Mostrando postagens com marcador radioatividade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador radioatividade. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 19 de julho de 2019

Ilhas Marshall são 10 vezes mais radioativas do que Chernobyl devido a testes nucleares dos EUA

Richard Jakubaszko  
Mais de 50 anos após o governo americano ter cessado os testes de armas nucleares, várias das ilhas Marshall ainda são muito radioativas e inadequadas para habitação, de acordo com um novo relatório científico.

No período entre 1946 e 1958, após a Segunda Guerra Mundial, Washington testou 67 armas nucleares em diferentes zonas das ilhas Marshall - uma cadeia de ilhas vulcânicas e atóis no oceano Pacífico central, entre o Havaí e as Filipinas.

Um estudo recente de pesquisadores da Universidade de Columbia descobriu que partes das ilhas continham muito mais radiação do que a terra contaminada pelo desastre de Chernobyl.

Os atóis de Bikini e Enewetak foram usados para testes nucleares, resultando em uma "contaminação ambiental sem precedentes" e efeitos adversos para a saúde dos povos indígenas que vivem nas ilhas, de acordo com o estudo feito por pesquisadores da Universidade de Columbia (EUA).

Além disso, as pessoas que viviam nos atóis Rongelap e Utirik também experimentaram efeitos negativos para a saúde devido à precipitação radioativa do teste nuclear Bravo, realizado pelos EUA em 1º de março de 1954.

No total, foram testadas amostras de solo de nove ilhas para verificar os níveis de radiação, além de também terem sido analisadas as concentrações de elementos químicos radioativos, incluindo amerício-241, césio-137, plutônio-238 e plutônio-239.240 no solo de 11 ilhas.

Os resultados, publicados na segunda-feira (15) na revista PNAS, revelam que há níveis elevados de radiação gama na ilha de Enjebi, e uma das duas amostras de solo coletadas na ilha tinha altas concentrações de elementos químicos radioativos, com os níveis de césio-137 e plutônio-238 sendo superiores aos limites de segurança. A ilha de Runit também possui "níveis significativos" de concentrações de elementos químicos radioativos.
Preocupação real

"Nossos resultados sugerem que as pessoas que vivem atualmente no sul de Enewetak não são susceptíveis a uma exposição significativa à radiação nuclear. No entanto, a presença de isótopos radioativos na ilha de Runit é uma preocupação real, e os moradores devem ser alertados contra qualquer uso da ilha", observa o estudo. 


Teste de bomba atômica subaquática realizado pelos EUA no atol Bikini em 1946, nas Ilhas Marshall, Micronésia.
FOTO: MARINHA DO GOVERNO DOS EU
Ao testar o solo em busca de plutônio-239 e -240, os pesquisadores descobriram que algumas das ilhas tinham níveis entre 10 e 1.000 vezes superiores aos de Fukushima (onde um terremoto e tsunami levaram ao vazamento de radiação da planta nuclear) e cerca de 10 vezes superiores aos níveis da zona de exclusão de Chernobyl.

Os cientistas também revelaram ter encontrado "níveis de radiação gama muito elevados" e "concentrações elevadas" de amerício-241, césio-137 e plutônio-239,240 na ilha de Bikini – níveis considerados até três vezes maiores do que em amostras de solo da reserva da Polésia, na Bielorrússia (reserva criada para abranger o território da Bielorrússia mais afetado pela precipitação radioativa da catástrofe de Chernobyl), e até 150 vezes maior do que amostras de solo do Rocky Flats Environmental Technology Site, no Colorado (área criada como parte do complexo nacional de armas nucleares americanas para fabricar componentes de armamento radioativo).


.

terça-feira, 12 de julho de 2016

Fukushima (e Chernobyl), a maior imbecilidade humana de todos os tempos.

Richard Jakubaszko
Custa-me crer que a imbecilidade coletiva da humanidade aumenta, ao invés de reduzir, tendo em vista o volume de informação disponível e a acumulação do conhecimento, ou também pelos exemplos da história. A maioria das pessoas omite-se nos assuntos mais importantes, seja uma votação de um projeto de lei no Congresso, seja no comportamento da sociedade, quando adota posturas incompatíveis com a civilidade (os contemporâneos estupros coletivos).

A energia nuclear, por exemplo, é uma das incentivadoras da loucura planetária que se instalou na cabeça das pessoas em relação ao profético fim de mundo, pelo ameaça apocalíptica do aquecimento e das mudanças climáticas, e a mídia repercute essas insanidades, comprovando que isenção em jornalismo é uma falácia semelhante a histórias da carochinha. Mal sabem os defensores dessas mentiras aquecimentistas que, ao defender o meio ambiente, ao criminalizar e demonizar o CO2 (o gás da vida), estão abrindo espaços para a energia nuclear, um setor que é um dos maiores defensores e incentivadores, em termos financeiros, dessa campanha mundial.

Por não desejar a instalação de novas usinas nucleares no Brasil, até porque não necessitamos (porque temos hidroelétricas, a fonte mais barata e renovável de energia elétrica), demonstro os malefícios da radioatividade, terror que é possível de se instalar quando acidentes acontecem numa usina, com vazamento de radioatividade. Em Chernobyl a causa do vazamento foi atribuída a um bêbado, em Fukushima a um acidente geológico, que provocou a fúria da natureza em forma de um tsunami.

Relembremos algumas coisas, só por fotos, para ver se as pessoas caem na real.

Fukushima
Abaixo, fotos tiradas em 2015 na região de Fukushima, após o vazamento de radioatividade na central nuclear, destruída pelo tsunami. É um deserto de gente, tudo abandonado às pressas, está da maneira que estava quando ocorreu o vazamento. Nada físico se retira de uma área com radioatividade, as pessoas saem de lá apenas com o corpo, pois as roupas que vestem são retiradas tão logo cheguem às áreas de transição, com alguma segurança. Quem está em uma área com vazamento de radioatividade deixa tudo para trás, seja um relógio, joias, dinheiro, fotografias, e até mesmo dentaduras.
É vital que ambientalistas saibam que, quando apoiam políticas públicas que incentivem a instalação de usinas de energia nuclear, ou que proíbam usinas hidrelétricas, tenham consciência do que é que pode acontecer se um vazamento radioativo for registrado.
Cemitério de carros em Fukushima, abandonados num estacionamento improvisado, onde o mato cresceu.



Supermercado em Fukushima, abandonado em desvario pelas pessoas. Nada pode ser aproveitado.


Carros e motos, patrimônios conquistados com muito trabalho, se tornam inúteis.

Bicicletas  que nunca mais serão usadas.


Nem a música e o piano serão retirados dali, por muitos e muitos anos, talvez séculos, pois não se sabe por quanto tempo a radioatividade permanece ativa.

Não haverá mais vida humana em Fukushima, nem crianças nas escolas.

CHERNOBYL
Se Fukushima, por ser recente (em 2011) como acidente nuclear, ainda não tem histórias reveladas de malformações humanas, Chernobyl (em 1986) deixou um rastro inequívoco, de cânceres e de deformações genéticas indescritíveis e pavorosas, que têm como causa a radioatividade.

Essas denúncias estão em meu livro, "CO2 aquecimento e mudanças climáticas: estão nos enganando?", onde registro os principais interesses econômicos e políticos que estão atrás dessa campanha ambientalista, as COPs, e os protocolos de Kyoto.

Por fazer as denúncias acima no livro tenho sido objeto de censura na mídia (que não divulga o livro), e também na Universidade Federal de Viçosa-MG (que se recusou a publicar o livro, porque 2 avaliadores ambientalistas não acreditaram que pudessem estar enganados e nem querem debates), e sou censurado para proferir palestras até mesmo em seminários, congressos, workshops e simpósios.

Para entender a situação em Chernobyl: cerca de 800 mil pessoas se arriscaram e acabaram se expondo à radiação. Dessas pessoas, 125 mil morreram de doenças variadas e cânceres, e 70 mil ficaram com sequelas graves. Do total, 20% cometeram suicídio.
Depois do acidente nuclear, a floresta da região deixou de ser verde e se tornou avermelhada.

De todo o material radioativo que vazou do acidente, 97% continua no local. Segundo a comissão do Fórum de Chernobyl, espera-se que mais 9 mil pessoas ainda morram de câncer em decorrência da exposição radioativa. E há uma expectativa (positiva e polêmica) de que em 1 século a região possa ser repovoada. Há especialistas que acreditam em mais de 4, talvez 5 séculos, para que isso possa acontecer.

As fotos de Chernobyl (abaixo) não falam nada, mas elas berram no silêncio e no vazio da falta de solidariedade humana, gritam de dor e desespero, um lancinante e impotente grito diante da ganância dos imbecis. 

Portanto, toda vez que você, leitor, diz que acredita em mudanças climáticas ou aquecimento, estará dando força às usinas nucleares, pois as energias alternativas como eólica e solar ainda são caras e ineficientes.

É a energia nuclear e seus parceiros (empreiteiras, seguros, fabricantes de turbinas) que financiam a demonização do CO2 urbano. São os gananciosos que cometem um assassinato de reputação contra o CO2, o gás da vida.

Sem a presença do CO2 na atmosfera não haveria fotossíntese, sem fotossíntese não existem plantas, sem plantas não há gado, e sem plantas e sem gado não temos o que comer. Seria o fim da humanidade.

É uma questão da semiótica, entendeu? Deles, e minha. Mas em meu livro você poderá entender outras questões envolvidas nessa maracutaia, a qual chamo de a maior mentira do século XXI.




.

terça-feira, 15 de março de 2011

Medo de radiação: pânico e fuga de Tóquio


Richard Jakubaszko
Despacho da Reuters informa que várias pessoas deixaram Tóquio nesta terça-feira (15) enquanto a maioria dos moradores permaneceu dentro de suas casas em meio a temores de que a radiação de uma usina nuclear atingida pelo terremoto de sexta-feira afete uma das maiores e mais densamente povoadas cidades do mundo.

Apesar das garantias do governo de que os baixos níveis de radioatividade detectados até o momento na capital japonesa "não são um problema", alguns moradores decidiram que permanecer na cidade era simplesmente arriscado demais.

Várias empresas retiraram seus funcionários de Tóquio, visitantes reduziram as férias e companhias aéreas cancelaram voos. A Administração de Aviação dos Estados Unidos informou que está se preparando para redirecionar rotas caso a crise nuclear se agrave.

Os que permanecem na capital japonesa estocam alimentos e outros suprimentos, como água, temendo os efeitos da radiação, que levou pânico à cidade de 12 milhões de habitantes.

No principal aeroporto da cidade, centenas de pessoas se acotovelam nos balcões das companhias aéreas, muitas delas com crianças, para embarcar em voos deixando o país.

"Não estou muito preocupado com outro terremoto. É a radiação que me assusta", disse um japonês, enquanto segurava a filha de cinco anos no aeroporto de Haneda.
A usina nuclear de Fukushima, afetada pelo tremor, está a 240 quilômetros ao norte de Tóquio. Autoridades disseram que a radiação na capital do país estava 10 vezes acima do normal à noite, mas não seria o suficiente para prejudicar a saúde. Mas a confiança no governo está abalada e as pessoas se preparam para o pior.

Muitas lojas não tinham mais arroz, produto essencial no Japão, e as prateleiras que tinham pão e macarrão instantâneo estavam vazias.

Cerca de oito horas depois de novas explosões acontecerem na usina, a agência meteorológica da ONU informou que os ventos estavam dispersando o material radioativo para o oceano Pacífico, distante do Japão e de outros países da Ásia. A Agência Meteorológica Mundial, sediada em Genebra, informou, no entanto, que as condições climáticas podem mudar.

Alguns cientistas fizeram apelos para que a população de Tóquio mantenha a calma. "O material radioativo vai chegar a Tóquio, mas ele é inofensivo ao corpo humano porque ele se dissipará até chegar a Tóquio", afirmou um professor da escola de ciência ambiental da Universidade de Hokkaido.

"Se o vento ficar mais forte, isso significa que o material voará mais rápido, mas também que dispersará ainda mais no ar", disse ele.
E você, o que faria diante desta situação?

Fome também vai causar imigrações
A fome também vai provocar muitas mudanças no planeta. Aliás, a fome já está fazendo muitas mudanças. Ela faz a diferença. Por isso a importância da agricultura. Por isso a importância de se valorizar quem produz alimentos.
Por isso a necessidade de se planejar a velocidade do crescimento demográfico no planeta. Esta é a causa da maioria de nossos problemas.

As mudanças climáticas, com chuvas regionais a mais ou de menos, acirram as necessidades, provocam imigrações. Isso é consequência do egoísmo e do preconceito. Da má distribuição de riquezas.
Consequência do desequilíbrio sem volta, da bestialidade consentida.
A pobreza é a pior de todas as formas de racismo e de preconceito social.
Os imigrantes são rejeitados, escorraçados.

A Europa e os países ricos tentam defender-se, votam em líderes conservadores, neoliberais da direita, alguns deles fascistas, que prometem “soluções” e pioram ainda mais as condições de milhões de inocentes. Esses seres humanos, tais e quais formigas esfomeadas, fogem do que está muito ruim. Buscam a sobrevivência, mas adentram em outros infernos dantescos.

Para onde irão os imigrantes? Os ricos japoneses, com medo da radioatividade, muito provavelmente terão destino certo e serão acolhidos em outros países. Viajam de avião. Eles possuem passaportes, cartões de crédito.
E os mais pobres? Esperam pela nuvem radioativa?
E os fugitivos da fome? Nem passaportes têm, apenas levam a roupa do corpo, carregam crianças como bagagens, fogem da fome.
Tem diferença?
_