quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Provérbios

Richard Jakubaszko 
Definição de provérbio: sentença breve com sabedoria moral.
Enviados por Hélio Casale, engenheiro agrônomo, meu amigo, que é um sujeito cheio de provérbios e sapiências.


“Não comas tudo o que podes, não gastes tudo o que tens, não creias tudo o que ouves, não digas tudo o que sabes”
(Provérbio chinês)


“À força de ir tudo mal, começa tudo a ir bem”
(Provérbio francês)

“Adão comeu a maçã, e ainda nos doem os dentes”
(Provérbio húngaro)

“Antes de mudar o mundo, dá três voltas pela tua casa”
(Provérbio chinês)

“Antes de julgar uma pessoa, caminha três luas nos seus sapatos”
(Provérbio hindu)

“Aquele que pergunta, é um tonto por cinco minutos, mas o que não pergunta, é um tonto para sempre”
(Provérbio chinês)

“Quando apontas com um dedo, recorda que os outros três dedos te apontam a ti”
(Provérbio inglês)

“Dá-me um peixe e cearei esta noite, ensina-me a pescar e cearei sempre”
(Provérbio chinês)

“O homem é mais duro que o ferro, mais forte que a pedra, e mais frágil que uma rosa”
(Provérbio chinês)

“Não te aproximes a uma cabra pela frente, a um cavalo por detrás, e a um tonto por nenhum lado”
(Provérbio judeu)

“Tem cuidado com o cão que não ladra e da água remansa”
(Provérbio latino)

“A gente arranja todos os dias o cabelo, por que não se arranja o coração?”
(Provérbio chinês)

“Eu queixava-me por não ter sapatos, até que conheci um homem que não tinha pés”
(Provérbio árabe)

“A primeira vez que me enganes, a culpa será tua. A segunda, a culpa será minha”
(Provérbio árabe)

“As palavras de ouro são frequentemente seguidas por atos de chumbo”
(Provérbio holandês)

“Se um problema tem solução, não te preocupes. E se a tem para que há de preocupar-te?
(Provérbio chinês)

“Bebe e come com o teu amigo, mas não trates com ele de negócios”
(Provérbio anônimo)

“Com dinheiro no bolso, é-se atrativo, inteligente, e até se canta bem”
(Provérbio judeu)

“Tudo é relativo na vida. O cravo é muito mais belo que um repolho, mas tenta fazer uma sopa com um cravo”
(Provérbio de puck)

“As lágrimas derramadas são amargas, mas mais amargas são as que não se derramam”
(Provérbio irlandês)

“Bom é ter amigos, ainda que seja no inferno”
(Provérbio espanhol)

“Uma vez terminado o jogo, o rei e o peão voltam à mesma caixa”

(Provérbio italiano) 
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quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Famosos dão pitacos imbecilizados sobre tudo...

Richard Jakubaszko  
Na internet e nas redes sociais, toda hora tem um "famoso" brasileiro dando pitaco sobre qualquer coisa, especialmente sobre política, e a gente lê cada porcaria que até duvida que seja verdade. Olha só o que a Rosana, lá do marketing da DBO Editores me mandou, sobre opiniões de famosos brasileiros e de um importado... Tá todo mundo imbecilizado, né não?
 


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terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Gilmar é o “Moro Supremo”: dá sentença sem sequer haver processo

Fernando Brito *

Já no primeiro semestre dos cursos de Direito – ao menos do direito “pré-morano” – aprende-se que um juiz jamais inicia ou sugere causas.

Ne procedat iudex ex officio – o juiz não age sem a provocação das partes – é um princípio jurídico tão básico que vem desde o segundo artigo do Código de Processo Civil: “O processo começa por iniciativa da parte”.

Mas Gilmar Mendes, nos jornais, anuncia aos quatro ventos que “Lula e Bolsonaro podem ser condenados” por “abuso de poder econômico” por estarem percorrendo o país em suas pré-campanhas.

Não há processo algum sobre isso e mesmo os que os acusavam de “campanha antecipada” – outra bobagem jurídica da nossa legislação e inconstitucional, porque o pedido de voto, sem que se ofereça por ele vantagem ilícita, é exercício de opinião protegido pela Constituição – foi rejeitado há poucos dias pelo TSE que Mendes presidia, contra o seu próprio voto.

Mas como Gilmar Mendes não aceita nenhuma decisão senão a que ele próprio toma, apresentou “recurso” ao Tribunal de Mídia, informando que o assunto volta à pauta em fevereiro e o TSE tomará uma postura “mais enfática” que, segundo ele, “pode levar à própria cassação do diploma”.

Ou seja, a população nem sequer elegeu um candidato e Mendes já acena com a possibilidade de cassá-lo, porque está certo de que houve “abuso de poder econômico” em andar num ônibus ou reunir pessoas em aeroportos, como faz o tal “mito”.

O jatinho de Dória, usado para receber “ovações” país afora, pode, porque é particular. E rico pode tudo.

* o autor é jornalista, editor do Tijolaço. 
Publicado em http://www.tijolaco.com.br/blog/gilmar-e-o-antijuiz-que-da-sentenca-sem-haver-um-processo/
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segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Singer: “ação contra universidades é orquestrada”

Fernando Brito *

Embora com platitude e delicadeza exageradas, diante da monstruosidade que está ocorrendo, vale a leitura do artigo de André Singer, ontem, na Folha, sobre a perseguição criminosa da Polícia Federal e do Judiciário contra as universidades públicas. A frase, do dramaturgo alemão Hanns Johst, acabou “virando”, por identidade, como sendo de Herman Göring, chefe da Gestapo. Começamos, infelizmente, a entrar neste terreno.

É hora de defender a universidade
André Singer, na Folha de SP

Na quarta (6), três meses depois do episódio que levou o então reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) ao suicídio, a Polícia Federal (PF) resolveu repetir a dose com o da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O procedimento foi o mesmo. Agentes chegam de surpresa à casa da vítima, que nunca fora intimada a depor, cedo de manhã, e a levam, sob vara, para alguma instalação policial.

O engenheiro Jaime Arturo Ramirez teve mais sorte do que o advogado catarinense Luiz Carlos Cancellier, sendo liberado após algumas horas. O segundo, submetido à humilhação de algemas, correntes nos pés, desnudamento, revista íntima, uniforme de presidiário e a cela onde teve que dormir, matou-se 15 dias mais tarde.

Ao deixar as dependências da PF, Ramirez, levado ao mesmo tempo que outros seis quadros da UFMG, fez uma declaração sucinta: “Fomos conduzidos de forma coercitiva e abusiva para um depoimento à Polícia Federal. Se tivéssemos sido intimados antes, evidentemente teríamos ido de livre e espontânea vontade”. Alguém duvida?

Segundo os documentos disponíveis, o Ministério Público foi contrário à condução coercitiva. Mas a PF insistiu, e a juíza encarregada acatou a demanda, alegando “possibilitar que sejam ouvidos concomitantemente todos os investigados, (…) impedir a articulação de artifícios e a subtração de provas”. Sem qualquer justificativa consistente, a direção da universidade, tal como havia ocorrido em setembro na UFSC, foi tratada como uma quadrilha de assaltantes, justificando o aparato — 84 policiais — destinado a capturá-los.

Na realidade, de acordo com o reitor de uma instituição congênere, a Universidade Federal do Paraná (UFPR), a onda de criminalização dos campi começou no final de 2016, quando “a Polícia Federal irrompeu na UFRGS [a federal do Rio Grande do Sul], em vista de uma suspeita de fraude em um programa de extensão”. Em fevereiro de 2016, a própria UFPR foi atingida: 180 agentes cumpriram vários mandados de prisão e oito conduções coercitivas. Depois veio a prisão de Cancellier, a condução de Ramirez e, para cúmulo, mais uma incursão semelhante, na quinta, de novo na UFSC.

Reparem nos nomes das operações sequenciais da PF: “Research”, “PhD”, “Ouvidos moucos”, “Esperança equilibrista” e “Torre de Marfim”. É óbvio que estamos diante de uma ação orquestrada e arbitrária, usando os mecanismos de exceção abertos pela conjuntura política, com o objetivo de desmoralizar o sistema público de ensino superior no Brasil.

Se a sociedade civil não for capaz de superar divergências e se unir na defesa da universidade, teremos perdas irreparáveis. Não só na educação como na democracia.

* o autor é jornalista, editor do Tijolaço.
Publicado no: http://www.tijolaco.com.br/blog/singer-acao-contra-universidades-e-orquestrada/

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sábado, 9 de dezembro de 2017

Com o fim da lei Kandir, o agronegócio brasileiro vai pro brejo

Richard Jakubaszko 

Criada em 1996, essa lei desonera as exportações de produtos primários e semi-elaborados da incidência de ICMS.

Agora tem uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional nº 37 – de 2007) em tramitação no Senado. A PEC revoga a não incidência de ICMS na exportação de produtos não-industrializados e semi-elaborados. Autor: Senador Flexa Ribeiro (PSDB) Data: 02/05/2007

Pois a PEC 37 revoga a Lei Kandir para permitir aos estados brasileiros cobrarem ICMS e tentarem aumentar a arrecadação, mesmo que isso possa vir a destruir o agronegócio, principal responsável (48%) por nossa pauta de exportações, e responsável também pelo superavit da balança comercial.

A revogação da Lei Kandir provocará um grande retrocesso no país, e a maior ameaça ao agronegócio brasileiro, se for aprovada pelo Congresso Nacional. Foi agora desengavetada, pois é proposta de 2007, colocada em discussão e já aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Com a revogação, o ICMS voltará a incidir sobre as vendas ao exterior de produtos como petróleo, minério de ferro, grãos, como soja, café, e ainda açúcar, fumo, frutas, carnes bovina e suína in natura, entre outros produtos, tornando-os menos competitivos no mercado internacional. De tabela vai desestimular o plantio de soja e café. Segundo cálculos primários, a queda na área de plantio de soja pode ser superior a 30% em termos de área, porque é esse porcentual da produção que destinamos às exportações, em soja por exemplo, e mais ainda no café.

O projeto da PEC nº 37/2007 tem como relator o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG). A proposta agora vai para votação no Plenário do Senado. Como é uma emenda constitucional, o Executivo não tem poder de veto ou mesmo de sancionar o texto aprovado pelo Congresso Nacional, e entra em vigor imediatamente.

A Lei Kandir, em vigor desde 1996, corrigiu um enorme desequilíbrio no Brasil. Pela simples razão de que governos estaduais taxavam as exportações, e assim o Brasil tinha mais uma jabuticaba, a exportação de impostos, pois nenhum país do planeta exporta impostos. O que se busca com exportações são duas coisas: geração de empregos internos e a internalização de moeda forte.

Quando se instituiu a Lei Kandir o saldo da balança comercial do agronegócio estava em US$ 12,2 bilhões anuais. A partir daí as exportações tiveram um salto enorme. Em 2016, por exemplo, nosso saldo foi positivo de US$ 71 bilhões.

Se for revogada a Lei Kandir teremos mais desemprego, além da queda nas exportações, e as consequências serão o aprofundamento de uma nefasta recessão como a que enfrentamos hoje, que só não é pior por causa do desempenho positivo do agronegócio, que gera empregos, internaliza divisas e ajuda a segurar a inflação. E o nosso PIB vai acusar isso, negativamente.

Mais do que restringir exportações, a PEC 37 retira a elevada competitividade brasileira no mercado internacional, e coloca o Brasil como um esmoleiro no mercado. É fácil prever a queda na produção de grãos como soja e café, que somente poderá atender ao mercado nacional. Por tabela, a aprovação da PEC 37/2007 não aumentará a arrecadação dos governos estaduais, nem mesmo se considerarmos a incidência do ICMS sobre os minérios, onde o Brasil tem sérios problemas de competitividade, mesmo inexistindo hoje a incidência de impostos sobre exportação. Ou seja, a PEC 37 vai piorar o que está ruim.

A tentativa de ressuscitar a PEC 37/2007, apoiada por governos estaduais tucanos e peemedebistas é uma ação desesperada dos governadores para aumentar arrecadação estadual, e coloca o Brasil na marca do pênalti. Como toda atitude impensada, estabelece uma gambiarra na economia, e que por ser uma emenda constitucional, é de difícil alteração no futuro. Não dá para entender a ganância de alguns governadores, pois a Lei Kandir obriga o governo federal a estabelecer uma compensação aos estados, através de repasses que cobrem a não arrecadação do antigo ICMS que ficou faltando a partir de 2006. Lamentavelmente, os brasileiros, empresários especialmente, estão sempre a reboque dos políticos. Na sequência, vamos chorar o leite derramado.

Na França, como exemplo civilizado de país moderno, quem já andou por lá a turismo sabe que de toda compra feita (exceto perfumes, vinhos, cosméticos, e serviços como hotéis e restaurantes) é só guardar a nota fiscal e apresentá-la no aeroporto na hora do embarque, para receber em devolução o IVA (Imposto de Valor Agregado, equivalente ao nosso ICMS), na hora, em moeda forte, de 12% do que pagou. Porque os franceses consideram essas compras uma exportação de produtos, e, como tal, devem ser isentas, porque o objetivo é gerar empregos internamente. Mas essa política é seguida por outros países da comunidade europeia, especialmente a Alemanha.

No Brasil, somos a casa da mãe Joana, o país das jabuticabas, onde o rabo abana o cachorro, e os políticos praticam impunemente as besteiras que querem, e ainda são reeleitos. Resta saber como se comportará a FPA - Frente Parlamentar da Agropecuária, vai aprovar essa PEC?


Ainda no campo político, é bom saber que a Lei Kandir, aprovada no primeiro governo de FHC (PSDB/SP), está no mesmo caminho da CPMF, lembram dela? Foi sancionada por FHC e depois desaprovada no governo Lula, pelo próprio PSDB, para que Lula não tivesse os mesmos benefícios. Coisa de políticos mesquinhos e medíocres, que procuram prejudicar os governos de outros partidos, independentemente de ferrar com o Brasil e os brasileiros.

Revogar a Lei Kandir, é um crime de lesa-pátria, considerando a atual situação econômica e política do Brasil.

Andei conversando com alguns amigos a respeito do imbróglio dessa PEC, e ouvi argumentos que considero erráticos, ou um viés de situação, no sentido de que a PEC 37 poderia estimular a saída definitiva do Brasil da situação de país agrário, que só exporta commodities, tipo de produto sem valor agregado e que gera pouca renda. Alego que um grão de soja ou café tem muita tecnologia embutida para a sua produção, tanto quanto um avião. E gera mais emprego e renda do que fabricar avião, seja nas fazendas, nas cooperativas, nas empresas fornecedoras de insumos, nas tradings, bancos, e ainda sobre dinheiro de exportação para compra de automóveis e todos os outros itens de consumo, sejam geladeiras, TVs ou celulares. Se o Brasil deseja agregar valor, não é esse o caminho de renovar um velho imposto, pelo contrário, a PEC trava e engessa qualquer outra política pública de agregar valor ou de facilitar exportação, pois quem paga o imposto é o produtor rural. Com esse imposto, diante da baixa rentabilidade dos produtores rurais, e dos riscos inerentes ao agro, como fatores climáticos, pragas e doenças, a PEC desincentiva até mesmo o plantio, vai gerar o caos, e nos levar para o brejo.
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sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Como é a corrupção financeira no Brasil

Richard Jakubaszko 


O vídeo abaixo dá uma boa ideia de como é feita a corrupção financeira no Brasil. Coexistem o formato antigo e o novo nesta terra da mãe Joana. No exemplo temos o novo.
Precisamos, urgentemente, de uma auditoria nas dívidas públicas, na Federal e também nas estaduais e municipais.
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quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Agro DBO: a solução está em suas mãos

Richard Jakubaszko
A matéria de capa da Agro DBO de dezembro mostra que alguns produtores rurais preferem tomar a iniciativa de eles mesmos resolverem os problemas nas suas lavouras. O jornalista Ariosto Mesquita entrevistou um produtor do MS que anda "criando" bactérias para fazer o controle biológico de pragas e doenças.
A edição traz ainda um presente de Natal antecipado aos assinantes, as Tabelas de Compatibilidade de misturas em tanque entre agroquímicos e também de fertilizantes foliares., para soja e milho, que estão encartadas na edição. Quem deseja mais informações, ou fazer download digital das tabelas pode clicar neste link: http://www.portaldbo.com.br/Agro-DBO/Noticias/Misturas-de-agroquimicos-em-tanques/23240
Para solicitar a tabela impressa, gratuitamente, envie e-mail para redacao@agrodbo.com.br
O editor José Augusto Bezerra (Tostão) revela outros detalhes das matérias da edição no vídeo abaixo:
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quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

A dívida pública no Brasil só cresce por causa da corrupção

Richard Jakubaszko   


A corrupção e o sistema da dívida pública do Brasil são dois irmãos siameses. Precisamos de uma auditoria pública em nossa dívida pública interna. O Brasil não vai longe com o que estamos assistindo, pois é um verdadeiro assalto ao Orçamento Federal, praticado pelo sistema financeiro, nacional e internacional.



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terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Agricultura do futuro 4

Richard Jakubaszko  

No Japão, veja como eles imaginam que vai ser a alimentação da superpopulação que está se formando no planeta.

Vídeo enviado pelo meu amigo Odo Primavesi, lá de São Carlos-SP.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

O “fora” de Temer em FHC pelo seu “cair fora”

Fernando Brito  *




A nossa imprensa anda meio devagar em perceber qualquer coisa que não seja em favor do conservadorismo.

Assim, ela consegue ver “retomada econômica” no crescimento de 0,1% do PIB, aumento do emprego apenas com “bicos” e sem a criação de uma carteira assinada ou publicar intrigas inominadas como a de que a caravana de Lula ao Rio seria “um perigo” por conta do apoio de Cabral, esquecendo que foi Aécio o candidato apoiado de fato pelo ex-governador, hoje preso.


Mas não vê coisas evidentes, ditas na sua frente, como a frase que Michel Temer usou, ao lado de Geraldo Alckmin, ao dizer que o desembarque (formal) dos tucanos de seu governo

 “será uma coisa cortês eelegante”.



A expressão tem um endereço certo, nada difícil de entender: a nova grosseria de Fernando Henrique Cardoso, que falou a Andrea Sadi, do G1, na quarta feira, que estava na hora do PSDB “cair fora”.

“Cair fora”, exatamente assim, com este ar de molecagem de quem se meteu em algo e se escapa ao ver o desastre que é. Um bom complemento para o “pinguela” e para o “é o que temos” com que o ex-presidente já brindou o homem que ajudou a ascender ao poder num golpe.




Por isso, o recado de Temer de que a saída deveria ser “cortês e elegante”, o que não é, positivamente, um “cair fora”.

Nenhum jornalista, ao que eu tenha lido, captou o “fora” de Temer ao “cair dentro” com a expressão usada por FHC.

No outono de Fernando Henrique, a pretensão de quem é um dos homens mais rejeitados do país fê-lo perder inclusive as boas-maneiras, depois de ter perdido os princípios.

Quando o “príncipe dos sociólogos” vira assistente de palco de Luciano Huck e toma lições de boa-educação de Michel Temer é que, de fato, para ele, já chegou a hora de “cair fora”.


* o autor é jornalista, editor do Tijolaço.


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