segunda-feira, 30 de julho de 2012

Provérbio "latino"

Richard Jakubaszko
O provérbio "latino", abaixo, é a mais perfeita exacerbação da criatividade diante das evidências históricas do conhecimento humano, desconsiderando as adaptações da livre tradução do latim nostro de cada dia...
Enviado por Pedro Henrique Passos.












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sexta-feira, 27 de julho de 2012

Ode à alegria, por 10 mil japoneses.

Richard Jakubaszko
Absolutamente genial e inesquecível assistir no vídeo abaixo mais de 10 mil japoneses cantando (em alemão) "Ode à alegria", da 9ª Sinfonia de Ludwig van Beethoven. Observem o maestro, no entusiasmo e no fragor da batalha de reger a orquestra e o gigantesco coral, ele também canta em alguns momentos... 
Na minha modesta opinião, a 9ª Sinfonia é o exemplo mais concreto e mais próximo que a humanidade já esteve do Criador, tal a sua perfeição. Nada a ver com o fato de que Beethoven já estava com perda de mais de 90% de sua audição quando terminou de compor esta obra prima.

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quarta-feira, 25 de julho de 2012

Quem são nossos heróis?

Richard Jakubaszko
Quem são nossos heróis? Depende cada um, não é verdade? Nossa busca por heróis parece ser construída por um determinismo genético, desde criancinha nos apegamos a eles, e esses ideais míticos mudam conforme avançamos na escala etária da vida, estão sempre próximos daquilo que mais vivenciamos. Nos primórdios da vida os pais estão sempre incluídos entre esses heróis. A partir daí, na "segunda infância", avançamos para os super-heróis dos desenhos animados, ou das revistas em quadrinhos, ou ainda amigos, primos ou irmãos mais velhos, esportistas, e já na juventude retiramos temporariamente os pais da nossa lista de heróis, para recolocá-los no pedestal somente na vida adulta. O quando isso acontece depende de cada um. O que sei é que o retorno dos pais à lista é quase inevitável, são raras as exceções.

Na vida adulta alguns novos heróis podem surgir, na figura de estadistas, artistas talentosos ou escritores, líderes carismáticos, empresários notáveis etc. De minha parte tenho como heróis pessoas comuns, de carne e osso, todos meus contemporâneos, com os quais convivo, ao alcanço do braço ou do telefone. Volta e meia um deles me abandona, e sei vai, muitas vezes sem aviso prévio, chamado compulsoriamente por novos desafios do Divino.

Na verdade, a grande maioria de meus heróis de fato já se foram, restaram poucos ao meu convívio cotidiano, e expressei isto de forma a mais sincera que me foi possível no "dedicatória in memoriam" do livro Marketing da Terra. Uma lista quase interminável de heróis-amigos que perdi, mas que nunca deixei de admirar. No livro "Meu filho, um dia tudo isso será teu" fiz outras digressões sobre o tema dos nossos heróis, estabelecendo as diferenças sob o guarda-chuva das heranças patrimonialistas, pois concretas, e as abstratas, como são as lembranças e os exemplos.

Algumas semanas atrás troquei vários e-mails com um desses meus heróis, o conhecido, reconhecido, e respeitado engenheiro agrônomo da turma de 1936 da gloriosa ESALQ, o Dr. Fernando Penteado Cardoso, com quem tenho a alegria de usufruir contemporaneamente alguns dos prazeres e lutas desta nossa vida de batalhar pela produção de alimentos. Não me lembro exatamente a razão, mas num determinado momento, entre tantos e-mails que se foram e voltaram, que estivemos discordando ideologicamente de uma posição, ou opinião sobre determinado assunto, e passamos ao confronto.

Pois o Dr. Fernando enviou-me então algumas frases, ao estilo de aforismos, ou verdades incontestáveis, desafiando-me a identificar seus autores, também seus heróis, e me pediu os nomes dos meus heróis, os quais desejava conhecer. Respondi que meus heróis eram terrenos, palpáveis, todos ao alcance de meu abraço, e que, entre esses, ele estava incluído na minha short list. Talvez por sincera modéstia o Dr. Fernando nada respondeu ao citado e-mail, e assim continuamos nossas vidas e lutas, sempre juntos, inclusive neste espaço da blogosfera, onde ele se mantém assíduo frequentador, seja como comentarista de temas variados publicados, seja como autor de vários posts campeões de audiência.

Tudo isso para dizer aos amigos do blog que descobri na internet, lá no Youtube, um vídeo interessante, que vale a pena assistir, e que contém uma dessas inesquecíveis manifestações humanas de quem são nossos improváveis heróis do cotidiano, feita pelo testemunho do talentoso pianista João Carlos Martins, em homenagem a também um dos meus amigos-heróis desta passagem terrena. Assistam o vídeo, provavelmente vocês também conhecem o herói do Martins, é um desses de "carne e osso" que constróem com a gente a concreta poesia da vida real, tijolo por tijolo.

Desmistificando o assunto, lembro que não precisamos obrigatoriamente concordar com tudo o que dizem e fazem nossos heróis, devemos apenas admirá-los, e participar com eles de algumas batalhas.

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terça-feira, 24 de julho de 2012

Já viu um anjo cantando?

Richard Jakubaszko
Então assista, ouça um anjo cantar... Tem 10 anos, é americana, chama-se Jackie Evancho. No primeiro vídeo, com Sarah Brightman, e depois solo, numa das mais lindas e emocionantes interpretações de "Mio babbino caro" que já ouvi na minha vida. No Youtube existem inúmeros vídeos desse anjo cantador, pesquise por "Evancho".



segunda-feira, 23 de julho de 2012

Agro DBO na TV DBO

Richard Jakubaszko
A TV DBO entrevistou-me para falar da nova revista, a Agro DBO, que virá a público dia 1º de agosto próximo com muitas novidades. Vejam no vídeo abaixo as inovações que vamos implementar em nossa renovada publicação, que é focada exclusivamente em agricultura, com informações e tecnologias para agricultores profissionais, os chamados formadores de opinião, ou seja, um suporte ao agricultor brasileiro, que já é um campeão de produção de produção e produtividade.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

O veneno está na mesa

Richard Jakubaszko
Está publicado abaixo, ancorado no Youtube, o documentário "O veneno está na mesa" roteirizado e dirigido pelo cineasta (?) Silvio Tendler, lançado ao final de 2011. Foi dividido em 4 módulos, os quais apresento abaixo, e que o visitante do blog poderá assistir sem sair do blog (média de cerca de 10 minutos para cada bloco).
O documentário, em minha mais honesta opinião, tem falácias e conotações ideológicas, opiniões até mesmo emocionais e ridículas, distorcidas pelo roteirista e diretor. Ao mostrar as entrevistas de alguns dos depoentes a pieguice desanda a maionese.

Abaixo de cada bloco, comento e contesto os depoimentos apresentados por alguns dos entrevistados do documentário. Em todo o documentário os responsáveis parecem chamar os produtores rurais de idiotas, por usarem agrotóxicos ou OGMs e outras tecnologias, como fertilizantes. Não se atrevem a tanto, mas usam o novo palavrório destes modernos tempos de inquisição ambiental. 
Recomendo assistir primeiro cada bloco do documentário, e depois ler os meus comentários, que procurei sintetizar ao máximo possível.

Parte 1


Parte 1/4
O vídeo inicia com uma chamada espalhafatosa no início do documentário “O veneno está na mesa”, e procura respaldo numa estatística deturpada, a de que “desde 2008 o Brasil é o Campeão Mundial no uso de agrotóxicos”. Na sequência, afirma de forma mentirosa que “cada brasileiro consome em média 5,2 litros / quilos de agrotóxicos por ano”.
Ora, pegaram o total de todos os quilos e litros de agrotóxicos fabricados ou importados, inclusive baraticidas, formicidas e raticidas, de uso urbano, somaram tudo e dividiram pelo total da população, afirmando, portanto, de maneira escandalosa, que cada brasileiro consome esses 5,2 kg ou l, sem considerar uso urbano ou ainda que houve nas lavouras perdas por volatização, ou que metade desse volume depositou-se no solo, foi lavado pela chuva ou irrigação, se decompôs pela luz solar (fotodecomposição), enfim, diluiu-se na natureza, inclusive rios e lagos.
A afirmação não considera, ainda, que boa parte desses produtos químicos são lavados pelas donas-de-casa antes de serem consumidos. Evidentemente que é impossível projetar-se em um cálculo simplório como esse o quanto de agrotóxico chega à mesa dos brasileiros. De toda forma, eu arriscaria dizer que, se tanto, menos de 1 quilo ou litro per capita / ano de agrotóxicos chega incorporado aos alimentos até o comércio varejista, em toneladas de alimentos os mais diversos, antes de ser higienizado nas residências ou restaurantes. Mesmo assim, é um exagero estatístico, com mera intenção de alarmar a população.

Na sequência, aparece a figura simpática do escritor, jornalista e humanista uruguaio Eduardo Galeano, que faz a apologia política e ideológica das lutas dos países e povos sul americanos na perda de seus recursos naturais, do roubo feito por países estrangeiros e multinacionais das riquezas de países como o Brasil e outros da América Latina. Após um corte suave, Galeano vai ao assunto proposto pelo documentário, e critica os países progressistas, como o Brasil, que permitem o uso dos agrotóxicos em nome da produtividade. Ora, e o que ele deseja? Que as populações desses países, inclusive o Brasil, passem fome? Que paguem mais caros pelos alimentos que faltariam à população? Há incoerência, na minha modesta opinião, nas afirmações de Galeano, em que ele mistura política e ideologia com abastecimento alimentar.

A seguir aparece uma locução dramática com outra mentira que já desmenti aqui no blog, no artigo “Tudo o que você precisa saber sobre agrotóxicos”, de nov/2011: ( http://richardjakubaszko.blogspot.com.br/2011/11/tudo-o-que-voce-precisa-saber-sobre.html ). Diz a locução: “são vários princípios ativos proibidos e banidos em vários países do mundo, que circulam impunemente no Brasil, porque o lobby é muito forte, e por isso somos o campeão mundial de agrotóxicos, e nenhum outro país usa tanto agrotóxico quanto o Brasil”. Na sequência, dramatiza, como se falasse com uma criança de 10 ou 12 anos, e diz que "a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a ANVISA, fica amarrada com as injunções jurídicas impostas pelas multinacionais".

Dá como exemplo a pretendida (e obtida) proibição de venda no Brasil do inseticida Metamidophós, tema que tratei em outro artigo aqui no blog: “A Anvisa, a quem serve?” ( http://richardjakubaszko.blogspot.com.br/2011/07/anvisa-quem-serve.html  ) e que até hoje a Anvisa não se deu ao trabalho de responder do porque levou mais de 30 anos para tomar essa providência, ou melhor, ao menos 15 anos, pois esse é o tempo de existência da Anvisa, e tampouco se deu ao trabalho de explicar porque ela, Anvisa, autorizou a fabricação e o uso durante todo esse tempo, e depois “mudou de ideia”. Afinal, a Anvisa, juntamente com o Ministério da Agricultura (MAPA), mais o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente, Ibama, integra os 3 órgãos federais responsáveis por analisar, aprovar e autorizar a fabricação e o uso dos agrotóxicos no Brasil. A leitura dos dois artigos em que coloquei o link é fundamental para entender essa patacoada da Anvisa e do documentário em causa.

Na sequência, o documentário ataca o setor rural, ou o “agronegócio”, como se fosse um palavrão, usa a mesma linguagem do Movimento dos Sem Terra, sem nenhuma criatividade, critica o que chama de “a promessa da revolução verde”, que proporcionou comida a custos baratos aos brasileiros, que gera empregos a 1/3 da população ativa, e que permitiu ao Brasil tornar-se o segundo maior exportador de alimentos do mundo, sendo que somos os primeiros exportadores em carne, açúcar, suco de laranja, etc., gerando mais empregos e divisas. Acusam, sem saber do que falam, de que a revolução verde impôs o monocultivo, cultivado em extensas lavouras. É rizível a afirmação. Monocultivo de quê? Só se for de cana, café, laranja, soja, milho, gado, arroz e feijão, e tudo o mais que se come e exporta. Pergunto aos autores do crítico e falacioso documentário se seria possível produzir alimentos em áreas pequenas para o tanto de gente que existe nas populosas cidades brasileiras? Será que os “brilhantes” roteiristas do distorcido documentário em causa teriam alguma fórmula miraculosa de produzir alimentos em pequenas áreas para tanta gente?

Mas a revolução verde teve sucesso, apesar da torcida e "do somos contra" desses urbanos. Isso foi mérito dos agrotóxicos? Não, não foi, mas estes fizeram a sua parte, aliás, uma parte importante nessa vitória, juntamente com o emprego de sementes de alta qualidade, máquinas agrícolas adequadas, tecnologias e do uso de fertilizantes, do eficiente manejo das lavouras, criadas pelas ciências agronômicas no Brasil, adaptadas ao sistema tropical em que vivemos, que é muito diferente do clima temperado acima do Equador.

Os transgênicos são também atacados, logo os OGMS, que reduzem o uso e quantidade de agrotóxicos, pois é uma tecnologia, segundo o documentário, "temerária", e que leva riscos aos seres humanos. Ou seja, o documentário faz a apologia do medo, acusa, desmerece e desqualifica. Afirma  que o uso dos OGMs generalizou-se, como se náo fossem apenas soja, milho e algodão as únicas lavouras que usam OGMs. Para os incautos espectadores, manipulados pelo roteiro e pelo texto infantilizado do documentário, fica a impressão de que todas as lavouras hoje em dia são OGMs, seja feijão, arroz, batata, verduras e frutas. O jargão-palavrão “transgênico” é repetido como se se falasse da invasão dos habitantes dos infernos em nossa calma e pacata vidinha urbana.

Após registrar o medo dos OGMs, o documentário envereda pelo caminho tortuoso de reescrever a história da química, e esquece que nas farmácias brasileiras (e do mundo) existem milhares de remédios, ou “homotóxicos”, todos também regulados pela Anvisa, e que nos fazem muito mais mal do que podem fazer os agrotóxicos, pois são consumidos vergonhosa e livremente pela população em grandes quantidades, exceto pelo controle fiscalizado inadequadamente de antibióticos e psicotrópicos. Sobre a história das guerras não vou comentar, e muito menos defender as acusações, especialmente das ações de uso inapropriado feitas pelo exército americano com produtos químicos, seria o mesmo que criticar os fabricantes de aviões (e culpá-los por isso) pelo uso inadequado deles durante as guerras.

A primeira parte do documentário panfletário continua com o depoimento de alguns produtores queixosos, que admitem que antes produziam 40 ou 50 sacos de milho por hectare, mas hoje produzem mais de 100 sacos na mesma área, agora com boas sementes, gastando muito menos, mas acham ruim porque não podem reproduzir as sementes. Patético, na minha opinião. O que querem? Produzir sem pagar direitos de uso? Reproduzir as sementes sem pagar nada? Só os roteiristas podem acreditar num trabalho beneficente de empresas que investiram tempo e dinheiro em pesquisas.

Aí, antes de encerrar o primeiro ato, aparece a doutora Letícia, gerente de regulamentação da Anvisa, notória e declarada inimiga do uso de agrotóxicos, porque, conforme ela mesmo me afirmou, em alto e bom som, tem um filho alérgico. Não justifica, pois eu também sou um tremendo de um alérgico. Assim, afirma ela que os alimentos mais contaminados são o pimentão, pepino, morango, abacaxi, uva, que seriam os alimentos que causam a maior preocupação. Na opinião dela a população nem deveria consumir esses alimentos. Ou seja, é um agente do Governo Federal, mas agita política e ideologicamente a população, leva pânico às pessoas, ao invés de regular de forma profissional e ética a fabricação e o uso de produtos que estão sob sua razão direta de existência. Afirma a doutora Letícia, no seu linguajar cheio de tecnicalidades, que os alimentos são produzidos com uso de produtos proibidos (o que é uma falácia e uma enorme deturpação) e que se produz alimentos com uso de “produtos sem conformidade”, conforme pesquisa da Anvisa.

É importante registrar que a pesquisa da Anvisa, “replicada” em 2011, pois havia sido divulgada também em 2010, teve seus desastrosos resultados contestados por este blog (Ler artigo “A Anvisa, a quem serve?”, indicado acima), por diversos cientistas e até mesmo pela mídia, como a revista Veja de 4-1-2012, edição 2.250. Mas o documentário faz a apologia do medo e do pânico, pois os especialistas em comunicação aprenderam a “trabalhar” com percentuais sem nenhum referencial. Estes, citados de forma contextualizada, seriam ótimos, mas a forma como o documentário “informa”, ou seja, “descontextualizada”, pode assustar as criancinhas. Ao final, a doce criatura Ana Maria Primavesi, agrônoma, avó preocupada e ecologista, mãe do meu amigo Odo Primavesi, mostra sua preocupação com a produção de batata, que no passado não muito distante já foi a lavoura campeã no uso de agrotóxicos, mas hoje nem aparece na lista dos alimentos “criminosamente” contaminados, segundo a Anvisa.

O campeonato mundial de uso de agrotóxicos, e não apenas estas, mas outras tecnologias, deveria ser motivo de orgulho para todos os brasileiros, mas o diacho da cultura do cachorro vira-lata, que lambe os pés de todos os superiores, acredita que é uma vergonha ser campeão nisso também.

Parte 2


Parte 2/4
A segunda parte do documentário segue fazendo inúmeras denúncias publicadas na imprensa e ainda colhendo depoimentos de produtores da agricultura familiar que se queixam de terem sido contaminados por venenos, sem nunca exercer uma autocrítica do uso incorreto desses venenos, ou mesmo da forma como os utilizaram, invariavelmente sem senhum cuidado e sem uso de equipamentos de proteção, apesar das recomendações expressas nos rótulos. Ao final desta parte o documentário requenta uma denúncia de 2011 feita por uma estudante do Mato Grosso que, orientada por um professor da UFMT (um tal de Pignati), mal intencionado, especula sobre a contaminação do leite materno em mães de Lucas do Rio Verde, inclusive pelo temido e proibido DDT. Já ficou provado que o estudo citado carece de qualquer base científica, foi feito às pressas, usou equipamentos laboratoriais obsoletos, e contém deturpações de análise científica e acadêmica de estarrecer qualquer pessoa de bom senso. Mas o documentário, mais preocupado em aterrorizar, repete a ladainha.
Parte das acusações feita na parte 2/4 do documentário estão devidamente registradas aqui no blog, no post “Jornal Nacional, notícias requentadas II”: http://richardjakubaszko.blogspot.com.br/2011/12/jornal-nacional-noticias-requentadas-ii.html


Parte 3


Parte 3/4
O terceiro bloco do documentário é patético! Continua a lenga-lenga de denúncias de contaminações de trabalhadores rurais, depois mostra cenouras, pimentões, tomates, e lista os benefícios de seus usos, mas relaciona agrotóxicos usados, e autorizados, e cita não autorizados (eles queriam dizer proibidos...), ou seja, de novo, dados da pesquisa da Anvisa, já desmentida, desconstruída, e já provada como alarmista, porque há “falta de conformidade”.

Há um patético depoimento de um possível agente da Anvisa, ou sabe-se lá de onde é, pois o depoente não é identificado, apenas sua voz aparece, em que reclama de “pressões jurídicas” das indústrias, feitas em resposta às tentativas de proibições praticadas pela Anvisa. Ora, a Anvisa, primeiro liberou, autorizou a fabricação, venda e uso, juntamente com o Ministério da Agricultura e o Ibama, e depois voltou atrás, aparentemente reanalisou o assunto, e sem explicações tenta proibir o que ela própria autorizou, e ainda assim não desejava ser legalmente contestada?

Parece que desejam ser “autoritários” sem nenhuma contestação... Interessante a ótica da democracia vigente na Anvisa, como dizia Millor Fernandes: “quando eles mandam é democracia, quando os outros mandam é ditadura...”, ou pior, quando são contestados, de forma legal e democraticamente, é porque o “inimigo” exerce pressão, inclusive judicialmente...


Parte 4

Parte 4/4
No quarto bloco o autor e diretor do documentário mente de forma vergonhosa. Primeiro cita que 70% dos alimentos dos pobres são frutas, legumes e hortaliças cultivados pela agricultura familiar. Primeira mentira, porque a base da comida do pobre é arroz e feijão, mais carne ou frango, e alguma coisa de frutas ou saladas, estes menos frequentes se o dia do pagamento do salário foi mais de uma semana antes. Depois, a mentira maior, quando afirma que "todos, ou pelo menos a maioria dos agricultores", são “obrigados a trabalhar com transgênicos, além de inseticidas e outros agrotóxicos, pois sem isso não teria créditos em bancos para financiar o plantio”. A ignorância do autor e diretor do documentário em relação ao que fala e escreve é evidente, pois desconhece que apenas soja, milho e algodão são alimentos transgênicos. Ou seja, frutas, legumes e hortaliças, no Brasil e no mundo, ainda não possuem sementes transgênicas. Lá fora até já houve estudos com tomate, o “longa vida”, mas que não sobreviveu comercialmente, além de pequenas áreas de batata OGM para uso industrial (cola, amidos), colza, sorgo, e encerra-se por aí a lista. O que o autor deseja é o terrorismo, só pretende amedrontar a quem assistir seu documentário com denúncias sem nenhum fundamento, mesmo que falseie, invente, minta de forma descarada, e ainda defende e induz o espectador a ter pena dos agricultores familiares. Será que não há ideologia por trás de tudo isso?

Na sequência desta quarta parte o autor desembesta enlouquecido pela citação de números estatísticos que vai “criticando” com moralismo escoteiro, sem apontar fontes, dados como o de que “a saúde do trabalhador custa 58,1 bilhões aos cofres públicos”, ou ainda de que “1,8% do PIB é gasto com doenças”, e que “a química introduziu o câncer na dieta do brasileiro”!!! Ora, mas já não está provado que três mil anos atrás os egípcios e gregos já tinham câncer? O tresloucado e mentiroso, mas inventivo redator, investe a favor das sementes nativas, e cita que “híbridos foram transformados em transgênicos”! Quase caí da cadeira ao escutar isso, “tadinhos dos agricultores”, o redator nem sabe o que é um híbrido, mistura alhos com bugalhos, questiona e inventa, e afinal, o que é que tem a ver o urubu com as garças, pois nem sabe do que fala...

Depois, o documentarista mentiroso mostra um produtor (Adonai) a quem chama de criativo, por ser produtor de orgânicos e não usar transgênicos, e que tem a coragem de enfrentar as “criminosas” multinacionais. No depoimento do entrevistado, em que ele próprio afirma ser “obrigado” a mostrar ao banco as notas fiscais do que usou de insumos, para comprovar que aplicou o dinheiro do crédito rural na lavoura, e não para comprar um carro, ou para se divertir no boteco, o documentarista “sub-entende” que o banco "obriga" os produtores a usar venenos e transgênicos. Não, o banco, e esse banco é o Banco do Brasil, financiando o Pronaf – Programa Nacional de Agricultura Familiar, não obriga ninguém a nada, apenas pede que o financiado comprove onde aplicou o dinheiro, mas depois de emprestar, e depois de o produtor familiar ter investido o dinheiro altamente subsidiado naquilo que o ajudaria a produzir.

Como o colono Adonai deixou bem claro, caso contrário o Proagro (seguro) não cobre os prejuízos de um possível desastre da lavoura. Com essa lenga-lenga o documentarista queria o quê? Ele não explica que alguns pequenos produtores da agricultura familiar tomam dinheiro emprestado pelo Pronaf, em que o banco é apenas agente repassador, e que alguns desses pequenos agricultores usam o dinheiro para comer (compram no supermercado a comida...), ou pagam dívidas, e depois alegam que plantaram e que não colheram nada, e ainda querem receber o seguro do Proagro, sem ter feito nada. Na verdade, o dinheiro do Proagro seria para ressarcir ao banco da dívida contraída, e sem possibilidade de receber, já que o agricultor não obteve renda. É óbvio ululante que o produtor precisa comprovar que plantou a sua lavoura, e para isso gastou o dinheiro comprando sementes, adubos, máquinas e até agrotóxicos. Mas os documentaristas são contra isso, acham que a burocracia está protegendo as multinacionais, como se não houvesse empresas nacionais nessa área...

O documentarista, ainda na entrevista com Adonai, preconiza o uso de sementes nativas de milho, que produzem 1.000 kg por hectare, ou menos ainda, contra 10.000 mil/ha ou mais dos híbridos no mesmo hectare, e não se pergunta a razão de nenhum agricultor usar mais as sementes nativas... Pois o documentarista parece desejar a volta aos tempos dos tataravós, e mostra isso com o trabalho de tração animal, arando a terra (aração que a Dra Ana Primavesi proibiria...), o que é um exemplo inequívoco de quem não entende de fome de gente. Fôssemos produzir alimentos com esses recursos e morreriam 2 bilhões de pessoas por ano, por absoluta falta de comida.

Na sequência, antes de finalizar, o documentarista traz novamente a figura da Dra. Ana Pimavesi, que coloca em debate e critica os usos inadequados de algumas tecnologias, sem especificar quais, e sugere o trabalho do solo, mantendo-o em equilíbrio, com matéria orgânica, por exemplo. Seria um bom debate agronômico, mas como não se explica nada no documentário, e não é essa a intenção, o que se deseja são denúncias vazias, o depoimento da Dra. Primavesi é cortado abruptamente. O diretor deixa no ar a impressão de que ela só é favorável aos orgânicos, o que não é verdade, pois ela é uma especialista em solos e no uso harmônico dos recursos que a própria natureza permite aos homens, como o plantio direto, por exemplo, onde não se ara a terra. Mas o documentarista acha que esse debate é inapropriado, por isso o corte é feito sem maiores explicações... E segue reapresentando todos os demais depoentes, em frases “humanistas” e “poéticas”, para tentar sintetizar a opinião de que alimento orgânico é o melhor pra todo mundo. Só não explica porque os orgânicos custam tão mais caro... E não revela que os orgânicos mataram algumas dezenas de pessoas na Europa higienizada, agora em 2011, por terem comido broto de feijão orgânico, contaminado com Escherichia Coli.

Já tratei do tema, aqui no blog, através do artigo “Agricultura é poluição”: http://richardjakubaszko.blogspot.com.br/2007/12/agricultura-poluio.html
onde demonstro a impossibilidade de se plantar alimentos para alimentar 7 bilhões de pessoas apenas com orgânicos. Isso não é poesia, é utopia! Plantar lavouras diversificadas de legumes, frutas e hortaliças, em áreas pequenas ou médias, é possível, e até pode dar lucro para alguns produtores. Dá muito trabalho, e só compensa se o preço pago pelo consumidor for muito maior quando comparado aos produtos convencionais que usam modernas tecnologias. Já em grãos é impossível! E sem grãos, como soja e milho, por exemplo, teríamos de ser vegetarianos, pois frango e porco se alimentam exclusivamente de grãos, gado de leite também, e hoje em dia até gado confinado precisa de suplementos com ração à base de grãos. Para criar animais que forneçam carnes à dieta humana, sem grãos não é possível. E, para plantar grãos, necessita-se de áreas mais extensas, onde ecossistemas deixam de existir, como explico no artigo “Agricultura é poluição”, e passa a ser agrossistema. Neste, para colher alguma coisa, rentável ao trabalho dos produtores rurais, só com o uso de tecnologias, especialmente agrotóxicos, o resto é conversa fiada de ambientalista urbano ou de documentarista mal informado e mentiroso, talvez mesmo mal intencionado e cheio de ideologias que interessam apenas a seus verdadeiros patrocinadores.

Finalmente, entre outras coisas, o que mais me deixa contrariado, ou, mais do isso, me irrita de verdade, nas propostas dos ambientalistas, é que desejam e sugerem um mundo despoluído com todo mundo feliz, alimentando-se saudavelmente de orgânicos. Entretanto, nunca debatem que o problema dos alimentos existe porque há excesso de gente no planeta (somos 7 bilhões, e seremos 9 bilhões em 2015), e que todos precisam comer alimentos baratos, condizentes com o que ganham. Eles, os ambientalistas, não explicam, de outro lado, que com as técnicas de produção orgânica, se estaria praticando as perversas recomendações de Thomas Malthus, matemático e religioso que viveu no século XVIII, que apregoava deixar os pobres entregues à propria sorte, pois se matariam em guerras e morreriam também de fome, pois o planeta não teria como prover a eles todas as suas necessidades. Era o que Malthus sugeria aos reis e príncipes daquela época, e que agora os biodesagradáveis desejam sugerir com outro discurso, uma conversa idealizada e poética dos orgânicos.
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quarta-feira, 18 de julho de 2012

Um relógio assustador

Richard Jakubaszko
Um relógio que marca absolutamente tudo, mundo afora. Projeta a população planetária total, minuto a minuto, mortes, nascimentos, espécies animais extintas, carros fabricados, número de suicídios, e muito mais. Vale a pena conferir.
Veja aqui o tal relógio...
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terça-feira, 17 de julho de 2012

Incra é o maior desmatador da Amazônia, diz MPF.


Josias de Souza
6/07/2012
O Ministério Público Federal deflagrou uma ofensiva contra o Incra na Amazônia. Em ações judiciais movidas em seis Estados da região, o órgão federal responsável pela reforma agrária é acusado de ser o maior desmatador da floresta amazônica.

Os processos foram abertos no Pará, Amazonas, Rondônia, Roraima, Acre e Mato Grosso. Resultam de investigação que durou um ano. Valendo-se de dados oficiais, os procuradores sustentam:

“Os assentamentos instalados pelo Incra responderam por 18% dos desmatamentos verificados na Amazônia Legal nos últimos 10 anos.” O problema se agrava. Hoje, um terço da derrubada ilegal de mata ocorre em áreas de reforma agrária.

As ações judiciais contabilizam a existência 2.163 projetos de assentamento nos Estados varejados pela investigação. Nessas áreas, já foram abaixo 133.644 km2 de mata –o equivalente a cerca de 100 vezes a área total da cidade de São Paulo.

Só no ano passado, desmatou-se nos assentamentos da Amazônia 1,67 milhão de hectares. Cada hectare corresponde a um campo de futebol. Entre 2000 e 2010, devastou-se uma área do tamanho de 60 milhões de campos de futebol.

Num instante em que Dilma Rousseff briga para por em pé um Código Florestal que impõe aos produtores rurais a recomposição de matas degradadas, a Procuradoria descobriu: Em 1.511 assentamentos do Incra, mais de 20% da cobertura vegetal já virou madeira. Em 1.156, foi à motossera mais de 50% da mata.

A Procuradoria aponta três causas para o fenômeno: negligência do Incra no provimento de infraestrutura aos assentados, descontrole sobre a venda ilegal de lotes destinados à reforma agrária e, sobretudo, ausência de licenciamento ambiental. Segundo o TCU, havia em 2003 mais de 4 mil assentamentos sem licença ambiental no país.

Para deter o descalabro, o Ministério Público Federal pede na Justiça o seguinte: interrupção imediata do desmatamento em áreas de reforma agrária, proibição de criação de novos assentamentos sem licenciamento ambiental e a elaboração de um plano para emissão de licenças para os assentamentos já existentes. Requer, de resto, a recuperação das áreas desmatadas.

COMENTÁRIO DO BLOGUEIRO:
Tenho dito e escrito sobre isso desde tempos imemoriais, é só pesquisar aqui no blog. O MPF, agora, "descobriu" a África... E os produtores rurais vêm pagando esse mico faz muitos anos. É claro que tem gente de todo tipo, inclusive pecuaristas, abrindo áreas na Amazônia, fazendo queimadas, mas até agora ninguém tinha tido a coragem de apontar os assentamentos como principais co-responsáveis pelas queimadas e desmatamentos, estes sempre apontados como causadores das mudanças climáticas e do aquecimento, outra mentira que começa a desabar. A mídia, como sempre, por repercutir notícias infundadas e com altos interesses políticos e econômicos, faz parecer que o agronegócio é o vilão.
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segunda-feira, 16 de julho de 2012

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Qual o sentido da vida?

Richard Jakubaszko
A dúvida filosófica me foi enviada pela doutorinha lá de casa, a caçula Daniela, e chegou por e-mail, em forma de link para um vídeo postado no Youtube. Reproduzo abaixo para deleite e aprendizado dos visitantes deste blog.

As respostas ao questionamento "Qual o sentido da vida?" são dadas por dezenas de pessoas de todas as raças, cores e religiões, algumas de culturas exóticas para nós, em entrevistas relâmpagos, demonstrando que a questão levantada pelos gregos há mais de 3 mil anos (Quem somos? De onde viemos? Para onde vamos? O que fazemos aqui?) ainda não tiveram respostas definitivas, algumas, talvez, parciais. É interessante observar o mosaico de ideias e sentimentos que se assiste neste vídeo para responder à simples pergunta: "Qual o sentido da vida?". Cada um tem suas respostas, nem sempre convincentes, alguns, aparentemente, foram pegos de surpresa, outros, jamais pensaram sobre o assunto, e nem nunca imaginaram que podem morrer a qualquer momento, pois acreditam-se eternos. Alguns entrevistados já refletiram a respeito e têm as suas explicações. Daí temos uma riqueza de múltiplas opiniões que merece ser analisada, apesar de sabermos que a certeza não existirá se não estiver apoiada pela fé. São respostas simples, ou arrogantes, humildes, criativas, racionais, simplórias, questionadoras, bem humoradas e até filosóficas, como convém à pergunta feita. 

O vídeo, com cerca de 20 minutos, possivelmente levará o espectador à reflexão sobre o tema, o que vejo positivo para quem nunca pensa a respeito.

De minha parte, diria que o sentido de viver é aprender e repartir esse aprendizado. Diria que é trocar sentimentos, é lutar pela vida, é fazer o melhor que achamos que deve ser feito, e que podemos fazer, dentro de nossas limitações, evidentemente. Ou, melhor ainda, o sentido da própria vida nós é quem damos, pelo menos para a nossa vida.
Quem desejar pode manifestar sua opinião nos comentários. Daria um bom debate. Desejo um bom tempo com esse vídeo, e também bons pensamentos!

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quinta-feira, 12 de julho de 2012

Fluoretação da água e a perda de inteligência das crianças

Fluoretação da água e a perda de inteligência das crianças
Adaptação por Dr Gerson Machado de texto original por Mike Adams, http://tv.naturalnews.com

Você sabe de onde realmente vem o flúor da nossa água potável? Dos subprodutos tóxicos da indústria de mineração de fosfato! Alguns dentistas dizem que beber água fluoretada pode proteger os dentes contra as cáries, o que já foi demonstrado como mitologia. A fluoretação não é necessária. Muitos países da Europa não são fluoretados e experimentaram o mesmo declinio em cárie dental como nos EUA veja abaixo os dados da O.M.S. em níveis de cárie dental na Europa, EUA, Nova Zelandia e Austrália.
Flúor na Água Não!
Além disso, na verdade, o que está sendo adicionado à agua é realmente uma combinação de ácido hexafluorosilícico e silicofluoreto de sódio, que são produtos químicos considerados altamente tóxicos. Eles são classificados como resíduos perigosos e, quando embalados para transporte, devem ser rotulados como veneno e manipulados por trabalhadores usando equipamento de segurança industrial.

Essa história bizarra começa nas empresas de mineração de fosfato, um mineral usado em fertilizantes. Ele é extraído de jazidas rochosas naturais espalhadas por todo o mundo, e a rocha fosfática é refinada para produzir o ácido fosfórico, um dos ingredientes principais em refrigerantes carbonatados, como Coca-Cola e Pepsi. O ácido fosfórico é muitas vezes comparado ao ácido de bateria e acredita-se ser a razão principal pela qual beber refrigerantes pode resultar em pedras nos rins e perda de densidade mineral óssea.

A rocha de fosfato é usada para criar fertilizantes, entretanto, o fosfato é frequentemente contaminado com altos níveis de fluoreto - tanto quanto 40.000 partes por milhão, ou até 4% do minério bruto. Para remover o flúor, o ácido sulfúrico é adicionado a uma pasta úmida de fosfato e água. Isto faz com que o fluoreto vaporize, criando compostos gasosos altamente tóxicos, tais como fluoreto de hidrogênio e tetrafluoreto de silício. Estes produtos químicos tóxicos de flúor, quando lançados diretamente das chaminés das mineradoras de fosfato, causaram perdas devastadoras de gado e culturas alimentares que secaram e morreram devido à intoxicação por flúor nas fazendas próximas. Com o objetivo de parar a destruição ambiental, a indústria de mineração de fosfato colocou em prática uma forma de captar os vapores de produtos químicos tóxicos de flúor para que eles não fossem liberados para o ar matando o gado e a vegetação.  Isto foi conseguido através da instalação de "depuradores úmidos" que capturam os produtos químicos tóxicos de flúor. Os subprodutos tóxicos são recolhidos, reembalados, enviados para a sua cidade e despejados no abastecimento de água municipal contaminando a água de milhões de pessoas e isso é chamado de fluoretação da água.

Portanto, quando os dentistas e os médicos mal informados dizem apoiar o flúor na água de abastecimento, o que estão realmente dizendo é que eles apóiam o envenenamento em massa da população com um produto de resíduos altamente tóxicos e perigosos, que teriam que ser eliminados de acordo com normas estritas. Mais de 99% da água municipal bombeada através de qualquer cidade não acaba nos dentes humanos e sim é usada para tomar banho, lavar louça, lavar roupa, irrigar, encher piscinas etc. E daí contamina-se córregos, rios e finalmente os oceanos. Desta forma, as políticas de fluoretação da água tornaram-se uma brecha conveniente através do qual a indústria mineradora de fosfato pode despejar seus resíduos tóxicos no ambiente sem aderir a qualquer regulamento, enquanto lucram com a venda de seus resíduos excedentes e perigosos para as cidades, rotulados como "flúor", embora este nome seja cientificamente impreciso.

Tudo isto levanta uma questão óbvia. Se esses resíduos de flúor matam vacas, culturas, peixes etc.,  e são considerados produtos químicos perigosos, então como poderia ser saudável ingerir isso? E por quê médicos e dentistas que recomendam flúor - por vezes com exuberância irracional – não sabem de onde realmente vem o “flúor”? Se os dentistas soubessem que o “flúor” foi derivado de resíduos altamente tóxicos da indústria de mineração de fosfato, estariam eles ainda recomendando o seu consumo?

A verdade sobre o flúor é muito parecida com a verdade sobre a fraudulenta corporação americana Enron, ou a verdade sobre a manipulação de mercado por vários bancos nas crises financeiras mundiais recentes, ou qualquer outra revelação chocante que ninguém acreditava, até que, de repente, tornou-se óbvio que estávamos todos sendo enganados por tanto tempo. O povo tornou-se o local de despejo de resíduos tóxicos da indústria de mineração de fosfato e as probabilidades são de que o seu dentista local apoia plenamente todo este processo.

Além disso, ao longo das últimas décadas, vinte e quatro estudos estabeleceram uma ligação estatística entre a exposição ao flúor e baixo QI em crianças. Um estudo realizado pelo Centro de Controle de Endemias na China descobriu que cada miligrama adicional de flúor detectado em cada litro de urina de uma criança foi associado com um decréscimo de 0,59 em seu QI. Outro estudo indicou que a exposição ao fluoreto reduziu em mais de 70% o número de crianças que alcançaram "alto QI".  É claro que não deveria ser surpresa saber que consumir um produto químico altamente tóxico poderia prejudicar a função cerebral. 

Dessa discussão resultam algumas recomendações. Primeiro, para necessidades de tratamento odontológico, procure sempre um dentista holístico que compreenda a toxicidade do flúor e mercúrio. Segundo, procure informar-se sobre métodos para filtrar água de beber ou de banho que, de preferência, removam flúor, cloro e outros poluentes (químicos sintéticos, herbicidas, pesticidas e solventes industriais), evitando água não filtrada mesmo se engarrafada, pois infelizmente no Brasil até a água mineral engarrafada está fluoretada. Poucos filtros são efetivos. Finalmente,  ajude a combater a fluoretação da água em sua cidade. Se a sua cidade é como a maioria das cidades, as políticas de fluoretação da água podem ter sido apoiadas por dentistas e médicos que são tecnicamente ignorantes sobre as origens e a composição do flúor sendo utilizado. Eles essencialmente tentam "medicar" em massa toda a população com o que só pode ser chamado de "droga" - um produto químico biologicamente ativo que eles dizem que pode prevenir uma condição de saúde. No entanto, esta "droga" chamada de flúor não recebeu validação como medicamento, os membros da população não foram avaliados individualmente para a necessidade desta droga e as doses de medicamentos e interações medicamentosas não foram consideradas... Basicamente está sendo usado um sistema ilegal de medicação em massa que fornece uma desculpa dentária sem validação clínica para dispor de um produto químico altamente tóxico.

É hora de parar de fluoretar a nossa água. Exija o fim da fluoretação em sua cidade. Ligue para quem compra e lida com o flúor para parar o que estão fazendo. Pergunte sobre a segurança dessas substâncias químicas tóxicas sendo adicionadas no sistema de abastecimento de água. Esclareça pais e autoridades sobre estudos mostrando a queda de QI de crianças. Exponha publicamente os médicos e dentistas que participam neste envenenamento químico em massa, causando danos incalculáveis para as populações de todo o mundo. Saiba mais nas referências abaixo.
Dr. Gerson Machado

The Fluoride Deception exposes the truth about water fluoridation and the phosphate mining industry
http://tv.naturalnews.com/v.asp?v=42652E035A1B1BAAAE1F340B54694975

Fluoride Dangers - They Knew All Along 
http://tv.naturalnews.com/v.asp?v=8D1299CC3E46CB378C44D0E39AC6AB7A

A FRAUDE da fluoretação da água [Legendado Pt Br].flv partes 1 a 3
http://www.youtube.com/watch?v=vcgHscMKMvI
http://www.youtube.com/watch?v=HzfcZR3G56I
http://www.youtube.com/watch?v=rBcS8ncZodE


Flúor: O veneno nosso de cada dia
http://verdadexplicita.blogspot.co.uk/2011/08/fluor-veneno-chacina-farsa-elite-eua.html

Água fluoretada, uma herança nazista
http://www.fluoridealert.org/
http://www.fluoridealert.org/top-10-reasons-against-fluoride.aspx
http://www.oarquivo.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=3378:agua-fluoretada-uma-heranca-nazista&catid=72:temas-diversos&Itemid=72


50 razões para opor-se a fluoretação
http://www.laleva.cc/pt/alimentos/fluoro_50reasons.html

Flúor na Água Não! - Movimento contra a fluoretação das águas de abastecimento
http://venenofluor.blogspot.co.uk/
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terça-feira, 10 de julho de 2012

Planeta Faminto II

Richard Jakubaszko
A Basf lançou o vídeo Planeta Faminto II, informando mais alguns números sobre o impressionante desempenho dos produtores rurais brasileiros na produção de alimentos. E deixa claro que há muitos desafios a serem suplantados para que se possa alimentar uma superpopulação de 9,3 bilhões de pessoas no ano de 2.050.

Não é tanto tempo assim à frente: quem tem hoje 20 anos, terá 58 na metade do século XXI, e vai pagar muito mais caro por comida quando esse tempo chegar. Imagine só uma conversa entre um avô sexagenário e seu neto de 12 anos, lá por 2.055, será mais ou menos assim:
Vô - "no meu tempo de jovem, quando comecei a trabalhar, gastava 10% do que ganhava com comida, hoje ganho muito mais, mas gasto de 30 a 40% para comer. A vida era muito melhor naquele tempo..."

O visitante do blog pode assistir o vídeo abaixo e depois comentar.

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domingo, 8 de julho de 2012

Agressão humana à natureza!

Richard Jakubaszko

Apenas isso o que se vê neste vídeo. Agressão humana à natureza!
Entretanto, há pessoas mundo afora que estão preocupadas com o "aquecimento" e com as "mudanças climáticas", querendo provar aos incautos o improvável e o imprevisível. Somente para adquirir o poder. Esquecem que a superpopulação planetária irá poluir tudo com seus resíduos individuais e coletivos. Irá consumir todos os recursos naturais da casa onde vive, como se fosse um imenso formigueiro humano.

O vídeo abaixo, com menos de 4 minutos, demonstra a imprevidência, o descaso e a imensa ignorância humana sobre a casa onde vive. Uma ilha desabitada, perdida lá no meio do oceano Pacífico, distante mais de 2 mil km de qualquer continente, comprova a presença humana a massacrar a natureza. Prova que a decantada sustentabilidade midiática é uma utopia.

O vídeo foi despachado por Silvia Nishikawa, lá de São Gotardo, MG, ela que anda sofrendo dores terríveis no corpo emprestado, mas não esquece do todo. Impotente e desolada, verteu lágrimas de horror ao assistir o vídeo.

Reitero a necessidade urgente de que os líderes do planeta precisam criar fórmulas para reduzir a velocidade do crescimento demográfico, ao invés de propor decrescimento econômico, ao invés de propor inclusão social, mas sem refrear o consumismo, maior incongruência humana de sua própria história. Precisamos, urgentemente, repensar o estapafúrdio recado divino do "Crescei e multiplicai-vos"...

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sábado, 7 de julho de 2012

Paris, 360º do alto da torre Eifell, trè jolie!

Richard Jakubaszko
Paris, a cidade luz, lindíssima, pode ser observada em 360º graus, por você, como se estivesse no topo da torre Eifell. Experimente, clique no link da foto abaixo e faça uma "viagem" virtual inesquecível. Acompanhe o rio Sena, veja Les Invalides, a Maison de la Radio, Le Camp du Mars, e muito mais. Clique na imagem em movimento, leve para cima, para baixo, e à esquerda ou à direita, para ter uma visão parcial ou para aumentar a imagem, em zoom que você mesmo programa e dirige.
Boa diversão, e, para quem já conhece, boas relembranças!
No link a seguir: http://www.gillesvidal.com/portfolio360.htm  vejam mais fotos.
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sexta-feira, 6 de julho de 2012

Pavão Real voa, sim senhor!

Richard Jakubaszko
Nunca tinha visto um pavão voar, dizem que pavões não voam... Mas o Pavão Real voa, sim! Olhem só as fotos, são belos!


terça-feira, 3 de julho de 2012

País poderá passar por apagão de combustíveis.


Richard Jakubaszko
As perspectivas não são exatamente boas para o abastecimento de combustíveis. Falta de senso político do Governo Federal, de um lado, e de outro a ausência de transparência por parte dos empresários do setor sucroenegético, há uma autêntica queda de braços entre governo e empresários, hoje recheado de multinacionais, e tudo leva a crer que vai sobrar tempestades para os mariscos, ou seja, a patuleia.

País poderá passar por apagão de combustíveis.
Setor sucroenergético sofre com falta de investimentos e pouca transparência com relação às posições do governo.

Com novos planos, a estatal brasileira do petróleo refez suas metas e anuncia que deverá produzir menos petróleo, tendo que substituí-lo pela importação de mais gasolina e do etanol americano ou pelo etanol de cana.

“Na semana passada, a presidente do Brasil autorizou o reajuste do preço da gasolina na refinaria, compensando com a redução do imposto. Ou seja, sem mudar o preço final para o consumidor. Assim, as usinas continuam na mesma situação, já que nenhum reajuste lhes foi repassado”, comenta o gestor de risco Arnaldo Corrêa, também diretor da Archer Consulting – empresa com foco em commodities agrícolas.

O Brasil continua tendo um acréscimo anual na demanda por combustível, em razão do aumento nas vendas de veículos. “Mas também mantém a incapacidade operacional de aumentar a produção de petróleo – já que a própria estatal revê suas metas”, completa Corrêa.

Em evento, em Londres, investidores se reuniram com representantes do governo brasileiro e com iniciativa privada para discutirem sobre as perspectivas de investimentos para o setor sucroalcooleiro. Havia representantes da comunidade financeira e investidores europeus. Segundo a percepção de muitos sobre os resultados do encontro é de que não existe falta de dinheiro para investir, nem preocupação com a volatilidade do mercado (considerada normal pelos investidores), mas a preocupação está na falta de clareza sobre a rentabilidade do etanol e da bioeletricidade. “Ou seja, a perspectiva de crescimento e investimento é zero se o escuro prevalecer”, acredita Arnaldo.

De acordo com ele, a falta de transparência do governo sobre a formação de preço do etanol afugenta investidores, que sabem fazer conta e percebem que em breve haverá um “apagão de combustíveis” no Brasil.

Acontece que o Governo Federal não percebe que investimentos necessários ao setor sucroalcooleiro para atender à demanda do mercado por etanol só ocorrerão quando os investidores souberem claramente quais as regras do jogo.

“A presidente Dilma Rousseff acha uma afronta que isso aconteça dessa maneira e se incomoda se algum investidor ‘ficou rico’. Isso denota arrogância e falta de entendimento sobre como funciona o livre mercado. Acha que rasgar dinheiro está na ordem do dia para os empresários. Talvez por obrigar a estatal do petróleo a fazer o mesmo ao longo desse ano. A presidente não tem boa vontade para com o setor. Tem todo o direito de não gostar do setor, como cidadã. Não pode e nem deve agir dessa forma como suprema mandatária. Deveria tratar o cargo que ocupa com a liturgia que ele merece e o setor para o qual torce o nariz com o respeito de quem provê milhões de empregos diretos e indiretos”, arremata Arnaldo
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Os índios do século XXI. A mídia olha para eles, mas parece que não os vê.

Os índios do século XXI
[Publicado Originalmente no Jornal Diário do Amazonas de 27 de maio de 2012]
do Blog: Casa da Cultura do Urubuí

"Índio quer tecnologia" - berra O Globo, em chamada de primeira página (25/05). Lá está a foto de um guerreiro Kamayurá, que usa um iPhone para fotografar o terreno da Colônia Juliano Moreira, em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, onde será construída a aldeia Kari-Oca que vai sediar eventos paralelos da Conferência Rio + 20. Ele viajou de barco e de ônibus, durante três dias, com mais vinte índios do Alto Xingu, de quatro nações diferentes. Chegaram na última quinta-feira, para construir a aldeia Kari-Oca.

Na aldeia que eles vão construir formada por cinco ocas - uma delas será uma oca eletrônica hight tech - mais de 400 índios que vivem no Brasil, discutirão com índios dos Estados Unidos, Bolívia, Peru, Canadá, Nicarágua e representantes de outros países temas como código florestal, demarcação de terras, reservas minerais, crédito de carbono, clima, usinas hidrelétricas, saberes tradicionais, direitos culturais e linguísticos. No final, produzirão um documento que será entregue à ONU no dia 17 de junho.

Embora a notícia contenha informações jornalísticas, O Globo insiste em folclorizar a figura do índio. Em pleno século XXI, o jornal estranha que índios usem iPhone, como se isso fosse algo inusitado. Desta forma, congela as culturas indígenas e reforça o preconceito que enfiaram na cabeça da maioria dos brasileiros de que essas culturas não podem mudar e se mudam deixam de ser "autênticas".
A imagem do índio "autêntico" reforçada pela escola e pela mídia é a do índio nu ou de tanga, no meio da floresta, de arco e flecha, tal como foi visto por Pedro Alvares Cabral e descrito por Pero Vaz de Caminha, em 1.500. Essa imagem ficou congelada por mais de cinco séculos. Qualquer mudança nela provoca estranhamento.

Quando o índio não se enquadra nesta representação que dele se faz, surge logo reação como a esboçada pela pecuarista Katia Abreu, senadora pelo Tocantins (PSD, ex-DEM): "Não são mais índios". Ela, que batizou seus três filhos com os nomes de Irajá, Iratã e Iana, acha que o "índio de verdade" é o "índio de papel", da carta do Caminha, que viveu no passado, e não o "índio de carne e osso" que convive conosco, que está hoje no meio de nós.

Na realidade, trata-se de uma manobra interesseira. Destitui-se o índio de sua identidade com o objetivo de liberar as terras indígenas para o agronegócio. Já que a Constituição de 1988 garante aos índios o usufruto de suas terras - que são consideradas juridicamente propriedades da União - a forma de se apoderar delas é justamente negando-se a identidade indígena aos que hoje as ocupam. Se são ex-índios, então não têm direito à terra.

Criou-se, através dessa manobra, uma nova categoria até então desconhecida pela etnologia: a dos "ex-índios". Uma categoria tão absurda como se os índios tivessem congelado a imagem do português do século XVI, e considerassem o escritor José Saramago ou o jogador Cristiano Ronaldo como "ex-portugueses", porque eles não se vestem da mesma forma que Cabral, não falam e nem escrevem como Caminha.

O cotidiano de qualquer cidadão no planeta está marcado por elementos tecnológicos emprestados de outras culturas. A calça jeans ou o paletó e gravata que vestimos não foram inventados por brasileiro. A mesa e a cadeira na qual sentamos são móveis projetados na Mesopotâmia, no século VII a. C., daí passaram pelo Mediterrâneo onde sofreram modificações antes de chegarem a Portugal, que os trouxe para o Brasil.
A máquina fotográfica, a impressora, o computador, o telefone, a televisão, a energia elétrica, a água encanada, a construção de prédios com cimento e tijolo, toda a parafernália que faz parte do cotidiano de um jornal brasileiro como O Globo - nada disso tem suas raízes em solo brasileiro. No entanto, a identidade brasileira não é negada por causa disso. Assim, não se concede às culturas indígenas aquilo que se reivindica para si próprio: o direito de transitar por outras culturas e trocar com elas.

Foi o escritor mexicano Octávio Paz que escreveu com muita propriedade que "as civilizações não são fortalezas, mas encruzilhadas". Ninguém vive isolado, fechado entre muros. Historicamente, os povos em contato se influenciam mutuamente no campo da arte, da técnica, da ciência, da língua. Tudo aquilo que alguém produz de belo e de inteligente em uma cultura merece ser usufruído em qualquer parte do planeta.

Setores da mídia ainda acham que "índio quer apito". Daí o assombro do Globo, com o uso do iPhone pelos Kamayurá, equivalente ao dos americanos e japoneses se anunciassem como algo inusitado o uso que fazemos do computador ou da televisão: "Brasileiro quer tecnologia".

 O jornal carioca, de circulação nacional, perdeu uma oportunidade singular de entrevistar integrantes do grupo do Alto Xingu, como Araku Aweti, 52 anos, ou Paulo Alrria Kamayurá, 42 anos, sobre as técnicas de construção das ocas. Eles são verdadeiros arquitetos e poderiam demonstrar que "índio tem tecnologia". O antropólogo Darell Posey, que trabalhou com os Kayapó, escreveu:

“Se o conhecimento do índio for levado a sério pela ciência moderna e incorporado aos programas de pesquisa e desenvolvimento, os índios serão valorizados pelo que são: povos engenhosos, inteligentes e práticos, que sobreviveram com sucesso por milhares de anos na Amazônia. Essa posição cria uma “ponte ideológica” entre culturas, que poderia permitir a participação dos povos indígenas, com o respeito e a estima que merecem, na construção de um Brasil moderno”

* Postado por Maiká Schwade no blog Casa da Cultura do Urubuí.