sábado, 14 de março de 2026

É uma vergonha nacional a forma como o INSS trata os aposentados

Richard Jakubaszko

É público e notório o travamento burocrático que o INSS pratica contra os aposentados, com o objetivo simples e único de protelar a concessão de aposentadorias e/ou atender pedidos de revisão dos valores de benefícios por parte dos beneficiários. A demora desses processos encontra duas explicações dadas por advogados/especialistas: primeiro, porque faltam analistas especializados, o que provoca o acúmulo de processos, tanto administrativos como judiciais; segundo, a absoluta falta de recursos disponíveis no INSS, buraco que, constitucionalmente, teria de ser coberto pelo Tesouro Nacional, mas este não o faz, deixam os aposentados/trabalhadores em desamparo, e provocam demoras de meses e até mesmo anos e anos nos citados processos, sejam de pedidos de aposentadoria, pedidos de revisão de benefícios ou até mesmo uma necessária perícia médica.

Ações judiciais (Mandados de Segurança ou liminares) contra as demoras do INSS são quase inúteis. Meu caso (pedido de revisão do valor do benefício), por exemplo, tem mais de 9 anos que tramita em processo administrativo, e, desde julho de 2025 com decisão unânime da 2ª Junta de Recursos (JR), proferida em acórdão, que determina o imediato reajuste do benefício, além do pagamento retroativo desde a data do início do processo, em janeiro de 2017. Nada acontece. O processo parece sair de uma gaveta para outra, e quando parece que vão ter uma decisão, entretanto, de novo, nada acontece.

Já foram emitidos mais de 5 Mandados de Segurança em 9 anos pelos meus advogados, sempre desrespeitados/descumpridos pelo INSS. Ocorreu um caso, apenas para ganhar tempo irrisório, um advogado pouca prática do INSS protesta contra o meu pedido de justiça gratuita, e pede comprovantes de que eu seja pobre. Justificado ao juiz que a gratuidade é necessária, aí sai o Mandado de Segurança, mas o INSS novamente se enclausura na burocracia e se cala.

Já me queixei de várias formas: como desabafo, fiz denúncia neste blog, em anos anteriores. Neca de pitibiriba de sair uma resposta. Reclamei no canal 135 várias vezes, e nada. Mandei mensagens à Ouvidoria do INSS, nem resposta obtive. Mais recentemente fiz queixa formal no Fala.br – mas apenas recebi um e-mail confirmando o registro da minha manifestação, solução que é bom, nenhuma. Tudo isso fora os inúmeros Mandados de Segurança impetrados, é claro. Não adianta falar com Juiz, e nem com o Bispo, tampouco rezar ao santo de preferência. A regra no INSS é protelar ao máximo possível qualquer ação dos aposentados.


Afinal, de quem é a culpa desse descalabro? O trabalhador que tira uma Carteira Profissional, que estabelece um prazo de contrato de trabalho com a União, que cumpre a sua parte, recolhendo as contribuições conforme seus ganhos, e espera que a seguridade social seja entregue ao cabo dos ditos anos de contribuições? Ou é culpa do Governo Federal (Tesouro), que a cada 5 ou 8 anos pede uma revisão das muitas legislações que regulamentam o direito do trabalhador se aposentar? Sempre, cada vez que aparece uma nova proposta do Executivo para “atualizar” a legislação da previdência, o trabalhador já sabe, terá mais tempo de trabalho e ficará cada vez mais distante a aposentadoria, porque as idades mínimas para isso são sempre aumentadas, sob a desculpa de que a Previdência Social está deficitária, ou porque a expectativa de vida dos brasileiros tem aumentado.


Ora, a Previdência Social está sempre em dificuldades financeiras, com déficits enormes, por vários motivos, entre os quais o pagamento de benefícios integrais a militares (que se aposentam com benefícios iguais ao do tempo de trabalho, e de suas filhas solteiras... que nunca se casam, mas têm filhos, possuem aposentadorias anacrônicas, que são vitalícias... É um privilégio inaceitável! Tem milhares de filhas de militares, até mesmo de pracinhas da FEB, recebendo aposentadorias com essa legislação espúria), ao pagamento de aposentadorias integrais a membros do Executivo, Legislativo e Judiciário, até mesmo acima dos valores limites-legais, que são os salários dos ministros do STF, e ainda pela má gestão administrativa que o INSS procede dos recolhimentos dos trabalhadores, que nada têm a ver com isso, e ainda porque o INSS despende milhões de reais para funcionários que pertencem à classe de cabides de empregos, provenientes de indicações políticas. A Previdência tem até chefe com status de ministro, com assessorias, carros, penduricalhos, mordomias, quando deveria ser apenas uma autarquia, com obrigação de cumprir a lei. E nem vou falar da corrupção, como os descontos ilegais feitos contra os aposentados, ou dos problemas do SUS, que são absurdos e inúmeros. Tudo isso dessa má gestão provoca o problema do déficit permanente da Previdência.


A solução do problema, portanto, é política. Não adianta o presidente em exercício pedir uma verba extra ao Congresso para pagar os precatórios, ou para pagar os benefícios de aposentados que ganharam causas judiciais, mas nada recebem, porque o INSS está insolúvel. O INSS nem teria direito de pedir uma concordata, como se dizia antigamente, que hoje chamam de Recuperação Judicial.


Assim, soluções urgentes são absolutamente necessárias. Sob pena de se estabelecer o caos. Sai mais barato aos cofres da União cortar mais de 90% do contingente de centenas de advogados que o INSS emprega, do que tentar gerir o déficit com legislações tapa-buracos como se faz corriqueiramente. Sai mais barato aos cofres da União o INSS cobrar judicialmente as grandes empresas inadimplentes. Essas empresas, antes de quebrar, são vendidas a outras empresas maiores, e a dívida com a Previdência vai para discussões jurídicas enormes. Sai mais barato aos cofres da União o INSS leiloar os milhares de imóveis que dispõe em seu patrimônio, cujos valores se deterioram a cada dia por falta de uso e manutenção. Sai mais barato aos cofres da União contratar novos analistas para solucionar pedidos de recursos do que manter advogados para “administrar” milhares de mandados de segurança todos os anos, só para protelar. Enfim, sai mais barato aos cofres da União administrar a Previdência com competência e honestidade, do que manter legislação de privilégios ou de atrasar a solução de malfeitos e aberrações burocráticas.


Presidente Lula, pelo amor de Deus, e com todo o respeito, dá um tranco e resolve essa merda que se eterniza, e que vai piorar!

 

 

 

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segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

BBC reconhece espalhar blefes ecologistas e faz revisão geral interna

Luis Dufaur *

A BBC de Londres reconheceu que vinha publicando falsas e até grosseiras notícias sobre ambientalismo, clima e energia.

 
Ela foi denunciada em virtude de repetidos falsos eventos e publicou correções, removeu programas e demitiu jornalistas.

O jornal “The Telegraph” concluiu que as “manipulações” denunciadas abarcam todo o leque de alarmismos desonestos.

Michael Prescott, ex-consultor de padrões, manifestou seu “desespero com a inação” dos executivos da BBC diante das generalizadas reportagens tendenciosas.

Numa carta enviada a membros do conselho da BBC, Michael Prescott, um ex-consultor de padrões, manifestou seu “desespero com a inação” dos executivos da BBC diante de evidências generalizadas de reportagens tendenciosas.

Prescott revelou que a principal unidade de checagem de fatos da BBC, o Verify, foi forçada a retirar uma matéria que sugeria falsamente que as seguradoras de automóveis eram racistas.

Agora, a emissora enfrenta escrutínio sobre sua cobertura climática, e seu Comitê de Diretrizes e Padrões Editoriais decidiu realizar uma “revisão temática” de sua cobertura de “política energética no Reino Unido e mudanças climáticas”.


E esta seria a mais recente de uma série de revisões sobre imparcialidade realizadas pela BBC nos últimos anos.

Richard Tice, vice-líder do Reform UK, disse que “já era hora” de fazer esta revisão.

“A BBC precisa investigar seu terrível viés em relação às mudanças climáticas. No entanto, dados os recentes escândalos de viés da BBC, não tenho confiança de que ela apresentará as verdadeiras conclusões.

“A única solução é uma revisão totalmente independente do alarmismo climático da BBC”, disse ele.

Claire Coutinho, secretária de energia do Partido Trabalhista, alinhada com o alarmismo ecológico reconheceu que: “O consenso sobre como lidar com as mudanças climáticas está se desfazendo.

“Se continuarmos no caminho atual, seremos mais pobres e mais fracos. É vital que a BBC possa noticiar as mudanças climáticas de forma imparcial e garantir que todos os pontos de vista sejam representados.”

A BBC está apagando discretamente episódios de programas como Question Time após divulgar afirmação falsa sobre emissões de gases.

Em 2024, apagou outro artigo da BBC News que anunciava como fato que “as mudanças climáticas induzidas pelo homem tornaram o recente calor extremo no sudoeste dos EUA, México e América Central cerca de 35 vezes mais provável”.

Justin Rowlatt, editor de clima da BBC, foi considerado culpado de fazer afirmações enganosas sobre eventos climáticos extremos em um documentário do programa Panorama.

Ela acatou uma queixa da União Nacional dos Agricultores sobre o documentário Carne: Uma Ameaça ao Nosso Planeta?, e o removeu.

“Reconhecemos as decisões da Unidade de Reclamações Editoriais referentes a aspectos de nossa cobertura climática e tomamos as medidas apropriadas para abordar os pontos levantados”, respondeu a empresa do governo.

A “manipulação” denunciada abarca todo o leque de alarmismos desonestos a que estamos acostumados a refutar, mas também muito outros assuntos como Donald Trump, Gaza e LGBT+.

Além das reportagens e documentários fraudulentos sobre aquecimento global, a BBC News afirmou erroneamente que a população mundial de ursos polares estava em declínio devido a esse aquecimento.

“A espécie está em declínio, e os cientistas atribuem isso à perda de gelo marinho causada pelo aquecimento global – levando à redução de seus territórios de caça e reprodução”, dizia o artigo.

Posteriormente mudou o artigo, após constatar que o número de ursos polares parecia estar “estável no geral, atualmente, e não em declínio, como afirmado”.

Em 2023, fizeram uma previsão do tempo errônea atribuindo enchentes em Bolonha, na Itália, a precipitações assustadoras, mas falsas.

Para o grupo Net Zero Watch essa foi um exemplo de “alarmismo institucional” na cobertura das mudanças climáticas pela BBC.
Em 2022, Justin Rowlatt, editor de clima da BBC, foi achado culpado de afirmações enganosas sobre eventos climáticos extremos. Ele afirmou erroneamente que as mortes relacionadas ao clima estavam aumentando em todo o mundo. Ainda alegou, “sem qualquer ressalva”, que Madagascar estava à beira da primeira fome mundial induzida pelas mudanças climáticas.

Pelo contrário, a Organização Meteorológica Mundial, documentos que nos últimos 50 anos, o número de mortes causadas por desastres naturais diminuiu.

Em outubro de 2020, a emissora acatou uma queixa da União Nacional dos Agricultores (NFU) sobre o documentário Carne: Uma Ameaça ao Nosso Planeta?.

O programa afirmava que a pecuária era prejudicial ao meio ambiente, violando o princípio da imparcialidade.

“Tudo o que os agricultores querem é uma cobertura justa da alimentação e da agricultura e o fim da demonização de alguns setores da agricultura produtiva, particularmente a pecuária”, disse um porta-voz da NFU na época. O documentário foi posteriormente removido.


* O autor é escritor, jornalista, conferencista de política internacional, sócio do IPCO, webmaster de diversos blogs.

Publicado em https://ecologia-clima-aquecimento.blogspot.com/2026/01/bbc-reconhece-espalhar-blefes.html

 

 

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quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

Feliz Natal, mas não esqueça do aniversariante!

Richard Jakubaszko 

Natal não é só comida e bebida, ou trocar presentes, e vestir uma roupa nova. Portanto, não esqueça do aniversariante de hoje. Tenha reflexões profundas sobre o significado do dia.



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sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

Saiu a 4ª edição do livro CO2 aquecimento e mudanças climáticas: estão nos enganando? Porque não existem duas verdades...

Richard Jakubaszko
Com enorme alegria informo que já saiu a 4ª edição da obra, com novos capítulos, portanto, ampliada e atualizada.
 


A edição tem 416 pugs, e entre os novos capítulos destacam-se um adicional do professor Molion, além do "Enquanto houver Sol", autoria do Dr. Fernando de Mendonça, ex-presidente do INPE, hoje com 101 anos, afora atualizações de minha autoria.

Me parece pertinente, de forma indireta, agradecer ao presidente Donald Trump pela ajuda paralela, já que diversas manifestações dele como cético da emergência climática alavancaram as vendas do livro, esgotando a 3ª edição de forma mais rápida do que as anteriores.

Meus mais profundos agradecimentos aos amigos que deram inestimável incentivo para a publicação deste livro, nesta 4ª edição, entre eles Bruno Lucchi, diretor técnico da CNA – Confederação Nacional de Agricultura. Duplo agradecimento a Eduardo Penteado Cardoso, da Fazenda Mundo Novo, do Nelore Lemgruber, (Uberaba-MG), pelo apoio e o brilhante texto do capitulo "...e o boi esta virando bode". Gratidão também a Alberto Marra e Paulo Sampaio, respectivamente presidente e diretor executivo do Siacesp – Sindicato das Indústrias de Adubos e Corretivos Agrícolas de São Paulo. Um obrigado emocionado a Fernando de Mendonça, ex-presidente do INPE, pelo notável capítulo “Enquanto houver Sol”. 

Pelo fato de as contribuições de empresas e entidades não atingirem o orçamento previsto de impressão, passei o chapéu entre amigos, que apoiaram a iniciativa, viabilizando esta 4ª edição, e assim agradeço aos amigos, como o professor e engenheiro agrônomo Aílton Dias, da Sementes Vitória, de Vitória/ES, o advogado Fábio Lamônica (Maringá-PR), Carlos Viacava, João de Almeida Sampaio Filho, João Lammel, Amador Florence, José Francisco Cunha, Roberto Rodrigues, Paulo D'Andrea, da Microgeo, e ao empresário Luziário Fonseca, fundador e CEO da Agro Dealer, por acreditar nas ideias da obra, e ao adquirir antecipadamente 500 exemplares.

A somatória de agradecimentos revela que quem tem amigos não morre pagão.

Como não existem duas verdades, em breve os fatos vão desmontar o falacioso e bem engendrado trambique ambientalista do IPCC, e isto virá à tona nos próximos meses. Cada vez mais cientistas do mundo inteiro desmentem a emergência climática dos exegetas do apocalipse.

Falta ainda convencer meus colegas da grande imprensa de que o fim do mundo está longe de acontecer (seria mais provável por uma guerra nuclear). Essa turma de jornalistas é mais difícil de mudar de ideia do que os cientistas. 

Como sabemos, a Justiça Divina tarda mas não falha.


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quarta-feira, 19 de novembro de 2025

Na ONU, Trump questiona mudanças climáticas e diz que humanidade caiu em...

 

Richard Jakubaszko 

Trump avança em seus questionamentos sobre as mudanças climáticas e o aquecimento planetário. Afirma que a humanidade caiu no golpe dos verdes. É um dos raros Chefe de Estado a contestar a maior mentira do Século XXI. Os demais, ou ficam calados, ou apoiam a causa, e tiram proveitos políticos. Faz 40 anos que a ONU/IPCC martela o assunto.

Como não existem duas verdades, um dia ela virá à tona...

 

PS. É uma das raras opiniões que compartilho com Trump...

 

 

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segunda-feira, 17 de novembro de 2025

COP30: uma reflexão necessária

Márcio Coimbra *

Estudos indicam que fatores naturais seguem decisivos na dinâmica do clima

Enquanto o Brasil recebe a COP30, a narrativa de uma crise climática atinge seu ápice. No entanto, um exame mais aprofundado da história do planeta e dos dados disponíveis revela um quadro mais complexo e menos alarmista. A Terra é um organismo dinâmico, que passou por ciclos naturais de aquecimento e resfriamento ao longo de milênios, muito antes da industrialização. Logo, questionar o atual consenso absoluto não é negacionismo, mas um exercício de ceticismo científico saudável.

Climatologistas como Bjorn Lomborg, autor de “O Ambientalista Cético”, não negam as mudanças climáticas, mas colocam em perspectiva o papel da humanidade nelas. Lomborg argumenta que o discurso apocalíptico gera políticas ineficazes e custosas, desviando recursos de problemas globais mais prementes, como a pobreza, a má-nutrição e a falta de saneamento básico. Ele defende que a adaptação e a inovação tecnológica são respostas mais pragmáticas e humanas do que tentativas draconianas de descarbonizar a economia global à força.

Essa visão pragmática encontra eco em outros cientistas de renome. O físico atmosférico Richard Lindzen, do MIT, e a climatóloga Judith Curry, da Georgia Tech, já argumentaram que a sensibilidade do clima ao CO2 pode ser superestimada e que a variabilidade natural interna do planeta é um fator subestimado nos modelos atuais.

A ideia de que o clima era estático antes da atividade humana ignora evidências históricas. Períodos como o Ótimo Climático Medieval (séculos X-XIII), quando as temperaturas eram provavelmente mais altas que as atuais, permitiram a colonização viking na Groenlândia. Em contrapartida, a Pequena Idade do Gelo (séculos XIV-XIX) trouxe frio intenso e fome para a Europa. Esses eventos ocorreram sem a influência de combustíveis fósseis, demonstrando a variabilidade natural do sistema climático.

Surge, então, a pergunta crucial: até que ponto a ação humana é o fator determinante? Muitos cientistas, cujas vozes são muitas vezes abafadas, apontam para a influência de ciclos solares e oscilações oceânicas como os principais condutores do clima em escalas de tempo decenais e seculares. Culpar apenas o CO2 por todas as mudanças no clima é uma explicação simplista para um sistema que é complexo e imprevisível.

Não se pode ignorar, ainda, a dimensão econômica por trás da “agenda verde”. Criou-se uma poderosa indústria bilionária em torno das teses das “mudanças climáticas”. Fundos de investimento, corporações de energia “renovável” e uma vasta rede de ONGs são financiados para promover uma narrativa única. Esta, por sua vez, justifica pesados subsídios, regulamentações e taxações que redistribuem riqueza e concentram poder, muitas vezes com um impacto questionável na temperatura global.

Portanto, a COP30 deve ser um espaço não para o dogmatismo, mas para o debate aberto. É preciso escutar os cientistas céticos, avaliar os custos reais das políticas de net-zero e priorizar a resiliência e a prosperidade humana. O planeta sempre mudou. O grande desafio não é frear um processo natural, mas sim aprender a lidar com ele com inteligência, sem renunciar ao nosso progresso e qualidade de vida em razão de um alarmismo financiado por interesses políticos.

* o autor é CEO da Casa Política e Presidente-Executivo do Instituto Monitor da Democracia. Conselheiro e Diretor de Relações Internacionais da Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais (Abrig). Mestre em Ação Política pela Universidad Rey Juan Carlos (2007). Ex-Diretor da Apex-Brasil e do Senado Federal.

 

 

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quinta-feira, 6 de novembro de 2025

Energias alternativas escureceram Espanha, Portugal e sul da França

Luis Dufaur *

Blackout na Espanha
Meses antes de iniciar a COP30, o ambientalismo nos forneceu mais uma escura mensagem da crise em que quer jogar a civilização.

A Red Eléctrica Espanhola (REE) empresa pública operadora única do sistema elétrico espanhol, reconheceu que o “colapso total” do sistema elétrico que pôs em pânico a Espanha e o vizinho Portugal foi causado pelas fontes de energia alternativa, registrou “El Mundo”.

Em abril a mesma empresa garantia que em caso algum haveria uma interrupção nacional no fornecimento de energia.

Ela recusava o risco da perda de estabilidade do sistema, em consequência do fechamento das centrais nucleares espanholas. Semanas depois a Espanha entrou em pânico em virtude de um apagão inesperado que não podia acontecer.

O presidente da empresa os descartava e o governo socialista também o fazia enfaticamente.

Depois tudo mudou. Relatório da mesma operadora da rede elétrica reconheceu que havia riscos “graves” de cortes de energia ligados à “alta penetração de energia renovável” no país.

A causa do risco foi a muito alta dependência das “energias alternativas”, especialmente as eólicas.

A Redeia, havia alertado seus investidores no relatório financeiro de 2024, para cortes que “podem se tornar graves afetando significativamente o fornecimento de eletricidade, a curto e médio prazo”, registrou a AFP.

Em breves termos as fontes de “energia alternativas” são intermitentes porque dependem do sol, vento, chuvas, que são imprescindíveis.

E se essas fontes começam a ligar e desligar podem levar a um curto do sistema todo e provocar blackouts.

A “perda de produção firme” foi apontada por Redeia como podendo causar um “impacto no fornecimento” que poderia “afetar à Espanha toda”.

A empresa vinha alertando há cinco anos do perigo sendo ignorada e até abafada pelo fanatismo ecológico instalado no governo e na grande mídia.

Os relatórios eram conclusivos: a integração massiva de fontes energias renováveis ameaçava a estabilidade da rede na Espanha, escreveu, a posteriori “El Mundo”.

Blackout também afetou Portugal e sul da França
Os técnicos da empresa pública pediam medidas “essenciais” para evitar desequilíbrios “inaceitáveis”.

Afinal aconteceu. Cinco anos depois do primeiro brado de alerta, essa foi a causa do apagão histórico que atingiu também Portugal e o sul da França.

As medidas pedidas não foram implementadas ou a um ritmo lento, enquanto se acelerava a geração de energias “renováveis” causantes do desequilíbrio. Até que o sistema elétrico nacional ficou incapaz de amortecê-los.

A Redeia alertava aos investidores o “risco de curto prazo” de “desconexões de geração devido à alta penetração de energias renováveis”.

O relatório também advertia que o fechamento de usinas de convencionais, como as movidas a carvão, gás natural e nucleares, em decorrência de decisões políticas, “implicava na redução da capacidade firme e das capacidades de equilíbrio do sistema elétrico, bem como de sua robustez e inércia”.

A Redeia atribuiu o enorme blackout a um desligamento massivo de usinas fotovoltaicas. Essas geraram oscilações anômalas que causaram o apagão, “desconcertando o setor”.

Nos dias prévios ao apagão, as situações de alta instabilidade levaram a um alto funcionário do setor, a advertir que a Espanha “estava à beira de um apagão”.

O fanatismo ambientalista fez ouvidos surdos... e aconteceu, mas continua igualmente fanático!!!

* Escritor, jornalista, conferencista de política internacional, sócio do IPCO, e webmaster de diversos blogs.

Publicado originalmente em https://ecologia-clima-aquecimento.blogspot.com/2025/11/energias-alternativas-escureceram.html  

ET. Todos os inconvenientes de usos de energias alternativas foram abordados em profundidade no livro "CO2 aquecimento e mudanças climáticas: estão nos enganando?", autoria deste blogueiro, veja na aba deste blog como obter o livro.

 

 

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terça-feira, 21 de outubro de 2025

Para falar com Deus

Richard Jakubaszko
Para falar com Deus, cada um de nós temos um jeito ou maneira. uns rezam, outros falam, alguns imploram, com certeza outros argumentam, a maioria faz promessas e assim vamos levando. Mas uma igreja postou um cartaz na sua porta, de forma direta faz sugestões diversas e inusitadas, conforme me foi enviado pelo João Lammel, atento devoto:
 



 

quinta-feira, 16 de outubro de 2025

A anistia que não deve ser

Ricardo Viveiros *

Existe a proposta de anistiar aqueles que, em 8 de janeiro de 2023, vandalizaram os prédios dos três poderes em Brasília. Tal movimento em busca de perdão para terroristas é não apenas equivocado, mas um verdadeiro atentado ao estado democrático de direito. A Constituição Federal, no artigo 5º, inciso XLIII, é clara: “[…] a prática do terrorismo não é passível de anistia.”. Essa premissa deve ser defendida com tenacidade, pois a anistia que se articula pode abrir perigoso precedente. Além do que, no “passar o pano”, está a intenção de beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro, indiciado e inelegível.

Em uma democracia, a legitimidade do poder emana do respeito às instituições e à ordem constitucional. Ao conceder perdão a baderneiros, que atacaram símbolos da nossa república, corre-se o risco de legitimar uma cultura de impunidade. A ideia de que ações violentas de golpistas podem ser relevadas afronta àqueles que lutam pela democracia. Seria um incentivo ao desrespeito às instituições, no qual a desestabilização se torna estratégia viável para aqueles que não aceitam o legítimo resultado das urnas.

A polarização política que permeia nosso país é evidente e danosa. Entretanto, o diálogo e a negociação são sempre preferíveis à violência. A anistia a atos terroristas não apenas deslegitimaria os esforços de pacificação e reconciliação, mas também incentivaria a ocorrência de novos episódios de vandalismo e desrespeito à Constituição. Afinal, se os autores de ações criminosas se sentirem seguros de que não haverá consequências, o ciclo de violência poderá gerar novos eventos, como o recente ataque com bombas ao STF.

O que se espera de um Estado democrático é a proteção de suas instituições, e isso passa pela responsabilização de quem comete crimes. A anistia, portanto, não representa um gesto de paz, mas sim uma capitulação diante de atos ao arrepio da lei. Não podemos nos esquecer de que o uso da força para derrubar a ordem estabelecida deve ser tratado com rigor, e a impunidade não pode ser a resposta.

É importante criar um ambiente em que as divergências sejam resolvidas por meio do diálogo e da política, e não pela destruição do patrimônio público em nítido recado de repúdio à democracia. Alguns argumentam que a anistia é um caminho para a reconciliação. No entanto, essa abordagem ignora a gravidade dos atos cometidos e o impacto que tiveram sobre a sociedade. A reconciliação verdadeira se baseia no reconhecimento dos erros, na busca pela justiça e na reparação das vítimas. O castigo pune, o arrependimento educa.

A sociedade brasileira precisa ser capaz de distinguir o legítimo exercício da liberdade de opinião do ódio manifestado em nome dela. A anistia a terroristas não é apenas uma questão legal; é uma questão moral. Devemos nos lembrar das lições do passado e dos riscos que corremos ao minimizar a gravidade de atos irresponsáveis.

O momento é de reafirmar nosso compromisso com a democracia e com a justiça, não apenas em palavras, mas em ações. O respeito às instituições e à lei deve ser inegociável. A anistia não é a resposta; a responsabilidade, sim. Vamos construir um futuro em que a violência não seja a solução, mas, sim e em especial, o respeito mútuo e a efetiva busca pelo desenvolvimento sob o princípio da paz.

* O autor é jornalista, professor e escritor, é doutor em Educação, Arte e História da Cultura; autor, entre outros livros, de A vila que descobriu o Brasil, Justiça seja feita e Memórias de um tempo obscuro.

 

 

 

quinta-feira, 7 de agosto de 2025

Tribunal de Haia esquece que é órgão de Justiça e adentra na política ambiental

Richard Jakubaszko

CONCLUSÕES FINAIS DO PARECER CONSULTIVO
DA CORTE INTERNACIONAL DE JUSTIÇA:

(Reprodução de texto de press release)

Por estas razões,

      A CORTE,

      (1) Por unanimidade,

      Considera que tem jurisdição para emitir o parecer consultivo solicitado;

      (2) Por unanimidade,

      Decide atender ao pedido de parecer consultivo;

      (3) No que diz respeito à questão (a) apresentada pela Assembleia Geral:

      A. Por unanimidade,

 

É de opinião que os tratados sobre mudanças climáticas estabelecem obrigações vinculativas para os Estados partes para garantir a proteção do sistema climático e de outras partes do meio ambiente contra as emissões antropogênicas de gases de efeito estufa. Essas obrigações incluem o seguinte:

 

(a) Os Estados partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas têm a obrigação de adotar medidas com o objetivo de contribuir para a mitigação das emissões de gases de efeito estufa e para a adaptação às mudanças climáticas;

(b) Os Estados partes listados no Anexo I da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas têm obrigações adicionais de liderar o combate às mudanças climáticas, limitando suas emissões de gases de efeito estufa e aumentando seus sumidouros e reservatórios de gases de efeito estufa;

(c) Os Estados partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas têm o dever de cooperar uns com os outros para alcançar o objetivo subjacente da Convenção;

(d) Os Estados partes do Protocolo de Quioto devem cumprir as disposições aplicáveis do Protocolo;

(e) Os Estados partes do Acordo de Paris têm a obrigação de agir com a devida diligência na tomada de medidas, de acordo com suas responsabilidades comuns, porém diferenciadas, e respectivas capacidades, capazes de fazer uma contribuição adequada para alcançar a meta de temperatura estabelecida no Acordo;

(f) Os Estados partes do Acordo de Paris têm a obrigação de preparar, comunicar e manter contribuições nacionalmente determinadas sucessivas e progressivas que, entre outras coisas, quando tomadas em conjunto, sejam capazes de alcançar a meta de temperatura de limitar o aquecimento global a 1,5°C acima dos níveis pré-industriais;

(g) Os Estados partes do Acordo de Paris têm a obrigação de buscar medidas capazes de alcançar os objetivos estabelecidos em suas sucessivas contribuições nacionalmente determinadas; e

(h) Os Estados partes do Acordo de Paris têm obrigações de adaptação e cooperação, inclusive por meio de transferências de tecnologia e financeiras, que devem ser cumpridas de boa-fé;

      B. Por unanimidade,

      É de opinião que o direito internacional consuetudinário estabelece obrigações para os Estados de garantir a proteção do sistema climático e de outras partes do meio ambiente contra as emissões antropogênicas de gases de efeito estufa.


Essas obrigações incluem o seguinte:

(a) Os Estados têm o dever de prevenir danos significativos ao meio ambiente, agindo com a devida diligência e usando todos os meios à sua disposição para evitar que atividades realizadas dentro de sua jurisdição ou controle causem danos significativos ao sistema climático e a outras partes do meio ambiente, de acordo com suas responsabilidades comuns, porém diferenciadas, e respectivas capacidades;

(b) Os Estados têm o dever de cooperar uns com os outros de boa-fé para prevenir danos significativos ao sistema climático e a outras partes do meio ambiente, o que exige formas sustentadas e contínuas de cooperação por parte dos Estados ao tomar medidas para prevenir tais danos;

      C. Por unanimidade,

       É de opinião que os Estados partes da Convenção de Viena para a Proteção da Camada de Ozônio e do Protocolo de Montreal sobre Substâncias que Esgotam a Camada de Ozônio e sua Emenda de Kigali, da Convenção sobre Diversidade Biológica e da Convenção das Nações Unidas para Combater a Desertificação nos Países Afetados por Seca Grave e/ou Desertificação, Particularmente na África, têm obrigações sob esses tratados para garantir a proteção do sistema climático e de outras partes do meio ambiente contra as emissões antropogênicas de gases de efeito estufa;

      D. Por unanimidade,

      É de opinião que os Estados partes da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar têm a obrigação de adotar medidas para proteger e preservar o ambiente marinho, inclusive dos efeitos adversos das mudanças climáticas, e de cooperar de boa-fé;

      E. Por unanimidade,

      É de opinião que os Estados têm obrigações sob o direito internacional dos direitos humanos de respeitar e garantir o gozo efetivo dos direitos humanos, tomando as medidas necessárias para proteger o sistema climático e outras partes do meio ambiente;

      (4) No que diz respeito à questão (b) apresentada pela Assembleia Geral:

      Por unanimidade,

      É de opinião que a violação por um Estado de quaisquer obrigações identificadas em resposta à questão (a) constitui um ato internacionalmente ilícito que acarreta a responsabilidade desse Estado. O Estado responsável tem o dever contínuo de cumprir a obrigação violada. As consequências legais resultantes da prática de um ato internacionalmente ilícito podem incluir as obrigações de:

(a) cessação das ações ou omissões ilícitas, se elas estiverem em curso;

(b) fornecimento de garantias de não repetição das ações ou omissões ilícitas, se as circunstâncias assim o exigirem; e

(c) reparação integral aos Estados lesados na forma de restituição, compensação e satisfação, desde que as condições gerais do direito da responsabilidade do Estado sejam atendidas, incluindo a demonstração de um nexo causal suficientemente direto e certo entre o ato ilícito e o dano.

       Feito em francês e inglês, sendo o texto em francês o autêntico, no Palácio da Paz, Haia, neste vigésimo terceiro dia de julho de dois mil e vinte e cinco, em dois exemplares, um dos quais será depositado nos arquivos da Corte e o outro transmitido ao Secretário-Geral das Nações Unidas.
(Assinado)      IWASAWA Yuji,

Presidente.

(Assinado)    Philippe GAUTIER,

Secretário.

COMENTÁRIOS DO BLOGUEIRO: 

A insanidade jurídico ambiental acima resumida adentra ao terreno politicamente correto do juridiquês e prepara-se para infernizar a vida de governantes de países que não aderirem às causas verdes. A alta corte, sem nenhuma explicação científica, adere ao "consenso" do milenarismo ambientalista, e prepara a instalação da AIA - Agência Internacional Ambiental - ONU, que terá poderes supranacionais sobre decisões internas de diversos países, incluindo sanções econômicas, políticas e militares. Terá os mesmos poderes da Agência Energia Nuclear Internacional. Ou seja, a ditadura ambientalista começa a se instalar em termos planetários na ONU e inevitavelmente vai chegar, com aplausos da mídia.
Revejam o texto acima do press release, está sempre se baseando no lamaçal de que "É de opinião", de que os países "têm que", e tomam decisões unânimes... em cima de um "consenso".

 

Sobre esse assunto troquei e-mails com o físico e professor Luiz Carlos Baldicero Molion, coautor do livro "CO2 - aquecimento e mudanças climáticas: estão nos enganando?" (Veja detalhes sobre o livro na aba lateral), e recebi como resposta o texto abaixo:

Ainda que seja "advisory" [aconselhamento, recomendação, orientação], os da toga internacional jogaram toda ciência e o atual e ainda insuficiente debate científico no lixo. Até os relatórios do IPCC são mais cautelosos e estão cheios de notas de rodapé explicando as limitações das afirmações em seus relatórios.

Minha preocupação é que esse documento abre um precedente enorme para se interferir nas atividades de um país, sua soberania, suas políticas públicas de desenvolvimento econômico e bem estar social. Reduzir emissões não terá impacto algum no clima. Muito menos ainda os acordos de créditos de carbono.
Mas, para reduzir as emissões, é necessário reduzir a geração de energia elétrica, que é 85% dependente de combustíveis fósseis.

Sem energia elétrica, não há desenvolvimento. Dados de 2023 mostram que apenas 37 países têm IDH superior a 0,9 [escala vai de 0,0 a 1,0].
Só faltam 170 países, Brasil inclusive, chegar lá!
Bom final de semana.
ABS.
Molion

 

 

 

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