sábado, 28 de fevereiro de 2015

Preços

Daniel Strutenskey de Macedo 
Minha mulher precisou aviar uma receita do médico e procurou a farmácia de manipulação mais próxima de casa. Preço: R$ 310,00. Chegou brava com o preço e com a proposta da vendedora, que ao notar seu espanto disse que concederia desconto caso ela achasse preço melhor e que poderia dividir pagamento em várias vezes no cartão. Foi ver o preço em outras lojas.  Na loja seguinte, o preço caiu para 200,00 e na terceira, que eu lhe indiquei, para R$ 110,00 e facilitado em três vezes. Comprou desta, uma farmácia tradicional localizada defronte ao principal hospital da cidade.
 
Há duas semanas um colega vendeu uma caixa de cachaça de alambique, artesanal, marca Mineira da Terra, de excelente qualidade, ao preço de R$ 11,50 a garrafa. Estive na loja para comprar vinhos e espiei o preço que a cachaça estava sendo vendida ao consumidor final: R$ 49,00. 
 
Fui a uma loja do Pão de açúcar comprar adoçante e tentei comprar amendoim japonês. Apenas tentei, pois o pacotinho estava posto à venda por 6,80. Preço da Kalunga no mesmo dia, R$ 2,50.

Costumo tomar cafezinho expresso. Adoro. Tomo café em todos os lugares por onde ando. Pago R$ 1,50 e R$ 2,00. Raramente R$ 2,50. Interessante notar que entre R$ 1,50 e R$ 2,00 a diferença é de 30%. Fui tomar café no Shopping São Caetano: R$ 3,50.
 
Sou especialista em preços. Faz parte das minhas obrigações profissionais. Por isto, estou sempre comparando os preços e analisando a formação de seus custos. O cafezinho de uma loja de um shopping sofisticado carrega no preço o custo do aluguel da loja, o qual é bem maior que o de lugares mais simples. A loja não vende o cafezinho propriamente dito, mas o ambiente no qual o café será degustado. Café não é alimento, não é essencial. O mesmo vale para a cachaça. Apesar de estar num ponto que não é caro, a loja que vende vinhos de qualidade, com preços em torno de R$ 30,00 e maiores, o dono percebe que não poderá vender um destilado, a cachaça, por apenas R$ 17,00. Desprestigiará o produto e a loja. É uma questão de posicionamento, de como os clientes veem a loja e seus produtos.
 
Os preços não têm a ver apenas com os custos, mas com a percepção de quem os vende e de quem paga por eles. Morei em Nova Iorque cinquenta anos atrás, quando o leite custava cerca de trinta centavos de dólar em qualquer lugar que fosse. A variação era de no máximo dois centavos. Retornei vinte anos depois e meus amigos reclamavam que os preços estavam loucos como no Brasil, mudavam a cada vez que você atravessasse a rua. A percepção dos norte-americanos mudou. A cultura de sobriedade capitulou. Quero registrar que o significado de sobriedade inclui a temperança, o comedimento, a parcimônia, a reserva, moderação, ausência de artificialidade e complicação, naturalidade, simplicidade.
 
Sou obrigado a concluir que nos tornamos inconsequentes, desmedidos, injustos, artificiais e complicados. Comportamento obtuso, aparentemente moderno, da hora, dos tempos do big brother e outros termos de uma gíria que não pertence a quem já passou dos cinquenta como eu. Que cultura de modernidade é esta? No auge da explosão dos recursos de informação: internet, iphones, tablets etc., boa parte da população segue desorientada, não se guia por informação alguma!

Será que o gerente do Pão de Açúcar não sabe fazer cálculos? Claro que sabe. Tanto sabe que os supermercados, que atuam com altas escalas e podem trabalhar com margens menores, vendem os docinhos e outras quinquilharias expostas próximo ao caixa por preços até maiores dos encontrados nos ambulantes defronte às estações e escolas. Contam com a compulsão das crianças, dos gulosos e dos novidadeiros. Compulsão! Este é item a ser considerado no estabelecimento dos preços. Aliás, quando trabalhei com jogos e tive acesso às informações das loterias e casas de jogos dos EUA aprendi que as estatísticas demonstravam que dez por cento da população é compulsivamente jogadora.
As pesquisas de consumo, aquelas que mostram os fortes consumidores e usuários de produtos e serviços apontam no mesmo sentido. 80% da cerveja é consumida por 19% e 5% tomam 50% dela toda. A questão primordial não é o preço, embora conte, mas a percepção dos compulsivos. Esta é a arte a ser dominada.
 
Parece contraditório e é contraditório! Somos contraditórios. Se você partir do princípio de que somos lúcidos e lógicos, pode se internar. A alta escala, a que domina os grandes negócios e os grandes mercados, é um avanço, é definitiva, alija de vez os pequenos fabricantes e fornecedores, quer estejam no começo, no meio ou na ponta. Porte e tamanho fazem a diferença. Você pode discordar de mim. Não importo, pois fazem de fato a diferença, daí a concentração de capitais e renda. Por conta disto, vivemos mais abastecidos e diversificados que antes, podemos comprar e consumir mais. Neste processo, que não é nem precisa ser justo, a massa ganhou poder aquisitivo, matou a fome e a sede. E agora pode se dar ao luxo de ser compulsiva, pode soltar a franga, deixar rolar as emoções engordar, se enfeitar, se endividar e aparecer...
 
Acho que de todas as compulsões, esta é a mais importante no momento: aparecer, ser notado. As grifes e as embalagem, que distinguem os consumidores, e o clima e o ambiente onde algo é consumido se tornaram mais importante que o próprio consumo e os preços têm tudo a ver com isto. As praias, o carnaval e os blocos da Vila Madalena provam a tese.
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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Mini-cachorro Pomeriano Maltês

Richard Jakubaszko  
Uma graça, a pequerucha cadelinha maltês. Uma bolinha branca, delicada e simpática, além de inteligente.
No vídeo, imagens em movimento dessa simpatia animal...

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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Sementes para a vida IV - Expo Milão 2015

Richard Jakubaszko
Estamos próximos ao início da maior mostra sobre a produção de alimentos, a Expo Milão 2015, a se realizar em Milão (Itália), de 1º de maio até 31 de outubro de 2015, que irá debater sobre as condições sustentáveis de se fazer agricultura nos próximos anos.
Local do estande do Brasil na Expo Milão.

A CNH Industrial (New Holland, Grupo Fiat) é uma das patrocinadoras desse gigantesco evento internacional, e produziu o emocionante vídeo da série "Sementes para a vida - versão IV", que está abaixo, e que entrevista vários agricultores do mundo, sendo um italiano, um chinês, um ucraniano, um canadense e um brasileiro, cada um com suas características e objetivos de trabalho, demonstrando como é  a sustentabilidade da agricultura, que não produz apenas alimentos para reduzir a fome no mundo, mas preserva o solo, produz energia elétrica e traz ainda muitos outros benefícios. O Brasil terá um estande com a participação de vários ministérios, e da Embrapa, é claro.

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terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Michelle: ”Eu sou Petrobras, você é Globo”.

Uma gentil bofetada na mentira e na hipocrisia
por Fernando Brito, no Tijolaço
Não precisa de qualquer comentário, exceto o de que há dignidade neste mundo, a carta da petroleira Michele Daher Vieira ao jornal O Globo e à repórter Letícia Vieira, autora do texto "Petrobras: a nova rotina do medo e tensão na estatal."

Michele é uma das pessoas que aparecem na foto usada pelo jornal para induzir o leitor a que, de fato, há um clima de terror na empresa, com medo de “de represálias e de investigações”, além de demissões.

A carta de Michelle é um orgulho para os sentimentos de decência humana e uma vergonha para a minha profissão, que deveria ser a de buscadores da verdade e não da construção da mentira.

E a prova de que gente como Paulo Roberto Costa, Pedro Barusco e outros que engordaram roubando a Petrobras são um grão de areia entre milhares e milhares de homens e mulheres de bem, que trabalham ali não só como profissionais corretos e competentes, mas como brasileiros que amam o seu país.

Carta aberta à Leticia Fernandes e ao jornal O Globo
Antes de tudo, gostaria de deixar bem claro que não estou falando em nome da Petrobras, nem em nome dos organizadores do movimento “Sou Petrobras”, nem em nome de ninguém que aparece nas fotos da matéria. Falo, exclusivamente, em meu nome e escrevo esta carta porque apareço em uma das fotos que ilustram a reportagem publicada no jornal O Globo do dia 15 de fevereiro, intitulada “Nova Rotina de Medo e Tensão”.

Fico imaginando como a dita jornalista sabe tão detalhadamente a respeito do nosso cotidiano de trabalho para escrever com tanta propriedade, como se tudo fosse a mais pura verdade, e afirmar com tamanha certeza de que vivemos uma rotina de medo, assombrados por boatos de demissões, que passamos o dia em silêncio na ponta das cadeiras atualizando os e-mails apreensivos a cada clique, que trabalhamos tensos com medo de receber e-mails com represálias, assim criando uma ideia, para quem lê, a respeito de como é o clima no dia a dia de trabalho dentro da Petrobras como se a mesma o estivesse vivendo.

Acho que tanta criatividade só pode ser baseada na própria realidade de trabalho da Letícia, que em sua rotina passa por todas estas experiências de terror e a utiliza para descrever a nossa como se vivêssemos a mesma experiência. Ameaças de demissão assombram o jornal em que ela trabalha, já tendo vários colegas sendo demitidos[1], a rotina de e-mails com represálias e determinando que tipo de informação deve ser publicada ou escondida devem ser rotina em seu trabalho[2], sempre na intenção de desinformar a população e transmitir só o que interessa, mantendo a população refém de informações mentirosas e distorcidas.

Fico impressionada com o conteúdo da matéria e não posso deixar de pensar como a Letícia não tem vergonha de a ter escrito e assinado. Com tantas coisas sérias acontecendo em nosso país ela está preocupada com o andar onde fica localizada a máquina que faz o café que nós tomamos e com a marca do papel higiênico que usamos. Mas dá para entender o porque disto, fica claro para quem lê o seu texto com um mínimo de senso crítico: o conteúdo é o que menos importa, o negócio do jornal é falar mal, é dar uma conotação negativa, denegrir a empresa na sua jornada diária de linchamento público da Petrobras. Não é de hoje que as Organizações Globo tem objetivo muito bem definido[3] em relação à Petrobras: entregar um patrimônio que pertence à população brasileira à interesses privados internacionais. É a este propósito que a Leticia Fernandes serve quando escreve sua matéria.

Leticia, não te vejo, nem você nem O Globo, se escandalizado com outros casos tão ou mais graves quanto o da Petrobras. O único escândalo que me lembro ter ganho as mesma proporção histérica nas páginas deste jornal foi o da AP 470, por que? Por que não revelam as provas escondidas no Inquérito 2474[4] e não foi falado nisto? Por que não leio nas páginas do jornal, onde você trabalha, sobre o escândalo do HSBC[5]? Quem são os protegidos? Por que o silêncio sobre a dívida da sonegação[6] da Globo que é tanto dinheiro, ou mais, do que os partidos “receberam” da corrupção na Petrobras? Por que não é divulgado que as investigações em torno do helicoca[7] foram paralisadas, abafadas e arquivadas, afinal o transporte de quase 500 quilos de cocaína deveria ser um escândalo, não? E o dinheiro usado para construção de certos aeroportos em fazendas privadas em Minas Gerais [8]? Afinal este dinheiro também veio dos cofres públicos e desviados do povo. Já está tudo esclarecido sobre isto? Por que não se fala mais nada? E o caso Alstom[9], por que as delações não valem? Por que não há um estardalhaço em torno deste assunto uma vez que foi surrupiado dos cofres públicos vultosas quantias em dinheiro? Por que você e seu jornal não se escandalizam com a prescrição e impunidade dos envolvidos no caso do Banestado[10] e a participação do famoso doleiro neste caso? Onde estão as manchetes sobre o desgoverno no Estado do Paraná[11]? Deixo estas perguntas como sugestão e matérias para você escrever já que anda tão sem assunto que precisou dar destaque sobre o cafezinho e o papel higiênico dos funcionários da Petrobras.

A você, Leticia, te escrevo para dizer que tenho muito orgulho de trabalhar na Petrobras, que farei o que estiver ao meu alcance para que uma empresa suja e golpista como a que você trabalha não atinja seu objetivo. Já você não deve ter tanto orgulho de trabalhar onde trabalha, que além de cercear o trabalho de seus jornalistas determinando “as verdades” que devem publicar, apoiou a Ditadura no Brasil[12], cresceu e chegou onde está graças a este apoio. Ao contrário da Petrobras, a empresa que você se esforça para denegrir a imagem, que chegou ao seu gigantismo graças a muito trabalho, pesquisa, desenvolvimento de tecnologia própria e trazendo desenvolvimento para todo o Brasil.

Quanto às demissões que estão ocorrendo, é muito triste que tantas pessoas percam seu trabalho, mas são funcionários de empresas prestadoras de serviço e não da Petrobras. Você não pode culpar a Petrobras por todas as mazelas do país, e nem esperar que ela sustente o Brasil, ou você não sabe que não existe estabilidade no trabalho no mundo dos negócios? Não sabe que todo negócio tem seu risco? Você culpa a Petrobras por tanta gente ter aberto negócios próximos onde haveria empreendimentos da empresa, mas a culpa disto é do mal planejamento de quem investiu. Todo planejamento para se abrir um negócio deveria conter os riscos envolvidos bem detalhados, sendo que o maior deles era não ficar pronta a unidade da Petrobras, que só pode ser culpada de ter planejado mal o seu próprio negócio, não o de terceiros. Imputar à Petrobras o fracasso de terceiros é de uma enorme desonestidade intelectual.

Quando fui posar para a foto, que aparece na reportagem, minha intenção não era apenas defender os empregados da injustiça e hostilidades que vem sofrendo sendo questionados sobre sua honestidade, porque quem faz isto só me dá pena pela demonstração de ignorância. Minha intenção era mostrar que a Petrobras é um patrimônio brasileiro, maior que tudo isto que está acontecendo, que não pode ser destruída por bandidos confessos que posam neste jornal como heróis, por juízes que agem por vaidade e estrelismos apoiados pelo estardalhaço e holofotes que vocês dão a eles, pelo mercado que só quer lucrar com especulação e nunca constrói nada de concreto e por um jornal repulsivo como O Globo que não tem compromisso com a verdade nem com o Brasil.

Por fim, digo que cada vez fica ainda mais evidente a necessidade de uma democratização da mídia, que proporcionará acesso a uma diversidade de informação maior à população que atualmente é refém de uma mídia que não tem respeito com o seu leitor e manipula a notícia em prol de seus interesses, no qual tudo que publica praticamente não é contestado por não haver outros veículos que o possa contradizer devido à concentração que hoje existe. Para não perder um poder deste tamanho vocês urram contra a reforma, que se faz cada vez mais urgente, dizendo ser censura ou contra a liberdade de imprensa, mas não é nada além de aplicar o que já está escrito na Constituição Federal[12], sendo a concentração de poder que algumas famílias, como a Marinho detém, totalmente inconstitucional.

Sendo assim, deixo registrado a minha repugnância em relação à matéria por você escrita, utilizando para ilustrá-la uma foto na qual eu estou presente com uma intenção radicalmente oposta a que ela foi utilizada por você.
Michele Daher Vieira

Fontes:
[1] Demissões nas Organizações Globo:
http://www.conexaojornalismo.com.br/…/demissoes-do-globo-es
http://radiodeverdade.com/tag/demissoes-na-radio-globo/
http://www.parana-online.com.br/editor…/almanaque/…/836519/
http://www.portalimprensa.com.br/…/o+globo+faz+cortes+na+re…
http://blogs.odia.ig.com.br/…/globo-inicia-demissoes-no-jo…/


[2] Exemplos de o que deve e não deve ser publicado
http://www.brasildefato.com.br/node/31315
http://www.pragmatismopolitico.com.br/…/globo-ordena-que-no…
http://www.conversaafiada.com.br/…/globo-censura-reporter-…/


[3] Objetivos
http://www.municipiosbaianos.com.br/noticia01.asp…
http://www.aepet.org.br/…/Prezado-a-companheiro-a-da-Petrob…
http://www.viomundo.com.br/…/sordida-campanha-dos-marinho-c…
https://petroleiroanistiado.wordpress.com/…/petrobras-sob-…/
https://fichacorrida.wordpress.com/…/rede-globo-de-corrupc


[4] Inquérito 2474
http://www.cartacapital.com.br/…/em-sigilo-ha-7-anos-inquer
http://www.ocafezinho.com/…/inquerito-2474-ja-esta-na-inte…/
http://www.istoe.com.br/…/…/345927_ERRO+HISTORICO+NA+AP+470+
http://www.brasil247.com/…/Nassif-STF-vai-abrir-segredo-de-


[5] Escândalo do HSBC
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/o-assombroso-silen…/
http://economia.ig.com.br/…/reino-unido-investiga-hsbc-por-
http://economia.estadao.com.br/…/hsbc-entenda-o-escandalo-…/
http://economia.ig.com.br/…/receita-esta-de-olho-em-corrent…
http://www.brasil247.com/…/Sonega%C3%A7%C3%A3o-no-HSBC-%C3%…


[6] Sonegação Globo
http://www.correiodopovo.com.br/blogs/juremirmachado/?p=4664
http://www.ocafezinho.com/…/os-documentos-da-fraude-da-glo…/
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/injusto-e-pagar-im…/
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/como-o-processo-de…/


[7] Helicoca
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/o-dcm-apresenta-no…/
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/o-papel-cada-vez-m…/
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/categorias/helicoca/


[8] Aeroportos Mineiros
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/por-que-a-midia-na…/
http://www1.folha.uol.com.br/…/1493571-aecio-neves-a-verdad…
http://www1.folha.uol.com.br/…/1488587-governo-de-minas-fez…
http://www.pragmatismopolitico.com.br/…/trafico-de-cocaina-…
http://www.plantaobrasil.com.br/news.asp?nID=82339
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/aecio-nomeou-desem…/


[9] Alstom
http://www1.folha.uol.com.br/…/1281123-brasil-e-unico-que-n…
http://tijolaco.com.br/blog/?p=24684


[10] Banestado
http://www.redebrasilatual.com.br/…/o-caso-banestado-a-petr…
http://www1.folha.uol.com.br/…/1267100-justica-anula-punica…
http://ultimosegundo.ig.com.br/…/lentidao-da-justica-livrou…


[11] Beto Richa e o Paraná
http://www.pragmatismopolitico.com.br/…/beto-richa-quebrou-…
http://www.redebrasilatual.com.br/…/curitiba-a-pauta-da-reb…


[12] Globo e a Ditadura
http://www.pragmatismopolitico.com.br/…/editorial-globo-cel…
http://www.brasildefato.com.br/node/25869
http://altamiroborges.blogspot.com.br/…/as-diretas-ja-e-o-c…
http://www.viomundo.com.br/…/faz-30-anos-bom-jornalismo-da-…
http://www.viomundo.com.br/…/fabio-venturini-no-golpe-dos-e…
http://www.viomundo.com.br/…/exclusivo-as-entrevistas-feroz…
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/abrir-empresa-em-p…/


[12] CF/88
Diz o artigo 220 da Carta, no inciso II do parágrafo 3°:
II – estabelecer os meios legais que garantam à pessoa e à família a possibilidade de se defenderem de programas ou programações de rádio e televisão que contrariem o disposto no art. 221, bem como da propaganda de produtos, práticas e serviços que possam ser nocivos à saúde e ao meio ambiente.
Já o parágrafo 5° diz:
Os meios de comunicação social não podem, direta ou indiretamente, ser objeto de monopólio ou oligopólio.
E o artigo 221. por sua vez, prescreve:
Art. 221. A produção e a programação das emissoras de rádio e televisão atenderão aos seguintes princípios:
I – preferência a finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas;
II – promoção da cultura nacional e regional e estímulo à produção independente que objetive sua divulgação;
III – regionalização da produção cultural, artística e jornalística, conforme percentuais estabelecidos em lei;
IV – respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família.


Publicado no Tijolaço: http://tijolaco.com.br/blog/?p=24950

A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR: afinal, O Globo publicou a carta da Michele? Aposto que não...

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

TV Globo flagrada desperdiçando água

Richard Jakubaszko
A cidadã carioca Maria Fernanda viu, fotografou e publicou em seu facebook:

"Enquanto a Rede Globo lava a sua calçada seus repórteres denunciam o desperdício de água, dos outros é claro! Eu não me lembro de ter visto essa imagem no Bom Dia Rio!"

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Papa Francisco, esse é o cara!

Richard Jakubaszko 
No restaurante dos funcionários do Vaticano podemos ver nas fotos abaixo o Papa Francisco, almoçando e conversando com a turma.
Ele é o cara!


O Papa Francisco fez uma visita surpresa nesta sexta-feira (20 de fevereiro) ao refeitório localizado na zona industrial do Vaticano, onde almoçam funcionários da Santa Sé. Alguns já estavam à mesa, enquanto outros faziam fila no self-service, quando, para surpresa de todos, por volta das 12h10min, entrou no recinto o inesperado visitante.

O Santo Padre apresentou-se como um frequentador habitual, ocupando normalmente um lugar na fila, segurando uma bandeja e aguardando a sua vez. Serviu-se de massa, uma porção de merluza, verdura gratinada e um pouco de batata frita. “Não tive coragem de apresentar a conta a ele”, confidenciou emocionada Claudia Di Giacomo, que naquele momento fazia serviço de caixa.

Francisco, sorridente, estendeu a mão a muitos dos presentes. Na mesa, sentou-se ao lado de cinco funcionários uniformizados da farmácia do vaticano. “Descrevemos o nosso trabalho, em quantos somos e como se desenvolve. E ele nos falou das suas origens italianas”, explicou um dos comensais. Seus colegas logo completaram, dizendo que falaram de futebol, mas também de economia.

A cada instante alguém se aproximava para um selfie. Máquinas fotográficas, celulares, tablets e toda a tecnologia disponível na ocasião foi usada para registrar o inusitado momento. Mesmo com o verdadeiro “assédio tecnológico”, o Papa Francisco continuou a sorrir e a comer, continuando a conversa com seus interlocutores.

No final do almoço, por volta das 12h50min, o Pontífice se levantou e com alguns operários posou para a clássica fotografia-recordação, num clima de grande familiaridade. Após conceder sua bênção aos presentes, subiu no carro de seu ajudante de quarto, Sandro Mariottti – que o acompanhou -, e retornou à Santa Marta.
Em 9 de agosto de 2013, Francisco havia visitado a fábrica de São Pedro, ocasião em que encontrou marceneiros, soldadores, hidráulicos, eletricistas e funcionários do L’Osservatore Romano.

Fotos enviadas por Celso Marangoni, um descendente oriundi saudosista.
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sábado, 21 de fevereiro de 2015

Efeitos da crise de água no comércio e no emprego

Richard Jakubaszko
A Associação Comercial de São Paulo, na semana anterior ao Carnaval, fez uma sondagem entre seus afiliados, os comerciantes da cidade São Paulo, para tentar dimensionar o que planejam fazer os empresários diante da iminente situação de racionamento de água (5 dias sem x 2 dias com), especialmente no centro de São Paulo e outras regiões que são abastecidas pelo sistema Cantareira.

Evidentemente que entre os pesquisados há estabelecimentos de todos os tipos, como lojas de roupas, bares, restaurantes, cabeleireiros e barbearias, escritórios de advogados, agências de turismo e de propaganda, uns mais dependentes do que outros da água para poder trabalhar. Por isso boa parte responde que a falta de água não afeta quase nada. No centrão velho da capital a situação de bares, restaurantes e cabeleireiros, é dramática, altamente dependentes da água, pois o racionamento vem desde março de 2014, conforme já denunciei aqui no blog. Moro no centro de São Paulo, disponho de água 6 horas por dia, as demais 18 horas é secura total... Alguns bares e restaurantes do centrão já fecharam, por não poder cumprir regras básicas de higiene. As multas da vigilândia sanitária são monstruosas...

Será que o desgovernador Alckmin sabia disso? É que ele agora anda falando de novo que não vai mais ter rodízio...

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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

As melhores frases dos piores alunos, from Portugal.

Richard Jakubaszko

Em Portugal não tem Enem e tampouco vestibular, mas também tem jovem burro e distraído. Algumas frases e definições, retiradas dos exames nacionais de 2008/2009, para seu deleite:
Évora, Portugal.


O Convento dos Capuchos foi construído no século 16, mas só no século 17 foi levado definitivamente para o alto do monte.

O metro é a décima milionésima parte de um quarto do meridiano terrestre e para o cálculo dar certo arredondaram a Terra!

Quando o olho vê, não sabe o que está a ver, então ele manda uma foto elétrica para o cérebro que lhe explica o que está a ver.

O nosso sangue divide-se em glóbulos brancos, vermelhos e até verdes!

Nas olimpíadas a competição é tanta que só cinco atletas chegam entre os dez primeiros.

O piloto que atravessa a barreira do som nem percebe, porque não ouve mais nada.

O teste do carbono 14 permite-nos saber se antigamente alguém morreu.

O pai de D. Pedro II era D. Pedro I e o de D. Pedro I era D. Pedro 0.

Em 2020 a caixa de previdência já não tem dinheiro para pagar aos reformados, graças à quantidade de velhos que não querem morrer.

O verme conhecido como solitária é um molusco que mora no interior, mas que está muito sozinho.

Na II Guerra Mundial toda a Europa foi vítima da barbie!

O hipopótamo comanda o sistema digestivo e o hipotálamo é um bicho muito perigoso.

A Terra vira-se nela mesma, e esse difícil movimento chama-se arrotação.

Lenini e Stalone eram grandes figuras do comunismo na Rússia.

Uma tonelada pesa pelo menos 100 kg de chumbo.

A fundação do Titanic serve para mostrar a agressividade dos icebergs.

Para fazer uma divisão basta multiplicar subtraindo.

A água tem uma cor inodora.

O telescópio é um tubo que nos permite ver televisão de muito longe.

Os rios podem escolher desembocar no mar ou na montanha.

Os escravos dos romanos eram fabricados em África, mas não eram de boa qualidade.

Ao princípio os índios eram muito atrasados, mas com o tempo foram-se sifilizando.

A Terra é um dos planetas mais conhecidos e habitados do mundo.

A Latitude é um circo que passa por o Equador, dos zero aos 90º.

Caudal de um rio é quando um rio vai andando e deixa um bocadinho para trás!

Newton foi um grande ginecologista e obstetra europeu que regulamentou a lei da gravidez e estudou os ciclos de Ogino-Knaus.

A História divide-se em 4: Antiga, Média, Momentânea e Futura, a mais estudada hoje.

Visite Portugal, tem história, belas paisagens, música, vida cultural, ótimos vinhos e uma comida excepcional, além de um povo alegre e hospitaleiro.

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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Cantareira: estão mentindo pra gente!

Richard Jakubaszko 
As notícias que saem na mídia são desencontradas e contraditórias.
Antes (dez/15) e ontem (18/fev/15).

Apesar das chuvas intensas deste mês de fevereiro em São Paulo, o fevereiro mais chuvoso dos últimos 9 anos, o Sistema Cantareira teria recuperado volume de água estocada de 5,2% para 9,5% de dezembro 2014 para fevereiro 2015, mas a Sabesp declara que o "efeito esponja" do solo seco, que absorve a água das chuvas, "não permite a recuperação das represas". Será? Ou continuam a nos enganar, com um rodízio perverso, enquanto estocam água para os meses de seca vindouros (de abril a outubro), quando a água ficará mais cara do que nunca?
A foto do Estadão de hoje (19/2/15) mostra a recuperação parcial do volume de água.

Não vejo, até o momento, nenhuma obra para correção dos vazamentos nos encanamentos no centrão velho de São Paulo, por onde se esvai de 35% a 60% da água tratada do Cantareira.

A mentira continua. Estão nos enganando, de alguma forma. Antes, a desculpa da falta de chuva escondia os problemas da falta de planejamento e de má gestão, agora vem a desculpa de que choveu muito, mas ainda não foi suficiente...  A péssima gestão do desgovernador paulista continua, com total e irrestrito apoio da mídia, a enganar os cidadãos paulistas.
As represas que abastecem cidades próximas a São Paulo estão transbordando e devem provocar enchentes nas cidades, só o Cantareira não se recupera...
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terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Palmeiras rebaixado até no Carnaval

Richard Jakubaszko

A Mancha Verde, escola de samba ligada à principal torcida organizada do Palmeiras, foi rebaixada no Carnaval 2015 de São Paulo e virou motivo de piada nas redes sociais. A apuração dos desfiles foi realizada na tarde desta terça-feira.
Ai qui dó, quando bater no chão vai virar torresmo...
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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

A crise da água e a transferência de responsabilidades


Vladimir Safatle  
(Na Carta Capital) - No caso da crise hídrica de São Paulo, a causa tem nome e sobrenome: Geraldo Alckmin.

Já em plena crise hídrica, o patético esforço da oligarquia tucana para explicar o desastre que ela própria provocou.


A metáfora não poderia ser melhor. O Brasil tem em seu território uma das maiores reservas hídricas de água potável do mundo, algo em torno de 12% de toda a reserva mundial. Em 2015, o estado mais rico da federação, comandado por uma oligarquia que se perpetua no poder há mais de 20 anos, está prestes a colocar em marcha uma política de guerra para racionar água, acrescentando assim outro capítulo ao “racionamento que tem medo de dizer seu nome” aplicado há meses no estado.

Até mesmo a hipótese de evacuação parcial da cidade de São Paulo foi discutida. Ou seja, mesmo quando temos todos os recursos disponíveis conseguimos chegar em uma situação de catástrofe. 
Poderíamos começar aqui por fazer explicações, as mais inteligentes e elaboradas, remetendo as razões da crise hídrica ao “patrimonialismo ibérico”, ao “despreparo dos governantes”, à “falta de estatura moral do povo”, ao “degelo da Era Glacial” ou qualquer outro candidato a significante vazio da vez. No entanto, muitas vezes fazemos de tudo para procurar causas distantes e genéricas simplesmente para não tomar providências diante das causas diretas e visíveis a qualquer um que queira ver.

No caso da crise hídrica de São Paulo, a causa tem nome e sobrenome: o governador Geraldo Alckmin, assim como seus antecessores diretos, todos eles ligados ao mesmo grupo político. Não é possível que setores da população de São Paulo continuem com essa incapacidade patológica de responsabilizar claramente quem tem a responsabilidade direta sobre o problema. Foi tal incapacidade que se expressou, por exemplo, na maneira errática com que setores hegemônicos da imprensa trataram o problema e suas causas, sem aquele ímpeto investigativo conhecido de todos quando é questão de explorar as responsabilidades do governo federal. Foi ela que deu a tais governos a sensação de impunidade, de poder fazer o que bem entender, escondendo informações da população, jogando com a sorte para ver se chove no lugar certo. Tudo isso até chegarmos nesse ponto deplorável.

Os estudos agora começam a se avolumar, mostrando a ausência de um planejamento mínimo de longo prazo, assim como falta de investimento em obras essenciais, desconhecimento completo de problemas ecológicos e de impacto ambiental, complacência com a especulação imobiliária em áreas de mananciais. Ou seja, uma quantidade tão grande de inépcia e ausência de reconhecimento honesto dos problemas diante da população, ––nos confere o direito de perguntar se realmente precisamos de governo estadual. Ter deixado tudo sem administração não teria produzido resultados muito diferentes dos atuais.

Por exemplo, pergunte-se há quanto tempo o Rio Tietê está “em processo de despoluição” e quais são seus maravilhosos resultados. Se a política que, salvo engano, começou no governo Fleury, tivesse sido conduzida de maneira séria, poderíamos ter um rio integrado ao sistema hídrico estadual. Pergunte-se qual a última vez que um reservatório foi construído no estado ou qual o resultado efetivo da abertura do capital da Sabesp. Sim, há muitas perguntas a serem formuladas.

No entanto, o que não podemos mais fazer é nos escondermos no cinismo covarde de quantos reconhecem o caráter insuportável da situação, mas se apressam a dizer: “Bem, não há alternativa mesmo, então melhor não fazer nada”. As alternativas são criadas quando mostramos nossa indignação e recusamos o que tenta se impor a nós com a única justificativa de dever continuar porque aqui já está. São Paulo é um estado com grande inteligência e capacidade de criação, com duas das mais importantes universidades do Brasil capazes de estudos que o governo estadual ama ignorar. Setor algum da população é ouvido na discussão de políticas que afetam a todos. Apenas a arrogância tecnocrática de sempre, com seus resultados patéticos de sempre.

Por fim, há de se lembrar de que um país com os recursos hídricos do Brasil não teria o direito de impor tamanha humilhação à sua população, em especial o setor mais pobre, que sofre as consequências da irresponsabilidade governamental há tempos. O esgotamento do cenário político nacional é acompanhado de um esgotamento ainda mais impressionante no plácido cenário estadual do Tucanistão. Há de se virar todas as páginas.

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domingo, 15 de fevereiro de 2015

Piketty no Roda Viva

Richard Jakubaszko 
O jovem professor francês Thomas Piketty foi o entrevistado do Roda Viva, na TV Cultura, quando reafirmou algumas posições colocadas em seu livro best seller, O Capital no século XXI.
Divulgo o vídeo para interessados no assunto economia e que ainda não leram o livro de Piketty. Assisti a entrevista, não vi nada de novo em relação ao que já saiu na mídia sobre as ideias do professor, mas tem coisas ineterssantes. Acredito, ainda, que os entrevistadores perderam uma ótima oportunidade para debater em profundidade a crise internacional, ao invés de ficarem colocando questões brasileiras, tanto do ponto de vista econômico como de políticas públicas, às quais Piketty não tem conhecimento profundo, como ele mesmo afirmou em mais de duas oportunidades.

Mais uma vez o Roda Viva deixou de ser um bom programa de entrevistas, como já foi no passado remoto e até mesmo recente. O moderador do programa, Augusto Nunes, é absolutamente inadequado e em nada contribuiu para tornar melhor o conteúdo, salvo apenas pelo brilhantismo objetivo do francês, que ainda teve de se esquivar de inconvenientes pegadinhas políticas dirigidas a ele por Lara Rezende e pelo próprio Augusto Nunes.

O professor Piketty apoia medidas que taxem diretamente os mais ricos, como forma de reduzir os problemas da desigualdade. Lá fora, como aqui no Brasil, os ricos pagam poucos impostos. Mas lá fora pagam mais do que aqui. De outro lado, neste ano de 2015, Piketty foi indicado para receber a condecoração máxima do governo francês, a medalha da Legião de Honra. Recusou o prêmio, afirmando que ao invés de conceder prêmios, o governo deveria estar mais preocupado em retomar o crescimento econômico na França e na Europa. Mas nada disso o Roda Viva explorou de forma objetiva.

A rigor, justiça seja feita, José Paulo Kupfer foi o único a fazer algum questionamento relevante ao professor, sobre os caminhos para a retomada do crescimento internacional, considerando que as taxas de juros da Europa, Japão e EUA andam iguais a zero e mesmo assim não há respostas positivas das economias. Mais de uma vez Augusto Nunes quebrou o ritmo para dar o breake comercial, mesmo sendo um programa previamente gravado.

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