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segunda-feira, 21 de julho de 2014

Sinusite: como resolver o problema

Richard Jakubaszko 
Muitas pessoas me perguntam como consigo "sobreviver" à sinusite. Faço deste post uma maneira de transmitir o que apreendi sobre a sinusite ao longo da minha vida, com o objetivo de ajudar aos que têm o mesmo problema.

Dilatador nasal para dormir o bom sono
Uso de muitos artifícios e estratégias para ter "qualidade de vida", pois sinusite é uma encrenca danada.
Há gente que sofre de terríveis dores de cabeça, mas eu não sei o que é isso, talvez devido aos cuidados preventivos que tomo. Mas sofro do que se chama de "Pan-sinusite", que toma toda a testa, logo acima dos olhos.
Daí que, quem sofre de sinusite pode ter uma péssima e inadequada respiração, sobretudo ao dormir ou praticar esportes, e invariavelmente acaba ficando com uma voz fanhosa, o que prejudica a quem possui atividades profissionais que dependam da voz, seja cantor, palestrante, vendedor, telefonista ou radialista. Outro efeito maléfico são as noites mal dormidas, e o cansaço matinal castiga o dia inteiro.

Para dormir melhor uso um produto lançado recentemente no mercado, chamado Respirin, que mostro na foto acima. É um dilatador nasal, introduzido nas narinas antes de dormir, e que permite uma noite de sono normal a quem sofre da sinusite, com respiração adequada, e que chega a reduzir o ronco, barulheira desagradável tanto para quem ronca como para quem dorme ao seu lado, ou até mesmo em cômodos diferentes da mesma casa... 
Abaixo dou dicas sobre o Respirin, além de dados sobre o produto, que retirei do site de uma empresa de vendas pela internet, onde comprei o produto pela primeira vez: http://www.confortoonline.com.br/2749.html

Que se entenda: a sinusite é uma inflação crônica dos sinos da face do rosto, que provoca dificuldades de respiração, especialmente durante o sono ou durante práticas esportivas.
Há períodos crônicos e agudos. Deve-se prevenir, durante o estado latente e suportável, para que não entre em momento agudo.

A causa é de fundo alérgico, e muitos alimentos podem ser os responsáveis pela sinusite, mas cada pessoa responde de maneira diferente a esses alimentos. No meu caso, conforme já publiquei aqui no blog (ver em Alergia: decifra-me ou te devoro: http://richardjakubaszko.blogspot.com.br/2008/04/alergia-decifra-me-ou-te-devoro.html ), os principais alimentos que me causam sinusite são o feijão preto, banana, batata, chocolate e alecrim, além de substâncias que, se estiverem em grande quantidade no ar, como metano, etileno, enxofre, e até mesmo alguns perfumes, agudizam o problema. Entretanto, os alimentos que algumas pessoas relatam como causadores de suas alergias, seja sinusite ou coceiras, são os tradicionais, com alto potencial alergênico, como ovo, leite, amendoim, chocolate etc., e com isso não se preocupam com outros alimentos, o que é um erro.

O dispositivo que mostro na foto acima, o Respirin, é um aparelho confeccionado em plástico atóxico e maleável que se adapta à cavidade nasal do usuário e possui dois ímãs em suas laterais, que ativam os músculos da nasofaringe, o que permite a respiração normal durante o sono. A
tecnologia inovadora desobstrui a cavidade nasal para a passagem do ar e ativa o sistema circulatório, aumentando a oxigenação sanguínea. É ideal para práticas esportivas e para um sono mais confortável. Também é eficiente em problemas de congestão nasal, desvio de septo, rinite, sinusite e outros problemas relacionados ao sistema respiratório.

Embalagem do Respirin



Respirin também é eficiente em problemas de congestão nasal, desvio de septo e rinite, além de sinusite.


DICAS ADICIONAIS COM RELAÇÃO A SINUSITE:
- Evite gripes e resfriados. Nessas, a sinusite entra em estado agudo e maltrata seus portadores.
- Calor na testa é um bom remédio, sempre. Seja sol, calor de lâmpadas, bolsas de água quente, a sinusite fica suportável, e você respira melhor.
- Evite poeiras e ambientes poluídos, seja fumaça de escapamentos ou local mal cheiroso (como lixões, esgotos e latas de lixo, pois emanam metano).
- Faça limpeza diária com água e sal nas narinas. Eu faço o "afogamento simulado" quando a sinusite entra em estado agudo. Consiste em um copo com água no qual se dilui uma colher de chá com sal. Com o corpo em L, debruçado sobre uma pia no banheiro, coloco um pouco dessa água na mão em concha e puxo pelas narinas, cuspindo depois o que sair pela boca, e limpando as narinas. Se faz até a água acabar, e alivia o mal estar por algumas horas, facilitando o sono se feito antes de dormir.
- Descubra os alimentos alergênicos e evite-os.
- No inverno e em tempo seco a sinusite tende a piorar.
- Jamais pense que cirurgias resolvem a sinusite. Há médicos que prometem soluções com esse caminho, mas são paliativos, não resolvem a causa, e ela volta sempre.
- Inalações são sempre amenizadoras de estados agudos, e podem ser feitas mesmo em dias normais da sinusite, quando está apenas em estado crônico.
- Na região do Cerrado (Brasil-Central) existe uma planta que produz um fruto, parecido com a bolinha da mamona, e que, fervidos em 4 ou 5 frutos, geralmente dão bons resultados quando inalados. Mas faça com cuidados, pois é um dilatador natural poderoso e pode provocar hemorragia nasal. Mas isso depende, evidentemente, da sensibilidade de cada um.
- Sinusite não tem cura, a não ser que você descubra e evite todas as causas alergênicas e viva num ambiente sem poluição.
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sábado, 22 de março de 2014

Denúncia: alumínio é a causa do Alzheimer

Richard Jakubaszko
Recebo do amigo e frequentador deste blog, Dr. Gerson Machado, mais uma denúncia sobre a questão de o alumínio ser a principal causa do mal de Alzheimer e de outras doenças, até mesmo cânceres diversos. Ele me enviou o vídeo abaixo, onde o conhecido e respeitado médico americano Dr. Joseph Mercola entrevista o Dr. David Ayoub, especialista em toxicologia, que atesta a importância dessas evidências científicas, para as quais as autoridades das áreas de saúde, sejam americanas, europeias ou brasileiras, não dão a mínima importância. (Para quem não domina o inglês: o vídeo possui sistema de legendas com tradução para o português; são macarrônicas, mas tornam o vídeo compreensível. As legendas são ativadas na caixa retangular, no rodapé do vídeo, ao lado do relógio)

O Dr Mercola tem um site onde trata dessas e de outras questões de saúde, demonstrando que o alumínio está presente em nossas vidas de forma muito mais ativa do que podemos imaginar: http://articles.mercola.com/sites/articles/archive/2014/03/22/aluminum-toxicity-alzheimers.aspx
Tanto no link acima, como no Vimeo, pode ser encontrado o vídeo-documentário "A idade do alumínio", que mostra as dimensões inimagináveis da presença do alumínio em nossas vidas: http://vimeo.com/89152658

No Google o leitor encontrará milhares de denúncias, em diferentes níveis de profundidade, demonstrando a presença maléfica do alumínio, um metal pesado sem nenhuma função biológica, que é neurotóxico causador de inúmeras doenças neurológicas, que é tão tóxico quanto o mercúrio quando encontrado no organismo humano ou animal, mas que é tolerado e aceito pelas autoridades sanitárias (no Brasil, a Anvisa), pois está presente em vacinas, xampus, alimentos industrializados etc. Além disso, e muito mais importante, o alumínio está presente nas panelas utilizadas para cozinhar alimentos, especialmente em países emergentes como o Brasil, onde ainda se usa este medieval instrumento de preparo de alimentos, assim como o papel alumínio para cozinhar alimentos em fornos. Ambos deixam resíduos e nos contaminam criminosamente, de forma silenciosa.


Alumínio está em toda parte
Embora o alumínio ocorra naturalmente no solo (solos ácidos), água e ar, mas em quantidades mínimas, estamos contribuindo para a contaminação através da mineração e processamento de minérios de alumínio, fabricação de produtos de alumínio e a operação de usinas de carvão e incineradores. O alumínio não pode ser destruído no ambiente — ele só muda sua forma de se anexar ou se separar de outras partículas.



A chuva lava partículas de alumínio do ar, e em nosso fornecimento de água, onde eles tendem a acumular-se, ao invés de se degradar. Se você mora em uma área industrial, a sua exposição é, sem dúvida, muito alta.

Em testes de laboratórios, a contaminação de alumínio foi encontrada em um vasto número de produtos no mercado, de alimentos e bebidas, e de produtos farmacêuticos, o que sugere que os processos industriais são uma parte significativa do problema. Alumínio é encontrado em um número chocante de alimentos e produtos de consumo, incluindo fermento em pó, farinhas, sal, leite em pó, alimentos processados, coloração e agentes de endurecimento.

Remédios, como antiácidos, analgésicos, antidiarréicos etc.
Vacinas — hepatite A e B, Hib, DTaP (difteria, tétano, coqueluche), a vacina pneumocócica, Gardasil (HPV) e outros. 
Cosméticos e produtos de cuidados pessoais, como xampus, desodorantes (incluindo cristais de sal, feitos de alúmen), loções, protetores solares e antitranspirantes.

Uma vez que esteja presente no seu organismo, o alumínio viaja facilmente, desimpedido, pega carona no seu sistema de transporte de ferro, atravessa barreiras biológicas que normalmente obstruem a passagem de outros tipos de toxinas, como a barreira hemato-encefálica. Ao longo do tempo, o alumínio acumula-se no cérebro e causa danos graves à saúde neurológica — independentemente da idade, doenças irreversíveis como Mal de Parkinson, Alzheimer, e outras. E você vai esquecer-se de tudo, seja do que leu aqui, do que aprendeu na escola e na vida, e vai deixar de lembrar do nome da sua mãe, e até mesmo do seu próprio nome.

ET. Lá em casa, há muitos anos, deixamos de usar panelas de alumínio, apesar de minha mulher ainda usar ocasionalmente o papel alumínio para cozinhar alimentos, mas isso um dia vai mudar. O principal, as panelas, já eram...
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sexta-feira, 16 de agosto de 2013

As Alergias mais Estranhas do Mundo

Richard Jakubaszko
A alergia é uma resposta exagerada do sistema imunológico a uma substância estranha ao organismo, ou seja, uma hipersensibilidade imunológica a um estímulo externo específico.
Reuni algumas das alergias mais estranhas conhecidas no mundo, você conhece alguém que sofre de alguma delas? Você sofre com alguma delas?

1 - Alergia a Água  

Basta o contato da pele com a água para que uma reação alérgica apareça e os efeitos podem demorar até duas horas para desaparecer.
Diferente de outros tipos de urticária causadas pela liberação de histamina, a urticária aquagênica é geralmente provocada por uma rara hipersensibilidade às substâncias presentes na água não-destilada, como o cloro.
A doença rara não causa inconvenientes só no momento de se banhar: suor, lágrimas e até mesmo a ingestão de um pouco d’água para aliviar a sede são grandes desafios para quem sofre da doença que ainda não possui cura.


2 - Alergia ao Frio
Se você sempre achou a expressão “morrendo de frio” um tanto exagerada, saiba que ela pode ter uma interpretação literal. Segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia, a exposição ao frio intenso pode causar urticárias graves em jovens adultos acometidos pela doença, que tem incidência estimada em 0,05% da população.

Geralmente motivada pelo contato com ar, líquidos ou objetos frios, a alergia à temperatura baixa pode causar urticárias generalizadas, dores de cabeça, hipotensão e até perda de consciência.

O risco de morte aumenta em casos de mergulhos em águas geladas ou pelo consumo de bebidas ou comidas geladas que podem causar o inchaço da laringe e, consequentemente, provocar a sufocação. A boa notícia é que em 50% dos pacientes a doença sofre remissão em até cinco anos.

3 - Alergia ao Próprio Filho

A alergia um tanto inusitada atinge principalmente as mães de primeira viagem. Foi o caso da britânica Dayle Byrom, que durante a 20ª semana de gestação sofreu com os sintomas do que os médicos chamam de Erupção Polimorfa da Gravidez.
Apesar de não afetar o bebê, a alergia causa grande desconforto na mãe, incluindo extrema coceira e vermelhidão.

Não há consenso no que diz respeito à causa exata do quadro, estudos conduzidos pela Dra. Samantha Vaughan-Jones, da British Association of Dermatologists, indicam que há mais casos entre mães carregando filhos do sexo masculino, o que levanta a possibilidade da alergia ser resultado de uma reação à testosterona gerada pelo feto, embora não haja ainda confirmação científica. A boa notícia é que a dermatose é curada após o nascimento e não costuma se repetir nas gestações seguintes.


4 - Alergia a Exercícios Físicos

Um aviso aos preguiçosos de plantão: você não vai querer ter alergia a exercícios físicos só para poder continuar sentado no sofá!

A alergia, associada a 17% dos casos de urticária crônica autoimune, segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia, possui um quadro clínico pouco agradável: além de coceira intensa, sensação de calor, ruborização, urticária gigante, inchaços, tonteira, vômitos, cólica e diarreia, em casos extremos pode levar até à morte.

5 - Alergia ao Sêmen

No mundo, foram documentados pouco mais de 80 casos da rara alergia também chamada de “hipersensibilidade ao plasma seminal humano”.

Os sintomas, normalmente manifestados logo depois do contato com o líquido durante o sexo, incluem queimação, inchaço, coceira, dificuldade para a respiração, hipotensão e náuseas.

Muitas vezes confundida com uma DST, a alergia pode ser evitada com o uso de camisinha e seu tratamento é simples.

6 -  Alergia ao Sol

Não adianta apenas usar filtro solar. A doença, também chamada de erupção cutânea fotoalérgica, fotoalergia ou fotodermatose, é causada por uma reação do sistema imunológico desencadeada pela exposição ao sol.

Suas causas podem ser várias, acúmulo na pele de substâncias tóxicas depois da incidência solar, sensibilidade causada por medicamentos ingeridos ou fatores hereditários.

7 - Alergia à Vida Moderna

Ou, mais especificamente, à eletricidade e aos campos magnéticos. “A sensibilidade à radiação eletromagnética é o problema de saúde do século XXI.

Os casos pipocam na internet de tempos em tempos: em 2004, a alemã Petra Smith relatou o desenvolvimento da alta sensibilidade na vida adulta. Ela sofre com reações extremas provocadas pela proximidade a aparelhos eletrônicos, incluindo insônia, ataques de pânico, náusea e dores de cabeça.

Em 2007 foi a vez do DJ britânico Steve Miller, cuja hipersensibilidade é causada pela presença em ambientes com rede wi-fi, ou seja, ele dificilmente está à salvo. Tudo vale para desencadear uma reação adversa: de equipamentos de som a tomadas.

A exposição a qualquer tipo de campo eletromagnético pode causar sintomas neurológicos e alérgicos.

Publicado no Ig: http://falafil.com.br/comportamento/as-alergias-mais-estranhas-do-mundo/

COMENTÁRIOS DO BLOGUEIRO:
Existem alergias estranhas e raras, aliás, a maioria citada acima é rara. Os médicos pouco contribuem para esclarecer a questão, até porque os processos alérgicos são muito individuais, dificultando um diagnóstico preciso.
Sou um alérgico típico. A diferença com outras pessoas é que conheço boa parte das coisas às quais sou alérgico, enquanto a maioria das pessoas nem sabe que têm alergias. Sou alérgico a chocolate, batata, banana, feijão preto, leite in natura, a muitos remédios, e, especialmente a produtos químicos, como corantes (de roupas) e os chamados "acidulantes" e "conservantes" contidos em alimentos industrializados. Em algumas situações de alta irritação parece que sou alérgico a mim mesmo, pois coceiras acontecem pelo corpo afora, é incontrolável.
Já escrevi aqui neste blog sobre o tema, leia "Alergia: decifra-me ou te devoro", é um bom primeiro aprendizado sobre o tema: clique aqui.
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quinta-feira, 17 de abril de 2008

Alergia: decifra-me ou te devoro.

Richard Jakubaszko 
O desafio milenar da esfinge tem origem na filosofia grego-romana, teatralizada por Sófocles na peça Édipo Rei através do oráculo, e ressurge mais atual e futurista a cada dia que a humanidade avança em direção ao futuro. 
A proposta em si encontra respaldo em relação às alergias humanas que permanecem em quase completo desconhecimento pela moderna medicina em pleno século XXI. 
Ou seja, as alergias nos devoram vivos diariamente. 
De certa forma escrevo em causa própria, por ser um alérgico desde que me conheço por gente, mas o desabafo aqui descrito tem a companhia de pelo menos metade da população do planeta. Com a complacência da medicina, médicos e indústria farmacêutica, e até mesmo da grande imprensa, pois aparentemente jornalistas não sofrem de alergias, exceto as ideológicas, já que o assunto é completamente ignorado pela mídia, pois apenas excepcionalmente é abordado an passant por algumas revistas femininas, e de forma muito superficial. 
Como sou alérgico a um monte de coisas, sempre dei extrema importância aos alimentos, pois 95% das alergias são de fundo alimentar. Da mesma forma, talvez 90% das doenças humanas tenham como causa a alimentação inadequada, além do modus vivendi de cada um, mais poluição, stress etc. 

Assim, não me é novidade (me desculpem o tom pedante e a empáfia, mas é verdade) a descoberta da Universidade John Hopkins em relação às causas do câncer, de que grande parte deles é causada por alimentação inadequada, conforme anunciado recentemente, e que circulou amplamente pela Internet em forma de power point de auto-ajuda.
De toda forma coloco em dúvida que tais informações tenham saído da Hopkins do jeito que veio no power point encaminhado por amigos, sabe como é, quem conta um ponto aumenta um ponto, e no décimo sujeito que nos conta a mesma história, a pergunta original que era "O que é que o c... tem a ver com as calças?", já virou um questionamento ornitológico do tipo "O que é que o urubu tem a ver com as garças?". Nesse caso manteve a mística de querer dizer a mesma coisa, mas o sentido, obviamente, é diferente. Sempre se acrescenta e sempre se retira alguma coisa nesse ponto a ponto. 

No livro Marketing da Terra (Editora UFV – Universidade Federal de Viçosa, 2006, 282 p.), de minha autoria e de um bando de três amigos agrônomos e doutores da Embrapa (Ariovaldo Luchiari Jr., Décio L. Gazzoni e Paulo C. Kitamura, este in memoriam), editado pela Universidade Federal de Viçosa, MG, há um capítulo sobre as carnes vermelhas em que mostro a minha opinião sobre a medicina, as universidades americanas, o FDA e, principalmente, a poderosa indústria farmacêutica com seus interesses nem sempre confessáveis.

Não é uma opinião das mais saudáveis, a iniciar-se pela idéia fixa dos médicos em limitar o consumo de carnes vermelhas, um dos raros alimentos naturais que contém Zinco, um dos maestros dos nossos micros elementos (lembra da Lei do Mínimo?), e que é o que segura infecções e inflamações, ou por outra, é o combustível do nosso exército de glóbulos brancos para combater infecções e outras doenças, inclusive câncer. 
Porém, separemos e entendamos o que é o câncer, em suas diversas manifestações. Quando são células que se reproduzem de forma tresloucada, instaladas em algum órgão como cérebro ou pulmão, têm uma causa. Quando na pele ou no estômago são outras causas, e podem ser ou não atribuídas a viroses, excesso de sol ou má alimentação, conforme o caso. 
O câncer de próstata e útero é sempre de viroses, e por isso é quase sempre uma DST, mas os médicos não falam. O de pulmão é adquirido por cigarro, poluição e outras químicas aspiradas no dia-a-dia. Mas não é generalizado, não quer dizer que todo fumante vai adquirir câncer porque fuma. O câncer de estômago (fígado é por bebida ou remédio: cirrose = câncer), invariavelmente, é por alimentação inadequada, muitas vezes de alergias que são ignoradas e / ou desconhecidas pelo dono do corpo alérgico. 
De alergia acho que entendo alguma coisa, mas antes tive que estudar um pouquinho desse trem de medicina. Tive a sorte, lá pelos meus 18 anos, quando morava em Porto Alegre, de ouvir de um médico, então octogenário, de que era um alérgico, e também de que a medicina nada sabia sobre o assunto, além de algumas poucas teorias, e que eu teria de saber e conhecer sobre as minhas. 

Sou alérgico a batata, leite, chocolate, banana, feijão preto, vários produtos industrializados, em especial os que têm conservantes e acidulantes, vários tipos de remédios, inclusive antibióticos, sulfas, e a um monte de coisas que ainda não descobri, mas continuo observando e pesquisando, e sempre desconfio de tudo. Quando estou num período agudo de alguma alergia, pois o organismo se defende de forma exacerbada, se eu comer algo a que era moderadamente alérgico (e nem sabia disso), posso ficar altamente alérgico a esse alimento. 
A idade aumenta e os perigos idem... Não há coisas definitivamente proibidas, como querem os americanos, há um meio termo, uma moderação que devemos praticar para o bem de nossa própria saúde. E saber se somos ou não alérgicos. E a que somos alérgicos. Quase todo mundo é, apenas não sabe... 

O fator RH é, provavelmente, uma das nossas defesas na questão das alergias, por exemplo, mas involuntária, porque nascemos com isso. Nos viventes com fator RH negativo parece que a coisa é pior. As alergias nós nascemos com elas e as adquirimos durante a vida. São atípicas as defesas do nosso organismo para nos defender. É o conhecido caso em que o remédio mata o paciente, mas cura o mal... ficou claro? 
A psoríase, outro exemplo, e que é de etiologia desconhecida para a medicina, com toda a certeza tem causa alimentar e emocional associadas. Sorte que se manifesta de vez em quando. Pior é o Mal de Alzheimer, quando se manifesta fica tudo danado, é tarde demais para remediar. Nos dois casos, Alzheimer e Psoríase, e também o Mal de Parkinson, suspeitas científicas crescentes cada vez mais sólidas apontam para causas como metais pesados (no Alzheimer a desconfiança do alumínio se acentua cada vez mais) acumulados ao longo da vida. Lá em casa já abolimos panelas de alumínio faz muito tempo, mas o problema apresenta, estatisticamente, heranças genéticas... Então, vai saber... 
Aprendi que cada alérgico tem manifestações muito individuais com suas alergias. Em alguns casos pode ser uma simples ou até grave e perturbadora flatulência, ou desarranjos intestinais inexplicáveis, mesmo assim abomináveis. Outro tipo comum de manifestação alérgica são as coceiras, vergalhões e erupções de pele, acnes, perebas de pele, que podem ser de causa alimentar, stress (por causa do suor), ou de contato com metais como cobre, níquel, zinco etc., que revestem as bijuterias que usamos, inclusive fivelas de pulseiras de relógio. Uso fivelas de plástico e quando são metais, e se desgastam, provocando irritação da pele, costumo passar umas duas demãos de esmalte incolor de unha para proteção. A gente vai usando de criatividade e jeitinho para driblar as vicissitudes. 
Sofro de um tipo de manifestação alérgica relativamente comum, sinusite e rinite, que me deixam com a voz tão fanhosa quanto a dos fanhosos das piadas. Parece uma gripe forte, mas que ataca apenas as partes respiratórias superiores. É provocada por alimentos com presença de fungos, ou algum outro tipo de alergênico contido no alimento. Alimentos já citados, como feijão, banana, chocolate, leite e alguns de seus derivados, me levam a usar o “afogamento simulado” quando os sintomas surgem. 
É uma técnica de aspirar água com sal pelo nariz, e cuspir fora pela boca. Isso acontece quando a gente fica em posição de “L” diante da pia e pratica essa auto-imolação para limpar as comunicações nasofaringes, cuja obstrução por catarro provoca a voz fanhosa. E vamos vivendo, com muito cuidado e observação, porque os médicos nada sabem dos males que nos achacam. E nem de como acontecem as conseqüências que nos afligem. Quando a gente se queixa empurram-nos remédios, que podem nos fazer maior mal ainda. O pior é que são remédios para o resto da vida, ou seja, é parte do marketing da indústria farmacêutica, de fidelizar o freguês, nem que seja à força, com a desculpa politicamente correta de que é para nos dar uma certa “qualidade de vida”. 
Ao invés de remédios prefiro submeter a testa e o nariz ao sol, e outras fontes de calor (uma lâmpada ou compressa quente, por exemplo), que são os maiores inimigos da sinusite e rinite. 
Costumo me consolar com a desgraça dos outros, nessas situações. Lembro que quando vim morar em São Paulo tive em casa uma empregada doméstica que era alérgica a camarão. Tão alérgica que nem precisava comer, bastava abrir o pacote de camarões frescos, recém chegados da feira, e os beiços da infeliz inchavam de tal forma que precisava ir tomar com urgência algum tipo de antialérgico, caso contrário vinha febre e até mesmo convulsões, tal a violência aguda da crise, fruto da reação exacerbada de seus linfócitos, que são os nossos exércitos defensores chamados de glóbulos brancos, e também da histamina. 
Por isso toma-se anti-histamínico quando se está em crise alérgica, sendo a mais comum a cortisona. Outra manifestação alérgica é a dor-de-cabeça. Pode ser causada pela poluição ou pelo stress. Na verdade a causa é falta de oxigênio, pois quando ela aparece é porque tivemos a vaso-constrição, e como o sangue circula mal nesses momentos, para irrigar o cérebro, acontece a dor-de-cabeça. 
Como sou alérgico à maioria dos remédios indicados, como o ácido acetilsalisílico, que me causam gastrites, ataco com a hiper oxigenação, ou seja, estimulo a vaso-dilatação respirando profundamente muito oxigênio, pelo menos uns 4 ou 5 minutos. Nesses momentos não fumo, pois isso aumentaria a vaso-constrição. E evito o remédio vaso-dilatador, a aspirina. 
E assim se vai vivendo e sobrevivendo como alérgico, paciente e atento a tudo o que possa ser culpado como inimigo do nosso bem estar, que nos retira qualidade de vida. 
Entretanto, não vá o caro leitor pensar que sou o típico hipocondríaco. Longe disso, estes adoram remédios, médicos e exames, enquanto de minha parte detesto isso tudo. Procuro seguir a recomendação da esfinge, e tento decifrar as questões para não ser devorado.