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quarta-feira, 31 de julho de 2019

Veículos elétricos na Alemanha emitem mais dióxido de carbono do que veículos a diesel

Richard Jakubaszko   
Reproduzo abaixo artigo que achei interessante dentro do ponto de vista de desmistificar os carros elétricos. O modismo dos elétricos está crescendo e gera enormes expectativas em todos os países. De toda forma, apesar da discussão paralela sobre os níveis de emissão de GEE entre os elétricos versus os movidos a diesel, como esse texto abaixo demonstra, não vi ainda nenhuma projeção de quanto será necessário o volume de crescimento na produção de energia elétrica para abastecer milhões de automóveis elétricos mundo afora.

Veículos elétricos na Alemanha emitem mais dióxido de carbono do que veículos a diesel
Um estudo do instituto de pesquisas IFO, em Munique, descobriu que os veículos elétricos na Alemanha emitem de 11% a 28% mais dióxido de carbono do que seus equivalentes a diesel. O estudo considerou a produção de baterias, assim como o mix de eletricidade da Alemanha, para fazer essa determinação. A Alemanha gastou milhões de euros em subsídios de carros elétricos por veículo para colocar um milhão de veículos elétricos na estrada, mas esses subsídios não fizeram nada para atingir as metas de emissões de gases de efeito estufa do país (GEE). Este é apenas o mais recente exemplo de programas governamentais esperando um resultado e obtendo outro completamente diferente. Para alguns, é irônico; para os outros é engraçado. No IER, acreditamos que seja triste, pois é um desperdício de tempo e dinheiro que poderia ser melhor usado para resolver problemas reais.

Os pesquisadores compararam a produção de dióxido de carbono para um Tesla Model 3 (elétrico) e um Mercedes C220d sedan (diesel). A Mercedes libera cerca de 141 gramas de dióxido de carbono por quilômetro percorrido, incluindo o carbono emitido para perfurar, refinar e transportar seu combustível. O Tesla libera entre 156 e 181 gramas, incluindo a produção de baterias. Mineração e processamento de lítio, cobalto e manganês usados em baterias consomem muita energia. Uma bateria do Tesla Model 3, por exemplo, representa entre 11 e 15 toneladas métricas de dióxido de carbono. Dada uma vida útil da bateria de 10 anos e uma distância de viagem anual de 15.000 quilômetros, 73 a 98 gramas de dióxido de carbono são emitidos por quilômetro.

A crescente confiança da Alemanha no carvão para geração de eletricidade também foi considerada no estudo. O país depende do carvão quando o vento não está soprando e o sol não está brilhando. Como resultado, a cobrança de um Tesla na Bavária libera cerca de 83 gramas de dióxido de carbono por quilômetro rodado.

A União Europeia também oferece benefícios para os fabricantes de veículos elétricos, permitindo-lhes reivindicar emissões zero sob seus rígidos limites de emissões. Nem todos os países europeus podem emitir mais dióxido de carbono de veículos elétricos do que de veículos a diesel ou a gasolina. Na França, por exemplo, os veículos elétricos podem emitir menos dióxido de carbono do que os veículos a diesel porque a França obtém a maior parte de sua eletricidade vem da energia nuclear. Mas em muitos outros países europeus, esse certamente não é o caso.

Outras alternativas
De acordo com os pesquisadores alemães, a meta da União Europeia de 59 gramas de dióxido de carbono por quilômetro até 2030 corresponde a um consumo "tecnicamente irreal" de 2,2 litros de diesel ou 2,6 litros de gasolina por 100 quilômetros. Os pesquisadores acreditam que seria preferível olhar para outras fontes de energia para automóveis - por exemplo, motores de metano, "cujas emissões são um terço menores que as dos motores a diesel".

Outros estudos
Um estudo realizado em 2017 por pesquisadores da Universidade de Michigan descobriu que a quantidade de dióxido de carbono emitido por carros elétricos variava muito de país para país. O estudo descobriu que um carro elétrico recarregado por uma usina a carvão produz tanto dióxido de carbono quanto um carro movido a gasolina que chega a 29 milhas por galão, o que é uma eficiência ligeiramente maior do que as 25,2 milhas por galão que é a média de todos os carros, SUVs, vans e caminhões leves vendidos nos EUA no ano passado. Se a eletricidade vem de uma usina de gás natural, a recarga de um veículo elétrico plug-in é semelhante a dirigir um carro que faz 58 milhas por galão.

Usando a mistura de eletricidade dos EUA, que é gerada principalmente por combustíveis fósseis (cerca de 64%), os pesquisadores da Universidade de Michigan descobriram que o veículo plug-in médio produz tanto dióxido de carbono quanto um carro convencional que obtém 55,4 milhas por galão. Na China, que vem impulsionando a adoção generalizada de veículos elétricos, os carros emitem tanto dióxido de carbono quanto um carro que chega a 40 milhas por galão, devido em grande parte à sua forte dependência do carvão.

Observe que as descobertas acima são otimistas para veículos elétricos porque os pesquisadores da Universidade de Michigan não levaram em conta as emissões substanciais adicionais de dióxido de carbono na fabricação de baterias, como fez o estudo alemão.

Um estudo diferente da Union of Concerned Scientists descobriu que, dependendo do tipo de plug-in sendo construído, a fabricação de um carro movido a bateria gera 15% a 68% mais emissões de dióxido de carbono do que um carro movido a gasolina convencional por causa da energia na intensidade de fabricação de baterias.

Conclusão
Os estudos acima indicam que a terminologia "emissão zero" é um equívoco quando se refere a veículos elétricos. Além disso, os legisladores devem ser cautelosos quanto ao subsídio de veículos elétricos quando sua eletricidade é gerada principalmente por combustíveis fósseis, porque eles não estão diminuindo as emissões de dióxido de carbono dos automóveis ao fazê-lo. O velho ditado que diz que "o caminho para o inferno é pavimentado com boas intenções" pode muito bem ser aplicado a muitos dos truques e soluções recomendadas por qualquer grupo que seja popular com uma elite política e da mídia em um dado momento. As lições da Alemanha deveriam ser um estudo de caso para os líderes políticos em todos os lugares.

10/06/19
Fonte: IER


Reproduzido da newsletter da UDOP: https://www.udop.com.br/index.php?cod=1180904&item=noticias&utm_campaign=clipping_diario_-_230719&utm_medium=email&utm_source=RD+Station

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terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Ministros chegam para completar livro de regras de Paris (e, quem sabe, salvar o IPCC)

Richard Jakubaszko
Mais uma COP, desta feita a de nº 24, em Katowice (Polônia). Abaixo, publico o relatório de um ambientalista brasileiro, presente no evento, e, ao final, faço alguns comentários técnicos sobre as observações do ambientalista.

(Publicado no site Envolverde: http://envolverde.cartacapital.com.br/ministros-chegam-para-completar-livro-de-regras-de-paris-e-quem-sabe-salvar-o-ipcc/

 
Do Observatório do Clima, em Katowice

 
Negociações técnicas na COP24 empacam em temas espinhosos, como a diferenciação entre países ricos e pobres e a menção a 1,5ºC no documento, vetada pelos sauditas; chefes de delegação tentarão acordo nesta semana.


Dante Alighieri não viveu para conhecer a diplomacia moderna, caso contrário teria acrescentado mais uma modalidade de tortura à sua Divina Comédia. Ela consiste no seguinte: diplomatas de 196 nações passam uma semana inteira tentando negociar questões fundamentais para o futuro da humanidade, sabendo que fracassarão ao final do sétimo dia e precisarão chamar ministros de Estado para resolver tudo na semana seguinte. Todas as conferências do clima da ONU repetem o mesmo ritual, e a COP24, em Katowice, na Polônia, não é diferente.


Nesta segunda-feira, ministros de Meio Ambiente do mundo inteiro desembarcam na capital europeia do carvão para tentar finalmente fechar o chamado Programa de Trabalho do Acordo de Paris, ou “PAWP”, na sigla em inglês. Esse documento, por enquanto com cem páginas, contém instruções detalhadas de como botar o acordo do clima para funcionar na prática a partir de 2020.


É o resultado mais importante da COP24, e provavelmente o manual de operações mais importante já publicado na história, porque definirá como o mundo deverá proceder para manter o aquecimento global no limite mais ou menos seguro de 1,5oC neste século. Os ministros têm até sábado para deixá-lo pronto. O problema dantesco que eles terão de enfrentar ao longo desta semana é que a negociação técnica, para variar, empacou em pontos cruciais, que dependerão de negociações políticas e muitas concessões de todas as partes. A começar, por incrível que pareça, da própria menção ao limite de 1,5oC no documento.


No sábado, a Arábia Saudita, maior produtor mundial de petróleo, os EUA, a Rússia e o Kuwait vetaram a menção no livro de regras ao relatório do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) que trata do aquecimento global de 1,5oC. O documento havia sido encomendado pela própria Convenção do Clima em 2015, para avaliar se e como seria viável manter o limite de 1,5oC ao aquecimento da Terra. Sua principal mensagem, apresentada à COP24 pelo painel na última terça-feira, é de que o mundo tem apenas 12 anos para reduzir emissões em 45% se quiser ter alguma chance de ficar nesse limite. Como as decisões na ONU se tomam por consenso, basta um país dizer não para alguma coisa não sair.

Reconhecer o relatório do IPCC no PAWP é fundamental, já que é ele quem dá substância ao objetivo do Acordo de Paris de “envidar esforços para limitar o aquecimento global a 1,5oC”. Ele baliza a ambição necessária para o corte de emissões nos próximos anos. Em vez de dizer que a convenção “dá as boas vindas” ao relatório, o rascunho que será enviado aos ministros “toma nota” das conclusões do IPCC – uma expressão mais chocha, que amarra menos os países às conclusões do painel científico.

“É importante que este processo se lembre de que o relatório foi encomendado pela COP e para a COP. A COP precisa reconhecer o que saiu e tem de conseguir iniciar um processo de genuína reflexão global sobre ambição”, disse Elina Bardram, representante da União Europeia.


Os ambientalistas esperam que os ministros em Katowice possam devolver o IPCC ao seu devido lugar no texto final do livro de regras, mas é provável que a linguagem sugerida permaneça. Afinal, este ponto está longe de ser o único item conflituoso deixado para a decisão política.


PERDAS E DANOS

Considere o tema das perdas e danos, por exemplo. Cinco anos atrás, nesta mesma bat-Polônia, a COP19 criou o Mecanismo de Varsóvia de Perdas e Danos, pelo qual países pobres poderiam acessar recursos para se recuperar de eventos climáticos extremos aos quais não é mais possível adaptação, como superfuracões. Os países em desenvolvimento conseguiram inserir um texto sobre perdas e danos no Acordo de Paris, mas os desenvolvidos, como a União Europeia (que se vende como “mocinha” das negociações e sempre pressiona por ambição em corte de emissões), não querem saber de dar destaque para isso no livro de regras – para não terem de assumir a responsabilidade pelo aquecimento atual, que é sobretudo dos ricos. Fizeram menção a perdas e danos apenas como uma parte das regras sobre adaptação e tentam borrar a diferença entre financiamento para perdas e danos do financiamento para adaptação. “Assim como há negacionistas do IPCC, existem os negacionistas do impacto nos países pobres”, disse uma observadora das negociações, numa crítica aos ricos.


Falando em financiamento, o debate sobre quem paga a conta e como também está empacado. Este é sempre o tema mais sensível das negociações. Há amplo acordo sobre o Fundo Verde do Clima, que precisa chegar a US$ 100 bilhões por ano a partir de 2020, mas não há martelo batido sobre a ampliação das finanças climáticas após 2025. Pior ainda, alguns países agora clamam “status especial” para pular fora de obrigações. A Turquia, membro da OCDE, começou a COP causando para sair do chamado Anexo 1, o grupo dos países industrializados (com obrigação de pagar). O debate está em aberto.

CONTABILIDADE “FLEX”

A diferenciação entre países ricos e pobres também atravancou outro ponto essencial do livro de regras, o chamado mecanismo de transparência. Trata-se da alma do PAWP: as instruções para verificar o cumprimento das metas nacionais e comparar as ações dos países. Isso é necessário porque as metas dos países em Paris, as chamadas NDCs, são todas voluntárias (viu, Bolsonaro?) e cada uma foi construída de um jeito. É preciso unificar a linguagem para saber se o esforço de Paris está dando resultado. O mundo emergente pede “flexibilidade” para escolher metodologias menos estritas de contabilidade de carbono, enquanto os desenvolvidos querem regras iguais para todo mundo. Parece um detalhe, mas, como Dante Alighieri bem sabia, é aí que mora o diabo.

Também ficou pendurado na conta para os ministros pagarem o chamado “stocktake global”, ou GST, o “torniquete” do Acordo de Paris. É o mecanismo de ajuste periódico das NDCs de forma a alinhá-las com a necessidade do clima. O escopo dessas reuniões quinquenais ainda não foi definido.

Para além do livro de regras, um sinal sobre aumento de ambição também é um resultado fundamental que a COP24 precisa entregar. O IPCC diz que o corte de 45% das emissões precisa acontecer até 2030, só que a imensa maioria dos países tem NDCs inadequadas que valem até 2030. Ou seja, a ambição precisará ser ampliada no meio do caminho.

Nesta terça-feira (11) ocorre a fase política do Diálogo Talanoa, o primeiro exercício de terapia de grupo na convenção sobre a inadequação das metas de Paris, que deveria orientar o aumento da ambição das NDCs. Organizações ambientalistas, entre as quais o OC, esperam que Katowice produza um sinal concreto – na forma de texto – de que as metas precisam ser ajustadas antes do prazo. E aí volta-se à pedra de Sísifo, a menção a 1,5oC. “Os negociadores estão se dedicando muito ao livro de regras, mas não é só isso o que precisa sair daqui”, diz Yamide Dagnet, da ONG NDC Partnership.


COMENTÁRIOS DO BLOGUEIRO (cético do aquecimento): 
As metas da COP21 nem foram alcançadas. Os EUA não assinaram o acordo, e até mesmo países como o Brasil, que aderiram de bate-pronto ao Acordo Ambiental, agora ameaçam cair fora, conforme anunciado pelo presidente eleito Jair Bolsonaro. A pressão continua forte, e até mesmo o presidente Macron da França, ameaça o Brasil de não concretizar o acordo Mercado Comum Europeu e Mercosul se o Brasil não aderir ao Acordo Ambiental. Briga de cachorro grande, ameaças de todos os lados, a mídia é engajada, e torce pelo acordo da COP21. 

Afinal, o que está errado nisso tudo? Seria imbecilidade ser contra o meio ambiente. Ocorre que, não confesso pelo colunista acima, que foi documentar a COP24 em Katowice, toda essa história do aquecimento e das mudanças climáticas está baseada em cima de uma hipótese lançada no século XIX, de que o CO2 em excesso na atmosfera causaria o aquecimento. A hipótese foi desacreditada pelos cientistas daquele tempo, mas nos anos 1980 o IPCC, órgão da ONU, resolveu fazer com que essa hipótese ressuscitasse já como teoria incontestável e definitiva. Criou-se no planeta, através da mídia, essa pandemia do pensamento único, conforme descrevo no livro "CO2 aquecimento e mudanças climáticas: estão nos enganando?".

A ciência demonstra que 97% das emissões de CO2 são feitas pela natureza, por vulcões, pelos mares e por matéria orgânica em decomposição. Já as emissões antropogênicas, causada pelas atividades humanas, como uso de automóveis, aviões, navios, fábricas, queimadas e criação de gado, respondem por apenas 3% do total das emissões de gases de efeito estufa (GEE).

Se você deseja continuar sendo enganado, fica quieto, sorria, e aguarde, os caras precisam de US$ 100 bilhões por ano para seguir em frente, depois que o Acordo Ambiental for assinado. Daí, para administrar toda essa grana, vão criar mais uma agência internacional, desta feita a Ambiental, porque alguém terá gerir esse dinheiro todo, não é? Depois, nos mesmos moldes da Agência de Energia Nuclear, em regras que eles vão estabelecer, e que prevêm sanções comerciais, multas, sanções morais e soluções até mesmo militares, vão dominar o planeta, com a autorização expressa de nossos governos e legislativos.

Se você deseja saber porque Donald Trump, até mesmo Jair Bolsonaro, e a maioria dos cientistas do mundo são céticos dessa mentira do aquecimento, que eu denomino como a maior mentira do século XXI, leia o livro acima indicado, as razões estão todas lá. Ou conforme-se, caso não queira saber a verdade, porque você é um omisso.

O livro está com preço promocional de R$ 25,00 já inclusa a taxa postal de entrega a domicílio, escreva para o e-mail  co2clima@gmail.com  ou ligue para 11 3879.7099 - fale com Cristiane - que a gente passa instruções de como fazer o pagamento e você recebe o livro em casa, pronto para rebater todos os argumentos dos biodesagradáveis.
 
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quarta-feira, 11 de julho de 2018

Mais uma dos "ecologistas": proibido caçar javalis em São Paulo


Alceu Mendes *
Na semana passada o governador de SP Márcio França, visando claramente agradar aos ecologistas e à população mais desinformada sobre o assunto, sancionou o PL 299/2018-SP (Estadual), autoria do deputado estadual Roberto Trípoli (atual PV, ex-PSDB, também ex-PV e também ex-PMDB, também político indeciso, e também publicitário e ecochato, o que esclarece tudo), que proíbe a caça de qualquer tipo de animal, com exceção dos sinantrópicos (pragas urbanas, como ratos, baratas, pombos, aranhas), no estado de São Paulo.

A iniciativa, a princípio, parece linda em defesa dos animais silvestres, mas causará um imensurável prejuízo aos produtores rurais e, consequentemente, ao próprio estado de São Paulo e à sua população. Isso, porque a lei proíbe a caça também ao javali, espécie exótica invasora (originária da Europa, Ásia e norte da África), altamente nociva às lavouras, à fauna silvestre original e aos pequenos mananciais, e até mesmo aos seres humanos.

Por tratar-se de uma espécie altamente prolífica, resistente, muito agressiva, e por não ter predadores naturais, como a onça parda e a onça pintada em número suficiente para o seu controle populacional, ela vem avançando pelo interior do Brasil, acabando com plantações inteiras, acarretando enormes prejuízos e até mesmo a extinção da atividade rural em alguns locais. Sua presença coloca em pânico famílias inteiras de produtores rurais, e de seus vizinhos.

A caça, no Brasil, já é proibida, exceto para quem vive isolado ou indígenas, porém, desde 2013, em lei federal aprovada e aplaudida pelo Ibama, a caça foi liberada especificamente para o javali europeu, mas agora, no estado de São Paulo, qualquer tipo de caça está proibida (subvertendo a lei federal, que não vale mais para São Paulo), não importando o motivo, até mesmo para subsistência, graças a essa famigerada e inadequada lei do Trípoli, que prevê multa de R$ 4 mil para quem for flagrado na atividade. Só será permitida a caça ao javali por agentes governamentais, mas alguém já ouviu falar da existência de cargo público chamado "caçador profissional"?

Pois é, isso é um enorme retrocesso e com consequências econômicas e ambientais gravíssimas.

Quero ver, quando começar a faltar cenoura ou batata no prato desses ecochatos, por não ser mais viável a atividade agrícola em SP, o que eles terão a dizer.

Afora isso, o javali é o vetor natural do vírus da febre Aftosa, e poderá provocar prejuízos enormes na pecuária paulista e brasileira, caso venha a ocorrer um único caso no estado de São Paulo (com o consequente bloqueio às nossas exportações), onde esses bichos agora podem circular, protegidos pela lei de um publicitário, disfarçado de ambientalista para conquistar votos, e que contou com a “simpatia” do governador de plantão, Márcio França, que anda em busca de parcerias com os demais partidos para se eleger governador de SP em outubro próximo. O meu voto esses dois já perderam, mais os votos dos meus amigos e familiares e a quem mais eu conseguir convencer daqui pra frente. (1)

Vejam nas fotos abaixo a agressividade dos javalis, nem onça pintada resiste ao bicho, quanto mais os animais domésticos.
(1) Em tempo: o voto deste blogueiro também, idem, idem, na mesma ordem.
 





* o autor é cidadão brasileiro e policial militar em São Paulo.
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quinta-feira, 23 de março de 2017

A mentira da sustentabilidade: manipulação global.

Richard Jakubaszko 
O professor Dr. Ricardo Felício, climatologista da USP, apresenta na palestra gravada em vídeo (abaixo) uma enorme gama de argumentos sobre o discurso (falso) da sustentabilidade. Vale a pena assistir, pois você saberá como está sendo enganado pelos discursos públicos e pelas mensagens publicitárias de algumas grandes empresas, sobre essa história do aquecimento e das mudanças climáticas.

Agora, se você ler o livro "CO2 aquecimento e mudanças climáticas: estão nos enganando?", obra de minha autoria e que conta com a participação em diversos capítulos de cientistas, como o professor Molion, por exemplo, ficará conhecendo outras facetas dessa história suja, a qual tenho denominado como a grande mentira do século XXI. O livro é uma biografia não autorizada do clima, custa R$ 30,00 (mais despesas postais, em média de R$ 6,80 para todo o Brasil) e pode ser adquirido apenas pelo e-mail co2clima@gmail.com e também pelo fone 11 3879.7099 - o livro encontra-se ainda à venda em algumas livrarias virtuais.

Por enquanto, assista o vídeo com o professor Ricardo Felício, e descubra como você tem sido enganado...

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sábado, 27 de agosto de 2016

A unanimidade continua burra

Richard Jakubaszko
Leio estupefato por aí na internet que a Câmara dos Deputados aprovou em plenário dia 12/7 último, por unanimidade, o projeto de decreto legislativo pelo qual o Brasil adere ao acordo do clima proposto na COP21, em Paris. A proposição agora vai ao Senado. Minha estupefação refere-se à aprovação unânime, pois já era esperada a chancela do legislativo.

O projeto tramitava em "regime de urgência" na Câmara, desde maio deste ano. Agora, se for aprovado pelos senadores, vai a sanção presidencial e pode virar lei no Brasil antes da COP22, a conferência do clima a ser realizada em Marrakesh, em novembro próximo.

Para entrar em vigor, em termos mundiais, o acordo precisa um mínimo de 55 ratificações, de países vinculados à ONU e que, juntos, somem 55% das emissões de gases de efeito estufa do mundo. Hoje, e até agora, apenas 19 países ratificaram esse acordo. No entanto, somam apenas 0,18% das emissões globais. Nesse quesito o Brasil toma a dianteira, e assume uma unanimidade burra na Câmara dos Deputados. Países como EUA, China, Rússia, Índia, entre outros, não devem assinar o tal acordo ambiental. A União Europeia ainda discute entre os países membros, e nenhum projeto chegou ao parlamento federativo deles, algo que ainda pode demorar mais uns 2 anos.

Os ambientalistas do IPCC querem ver o acordo do clima em vigor já em 2017, três anos antes do previsto. Depois disso, vão instalar a Agência Internacional Ambiental, que vai "administrar" os compromissos firmados, da mesma maneira que outras agências, por exemplo, a Agência Internacional de Energia Atômica. São organismos com poderes supranacionais, acima da nossa constituição, e que podem até mesmo autorizar intervenções militares nos países considerados em desacordo com as regras a serem criadas por eles.


Cada vez mais somos um cachorro vira-latas padrão "classe internacional", sempre atentos ao chamamento dos países desenvolvidos; aqui, o rabo abana o cachorro, tamanha a submissão aos interesses externos.

Conforme denuncio no livro "CO2 aquecimento e mudanças climáticas: estão  nos enganando?", a aprovação do chamado "acordo ambiental", vai impor aos países signatários inúmeras restrições no campo das emissões dos malfadados "gases de efeito estufa" - GEE, e isso deve provocar, se as metas a que nos comprometemos não forem cumpridas, limitações na exportação de nossos produtos, agrícolas e industriais, como sanções econômicas, sociais e políticas, e que hoje conhecemos como "restrições alfandegárias".

Continuo estupefato com a unanimidade de nossa Câmara dos Deputados, onde nenhum deputado ousou questionar "as boas intenções" dos ambientalistas e suas ONGs. Nem mesmo a tal bancada da motosserra, a FPA - Frente Parlamentar da Agropecuária, que diz defender os interesses da agropecuária. Estão todos passivos, "verdes desde criancinhas", comportam-se como se soubessem o que estão fazendo. E que serão capazes e poderosos para submeter os ambientalistas a derrotas futuras, quando bem entenderem.

Desde já, com a aprovação desse virtual "acordo ambiental", o Brasil se dispõe a pré-reconhecer, no futuro breve, que, se não cumprir os compromissos de redução de emissões dos GEE, os países membros poderão nos impor sanções como proibição de exportar quaisquer de nossas commodities (carne, soja, açúcar, café etc.) a seu bel prazer, ou ainda nos tomar a soberania da Amazônia, aliás, projeto já existente, conforme já denunciei aqui neste blog.

Se você deseja conhecer mais informações a respeito, assista a entrevista que concedi ao programa Agro Papo, da AllTV. O vídeo tem 40 minutos de massacre a que um cético como eu pode suportar. Todas as dúvidas que você tem neste momento me foram colocadas pelo jornalista Ronaldo Luiz, num verdadeiro interrogatório da inquisição contemporânea. Se você ainda permanecer com dúvidas depois de assistir ao vídeo, poste um comentário, este é um blog de debates:


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quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Comércio internacional e as exigências da sustentabilidade

Richard Jakubaszko 
Há uma febre legislatória que a sociedade e a mídia impõem ao agronegócio, e isso vai afetar sobremaneira o comércio internacional. Este foi o tema da conversa que realizamos no Portal DBO com o advogado Rodrigo Lima, diretor geral da Agroícone, especialista em comércio internacional do agronegócio.

Rodrigo Lima tem posições firmes a respeito das questões ambientais, e, como advogado e diretor de uma consultoria, é especialista sobre a legislação restritiva da continuidade das práticas e costumes que considera prejudiciais às questões ambientais.

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