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sexta-feira, 3 de abril de 2015

Outro helicóptero apreendido, de prefeito tucano chegado a Aécio.


Richard Jakubaszko

Nos 92 municípios do Rio de Janeiro, o PSDB só elegeu 2 prefeitos em 2012. Um em Trajano de Morais (11 mil habitantes) e outro em Itaguaí (111 mil hab.). Um deles foi afastado e indiciado por associação criminosa, lavagem de dinheiro e fraude em licitações.
É o ex-prefeito de Itaguaí, Luciano Mota (PSDB), eleito com apoio direto de Aécio Neves.



Foi afastado do cargo dia 31de março último, por decisão do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, por causa da Operação Gafanhotos da Polícia Federal, que investiga desvios na prefeitura de R$ 30 milhões por mês no SUS e dos royalties do petróleo.

O dinheiro da prefeitura para saúde saía dos cofres públicos mas não chegava no atendimento médico ao cidadão. Enquanto isso, coincidentemente, o prefeito aecista passou a andar de Ferrari, Land Rover e comprou um helicóptero, causando desconfiança e revolta na população.
A Polícia Federal (PF) apreendeu hoje (1º) os bens do ex-prefeito, incluindo o helicóptero e três carros de luxo.

Baladas
Assim como Aécio, Mota tem fama de baladeiro.
Em dezembro de 2013, uma conta de bar do ex-prefeito ficou em R$ 6.455,00.


A parte mais extravagante foi 3 garrafas de champanhe Don Pérignon, uma das mais caras do mundo. Cada garrafa custou R$ 2 mil no Miroir Club, na Lagoa, área nobre da noite carioca.
O ex-segurança de Mota, Alexandre Marques da Silva, 47 anos, gravou vídeos e testemunhou fatos e conversas sigilosas.

Por meio do material coletado pelo segurança – que foi policial militar em Itaguaí por mais de 10 anos – a Polícia Federal obteve provas e evidências do esquema de corrupção montado.
Em entrevista ao Jornal Atual, Alexandre falou da ostentação com dinheiro público, de propinas de empresários em estacionamentos de shoppings e descreve como o dinheiro circulava em porta-malas de veículos, como viajou de helicóptero para São Paulo a fim de comprar um Land Rover de R$ 580 mil e a rotina de festas, baladas e contas em boate que chegavam aos R$ 20 mil.

Você viu esta notícia por aí, nos jornais ou nas TVs? Então mude de jornal e de TV, caso contrário vai continuar mal informado...

Publicado originalmente no blog Os amigos do presidente Lula:
http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2015/04/outro-helicoptero-apreendido-de.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed:+blogspot/Eemp+%28Os+Amigos+do+Presidente+Lula%29
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quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Teorias conspiratórias

Richard Jakubaszko 
Teorias conspiratórias existem às centenas, e o vídeo abaixo, o "Assassino econômico", é mais uma dessas teorias, com a característica de ser repetitiva, apontando algumas corporações como responsáveis pelas crises econômicas e políticas que lemos nas manchetes dos jornais. Por mais incrível que possa parecer, onde há sempre fumaça pode haver fogo, não é?

Que os visitantes deste blog assistam e julguem por si a fundamentação e lógica dessas teorias críticas. Estranhamente, o Brasil nem é citado como vítima nesse vídeo-denúncia, mas bem que poderíamos estar inclusos, eis que estivemos no centro dessas "guerras" em pelo menos 4 ou 5 momentos nos últimos anos, após as duas grandes guerras, especialmente no golpe militar de 1964. E estamos novamente em meio a uma nova conspiração, onde se tenta implantar o medo econômico e político como argumento para influir nas próximas eleições no Brasil. Ou então, seriam políticos tupiniquins, que teriam aprendido as técnicas da CIA para vencer eleições vendendo medo... 

De toda forma, ouvi falar tanto que estamos na iminência de um golpe das esquerdas e do PT, para a implantação de uma república bolivariana, ou bolchevique, sei lá, o que chega a ser ridículo não fosse uma comédia bufa da direita e das elites na vã esperança de ganhar as próximas eleições.

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quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Onde foi parar o helicóptero com cocaína dos Perrella?


O estranho caso do helicóptero engavetado: a mídia não quis investigar o caso do helicóptero dos Perrella.

Paulo Nogueira, via Diário do Centro do Mundo (DCM)

Se você me pergunta qual foi o maior papelão da mídia brasileira em 2013 respondo com meia tonelada de motivos que foi o caso do helicóptero dos Perrella. Só no Brasil 500 quilos de cocaína não são notícia.

Na Indonésia, uma senhora britânica de 56 anos foi condenada à morte, por fuzilamento, por ser presa com cinco quilos de cocaína: 100 vezes menos, portanto. Na mídia de Londres, ela é chamada de “Vovó Inglesa”, por ter netos. Sua defesa ainda luta para transformar a pena de morte em prisão perpétua.

Na Indonésia, como na China, a lei é extraordinariamente severa com o tráfico de drogas em consequência dos traumas sofridos no século 19, quando os britânicos impuseram, na base dos canhões, aos asiáticos o consumo de ópio. Essa página obscena do império britânico passaria à história como as Guerras do Ópio, sobre as quais escrevi algumas vezes no DCM.

Longe de mim sugerir rigor asiático no combate ao tráfico. Mas, jornalisticamente, 500 quilos de cocaína não são nada? Pelo comportamento da mídia brasileira, não são nada. Ninguém se esforçou, então, para trazer luz para o escândalo. Ao contrário, todo mundo tentou esconder a notícia, provavelmente para preservar Aécio Neves, amigos dos Perrellas e conhecido festeiro.

Todos sabem o que teria ocorrido caso os donos do helicóptero fossem amigos não de Aécio, mas de Lula, ou Dirceu.

Na ausência de qualquer esforço investigativo, o assunto foi minguando e hoje é quase nada. O helicóptero foi, simplesmente, engavetado.
No futuro próximo, a internet terá recursos suficientes para bancar investigações que a mídia corporativa não quer fazer. Ou o crowdfunding – o financiamento da comunidade de leitores – ou a publicidade trará dinheiro que hoje é escasso. Até lá, as pessoas interessadas em jornalismo independente e informação isenta terão de conviver com coisas estapafúrdias como este caso.

Notícia, para a mídia “livre”, é aquilo que é favorável a ela ou a seu grupo de amigos e parceiros, e desfavorável para seus desafetos. Compare a cobertura dada ao helicóptero com a cobertura dada a uma oferta de emprego para Dirceu, e você vai entender o que move a mídia.

Por isso ela é tão desacreditada. E por ser tão revelador do espírito bipolar das grandes companhias jornalísticas, o caso do helicóptero é o fracasso do ano da mídia brasileira.

Publicado no blog Limpinho & Cheiroso: http://limpinhoecheiroso.com/2014/01/01/onde-foi-parar-o-helicoptero-com-cocaina-dos-perrella/

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quinta-feira, 7 de junho de 2012

Descriminalização das drogas


Richard Jakubaszko
Recebi por e-mail do jornalista Moacir José, o texto abaixo de uma carta enviada ao Jornal da CBN, programa de rádio do Sistema Globo, e dou divulgação. Pelo que entendi a rádio CBN não divulgou a mensagem abaixo, mas apenas o registro da entrevista abaixo citada.
De toda forma, registro a opinião do colega, sugerindo aos leitores do blog que debatam agora o tema, pois criticar depois que a legislação for aprovada não adianta nada. As críticas devem ser feitas antes, de forma a subsidiar os legisladores com a opinião dos cidadãos. O fato de qualquer leitor do blog ter uma opinião e efetuar um comentário não o torna criminoso, se for a favor da descriminalização das drogas, e nem tampouco uma madre Tereza de Calcutá se for contra.
Leiam e comentem, debatam, esta é uma atitude cidadã!

Sobre a descriminalização das drogas
por Moacir José *
Sobre a entrevista do procurador da República Luís Carlos Gonçalves, membro da comissão de juristas que propôs a descriminalização parcial de drogas, como parte da reforma do Código Penal. A entrevista foi concedida ao Jornal da CBN, do apresentador Milton Jung, na manhã da quarta feira da semana passada, dia 30 de maio

Fiz o seguinte comentário:
Acho que o procurador está equivocado quando imagina que essa medida, se aprovada, vá ter um efeito contrário, ou seja, o de, ao invés de reduzir as prisões de pessoas portadoras de drogas, vai aumentar o número de detenções. Pelo simples fato de que já há hoje uma tolerância aos portadores de drogas para consumo próprio, motivada justamente porque não haveria prisões suficientes para encarcerar esse universo de pessoas, que, ao que parece, aumenta a cada dia. Questionar esse fato (o do aumento do consumo) é muito importante, mas não é o caso de analisá-lo agora

O que se deve entender é que a descriminalização para quem porta drogas para consumo parte da idéia de que esse indivíduo não é, a priori, um criminoso, porque o único crime que está cometendo é o de comprar algo que é ilegal. E por que é ilegal? Porque em algum momento do passado considerou-se que o entorpecente poderia levar o indivíduo a cometer algum delito. É uma possibilidade, assim como é possível que uma pessoa embriagada atropele e mate outra pessoa. Melhor do que proibir o consumo, porém, seria aumentar a pena de quem comete algum crime sob efeito de qualquer droga, inclusive o álcool.

Descriminalizar, nesse sentido, significa partir do princípio de que o consumo e os efeitos danosos dos entorpecentes, se os houver, ocorrerão, a princípio, no próprio consumidor. É, portanto, um risco de saúde individual.

Por outro lado, o procurador está correto ao apontar a contradição (que, por sinal, até agora serviu de argumento aos opositores da descriminalização) de que se o consumidor não deve ser penalizado qual seria a lógica em se criminalizar o traficante

Aí é que reside o ponto da transformação. Ao permitir, na mesma lei, que a produção para consumo próprio também seja legalizada, abre-se a possibilidade de se legalizar também a produção e comercialização em pequena escala destinada àqueles que não tenham condições de produzir para consumo próprio. E essa legalização teria de vir acompanhada de uma elevada cobrança de imposto, semelhante à aplicada a cigarros e álcool, de forma a que o Estado se aproprie das vultosas quantias movimentadas hoje pelo tráfico – e que tantos prejuízos causam à sociedade, a começar pela violência.

A partir desse momento, isola-se o traficante das duas pontas – produção e consumo – e abre-se a possibilidade de o Estado sangrar o tráfico através do confisco de qualquer droga que não tenha sido produzida de forma legal, com sua posterior venda aos consumidores.

Com esses recursos é que se poderá bancar não só programas eficientes de tratamento de dependentes (que, acredito, sejam uma minoria), como também bancar campanhas de esclarecimento sobre os malefícios do consumo contumaz de drogas e de prevenção para que elas não alcancem jovens e crianças.

* o autor é jornalista, de São Paulo, capital.
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sábado, 23 de julho de 2011

Morre Amy Winehouse

Richard Jakubaszko
A cantora inglesa Amy Winehouse foi encontrada morta, hoje, dia 23, em seu apartamento em Londres. Tinha 27 anos, conquistou cinco Grammy pelo seu consagrado álbum "Back to Black" (2006), e foi alvo muitas vezes de manchetes escandalosas nas TVs, jornais e revistas.

Esteve no Brasil, em janeiro 2011, onde fez cinco apresentações.


Desconhece-se a causa mortis, provavelmente perdeu a batalha pelo excesso de consumo de drogas e de bebidas.

Lamentavelmente, mais uma derrota contra as drogas, com toda a certeza.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Jornal mexicano implora a traficantes que poupem jornalistas

Richard Jakubaszko
Em editorial, conforme notícia abaixo da Agência de Notícias Reuters, divulgada ontem pelos jornais do mundo inteiro, e também pela internet, é possível ler, estarrecido, a que ponto chegou o domínio do narcotráfico. Tenho lá minhas dúvidas e questionamentos a respeito da praticidade do editorial, e faço um comentário ao final da notícia abaixo:
Jornal mexicano implora a traficantes que poupem jornalistas
20/09/2010
Por Julian Cardona
CIUDAD JUÁREZ, México (Reuters) - Um jornal mexicano publicou no domingo um editorial em que pede orientações aos traficantes sobre como acompanhar as notícias sem que seus repórteres sejam assassinados por causa disso.
"Vocês são a autoridade 'de fato' na cidade agora", afirmou o El Diario, que circula em Ciudad Juárez (fronteira com os EUA), dirigindo-se aos cartéis que já mataram mais de 6.400 pessoas na cidade desde 2008.
"Expliquem o que vocês querem de nós, o que vocês querem que publiquemos ou paremos de publicar", dizia o editorial.


Entidades especializadas dizem que o México é um dos países mais perigosos do mundo para o exercício do jornalismo. Mais de 30 profissionais da imprensa já desapareceram ou foram mortos desde que o presidente Felipe Calderón iniciou sua "guerra às drogas", no final de 2006, segundo um relatório lançado neste mês pelo Comitê para a Proteção de Jornalistas, com sede nos EUA.

Os jornais mexicanos cada vez mais praticam a autocensura na cobertura da "guerra às drogas" e o El Diario não citou nenhum dos traficantes que disputam o controle das rotas das drogas na cidade.


Alguns veículos de comunicação pararam de citar o nome dos cartéis e de noticiar tiroteios. Jornalistas em Ciudad Juárez especulam que colegas seus foram mortos apenas por terem escrito reportagens citando os nomes de certos traficantes ou de seus rivais.

O El Diario, cuja redação funciona em El Paso, no Texas, disse que um fotógrafo seu foi assassinado por pistoleiros do tráfico na semana passada, e outro profissional havia sido morto dois anos atrás. "Não queremos mais mortes", disse o jornal. "Digam o que vocês querem de nós."

O governo mexicano mobiliza milhares de policiais e soldados para o combate aos traficantes, mas as autoridades não conseguem conter a brutal ofensiva promovida em Ciudad Juárez por Joaquin "El Chapo" Guzman, o traficante mais procurado do país.

"El Chapo" (ou "Baixinho") tenta tomar o controle da cidade das mãos de Vicente Carrillo Fuentes, líder histórico do Cartel de Juárez que, segundo especialistas, domina cerca de um quinto do narcotráfico, atividade que, conforme estimativas, rende 40 bilhões de dólares por ano aos cartéis.


Comentário do blogueiro:
Afinal, o que deseja o jornal?
Há, de imediato, três alternativas, as três são ruins:

1 - o editorial é emocional e verdadeiro, pede por vidas humanas de colegas assassinados; inútil, na minha modesta opinião. Quem mata ou manda matar não está nem aí pelos aspectos humanos e pela cidadania.


2 - o editorial foi uma forma de autopromover o jornal. Conseguiu, a blogosfera e a imprensa do mundo inteiro repercutiram o inusitado editorial.


3 - aproveitaram para, através do editorial, mostrar as fragilidades do governo e da sociedade em combater o narcotráfico, mas tiveram coragem de "enfrentar" os narcotraficantes, e com isso aumentar as vendas do jornal, e em paralelo a publicidade. Difícil de avaliar os resultados práticos.


Na minha opinião, a qual já debati com diversos amigos, e nunca ninguém me convenceu do contrário, o narcotráfico somente será vencido se se demonstrar aos jovens, desde pequenos, que, se eles forem consumidores destas drogas estarão financiando a guerrilha urbana mantida pelo narcotráfico. O idealismo dos jovens, com o perfeito entendimento dessa questão, poderá, em poucos anos, exterminar com essa praga do planeta por absoluta falta de consumidores.


A única alternativa viável, feita pela Holanda, a de legalizar as drogas, apenas oficializa o consumo, não impede as guerrilhas e matanças que se formam nos países produtores e em outros países consumidores, que nunca conseguirão vencer os narcotraficantes usando os mesmos métodos, até porque possuem muito poder e dinheiro.


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