segunda-feira, 26 de junho de 2017

Geladeiras explodem?

Richard Jakubaszko 
Definitivamente, não é normal geladeiras, freezers e aparelhos de ar-condicionado explodirem. Mas é o que anda acontecendo aqui no Brasil, na Inglaterra, e pelo mundo afora.
A causa dessa macabra situação está no marketing do ozônio e nos embalos e delírios dos ambientalistas.


No prédio londrino de Kensington, a causa inicial foi a explosão da geladeira. E óbvio que o revestimento inflamável contribuiu decisivamente para transformar o prédio numa armadilha mortal, principalmente para os que estavam nos andares superiores, mas a causa foi da geldeira. Portanto, temos a geladeira assassina.

A superintendente da polícia inglesa, Fiona McCormack, disse que o modelo da Hotpoint que deu origem ao incêndio - FF175BP - não passou por um recall e a fabricante está realizando testes adicionais. Autoridades policiais inglesas acrescentaram que estão considerando homicídio culposo entre os possíveis crimes que podem ter sido cometidos.

No edifício de 120 apartamentos e 24 andares, localizado no bairro de Kensington, havia entre 400 e 600 moradores.


Ora, como começa isso tudo? Conforme relato à pagina 36 de meu livro "CO2 aquecimento e mudanças climáticas: estão nos enganando?", no início dos anos 1990, a patente do gás refrigerante CFC (Clorofluorcarbono) expirou, e a empresa fabricante preparou-se para baixar preços e reduzir lucros com esse produto. Não contou com a concorrência chinesa, que pretendia inundar o mundo com o velho gás CFC, vendendo pela metade do preço. Ato contínuo, a empresa desenvolveu um sucedâneo, o gás H-CFC, muito mais caro, e reconheceu humildemente que o seu gás anterior, o CFC,  provocava a destruição da camada de ozônio, e que a falta desta proteção provocaria uma pandemia de cânceres de pele no mundo inteiro. Despacharam um cientista de renome para a Antártida para "medir" a camada de ozônio, e o cientista, acompanhado de enorme equipe de assessores científicos, confirmou o que dele se esperava, estava comprometida a proteção humana contra os raios ultravioleta provenientes do maledeto astro rei, o Sol, que nos aquece desde tempos imemoriais. James Lovelock, o ativista inglês, denunciou o gás CFC, fez um barulho dos diabos, pedindo sua proibição.

Na sequência, depois de muito debate, e de muitos escândalos em manchetes da mídia sensacionalista, cientistas e políticos assinaram o Protocolo de Montreal em 1992, que proibiu a fabricação e venda, em todo o mundo ocidental, do eficiente gás refrigerante, o CFC. Livraram-se da concorrência da China e continuaram com os lucros do gás sucedâneo, o gás H-CFC.

Passados mais de 20 anos a patente do "novo" gás H-CFC também caducou, mas o mundo civilizado já havia encontrado alternativas mais baratas para colocar nos compressores de geladeiras, freezers, aparelhos de ar-condicionado, e nos aerossóis, o gás butano e também o gás propano, altamente explosivos, ao contrário do inofensivo gás CFC, mais conhecido pela marca Freon. Tudo continuou indo bem, até que começassem a explodir em residências, seja por acidentes, vazamentos, maus usos, causando a morte de muita gente inocente.

Outro mercado oportunista que apareceu, como consequência do marketing do ozônio, foram os protetores solares, níveis de 2 a 60 como "fator de proteção", e as farmacêuticas ganham fortunas com esses cremes caríssimos e inúteis, endossados por médicos e dermatologistas que seguem o protocolo associativo. Os protetores solares impedem que o ser humano absorva a vitamina D, que é essencial para os ossos, e que apenas o Sol consegue nos prover.

Bom, espante-se mais: não existe a camada de ozônio. Moléculas de ozônio são mais leves que o ar, flutuam como delicadas borboletas esvoaçantes na altitude de 35 a 40 km do solo, e duram alguns poucos segundos. E a "camada" possui, quando presente, especialmente em regiões tropicais, de 5 a 15 cm de espessura. As moléculas de ozônio são efeito residual de tempestades tropicais, quando explodem cargas elétricas, os chamados raios.

No caso do acidente do prédio de Kensington, em Londres, se o leitor desta denúncia ficou abismado com o que leu acima, comprove através de pesquisa no Google, só no Brasil tivemos centenas de explosões de prosaicas geladeiras, agora tornadas assassinas domésticas.
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5 comentários:

  1. Odo Primavesi, São Carlos-SP26 de junho de 2017 23:04

    Oi, Richard!
    Minha esposa ia comprar uma geladeira nova e se encantou pelas marcas japonesas, se não me engano panasonic ou outra. Ao analisar suas caracteristicas (super economicas em energia eletrica) viu que tinham gas inflamavel no compressor. Desistiu na hora.
    []s
    Odo

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  2. Adelaide Albergaria, São Paulo27 de junho de 2017 15:45

    Que interessante!!!
    abraços
    Adelaide

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  3. Paulo Sérgio Pires27 de junho de 2017 15:46

    Muito interessante!!!

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  4. Geraldo Luis Lino, Rio de Janeiro27 de junho de 2017 16:56

    ​Para que vejam o efeito "cegante" do ambientalismo, o comentário do Cooling Post, sítio inglês ligado à indústria de refrigeração​, critica os critérios de segurança frouxos da indústria, mas não faz qualquer referência aos gases refrigerantes explosivos. Não resisti e deixei um comentário, não sei se o publicarão.
    GL

    http://www.coolingpost.com/blog-posts/fridge-safety-standards-must-change/#comment-167277

    Meu comentário:
    What about going back to the old good times, when CFC-using fridges and air conditioning systems did not use to explode when the refrigerating gas leaked? Oh, sorry, CFCs were banned due to all that hype concerning the so-called “ozone hole” (a natural phenomenon that was already observed in the 1920s, before CFCs were invented; and nobody ever explained how molecules four times denser than air and leaked in non-turbulent interior environments could reach the stratosphere 35-40 km above). Here in Brazil, we’ve also had our quota of such explosions, with some fatal cases, with these “environmentally-friendly” modern devices. That’s the price the world is paying for its pandering to that gigantic scientific fraud, that someday will be recognized as such.

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  5. José Carlos Arruda Corazza, BH27 de junho de 2017 22:38

    Richard, vivendo e aprendendo...
    Essa história do ozônio tem inúmeros outros "assassinatos de reputação", como você diz sempre. A outra, a maior de todas, é essa do aquecimento e das mudanças climáticas. Espero, como você, que algum dia se possa comprovar essa mentira do aquecimento, que aproveitadores de ocasião se alimentam dela faz tempo, com maestria, temos de reconhecer, utilizando-se das pessoas de boa fé.
    José Carlos

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