdeu credibilidade foram as agências, não os Estados Unidos. E por que o sistema americano não está funcionando? As famílias estão consumindo menos porque estão usando seus recursos para pagar dívidas e não têm certeza se terão emprego. Os empresários têm em caixa US$ 2 trilhões e não investem porque não têm expectativa de que haverá demanda. Os bancos têm US$ 1,5 trilhão de excesso de reservas e não emprestam porque têm dúvidas sobre os outros bancos. Então, o que acontece? A economia vive de expectativas. Como ninguém tem confiança, todos procuram ficar líquidos, e morrem afogados na liquidez. Se vencer a eleição de 2012, Obama tende a conquistar maioria na Câmara e no Senado e, nessas condições, implementar seu programa, certo ou errado. Se for eleito um republicano, na minha opinião, seria uma pequena tragédia, que pode se transformar em uma grande tragédia, pois eles estão em um processo ideológico que é a coisa mais retrógrada do mundo. Mas creio que há uma lógica invisível operando por trás de tudo. As pessoas estão se divertindo um pouco com o Obama, para fazê-lo pagar pelos equívocos que cometeu. Ele fez tudo o que o livro mandava: aumentou a liquidez, deu dinheiro aos estados para obras públicas etc. E por que não deu certo? Porque você pode levar o burro até a fonte, mas não pode obrigá-lo a beber água. Obama criou todas as condições para o sistema funcionar, mas não conseguiu cooptar o setor privado, ao qual dispensou um tratamento muito duro no início do seu governo. E a sociedade rejeitou. Mas os Estados Unidos têm as duas condições necessárias e suficientes para o crescimento econômico: inovação e crédito. Eles vão voltar a crescer mais rapidamente e já ajustados ao mundo novo, dando mais ênfase à energia renovável e liquidando uma parte da sua dependência externa.

O senhor citou as eleições como remédio para corrigir distorções econômicas. Mas é justamente um país sem muita simpatia pelas urnas e até há pouco tempo distante do capitalismo que vem provocando uma revolução na economia mundial. Como decifrar o enigma da China?

Não tem enigma. A China na verdade é uma projeção dos Estados Unidos, fruto de um ato político estratégico americano. Quando Mao Tsé-Tung e Stalin se desentenderam e a China se afastou da Rússia, os Estados Unidos aproveitaram o momento para dar à China uma grande chance: “abra zonas especiais que eu levo meu capital e abro o meu mercado para você”. Para que se tenha uma idéia dessa simbiose que se criou entre os dois países, atualmente de 35% a 40% das exportações chinesas são provenientes de empresas americanas instaladas na China. Por que o Congresso americano nunca declarou que a China não é uma economia de mercado? Porque ele seria obrigado a fazer uma tarifa geral equivalente à valorização do yuan. E por que nunca aconteceu? Porque é o próprio sistema financeiro americano que controla o Congresso. Não tem nenhuma teoria conspiratória. É a vida. A China fez um trabalho magnífico, soube aproveitar essa oportunidade, mas já começa a dar sinais daquele pecado dos 30 anos: é claro, evidente, que agora precisa mudar profundamente o eixo da exportação para o mercado interno. É uma condição extremamente difícil. O 12º Plano Quinquenal chinês é de um otimismo enorme e tem hipóteses que são muito pouco prováveis, como a que prevê um grande aumento da produtividade total dos fatores, como alavanca do crescimento. É óbvio que se vive um momento em que a produtividade do capital e o desenvolvimento demográfico estão em queda. Mas eu tenho uma esperança: parece que vão incluir entre os nove membros do grande conselho chinês um sociólogo, um advogado e um economista. Eles nunca mais serão os mesmos.

Hoje, qual o peso do Brasil no grupo dos BRICs? Melhoramos nossa posição relativa?

Este é um conceito muito pouco adequado e que nos obriga a comparar situações distintas. Na minha opinião, a comparação que nos ajudou foi no sentido de mostrar a melhora dramática que houve na situação brasileira. É uma pena ver que as pessoas não reconhecem isso. Claro que há pecados, claro que há muito a fazer. Mas também é claro que o governo começa a se dedicar à solução dos problemas fundamentais do país, quando tenta, por exemplo, implantar um programa de equilíbrio fiscal de longo prazo, atacando projetos que estão no Congresso, como os de aposentadoria do setor público e restrição de gastos com pessoal. Há uma percepção de que é preciso construir espaço para aumentar a poupança interna. Os críticos dizem que tudo isso não passa de jogo de cena para forçar o Banco Central a baixar os juros. Claro que o governo deseja isso, pois vai gastar este ano R$ 190 bilhões com essa rubrica. Mas alguém de bom senso pode imaginar que o Brasil precisa de uma taxa de juros real de 8% ao ano? Minha esperança é que a nova política fiscal dê ao BC musculatura para reduzir a taxa real de juros, sem violências, para cerca de 2,5% a 3% nos próximos quatro anos. Muita gente vai ter que ganhar a vida honestamente.

Muito se critica a forte dependência da pauta de exportações brasileira dos produtos básicos. Mas, em um cenário de menor crescimento da economia mundial, considerando que a demanda por commodities agrícolas tende a ser menos afetada, isso pode ser uma vantagem competitiva para o país?

Seria uma loucura abandonar os setores agrícola e mineral. Ninguém está propondo isso. O que se está propondo é desenvolver o mercado interno e dar condições para que os setores industrial e de serviços possam também competir no mercado externo. Não há contradição nenhuma em aproveitar esse boom que ocorre no mundo. Nós já esquecemos que o Brasil quebrou duas vezes, em 1998 e 2002. Hoje, temos US$ 350 bilhões de reservas, que não foram produzidas por nenhuma ação brasileira, mas sim pela expansão do mundo, que soubemos aproveitar muito bem. De país devedor, passamos a país credor. Mas já competimos muito melhor do que competimos hoje. Quando se olham as condições que envolvem os trabalhadores e empresários brasileiros, vemos uma situação complicada: a maior carga tributária bruta entre países com o nosso nível de renda, a maior taxa de juros e a moeda mais valorizada do mundo. Quando alguém apela para modelos de equilíbrio geral e diz que há distorções, eu considero uma maluquice total, porque a teoria de equilíbrio geral não tem nada a ver com o mundo. É uma construção muito elegante para enganar trouxas e ótima para dar aulas, pois dá ao professor um poder enorme sobre o aluno. É grave tirar conclusões normativas de modelos teóricos.

Os países emergentes têm conseguido conciliar taxas elevadas de crescimento com estabilidade econômica. Alguns deles, porém, entre os quais o Brasil, voltam a enfrentar problemas relacionados ao aumento da inflação. Como promover o crescimento sem perder o controle da inflação?

É preciso ter uma política fiscal de longo prazo crível e exequível, e aumentar a poupança pública, que é a única coisa que pode ser feita com rapidez. Para o Brasil crescer como precisa, na faixa de 4,5% a 5% ao ano, é evidente que necessita de uma taxa de poupança interna em torno de 22%, deixando para a poupança externa algo como 1,5%. Acima de tudo, é preciso convencer os brasileiros de que existe um trade off entre o presente e o futuro: mais distribuição hoje significa menos crescimento para o seu filho e um desastre para o seu neto. Quanto à inflação, considerando-se que é um problema mundial e a dependência do país com relação às importações, não há nenhuma razão para imaginar que o Brasil ficaria dentro da meta. Até porque, no caso brasileiro, existem ainda alguns complicadores. No setor de serviços, por exemplo, mais do que excesso de demanda, observa-se um descompasso entre as estruturas de demanda e oferta. Isso não se corrige com taxa de juros, mas sim com uma política de educação, de preparação de mão de obra.

Qual sua avaliação da Era PT, em particular desses primeiros meses do governo Dilma?

A eleição do Lula foi a consolidação da democracia no Brasil. Na primeira eleição, quando eu disse que votaria nele, causei uma amolação enorme entre a minha gente. Porque era preciso esse teste. O Lula se revelou um grande presidente. O Fernando Henrique também. E até o Collor teve uma contribuição importante, com a questão da abertura do mercado. Não se deve levar em conta o que é dito nos processos eleitorais, essa questão toda de herança maldita etc. O que importa é que o Brasil vem melhorando durante todo esse tempo. E melhorou ainda mais com o Lula, porque ele atendeu a um aspecto importante da Constituição Federal de 1988: o aumento das oportunidades para as pessoas, que está ligado à igualdade do ponto de partida que mencionei antes. Ele incorporou essa gente, fez um trabalho muito bom, aproveitou o que o mundo oferecia e ainda recebeu no final do mandato o presente do pré-sal. Já a Dilma eu vejo como uma tecnocrata que lê os mesmos livros que nós, que estuda os dossiês, que não se deixa enganar por firulas, por esses modelos que dizem que há distorções. Claro que há distorções, mas a maior delas está na cabeça dos que pensam que existe um modelo de desenvolvimento e que eles são portadores desse modelo. Dilma será uma continuidade muito importante para o país.
_

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Avisos paroquiais

Richard Jakubaszko
Recebi por e-mail do Edgar Pera, o famoso Degas, lá da DBO.

Frases coletadas em avisos paroquiais
Todos eles foram escritos com boa intenção e má redação, dando sempre margem a interpretações diferenciadas.

Aviso aos paroquianos!!!

Para todos os que tenham filhos e não sabem, temos na paróquia uma área especial para crianças.

O torneio de basquete das paróquias vai continuar com o jogo da próxima quarta-feira. Venham nos aplaudir, vamos tentar derrotar o Cristo Rei!

Na sexta-feira às sete, os meninos do Oratório farão uma representação da obra Hamlet, de Shakespeare, no salão da igreja. Toda a comunidade está convidada para tomar parte nesta tragédia.

Prezadas senhoras, não esqueçam a próxima venda para beneficência. É uma boa ocasião para se livrar das coisas inúteis que há na sua casa. Tragam seus maridos!

Assunto da catequese de hoje: Jesus caminha sobre as águas.
Assunto da catequese de amanhã: Em busca de Jesus.

O coro dos maiores de sessenta anos vai ser suspenso durante o verão, com o agradecimento de toda a paróquia.

O mês de novembro finalizará com uma missa cantada por todos os defuntos da paróquia.

O preço do curso sobre Oração e Jejum não inclui as refeições.

Por favor, coloquem suas esmolas no envelope, junto com os defuntos que desejem que sejam lembrados.
_

domingo, 9 de outubro de 2011

A Carga Tributária Brasileira

Richard Jakubaszko
A carga tributária brasileira, efetivamente, é enorme. Entretanto, há que se colocar os pingos nos iis, ou seja, os impostos estaduais e municipais são enormes, e foram os que mais cresceram nos últimos anos. 

A distorção maior apresentada, em meu modo de ver, é que os impostos estaduais e também os municipais são apresentados com percentual calculado sobre o PIB nacional, o que reduz o seu peso e importância. Basta ver que o ICMS, por exemplo, é estadual, e nos serviços como água, luz, telefone, gás, internet, etc., pode representar não os 25% (máximo) indicados nas contas, mas 33,3% reais do valor de uma conta de uma residência de classe média. Sobre os combustíveis, etanol especialmente, o ICMS também é alto, varia de 18 a 25%, conforme o estado.

As notas referenciais, apresentadas abaixo da tabela, indicam que o governo de FHC (8 anos = 15,95%) foi o que mais aumentou a carga tributária brasileira, desde 1989, enquanto o governo Lula (8 anos = 3,74%) foi o que menos aumentou os impostos federais.

Carga Tributária Brasileira – Fonte MF
Base: De 1989 até 2010

Carga Tributária Brasileira - % PIB - Fonte MF
Ano
1989
1992
1994
2002
2010
Federal
16,05
17,00
19,90
22,08
23,46
Estadual
6,71
6,96
6,98
8,90
8,47
Municipal
0,95
1,00
1,02
1,37
1,63
Total
23,71
24,96
27,90
32,35
33,56

 1 – Em 1990 o Presidente Collor assumiu o governo com uma carga tributária de 23,71% do PIB, entregando o governo em 1992 com uma carga tributária de 24,96% do PIB. Aumento de 5,27% em relação ao ano de 1989.

2 – Em 1992 o Presidente Itamar Franco assumiu o governo com uma carga tributária de 24,96% do PIB, entregando o governo em 1994 com uma carga tributária de 27,90% do PIB. Aumento de 11,78% em relação ao ano de 1992.

3- Em 1995 o Presidente FHC assumiu o governo com uma carga tributária de 27.90% do PIB, entregando governo em 2002 com uma carga tributária de 32,35% do PIB. Aumento de 15,95% em relação ao ano de 1994.

4 – Em 2003 o Presidente Lula assumiu o governo com uma carga tributária de 32,35% do PIB, entregando o governo em 2010 com uma carga tributária de 33,56% do PIB. Aumento de 3,74% em relação ao ano de 2002.

5 – De 1990 até 2010 a carga tributária brasileira teve um aumento real em relação ao PIB de 41,54%.

5.1 – Aumento da carga tributária federal no período – 46,17%.

5.2 – Aumento da carga tributária estadual no período – 26,23%.

5.3- Aumento da carga tributária municipal no período – 71,58%.

Arquivos oficiais do governo estão disponíveis aos leitores.
=

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Literalmente, morar no avião.

Richard Jakubaszko

QUE IDÉIA GENIAL!!!
A dona da casa é Joanne Ussary, de Lake Whittington, no Mississippi, EUA, que comprou um Boeing 727 usado.​​ Ela pagou US$ 2,000.00 pelo avião. Custou US$ 4,000.00 para mover e US$ 24,000.00 para a adaptação, porque tinha toda madeira necessária e ela própria fez as alterações.
Nada mal para um investimento de pouco mais de US$ 30,000.00
Há uma Jacuzzi pessoal no cockpit e tem uma vista espetacular!
Não é simpático?
Fotos enviadas por Silvia Nishikawa, lá de São Gotardo, MG, uma mulher que viaja mais do que os antigos aviões da VARIG.
_

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Morre Steve Jobs

Richard Jakubaszko
A Apple acaba de publicar em seu site a informação em que comunica a morte de Steve Jobs (1955-2011), fundador da empresa.

Diz o comunicado: "A Apple perdeu um gênio criativo e visionário e o mundo perdeu um incrível ser humano. Aqueles que tiveram sorte o bastante de conhecer e trabalhar com Steve perderam um grande amigo e um mentor inspirador. Steve deixa para trás uma companhia que só ele poderia ter feito e seu espiríto viverá para sempre nas fundações na Apple".

Lula, na Sciences-Po, discurso na íntegra.

Richard Jakubaszko
Ao receber o título de Doutor Honoris Causa na Sciences-Po, a Ecole de Sciencies Politiques, em Paris, França, em setembro último, o ex-presidente Lula acabou proferindo, após o discurso oficial de agradecimento, uma aula sobre política.
É com orgulho de cidadão brasileiro que apresento aos leitores e visitantes deste blog a versão integral do discurso de Lula. Ouçam, se for possível, com distanciamento partidário e ideológico, o discurso inicial, planejado, lido na íntegra, e depois as palavras ditas de forma improvisada, ou pelo menos sem leitura, onde comenta sobre a crise econômica no mundo e na Europa, e depois faz sugestões ponderadas para a solução dos problemas. Uma verdadeira aula magna, do animal político que é Lula. É um discurso especial para quem considera Lula um apedeuta. Um político falando de política para alunos especiais de ciência política, e doutores em ciência política, que dão aula na Sciences-Po, uma instituição mais do que centenária. Não foram poucos os aplausos.

_