quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Fernando Penteado Cardoso, 103 anos de muitas paixões

Richard Jakubaszko  
Fascinante ser contemporâneo, mais do que isso, tenho o orgulho e honra de poder dizer, amigo fraternal desse grande brasileiro, o engenheiro agrônomo Fernando Penteado Cardoso. Ontem, 19 de setembro, FPC completou 103 anos, e mandei a ele e-mail parabenizando-o pela data. Hoje, voltou um e-mail, claro, lúcido, consciente, de um homem de seu tempo, e compartilho com os internautas a inteligência de FPC:

Muito obrigado Richard por suas amáveis palavras.
Quis o destino que testemunhasse o convívio com grandes amigos, com numerosa família e com fantástica evolução da profissão. Passo pela vida com a sensação de uma grande e emocionante viagem que está se aproximando do destino final. Valeu a pena.
Grande abraço
Fernando Cardoso

From: Richard Jakubaszko
Sent: Tuesday, September 19, 2017 5:36 PM
To: AGRISUS - Fernando Penteado Cardoso
Subject: PARABÉNS, 103 está próximo de muitos recordes

Dr Fernando,
quase redundância dizer "muitos anos de vida", mas tenho a certeza que serão batidos muitos recordes ainda.
Saúde! Porque o resto a gente corre atrás, não é?
Grande abraço!
Richard Jakubaszko

 
FPC e o blogueiro, Congresso Fertilizantes ANDA - agosto/2017 - SPAULO

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Los Angeles terá ruas pintadas de branco para conter aquecimento global

Richard Jakubaszko 
Os americanos descobriram – só agora – aquilo que os gregos já fazem há milênios com suas casas pintadas de branco: usar o branco para amenizar o calor no ambiente local. A matéria publicada no Yahoo, entretanto, de forma simplista, vai mais longe, acredita que a atitude vai “conter o aquecimento global”, como está no título. Ou seja, matérias sobre o assunto, para elogiar ou criticar questões ambientais, estão sempre desfocadas da realidade. É o que tenho chamado de “jornalismo engajado”, mas que o leitor também pode chamar de desiderato, ou de “sustentabilidade”, ai!, ui!, não! que palavra horrorosa, é melhor “imbecilidade midiática sustentável”, porque agora até os vendedores de tintas vão faturar um troco em cima da neurose aquecimentista.

Não há quem não tire uma casquinha no assunto, até o Papa Francisco mete sua colher nesse angu. Enquanto isso, o fabricante de tintas mandou ver um press release, e elogia o prefeito de LA, que encontrou uma forma diferenciada de gastar a grana dos impostos arrecadados dos munícipes. Ainda bem que o Trump cortou boa parte das verbas destinadas a esses chupins ambientalistas... Em meu livro "CO2 aquecimento e mudanças climáticas: estão nos enganando?" denuncio outras imbecilidades do gênero.
 

Vejam o que o Yahoo publicou:
Uma pequena mudança nas ruas de Los Angeles pode ajudar a reduzir a temperatura na região, nos próximos 20 anos, em 16 graus. O prefeito Eric Garcett decidiu pintar as ruas da cidade de branco para deixar as ruas mais geladas e reduzir, assim, a sensação de calor.

Quanto mais populosa é uma cidade, maior a chance de calor. Isso acontece porque as cidades sofrem com a chamada “ilha de calor urbana”, um fenômeno potencializado pela falta de árvores grandes que oferecem sombra, além da presença de pavimentação na cor preta na maior parte dos espaços. A cor absorve o calor, deixando o espaço mais quente e aumentando a sensação de “abafamento”. O branco, pelo contrário, reflete a luz do sol.

A tinta escolhida para colorir as ruas de Los Angeles é chamada de CoolSeal. Segundo os criadores, o material foi desenvolvido pata o uso em bases aéreas militares, com o objetivo de manter os aviões mais frios enquanto eles estavam na pista. A medida evitava que as aeronaves fossem detectadas no satélite por câmeras infravermelhas, que localizam objetos de acordo com seu calor. A pintura é capaz de manter as ruas até 10 graus mais geladas.

Na cidade, o uso da CoolSeal vai ajudar na economia de energia elétrica e dinheiro, consequentemente, já que deve reduzir o uso de aparelhos de ar condicionado ao longo do dia. Outra vantagem é a melhora na qualidade do ar. Tradicionalmente, o calor intensifica a poluição, piorando o estado de quem possui doenças respiratórias. A novidade foi revelada pela PopScience
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Publicado originalmente no Yahoo: https://br.yahoo.com/financas/noticias/los-angeles-tera-ruas-pintadas-de-branco-para-conter-aquecimento-global-195313993.html
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domingo, 17 de setembro de 2017

Furacão ladra, a caravana passa.

Richard Jakubaszko  
Leio num fac-símile de jornal, enviado por Luis Amorim, lá da terrinha, uma crônica saborosa sobre os furacões que andam a atormentar o Caribe e que quando chegam aos EUA afinam e tornam-se tempestades tropicais. Há 12 anos não se via um furacão naquelas paragens, e a mídia brasileira na falta de assunto dava pancadas no Tio Trump, uma espécie de cético ambientalista que eles na mídia tupiniquim abominam.

Já o jornalista português, José Diogo Quintela, na crônica que reproduzo abaixo, faz uma análise de fina sintonia, sobre a fuga dos carros de Miami, gastando gasolina para fugirem do furacão, justamente a gasolina que os ambientalistas desejam proibir o uso para evitar o aquecimento que causa furacões... Fina ironia, até porque o próprio IPCC já reconheceu que o suposto aquecimento que eles alegam que está acontecendo não é causado pelo aquecimento, e nem pelos inocentes GEE.

Mas a ironia do cronista lusitano vai mais longe, e replica um hipotético diálogo de Noé com o Criador, que lhe autorizara a construção de uma arca, e diz: "EH PÁ, SENHOR, CONSTRUIR UMA ARCA? E A DESFLORESTAÇÃO? PREFIRO APANHAR UMA CHUVINHA". Evidentemente que o jornalista lusitano não nos revela, mas Noé estaria receoso de enfrentar os biodesagradáveis, que já naquele tempo deviam existir, não tenhamos dúvida, pois gente assim sempre existiu.

Se não conseguirem ler no blog a crônica abaixo, baixem a foto, vale a pena ler o saboroso texto, estilo herdado do genial Fernando Pessoa.
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sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Jornalismo engajado

Richard Jakubaszko
Concedi entrevista para o Jornal da Cultura (13/8/17) sobre o tema do aquecimento e das mudanças climáticas, por conta de ser o autor do livro “CO2 aquecimento e mudanças climáticas: estão nos enganando?”. Como cético das mudanças climáticas, e por ser um suposto especialista no assunto, conforme o jornalismo da TV Cultura me informou, eu deveria contestar a opinião emitida pelo Papa Francisco divulgada no dia anterior sobre a necessidade de empresas e cidadãos do mundo tomarem iniciativas para conter o processo ambiental do aquecimento.

Procurado pela repórter Mayana Leocádio, junto com a equipe de vídeo e áudio, gravei a entrevista, durante 25 minutos, sobre várias questões que considero relevantes, e que desmentem ou colocam em xeque as afirmações do grupo de ambientalistas ligados ao IPCC (International Panel Climatic Changed), que é subordinado à ONU, e especialmente o desafio de que não existe uma única prova científica de que esteja acontecendo o tal aquecimento propalado por toda a mídia.

À noite, o Jornal da Cultura foi ao ar, demonstrando um jornalismo engajado na questão ambiental, em que deixava transparecer um objetivo paralelo, não revelado antes, de praticar um assassinato de reputação deste escritor e jornalista. Pelo menos essa é a minha "teoria conspiratória" para explicar o jornalismo distorcido feito pela TV Cultura com a referida matéria sobre clima.

A repórter, na abertura da matéria, informa mostrando seu celular que tivemos 31º Celsius de temperatura naquele dia, mesmo estando em pleno inverno. As imagens mostravam ventanias de furacões, enchentes, secas, geleiras desabando, e a repórter registrava que, mesmo assim, havia quem era cético, como este autor, e que foi mostrado folheando um exemplar do livro, e logo na sequência uma meia frase de meu longo depoimento. É evidente que eu não esperava que todos os 25 minutos fossem publicados, mas pelo menos duas ou três frases.

Dos 25 minutos de gravação de minha entrevista, utilizaram apenas uma frase, mesmo assim cortada em seu conteúdo, onde assinalei que o aquecimento e as mudanças climáticas são um prosaico milenarismo, propagado com entusiasmo exagerado pela mídia nacional, assim como foram milenarismos as campanhas de divulgação de fatos ou notícias como o clima que congelaria o planeta lá nos anos 1970 (assunto que deu quatro capas da revista Time), depois a Aids, depois a camada de Ozônio, o bug do milênio, e já neste século XXI o calendário Maia, o Ebola, as gripes suínas e avícolas, todos eventos divulgados sempre com estardalhaço pela mídia, e que em meu entender foram, todos eles, meros milenarismos.

Como o programa tem um formato diferenciado, com um âncora e dois comentaristas, estes comentaram a minha “meia frase”. Iniciou o médico da USP, Paulo Saldiva, diretor do Instituto de Estudos Avançados, dizendo que não contestaria minha posição de cético, mas destacou a seguir que fez 26 autópsias, de gente que morreu por causa da gripe suína, e que viu sangue. Depois, comentou como formam-se os vulcões, dando uma explicação simplória de como são formados, e registrou o fato de que eles sempre existiram. O outro comentarista, Gaudêncio Torquato, que é um consultor político, assinalou que um artigo que havia lido na revista Science dava conta de que entre os anos 1995 e 2000 aconteceram na bacia Atlântica mais furacões, exatamente o dobro, do que nos 24 meses anteriores. Fiz as contas, e vi que teria de ser o dobro, pois 5 anos é igual a 60 meses... A partir daí ficou clara a intenção de que fariam um assassinato de reputação deste blogueiro e escritor. Talvez pela irrelevância do comentário de Torquato, Paulo Saldiva animou-se a dar mais uma traulitada neste ingênuo escritor e jornalista, dizendo, no embalo de uma contrariedade que demonstrava fisicamente em suas expressões faciais, que eu praticava um desserviço, que isto provocaria as pessoas a desacreditarem de vacinas, e que eu não poderia negar o Ebola, pois este devastou Serra Leoa.

Ora, se o leitor assistir a entrevista, que postei abaixo, em vídeo, poderá constatar que a matéria do clima, de 4 e poucos minutos, foi um gancho para alguém do jornalismo atropelar um cético como este incauto escritor e jornalista e praticar uma desqualificação em regra, porque Paulo Saldiva, mal informado, interpretou que eu neguei o Ebola e as gripes suínas e avícolas. Não neguei, Saldiva, apenas chamei as gripes, assim como o Ebola e o aquecimento, de milenarismos, ou modismos. E frisei isso no meu depoimento, de apenas meia frase, de que vivemos essa neurose ambientalista planetária, sob a égide da comunicação e da mídia.

E dai? Daí que o Papa Francisco (neste assunto, ele é “mal assessorado”, como fala meu amigo Evaristo de Miranda, da Embrapa), sumiu da matéria, ficou só na chamada, e nem foi citado, porque ficou mais importante ao editor da matéria me colocar folheando um livro do que mostrar a opinião do Papa.

Resumindo: desconheço a razão de a TV Cultura fazer uma matéria sobre clima e cair de pau em cima de um cidadão que apenas deu sua contribuição a debates técnicos ao escrever um livro contestando a mentira do aquecimento. Estudei o assunto profundamente, nestes últimos 10 anos, e demorei 4 anos escrevendo o livro, na companhia de vários cientistas, inclusive, um deles (Odo Primavesi) ex-signatário do relatório IV do IPCC em 2007, e que pediu para que seu nome fosse retirado depois que o sumário executivo de 30 páginas desmentiu o relatório completo, de quase duas mil páginas. Dos 2.500 “cientistas” que assinaram aquele relatório do IPCC (onde constam da lista menos de 3% de climatologistas), cerca de 2.050 solicitaram a retirada de seus nomes como coautores. Destes, cerca de 50, como o Dr. Richard Lindzen, climatologista, professor emérito do MIT (Massachussets Institute Tecnology), e isso não é pouca coisa, ser professor emérito do MIT, teve de fazer cumprir essa sua exigência por intermédio da justiça americana, pois o IPCC negava-se a cumprir o pedido formal.

Os comentaristas do Jornal da Cultura desconhecem que, entre 2005 e 2017 os EUA não tiveram a “visita” de nenhum furacão, depois do Katrina, e por desconhecerem centenas de outros fatos científicos e políticos que relato em meu livro, mesmo assim, não posso perdoá-los, nem ao editor do programa que editou de forma farsesca minha fala de 25 minutos em menos de 30 segundos, e ainda assim conseguiu cortar a frase, colocando minha cabeça de bandeja para que os comentaristas cometessem seu assassinato de reputação.


Em qualquer emissora de TV séria e responsável, em outros países dariam direito de resposta ao difamado, mas aqui no Brasil, esquece, meus colegas jornalistas acham que fazem desse jornalismo engajado algo que os leve a merecer o paraíso depois que morrerem.

Mais importante que tudo, as pessoas, e os cientistas também, nesse nosso maluco mundo contemporâneo, desaprenderam a regra de ouro do debate. Pois é o debate, meus amigos, é no contraditório que as pessoas enriquecem o saber e o conhecimento. Não leram meu livro, mas são contra. Não me darão, e nem vou pedir, porque inútil, o direito de resposta. Ficou clara a intenção de apenas desqualificar alguém que pensa diferente.

Jornalistas, editores e comentaristas, acham que não têm culpa de sempre ter razão. Porque têm a convicção de que estão certos. Como nos revela um quase filósofo contemporâneo, o ex-ministro Delfim Netto, "se você tem certezas sobre o que está acontecendo, é porque você está mal informado".



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quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Roberto Rodrigues: propõe um inédito plano de governo para o Brasil

Richard Jakubaszko 
Entrevistei o engenheiro agrônomo Roberto Rodrigues para o Portal DBO, onde ele faz uma proposta inédita de governo. É o agronegócio, com alimentos para todos, a autêntica vocação nacional, diz o ex-ministro da Agricultura.

"Todos os produtores rurais - e especialmente os cidadãos urbanos - serão beneficiados; a sociedade em conjunto pode nos tirar da crise", argumenta Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura no governo Lula e coordenador do GV Agro, centro de inteligência do agronegócio da Fundação Getúlio Vargas.

Por sua estrutura e propósito, o GV Agro posiciona-se como um think tank voltado ao agronegócio brasileiro e seu desenvolvimento. Como tal pretende participar da discussão da agenda de políticas públicas e privadas pertinentes ao setor.


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terça-feira, 12 de setembro de 2017

Policial “anônimo” ameaça na Globo possível novo diretor da PF

Fernando Brito *

Veja como nossas instituições “estão funcionando”.

A jornalista Natuza Nery, no Jornal das Dez da Globonews leu uma mensagem de, segundo ela, um policial federal – anônimo, é claro – que disse que se o governo nomear um novo diretor para a Polícia Federal que queira interferir na ação dos delegados que investigam a Lava Jato, ele será “o primeiro diretor da PF preso no cargo”

Inacreditável: a imprensa trata com naturalidade dominical um agente policial ameaçar de prisão seus eventuais chefes não por atos, mas por supostas intenções.

Antigamente, em tempos idos, julgava-se que, nas instituições armadas, hierarquia e disciplina eram essenciais.

Nestes dias presentes, onde há generais ansiosos por receber ordens de um ex-capitão tresloucado, já não digo mais nada.

* jornalista e editor do Tijolaço
Publicado no Tijolaço: http://www.tijolaco.com.br/blog/policial-anonimo-ameaca-na-globo-possivel-novo-diretor-da-pf/


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segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Projeto de lei quer proibir que ejaculadores usem transporte público em São Paulo

Richard Jakubaszko
Millôr
A notícia abaixo, divulgada pela assessoria de imprensa da Câmara dos Vereadores da cidade de São Paulo, é mais uma prova da imbecilidade de nossos legisladores. A partir de agora corremos o risco de sermos obrigados a apresentar "atestado de boa conduta" aos cobradores no transporte público paulistano, provando que não somos abusadores ou ejaculadores.
Não seria mais fácil prender e processar esses malucos? Tirá-los do convívio com a sociedade, não é esse o caminho? Ou então que se interne os vereadores e os abusadores no mesmo hospício. Nenhum dos dois vai fazer falta à sociedade.

Projeto de lei quer proibir que abusadores usem transporte público em São Paulo
Está em tramitação na Câmara Municipal, o Projeto de Lei nº 606/2017, que prevê o cancelamento, proibição da venda e emissão do Bilhete Único para cidadãos flagrados cometendo crimes de caráter sexual dentro dos ônibus.

As pessoas que forem flagradas cometendo crimes de caráter sexual dentro dos ônibus da capital paulista terão o acesso restringido no transporte público de São Paulo. Pelo menos é o que prevê o Projeto de Lei nº 606/2017, que tramita na Câmara Municipal e propõe o cancelamento imediato, proibição da venda e emissão do Bilhete Único para cidadãos que forem detidos por condutas previstas em cinco artigos do Código Penal Brasileiro e um da Lei de Contravenções Penais relacionados a crimes sexuais.

De autoria do vereador Rinaldi Digilio (PRB/SP), que é pastor evangélico, o projeto tem como objetivo proteger as mulheres e servir como legislação de apoio das ações criminais desse tipo de caso, que são de responsabilidade federal. O texto prevê ainda que, assim que registrado o fato, caberá ao motorista, cobrador ou representante legal da empresa concessionária comunicar a São Paulo Transporte (SPTrans) para que o cartão do abusador seja cancelado e que a emissão de novos seja bloqueada. As empresas poderão ter contrato de concessão cancelado, no caso de não comunicarem ao órgão competente sobre o ocorrido. A vítima também poderá notificar a SPTrans, caso tenha vontade.



Pois é, imbecilidade parece ser doença contagiosa, pois agora até a Marta Suplicy faz projeto de lei do 'molestamento sexual'. É que ela é sexóloga, e esse negócio não sai da cabeça dela. Só pensa naquilo... A proposta da senadora traz punição específica para casos como o do homem que ejaculou em passageira, e com isso eleva a categoria da imbecilidade do municipal para o nível federal, e de imbecilidade em imbecilidade se vai deteriorando a cidadania, a civilidade e a capacidade de os urbanos conviverem em harmonia. Evidentemente que há coisas piores no convívio humano, como a violência urbana, assaltos, corrupção generalizada, mas isso já virou feijão com arroz, agora a sociedade vai declarar guerra total aos ejaculadores. Estejamos preparados, vão nos exigir nos ônibus atestados de boa conduta, pois a burocracia é a ferramenta de trabalho dos imbecis...

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domingo, 10 de setembro de 2017

Essa agora: dar tiro em furacão...

Richard Jakubaszko  
 
Os americanos, me parece, enlouqueceram... Imagina, dar tiro em furacão, para matar o dito cujo...

Vejam só o que saiu na blogosfera, em jornal tido como sério:

Atirar no Irma pode acabar com o furacão
As autoridades da Flórida, nos Estados Unidos, emitiram um aviso curioso sobre o furacão Irma, que já fez vítimas fatais ao passar pelo estado: atirar contra a tempestade não vai te deixar mais seguro.


Tudo começou quando dois homens publicaram um post no Facebook convidando pessoas para disparar tiros contra o furacão. Na página, os autores afirmam que o fenômeno é "patético" e pedem que os interessados em participar "mostrem ao Irma que eles atiram primeiro".

O convite, presumivelmente uma piada, de repente ganhou 80 mil adeptos, que indicaram que estavam "indo" ou "interessados" em ir ao evento.

Com isso, o escritório do xerife do condado de Pasco precisou pedir: "Não atire contra o furacão Irma. Você não fará ele mudar a direção e isso terá efeitos colaterais muito perigosos"
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sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Em defesa da agricultura: vamos comer o quê?

Por J.R. Guzzo *
Agro DBO 89 junho/17
O fato, provado por fotografias, é que poucos países conseguem tirar tanto da terra e interferir tão pouco na natureza ao redor dela quanto o Brasil.
1 set 2017

 
A regra é antiga: se você quer fazer uma pessoa feliz com as próprias opiniões, nunca apresente a ela dois lados para uma questão. Apresente um lado só — ou, melhor ainda, não apresente nenhum. Nada é mais cômodo do que viver convencido de que certas coisas não podem ser discutidas, pois são a verdade em estado definitivo. É o que está acontecendo hoje com a questão ambiental pelo mundo afora — especialmente no Brasil, que teve o destino de ser sorteado com 8,5 milhões de quilômetros quadrados de território com exuberância ambiental. Ficou decidido pela opinião pública internacional e nacional que o Brasil destrói cada vez mais as suas florestas — por culpa direta da agricultura e da pecuária, é claro. Terra que gera riqueza, renda e imposto é o inferno. Terra que não produz nada é o paraíso. Fim de conversa. Os fatos mostram o contrário, mas e daí? Quanto menos fatos alguém tem a seu favor, mais fortes ficam as suas opiniões.

As coisas estão deste jeito há anos — há apenas uma ideia em circulação, e essa ideia está errada. O resultado direto é a falsificação de alto a baixo de todo o debate sobre desmatamento e cultivo do solo no país. Ninguém poderia imaginar, pelo que se vê e lê todos os dias, que a área de matas preservadas no Brasil é mais do que o dobro da média mundial. Nenhum país do mundo tem tantas florestas quanto o Brasil — mais que a Rússia, que tem o dobro do seu tamanho, e mais que Canadá e Estados Unidos juntos. Só o Parque Estadual da Serra do Mar, em São Paulo, é duas vezes maior que a maior floresta primária da Europa, na Polônia. Mais que tudo isso, a agricultura brasileira ocupa apenas 10%, se tanto, de todo o território nacional — e produz mais, hoje, do que produziu nos últimos 500 anos. Não cresce porque destrói a mata. Cresce por causa da tecnologia, da irrigação, do maquinário de ponta. Cresce pela competência de quem trabalha nela.

Como a agricultura poderia estar ameaçando as florestas se a área que cultiva cobre só 10% do país — ou tanto quanto as terras reservadas para os assentamentos da reforma agrária? Mais: os produtores conservam dentro de suas propriedades, sem nenhum subsídio do governo, áreas de vegetação nativa que equivalem a 20% da superfície total do Brasil. Não faz nenhum sentido. Não se trata, aqui, de dados da “bancada ruralista” — foram levantados, computados e atualizados pela Embrapa (Ver nota, no rodapé), com base no Cadastro Ambiental Rural, durante o governo de Dilma Rousseff. São mapas que resultam de fotos feitas por satélite. Pegam áreas de mata a partir de 1.000 metros quadrados; são cada vez mais precisos. São também obrigatórios — os donos não podem vender suas terras se não estiverem com o mapeamento e o cadastro ambiental em ordem. Do resto do território, cerca de 20% ficam com a pecuária, e o que sobra não pode ser tocado. Além das áreas de assentamentos, são parques e florestas sob controle do poder público, terras indígenas, áreas privadas onde é proibido desmatar etc. Resumo da ópera: mais de dois terços de toda a terra existente no Brasil são “áreas de preservação”.

O fato, provado por fotografias, é que poucos países conseguem tirar tanto da terra e interferir tão pouco na natureza ao redor dela quanto o Brasil. Utilizando apenas um décimo do território, a agricultura brasileira de hoje é provavelmente o maior sucesso jamais registrado na história econômica do país. A última safra de grãos chegou a cerca de 240 milhões de toneladas — oito vezes mais que os 30 milhões colhidos 45 anos atrás. Cada safra dá para alimentar cinco vezes a população brasileira; nossa agricultura produz, em um ano só, o suficiente para 1 bilhão de pessoas. É o que se chama “segurança alimentar”, que não existe no Japão, na China ou na Inglaterra, por exemplo — para não falar da África e outros fins de mundo onde há fome permanente, e para os quais as sociedades civilizadas recomendam dar esmolas.

O Brasil, que até 1970 era um fazendão primitivo que só conseguia produzir café, é hoje o maior exportador mundial de soja, açúcar, suco de laranja, carne, frango — além do próprio café. É o segundo maior em milho e está nas cinco primeiras posições em diversos outros produtos. O cálculo do índice de inflação teve de ser mudado para refletir a queda no custo da alimentação no orçamento familiar, resultado direto do aumento na produção. A produtividade da soja brasileira é equivalente à dos Estados Unidos; são as campeãs mundiais. Mais de 60% dos cereais brasileiros, graças a máquinas modernas e a tecnologias de tratamento do solo, são cultivados atualmente pelo sistema de “plantio direto”, que reduz o uso de fertilizantes químicos, permite uma vasta economia no consumo de óleo diesel e resulta no contrário do que nos acusam dia e noite — diminui a emissão de carbono que causa tantas neuroses no Primeiro Mundo. Tudo isso parece uma solução, mas no Brasil é um problema. Os países ricos defendem ferozmente seus agricultores. Mas acham, com o apoio das nossas classes artísticas, intelectuais, ambientais etc., que aqui eles são bandidos.

A consequência é que o brasileiro aprendeu a apanhar de graça. Veja-se o caso recente do presidente Michel Temer — submeteu-se à humilhação de ouvir um pito dado em público por uma primeira-ministra da Noruega, pela destruição das florestas no Brasil, e não foi capaz de citar os fatos mencionados acima para defender o país que preside. Não citou porque não sabia, como não sabem a primeira-ministra e a imensa maioria dos próprios brasileiros. Ninguém, aí, está interessado em informação. Em matéria de Amazônia, “sustentabilidade” e o mundo verde em geral, prefere-se acreditar em Gisele Bündchen ou alguma artista de novela que não saberia dizer a diferença entre o Rio Xingu e a Serra da Mantiqueira. É automático. “Estrangeiro bateu no Brasil, nesse negócio de ecologia? Só pode ter razão. Desculpe, buana.”

Nada explica melhor esse estado de desordem mental do que a organização “Farms Here, Forests There”, atualmente um dos mais ativos e poderosos lobbies na defesa dos interesses da agricultura americana e do universo de negócios ligado a ela. Não tiveram nem sequer a preocupação de adotar um nome menos agressivo — e também não parecem preocupados em dar alguma coerência à sua missão de defender “fazendas aqui, florestas lá”. Sustentam com dinheiro e influência política os Greenpeaces deste mundo, inclusive no Brasil. Seu objetivo é claro. A agricultura e a pecuária devem ser atividades privativas dos países ricos — ou então dos mais miseráveis, que jamais lhes farão concorrência e devem ser estimulados a manter uma agricultura “familiar” ou de subsistência, com dois pés de mandioca e uma bananeira, como querem os bispos da CNBB e os inimigos do “agronegócio”. Fundões como o Brasil não têm direito a criar progresso na terra. Devem limitar-se a ter florestas, não disputar mercados e não perturbar a tranquilidade moral das nações civilizadas, ecológicas e sustentáveis. E os brasileiros — vão comer o quê? Talvez estejam nos aconselhando, como Maria Antonieta na lenda dos brioches: “Comam açaí”.

* J.R. Guzzo é colunista de VEJA

http://veja.abril.com.br/revista-veja/em-defesa-da-agricultura-vamos-comer-o-que/

Nota do blogueiro: dados completos publicados na revista Agro DBO nº 89, junho 2017, em artigo do pesquisador Evaristo de Miranda, da Embrapa Monitoramento por Satélite (Campinas-SP),  título "Agro cuida do meio ambiente".
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quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Agro DBO de setembro mostra como fazer agricultura no capricho


Richard Jakubaszko
Saiu a edição de setembro da Agro DBO, com diversas matérias e artigos que mostram os caminhos para que os produtores de soja e milho, e também de outras lavouras, possam melhorar as médias de produtividade.
Confira no vídeo a mensagem que gravei sobre esses destaques da edição.

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Geddel ganhou na mega sena!

Richard Jakubaszko 
Que farra! Nunca ninguém viu tanto dinheiro junto... Nem os tesouros do Ali Babá igualam essa montanha de grana, modestamente armazenada em malas e caixas num apartamento do Geddel, em Salvador. Será que ele "nadava" nessa grana, assim como o Tio Patinhas fazia?
A contagem anda sendo feita, e já chegou a R$ 22,5 milhões de reais, por volta de 18:00 horas de hoje (5/9/2017) - resta saber se Geddel guardou todos os ovos na mesma cesta...
ET. Por volta de 23:00 horas, conforme a Polícia Federal, R$ 51.030.866,40 de propinas foram contabilizadas no tesouro alibabesco de Geddel Vieira Lima, ele que foi um dos paneleiros na "luta contra a corrupção", em desfile pelas ruas de Salvador, em 2015.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Luis Nassif: o doleiro que fez pagamentos a Rosângela Moro

Richard Jakubaszko  
Mais uma vez, a república justiceira de Curitiba está sob suspeita. O jornalista Luis Nassif, editor do Jornal GGN, editou um vídeo no Youtube onde analisa uma nota publicada na revista Veja desta semana, em que um dos advogados da Odebrecht, acusado na Lava Jato (mas refugiado na Espanha), informa ter pago dinheiro ao principal amigo do juiz Sérgio Moro. Não apenas isso, a Receita Federal apurou pagamento feito à esposa do juiz Moro, a também advogada Rosângela Moro; tudo isso, conforme o advogado e doleiro, para aliviar o peso de sentenças a serem proferidas pela Justiça Federal da república de Curitiba.

Nassif fez a divulgação no vídeo abaixo porque seu blog, o Jornal GGN está fora do ar, supostamente por ter sido alvo de ataques de hackers.
Se as denúncias tiverem fundamento, e forem comprovadas, algo precisa ser feito, eis que o Brasil, nessa guerra institucional entre os três poderes, mais a imprensa, ultrapassou o limite do suportável. Com a Justiça no centro das acusações, vamos confiar em quem? Na internet?.