Mostrando postagens com marcador Copa 2014. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Copa 2014. Mostrar todas as postagens

domingo, 13 de julho de 2014

E que Copa, hein?

Richard Jakubaszko

Terminou a Copa 2014, a Copa das Copas! Parabéns aos alemães pelo campeonato. Eles estão felizes, e nós, brasileiros, lambemos nossas feridas. Já houve isso no passado, saibam os mais jovens. Mas não criou-se esse pessimismo que se observa por aí hoje em dia, que é nitidamente de interesse político-partidário.

Nos frustramos em 1950, quando perdemos em casa, em 1982 (na Espanha, quando éramos favoritos com aquele timaço do Telê) e até mesmo em 1998, na França, quando o time inteiro, começando pelo fenômeno, amarelou. Agora, na Copa das Copas, amarelamos de novo, mas diante de uma competente Alemanha.

Assim, tivemos a Copa da Copas, e não o propalado pessimismo do "Não vai ter Copa", misturando má política com nosso mau futebol. Foi uma das melhores Copas de todos tempos, conforme a imprensa internacional, de acordo com jogadores e turistas, por todos eles, endossados pela Fifa, e isso é uma das coisas que deveria nos orgulhar como brasileiros. Tivemos Copa no Brasil, sempre de estádios cheios, com excepcional média de gols, recorde de gols, e a Copa mais emocional de todos os tempos, considerando-se as diversas batalhas ocorridas na fase de grupos, depois nas oitavas, nas quartas de final e nas finais.

Saibam os brasileiros que temos um pequeno argentino que torce pelo Brasil, veja no vídeo abaixo, é engraçadíssimo!

Aos hermanos, uma homenagem, abaixo representada pela excepcional cantora Cláudia, que canta a lindíssima canção, quase um hino argentino, "Não chores por mim Argentina". Em 2018 tem mais...



Sobre a seleção canarinho, como sempre ocorre quando perdemos, baixam os espíritos críticos, e isso me lembrou de uma canção dos Demônios da Garoa, "Time perna de pau", com uma gozação sobre essa típica mania de a gente colocar a culpa no diretor, no técnico, mas de continuar a torcer para um time que mais perde do que ganha, e mesmo assim mantemos nossa paixão pelo time da gente e da seleção também.

Aos brasileiros: ânimo e coragem! Foi só uma competição esportiva. Devemos nos preparar para a Copa na Rússia, derrubando a Lei Pelé, extirpando os empresários de jogadores, criando escolinhas, proibindo monopólios de transmissão esportiva, para melhorar o futebol.

.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Enfim, Barbosa, vão te deixar em paz.

Moacir de Souza José *


Pena que você já morreu Barbosa, porque, se estivesse vivo e ainda que nunca apagasse de sua memória a derrota que sofremos para o Uruguai no Maracanã em 1950, depois do futebol-desastre apresentado pela seleção brasileira diante da Alemanha na Copa do Mundo de 2014, também no Brasil, sentiria que a tua tragédia parecerá pequena.
Por que pelo menos, até onde sei, jogamos bola naquele dia em que você sofreu o gol de Giggia faltando pouco mais de 10 minutos para sermos campeões do mundo.

Ontem, terça-feira, 8 de julho, no Mineirão, só jogamos bola nos primeiros 10 minutos de jogo. E um pouco no segundo, talvez porque a Alemanha não precisasse mais se importar com uma marcação mais forte.

A derrota pôs fim a uma campanha fraca, possivelmente a pior de todas as copas – mesmo em comparação à de 1994, quando fomos campeões nos pênaltis contra a Itália de Roberto Baggio.

Ontem, os canarinhos estavam mais perdidos do que cego em tiroteio... Não jogaram para o Neymar; não jogaram para a torcida, não jogaram para as crianças (#jogapramim); jogaram para os alemães. Facilitaram a vida deles, incompreensivelmente. Esqueceram-se de que estavam diante de um fortíssimo adversário. Esqueceram-se de que a Alemanha – assim como fez a Holanda sobre a Espanha na primeira partida do Grupo H, ganhando de 5x1 – pratica o futebol-nocaute. Sim, aquele em que o time se aproveita da fraqueza do outro e liquida o jogo com uma sequência de golpes certeiros.

Tomamos 5 gols em 18 minutos; 4 gols em 6 minutos... Nunca havia se visto, numa semifinal de Copa do Mundo, um primeiro tempo terminar em 5x0 para alguma equipe... Depois, já relaxados (mas não desatentos), no segundo tempo, os alemães marcaram mais dois gols, para nosso desespero. Por que, uma vez constatada a incapacidade de reação para diminuir a diferença significativamente, a preocupação passou a ser a humilhação... Mas não teve jeito. Felizmente, numa das poucas jogadas de ataque de Oscar (uma das grandes decepções desta seleção, que só jogou bem a primeira partida), fizemos o chamado gol de honra. Era o mínimo, para não aumentar ainda mais a nossa vergonha.

E olha que o goleiro Neuer, um dos melhores (se não o melhor) desta Copa, ficou bravo com o gol que tomou!

Não dá nem para dizer que a torcida presente ao estádio usufruiu de uma partidaça de futebol, com tantos gols. A facilidade com que os alemães marcaram os cinco primeiros gols foi revoltante. O primeiro, então, foi de uma facilidade inacreditável. O atacante Muller, goleador, perigoso, hábil e tudo o mais que possamos acrescentar de qualidades, ficou sozinho na área, sem marcação qualquer, enquanto quatro jogadores brasileiros se amontoavam à sua frente. Usando de certa maldade, até o Jô marcaria aquele gol... Ou, destilando ironia, era o gol que o Fred sonhava fazer...

A falta de marcação sobre os alemães foi tamanha que até dá para desconfiar... Por qual razão a seleção brasileira marcou em cima em todos os outros jogos – principalmente contra o Chile e a Colômbia, adversários bem menos perigosos – e deixou a poderosa Alemanha jogar à vontade? Será que o Felipão não deu essa orientação ao time? Não é possível. Fala-se, agora, em “apagão”...

O que não dá para negar é que a ausência do quarto zagueiro Thiago Silva, capitão do time até então, foi mais danosa para o time do que a ausência de Neymar... Contra a Alemanha, não tomar gols era mais importante do que tentar algum, dada a superioridade tática e de qualidade dos adversários. A atuação de Dante foi absolutamente desastrosa. Pareceu-me perdido em campo. E David Luiz, nosso herói na partida contra a Colômbia, com um golaço de falta, além de outro contra o Chile (na verdade, foi gol contra), infelizmente achou que poderia continuar sendo o super-homem e ir para o ataque e tentar resolver o jogo; ajudou a aumentar o buraco da defesa, que também teve em Fernandinho outra decepção. Sem falar em Maicon, que, no mínimo, deveria ter esticado a perna desesperadamente para tentar evitar o 16º gol de Klose...

É, talvez tenha sido melhor assim. Afinal de contas, teremos de aprender com os erros, convencer-nos de que não é possível um time de futebol se apoiar num só jogador, ainda que seja o craque do time. De que não dá para jogar bem sem um meio de campo entrosado e eficiente; de aprendermos a jogar quando marcados sob pressão (o México que o diga); de termos mais preparo emocional para jogar em casa; e, finalmente, de que não pode dar certo um time onde os defensores é que marcam os gols e os atacantes ficam na defesa...

* o autor é jornalista, editor-executivo da revista DBO

.

terça-feira, 8 de julho de 2014

Acabou a Copa prá nós!

Richard Jakubaszko 
Foi humilhante o 7 x 1 que tomamos da Alemanha. Mérito  e competência do alemães, e ineficiência nossa. Fica o registro e o exemplo para a história.

Ninguém jamais saberá explicar essa derrota.

A verdade é que o tal do "profissionalismo" não nos levou a nada. A seleção travou depois do primeiro gol. Levamos mais 4 gols depois de poucos minutos. Normal do futebol levar mais um ou dois. Mas 4 gols na sequência?
Não tem explicação.

Felipão errou, ninguém tem dúvidas. Vai pagar pelo erro, com enorme ostracismo. Ousou enfrentar a Alemanha de igual pra igual, baseado no espírito de que teríamos 11 Neymars em campo, todos motivados. Nem 11 Neymars, muito menos 11 Amarildos. Felipão errou de novo ao não mexer na seleção depois do segundo gol, e aí não deu tempo de mais nada. O Brasil travou, e precisamos de muita reflexão para saber os porquês de tudo isso. Mas jamais encontraremos respostas, apenas teorias conspiratórias.

O futebol, lamentavelmente, está direcionado e organizado por interesses comerciais, empresariais, pessoais e coletivos. Dos jogadores da seleção 2014 apenas um joga no Brasil (Fred), e que não jogou quase nada nesta Copa.
Outros, como David Luís, entregaram-se, esforçaram-se, mas não poderiam dar solução aos problemas coletivos. Neymar foi só um acidente de percurso. Assim como Thiago Silva. As presenças deles hoje não nos garante que teríamos outro resultado.

O que precisamos, agora, é bola pra frente. Lamber as feridas de forma bem rápida, e nos organizar, como povo e sociedade, sem culpar a quem não tem responsabilidades pela derrota.

Tristes, frustrados, humilhados, todos estamos assim, mas são coisas do esporte e do futebol, resultados que não devem repercutir ou influenciar sobre a nossa vida em família, nos negócios, nas empresas ou na sociedade.

De certa forma o sentimento de derrota e de frustração é útil e positivo, nos faz crescer e amadurecer como sociedade, diante das perdas emocionais. O resto é infantilidade, de querer encontrar culpados. Erros foram cometidos, da comissão técnica, dos jogadores, da torcida e da mídia, mas somos, na verdade, todos culpados, por sermos excessivamente otimistas, especialmente em futebol.

Ainda estou tentando entender o que aconteceu hoje. Foi acachapante, isso é inegável.
A blogosfera internacional vai aproveitar, aliás, já começou...


.

O Brasil ganha de todos os Cês

Richard Jakubaszko 
Vai Brasil!
A blogosfera anda enlouquecida e desvairada com a Copa das Copas. Leiam agora o que anda circulando por aí...

O Brasil ganha de todos os Cês
Brasil ganhou da Croácia, que começa com a letra C

Ganhou de Camarões, que começa com C

Ganhou do Chile, que começa também com a letra C

Ganhou da Colômbia, que também começa com C...


E hoje vai jogar Calemanha...

Quem vai ganhar?

Depois, só fica faltando a Cholanda ou a Cargentina...

.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Dois países


Janio de Freitas *
A imprensa, a TV, as rádios que tocam notícia não deixam que nos enganemos. O nosso desânimo é total, o pessimismo nos imobiliza, o desemprego nos alarma, estamos todos reduzidos a desastres humanos e o país chafurdado na vergonha do seu fracasso. A Confederação Nacional da Indústria, a sádica CNI, ainda tem a perversidade de pagar mais uma sondagem para nos dizer que, nos últimos dias, afundamos mais ainda em nossa humilhação.

Aí vem uma pesquisa internacional, a Gallup World Cup -- diz a informação que feita "em mais de 130 países" -- e traz esta conclusão: pela oitava vez consecutiva, o Brasil "está no topo" em satisfação com a vida nos futuros cinco anos. Com a nota 8,8 na média da opinião dos brasileiros, em escala que vai de 0 a 10 para a "felicidade futura".

Estou tão desanimado, como o país todo, que não tenho disposição para qualquer comentário sobre o conflito das duas visões e, muito menos, sobre sua causa.

Publicado na Folha de São Paulo http://naofo.de/hv5
Na TV, o pessimista Jabor enviou bananas aos brasileiros.

.

terça-feira, 24 de junho de 2014

O Brasil não é dos pessimistas

Richard Jakubaszko 
Para quem não acreditava e dizia: "imagina na Copa!".
O PT aprovou em sua Convenção Nacional como candidata oficial do partido a presidente Dilma na eleição de outubro próximo.
Conforme Lula, a Copa funcionou, os metrôs funcionaram os estádios ficaram prontos.
O Brasil é dos brasileiros.
O Brasil não é dos pessimistas.
Milhões de empregos foram criados. Os salários não tiveram arrocho!

.

terça-feira, 17 de junho de 2014

O culpado do 0 x 0 foi o Ochoa...

Richard Jakubaszko  
O Ochoa, goleiro mexicano, é uma fera, foi ele o principal responsável pelo empate da seleção brasileira hoje. Será que o Felipão sabia que o cara é tão bão assim?
Vejam no vídeo abaixo defesas sensacionais do Guilhermo Ochoa, e o vídeo tem mais de 2 milhões de visualizações. O cara não é fraco, não...

.

sábado, 14 de junho de 2014

Repórter da Jovem Pan vai à Copa de jegue


Richard Jakubaszko
Cá entre nós, precisa explicar a pauta de jumento do Victor LaRegina, misto de repórter-coxinha da Jovem Pan? Provavelmente neto bastardo da Velhinha de Taubaté, além de adepto da prática de "ironia ao pé da letra" dos mauricinhos semialfabetizados dos jardins paulistanos, o dito coleguinha fez uma gambiarra jornalística, acriticamente noticiada no Comunique-se.

O que o jumento queria provar? Que a jornada demoraria mais tempo do que se fosse de metrô ou de carro? Ficou provado que sim. Se fosse um dia normal, e não um feriado, o jegue só perderia para o metrô. Ficaria, portanto, um incentivo à prática e ao uso do jegue no tresloucado trânsito paulistano, com vantagens na rapidez de deslocamento, mesmo com certo desconforto para os coxinhas, que abominam entrar num busão.


Então, quando adentrou à Arena Corinthians, o jumento com certeza juntou-se à elite paulistana de alegres coxinhas instalada na ala VIP do Itaquerão, e vaiou a presidente Dilma. Depois, mandaram ela tomar em qualquer lugar, demonstrando grande elegância e fina educação no trato com senhoras e autoridades; educação caseira e acadêmica, é claro, porque isso todo coxinha tem de sobra.
O jegue veste a camisa listrada, e o jumento azul. * 

 
* A legenda é real. Para ser plágio, um dos dois precisaria usar óculos...

Pauta de jumento
http://portal.comunique-se.com.br/index.php/sub-destaque-home/74525-info
“Nunca reclamamos de ir a pé (ao estádio). Vai a pé, vai descalço, vai de bicicleta, vai de jumento, vai de qualquer coisa. A gente está preocupado? Ah não, porque agora tem que ter metrô até dentro do estádio. Que babaquice que é essa?”. A declaração do ex-presidente Lula, proferida durante entrevista concedida a blogueiros no mês passado, serviu para pautar o programa ‘Jovem Pan Morning Show’ desta quarta-feira, 11.

Como o estádio do Corinthians receberá o jogo de abertura da Copa do Mundo na tarde desta quinta, 12, a equipe da Jovem Pan quis relatar aos ouvintes – e ao público que acompanha a programação da rádio no site e nas redes sociais – as possíveis formas de se chegar ao campo de jogo localizado em Itaquera, bairro da zona leste da capital paulista. Para isso, quatro profissionais da emissora foram escalados para a pauta.

Ligia Mendes deixou a redação da emissora de rádio, localizada na Avenida Paulista, região central da cidade de São Paulo, e foi até o palco de Brasil X Croácia de carro. Felipe Mota usou o ônibus oficial da Fifa (entidade responsável pelo torneio) reservado à imprensa, enquanto Thiago Mendonça usou o metrô para chegar à periferia paulistana. O tempo gasto em cada viagem foi de 24 (automóvel), 46 (ônibus-Fifa) e 50 minutos (transporte público).

O quarto integrante da Jovem Pan a deixar a sede da empresa para ir até o estádio de abertura da Copa foi Victor LaRegina. Diferentemente de seus colegas de trabalho, ele gastou (
sic) duas horas para chegar próximo ao local combinado. Seu meio de locomoção? Um jumento, como tinha sugerido o ex-presidente da República. “[O repórter] (sic) teve problemas de deslocamento pelas vias paulistas (sic) e demorou para acessar à (sic) Avenida 23 de Maio”, informou a emissora em seu site oficial.

“Com muita bravura, o animal chegou à Radial Leste e encerrou sua jornada, muito atrás dos outros concorrentes”, complementou o texto da emissora, que admitiu que usar um jegue para passear por São Paulo é uma forma “bem inusitada”. A Jovem Pan também fez questão de informar que “houve todo cuidado necessário no trato do animal” (
sic) e o trajeto percorrido por LaRegina foi “integralmente supervisionado” (sic).

DÚVIDA DO BLOGUEIRO:
Fiquei curioso para saber se o jegue cometeu necessidades impostas pela natureza, ao longo do percurso dessa exemplar e longa jornada épica, e se essas sujeiras, digamos assim, foram devidamente recolhidas pelo repórter jumento e coxinha, numa apropriada e higiênica sacolinha plástica biodegradável.
.