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segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

BBC reconhece espalhar blefes ecologistas e faz revisão geral interna

Luis Dufaur *

A BBC de Londres reconheceu que vinha publicando falsas e até grosseiras notícias sobre ambientalismo, clima e energia.

 
Ela foi denunciada em virtude de repetidos falsos eventos e publicou correções, removeu programas e demitiu jornalistas.

O jornal “The Telegraph” concluiu que as “manipulações” denunciadas abarcam todo o leque de alarmismos desonestos.

Michael Prescott, ex-consultor de padrões, manifestou seu “desespero com a inação” dos executivos da BBC diante das generalizadas reportagens tendenciosas.

Numa carta enviada a membros do conselho da BBC, Michael Prescott, um ex-consultor de padrões, manifestou seu “desespero com a inação” dos executivos da BBC diante de evidências generalizadas de reportagens tendenciosas.

Prescott revelou que a principal unidade de checagem de fatos da BBC, o Verify, foi forçada a retirar uma matéria que sugeria falsamente que as seguradoras de automóveis eram racistas.

Agora, a emissora enfrenta escrutínio sobre sua cobertura climática, e seu Comitê de Diretrizes e Padrões Editoriais decidiu realizar uma “revisão temática” de sua cobertura de “política energética no Reino Unido e mudanças climáticas”.


E esta seria a mais recente de uma série de revisões sobre imparcialidade realizadas pela BBC nos últimos anos.

Richard Tice, vice-líder do Reform UK, disse que “já era hora” de fazer esta revisão.

“A BBC precisa investigar seu terrível viés em relação às mudanças climáticas. No entanto, dados os recentes escândalos de viés da BBC, não tenho confiança de que ela apresentará as verdadeiras conclusões.

“A única solução é uma revisão totalmente independente do alarmismo climático da BBC”, disse ele.

Claire Coutinho, secretária de energia do Partido Trabalhista, alinhada com o alarmismo ecológico reconheceu que: “O consenso sobre como lidar com as mudanças climáticas está se desfazendo.

“Se continuarmos no caminho atual, seremos mais pobres e mais fracos. É vital que a BBC possa noticiar as mudanças climáticas de forma imparcial e garantir que todos os pontos de vista sejam representados.”

A BBC está apagando discretamente episódios de programas como Question Time após divulgar afirmação falsa sobre emissões de gases.

Em 2024, apagou outro artigo da BBC News que anunciava como fato que “as mudanças climáticas induzidas pelo homem tornaram o recente calor extremo no sudoeste dos EUA, México e América Central cerca de 35 vezes mais provável”.

Justin Rowlatt, editor de clima da BBC, foi considerado culpado de fazer afirmações enganosas sobre eventos climáticos extremos em um documentário do programa Panorama.

Ela acatou uma queixa da União Nacional dos Agricultores sobre o documentário Carne: Uma Ameaça ao Nosso Planeta?, e o removeu.

“Reconhecemos as decisões da Unidade de Reclamações Editoriais referentes a aspectos de nossa cobertura climática e tomamos as medidas apropriadas para abordar os pontos levantados”, respondeu a empresa do governo.

A “manipulação” denunciada abarca todo o leque de alarmismos desonestos a que estamos acostumados a refutar, mas também muito outros assuntos como Donald Trump, Gaza e LGBT+.

Além das reportagens e documentários fraudulentos sobre aquecimento global, a BBC News afirmou erroneamente que a população mundial de ursos polares estava em declínio devido a esse aquecimento.

“A espécie está em declínio, e os cientistas atribuem isso à perda de gelo marinho causada pelo aquecimento global – levando à redução de seus territórios de caça e reprodução”, dizia o artigo.

Posteriormente mudou o artigo, após constatar que o número de ursos polares parecia estar “estável no geral, atualmente, e não em declínio, como afirmado”.

Em 2023, fizeram uma previsão do tempo errônea atribuindo enchentes em Bolonha, na Itália, a precipitações assustadoras, mas falsas.

Para o grupo Net Zero Watch essa foi um exemplo de “alarmismo institucional” na cobertura das mudanças climáticas pela BBC.
Em 2022, Justin Rowlatt, editor de clima da BBC, foi achado culpado de afirmações enganosas sobre eventos climáticos extremos. Ele afirmou erroneamente que as mortes relacionadas ao clima estavam aumentando em todo o mundo. Ainda alegou, “sem qualquer ressalva”, que Madagascar estava à beira da primeira fome mundial induzida pelas mudanças climáticas.

Pelo contrário, a Organização Meteorológica Mundial, documentos que nos últimos 50 anos, o número de mortes causadas por desastres naturais diminuiu.

Em outubro de 2020, a emissora acatou uma queixa da União Nacional dos Agricultores (NFU) sobre o documentário Carne: Uma Ameaça ao Nosso Planeta?.

O programa afirmava que a pecuária era prejudicial ao meio ambiente, violando o princípio da imparcialidade.

“Tudo o que os agricultores querem é uma cobertura justa da alimentação e da agricultura e o fim da demonização de alguns setores da agricultura produtiva, particularmente a pecuária”, disse um porta-voz da NFU na época. O documentário foi posteriormente removido.


* O autor é escritor, jornalista, conferencista de política internacional, sócio do IPCO, webmaster de diversos blogs.

Publicado em https://ecologia-clima-aquecimento.blogspot.com/2026/01/bbc-reconhece-espalhar-blefes.html

 

 

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quarta-feira, 19 de novembro de 2025

Na ONU, Trump questiona mudanças climáticas e diz que humanidade caiu em...

 

Richard Jakubaszko 

Trump avança em seus questionamentos sobre as mudanças climáticas e o aquecimento planetário. Afirma que a humanidade caiu no golpe dos verdes. É um dos raros Chefe de Estado a contestar a maior mentira do Século XXI. Os demais, ou ficam calados, ou apoiam a causa, e tiram proveitos políticos. Faz 40 anos que a ONU/IPCC martela o assunto.

Como não existem duas verdades, um dia ela virá à tona...

 

PS. É uma das raras opiniões que compartilho com Trump...

 

 

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segunda-feira, 17 de novembro de 2025

COP30: uma reflexão necessária

Márcio Coimbra *

Estudos indicam que fatores naturais seguem decisivos na dinâmica do clima

Enquanto o Brasil recebe a COP30, a narrativa de uma crise climática atinge seu ápice. No entanto, um exame mais aprofundado da história do planeta e dos dados disponíveis revela um quadro mais complexo e menos alarmista. A Terra é um organismo dinâmico, que passou por ciclos naturais de aquecimento e resfriamento ao longo de milênios, muito antes da industrialização. Logo, questionar o atual consenso absoluto não é negacionismo, mas um exercício de ceticismo científico saudável.

Climatologistas como Bjorn Lomborg, autor de “O Ambientalista Cético”, não negam as mudanças climáticas, mas colocam em perspectiva o papel da humanidade nelas. Lomborg argumenta que o discurso apocalíptico gera políticas ineficazes e custosas, desviando recursos de problemas globais mais prementes, como a pobreza, a má-nutrição e a falta de saneamento básico. Ele defende que a adaptação e a inovação tecnológica são respostas mais pragmáticas e humanas do que tentativas draconianas de descarbonizar a economia global à força.

Essa visão pragmática encontra eco em outros cientistas de renome. O físico atmosférico Richard Lindzen, do MIT, e a climatóloga Judith Curry, da Georgia Tech, já argumentaram que a sensibilidade do clima ao CO2 pode ser superestimada e que a variabilidade natural interna do planeta é um fator subestimado nos modelos atuais.

A ideia de que o clima era estático antes da atividade humana ignora evidências históricas. Períodos como o Ótimo Climático Medieval (séculos X-XIII), quando as temperaturas eram provavelmente mais altas que as atuais, permitiram a colonização viking na Groenlândia. Em contrapartida, a Pequena Idade do Gelo (séculos XIV-XIX) trouxe frio intenso e fome para a Europa. Esses eventos ocorreram sem a influência de combustíveis fósseis, demonstrando a variabilidade natural do sistema climático.

Surge, então, a pergunta crucial: até que ponto a ação humana é o fator determinante? Muitos cientistas, cujas vozes são muitas vezes abafadas, apontam para a influência de ciclos solares e oscilações oceânicas como os principais condutores do clima em escalas de tempo decenais e seculares. Culpar apenas o CO2 por todas as mudanças no clima é uma explicação simplista para um sistema que é complexo e imprevisível.

Não se pode ignorar, ainda, a dimensão econômica por trás da “agenda verde”. Criou-se uma poderosa indústria bilionária em torno das teses das “mudanças climáticas”. Fundos de investimento, corporações de energia “renovável” e uma vasta rede de ONGs são financiados para promover uma narrativa única. Esta, por sua vez, justifica pesados subsídios, regulamentações e taxações que redistribuem riqueza e concentram poder, muitas vezes com um impacto questionável na temperatura global.

Portanto, a COP30 deve ser um espaço não para o dogmatismo, mas para o debate aberto. É preciso escutar os cientistas céticos, avaliar os custos reais das políticas de net-zero e priorizar a resiliência e a prosperidade humana. O planeta sempre mudou. O grande desafio não é frear um processo natural, mas sim aprender a lidar com ele com inteligência, sem renunciar ao nosso progresso e qualidade de vida em razão de um alarmismo financiado por interesses políticos.

* o autor é CEO da Casa Política e Presidente-Executivo do Instituto Monitor da Democracia. Conselheiro e Diretor de Relações Internacionais da Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais (Abrig). Mestre em Ação Política pela Universidad Rey Juan Carlos (2007). Ex-Diretor da Apex-Brasil e do Senado Federal.

 

 

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sábado, 5 de julho de 2025

Os erros colossais do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC)

Thayer Watkins *

Em primeiro lugar, é importante ressaltar que os erros do IPCC não estão nos estudos técnicos. Estes são, em grande parte, impecáveis. Os erros colossais do IPCC estão no que não foi feito, no que foi deixado de fora, no que foi ignorado. Esses são erros da função administrativa do IPCC e não dos colaboradores científicos. A primeira categoria de partes cruciais ausentes diz respeito ao papel da água no sistema climático da Terra. Os modelos de projeção climática presumem que, à medida que o CO2 e outras substâncias de efeito estufa não hídricas aumentam, haverá um aumento na temperatura, o que resultará em mais vapor d'água na atmosfera e, portanto, em um efeito de retroalimentação positivo. Mas, como a quantidade de vapor d'água na atmosfera é de 25 a 100 vezes maior que a quantidade de CO2, uma pequena flutuação descendente na quantidade de vapor d'água pode anular todo o efeito do CO2. É uma cauda muito pequena que os modeladores climáticos presumem que abana o cachorro.

Fundamentalmente, o principal problema com o IPCC é que ele não funcionou como um buscador da verdade; em vez disso, funcionou como um verdadeiro crente focado no CO2 antropogênico. Ao fazê-lo, deixou de fora o vapor d'água antropogênico autônomo e a nebulosidade antropogênica. Todo o vapor d'água lançado no ar através da irrigação e o aumento da transpiração das culturas agrícolas em comparação com a vegetação nativa e a mineração de aquíferos como o Ogalala.

O IPCC deveria ter se esforçado mais para compilar séries temporais de estatísticas sobre o conteúdo de vapor d'água da atmosfera ao redor do globo. Como a absorção de radiação térmica pela atmosfera é um fenômeno não linear (ver Saturação), as informações precisam ser compiladas pelo menos por latitude, em vez de depender de médias globais. No entanto, não é apenas o vapor d'água que precisa ser considerado. As nuvens e seu conteúdo, densidade e altitude também entram em cena. É indicativo de que os modeladores climáticos recorreram prematuramente a cálculos e, posteriormente, tiveram que incorporar os efeitos de aerossóis e nuvens. Mas, apesar de todos os bilhões de dólares gastos em pesquisas sobre o aquecimento global, ainda não há números disponíveis para o conteúdo médio de vapor de água na atmosfera e nenhum gráfico mostrando o conteúdo efetivo total de gases de efeito estufa na atmosfera ao longo de um período, digamos, de 1970 a 2000. E, para repetir o que foi observado acima, devido à não linearidade do efeito estufa, o que é necessário é o perfil global da média temporal do conteúdo de vapor de água por latitude e longitude.

A modelagem climática não deveria ter começado até que as estatísticas sobre o regime hídrico do sistema climático de Eatht estivessem disponíveis. Fundamentalmente, o problema é que o IPCC partiu da ideia de que sua tarefa era provar que o CO2 antropogênico era o problema, em vez de buscar a verdade. O CO2 antropogênico faz parte do problema, assim como o vapor d'água antropogênico e a nebulosidade antropogênica. Esses dois últimos fenômenos estão tão fortemente correlacionados com o CO2 antropogênico que é difícil, senão impossível, separar seus efeitos estatisticamente.

No entanto, mesmo com os modelos falhos, a análise poderia ter sido amplamente aprimorada pelo backcasting. Ou seja, antes que os modeladores começassem a gerar projeções para um século no futuro, eles deveriam ter gerado backcasts do clima ao longo do último século e meio. Uma comparação do backcast com os dados registrados teria revelado quanta confiança poderia ser depositada nas projeções brutas dos modelos. No entanto, a coisa certa a fazer é regredir os valores registrados nos valores do backcast. As estimativas baseadas na equação de regressão têm os vieses sistemáticos nas projeções eliminados. Pode-se chamar esse processo de calibração do modelo. Pode-se ter um grau maior de confiança nessas projeções calibradas do clima futuro do que nas projeções brutas. Além disso, a regressão forneceria as informações estatísticas necessárias para calcular intervalos de confiança para as projeções futuras, algo que as projeções do IPCC agora carecem gravemente. Atualmente, o IPCC fornece o intervalo de projeções de cerca de 15 modelos climáticos diferentes e afirma que isso tem alguma relevância para a variabilidade do clima futuro da Terra, em vez de ser apenas um reflexo de quão incerto o IPCC é sobre o que constitui um bom modelo de projeção climática.

Outro tópico realmente interessante sobre a retroprojeção de modelos climáticos é como a metodologia para estimar a variabilidade do tempo se sustenta em tais testes. O IPCC obtém a variabilidade do tempo futuro a partir de uma tabulação das projeções a partir da estimativa do estado inicial do mundo. Pequenos erros no estado inicial podem levar a grandes diferenças nas projeções. Eu adoraria ver essa metodologia testada por retroprojeção. 

A previsão retrospectiva em nível regional também seria altamente interessante. Há uma boa chance de que a correlação das previsões retrospectivas regionais com os dados regionais reais seja tão baixa a ponto de ditar o abandono dessas projeções futuras regionais. O IPCC agora confessa uma gama tão ampla de incertezas sobre essas projeções regionais que seu uso só pode ser enganoso.

A correção apenas das duas categorias de falhas acima aumentaria significativamente a aceitabilidade das projeções do IPCC, se de fato elas merecerem aceitação. Aqui estão as séries temporais para temperaturas globais e valores de previsão retrospectiva para um modelo do Centro Canadense.

O modelo não se sai muito bem e superestima a mudança de temperatura entre 1905 e 1993 em cerca de 100%. A regressão das temperaturas registradas sobre as temperaturas do modelo confirma que o modelo tem um viés de superestimar a mudança de temperatura em cerca de 100%. Quando esse viés é corrigido, o cenário fica muito melhor.

O caso acima indica que os modeladores climáticos não devem evitar a retroprojeção, mas sim adotá-la para calibrar seus modelos. É claro que o modelo canadense calibrado não produzirá as projeções extremas e sensacionalistas pelas quais se tornou notório.

O uso da análise de regressão não precisa se limitar à correção do viés nos modelos individuais. Ela pode ser usada para gerar uma média para os 15 modelos, atribuindo pesos maiores aos modelos cujas retroprojeções são mais correlacionadas com os dados passados. Da forma como está, o IPCC usa uma média simples que não diferencia entre os modelos melhores e os modelos piores. Este seria um exercício que vale a pena.

Publicado originalmente em https://www.sjsu.edu/faculty/watkins/IPCCmistakes.htm 

applet-magic.com  

Thayer Watkins = Silicon Valley & Tornado Alley - USA

(Continua.)

 

 

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sábado, 21 de dezembro de 2024

Aquecimento Global Catastrófico: Ciência, Política ou Ideologia?

Roberto Lobo *

Recebi um convite de um colega para comentar um artigo que faz uma extrapolação dos níveis de CO
2 na atmosfera para períodos muito anteriores à nossa época. Certamente a intenção desse colega foi a de provocar minha reação diante da evidência de que a quantidade de CO2 na atmosfera, medida para épocas remotas, oscila muito e indica, em algumas delas, concentrações muito superiores desse gás àquelas que temos hoje em dia. Apesar de haver muitos outros fatores envolvidos, a quantidade de gás carbônico e a temperatura da Terra têm forte correlação na história de nosso planeta, embora a relação direta de causalidade seja, aparentemente, complexa.

Esta relação do CO
2 com o efeito estufa e sua influência no aquecimento do planeta já havia sido proposta há dois séculos por pesquisadores como Tyndall, Watt, Fourier, etc. Provavelmente, a provocação foi motivada por comentários que emiti sobre o que considero o exagero do "pânico generalizado com o aquecimento global".

Esse tema foi lançado com estardalhaço na sociedade a partir do documentário com Al Gore, "Uma Verdade Inconveniente", de 2007. Al Gore foi vice-presidente de Bill Clinton e candidato à presidência dos EUA em 2000, tendo sido derrotado por George Bush em uma discutida apuração no estado americano da Flórida.

O documentário levou o político americano novamente para as manchetes e gerou inúmeros convites para conferências que fez sobre o tema que o fizeram ser escolhido para receber o Prêmio Nobel da Paz no mesmo ano. Gore, um parlamentar ambientalista, reuniu evidências científicas sobre a modificação do clima da Terra pela ação humana, principalmente na era industrial, e extrapolou estes dados para o futuro, gerando um clima de urgência, pânico e profundo sentimento de culpa em grande parte da humanidade, na mesma época em que crescia, na mesma época, um sentimento de revolta na sociedade contra preconceitos e discriminações. O rancor latente foi em parte orientado contra os "poluidores" do ambiente e contra as grandes indústrias petrolíferas. O assunto transbordou a área das ciências do clima e se tornou uma bandeira social e uma arma de luta política e ideológica. Embora a exagerada poluição seja um mal para o nosso bem-estar e o combate a ela, feito de forma equilibrada e avaliado constantemente em sua eficácia, deva ser uma política de estado, as extrapolações de Al Gore criaram previsões catastróficas no curto prazo, mobilizando órgãos nacionais e internacionais que investiram grandes recursos no financiamento de pesquisas voltadas ao estudo do previsto aquecimento global. Houve a perigosa mistura de política, ciência, oportunismo e interesses econômicos de todo tipo.

A grande maioria da imprensa, que adotava teses progressistas de inclusão social, abraçaram cegamente as teses de Al Gore: "fora as indústrias petrolíferas!", "fora a derrubada de florestas!", "fora produtos que se valessem do comprometimento do meio ambiente!", etc. Desde o início deste movimento, houve várias denúncias de que dados estivessem sendo "ajeitados" para comprovarem as teses de Al Gore. Nem todos, no entanto. A poluição gerada pela industrialização é verdadeira. CO
2 gera o efeito estufa, mesmo!

Está havendo, realmente, redução de gelo em partes do planeta. As atividades humanas vêm causando um aquecimento extra no clima da Terra. A questão que aponto é a escala de tempo e as proporções previstas sem considerar outras variáveis. Um exemplo: é bem sabido que a população da Terra vem aumentando rapidamente, como previsto por Malthus, mas embora exista miséria e fome, não há uma fome generalizada, sendo as crises alimentares restritas a regiões mais pobres do globo. A tecnologia aumentou a produção de alimentos em escalas inimagináveis nos tempos de Malthus. Hoje, não é tanto a produção de alimentos o problema, mas sua distribuição desigual. A tecnologia superou a estatística.

Outro exemplo: se a população apresentasse o mesmo crescimento ocorrido nos últimos 200 anos, e continuássemos a contar com o cavalo como nosso principal meio de transporte, nossas cidades estariam imundas e malcheirosas pelas fezes equinas, mas veio Henry Ford, que no brindou com os automóveis, solução maravilhosa, que trouxe, como em tudo na vida, sua contrapartida negativa - a poluição da queima do petróleo. E assim caminha a humanidade... sempre encontrando novas soluções para seus problemas e gerando outros problemas como subprodutos. Para confirmar suas pregações, os defensores do aquecimento catastrófico utilizam muitas vezes gráficos e estatísticas que, embora não estejam erradas, apresentam somente uma parte da realidade, parte essa que é extrapolada para o futuro pintando um cenário ainda mais dramático.

Isso quer dizer, por exemplo, que se um fenômeno que oscila ao longo do tempo for apresentado somente no trecho crescente e continuado a partir daí, se terá a impressão de que ele crescerá indefinidamente; se um parâmetro que varia do valor 1 para 2 for ligado em um gráfico linear, dependendo das escalas dos eixos horizontal e vertical ele pode parecer fortemente crescente (quase vertical) se a escala horizontal for reduzida, ou quase estacionário (quase horizontal), se ela for estendida. Ou seja, a forma de apresentar uma escala induz a uma certa conclusão, em especial aos leigos.

Há ainda a recordar o fato de que o clima é basicamente um fenômeno termodinâmico, a ciência que lida com o calor, e suas equações usam a escala Kelvin, que tem a mesma gradação da escala Celsius, mas cujo zero se situa a aproximadamente -173ºC. O calor emitido ou absorvido por um corpo, como a Terra, é medido nestas unidades. A temperatura de 33ºC corresponde a 310ºK. A mesma variação de um grau é uma mudança relativa de 1/310 ou 0,3% na escala Kelvin. Medida em graus Celsius seria uma variação de 1/33, ou 3%, que na escala Celsius parece uma variação grande. A mesma variação de temperatura, dependendo da escala adotada pode dar a impressão ao leigo de ser maior ou menor. A escolha da apresentação pode variar de acordo do que e a quem se pretende convencer. No que diz respeito ao CO
2 e à posição de Al Gore, embora haja bastante verdade no que disse em 2007, muitas previsões, principalmente as mais catastróficas, não se realizaram e muitas não se realizarão tão cedo ou, mesmo, jamais, dependendo de nossa capacidade de inovação tecnológica. Exemplos (dentre outros): 1- "Milhões de pessoas morrerão por causa do calor no futuro próximo". Mas, no caso do aquecimento, muitos deixarão de morrer de frio - atualmente, quatro vezes mais pessoas morrem de frio do que de calor. 2- "Ursos polares estão em extinção" - na verdade, as medidas de proteção aos ursos polares e a proibição da caça fizeram a população destes animais crescer. Hoje existem entre 20 e 30.000 destes lindos animais no Ártico. 3- "Até 2013 haveria 75% de probabilidade de que os oceanos se elevassem a até 7 metros, tornando inabitáveis certas regiões". Na verdade, os oceanos têm subido cerca de 3 mm por ano, o que levaria cerca de um século para aumentar somente cerca de 32 cm. Os cálculos de Al Gore se basearam na hipótese que ele levantou de que, em 2015, não haveria mais neve no Polo Norte no inverno e essa massa de gelo se liquefaria e elevaria o nível dos oceanos, tese que se mostrou claramente equivocada, pelo menos nessa escala de tempo.

Que climatologia é uma ciência complexa, ninguém contesta. Que os modelos matemáticos de previsão são difíceis, também não. Esforços para prever o clima no futuro podem ajudar a sociedade a encontrar formas de minimizar impactos negativos, mas a geração de pânico, como o Aquecimento Global Catastrófico, não vai ajudar a encontrar soluções para os problemas que estão aí e os que ainda virão no futuro. Esta radicalização só tem servido para acirrar a polarização política, colocar no ostracismo cientistas competentes (alguns Prêmio Nobel como Ivar Giaever que, de tão revoltado com a censura política ao debate, abandonou a Sociedade Americana de Física), que, de boa-fé, questionam os atuais modelos e suas extrapolações (muitas vezes incompetentes e maliciosas por uma parcela da imprensa e de alguns cientistas sendo marcados como "negacionistas") e, geralmente, acompanhada de insinuações sobre pagamentos a estes cientistas pela indústria do petróleo. É importante que tenhamos claro que quando se atribui uma alcunha negativa a algum segmento, já se está discriminando seus componentes. A grande imprensa quase sempre desqualifica em seus textos as pessoas que põem em dúvida suas "verdades científicas" que ela segue religiosamente sem sequer saber, de fato, suas origens e o que realmente significam e o que foi incluído, extrapolado ou abandonado nas hipóteses e conclusões.

Como disse o grande físico Freeman Dyson nos primeiros anos deste debate, "O aquecimento moderado poderá contrabalançar seus malefícios, criando campos florescentes na Suécia, na Noruega Islândia e Rússia, além do norte dos EUA e Canadá". A moderação e a objetividade ainda são e sempre serão nossos grandes aliados e, juntamente com a ciência e a tecnologia, vão nos ajudar a construir um futuro melhor para a humanidade.

* o autor é PhD em física pela Purdue University, foi reitor da USP e é presidente do Instituto Lobo

Publicado originalmente no Estadão: https://www.estadao.com.br/educacao/roberto-lobo/aquecimento-global-catastrofico-ciencia-politica-ou-ideologia/

Obs do blogueiro, autor do livro "CO2 aquecimento e mudanças climáticas: estão nos enganando?":

A presença de CO2 na atmosfera não causa o aquecimento do planeta, como se fosse um efeito cobertor, um gás de efeito estufa (GEE). Essa foi a hipótese, e não uma teoria, de um cientista irlandês, John Tyndal, em 1859. Ele afirmou que gases como o dióxido de carbono e o metano aprisionam a radiação infravermelha, criando o chamado efeito estufa, hipótese que, por não ter evidências científicas, não se consolidou e foi abandonada por muitos anos, mas os cientistas do IPCC abraçaram a ideia e a "modernizaram" em 2007. Tyndal, em verdade, contrariou o que o francês Jean Baptiste Fourier afirmou, com base em cálculos, que a Terra seria muito mais fria se não existisse a nossa atmosfera. Comprovou-se então que a temperatura média do planeta era de +15ºC. Caso não existisse a atmosfera seria de -18ºC.

 

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terça-feira, 26 de novembro de 2024

Carrefour faz retratação

Richard Jakubaszko

O Grupo Carrefour publicou hoje pela manhã (26/11), o comunicado de retratação após a treta sobre a importação de carne do Mercosul, o que incluía o Brasil, de acordo com nosso post de ontem.

No texto, publicado no site da rede varejista francesa, informa que "lamenta que a nossa comunicação tenha sido interpretada como forma de colocar em causa a qualidade da carne brasileira e a nossa parceria com a agricultura brasileira e uma crítica a ela".

Conforme dirigentes do setor de frigoríficos ouvidos pelo blog, o fornecimento de carne para o Carrefour no Brasil será normalizado após a retratação pública.

Entretanto, não tenhamos dúvidas, novas encrencas virão dentro em breve, enquanto o agronegócio não se posicionar adequadamente frente às questões ambientais.

O Brasil vence mais uma batalha!

 

 

 

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segunda-feira, 16 de setembro de 2024

Crise climática: mundo pode não ter mais volta e isso me apavora

Richard Jakubaszko
O exegeta do clima, mais uma vez ataca. Agora, como colunista do UOL, Carlos Nobre publicou dia 13 de setembro último no site jornalístico o texto abaixo, em que aproveito para, como de costume, retrucar algumas das opiniões desse climatologista adepto do IPCC, ao qual permanece engajado desde o início. Como sempre, faço observações no meio do texto do autor, grafados em vermelho para ficar bem claro. Vamos a elas, portanto:

Crise climática: mundo pode não ter mais volta e isso me apavora

Carlos Nobre

A ciência climática do mundo inteiro não previa uma aceleração tão intensa das mudanças climáticas (Mudanças climáticas demoram séculos para se consolidar, cadê as provas dessa aceleração?) como temos visto recentemente (???). No começo de 2023, os cientistas previram um El Niño (O El Niño não é mudança climática, quando muito é um fenômeno geológico) de grande intensidade, com temperaturas chegando a 1,3ºC acima dos níveis pré-industriais. Mas ninguém esperava que as temperaturas globais fossem explodir e ficar 1,5°C mais quentes.

Com exceção de julho de 2024, estamos desde junho de 2023 vivendo temperaturas acima de 1,5ºC. O último mês de agosto foi o mais quente já registrado. A Terra só viu algo parecido no último período do interglacial, 120 mil anos atrás.

A consequência desses 14 meses de temperatura alta, incluindo os recordes de temperatura dos oceanos, é o aumento dos eventos climáticos extremos (Evento extremo é um furacão, e estes, desde o Katrina, em 2005, não acontecem). Mas eles não cresceram devagarzinho ou de uma forma linear. Eles cresceram exponencialmente, como a ciência previu. E é isso que está acontecendo no Brasil e no mundo inteiro, com ondas de calor, seca, chuvas intensas e incêndios florestais.

O Acordo de Paris e as COPs estabeleceram metas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa de 28% a 42% até 2030, o que já é um enorme desafio (Reduzir emissões é impossível, a natureza emite 97% do CO2, enquanto as atividades humanas são responsáveis por apenas 3%. Então, como reduzir os GEE em 28% a 42%???). Mas as emissões continuam aumentando. Tudo isso foi definido para não passarmos de 1,5ºC em 2050. Mas se no ano que vem continuarmos com temperaturas 1,5ºC acima do período pré-industrial, serão três anos com temperaturas acima da meta do Acordo de Paris. Pode ser tarde demais e isso me apavora. (Tome um chá de camomila, Carlos Nobre, como diria o venezuelano Maduro)

Estou apavorado porque, com 2,5ºC, nós vamos criar (o ser humano não é tão poderoso, Carlos Nobre) uma mudança climática nunca vista. Com 2,5ºC, os eventos extremos vão aumentar muito exponencialmente e o mais preocupante é que atingiremos os chamados pontos de não retorno.

Se passarmos de 2ºC, todos os recifes de coral do mundo serão extintos (Mas né não Carlos Nobre? - como vc gosta de um alarmismo). Se passarmos de 2,5ºC, vamos perder de 50% a 70% da Amazônia e grande quantidade do solo congelado da Sibéria, do Canadá e do Alasca, o chamado permafrost, será descongelado. Com isso, vamos jogar uma gigantesca quantidade de gases de efeito estufa que estão ali aprisionados.

Na semana passada, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, afirmou que o Brasil pode perder o Pantanal por completo até o fim deste século se o mundo não for capaz de reverter o cenário de aquecimento global.

Como isso aconteceria? Grande parte da água que abastece o Pantanal vem da bacia amazônica e do Cerrado. Se ultrapassarmos 2,5ºC de aquecimento, a Amazônia será devastada, o que reduzirá significativamente as chuvas na região do Pantanal. Sem essa umidade, o bioma pode se transformar em uma caatinga. E isso já vem acontecendo. O prolongamento das estações secas já resultou em 35% do Pantanal deixando de ficar coberto por água nos últimos 40 anos.

Quando analisamos alguns países, especialmente na Ásia e em partes da Europa, vemos que eles estão adotando medidas eficazes para lidar com as mudanças climáticas (Quais são essas neddidas, Nobre? Não vi nenhuma. Reduzir rebanho bovino de leite? Proibir fertilizantes nitrogenados?). Um exemplo notável é Singapura, que implementou o conceito de "esponja urbana", que envolve a restauração florestal nas áreas urbanas e periféricas, que reduz a temperatura e ajuda a mitigar desastres climáticos. O Brasil também tem potencial para implementar essas medidas.

Em São Paulo, por exemplo, a área urbana, com muito concreto e asfalto, pode ser de 6ºC a 10,5ºC mais quente do que áreas cobertas pela Mata Atlântica próximas, como o Parque Zoológico. (Sempre foi assim, Nobre, essa diferença existe há mais de 1 século, para de querer assustar as crianças...)

Estudos da USP mostram que a restauração da vegetação urbana pode reduzir as temperaturas em até 5ºC, reter água no solo, diminuir enxurradas e remover de 20% a 30% dos poluentes. (Isso é verdade, reconheço). Além disso, melhora o microclima e, consequentemente, a saúde, já que ondas de calor são um dos maiores riscos climáticos.

No entanto, se falharmos em reduzir drasticamente as emissões, poderemos enfrentar um cenário extremo. Se a temperatura global aumentar em 4ºC até 2100, grande parte do planeta, incluindo o Brasil, pode se tornar inabitável, especialmente as regiões tropicais e equatoriais. Isso incluiria vastas regiões do Brasil, especialmente as áreas tropicais e equatoriais. No Sudeste, os verões seriam tão extremos que viver ali seria insustentável. (Não exagera no alarmismo, Nobre. Essa insistência é neurótica)

A situação seria tão drástica que, no século 21, as únicas áreas habitáveis no mundo seriam regiões como o Ártico, a Antártica e as grandes cadeias montanhosas, como os Alpes e o Himalaia. Esse cenário nos mostra a gravidade da crise climática e o quanto é urgente zerar as emissões de carbono rapidamente, para evitar esse futuro quase inacreditável.

Ações mais rigorosas para combater as mudanças climáticas (A expressão "mudanças climáticas" é o termo preferido pelo IPCC, para não entrar na questão da mentira do aquecimento, já que este não pode ser provado, como quer agora esse autor) são urgentes. Sem medidas imediatas e eficazes, estamos caminhando para um futuro em que vastas regiões do planeta poderão se tornar inabitáveis, com impactos profundos para a vida. Não podemos em hipótese alguma aceitar passar de 2ºC e chegar a 2,5ºC. As metas de redução das emissões têm que ser muito mais rigorosas e abrangentes. Não podemos esperar até 2050. (Se o leitor ficou com dúvidas, leia meu livro "CO2 aquecimento e mudanças climáticas: estão nos enganando?")

Veja mais em https://www.uol.com.br/ecoa/

 

 

 

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sábado, 31 de agosto de 2024

Porque não acredito no aquecimento: depoimento - II

Richard Jakubaszko *

Há muito mais evidências de que o CO2 não é o causador do propalado e suposto aquecimento, do que o contrário. Muita gente me solicita durante as conversas rápidas no cafezinho, para que esclareça porque sou um cético. Alinho algumas explicações, e abaixo mostro um resumo:

1º - e mais importante de tudo: não existe uma única prova científica do IPCC e de seus cientistas, de que esteja acontecendo o aquecimento do planeta. Essa história de que 2018 ou 2024 são os anos mais quentes da história é sensacionalismo midiático. E ainda tem muita fraude nas medições. Toma-se a temperatura ambiente 4 vezes ao dia no mesmo local e tira-se uma média do dia. Soma-se os resultados de mais de 5 mil pontos de temperatura ao redor do planeta e divide-se, o que dá uma média surreal, o planeta não tem temperatura média, tem apenas temperaturas locais. Uma coisa é -50ºC na Sibéria e outra é +55ºC no Saara, não há como comparar.

2º - A presença de CO2 na atmosfera não causa o aquecimento do planeta, como se fosse um efeito cobertor, um gás de efeito estufa (GEE). Essa foi a hipótese de um cientista irlandês, John Tyndal, em 1859. Ele afirmou que gases como o dióxido de carbono e o metano aprisionam a radiação infravermelha, criando o chamado efeito estufa, hipótese que, por não ter evidências científicas, não se consolidou e foi abandonada por muitos anos, mas os cientistas do IPCC abraçaram a ideia e a "modernizaram" em 2007. Tyndal, em verdade, contrariou o que o francês Jean Baptiste Fourier afirmou, com base em cálculos, que a Terra seria muito mais fria se não existisse a nossa atmosfera. Comprovou-se então que a temperatura média do planeta era de +15ºC. Caso não existisse a atmosfera seria de -18ºC.

3º - o elemento da atmosfera que poderia ser acusado de causador de GEE é a água, responsável por 60% de retenção do calor, junto com os raios do Sol, a fonte de calor primária do planeta, nunca o CO2. O gás CO2 existe na proporção de 0,038% na atmosfera, ou seja, 380 ppm (partes por milhão), e isso não muda o todo.

4º - as emissões de CO2 no planeta proveem de duas fontes: 97% das emissões são feitas pela natureza (mares, florestas, vulcões, matéria orgânica em decomposição); e apenas 3% do total das emissões são feitas pelos seres humanos, através de suas atividades, como automóveis, aviões, navios, fábricas, respiração dos seres vivos, plantio de arroz irrigado, criação de ruminantes, queimadas, churrascos etc.

5º - nossa atmosfera, grosso modo, tem 79% de Nitrogênio e 20% de oxigênio. No 1% que falta nessa conta encontram-se inúmeros gases, inclusive CO2, que é o gás da vida, responsável pela fotossíntese das plantas. Se estiver abaixo de 250 ppm de CO2 na atmosfera (o que é encontrado em topos de montanhas acima de 3 mil metros) não teríamos as plantas e nem gado, por falta de pastagens e grãos, e sem isso a humanidade iria se alimentar de quê? Carne de laboratório?

6º - A maioria dos cientistas no mundo não acredita no aquecimento, isso mesmo, os ambientalistas não são a maioria, conforme apregoa a mídia. O que os cientistas ligados ao IPCC fizeram foi a montagem de planilhas de computador, onde projetam que, na hipótese de aumentar a presença do CO2 na atmosfera, este provocaria exponencialmente o aquecimento. Até mesmo o fundador do Greenpeace, Patrick Moore, cofundador dessa ONG, e que se retirou da entidade há alguns anos, diz que isso é uma mentira. Aliás, do Relatório IV do IPCC, de 2007, que teve 2.500 signatários, 5 anos depois quase 2.000 deles se retiraram, e hoje existem menos de 400 cientistas que ainda acreditam na mentira original.

7º - Greta Thunberg, a garota sueca autista de 16 anos que não viaja de avião, é propagandista inocente dessa farsa. O relacionamento de seus pais com empresários e políticos interessados na causa ambiental, mas vinculados a empresas produtoras de energia elétrica renovável (eólica e solar, e ainda energia nuclear), demonstra isso, conforme a imprensa inglesa já noticiou. A briga se resume em descarbonizar o planeta, reduzindo as emissões de CO2 e dos gases de efeito estufa. O carvão, sua mineração e queima para gerar energia elétrica no hemisfério norte é o foco, com a proposta de uso de energias substitutas, mas sustentáveis, como a eólica, solar e nuclear.

8º - existem muitos interesses políticos, econômicos e geopolíticos internacionais em propalar o CO2 como GEE. Os interesses da ONU, através do IPCC, seu órgão para as questões ambientais, que tenta se firmar como uma agência regulamentadora, como a OMS (Organização Mundial de Saúde) ou a AEN (Agência de Energia Nuclear), que possuem poderes supranacionais. Ou seja, as nações filiadas à ONU são signatárias de acordos onde firmaram juramento de obediência total às resoluções desses organismos. Se o IPCC for alçado ao status de Agência Internacional Ambiental (AIA), conforme se pretende, os países teriam de aceitar suas decisões. Com isso, por exemplo, a AIA poderia determinar ações de sanção a países que não obedecerem as regras estabelecidas, e essas podem incluir proibição de exportação de produtos agropecuários, multas ao país infrator, e até mesmo tomada de territórios, como a Amazônia. O interesse geopolítico internacional sobre a Amazônia é enorme, muito mais pelos minérios e riquezas lá existentes, para serem explorados no futuro, do que pelo seu valor ambiental.

Time: dezembro 1973
9º - faz mais de 40 anos que a ONU e o IPCC nos ameaçam sobre o fim do mundo por causa das mudanças climáticas. Nos anos 1970 o temor era de que o planeta iria esfriar, e no Brasil tivemos a geada negra, em 1976, um desastre para as lavouras do Brasil, no Sul e Sudeste, mas depois o clima se normalizou e eles inventaram que iria esquentar. Agora, nas COPs realizadas em locais turísticos, nos avisam, desde 1992, que temos pouco tempo para salvar o planeta, e inventam medidas legislativas, leis que tentam proibir as pizzarias de usar lenha em fornos para fazer nossas pizzas, ou churrascos sem uso de carvão...

10º - o agronegócio não é o maior emissor de GEE, como acusa o IPCC e a mídia engajada, seja pela emissão de CO2, ou de metano, pela flatulência do gado bovino, e até mesmo do óxido nitroso, os fertilizantes nitrogenados. A ameaça do aquecimento (que foi feita há 40 anos) previa o aumento do nível dos mares, o que não aconteceu; previa a intensificação dos eventos extremos (o que também não aconteceu. Os furacões nos EUA não aparecem desde 2007, quando ocorreu o Katrina, uma tempestade tropical classe III, foi o último...). E todo evento considerado extremo que vimos dos anos 1980 para cá, sempre tem sido comparado se maior ou menor a eventos ocorridos muitos anos antes, como se já houvesse aquecimento. A tragédia da enchente que ocorreu no Rio Grande do Sul em maio de 2024 foi muito comparada com a de 1941, é só um exemplo, mas esqueceram de comparar com a maior enchente, a de 1896, porque não seria conveniente, ainda não existia a ameaça...

Se o leitor desejar se aprofundar sobre o tema leia o livro "CO2 aquecimento e mudanças climáticas: estão nos enganando?", de minha autoria, que está em 3ª edição, ampliada e atualizada. O livro se encontra à venda no site da Amazon.com.br

O mundo não vai acabar, mas vai piorar, afirma o livro sobre CO2, porque o principal problema do planeta é o excessivo contingente humano, hoje de 8 bilhões de bocas, que precisam comer alimentos e ao mesmo tempo praticam um consumismo exacerbado, e seja na compra de veículos, roupas e mobiliário, a maioria deles contem componentes produzidos pelo nosso agro, mas o planeta, pelo andar da carruagem, não vai suportar essa depredação exacerbada.

Para encerrar, uma frase de Walter Lippmann, jornalista americano, que explicou que, “quando todos pensam igual, é porque ninguém está pensando”, com a qual concordo plenamente. De outro lado, pense comigo: existem duas verdades? Não existe, não é? Ou o planeta está esquentando ou não está. Qual delas você considera como verdadeira? Debata o tema com seus amigos, mas tenha cuidados, porque algumas pessoas não gostam de ser contestadas.

* Jornalista, escritor, especializado no agronegócio há mais de 55 anos.
Para adquirir o livro "CO2 aquecimento e mudanças climáticas: estão nos enganando?", envie e-mail para co2clima@gmail.com que informaremos dados para depósito bancário, a obra custa R$ 50,00 inclusas taxas postais e será remetida autografada pelo autor.




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quinta-feira, 1 de agosto de 2024

Emissões de metano disparam, e cientistas pedem ação imediata.

Richard Jakubaszko
Mais uma vez o UOL repercute material jornalístico sobre as mudanças climáticas, desta feita focando no metano (CH4) como responsável pela neurose climática do aquecimento implantada no planeta há mais de 40 anos. Reproduzo abaixo a matéria publicada, no texto em preto, e faço comentários grafados em vermelho, ponto a ponto.

Emissões de metano disparam, e cientistas pedem ação imediata.
de Ecoa*
01/08/2024 05h30

No Brasil, agropecuária é o maior emissor de metano Imagem: Mauro Pimentel/AFP, segundo a Ecoa.
 
As emissões globais de metano (CH4), o segundo mais importante gás causador do efeito estufa (GEE), atrás apenas do dióxido de carbono (CO2), estão aumentando na taxa mais alta em décadas, de acordo com um estudo publicado na Frontiers in Science.

O metano (CH4) é considerado o segundo maior vilão do aquecimento global

* É o segundo GEE mais abundante na atmosfera.  

(Aqui a grande mentira: o metano é um gás com presença de 0,00015% - ou 15 ppt, partes por trilhão - em nossa atmosfera, enquanto o nitrogênio tem presença de 78,09%, o oxigênio de 20.95% e o CO2 de 0,035% - ou 300 ppm, partes por milhão - conforme o quadro abaixo:

Elementos da camada GEE

%

Nitrogênio (N2)

78,09

Oxigênio (O2)

20,95

Dióxido de carbono (CO2)

0,035

Helio (He)

0,00052

Metano (CH4)

0,00015

Monóxido de carbono (CO)

0,00001

Oxido nitroso (N2O)

0,000025

Ozônio (O3)

0,0010, na estratosfera

Amônia (NH3)

6 ppb

Dióxido de nitrogênio (NO2)

1 a 100 ppb

 

Não citados: Xenônio (0,00001%), Dióxido de enxofre (0,2 ppb), Neônio (0,0018%), Criptônio (0,0001%) e Argônio (0,093%). Hidrogênio (0,00005%), Sulfeto de hidrogênio (0,2 ppb).

De outro lado, conforme o mapa abaixo, as emissões de metano no planeta, de acordo com o satélite do NOA. Este mapa ilustra a quarta capa de meu livro "CO2 aquecimento e mudanças climáticas: estão nos enganando?", onde coloquei como legenda: Mapa do satélite NOA mostra regiões onde a emissão de metano (CH4) é captada. Destacam-se as florestas tropicais da Amazônia e a subsaariana, os arrozais irrigados na China. Ou a Ásia produz alimentos ou morre de fome. Na natureza, como se percebe, os maiores emissores são as florestas, especialmente em mangues.

A única emissão antropogênica está nos EUA e é fruto de gigantescos lixões na confluência de quatro metrópoles americanas: Nova York, Chicago, Detroit e Washington.

Questão importante: a presença total e percentual do metano em nossa atmosfera tem se mantido igual nos últimos 150 anos.

Registrei também no livro entrevista com o veterinário Sebastião da Costa Guedes, respeitado profissional, ex-presidente da Bayer Veterinária, ex-coordenador do CNPC - Conselho Nacional da Pecuária de Corte, e um dos grandes nomes do Brasil na campanha de erradicação da Aftosa na América Latina, e ele afirma que "a Embrapa, além do Instituto de Zootecnia, da Secretaria da Agricultura de São Paulo, atribuem uma emissão média diária por animal de 0,2% de metano/dia, enquanto que o IPCC registra ou sugere 2,0%/dia, considerado como número default, ou padrão. A diferença, de 0,2% para 2,0%, multiplicado pelo nosso rebanho de 220 milhões de cabeças, simplesmente multiplica por 10 o tamanho das emissões brasileiras no segmento de pecuária. É justo isso? A responsabilidade não é nossa, em calcular incorretamente esse valor? O IPCC recomenda índices próprios, mas admite que cada país use seus próprios números, desde que oficiais".

Continua Guedes: "Muito tem se discutido sobre as metodologias e levantamentos do IPCC, não questionamos a veracidade dos dados, mas quando se publica algo desta importância precisa ter plena certeza do que se afirma, pois podemos transformar uma questão de segurança alimentar em uma catástrofe climática. O Brasil tem boa ciência e tem feito um bom trabalho com relação à sustentabilidade da pecuária, inclusive no aspecto das emissões de CO2, CH4 e de N2O. Metano bovino é no máximo 0,5%/dia, mas isso depende da alimentação do gado, se confinado, consumindo ração, ou a pasto. De toda forma, os números do IPCC são inflacionados, seriam de 4 a 10 vezes os números reais. Outra causa abominável é o ônus exagerado da mudança do uso da terra que se atribui à pecuária".)

Atividades humanas provocam mais da metade das emissões de metano no mundo.

De acordo com os pesquisadores, as emissões antropogênicas de metano desde o período pré-industrial (1850-1900) até 2019 foram responsáveis pelo equivalente a 65% do aquecimento causado pelo dióxido de carbono (CO2) até hoje.

As emissões de metano têm aumentado significativamente desde cerca de 2006 e continuarão a crescer ao longo do restante da década de 2020, e medidas drásticas são necessárias para limitar o aquecimento global a 1,5°C ou 2°C, como prevê o Acordo de Paris, conclui o artigo, assinado por 15 cientistas de diferentes países.


Quase 580 milhões de toneladas de metano são emitidas a cada ano, das quais 60% são atribuíveis à atividade humana (principalmente a agricultura) e quase um terço às áreas úmidas naturais.
(A tabela e o mapa acima desmentem essa falácia dos ambientalistas).

Embora o mundo tenha se concentrado no dióxido de carbono como o principal motor do aumento das temperaturas globais, pouco foi feito para combater o metano, apesar de ele ter um potencial de aquecimento 80 vezes maior que o dióxido de carbono em um período de 20 anos.


Qual é o papel do metano na crise climática e por que o Brasil precisa se preocupar?
O aumento da emissão de gases do efeito estufa (GEE) nas últimas décadas como resultado de atividade humana é o responsável pelo agravamento do efeito estufa, que aquece a Terra e provoca as mudanças climáticas que já estão impactando seriamente todo o planeta. O gás carbônico (CO2) é o principal responsável pela crise que o mundo enfrenta atualmente, por ser o GEE emitido em maior volume. Mas outros gases também têm papel fundamental no cenário atual.


Seu potencial de esquentar o planeta é cerca de 80 vezes maior do que o CO2. Porém, ele é um gás que tem vida curta (SLCP, em inglês "short-lived climate pollutant"), permanecendo na atmosfera de 12 a 14 anos, enquanto o gás carbônico pode continuar por mais de um século no ar. Assim, seu efeito é mais intenso, mas breve.
(O cálculo aceito cientificamente para o metano é de se multiplicar seu valor por 23 vezes, para se ter o CO2 equivalente, portanto, essa história de 80 vezes maior como potencial GEE é mera narrativa emocional dos ambientalistas e jornalistas.)

Por isso, cientistas defendem que reduzir drasticamente as emissões de metano (também podemos aprovar uma Lei que proíba todo ruminante de arrotar...) é tão importante quanto descarbonizar as economias e trará resultados mais imediatos, dando mais tempo para a redução de outras emissões, para a transição energética e a adaptação climática.


Quais são as atividades que mais emitem metano?
A natureza em equilíbrio possui diferentes fontes de emissão de CH4, como a ação de bactérias metanogênicas (que produzem metano durante seu metabolismo), presentes em diversos tipos de ambientes, e em processos como as erupções vulcânicas. Atualmente, as atividades humanas já provocam mais da metade das emissões de metano no mundo.


O aumento nas últimas décadas está associado principalmente a três fontes:

* Extração e uso de combustíveis fósseis
* Agropecuária
* Aterros sanitários

Na indústria de combustíveis fósseis, o metano é o principal componente do gás natural e também é emitido em diversas etapas da exploração e uso de carvão e petróleo, no que é chamado de "emissões fugitivas".


Já nos aterros sanitários e na agropecuária, o CH4 é resultado da ação das bactérias metanogênicas. Elas estão presentes em ambientes úmidos (podendo proliferar, por exemplo, em áreas de cultivo de arroz), no sistema digestivo de animais ruminantes, como vacas e ovelhas, e são também predominantes nos processos de decomposição de matéria orgânica.


Apesar de a ação dessas bactérias ser um processo natural, o impacto do aumento das emissões de metano na temperatura do planeta é resultado da grande expansão da pecuária e do aumento da produção de resíduos orgânicos muito acima dos níveis pré-industriais, por conta do rápido crescimento da população nas últimas décadas.


Como estão as emissões de metano do Brasil atualmente?
A maior fonte no país é a agropecuária. O setor soma mais de 70% das emissões nacionais, em dados de 2020, com a pecuária respondendo por mais de 90% principalmente pela fermentação entérica (o "arroto do boi"). Naquele ano, o IBGE indicou que o rebanho brasileiro bateu recorde, passando de 234 milhões de animais. Ou seja, no Brasil vivem hoje mais vacas e bois do que pessoas, e todos eles estão eliminando gás metano diariamente. O manejo de dejetos animais, cultivo de arroz irrigado e queima de resíduos da cana-de-açúcar também são fontes relevantes.


O setor de resíduos fica em segundo lugar como fonte de emissões de CH4, com 15,8%, em 2020, e as mudanças de uso da terra, em especial as queimadas, representam 9%. O setor de energia corresponde a menos de 3% no país, com destaque para a queima de lenha e a exploração e produção de petróleo e gás natural.


O que o Brasil tem feito para reduzir suas emissões de metano?
Em 2021, durante a COP26 em Glasglow, o Brasil assinou o Compromisso Global do Metano, no qual mais de 100 países se comprometeram a reduzir as emissões deste GEE em 30% até 2030 (em comparação com níveis de 2020).


Meses depois, o governo federal lançou o Programa Nacional de Redução de Emissões de Metano - Metano Zero, com foco especial no reaproveitamento do gás emitido por resíduos sólidos urbanos e agrícolas para produção de biometano. No campo, o tema é tratado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária dentro do Plano de Adaptação e Baixa Emissão de Carbono na Agricultura - ou Plano ABC+, que visa estimular uma produção mais sustentável.


Mas, na prática, especialistas afirmam que poucas ações têm sido colocadas em prática de forma efetiva e em grande escala, e com a urgência necessária para que o país cumpra suas metas climáticas.


O que deveria ser feito para reduzir as emissões de metano no Brasil?
Para conseguir atingir seus compromissos, é fundamental que o país foque no seu principal emissor: a pecuária.


A ciência vem trabalhando no melhoramento genético e no desenvolvimento de suplementos alimentares que facilitam a digestão e, dessa forma, reduzem a produção do gás.


Outra mudança que teria grande impacto é a redução no tempo de abate. "Animais mais jovens emitem menos metano. Portanto, o abate precoce (com 24 a 30 meses de idade) pode reduzir as emissões em até 12% em comparação com o abate de animais com 36 meses ou mais", explica Camila Genaro Estevam, bióloga pesquisadora do Observatório de Bioeconomia da Fundação Getúlio Vargas.
(Há mais de 10 anos os pecuaristas que terminam seus animais para abate com mais de 30 meses estão quebrando. Os maiores já conseguiram uma média inferior a 26 meses na terminação. A gigantesca luta que se observa para reduzir esse prazo nada tem de cunho ambientalista, mas de sobrevivência do pecuarista na atividade. Dessa forma, a sugestão é antiga, desatualizada e desnecessária, além de dramatizar o tema, pois os pecuaristas lutam por isso há muitos anos. Em síntese, a matéria jornalística nada trouxe de novo, foi mais do mesmo na extensa e antiga ladainha ambientalista)
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A adoção de terminação intensiva (técnica relacionada à fase final de engorda do animal) é mais uma estratégia que se provou eficaz. Além disso, é fundamental ampliar a adoção de tecnologias mais eficientes no manejo de dejetos, como o uso de biodigestores e compostagem.


Por fim, a recuperação de pastagens degradadas e a implementação de sistemas agrossilvipastoris (associação de pastagem e cultivos agrícolas e florestais na mesma área) trariam grandes benefícios ambientais, e teriam também impacto indireto na redução das emissões.


No setor de resíduos, especialistas apostam na expansão do aproveitamento do metano para geração de biogás. E na frente de energia, é necessário controlar as emissões fugitivas da indústria de petróleo e gás do país.


Segundo análise do SEEG, com essas e outras práticas e usando tecnologias que já existem, o Brasil conseguiria reduzir suas emissões de metano em 36,4%, cumprindo assim o compromisso assinado e contribuindo para o enfrentamento ao aquecimento global.


* Com reportagem de Juliana Zambelo

Fontes: Camila Genaro Estevam, bióloga pela Unesp-Rio Claro e pesquisadora do OCBio (Observatório de Bioeconomia da Fundação Getúlio Vargas) com foco no tema de mensuração de emissões, remoções e estoque de carbono; Renata Potenza, especialista em Ciência do Clima do Imaflora (Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola); SEEG (Sistema de Estimativa de Emissões de Gases de Efeito Estufa do Observatório do Clima).

Veja mais em https://www.uol.com.br/ecoa/ultimas-noticias/2024/08/01/emissoes-de-metano-disparam-e-cientistas-pedem-acao-imediata.htm?cmpid=copiaecola

 

 

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