Richard Jakubaszko e
(colaborou Ricardo Augusto Felício)
A grande mídia no Brasil continua a mesma de sempre, partidária, sectária, arrogante, e nega-se a conceder direito de resposta a seus desafetos.
Este blogueiro, jornalista e escritor, cético convicto do aquecimento global, foi acusado pelo jornal O Estado de São Paulo de promover uma fake news. A acusação envolveu ainda o professor de geografia da USP, o climatologista Ricardo Augusto Felício, e fomos classificados como "negacionistas". O jornal, em matéria jornalística de serviços ao leitor, na coluna "Estadão verifica", através de uma jornalista, leu e interpretou um post publicado neste blog, sobre a condenação de um climatologista americano, Michael Mann, autor principal do gráfico conhecido como "Taco de hóquei", adotado pelo IPCC como uma das "provas científicas" do propalado "aquecimento global", e que tem como base uma hipótese construída nos século XIX, que nunca foi comprovada cientificamente, de que os chamados gases de efeito estufa (GEE), emitidos pela atividades humanas, seriam a causa do aquecimento do planeta.
Por discordar da "opinião" do jornal, manifestada em uma reportagem, e não em um editorial, este blogueiro, jornalista Richard Jakubaszko, e o professor Ricardo Felício, redigiram esta resposta através do blog, independentemente de possíveis ações judiciais a serem impetradas contra o jornal, por causa de sua engajada luta ambientalista na atuação daquilo que chamamos de "a maior mentira do século XXI", fato que traz para gerações de jovens contemporâneos uma terrível e perversa negatividade, ao desacreditar de um futuro, ao destruir sonhos, e a não crer em absolutamente nada. Por desacreditarmos dessa farsa, e dos entendimentos dos ambientalistas, alinhados com os pensamentos do IPCC, órgão da ONU, que possui interesses políticos, econômicos e geopolíticos, redigimos esta resposta.
Aqui a crítica do Estadão:
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/negacionista-do-clima-divulga-informacoes-falsas-sobre-processo-de-difamacao-no-canada/
No vídeo abaixo, um manifesto de um dos principais cientistas da atualidade, o professor emérito do MIT, o climatologista Richard Lindzen, ex-signatário do relatório IV do IPCC, de 2007, documento que acusava a humanidade de provocar o aquecimento com a emissão de GEE através de suas atividades. Lindzen teve de entrar na Justiça para retirar seu nome como signatário do malfadado relatório do IPCC. Assim como Lindzen, outros 2.000 cientistas também retiraram seus nomes, como explicamos no texto abaixo, comprovando que a opinião do "Estadão verifica" faz parte de um jornalismo engajado na questão ambiental, pois, conforme informa o jornal, é mentira que "97% dos cientistas do planeta tenham um consenso sobre o aquecimento".
Texto integral (em vermelho) publicado pelo jornal O Estado de São Paulo:
Negacionista do clima divulga informações falsas sobre processo de difamação no Canadá
Alessandra Monerat
06 de fevereiro de 2020
Postagem no Facebook distorce sentenças para dar ideia de que cientistas cometeram 'fraude'.
Não é verdade que um tribunal do Canadá tenha condenado cientistas responsáveis por comprovar a influência humana no aumento de temperatura do planeta. A informação enganosa foi divulgada pela página de um professor da Universidade de São Paulo (USP) conhecido por ser negacionista do aquecimento global.
Uma publicação de Ricardo Felício, que cita os blogs “Blasfemias.net” e “Richard Jakubaszko”, alega que um tribunal do Estado canadense da Colúmbia Britânica teria condenado dois cientistas que atestam a influência humana nas mudanças climáticas, em favor do negacionista do clima Tim Ball. O post sugere que a corte teria exposto a “farsa” dos estudos sobre mudanças climáticas. Nada disso é verdade — nenhum dos processos dizia respeito à veracidade dos estudos sobre aquecimento global.
O primeiro caso citado é uma ação de difamação movida por Andrew Weaver, professor da Universidade de Victoria, no Canadá, contra Ball, professor na Universidade de Winnipeg, no mesmo país. Weaver é colaborador do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC), órgão ligado às Nações Unidas (ONU).
Weaver reclamava de um artigo em que Ball questionava os estudos científicos do IPCC e a conclusão de que a liberação de gases de efeito estufa por atividades humanas acelerou o aquecimento do planeta.
Em 2018, a Suprema Corte da Colúmbia Britânica decidiu arquivar o processo. A argumentação do juiz era que o artigo escrito pelo negacionista do clima era tão absurdo que não ameaçava a honra de Weaver.
“O artigo é mal escrito e não mostra argumentos críveis a respeito da teoria do dr. Ball”, disse o juiz Ronald Skoolrod. “Uma pessoa racional e bem informada que ler o artigo dificilmente acreditará na visão do dr. Ball.”
O segundo caso citado no post de Ricardo Felício é outra ação de difamação, movida por Michael Mann, professor da Universidade Penn State, contra Ball.
O negacionista do clima disse em entrevista a um site que Mann deveria estar na cadeia. O site posteriormente publicou um pedido de desculpas ao cientista.
Mann também é colaborador do IPCC e um dos autores do gráfico “taco de hóquei” — que mostra que a temperatura da Terra aumentou significativamente a partir do século XX.
A ação de Mann contra Ball também foi arquivada pela Suprema Corte da Colúmbia Britânica, em 2019. Mas o motivo não tem nada a ver com a validade dos estudos de Mann. Na verdade, o juiz Christopher Giaschi argumentou que muito tempo havia se passado desde o início do processo (em 2011). Além disso, o magistrado disse que as duas partes já tinham mais de 80 anos e que Ball estava mal de saúde.
Giaschi também afirma que a decisão não se refere às diferenças de opinião entre Mann e Ball e que as duas partes apresentaram uma quantidade excessiva de evidências à corte.
Múltiplos estudos mostram que há consenso de 97% entre cientistas do clima sobre a interferência humana no processo de mudanças climáticas — isto é, a maioria concorda que o aumento de temperatura no planeta ocorre por causa de atividades humanas.
Além disso, a maioria das entidades científicas internacionais endossam (sic) essa posição.
O post em meu blog, sobre a condenação de Michael Mann, está neste link, que o leitor julgue quem praticou uma fake news, se eu, o prof. Ricardo Felício ou o jornal Estadão: https://richardjakubaszko.blogspot.com/2020/01/tribunal-do-canada-condena-falsificador.html
RESPOSTA AO "Estadão verifica"
O jornal O Estado de São Paulo fez o comentário acima (grafado em vermelho) sobre fake news para atacar de forma ridícula um professor da USP – Ricardo Felício – que havia repercutido um post de meu blog e do blog blasfêmias.net de Portugal, o qual eu também usei partes do mesmo para a publicação, e por isso fui citado no jornal.
Errou o Estadão, não foi uma fake news, nem minha, nem do prof. Ricardo, nem do Blasfêmias, ao contrário do que afirma a matéria assinada pela jornalista Alessandra Monerat, que pratica, desta forma, um jornalismo de baixa qualidade, porque interpretativo e opinativo, além de engajado.
Como explica o resumo do juiz Christopher Giaschi, que eu traduzi e publiquei em meu blog, a condenação de Michael Mann deve-se ao fato de que durante 10 anos do processo o juiz e os réus solicitaram os dados primários usados por Mann no gráfico em questão, e este não os forneceu, afirmando serem dados pessoais. Ora, dados de medições de temperatura de um milênio são dados privados?
O que os réus desejavam era provar que os dados do famoso gráfico apelidado de “Taco de hóquei” são falsos, mesmo sendo aceito pelos membros do IPCC. E Mann negou-se a fornecer os dados, para não ser desmascarado. Como os réus estavam sendo processados por “injúria e difamação” (Tim Ball e outros), Mann escondeu-se atrás dos advogados. O juiz interpelou os advogados, e estes afirmaram estar “muito ocupados” com outras atividades. Então o juiz Christopher Giaschi informou aos advogados que iria reduzir a carga de trabalho deles, e deu ganho de causa a Ball, que era o réu, porque o acusador negava-se a fornecer os dados primários, e condenou-o a pagar custas judiciais (cerca de US$ 700 mil), e ainda acrescentou que aquele juizado não era o palco ou local para discussões científicas. Na verdade, o juiz mandou arquivar o caso. E comentou ainda que as discussões científicas devem ser feitas em locais apropriados, e não na Justiça. Ou seja, os ambientalistas vinculados ao IPCC mentiram, conforme demonstra a enorme polêmica anteriormente comprovada, da falsificação pelos e-mails vazados da East Anglia University (Inglaterra, 2009), dos dados que foram uma das bases de “provas” usadas por Michael Mann.
Agora, o Estadão faz um jornalismo de terceira categoria, chama o réu, a mim e ao professor Ricardo Felício, de “negacionistas”, sem usar o mesmo critério subjetivo com Mann, pois deveria tê-lo chamado de “biodesagradável”, ou “ecochato”, e, pelo menos, deveria ter investigado um pouco mais sobre o polêmico gráfico “Taco de Hóquei”, que não é aceito pela maioria dos cientistas como afirma de forma mentirosa o jornal, justamente por desaparecer com o Optimum Climático Medieval e a Pequena Era do Gelo, períodos já bastante confirmados pela ciência climática. Tampouco o tema é consenso, pois 97%, citado pelo jornal, é um dado estatístico sem fundamento(!!!) entre cientistas. Portanto, é uma fake news!!!
Aliás, ciência não tem consenso, e o juiz Giaschi reafirma isso, socorrendo-se de uma emenda da constituição de seu país. Essa é uma das explicações para os protestos de 2 mil cientistas entre os 2.500 que assinaram o Relatório IV do IPCC em 2007, e depois pediram a retirada de seus nomes como signatários do referido Relatório IV. Permaneceram signatários apenas 500, a maioria deles de “não cientistas e representantes de ONGs” do malfadado relatório, onde está o tal gráfico apelidado de ”Taco de Hóquei”, conforme expliquei na postagem em meu blog. Alguns cientistas, como o professor emérito do MIT, o climatologista Richard Lindzen recorreram à Justiça dos EUA para retirar seu nome. É bom lembrar que ser um professor emérito do MIT não é pouca coisa, mas ele é um cético da mentira do aquecimento. Lindzen colocou sua contestação no Relatório IV, que tinha 3 mil páginas, mas no sumário executivo, de 20 e poucas páginas, as observações dele desapareceram, assim como a de outros. O engenheiro agrônomo Odo Primavesi, hoje aposentado da Embrapa, foi um dos signatários, e também pediu a retirada de seu nome como signatário. Depois, em 2015 e em 2019, Primavesi foi um dos coautores da 1ª e da 2ª edição do livro "CO2 aquecimento e mudanças climáticas: estão nos enganando?", onde explica as razões de sua saída do quadro de cientistas revisores do IPCC.
O título de minha postagem é condizente com Michael Mann, pois é assim que ele é conhecido na comunidade, que é chamada pelos opositores ambientalistas de forma canalha de “negacionista” do aquecimento. Esta é a maior mentira do século XXI. Aliás, nem o próprio IPCC acredita nisso, pois alteraram o nome do órgão para “mudanças climáticas”, sutileza não percebida pela quase totalidade da mídia internacional, e o Estadão alinhado.
Demorei 12 anos estudando essas questões do clima, e demonstro item por item no livro “CO2 aquecimento e mudanças climáticas: estão nos enganando?”, obra que escrevi em 4 anos, sobre as manipulações políticas do grupo ligado ao IPCC, dos interesses geopolíticos de diversas nações, além dos interesses econômicos de empresas produtoras de energia elétrica, notadamente aquelas vinculadas à energia nuclear (eficientes, mas caras e perigosas), e das empresas produtoras de energia eólica e solar (ineficientes e caras) que apenas pegaram carona nessa briga de gigantes contra o carvão como fonte produtora de energia elétrica no Hemisfério Norte. Só aos nortistas interessa essa questão, na medida em que não possuem rios para produzir hidroeletricidade, a mais limpa, confiável e barata fonte de energia elétrica do planeta. O marketing do IPCC é um assassinato de reputação contra o CO2, o gás da vida, é um marketing viral que apenas a mídia dá crédito, os cientistas, de forma geral, especialmente os céticos, não metem suas opiniões no assunto pelo receio de serem perseguidos, como tem sido o professor Ricardo Felício dentro da USP, e inúmeros outros cientistas mundo afora e Brasil adentro.
O jornal Estadão escalou alguém aprendiz de jornalismo para cravar minha postagem, e também a do professor Ricardo Felício, como publicadores de “fake news”, que deturpa a verdade e distorce os fatos, e isso não é jornalismo. Com este ato vil, conseguiu prejudicar as atividades de divulgação de Felício em suas redes sociais, além de notificar cada uma das mais de 1.000 pessoas que compartilharam a notícia através da página dele no Facebook, de que a notícia era falsa, travestindo-se como donos da verdade e acusando-o de falsificador, por propagar notícias que a própria jornalista julga falsas, sem nenhum critério, e pior, sem nenhuma legitimidade de autoridade, pois faz exatamente como o IPCC: declara-se unilateralmente autoridade sobre o assunto. Se o jornal acredita na mentira do aquecimento e das mudanças climáticas, que o faça nos seus editoriais, não em reportagens ou na prestação de serviços ao leitor. Faz mais de 15 anos que não leio o jornal, pois cancelei minha assinatura, devido às fake news sobre política partidária e economia chapa branca que o jornal publica cotidianamente, e nos últimos anos também sobre o clima.
Ciência não tem “dono da verdade”’, como afirma o juiz Giaschi em sua sentença, e como registram todas as academias de ciência em todo o mundo. Mas o Estadão tem opinião própria sobre o assunto, e xinga os céticos de “negacionistas”, uma ofensa grave, como se fossem adoradores do coisa ruim, ou de contestadores dos grandes holocaustos humanos, ou terraplanistas, ou mesmo contra o uso de vacinas. O jornal Estadão, desta forma, censura previamente cientistas céticos do aquecimento. É assim que se faz um “assassinato de reputação”, e é o que se tem praticado na mídia brasileira. No caso em questão, praticou censura de forma clara e aproveitou-se da própria falta de habilidade com análise de semântica de um título para se promover às custas da reputação de um professor da USP que tem simplesmente exposto os fatos, com ajuda de diversos outros pesquisadores e divulgadores da boa ciência, nacionais e estrangeiros. Estão com medo, porque as pessoas estão acordando para esse embuste, aumentando cada vez mais o número de pessoas que questionam o por quê precisam mudar toda a sua vida por causa de um “clima global” que ninguém mostrou ser real. Como a pesquisadora Judity Curry diz, "a carroça vem na frente do cavalo". Faz mais de 32 anos que essa mentira do aquecimento está nas manchetes dos jornais. Misturam clima com meio ambiente, e espalham terrorismo.
Ciência não tem consenso, isto é coisa de políticos. Ciência é dinâmica, é feita tijolo a tijolo como se fosse uma construção de grande porte, por isso precisa de contestação, e de contraponto. A hipótese do aquecimento é só uma hipótese, não tem o status de teoria, e jamais alcançará o degrau de lei, o tempo irá comprovar essa mentira. A Teoria da Relatividade de Einstein ainda não é lei, como a de Newton, sobre a gravidade. Mas os jornais tratam a hipótese do aquecimento como se fosse lei, o que é um absurdo em se tratando de um jornal centenário que tem a pretensão de ser o porta-voz da opinião pública. Não é, é apenas porta-voz de interesses econômicos e políticos, que aderiu à essa mentira neurótica de que o mundo vai acabar pelo aquecimento, e que desmotiva milhões de jovens que não acreditam em mais nada.
Sou jornalista há mais de 50 anos, e jamais vi nada igual em termos de imprensa engajada. Mas até recentemente os jornais tinham dignidade, davam direito de resposta, mas aprenderam com as TVs de que isso é só um desiderato dos manuais de redação. Empurram, desta forma, qualquer assunto para a categoria do "politicamente correto", jogam a sujeira para debaixo do tapete, esquecem que as pessoas têm dignidade e lutam pela verdade. Como recentemente definiu um grupo de estudantes da Universidade de Berkeley, politicamente correto é: "pegar um pedacinho de merda pela parte mais limpinha da coisa".
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• Análise sintática:
Oração, frase, período: Tribunal do Canadá condena falsificador do "aquecimento global"
Sujeito (agente): Tribunal do Canadá (tribunal - núcleo do sujeito; do Canadá - adjunto ad nominal)
Verbo Transitivo Direto: condena
Objeto Direto (paciente): falsificador do "aquecimento global" (falsificador - núcleo do objeto direto; do "aquecimento global" - adjunto ad nominal)
• Análise semântica (que a jornalista do Estadão não fez):
Fato explícito na oração: O Tribunal do Canadá condenou um falsificador do aquecimento global.
A oração (título da notícia) deixa claro que um falsificador do aquecimento global foi condenado? Sim!
A oração afirma que alguém foi condenado pela falsificação do aquecimento global? Não!
Alguém pode ter sido condenado pela falsificação do aquecimento global? Sim. Mas são necessárias outras informações para descobrir.
Há outras informações disponíveis além da oração citada? Sim!
A leitura dessas informações esclarece o motivo da condenação? Sim!
Após a leitura das informações, entende-se que a condenação foi pela falsificação do aquecimento global? Não!
Isso quer dizer que o condenado não falsificou o aquecimento global? Não!
Há informações reais que mostram que as informações que o condenado utiliza para justificar o aquecimento global estão erradas? Há sim!
Os dados que o condenado utiliza para comprovar o aquecimento global foram analisados pelo Tribunal? Não!
Por que? Porque o advogado do condenado alegou "direito de propriedade intelectual" para não revelar a base de dados e o processo foi adiado por mais de 10 anos, até ser finalizado por não cumprimento de prazos.
Dessa forma, o condenado deixa de ser um falsificador do aquecimento global? Não. Apenas não foi condenado por isso, ainda. Mas foi condenado por motivos que envolvem a discussão do aquecimento global e céticos do AGA.
De acordo com a análise semântica, o título da notícia é incorreto ou falso? Não.
O que leva alguém classificá-lo como informação falsa? Não estudar Português, ter problemas cognitivos ou fazer isso de propósito para denegrir a imagem de alguém, sendo esta uma atitude que beira a má-fé.
-.-.-.-.
PS. O original deste post foi enviado por e-mail ao jornalista Daniel Bramatti, editor do "Estadão Verifica", em 13 de fevereiro 2020, mas o mesmo não se dignou a responder, nem tampouco publicou nossa resposta.
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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020
domingo, 13 de agosto de 2017
Austrália: Escritório do Clima foi pego adulterando dados climáticos
Ricardo Augusto Felício *
Por: Chris White, Tradução: Dr. Ricardo Augusto Felicio
Cientistas australianos do Bureau of Meteorology (BOM) solicitaram uma revisão dos instrumentos de gravação de temperatura depois que a agência governamental foi pega adulterando registros de temperatura em vários locais. As autoridades da Agência admitem que o problema com os instrumentos que registraram baixas temperaturas (que desapareceram dos dados) provavelmente aconteceu em vários locais em toda a Austrália, mas eles se recusam a admitir a manipulação de leituras de temperatura.
A BOM deu falta de blocos de registros em Goulburn e Snow Mountains, ambos em Nova Gales do Sul. O meteorologista Lance Pidgeon observou a gravação de 13 graus Fahrenheit em Goulburn desaparecendo do site da agência a partir de 2 de julho. As leituras de temperatura flutuaram brevemente e depois desapareceram do site do governo. “A temperatura caiu para -10,0 graus Celsius (14 graus Fahrenheit), ficou lá por algum tempo e depois mudou para -10,4 graus Celsius (13 graus Fahrenheit) e depois desapareceu”, disse Pidgeon, acrescentando que notificou a cientista Jennifer Marohasy sobre o problema, o que acabou chamando a atenção das leituras para a agência. O gabinete mais tarde restauraria a leitura original de 13 graus Fahrenheit depois de uma breve sessão de perguntas e respostas com Marohasy. “O sistema de controle de qualidade da agência, projetado para filtrar valores falsos ou baixos falsos, foi ajustado em -10,0 graus Celsius de mínima para Goulburn, e é por isso que o registro foi ajustado automaticamente”, disse uma porta-voz da mesa aos repórteres na segunda-feira.
BOM acrescentou que há limites em relação a quão baixas temperaturas podem ocorrer em algumas áreas muito frias do país [nota do tradutor: como podem se estabelecer mínimas por filtros para registros de Estações Meteorológicas de Superfície? Ainda mais se no local essas temperaturas são plausíveis?]. O chefe-executivo do BOM, Andrew Johnson, disse ao ministro australiano do Meio Ambiente, Josh Frydenberg, que a falta de registro das baixas temperaturas em Goulburn, no início de julho, deveu-se a equipamentos defeituosos. Uma falha semelhante eliminou uma leitura de 13 graus Fahrenheit em Thredbo Top em 16 de julho, embora as temperaturas naquela estação tenham sido registradas tão baixas quanto 5,54 graus Fahrenheit (-14,7 graus Celsius).
A falta de observação das baixas temperaturas “foi interpretada por um membro da comunidade de forma a implicar que o escritório procurou manipular o registro de dados”, disse Johnson, de acordo com o jornal The Australian. “Eu rejeito categoricamente essa implicação”. Marohasy, por sua vez, disse aos repórteres que as afirmações de Johnson são quase impossíveis de acreditar, dado que existem capturas de tela que mostram as temperaturas muito baixas antes de serem “asseguradas pela qualidade”. Pode demorar várias semanas antes do equipamento ser testado, revisado e voltar a ficar pronto para o serviço, disse Johnson. “Eu tomei medidas para garantir que o equipamento neste local seja substituído imediatamente”, acrescentou. “Para assegurar que eu tenha uma garantia total sobre esses assuntos, eu acionei uma revisão interna de nossa rede de AWS (Automatic Weather Station – Estação Meteorológica Automática) e os processos associados de controle de qualidade de dados para observações de temperatura”.
BOM foi colocado sob o microscópio antes em manipulações semelhantes. A agência foi acusada em 2014 de adulterar o registro de temperatura do país para que pareça que as temperaturas se aqueceram ao longo das décadas, de acordo com relatórios em agosto de 2014. Marohasey afirmou no momento que os registros de temperatura ajustados pela BOM são “propaganda” e não ciência.
Ela analisou os dados brutos de temperatura de vários lugares da Austrália, comparou-os com os dados da BOM e descobriu que os dados da agência criaram uma tendência de aquecimento artificial. Marohasey disse que os ajustes da BOM alteraram os registros de temperatura australiana de uma leve tendência de resfriamento para um “aquecimento dramático” ao longo do século passado.
Link da matéria: http://dailycaller.com/2017/07/31/australia-weather-bureau-caught-tampering-with-climate-numbers/
Comentários adicionais do Prof. Ricardo Felício:
O pior é que não para por aí… a coisa está cada vez pior. No fechamento das Estações Meteorológicas de Superfície, muitas destas se situavam em lugares frios, como por exemplo, algumas da Sibéria, que no desmonte do bloco soviético, foram encerradas e passaram a não fazer mais parte da média global, seja lá que abstração isto se configure para o clima. Assim, também foi fácil produzir um “aquecimento” nas séries para média global, quando se encerrou as medições das estações em lugares frios.
Um exemplo brasileiro foi o encerramento do projeto Meteoro do INPE, em 2011, que desde o final dos anos 80 vinha registrando os dados meteorológicos na Estação Antártica Comandante Ferraz. A série começou a mostrar redução dos valores de temperatura, daí, não se tornou mais interessante que apresentassem tais informações. Os cientistas do clima do século XXII, se é que teremos ciência até lá, não poderão utilizar os dados de temperatura do século XXI por contaminação “política”. Em vez de termos registros fidedignos para o melhor entendimento da atmosfera e os climas regionais, as informações vêm sendo descaradamente adulteradas, deixando de ter a confiabilidade para os registros climatológicos de longo período.
Enfim, as fraudes são inúmeras. Algumas foram elencadas pelo Dr. Pedro Erik Carneiro. Disponibilizo alguns links muito interessantes abaixo:
http://bloco11cela18.blogspot.com.br/2015/02/o-maior-escandalo-cientifico-do.html
Mais países: http://bloco11cela18.blogspot.com.br/2015/05/mais-paises-pegos-manipulando-dados.html
Documentário: http://bloco11cela18.blogspot.com.br/2017/01/documentario-o-embuste-do-aquecimento.html
Apenas uma minoria dos cientistas acredita em mudança climática:
http://thyselfolord.blogspot.com.br/2015/07/pesquisa-minoria-de-cientistas.html
Erros de “Previsão”: http://bloco11cela18.blogspot.com.br/2015/12/mudanca-climatica-seis-decadas-de-erros.html
Mudança Climática é só estupidez humana:
http://bloco11cela18.blogspot.com.br/2015/10/top-cientista-mudanca-climatica-e.html
Admissão de que não vai haver aquecimento:
http://bloco11cela18.blogspot.com.br/2015/02/cientistas-ambientalistas-admitem-nao.html
Tem muito mais, mas essas são bem relevantes.
* o autor é professor de Climatologia / USP.
Publicado originalmente no Fake Climate: https://fakeclimate.wordpress.com/2017/08/02/australia-escritorio-do-clima-pego-adulterando-dados-climaticos/
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Por: Chris White, Tradução: Dr. Ricardo Augusto Felicio
Cientistas australianos do Bureau of Meteorology (BOM) solicitaram uma revisão dos instrumentos de gravação de temperatura depois que a agência governamental foi pega adulterando registros de temperatura em vários locais. As autoridades da Agência admitem que o problema com os instrumentos que registraram baixas temperaturas (que desapareceram dos dados) provavelmente aconteceu em vários locais em toda a Austrália, mas eles se recusam a admitir a manipulação de leituras de temperatura.
A BOM deu falta de blocos de registros em Goulburn e Snow Mountains, ambos em Nova Gales do Sul. O meteorologista Lance Pidgeon observou a gravação de 13 graus Fahrenheit em Goulburn desaparecendo do site da agência a partir de 2 de julho. As leituras de temperatura flutuaram brevemente e depois desapareceram do site do governo. “A temperatura caiu para -10,0 graus Celsius (14 graus Fahrenheit), ficou lá por algum tempo e depois mudou para -10,4 graus Celsius (13 graus Fahrenheit) e depois desapareceu”, disse Pidgeon, acrescentando que notificou a cientista Jennifer Marohasy sobre o problema, o que acabou chamando a atenção das leituras para a agência. O gabinete mais tarde restauraria a leitura original de 13 graus Fahrenheit depois de uma breve sessão de perguntas e respostas com Marohasy. “O sistema de controle de qualidade da agência, projetado para filtrar valores falsos ou baixos falsos, foi ajustado em -10,0 graus Celsius de mínima para Goulburn, e é por isso que o registro foi ajustado automaticamente”, disse uma porta-voz da mesa aos repórteres na segunda-feira.
BOM acrescentou que há limites em relação a quão baixas temperaturas podem ocorrer em algumas áreas muito frias do país [nota do tradutor: como podem se estabelecer mínimas por filtros para registros de Estações Meteorológicas de Superfície? Ainda mais se no local essas temperaturas são plausíveis?]. O chefe-executivo do BOM, Andrew Johnson, disse ao ministro australiano do Meio Ambiente, Josh Frydenberg, que a falta de registro das baixas temperaturas em Goulburn, no início de julho, deveu-se a equipamentos defeituosos. Uma falha semelhante eliminou uma leitura de 13 graus Fahrenheit em Thredbo Top em 16 de julho, embora as temperaturas naquela estação tenham sido registradas tão baixas quanto 5,54 graus Fahrenheit (-14,7 graus Celsius).
A falta de observação das baixas temperaturas “foi interpretada por um membro da comunidade de forma a implicar que o escritório procurou manipular o registro de dados”, disse Johnson, de acordo com o jornal The Australian. “Eu rejeito categoricamente essa implicação”. Marohasy, por sua vez, disse aos repórteres que as afirmações de Johnson são quase impossíveis de acreditar, dado que existem capturas de tela que mostram as temperaturas muito baixas antes de serem “asseguradas pela qualidade”. Pode demorar várias semanas antes do equipamento ser testado, revisado e voltar a ficar pronto para o serviço, disse Johnson. “Eu tomei medidas para garantir que o equipamento neste local seja substituído imediatamente”, acrescentou. “Para assegurar que eu tenha uma garantia total sobre esses assuntos, eu acionei uma revisão interna de nossa rede de AWS (Automatic Weather Station – Estação Meteorológica Automática) e os processos associados de controle de qualidade de dados para observações de temperatura”.
BOM foi colocado sob o microscópio antes em manipulações semelhantes. A agência foi acusada em 2014 de adulterar o registro de temperatura do país para que pareça que as temperaturas se aqueceram ao longo das décadas, de acordo com relatórios em agosto de 2014. Marohasey afirmou no momento que os registros de temperatura ajustados pela BOM são “propaganda” e não ciência.
Ela analisou os dados brutos de temperatura de vários lugares da Austrália, comparou-os com os dados da BOM e descobriu que os dados da agência criaram uma tendência de aquecimento artificial. Marohasey disse que os ajustes da BOM alteraram os registros de temperatura australiana de uma leve tendência de resfriamento para um “aquecimento dramático” ao longo do século passado.
Link da matéria: http://dailycaller.com/2017/07/31/australia-weather-bureau-caught-tampering-with-climate-numbers/
Comentários adicionais do Prof. Ricardo Felício:
O pior é que não para por aí… a coisa está cada vez pior. No fechamento das Estações Meteorológicas de Superfície, muitas destas se situavam em lugares frios, como por exemplo, algumas da Sibéria, que no desmonte do bloco soviético, foram encerradas e passaram a não fazer mais parte da média global, seja lá que abstração isto se configure para o clima. Assim, também foi fácil produzir um “aquecimento” nas séries para média global, quando se encerrou as medições das estações em lugares frios.
Um exemplo brasileiro foi o encerramento do projeto Meteoro do INPE, em 2011, que desde o final dos anos 80 vinha registrando os dados meteorológicos na Estação Antártica Comandante Ferraz. A série começou a mostrar redução dos valores de temperatura, daí, não se tornou mais interessante que apresentassem tais informações. Os cientistas do clima do século XXII, se é que teremos ciência até lá, não poderão utilizar os dados de temperatura do século XXI por contaminação “política”. Em vez de termos registros fidedignos para o melhor entendimento da atmosfera e os climas regionais, as informações vêm sendo descaradamente adulteradas, deixando de ter a confiabilidade para os registros climatológicos de longo período.
Enfim, as fraudes são inúmeras. Algumas foram elencadas pelo Dr. Pedro Erik Carneiro. Disponibilizo alguns links muito interessantes abaixo:
http://bloco11cela18.blogspot.com.br/2015/02/o-maior-escandalo-cientifico-do.html
Mais países: http://bloco11cela18.blogspot.com.br/2015/05/mais-paises-pegos-manipulando-dados.html
Documentário: http://bloco11cela18.blogspot.com.br/2017/01/documentario-o-embuste-do-aquecimento.html
Apenas uma minoria dos cientistas acredita em mudança climática:
http://thyselfolord.blogspot.com.br/2015/07/pesquisa-minoria-de-cientistas.html
Erros de “Previsão”: http://bloco11cela18.blogspot.com.br/2015/12/mudanca-climatica-seis-decadas-de-erros.html
Mudança Climática é só estupidez humana:
http://bloco11cela18.blogspot.com.br/2015/10/top-cientista-mudanca-climatica-e.html
Admissão de que não vai haver aquecimento:
http://bloco11cela18.blogspot.com.br/2015/02/cientistas-ambientalistas-admitem-nao.html
Tem muito mais, mas essas são bem relevantes.
* o autor é professor de Climatologia / USP.
Publicado originalmente no Fake Climate: https://fakeclimate.wordpress.com/2017/08/02/australia-escritorio-do-clima-pego-adulterando-dados-climaticos/
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domingo, 23 de julho de 2017
Tudo a saber sobre a farsa do aquecimento global (compilação das mitagens)
Vinicius Cesar
No vídeo uma compilação dos melhores momentos de entrevistas de vários céticos da questão ambiental, como Luis Carlos Molion, Ricardo Augusto Felício e Richard Jakubaszko.
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