sexta-feira, 10 de abril de 2026

Carvão, o combustível que ignoramos, mas que não podemos substituir.

Se você acha que o carvão é coisa do passado… então você está perdendo a visão geral, que é muito mais complexa e muito mais relevante do que a maioria das manchetes sugere, afirma o especialista em energia Lars Schernikau.

Lars Schernikau

 
Durante anos, o carvão foi tratado como uma relíquia… uma palavra suja, algo que nos disseram que desapareceria silenciosamente durante a “transição energética”.

Mas, no entanto, aqui estamos… o consumo global de carvão definitivamente não diminuiu, muito pelo contrário, cresceu de aproximadamente 6 bilhões de toneladas em 2008 (quando escrevi meu primeiro livro sobre carvão, “O Renascimento do Carvão a Vapor”) para cerca de 9 bilhões de toneladas hoje. Sem mencionar o comércio marítimo, que quase dobrou! Portanto, a questão não é se o carvão está desaparecendo como nos disseram, mas sim se, em primeiro lugar, compreendemos mal essa valiosa rocha negra.


Nosso mundo material depende de algo que estamos evitando…

Gostamos de pensar que vivemos em um mundo digital “limpo”, com todos os nossos dispositivos, aplicativos, inteligência artificial e armazenamento em nuvem, mas nosso mundo físico não desapareceu e também deve ser considerado nessa equação.

Aço, cimento, metais, fertilizantes… tantos elementos necessários para construir nossas vidas modernas, que ainda dependem fortemente, direta ou indiretamente, do carvão.

Você sabia que aproximadamente um terço de todo o carvão não é usado para geração de eletricidade, mas sim para a indústria? Aliás, quando incluímos a eletricidade usada para fins industriais, mais da metade de todo o carvão global é consumido pelas indústrias que mantêm nossas comodidades diárias funcionando.

- Produção de aço,

- fabricação de cimento,

- produtos químicos e fertilizantes,

- calor industrial de alta temperatura (também usado para produzir o silicone para aqueles painéis solares tão populares), e a lista continua.

Retire o carvão desse sistema e você não perde apenas energia, mas também a capacidade de construir e melhorar nosso ambiente físico.

A surpreendente realidade sobre a eletricidade é que o carvão ainda produz mais de um terço da eletricidade global... Não porque o carvão seja a escolha da moda, mas sim porque funciona, é "democrático" e incrivelmente barato!

Vejamos por que estou dizendo isso:

As usinas a carvão não dependem das condições climáticas. Elas não param quando não há vento ou sol.

O carvão não corre o risco de explodir; você pode ter suprimentos de combustível para meses armazenados no seu quintal, sem a necessidade de sistemas complexos de armazenamento ou auxiliares, e ele está disponível em abundância, sem que nenhuma região monopolize o fornecimento.

As usinas a carvão funcionam silenciosamente e de forma confiável, a baixo custo, hora após hora, ano após ano, década após década.

E uma usina termelétrica a carvão moderna pode emitir menos partículas do que um cruzamento movimentado!

É por isso também que, quando os sistemas de energia estão sob pressão, o carvão continua reaparecendo, mesmo em países que afirmam tê-lo abandonado.

A escala do carvão
A cada ano, a humanidade extrai cerca de 110 bilhões de toneladas de recursos da Terra, e o carvão sozinho representa cerca de 9 bilhões de toneladas desse total.

Quase metade da atividade de transporte marítimo global consiste no transporte de energia na forma de petróleo, gás e carvão de um lugar para outro. O carvão não é um combustível de nicho... é um dos principais motores da economia global, com 1,5 bilhão de toneladas transportadas anualmente.

Agora, imagino que você já tenha ouvido o argumento de que "não podemos extrair carvão para sempre" e, sim, isso é verdade, mas não vamos ficar sem carvão tão cedo! Nem perto disso!

Dependendo da métrica utilizada, o mundo possui:

- mais de 100 anos de reservas comprovadas e milhares de anos de recursos totais já conhecidos, 20 a 30 vezes mais do que gás, petróleo ou urânio.

- O carvão também é geograficamente disseminado, o que significa que não é facilmente controlado, interrompido ou "desligado". Do ponto de vista da segurança energética, isso importa... e muito!

 
Figura 1: O carvão dura mais de 3.000 anos. Fonte: Schernikau Research

 
Figura 2: Produção global de carvão. Fonte: Schernikau Research

Enquanto isso, o mundo continua girando.

E enquanto a China continua a expandir sua capacidade de geração de energia a carvão, a Índia planeja aumentos significativos na produção de energia a carvão e o Sudeste Asiático depende do carvão para o seu crescimento.

Até mesmo os EUA estão reconsiderando o papel do carvão na estabilidade de suas redes elétricas.

E quanto à Europa? Todos ainda recorrem ao carvão quando seus sistemas estão sobrecarregados.

Durante esses períodos de crise, não apenas a Índia, o Japão, as Filipinas e os EUA, mas também a Itália voltaram a utilizar o carvão.

Então, qual é a verdadeira história?

Meu post no blog sobre carvão não é sobre ser "a favor" ou "contra" nada.

Trata-se de entender a realidade do carvão, que é:

- profundamente enraizado em sistemas industriais;
estruturalmente ligado e responsável pela confiabilidade da eletricidade; e

- ainda fundamental para o crescimento global e o desenvolvimento econômico.

A verdadeira questão não é a existência do uso de carvão... mas sim se realmente entendemos o que seria necessário para substituí-lo.

Se você acha que o carvão é coisa do passado... então você está perdendo a visão geral, que é muito mais complexa e muito mais relevante do que a maioria das manchetes sugere.

Lars Schernikau

O autor é PhD, possui mais de duas décadas de experiência no setor global de energia e commodities. Ele iniciou sua carreira no Boston Consulting Group, nos Estados Unidos e na Alemanha, onde, de 1997 a 2003, adquiriu profundo conhecimento dos mercados internacionais de carvão, minério e aço. Também administrou um parque eólico na Alemanha por três anos, o que lhe proporcionou experiência direta em operações de energia renovável.

Como cofundador, acionista e ex-membro do conselho de supervisão da HMS Bergbau AG e da IchorCoal NV — empresas internacionais de comercialização de commodities e mineração —, Lars tornou-se uma autoridade reconhecida em economia global de energia. Ele é palestrante frequente em fóruns de energia e commodities em todo o mundo e assessora governos, bancos, instituições de ensino e corporações em macroeconomia, mercados e política energética.

Lars é autor de vários livros, incluindo "The Unpopular Truth… About Electricity and the Future of Energy" (A Verdade Impopular… Sobre Eletricidade e o Futuro da Energia), que examina as realidades econômicas da transição do petróleo, carvão e gás para a energia eólica, solar, armazenamento e hidrogênio. Ele também escreveu extensivamente sobre carvão metalúrgico e carvão térmico, contribuindo com análises baseadas em dados para o debate global sobre energia.

Este resumo do artigo completo do blog foi publicado originalmente em wattsupwiththat.com em 6 de abril de 2026. O artigo completo "O carvão mantém as luzes acesas... estamos vivenciando um novo renascimento do carvão?" está disponível em www.unpopular-truth.com
Para uma análise detalhada das características químicas e físicas do carvão, consulte: Manual do Carvão de Schernikau.


Publicado em https://clintel.org/coal-the-fuel-we-ignore-but-cannot-replace/?contact_id=N7obZqtPJyxuRQqVFeJv

A Climate Intelligence (Clintel) é uma fundação independente que informa as pessoas sobre mudanças climáticas e políticas climáticas.

 

 

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sábado, 14 de março de 2026

É uma vergonha nacional a forma como o INSS trata os aposentados

Richard Jakubaszko

É público e notório o travamento burocrático que o INSS pratica contra os aposentados, com o objetivo simples e único de protelar a concessão de aposentadorias e/ou atender pedidos de revisão dos valores de benefícios por parte dos beneficiários. A demora desses processos encontra duas explicações dadas por advogados/especialistas: primeiro, porque faltam analistas especializados, o que provoca o acúmulo de processos, tanto administrativos como judiciais; segundo, a absoluta falta de recursos disponíveis no INSS, buraco que, constitucionalmente, teria de ser coberto pelo Tesouro Nacional, mas este não o faz, deixam os aposentados/trabalhadores em desamparo, e provocam demoras de meses e até mesmo anos e anos nos citados processos, sejam de pedidos de aposentadoria, pedidos de revisão de benefícios ou até mesmo uma necessária perícia médica.

Ações judiciais (Mandados de Segurança ou liminares) contra as demoras do INSS são quase inúteis. Meu caso (pedido de revisão do valor do benefício), por exemplo, tem mais de 9 anos que tramita em processo administrativo, e, desde julho de 2025 com decisão unânime da 2ª Junta de Recursos (JR), proferida em acórdão, que determina o imediato reajuste do benefício, além do pagamento retroativo desde a data do início do processo, em janeiro de 2017. Nada acontece. O processo parece sair de uma gaveta para outra, e quando parece que vão ter uma decisão, entretanto, de novo, nada acontece.

Já foram emitidos mais de 5 Mandados de Segurança em 9 anos pelos meus advogados, sempre desrespeitados/descumpridos pelo INSS. Ocorreu um caso, apenas para ganhar tempo irrisório, um advogado pouca prática do INSS protesta contra o meu pedido de justiça gratuita, e pede comprovantes de que eu seja pobre. Justificado ao juiz que a gratuidade é necessária, aí sai o Mandado de Segurança, mas o INSS novamente se enclausura na burocracia e se cala.

Já me queixei de várias formas: como desabafo, fiz denúncia neste blog, em anos anteriores. Neca de pitibiriba de sair uma resposta. Reclamei no canal 135 várias vezes, e nada. Mandei mensagens à Ouvidoria do INSS, nem resposta obtive. Mais recentemente fiz queixa formal no Fala.br – mas apenas recebi um e-mail confirmando o registro da minha manifestação, solução que é bom, nenhuma. Tudo isso fora os inúmeros Mandados de Segurança impetrados, é claro. Não adianta falar com Juiz, e nem com o Bispo, tampouco rezar ao santo de preferência. A regra no INSS é protelar ao máximo possível qualquer ação dos aposentados.


Afinal, de quem é a culpa desse descalabro? O trabalhador que tira uma Carteira Profissional, que estabelece um prazo de contrato de trabalho com a União, que cumpre a sua parte, recolhendo as contribuições conforme seus ganhos, e espera que a seguridade social seja entregue ao cabo dos ditos anos de contribuições? Ou é culpa do Governo Federal (Tesouro), que a cada 5 ou 8 anos pede uma revisão das muitas legislações que regulamentam o direito do trabalhador se aposentar? Sempre, cada vez que aparece uma nova proposta do Executivo para “atualizar” a legislação da previdência, o trabalhador já sabe, terá mais tempo de trabalho e ficará cada vez mais distante a aposentadoria, porque as idades mínimas para isso são sempre aumentadas, sob a desculpa de que a Previdência Social está deficitária, ou porque a expectativa de vida dos brasileiros tem aumentado.


Ora, a Previdência Social está sempre em dificuldades financeiras, com déficits enormes, por vários motivos, entre os quais o pagamento de benefícios integrais a militares (que se aposentam com benefícios iguais ao do tempo de trabalho, e de suas filhas solteiras... que nunca se casam, mas têm filhos, possuem aposentadorias anacrônicas, que são vitalícias... É um privilégio inaceitável! Tem milhares de filhas de militares, até mesmo de pracinhas da FEB, recebendo aposentadorias com essa legislação espúria), ao pagamento de aposentadorias integrais a membros do Executivo, Legislativo e Judiciário, até mesmo acima dos valores limites-legais, que são os salários dos ministros do STF, e ainda pela má gestão administrativa que o INSS procede dos recolhimentos dos trabalhadores, que nada têm a ver com isso, e ainda porque o INSS despende milhões de reais para funcionários que pertencem à classe de cabides de empregos, provenientes de indicações políticas. A Previdência tem até chefe com status de ministro, com assessorias, carros, penduricalhos, mordomias, quando deveria ser apenas uma autarquia, com obrigação de cumprir a lei. E nem vou falar da corrupção, como os descontos ilegais feitos contra os aposentados, ou dos problemas do SUS, que são absurdos e inúmeros. Tudo isso dessa má gestão provoca o problema do déficit permanente da Previdência.


A solução do problema, portanto, é política. Não adianta o presidente em exercício pedir uma verba extra ao Congresso para pagar os precatórios, ou para pagar os benefícios de aposentados que ganharam causas judiciais, mas nada recebem, porque o INSS está insolúvel. O INSS nem teria direito de pedir uma concordata, como se dizia antigamente, que hoje chamam de Recuperação Judicial.


Assim, soluções urgentes são absolutamente necessárias. Sob pena de se estabelecer o caos. Sai mais barato aos cofres da União cortar mais de 90% do contingente de centenas de advogados que o INSS emprega, do que tentar gerir o déficit com legislações tapa-buracos como se faz corriqueiramente. Sai mais barato aos cofres da União o INSS cobrar judicialmente as grandes empresas inadimplentes. Essas empresas, antes de quebrar, são vendidas a outras empresas maiores, e a dívida com a Previdência vai para discussões jurídicas enormes. Sai mais barato aos cofres da União o INSS leiloar os milhares de imóveis que dispõe em seu patrimônio, cujos valores se deterioram a cada dia por falta de uso e manutenção. Sai mais barato aos cofres da União contratar novos analistas para solucionar pedidos de recursos do que manter advogados para “administrar” milhares de mandados de segurança todos os anos, só para protelar. Enfim, sai mais barato aos cofres da União administrar a Previdência com competência e honestidade, do que manter legislação de privilégios ou de atrasar a solução de malfeitos e aberrações burocráticas.


Presidente Lula, pelo amor de Deus, e com todo o respeito, dá um tranco e resolve essa merda que se eterniza, e que vai piorar!

 

 

 

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segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

BBC reconhece espalhar blefes ecologistas e faz revisão geral interna

Luis Dufaur *

A BBC de Londres reconheceu que vinha publicando falsas e até grosseiras notícias sobre ambientalismo, clima e energia.

 
Ela foi denunciada em virtude de repetidos falsos eventos e publicou correções, removeu programas e demitiu jornalistas.

O jornal “The Telegraph” concluiu que as “manipulações” denunciadas abarcam todo o leque de alarmismos desonestos.

Michael Prescott, ex-consultor de padrões, manifestou seu “desespero com a inação” dos executivos da BBC diante das generalizadas reportagens tendenciosas.

Numa carta enviada a membros do conselho da BBC, Michael Prescott, um ex-consultor de padrões, manifestou seu “desespero com a inação” dos executivos da BBC diante de evidências generalizadas de reportagens tendenciosas.

Prescott revelou que a principal unidade de checagem de fatos da BBC, o Verify, foi forçada a retirar uma matéria que sugeria falsamente que as seguradoras de automóveis eram racistas.

Agora, a emissora enfrenta escrutínio sobre sua cobertura climática, e seu Comitê de Diretrizes e Padrões Editoriais decidiu realizar uma “revisão temática” de sua cobertura de “política energética no Reino Unido e mudanças climáticas”.


E esta seria a mais recente de uma série de revisões sobre imparcialidade realizadas pela BBC nos últimos anos.

Richard Tice, vice-líder do Reform UK, disse que “já era hora” de fazer esta revisão.

“A BBC precisa investigar seu terrível viés em relação às mudanças climáticas. No entanto, dados os recentes escândalos de viés da BBC, não tenho confiança de que ela apresentará as verdadeiras conclusões.

“A única solução é uma revisão totalmente independente do alarmismo climático da BBC”, disse ele.

Claire Coutinho, secretária de energia do Partido Trabalhista, alinhada com o alarmismo ecológico reconheceu que: “O consenso sobre como lidar com as mudanças climáticas está se desfazendo.

“Se continuarmos no caminho atual, seremos mais pobres e mais fracos. É vital que a BBC possa noticiar as mudanças climáticas de forma imparcial e garantir que todos os pontos de vista sejam representados.”

A BBC está apagando discretamente episódios de programas como Question Time após divulgar afirmação falsa sobre emissões de gases.

Em 2024, apagou outro artigo da BBC News que anunciava como fato que “as mudanças climáticas induzidas pelo homem tornaram o recente calor extremo no sudoeste dos EUA, México e América Central cerca de 35 vezes mais provável”.

Justin Rowlatt, editor de clima da BBC, foi considerado culpado de fazer afirmações enganosas sobre eventos climáticos extremos em um documentário do programa Panorama.

Ela acatou uma queixa da União Nacional dos Agricultores sobre o documentário Carne: Uma Ameaça ao Nosso Planeta?, e o removeu.

“Reconhecemos as decisões da Unidade de Reclamações Editoriais referentes a aspectos de nossa cobertura climática e tomamos as medidas apropriadas para abordar os pontos levantados”, respondeu a empresa do governo.

A “manipulação” denunciada abarca todo o leque de alarmismos desonestos a que estamos acostumados a refutar, mas também muito outros assuntos como Donald Trump, Gaza e LGBT+.

Além das reportagens e documentários fraudulentos sobre aquecimento global, a BBC News afirmou erroneamente que a população mundial de ursos polares estava em declínio devido a esse aquecimento.

“A espécie está em declínio, e os cientistas atribuem isso à perda de gelo marinho causada pelo aquecimento global – levando à redução de seus territórios de caça e reprodução”, dizia o artigo.

Posteriormente mudou o artigo, após constatar que o número de ursos polares parecia estar “estável no geral, atualmente, e não em declínio, como afirmado”.

Em 2023, fizeram uma previsão do tempo errônea atribuindo enchentes em Bolonha, na Itália, a precipitações assustadoras, mas falsas.

Para o grupo Net Zero Watch essa foi um exemplo de “alarmismo institucional” na cobertura das mudanças climáticas pela BBC.
Em 2022, Justin Rowlatt, editor de clima da BBC, foi achado culpado de afirmações enganosas sobre eventos climáticos extremos. Ele afirmou erroneamente que as mortes relacionadas ao clima estavam aumentando em todo o mundo. Ainda alegou, “sem qualquer ressalva”, que Madagascar estava à beira da primeira fome mundial induzida pelas mudanças climáticas.

Pelo contrário, a Organização Meteorológica Mundial, documentos que nos últimos 50 anos, o número de mortes causadas por desastres naturais diminuiu.

Em outubro de 2020, a emissora acatou uma queixa da União Nacional dos Agricultores (NFU) sobre o documentário Carne: Uma Ameaça ao Nosso Planeta?.

O programa afirmava que a pecuária era prejudicial ao meio ambiente, violando o princípio da imparcialidade.

“Tudo o que os agricultores querem é uma cobertura justa da alimentação e da agricultura e o fim da demonização de alguns setores da agricultura produtiva, particularmente a pecuária”, disse um porta-voz da NFU na época. O documentário foi posteriormente removido.


* O autor é escritor, jornalista, conferencista de política internacional, sócio do IPCO, webmaster de diversos blogs.

Publicado em https://ecologia-clima-aquecimento.blogspot.com/2026/01/bbc-reconhece-espalhar-blefes.html

 

 

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quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

Feliz Natal, mas não esqueça do aniversariante!

Richard Jakubaszko 

Natal não é só comida e bebida, ou trocar presentes, e vestir uma roupa nova. Portanto, não esqueça do aniversariante de hoje. Tenha reflexões profundas sobre o significado do dia.



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sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

Saiu a 4ª edição do livro CO2 aquecimento e mudanças climáticas: estão nos enganando? Porque não existem duas verdades...

Richard Jakubaszko
Com enorme alegria informo que já saiu a 4ª edição da obra, com novos capítulos, portanto, ampliada e atualizada.
 


A edição tem 416 pugs, e entre os novos capítulos destacam-se um adicional do professor Molion, além do "Enquanto houver Sol", autoria do Dr. Fernando de Mendonça, ex-presidente do INPE, hoje com 101 anos, afora atualizações de minha autoria.

Me parece pertinente, de forma indireta, agradecer ao presidente Donald Trump pela ajuda paralela, já que diversas manifestações dele como cético da emergência climática alavancaram as vendas do livro, esgotando a 3ª edição de forma mais rápida do que as anteriores.

Meus mais profundos agradecimentos aos amigos que deram inestimável incentivo para a publicação deste livro, nesta 4ª edição, entre eles Bruno Lucchi, diretor técnico da CNA – Confederação Nacional de Agricultura. Duplo agradecimento a Eduardo Penteado Cardoso, da Fazenda Mundo Novo, do Nelore Lemgruber, (Uberaba-MG), pelo apoio e o brilhante texto do capitulo "...e o boi esta virando bode". Gratidão também a Alberto Marra e Paulo Sampaio, respectivamente presidente e diretor executivo do Siacesp – Sindicato das Indústrias de Adubos e Corretivos Agrícolas de São Paulo. Um obrigado emocionado a Fernando de Mendonça, ex-presidente do INPE, pelo notável capítulo “Enquanto houver Sol”. 

Pelo fato de as contribuições de empresas e entidades não atingirem o orçamento previsto de impressão, passei o chapéu entre amigos, que apoiaram a iniciativa, viabilizando esta 4ª edição, e assim agradeço aos amigos, como o professor e engenheiro agrônomo Aílton Dias, da Sementes Vitória, de Vitória/ES, o advogado Fábio Lamônica (Maringá-PR), Carlos Viacava, João de Almeida Sampaio Filho, João Lammel, Amador Florence, José Francisco Cunha, Roberto Rodrigues, Paulo D'Andrea, da Microgeo, e ao empresário Luziário Fonseca, fundador e CEO da Agro Dealer, por acreditar nas ideias da obra, e ao adquirir antecipadamente 500 exemplares.

A somatória de agradecimentos revela que quem tem amigos não morre pagão.

Como não existem duas verdades, em breve os fatos vão desmontar o falacioso e bem engendrado trambique ambientalista do IPCC, e isto virá à tona nos próximos meses. Cada vez mais cientistas do mundo inteiro desmentem a emergência climática dos exegetas do apocalipse.

Falta ainda convencer meus colegas da grande imprensa de que o fim do mundo está longe de acontecer (seria mais provável por uma guerra nuclear). Essa turma de jornalistas é mais difícil de mudar de ideia do que os cientistas. 

Como sabemos, a Justiça Divina tarda mas não falha.


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quarta-feira, 19 de novembro de 2025

Na ONU, Trump questiona mudanças climáticas e diz que humanidade caiu em...

 

Richard Jakubaszko 

Trump avança em seus questionamentos sobre as mudanças climáticas e o aquecimento planetário. Afirma que a humanidade caiu no golpe dos verdes. É um dos raros Chefe de Estado a contestar a maior mentira do Século XXI. Os demais, ou ficam calados, ou apoiam a causa, e tiram proveitos políticos. Faz 40 anos que a ONU/IPCC martela o assunto.

Como não existem duas verdades, um dia ela virá à tona...

 

PS. É uma das raras opiniões que compartilho com Trump...

 

 

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segunda-feira, 17 de novembro de 2025

COP30: uma reflexão necessária

Márcio Coimbra *

Estudos indicam que fatores naturais seguem decisivos na dinâmica do clima

Enquanto o Brasil recebe a COP30, a narrativa de uma crise climática atinge seu ápice. No entanto, um exame mais aprofundado da história do planeta e dos dados disponíveis revela um quadro mais complexo e menos alarmista. A Terra é um organismo dinâmico, que passou por ciclos naturais de aquecimento e resfriamento ao longo de milênios, muito antes da industrialização. Logo, questionar o atual consenso absoluto não é negacionismo, mas um exercício de ceticismo científico saudável.

Climatologistas como Bjorn Lomborg, autor de “O Ambientalista Cético”, não negam as mudanças climáticas, mas colocam em perspectiva o papel da humanidade nelas. Lomborg argumenta que o discurso apocalíptico gera políticas ineficazes e custosas, desviando recursos de problemas globais mais prementes, como a pobreza, a má-nutrição e a falta de saneamento básico. Ele defende que a adaptação e a inovação tecnológica são respostas mais pragmáticas e humanas do que tentativas draconianas de descarbonizar a economia global à força.

Essa visão pragmática encontra eco em outros cientistas de renome. O físico atmosférico Richard Lindzen, do MIT, e a climatóloga Judith Curry, da Georgia Tech, já argumentaram que a sensibilidade do clima ao CO2 pode ser superestimada e que a variabilidade natural interna do planeta é um fator subestimado nos modelos atuais.

A ideia de que o clima era estático antes da atividade humana ignora evidências históricas. Períodos como o Ótimo Climático Medieval (séculos X-XIII), quando as temperaturas eram provavelmente mais altas que as atuais, permitiram a colonização viking na Groenlândia. Em contrapartida, a Pequena Idade do Gelo (séculos XIV-XIX) trouxe frio intenso e fome para a Europa. Esses eventos ocorreram sem a influência de combustíveis fósseis, demonstrando a variabilidade natural do sistema climático.

Surge, então, a pergunta crucial: até que ponto a ação humana é o fator determinante? Muitos cientistas, cujas vozes são muitas vezes abafadas, apontam para a influência de ciclos solares e oscilações oceânicas como os principais condutores do clima em escalas de tempo decenais e seculares. Culpar apenas o CO2 por todas as mudanças no clima é uma explicação simplista para um sistema que é complexo e imprevisível.

Não se pode ignorar, ainda, a dimensão econômica por trás da “agenda verde”. Criou-se uma poderosa indústria bilionária em torno das teses das “mudanças climáticas”. Fundos de investimento, corporações de energia “renovável” e uma vasta rede de ONGs são financiados para promover uma narrativa única. Esta, por sua vez, justifica pesados subsídios, regulamentações e taxações que redistribuem riqueza e concentram poder, muitas vezes com um impacto questionável na temperatura global.

Portanto, a COP30 deve ser um espaço não para o dogmatismo, mas para o debate aberto. É preciso escutar os cientistas céticos, avaliar os custos reais das políticas de net-zero e priorizar a resiliência e a prosperidade humana. O planeta sempre mudou. O grande desafio não é frear um processo natural, mas sim aprender a lidar com ele com inteligência, sem renunciar ao nosso progresso e qualidade de vida em razão de um alarmismo financiado por interesses políticos.

* o autor é CEO da Casa Política e Presidente-Executivo do Instituto Monitor da Democracia. Conselheiro e Diretor de Relações Internacionais da Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais (Abrig). Mestre em Ação Política pela Universidad Rey Juan Carlos (2007). Ex-Diretor da Apex-Brasil e do Senado Federal.

 

 

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quinta-feira, 6 de novembro de 2025

Energias alternativas escureceram Espanha, Portugal e sul da França

Luis Dufaur *

Blackout na Espanha
Meses antes de iniciar a COP30, o ambientalismo nos forneceu mais uma escura mensagem da crise em que quer jogar a civilização.

A Red Eléctrica Espanhola (REE) empresa pública operadora única do sistema elétrico espanhol, reconheceu que o “colapso total” do sistema elétrico que pôs em pânico a Espanha e o vizinho Portugal foi causado pelas fontes de energia alternativa, registrou “El Mundo”.

Em abril a mesma empresa garantia que em caso algum haveria uma interrupção nacional no fornecimento de energia.

Ela recusava o risco da perda de estabilidade do sistema, em consequência do fechamento das centrais nucleares espanholas. Semanas depois a Espanha entrou em pânico em virtude de um apagão inesperado que não podia acontecer.

O presidente da empresa os descartava e o governo socialista também o fazia enfaticamente.

Depois tudo mudou. Relatório da mesma operadora da rede elétrica reconheceu que havia riscos “graves” de cortes de energia ligados à “alta penetração de energia renovável” no país.

A causa do risco foi a muito alta dependência das “energias alternativas”, especialmente as eólicas.

A Redeia, havia alertado seus investidores no relatório financeiro de 2024, para cortes que “podem se tornar graves afetando significativamente o fornecimento de eletricidade, a curto e médio prazo”, registrou a AFP.

Em breves termos as fontes de “energia alternativas” são intermitentes porque dependem do sol, vento, chuvas, que são imprescindíveis.

E se essas fontes começam a ligar e desligar podem levar a um curto do sistema todo e provocar blackouts.

A “perda de produção firme” foi apontada por Redeia como podendo causar um “impacto no fornecimento” que poderia “afetar à Espanha toda”.

A empresa vinha alertando há cinco anos do perigo sendo ignorada e até abafada pelo fanatismo ecológico instalado no governo e na grande mídia.

Os relatórios eram conclusivos: a integração massiva de fontes energias renováveis ameaçava a estabilidade da rede na Espanha, escreveu, a posteriori “El Mundo”.

Blackout também afetou Portugal e sul da França
Os técnicos da empresa pública pediam medidas “essenciais” para evitar desequilíbrios “inaceitáveis”.

Afinal aconteceu. Cinco anos depois do primeiro brado de alerta, essa foi a causa do apagão histórico que atingiu também Portugal e o sul da França.

As medidas pedidas não foram implementadas ou a um ritmo lento, enquanto se acelerava a geração de energias “renováveis” causantes do desequilíbrio. Até que o sistema elétrico nacional ficou incapaz de amortecê-los.

A Redeia alertava aos investidores o “risco de curto prazo” de “desconexões de geração devido à alta penetração de energias renováveis”.

O relatório também advertia que o fechamento de usinas de convencionais, como as movidas a carvão, gás natural e nucleares, em decorrência de decisões políticas, “implicava na redução da capacidade firme e das capacidades de equilíbrio do sistema elétrico, bem como de sua robustez e inércia”.

A Redeia atribuiu o enorme blackout a um desligamento massivo de usinas fotovoltaicas. Essas geraram oscilações anômalas que causaram o apagão, “desconcertando o setor”.

Nos dias prévios ao apagão, as situações de alta instabilidade levaram a um alto funcionário do setor, a advertir que a Espanha “estava à beira de um apagão”.

O fanatismo ambientalista fez ouvidos surdos... e aconteceu, mas continua igualmente fanático!!!

* Escritor, jornalista, conferencista de política internacional, sócio do IPCO, e webmaster de diversos blogs.

Publicado originalmente em https://ecologia-clima-aquecimento.blogspot.com/2025/11/energias-alternativas-escureceram.html  

ET. Todos os inconvenientes de usos de energias alternativas foram abordados em profundidade no livro "CO2 aquecimento e mudanças climáticas: estão nos enganando?", autoria deste blogueiro, veja na aba deste blog como obter o livro.

 

 

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