segunda-feira, 16 de julho de 2018

Arte: animação na caixa de areia, genial!

Richard Jakubaszko 
A jovem Kseniya Simonova foi a vencedora da edição Ucraniana do Got Talent-Tens, fez uma animação da invasão da Alemanha na Ucrânia durante a
Segunda Guerra Mundial, tendo usado os dedos e uma superfície com areia.

Trouxe lágrimas aos olhos de juízes e do público.
Foram 8 minutos maravilhosos que demonstraram um talento especial e
trouxeram, através da arte, a memória viva de uma guerra que marcou várias gerações.
É de arrepiar mesmo.

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domingo, 15 de julho de 2018

Fotos da natureza. E Deus com isso?

Richard Jakubaszko  
Recebi do amigo Odo Primavesi, lá de São Carlos (SP), as fotos abaixo sobre a natureza e de como se faz agricultura (milenar) em lugares inóspitos.
Agricultura em morro: China.
Plantio de arroz irrigado em morro.
Se não plantar onde pode, morre de fome...
Arco-íris circular, raríssimo.
Outro arco-íris circular, mas continua raro.
O coqueiro foi à praia, tomar sol...



Camelos (em sombra) no deserto.
Central Park, em Manhattan


Plantio de flores na Holanda, parece o paraíso, né?




Pai do céu: deleta os homens, e reinicializa, Tua divina experiência deu merda, não é?
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sexta-feira, 13 de julho de 2018

Como as árvores conversam entre si

Richard Jakubaszko
Mais um vídeo interessante que me foi enviado pelo engenheiro agrônomo Odo Primavesi, incansável no objetivo de mostrar ao mundo que a natureza é inteligente e sabe se comunicar. Não apenas isso, árvores são solitárias, mas também solidárias ou competitivas. O vídeo é um documentário em forma de desenho animado feito pela BBC News, e comprova a tese do meu amigo. Assistam, vale a pena, no mínimo você vai entender o que é a alelopatia:

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quinta-feira, 12 de julho de 2018

Simplesmente vergonhoso

Richard Jakubaszko  
O editorial de 11/7/2018 de O Estado de São Paulo é simplesmente vergonhoso para qualquer jornalista ou cidadão brasileiro, particularmente para a imprensa brasileira. Reproduzo abaixo, grafado em preto, o texto publicado pelo vetusto e conservador jornal, que perdeu o pé do estribo e o bom senso em termos democráticos e assume definitiva posição político partidária na atual situação pré-eleitoral. Minhas contestações, com foco na questão principal criticada pelo jornal, estão grafadas em vermelho ao longo do texto do editorial. 

Simplesmente vergonhoso
O PT apequena-se ainda mais ao se vangloriar dos seus próprios erros, como no episódio de domingo, quando tentou tirar Lula da Silva da cadeia

O Estado de S.Paulo

( https://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,simplesmente-vergonhoso,70002397672 )
11 Julho 2018


Três parlamentares de um mesmo partido realizaram uma manobra jurídica (manobra jurídica, agora, é ilegal?) para tentar livrar da cadeia, contra todas as regras do Direito (mas essa é a primeira regra do direito e da advocacia, pessoal do Estadão, manobrar…), o líder máximo da legenda. Foi por pouco, mas as autoridades judiciais conseguiram a tempo desvelar a malandragem, pondo fim à nefasta (nefasta? Ora, ora… quanta semântica vazia!) tentativa de burlar (burlar quem, o Judiciário? Coitadinhos do pessoal do Judiciário, né?) o Judiciário em favor da impunidade do político. Uma vez revelada a tramoia, seria de esperar que o referido partido estivesse profundamente envergonhado com a atitude de seus três parlamentares. A tentativa de ludibriar o Judiciário é grave atentado contra o País e contra a moralidade pública. (Não, Estadão, imoralidade é o editorial, este sim, uma manobra política deplorável!!!).

Foi o que o PT viveu nos últimos dias, só que ao contrário. Em vez de ficar profundamente consternada, a legenda tem se mostrado orgulhosa da manobra dos deputados Wadih Damous, Paulo Pimenta e Paulo Teixeira, que tentaram burlar o princípio do juiz natural (quem burlou o princípio do juiz natural foi Moro, mas isso o Estado se esquece de falar, não é? Porque é conveniente) a fim de tirar Lula da Silva da cadeia. Sem nenhum argumento jurídico (Como assim, sem argumento jurídico? E a nossa Constituição, o que é?) que pudesse fundamentar a soltura do ex-presidente, eles impetraram um pedido de habeas corpus baseados tão somente no fato de que, na ocasião, o plantonista do Tribunal Regional Federal (TRF) da 4.ª Região era o desembargador Rogério Favreto, cuja carreira tem fortes ligações com o PT. (Bom, essa é mais uma dedução do Estadão, enquanto que juristas e outros políticos têm certezas sobre Moro, Dallagnol, e outros procuradores, inclusive Gilmar Mendes, das fortes ligações destes com o PSDB. E fora alguns delegados da Polícia Federal, não é? Quem há de negar isso? O pai de Moro, por exemplo, foi fundador do PSDB… O Estadão esqueceu de noticiar esse fato?).

Trata-se de verdadeira pirraça (Habeas corpus, agora, é pirraça, ora, ora, onde foram parar os direitos humanos?) com o Estado de Direito. Desde domingo, lideranças petistas têm defendido a estapafúrdia ideia de que um magistrado, manifestamente incompetente (Incompetente? Então, por quem ele foi colocado como plantonista, num domingão, se incompetente? Ele não é desembargador? Quem sabe o Estadão acha que teria sido o PT que programou o plantão de Favreto no TRF4?) para atuar no caso e manifestamente ligado ao partido, pudesse expedir alvará de soltura para o seu líder, que cumpre pena por corrupção passiva e lavagem de dinheiro (Uma condenação que o mundo jurídico brasileiro e internacional contesta veementemente, mas o Estadão apoia essa ilegalidade, não é? E finge desconhecer o repúdio internacional que o Brasil está sofrendo por isso). Com isso, o PT deu mais um passo para a desmoralização das instituições. Como se não bastasse promover o aparelhamento do Estado nos anos em que esteve no governo federal, o PT postula abertamente que as pessoas indicadas pela legenda continuem a trabalhar em seu benefício, a despeito do que a lei determina. O desembargador Rogério Favreto foi nomeado ao TRF-4 pela presidente Dilma Rousseff. (O que o urubu tem a ver com as garças?).

Sem solução de continuidade, o PT também pôs em andamento virulenta campanha contra as autoridades judiciais que desvelaram a manobra dos três deputados. (E não ficou clara, também, as manobras dos desembargadores do TRF4? Ora, ora, Estadão, mais imparcialidade, por favor, semântica e palavras adjetivadas vazias num editorial é jogo baixo!!! Os advogados podem manobrar, quem não pode manobrar é a Justiça, entenderam?). Em completa inversão dos fatos, disseram que o juiz Sérgio Moro, que foi o primeiro a destacar que o alvará de soltura tinha sido expedido por quem não tinha direito de fazê-lo, havia agido por conta própria, o que seria a prova de seu ativismo antipetista.

Ora, foi o próprio desembargador Favreto que intimou o juiz da 13.ª Vara Federal de Curitiba a manifestar-se sobre a soltura de Lula. “Solicite-se ao juízo de primeiro grau que, no prazo de cinco dias, se entender necessário, preste esclarecimentos adicionais que reputar relevantes para o julgamento desta impetração, ressaltando que o transcurso do prazo sem manifestação será interpretado como inexistência de tais acréscimos”, escreveu o plantonista no seu despacho de domingo de manhã.

Fez bem, portanto, o juiz Sérgio Moro em atender com diligência à solicitação do desembargador Favreto para que apresentasse os devidos esclarecimentos. Havia erros crassos na decisão, que necessitavam ser retificados com urgência, para evitar danos maiores. O juiz da 13.ª Vara Federal de Curitiba lembrou que o desembargador plantonista não tinha competência para atuar no processo. Moro também apontou outro erro básico contido no pedido de habeas corpus impetrado pelos três deputados petistas: tendo sido a prisão de Lula determinada pela 8.ª Turma do TRF-4, não havia como o juízo de primeiro grau ser a autoridade coatora.

O PT não parece, no entanto, interessado nos fatos e tampouco no direito. A senadora Gleisi Hoffmann, presidente do PT, chamou de “intromissão arbitrária administrativa” a decisão do presidente do TRF-4, desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores, que pôs um ponto final à insistência do desembargador Favreto em soltar Lula. Cumprindo estritamente suas atribuições institucionais, o presidente do TRF-4 dirimiu o conflito de competência, afirmando que o caso devia ser levado ao relator, pois o plantonista não era a autoridade competente para julgar o tal pedido de habeas corpus.

O partido de Lula apequena-se ainda mais ao se vangloriar dos próprios erros. O episódio de domingo não traz nenhuma glória. É simplesmente vergonhoso. (Não, Estadão, vergonhoso é a gente perceber que a Constituição brasileira foi rasgada pelo STF, que “legislou”, e alterou, quando deveria proteger e preservar a Constituição, a respeito do rito legal de presunção da inocência, e de apenas suprimir a liberdade de acusados condenados depois que estejam esgotadas todas as instâncias, e com isso, data vênia, determinou / permitiu autorização de prisão ao bel prazer de juízes, já a partir de condenação em 2ª instância. Vergonhoso é a gente não ler sobre essa inconstitucionalidade nos principais jornais do país, especialmente no Estadão. É vergonhoso o Estadão não noticiar que vários ministros do STF querem revogar esse entendimento estapafúrdio da nossa Constituição. Vergonhoso é o brasileiro não ler no Estadão que estamos em uma ditadura judiciária, pois juízes até recentemente conduziam coercitivamente cidadãos brasileiros não condenados e tampouco convocados previamente. Isso é inconstitucional, isso é que é vergonhoso, senhores editorialistas do Estadão, e tão vergonhoso quanto isso é este jornal politicamente partidário, mais uma vez, omitir a informação certa e isenta em seu noticiário, e ainda elaborar uma semântica verborrágica como esse malfadado editorial para defender e sustentar sua filosofia antidemocrática, de interesses políticos e partidários. Isso é que é vergonhoso, Estadão.

Outra coisa, não me chamem de petista, porque não sou. Sou um cidadão brasileiro, jornalista há mais de 50 anos, na pior das hipóteses um humanista, sem filiação partidária, sem coloração ideológica, e a favor da democracia plena e de uma Justiça justa e imparcial).
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quarta-feira, 11 de julho de 2018

Mais uma dos "ecologistas": proibido caçar javalis em São Paulo


Alceu Mendes *
Na semana passada o governador de SP Márcio França, visando claramente agradar aos ecologistas e à população mais desinformada sobre o assunto, sancionou o PL 299/2018-SP (Estadual), autoria do deputado estadual Roberto Trípoli (atual PV, ex-PSDB, também ex-PV e também ex-PMDB, também político indeciso, e também publicitário e ecochato, o que esclarece tudo), que proíbe a caça de qualquer tipo de animal, com exceção dos sinantrópicos (pragas urbanas, como ratos, baratas, pombos, aranhas), no estado de São Paulo.

A iniciativa, a princípio, parece linda em defesa dos animais silvestres, mas causará um imensurável prejuízo aos produtores rurais e, consequentemente, ao próprio estado de São Paulo e à sua população. Isso, porque a lei proíbe a caça também ao javali, espécie exótica invasora (originária da Europa, Ásia e norte da África), altamente nociva às lavouras, à fauna silvestre original e aos pequenos mananciais, e até mesmo aos seres humanos.

Por tratar-se de uma espécie altamente prolífica, resistente, muito agressiva, e por não ter predadores naturais, como a onça parda e a onça pintada em número suficiente para o seu controle populacional, ela vem avançando pelo interior do Brasil, acabando com plantações inteiras, acarretando enormes prejuízos e até mesmo a extinção da atividade rural em alguns locais. Sua presença coloca em pânico famílias inteiras de produtores rurais, e de seus vizinhos.

A caça, no Brasil, já é proibida, exceto para quem vive isolado ou indígenas, porém, desde 2013, em lei federal aprovada e aplaudida pelo Ibama, a caça foi liberada especificamente para o javali europeu, mas agora, no estado de São Paulo, qualquer tipo de caça está proibida (subvertendo a lei federal, que não vale mais para São Paulo), não importando o motivo, até mesmo para subsistência, graças a essa famigerada e inadequada lei do Trípoli, que prevê multa de R$ 4 mil para quem for flagrado na atividade. Só será permitida a caça ao javali por agentes governamentais, mas alguém já ouviu falar da existência de cargo público chamado "caçador profissional"?

Pois é, isso é um enorme retrocesso e com consequências econômicas e ambientais gravíssimas.

Quero ver, quando começar a faltar cenoura ou batata no prato desses ecochatos, por não ser mais viável a atividade agrícola em SP, o que eles terão a dizer.

Afora isso, o javali é o vetor natural do vírus da febre Aftosa, e poderá provocar prejuízos enormes na pecuária paulista e brasileira, caso venha a ocorrer um único caso no estado de São Paulo (com o consequente bloqueio às nossas exportações), onde esses bichos agora podem circular, protegidos pela lei de um publicitário, disfarçado de ambientalista para conquistar votos, e que contou com a “simpatia” do governador de plantão, Márcio França, que anda em busca de parcerias com os demais partidos para se eleger governador de SP em outubro próximo. O meu voto esses dois já perderam, mais os votos dos meus amigos e familiares e a quem mais eu conseguir convencer daqui pra frente. (1)

Vejam nas fotos abaixo a agressividade dos javalis, nem onça pintada resiste ao bicho, quanto mais os animais domésticos.
(1) Em tempo: o voto deste blogueiro também, idem, idem, na mesma ordem.
 





* o autor é cidadão brasileiro e policial militar em São Paulo.
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terça-feira, 10 de julho de 2018

O branco vira ouro

Richard Jakubaszko 
Agro DBO de julho 2018 (edição nº 101) registra na matéria de capa o sucesso da safra 2018 de algodão no Brasil, autoria do jornalista Ariosto Mesquita.

A edição traz ainda diversos artigos e matérias de alto interesse, das quais destaco artigo de Paulo Herrmann, presidente da John Deere, que faz uma saborosa análise da história da mecanização agrícola no Brasil, e de quebra sugere ideias para alavancar o agro nacional.

Odo Primavesi registra em artigo "as plantas indicadoras da qualidade do solo", baseado em observações e experiências práticas de sua mãe, a Dra. Ana Primavesi, que escreveu um livreto de rara qualidade que reúne prática e ciência sobre esse assunto.
Conheçam essas ideias no vídeo a seguir, mas leiam a Agro DBO de julho, para conhecer em profundidade as propostas.

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