sexta-feira, 25 de maio de 2018

Bichos adoráveis, e lindos! (2)

Richard Jakubaszko 
De qualquer tipo, bicho é sempre lindo, mostra sua natureza, domesticado ou fera selvagem, lutando para sobreviver ou desfrutando, confiram:





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quinta-feira, 24 de maio de 2018

Não há ninguém na boleia do país desgovernado

Fernando Brito *
Eunício Oliveira, presidente do Senado, avisou que, antes de ser votada, a eliminação do PIS e do Cofins cobrados sobre o óleo diesel terá de passar pelas comissões da Casa.

Disse e viajou para o Ceará, onde já está em campanha.

Portanto, até meados da semana que vem, não há o que barganhar com os caminhoneiros de imediato.

Pior, depois de ter acenado com a redução, o governo jogou gasolina no ânimo dos transportadores. A ver pela intensificação dos bloqueios.

E o banho de terror da mídia, provocando corrida aos postos de combustíveis e aos mercados antecipou o agravamento da crise.

O Governo?

Ora, o Governo que não governava e deixava haver reajuste diário nos combustíveis sob aplausos do “mercado”, agora não governa e não tem para onde cortar, senão em suas próprias receitas.

Porque os transportadores e as empresas que – ninguém é bobo – não vão cortar nas suas, que já estão “enforcadas” pela queda de demanda.

A carreta do Governo está desgovernada e vai bater sobre a economia.

Não tem ninguém na boleia do país e disso os caminhoneiros entendem.

A ver qual é a “jogada de mestre” de que Temer guarda para a reunião com eles, daqui a pouco.

* o autor é jornalista, editor do blog Tijolaço.
Publicado em: http://www.tijolaco.com.br/blog/nao-tem-ninguem-na-boleia-do-pais/

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quarta-feira, 23 de maio de 2018

Temer, seja inteligente, demita o Parente.

Richard Jakubaszko  
Quer dizer que Temer vai aceitar a chantagem do Parente, presidente da Petrobras, que resolveu aplicar a política de aumentos quase diários, para alinhar os preços da gasolina e diesel ao dólar? "Se o presidente baixar os preços eu saio", disse Parente. Pois saia, caro incompetente! Ou então, que Temer o demita.

Olha, se vocês não perceberam, estamos à beira do caos, com alguns alimentos já faltando nos Ceasas e em supermercados, os varejistas aumentando os preços de seus estoques do jeito que querem, então, nem precisa falar, numa cidade como São Paulo, em 4 a 5 dias teremos assaltos coletivos a supermercados.

A quem bateu panela, vestiu camiseta canarinho da seleção brasileira, meus sinceros parabéns, conseguiram começar a destruir o país.

Comida vale mais do que honra. E lembro que assalto famélico é inimputável.
 

terça-feira, 22 de maio de 2018

Refúgios-Deuses-Infinitos

Carlos Eduardo Florence
O paradoxo, filho carnal e incestuoso da intransigência com a mediocridade, concebido na alcova da tristeza e sob as bênçãos da solidão, não é exclusivo da filosofia existencial com que os deuses do Acanlácio Maior substantivaram o homem renegado da sua idealização saudável, paranoica, para transformar sua meta de liberdade ainda mais inexplicável e conflitiva. Tudo para lhe impor o sofrimento da racionalidade antes de enviá-lo como sapiens para desandar sobre a terra. Por que do paradoxo à relevância para a evolução da espécie?

A resposta é simples e direta. Se não fosse a carência da mulher para observar de frente o esplendor do azul, impor-se em posição ereta e arvorar-se ao bipedismo e, portanto, aos partos pré-maturos, para em contrapartida compensar a afronta aos deuses com os coitos frontais, salvo, tal não se dando, estas variáveis em descalabro da história às alternativas à reprodução da espécie ofereceria solução quaternária, revisionista, retrógrada e o orgasmo não viria a se tornar angústia freudiana para os nascidos entre janeiro e dezembro do calendário gregoriano. São João Batista, capitulo amoroso, versículo desconhecido ou encoberto.
 
Este preâmbulo poderia ser relegado ao escrutínio, fugindo da análise acurada, não fosse a necessidade de colocar a figura humana como observadora e síntese exclusiva da existência do Antropocus Urius. Em tempos históricos em que as hordas se estraçalhavam pelas savanas, desertos e planícies dos continentes, em Urius brotou a figura híbrida do Antropocus com a finalidade de apaziguar os delírios provocados pela ansiedade, pelo erotismo e pela mentira.

 
A origem comportamental da humanidade deve-se única e exclusivamente a estes três valores dos quais degeneraram todos os demais recalques civilizatórios emanados do Antropocus. A ansiedade é exatamente o momento do nascer em que o abandono do Éden uterino reflete o sacrifício para o salto ao desconhecido, cruel, mórbido. O erotismo é o único propulsor para a perpetuação da espécie além de outros descompassos e devaneios. A mentira é fruto da genialidade do sapiens para suportar-se e fingir que se entende.

 
Divagamos em prol da síntese e da racionalidade. Estes preâmbulos paradoxais e conflitivos impuseram-se não mais do que para esmiuçar a grandeza do Antropocus em sua linhagem esbelta, racionalista e relevante. Ao ser concebido para edulcorar a humanidade, ao Antropocus foi oferecida solidão profunda, com uma crista perfeita dividida em dois segmentos, contendo, na primeira, modulações externas por onde o vento recortava a oitava sinfonia e na outras pinceladas de saudades por onde o poente grená encontraria a solidão divina ao se preparar para meditar.

 
Encerrando, é sobre sua pele delicada e aprazível, que o Antropocus acolhe as demências mais cativantes, alimenta as fantasias dos homens, sonha que a felicidade existe, insinua que todos são iguais perante os delírios. Ao cair da noite encanta com sua flauta mágica os imbecis, deixa adormecer os retardados, embebeda os tolos para acreditarem que o mundo encontrará a felicidade e transforma os mais afoitos em crianças para fingirem que serão felizes quando os deuses se distraírem e eles poderão trucidar o próprio Antropocus no altar da fantasia. Réquiem ao paradoxo.

 
* o autor é economista, blogueiro, escrevinhador, e diretor-executivo da AMA – Associação dos Misturadores de Adubos.
Publicado no https://carloseduardoflorence.blogspot.com.br/

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segunda-feira, 21 de maio de 2018

E o futuro do Brasil, como fica? Dá para restaurar?

Richard Jakubaszko 
Que a gente precisa restaurar o futuro, ou melhor, planejar e projetar esse futuro é inegável.

Concordo com a afirmação de que passamos por incertezas e indefinições políticas, não apenas no Brasil, mas no mundo inteiro, e isso sempre foi assim, especialmente nas democracias.


A causa maior dessas incertezas, em meu modo de entender e avaliar, é a absoluta falta de lideranças políticas, posto que pseudo-líderes eleitos nestes últimos tempos não exercem essa liderança, e não convencem a ninguém de que são capazes de liderar. Pior, eles próprios causam ainda mais incertezas políticas, sendo que o presidente Donald Trump é o exemplo maior, com suas opiniões e decisões nas áreas econômicas, de relações internacionais, políticas e até mesmo ambientais (na questão ambiental até concordo com ele, defenestrou os ambientalistas do pedestal em que se encontravam).

Vivemos aos solavancos no planeta, com guerras localizadas, provocações, ameaças estapafúrdias, relembrando os piores momentos das décadas de 1960 e 1970, quando EUA e URRS brigavam diplomaticamente através dos jornais, mas hoje em dia temos a mesma coisa, sempre com os EUA no ataque, seja na Oriente Médio, seja brigando com a Coreia do Norte, Rússia, Venezuela, Síria e China, e agora, de novo, o Irã. Ou seja, os EUA na era Trump brigam com vizinhos (México) e não vizinhos, interferem econômica, política e militarmente em vários países, inclusive no Brasil, e isso apenas gera as incertezas políticas, provocando tempestades ou marolas em cada país. Continuam agindo como sempre agiram, basta a revelação dos arquivos americanos sobre a ditadura brasileira, incentivada e avalizada pelo governo Kennedy e depois Johnston, da época, imiscuindo-se na vida do Brasil sempre em prol de seus interesses econômicos

No Brasil, com apoio e planejamento estratégico dos EUA, tivemos em 20116 um golpe judicial-midiático-legislativo, que levou ao impeachment de Dilma Roussef, e agora a criminalização de vários políticos considerados não aderentes aos interesses americanos, entre os quais Lula. O cenário político brasileiro, conforme vemos no momento, é de absoluta submissão aos ditames americanos, especialmente no campo econômico.

Com isso, abriram-se portas para consolidar por WO a eleição no Brasil de políticos de centro que não teriam chances numa eleição aberta e democrática, mas como nenhum vácuo existe, espaços estão sendo ocupados por candidatos da direita, da esquerda e da extrema direta, e aí o choque é inevitável. Ocorre que a política central é a proposta de reformas, especialmente a da trabalhista (CLT), afora a sempre problemática reforma da Previdência Social, nenhuma delas desejada pela imensa maioria dos eleitores e trabalhadores. A ideia de reforma na CLT seria um desiderato de empresários para reduzir o peso de impostos, taxas e adereços que estão agregados aos salários (o Brasil é o único país do planeta que taxa impostos aos salários), sendo que até 2 Salários Mínimos recebidos pelos trabalhadores custam para a empresa o dobro disso, considerando os 20% de INSS recolhidos pelas empresas, 8% de FGTS, mais 13º salário, férias remuneradas, PIS, Finsocial, aviso prévio, tickets restaurante, tickets creche, alimentação, seguro saúde, ticket motel, horas extras e o diabo a quatro.

O que se viu na discussão debatida no Congresso sobre a CLT é que o governo em nenhum momento admitiu a redução dos impostos e taxas aplicadas nos salários, e isso nem chegou a ser proposto, mas apenas e exclusivamente a retirada dos direitos dos trabalhadores ao se admitir a hipocrisia da terceirização. Ou seja, empregados com direitos assegurados pela CLT seriam eliminados e passariam a ser empresas ou microempresas, e responsáveis eles próprios pelo pagamento daquilo que considerariam importante, como o INSS, seguro saúde e por aí afora. A mentira divulgada é que, baixando os custos das empresas, haveria mais empregos, distorcendo a realidade das coisas. As alterações na CLT foram determinadas pelo governo federal em forma de medida provisória, cuja aprovação deveria ser debatida e aprovada pelo Congresso para virar lei. Um ano depois, agora em abril 2018, a medida provisória teve o prazo de vigência vencido, o Congresso não aprovou nada, e vai deixar tudo para o próximo governo a ser eleito em outubro 2018, se é que vamos ter eleições.

Da mesma forma a reforma da Previdência. A necessidade de reformas parte de uma premissa equivocada, ou seja, do pressuposto que o sistema previdenciário está deficitário e vai explodir em poucos meses a frente.

Ora, uma coisa está vinculada à outra, pois o desemprego causou redução nas contribuições, e não consegue sustentar os aposentados com o que arrecada. A falácia de uma Previdência quebrada se concretiza com a precarização dos trabalhadores. Isto nos traz a certeza de que a situação vai piorar com a elevação da expectativa de vida média da população, que assim receberia mais tempo de benefícios.

Tudo isso envolve outra enorme falácia, pois o desequilíbrio existente na Previdência decorre dos altos benefícios recebidos por segmentos de aposentados como os do judiciário, promotores do ministério público, militares,  funcionários públicos federais e de estatais, legisladores (estes se aposentam com 8 anos de trabalho, bastando duas legislaturas), e que recebem benefícios integrais e iguais ao do tempo em que trabalhavam, enquanto o benefício dos trabalhadores CLT é calculado com média de 180 contribuições feitas divididos por 180, limitado ao teto de 10 Salários Mínimos. Se o trabalhador ficou, digamos, 6 meses desempregado, nesse período de 15 anos (= 180 meses), soma-se 180 meses de contribuição, mesmo que o valor dos 6 meses seja zero, e divide-se por 180, pois com isso reduz o valor do benefício. Se tiver 35 anos de contribuição, mas menos de 65 de idade, tem o fator previdenciário para reduzir um pouco mais o benefício.

Juntando-se a reforma da CLT, que precariza o trabalhador, e reduz a arrecadação da Previdência, é fácil deduzir que aumenta a rentabilidade do empregador, mas faz cair a arrecadação do governo, que assim aumenta seu déficit, tornando-se presa fácil do sistema financeiro, que cobra o que quer em termos de juros para financiar o crescente déficit público; e, quanto mais crise, melhor para os bancos.

A PEC do teto de limites de gastos do orçamento, aprovado por Temer no Congresso em 2016, colocou por 20 anos um gesso na economia, em que tudo o que se arrecadar será para pagar aos bancos e rentistas em juros, mesmo baixos como o da Selic atual, de 6,75%, mas ainda assim uma das mais altas taxas do planeta, e inviabiliza a governança do próximo presidente a ser eleito, pela absoluta falta de recursos para financiar investimentos em saúde, educação, segurança, infraestrutura, e manterá os projetos de investimento do governo a zero em esgotos, estradas, ferrovias, portos, agudizando a crise atual, e nos projetando para uma crise ainda maior nos anos futuros.


Mais gente ficará sem emprego, o que provocará menor consumo, que fará o desemprego aumentar, como vem acontecendo. Se a solução seria exportar, esqueça, o Brasil perdeu competitividade nos produtos industrializados, porque não tem infraestrutura, e nem investimentos em tecnologias que alavanquem isso. Pode-se manter um câmbio artificial benéfico para exportações, como se tenta fazer agora, mas isso não engana a todo mundo por muito tempo. É um paliativo que não engana mais ninguém, nem aos exportadores. E ainda traz mais inflação e também queda na renda per capita.

Só nos restará exportar commodities, como grãos e minérios, mas com baixa lucratividade, e alto desemprego. Isso não gera confiança a ninguém. Só um lado ganha. É um futuro impossível de restaurar. Tudo isso está acontecendo, é a realidade, portanto, não me acusem de pessimista.

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domingo, 20 de maio de 2018

Bichos adoráveis, e lindos! (1)

Richard Jakubaszko   
Ver fotos de cães, gatos e outros bichos é sempre uma alegria para os olhos e a alma. Fazendo travessuras, então, é a apoteose. Portanto, divirtam-se:



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sábado, 19 de maio de 2018

Califórnia aderiu de vez à energia solar.


Richard Jakubaszko 
Usinas de energia solar ocupam áreas imensas mundo afora.
Capturei a notícia abaixo, publicado em um blog sobre energias alternativas. Ao final desse texto faço comentários sobre a situação:

(Bloomberg) - A Califórnia acaba de emitir o sinal mais claro de que a geração de energia em telhados está deixando de ser um nicho do mercado e se tornando a norma.

Na quarta-feira (9/5/18), o estado se tornou o primeiro dos EUA a exigir painéis solares em quase todas as novas residências. A maioria das novas unidades construídas após 1º de janeiro de 2020 será obrigada a incluir sistemas solares como parte dos padrões adotados pela Comissão de Energia da Califórnia.

Embora seja um impulso para a indústria solar, os críticos alertaram que a medida também elevará em quase US$ 10 mil o custo de comprar uma casa. As ações da Solar subiram com a decisão. As ações das construtoras residenciais caíram.

A medida ressalta como os painéis solares de telhado, que antigamente eram um luxo reservado às casas de proprietários ricos com tendências ecológicas, estão se tornando uma fonte de energia convencional, com a Califórnia - o maior mercado de energia solar do país - abrindo o caminho.

Califórnia investe em energias renováveis
O estado há muito tempo está na vanguarda de políticas energéticas progressivas, desde o estabelecimento de padrões de eficiência energética para os eletrodomésticos até a instituição de um programa que abarca toda a economia para conter os gases causadores do efeito estufa. O requisito para a moradia faz parte do esforço do governador Jerry Brown para reduzir as emissões de carbono em 40% até 2030 e oferece um modelo para outros estados. "Isso é muito significativo", disse Morten Lund, presidente de uma iniciativa de armazenamento de energia do escritório de advocacia Stoel Rives. "Essencialmente, isso poderia transformar o painel solar residencial em um eletrodoméstico, como um aquecedor de água. De certo modo, isso iria acabar acontecendo, mas as coisas estão avançando mais rápido do que a maioria das pessoas imaginava."

Geração de energia solar sobe 6 vezes em 5 anos
Os EUA tiveram 10,4 gigawatts de energia solar residencial no final do ano passado, mais que o sêxtuplo que cinco anos atrás. O setor começou a desacelerar em 2017 devido a mudanças de políticas e iniciativas de algumas empresas para mudar de estratégia. "A adoção desses padrões representa um enorme avanço nos padrões estaduais de construção", disse Bob Raymer, engenheiro sênior da Associação da Indústria da Construção da Califórnia, durante a reunião antes da votação. "Pode apostar que os outros 49 estados estarão observando de perto o que vai acontecer." A política solar da Califórnia vai exacerbar outra questão crítica no estado mais populoso dos EUA, onde os altos custos de moradia são vistos como um empecilho para a economia, o que também contribui para o aumento das tensões sociais. "Com o enorme aumento de preços dos imóveis, acho que para os compradores de casas será um pouco desagradável serem obrigados a pagar mais por sistemas solares que talvez eles não queiram ou sintam que não podem custear", disse Brent Anderson, porta-voz da construtora Meritage Homes "Mesmo que, a longo prazo, esta seja a resposta certa."
(Com a colaboração de Christopher Martin , Noah Buhayar e Patrick Clark)


COMENTÁRIOS DO BLOGUEIRO:
Os políticos acabam quase sempre cedendo à pressão dos ambientalistas nessa neurose de "reduzir emissões de GEE" para evitar o aquecimento. Pois um dos financiadores dessa história mentirosa é a indústria de energia solar, ao lado da eólica, que, no rastro da energia nuclear, viralizaram essa questão de que temos de substituir as fontes fósseis (especialmente o carvão) como geradoras de energia elétrica. Como as energias solar e eólica não serão capazes de resolver o necessário fornecimento de energia elétrica, a energia nuclear se apresenta na sequência como solucionadora do problema, completando o ciclo do comércio que cria uma falsa necessidade para vender soluções. Ou seja, cria dificuldades para vender facilidades.

Na sequência, outros estados membros dos EUA vão adotar legislação semelhante, assim como outros países, e teremos de engolir a energia solar e a eólica antes de, finalmente, adotarmos a energia nuclear. As energias solar e eólica são caras, e insuficientes para abastecer uma residência ou, menos ainda, uma comunidade de poucas centenas de pessoas, porque não se pode estocar energia elétrica em baterias. Estas são, além de poluentes (quando descartadas), limitantes para o uso, considerando que luz/calor solar só é sequestrado durante o dia, e, no caso das eólicas, pode parar de ventar a qualquer hora do dia. Quando instaladas as usinas, solar ou eólica, sempre necessitam de um plano "b", ou seja, carecem da instalação de uma usina termoelétrica (a carvão) para suprir as necessidades de energia elétrica.

Até que caia por terra a mentira do aquecimento viveremos essa neurose. Vamos para a 24ª COP do Clima no final deste ano, faz, portanto, 25 anos que os ambientalistas ameaçam o planeta, acusando a humanidade de responsável por essa falácia. Essa questão um dos muitos destaques que abordo no livro "CO2 aquecimento e mudanças climáticas: estão nos enganando?", ao lado de vários cientistas, como Luiz Carlos Molion, José Carlos Parente de Oliveira, e outros.

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sexta-feira, 18 de maio de 2018

Le Monde publica artigo exclusivo do ex-presidente Lula

Publicado no Le Monde

Sou candidato a presidente do Brasil, nas eleições de outubro, porque não cometi nenhum crime e porque sei que posso fazer o país retomar o caminho da democracia e do desenvolvimento, em benefício do nosso povo. Depois de tudo que fiz como presidente da República, tenho certeza de que posso resgatar a credibilidade do governo, sem a qual não há crescimento econômico nem a defesa dos interesses nacionais. Sou candidato para devolver aos pobres e excluídos sua dignidade, a garantia de seus direitos e a esperança de uma vida melhor.

Na minha vida nada foi fácil, mas aprendi a não desistir. Quando comecei a fazer política, mais de 40 anos atrás, não havia eleições no País, não havia direito de organização sindical e política. Enfrentamos a ditadura e criamos o Partido dos Trabalhadores, acreditando no aprofundamento da via democrática. Perdi 3 eleições presidenciais antes de ser eleito em 2002. E provei, junto com o povo, que alguém de origem popular podia ser um bom presidente. Terminei meus mandatos com 87% de aprovação popular. É o que o atual presidente do Brasil, que não foi eleito, tem de rejeição hoje.


Nos oito anos que governei o Brasil, até 2010, tivemos a maior inclusão social da história, que teve continuidade no governo da companheira Dilma Rousseff. Tiramos 36 milhões de pessoas da miséria extrema e levamos mais de 40 milhões para a classe média. Foi período de maior prestígio internacional do nosso país. Em 2009, Le Monde me indicou “homem do ano”. Recebi estas e outras homenagens, não como mérito pessoal, mas como reconhecimento à sociedade brasileira, que tinha se unido para, a partir da inclusão social, promover o crescimento econômico.

Sete anos depois de deixar a presidência e depois de uma campanha sistemática de difamação contra mim e meu partido, que reuniu a mais poderosa imprensa brasileira e setores do judiciário, o momento do país é outro: vivemos retrocessos democráticos, uma prolongada crise econômica, e a população mais pobre sofre, com a redução dos salários e da oferta de empregos, o aumento do custo de vida e o desmonte de programas sociais.

A cada dia mais e mais brasileiros rejeitam a agenda contra os direitos sociais do golpe parlamentar que abriu caminho para um programa neoliberal que havia perdido quatro eleições seguidas e que é incapaz de vencer nas urnas. Lidero, por ampla margem, as pesquisas de intenções de voto no Brasil porque os brasileiros sabem que o país pode ser melhor.

Lidero as pesquisas mesmo depois de ter sido preso em consequência de uma perseguição judicial que vasculhou a minha casa e dos meus filhos, minhas contas pessoais e do Instituto Lula, e não achou nenhuma prova ou crime contra mim. Um juiz notoriamente parcial me condenou a 12 anos de prisão por “atos indeterminados”. Alega, falsamente, que eu seria dono de um apartamento no qual nunca dormi, do qual nunca tive a propriedade, a posse, sequer as chaves. Para me prender, e tentar me impedir de disputar as eleições ou fazer campanha para o meu partido, tiveram que ignorar a letra expressa da constituição brasileira, em uma decisão provisória por apenas um voto de diferença entre 11 na Suprema Corte.

Mas meus problemas são pequenos perto do que sofre a população brasileira. Para tirarem o PT do poder após as eleições de 2014, não hesitaram em sabotar a economia com decisões irresponsáveis no Congresso Nacional e uma campanha de desmoralização do governo na imprensa. Em dezembro de 2014 o desemprego no Brasil era 4,7%. Hoje está em 13,1%.

A pobreza tem aumentado, a fome voltou a rondar os lares e as portas das universidades estão voltando a se fechar para os filhos da classe trabalhadora. Os investimentos em pesquisa desabaram.

O Brasil precisa reconquistar a sua soberania e os interesses nacionais. Em nosso governo, o País liderou os esforços da agenda ambiental e de combate à fome, foi convidado para todos os encontros do G-8, ajudou a articular o G-20, participou da criação dos BRICS, reunindo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, e da Unasul, a União dos países da América do Sul. Hoje o Brasil tornou-se um pária em política externa, que os líderes internacionais evitam visitar, e a América do Sul se fragmenta, com crises regionais cada vez mais graves e menos instrumentos diplomáticos de diálogo entre os países.

Mesmo a parte da população que apoiou a queda da presidenta Dilma Rousseff, após intensa campanha das Organizações Globo, que monopolizam a comunicação no Brasil, já percebeu que o golpe não era contra o PT. Era contra a ascensão social dos mais pobres e os direitos dos trabalhadores. Era contra o próprio Brasil.

Tenho 40 anos de vida pública. Comecei no movimento sindical. Fundei um partido político com companheiros de todo o nosso país e lutamos, junto com outras forças políticas na década de 1980, por uma Constituição democrática. Candidato a presidente, prometi, lutei e cumpri a promessa de que todo o brasileiro teria direito a três refeições por dia, para não passar fome que passei quando criança.

Governei uma das maiores economias do mundo e não aceitei pressões para apoiar a Guerra do Iraque e outras ações militares. Deixei claro que minha guerra era contra a fome e a miséria. Não submeti meu país aos interesses estrangeiros em nossas riquezas naturais.

Voltei depois do governo para o mesmo apartamento do qual saí, a menos de 1 quilômetro do Sindicato dos Metalúrgicos do da cidade de São Bernardo do Campo, onde iniciei minha vida política. Tenho honra e não irei, jamais, fazer concessões na minha luta por inocência e pela manutenção dos meus direitos políticos. Como presidente, promovi por todos os meios o combate à corrupção e não aceito que me imputem esse tipo de crime por meio de uma farsa judicial.

As eleições de outubro, que vão escolher um novo presidente, um novo congresso nacional e governadores de estado, são a chance de o Brasil debater seus problemas e definir seu futuro de forma democrática, no voto, como uma nação civilizada. Mas elas só serão democráticas se todas as forças políticas puderem participar de forma livre e justa.

Eu já fui presidente e não estava nos meus planos voltar a me candidatar. Mas diante do desastre que se abate sobre povo brasileiro, minha candidatura é uma proposta de reencontro do Brasil com o caminho de inclusão social, diálogo democrático, soberania nacional e crescimento econômico, para a construção de um país mais justo e solidário, que volte a ser uma referência no diálogo mundial em favor da paz e da cooperação entre os povos.

Replicado do blog O Cafezinho
https://www.ocafezinho.com/2018/05/17/le-monde-publica-artigo-exclusivo-do-presidente-lula/

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quinta-feira, 17 de maio de 2018

Dante sabia das coisas: do inferno, e de cá, pois é a mesma coisa.

Richard Jakubaszko  
"Percam todas as esperanças, vocês que estão entrando"!
Na porta do inferno, em A Divina Comédia, por Dante Alighieri.
Essa Constituição foi rasgada. Estamos em uma ditadura jurídica.
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