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domingo, 10 de setembro de 2017

Essa agora: dar tiro em furacão...

Richard Jakubaszko  
 
Os americanos, me parece, enlouqueceram... Imagina, dar tiro em furacão, para matar o dito cujo...

Vejam só o que saiu na blogosfera, em jornal tido como sério:

Atirar no Irma pode acabar com o furacão
As autoridades da Flórida, nos Estados Unidos, emitiram um aviso curioso sobre o furacão Irma, que já fez vítimas fatais ao passar pelo estado: atirar contra a tempestade não vai te deixar mais seguro.


Tudo começou quando dois homens publicaram um post no Facebook convidando pessoas para disparar tiros contra o furacão. Na página, os autores afirmam que o fenômeno é "patético" e pedem que os interessados em participar "mostrem ao Irma que eles atiram primeiro".

O convite, presumivelmente uma piada, de repente ganhou 80 mil adeptos, que indicaram que estavam "indo" ou "interessados" em ir ao evento.

Com isso, o escritório do xerife do condado de Pasco precisou pedir: "Não atire contra o furacão Irma. Você não fará ele mudar a direção e isso terá efeitos colaterais muito perigosos"
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terça-feira, 25 de abril de 2017

Desvendando 4 mitos de quem não acredita em mudanças climáticas.

Richard Jakubaszko
Reproduzo abaixo matéria publicada dia 24 de abril último no Uol/Folha de São Paulo, editoria de Ciência, a respeito das mudanças climáticas e o aquecimento. Trata-se de matéria escrita por uma jornalista alemã, ativista de questões ambientais, e que o Uol reproduziu sem observar qualquer senso crítico, seja do ponto de vista do bom senso, seja do ponto de vista jornalístico, pois é texto de uma pessoa engajada na causa ambientalista, portanto, parcial, sem qualquer valor científico, e que apresenta argumentos não científicos, ou seja, meras desculpas esfarrapadas, desconsiderando inúmeras evidências já colocadas por cientistas céticos do aquecimento.

No texto abaixo, em preto, é o que foi publicado no Uol/Folha de São Paulo, e nos intervalos faço comentários grafados em vermelho, sobre cada uma das distorções ou mentiras apresentadas pela jornalista alemã, engajada e ambientalista.

Desvendando 4 mitos de quem não acredita em mudanças climáticas.
Ines Eisele
24-abril-2017

Muitos dizem que as mudanças climáticas são uma mentira. Mas seus argumentos são pseudocientíficos e sem fundamento. A DW elenca algumas das principais alegações e mostra por quê elas são falsas. A mudança climática não é apenas uma questão de acreditar ou não: sobre o tema, há pesquisas e fatos. Portanto, é hora de examinar as afirmações dos céticos - e mostra por que elas estão erradas.

1 – Se o aquecimento global é real, por que estamos vivendo invernos com recorde de frio? Por que 1998 foi muito mais quente do que a maioria dos anos seguintes? Por que a superfície congelada no Hemisfério Sul está aumentando? O planeta não deveria estar ficando mais quente?
Comentário do blogueiro: 1998 foi o último ano mais quente nas últimas 3 décadas, isso já está provado. Depois, dados manipulados, como o da Universidade de East Anglia (Inglaterra), trataram de alterar os dados, tornando 2013 mais quente, depois 2014, 2015 e agora 2016, como os anos mais quentes desde 1880. A própria jornalista, mais adiante, se contradiz no texto.

 
Sim, os fenômenos são reais. É errado, porém, considerá-los uma prova contra o aquecimento global. Isso porque as temperaturas globais não aumentam de forma linear e uniforme: alguns invernos no hemisfério norte, como no ano 2009/2010 foram particularmente frios, e outros mais quentes. Muitos fatores influenciam o clima: extraterrestres e terrestres, naturais ou antropogênicos (causados pelas atividades humanas), que interagem uns com os outros.


Comentário do blogueiro: O fator que mais influencia o clima na Terra é o Sol. E o Sol não apresentou variações, as chamadas explosões, nos últimos 50 anos. O fator terrestre que mais influencia o clima são os oceanos, que representam 71% da superfície do planeta. Se 2009/2010 foram "particularmente frios", como afirma a jornalista no texto, o que dizer de 2017, nesta primavera no Hemisfério Norte, onde o frio tem sido lascado nesses últimos dias, com várias tempestades de neve atípicas para o período? De novo, são as mudanças climáticas? Ora, mudanças climáticas também esfriam? Mas então, como podem também aquecer? Saiba, senhora jornalista alemã, que o CO2 não influencia o clima, nem localmente, nem globalmente.

Por exemplo, há o El Niño, um fenômeno climático que, nos últimos anos, causou frequentemente altas temperaturas. Além de causar inundações em certas partes do mundo e secas em outras, o El Niño acarreta também temperaturas recordes temporárias – como no ano de 1998.

Comentário do blogueiro: como vemos, a jornalista "admite" que 1998, um ano de El Niño muito forte, foi o ano mais quente. De outro lado, o fenômeno do El Niño tem sido estudado pelo físico e climatologista Luiz Carlos Molion, coautor de vários capítulos em meu livro "CO2 aquecimentos e mudanças climáticas: estão nos enganando?". Aqui no blog Molion já publicou estudo sobre o que parece ser a maior influência causadora do El Niño. Ou seja, o El Niño não é consequência de mudanças climáticas, como insinuam os ambientalistas. Leia em https://richardjakubaszko.blogspot.com.br/2016/07/afinal-qual-e-causa-do-el-nino.html
 
A extensão da cobertura de gelo na Antártida aumenta, enquanto no Ártico acontece exatamente o oposto. A principal razão é que a Antártida é afetada de forma diferente, em comparação com o Ártico, por ventos e correntes marítimas que protegem a região contra muitas influências climáticas. Portanto, o caso especial da Antártida não coloca em xeque o aquecimento global.

Comentário do blogueiro: é que o aquecimento da jornalista parece ser "seletivo". Aquece no Ártico, mas esfria e congela na Antártida... Como se no Norte não ocorressem também correntes marítimas, coitados...
 

Apesar de todas as variações, observa-se, desde o início das medições sistemáticas, em 1880, um aumento das temperaturas médias da atmosfera terrestre e do mar. O ano de 2016 foi o mais quente desde 1880, sendo que o segundo e o terceiro mais quentes foram 2015 e 2014. Segundo o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), a temperatura global média aumentou em 0,85 graus Celsius de 1880 a 2012. Cada uma das últimas três décadas foi mais quente do que todas as anteriores desde 1850. 
Comentário do blogueiro: não falei? Apareceu aí o ano (2016) "mais quente" depois de 1880, mas depois disseram que foi o ano 2015 e depois 2014, mas lá em cima ela disse que foi 1998...

2 – A mudança climática é um processo natural e não causado pelo homem. As emissões de CO2 pelos humanos são pequenas demais para influenciar o clima.

Sim, é verdade. O clima está mudando desde que a Terra existe. No decurso de milhões de anos, os períodos frios e quentes sempre se alternam – um processo natural. A natureza tem também sua parcela nas mudanças climáticas desde a industrialização, ou seja, no aumento da temperatura global, aquecimento dos oceanos e aumento dos gases de efeito estufa na atmosfera. 
Comentário do blogueiro: ué, deu um ataque de honestidade na jornalista? Ou ela se confundiu?

Mas a mudança climática dos últimos 50 a 150 anos ocorre muito mais rápido do que quaisquer outras fases de aquecimentos conhecidas na história recente do nosso planeta. Em seu último relatório de 2013, o IPCC considera como "muito provável" que a influência humana é a principal causa do aquecimento desde a metade do século 20.
Comentário do blogueiro: gosto muito dessa afirmação do IPCC, a de que é "muito provável" que a influência humana seja a principal causa do aquecimento desde a metade do século 20. É o ápice do politicamente correto. Agora, o gráfico abaixo, produzido pela Nasa, desmente essa mentira do IPCC, porque os anos 1950 (no pós-II Guerra) foram o maior boom de industrialização do planeta, com aumento consequente da poluição e de emissão do CO2, mas a temperatura caiu... A queda da temperatura, na mesma razão, reduz as emissões de CO2 por parte da natureza. A natureza emite 97% dos chamados GEE - Gases de Efeito Estufa, enquanto a ação antropogênica é responsável por apenas 3% das emissões de CO2 equivalente, especialmente ele, além de metano. Um vulcão, como o Etna, em atividade por uma semana, emite mais CO2 (além de metano e enxofre) do que 5 anos de queimadas na Amazônia, ou 10 anos de emissões de veículos e indústrias em uma cidade como São Paulo. Mas, analise o gráfico da Nasa, logo abaixo:
 

O aumento da liberação de gases de efeito estufa como o dióxido de carbono e metano pelo homem levou a uma concentração de gases na atmosfera que não ocorria desde 800 mil anos atrás. Segundo o IPCC, desde 1750, a concentração de CO2 aumentou 40% e, de metano, 150%. É verdade que o CO2 também é liberado por vulcões e está contido no mar, no ar, em plantas e em regiões permafrost (solo encontrado na região do Ártico). Mas a natureza absorve o CO2 que ela libera, gerando, assim, um equilíbrio. No entanto, as emissões adicionais dos seres humanos não podem ser totalmente absorvidas: elas são "em excesso" e acabam na atmosfera terrestre. Este processo se torna ainda mais significativo, por exemplo, devido ao desmatamento de florestas e o degelo das regiões permafrost.
Comentário do blogueiro: de onde foi que essa jornalista engajada retirou essa informação de que "as emissões adicionais dos seres humanos não podem ser totalmente absorvidas"? Elas são em excesso? E acabam na atmosfera terrestre? Pois a tabela abaixo, desmente cabalmente a mentira, os maiores depósitos de carbono no planeta estão nos oceanos, vejam lá (observem que há fonte científica bibliográfica, o "The Carbon Cycle":



Cerca de 97% de todos os pesquisadores sobre o clima estão certos de que as atividades humanas influenciam a mudança climática. Portanto, pode-se falar de um consenso científico. De acordo com estudos, os 3% dos cientistas que negam o aquecimento global antropogênico – quer dizer, causados pelo homem – são, muitas vezes, menos especializados na área. Eles vêm geralmente de observatórios conservadores como o Instituto Cato, que é financiado, entre outros, pela Volkswagen e empresas de energia.
Comentário do blogueiro: a jornalista alemã, agora, pisou no tomate. Diz que 97% dos cientistas pesquisadores do clima estão certos de que as atividades humanas influenciam a mudança climática. É mentira deslavada isso! Se ela tomou por referência os 2.500 cientistas que foram signatários do Relatório IV do Clima, emitido pelo IPCC em fevereiro de 2007, está errada. Como afirmo em meu livro, já citado, entre os 2.500 "cientistas" de então havia até técnico administrativo da Sabesp, do Brasil, e profissionais de diversas áreas, como físicos, médicos, biólogos, agrônomos etc., mas climatologistas mesmo, não chegavam a 3% do total de 2.500 cientistas. Destes, procurem a relação atual em www.ipcc.org que vocês não vão encontrar nem 500 remanescentes. Isto porque cerca de 2.000 cientistas renomados pediram formalmente a retirada de seus nomes como signatários daquele relatório. Alguns, mais renomados, como Richard Lindzen, do MIT, tiveram que acionar a justiça, pois o IPCC se recusava a retirar seus nomes da lista, mas depois tiveram que obedecer a ordem judicial. Os cientistas que assim fizeram, fica óbvio, foi por não concordarem com os argumentos apresentados pelo IPCC. De outro lado, mostra que a ciência não tem consenso, pois consenso é coisa de acordo entre políticos ou empresários, ou jornalistas engajados.

3 – Se não conseguimos prever com exatidão como será o tempo amanhã, como podemos antever o clima daqui a 100 anos?

Quem não conhece essa situação: a previsão era de um fim de semana com muito sol, mas, no final das contas, ele foi chuvoso. Em princípio, as previsões meteorológicas são diferentes dos modelos climáticos. O tempo é referente a um período mais curto, caótico e influenciado por muitos fatores. Por outro lado, o clima é referente a um prazo mais longo, e eventos caóticos são estatisticamente equilibrados.

Portanto, reconhecer uma tendência climática ao longo de várias décadas – no caso de um aumento de temperatura causada por gases de efeito estufa – é mais fácil do que prever o tempo com precisão de horas. Segundo o IPCC, a confiabilidade das previsões climáticas nos últimos anos melhorou significativamente. Muitos modelos climáticos foram desenvolvidos e são capazes de fazer uma simulação mais completa.

Comentário do blogueiro: os modelos climáticos desenvolvidos são viciados e tendenciosos, diria mesmo desonestos. Se não se consegue prever o tempo para mais de uma semana ou um mês, como "adivinhar" o clima para 30 ou 50 anos a frente? Com planilhas é possível, basta acrescentar mais emissão de CO2, e a variável de quanto mais CO2, mais quente vai ficar...

4 – Ok, então a temperatura está aumentando em todo o mundo em apenas alguns graus Celsius. Isso é realmente tão ruim? Afinal, a Terra já lidou com muitas mudanças. Dois ou três graus a mais não parece muito.

Algumas pessoas acham até melhor ter mais verão e menos inverno. Mas esses graus Celsius de diferença podem ter consequências extremas para o clima global. De acordo com o IPCC, sem uma proteção ambiciosa do clima, a temperatura média global poderia subir 5,4 graus até o final do século 21 em comparação ao período pré-industrial. Isso significaria mais eventos climáticos extremos, como secas e precipitações intensas.

Comentário do blogueiro: o esperto pilantra Al Gore, que ganhou até Oscar e Nobel pelas mentiras ditas, não acredita na elevação dos mares. Procure no Google pela mansão dele na Califórnia, Salsalito, fica à beira mar, custou US$ 27 milhões e foi comprada em 2010, depois das mentiras inconvenientes...

Assim, as geleiras continuariam a derreter, o nível do mar subiria e muitas regiões habitadas pelos humanos seriam inundadas. Os oceanos se tornariam mais quentes e ácidos, e a flora e fauna sofreriam. A Terra é um sistema flexível. No passado, ela e seus habitantes já tiveram que se adaptar a notórias mudanças. Mas a capacidade de mudar também tem seus limites: a mudança climática antropogênica é muito mais rápida do que a capacidade de adaptação da natureza a essas alterações causadas pelos homens.
Comentário do blogueiro: os oceanos são alcalinos, com 7,8 a 8,3 de pH.
Independentemente disso, porque é que nos anos 1970 a turma mais antiga do IPCC dizia que o planeta iria congelar? Depois, nos anos 1990 criaram o "aquecimento". O congelamento gerou 4 capas na revista Time nos anos 1970, vejam:

O fato de a jornalista ter escrito esse monte de asneiras é possível de entender. Ou é uma crédula ambientalista, ou foi paga para contar essas mentiras, a serviço de interesses escusos e inconfessáveis, conforme denuncio em meu livro. Mas o que não é possível aceitar é o Uol/Folha de São Paulo dar espaço a essas mentiras. Quando lancei o livro, em agosto de 2015, o jornal publicou uma única notinha de meia dúzia de linhas, e nada mais saiu. Os escribas e editores de ciência do Uol/FSP são engajados na causa ambiental, enganam os leitores, dibulgam desgraças para ajudar a vender jornal.
Por último, e muito importante: a autora não desvendou nenhum mito daqueles que não acreditam em mudanças climáticas, como promete no título. Mas eu desafio a autora, e aos jornais, especialmente os editores de Ciência, a me apresentarem uma mísera prova científica de que as mudanças climáticas vão aquecer o planeta. Só uma.
E tem mais, nem precisa tentar comprovar que as mudanças climáticas são de causa antropogênica, basta provar que elas existem. Alguns tentaram provar, e quebraram a cara, pois as causas apontadas são essas que a mídia propaga, sem nenhuma base científica. São milenarismos.

Veja o artigo original em https://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/ultimas-noticias/redacao/2017/04/24/quatro-alegacoes-falsas-de-ceticos-do-clima.htm?cmpid=copiaecola

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Diferenças entre a Ciência real e a “ciência” do aquecimento global

José Carlos Parente de Oliveira*
Há ao menos uma dúzia de diferenças entre a Ciência real e a “ciência” do aquecimento global antropogênico (AGA). Enquanto a Ciência real segue o método científico, a “ciência” do AGA utiliza ferramentas políticas de campanha, como enquetes e votações, demoniza os opositores, utiliza táticas de intimidação, enganação e propaganda.

1. A Ciência real estimula o “questione tudo”. A “ciência” do AGA afirma insistentemente: “questionar o aquecimento global é imprudente, porque ele é uma ameaça ao planeta.”

2. A Ciência real nunca termina, ela é um ciclo contínuo de testes e correções. A “ciência” do AGA tenta por todos os meios quebrar esse ciclo ao afirmar que “o debate é longo” e “a ciência está estabelecida”.
“Ciência estabelecida” é um paradoxo inventado pelo político, não cientista, Al Gore para evitar debater suas crenças rentáveis em público. Al Gore, contratualmente, não aceita perguntas nem questionamentos – ele chega, fala e vai embora.

3. A Ciência real desenvolve hipóteses que são falsificáveis via previsões testáveis. A “ciência” do AGA não é refutável, porque faz contradições, mudando as projeções. Mais furações ou menos furacões, mais ou menos neve, temperaturas mais quentes ou mais frias do que a média, etc, são todos citados após o fato como prova do AGA.

Não há observação da natureza que os proponentes da ciência do AGA aceite como prova contrária à sua crença. Os modelos climáticos criados pelos aquecimentistas abusam de valores numéricos que são atribuídos por quem faz ou usa esses modelos – os famosos parâmetros (ver, por exemplo, este link).

4. A Ciência real baseia-se em ceticismos para fazer progressos. Muitos cientistas reais durante suas carreiras tentam refutar o conhecimento aceito. A “ciência” do AGA, por outro lado, intimida e difama os céticos como “descrentes” equiparando-os aos negadores do Holocausto e os tratando tal qual a Igreja tratou Galileu. Veja-se aqui um exemplo desse modus operandi.

5. A Ciência real concede prêmios para refutar as verdades aceitas. Os pesquisadores e apoiadores da “ciência” do AGA, por outro lado, têm interesses inconfessáveis em apenas um resultado. Eles continuarão a acessar bilhões de dólares em dinheiro dos contribuintes, enquanto o aquecimento global for percebido pelo público como uma ameaça para a humanidade (ver o link).

6. A Ciência real não tem nada a ver com sondagens de opinião ou consenso, mas os proponentes da ciência do AGA constantemente se utilizam de votações para defender suas reivindicações. Ironicamente, mesmo quando eles as usam, têm que “trabalhar” os resultados.

7. A Ciência real não tem a pretensão de validade, citando as credenciais dos proponentes. Ela respeita apenas os dados e análises, independentemente de quem os esteja publicando. Einstein era um desconhecido auxiliar de escritório de patentes, quando derrubou o entendimento consensual de espaço e tempo, em 1905, com a Teoria da Relatividade Especial. Como afirma Richard Feynman, Prêmio Nobel de Física: “Não importa o quão bonito é o seu palpite ou quão inteligente você é ou qual nome você tem. Se o seu palpite não concorda com a experiência, ele está errado.”

8. Na Ciência real, são realizados testes para remover preconceitos e descartar modelos ruins. A Teoria da Relatividade de Einstein ainda está sendo testada, um século depois de sua publicação. A “ciência” do AGA ignora ou oculta dados que não a ajudam (ver o link).

9. A Ciência real aceita que as previsões ruins originaram-se de hipóteses ruins. Quando as projeções (ou previsões) dos defensores da “ciência” do AGA estão erradas, eles não questionam as hipóteses; apenas mudam as projeções e redefinem o movimento.

10. A Ciência real nunca recomenda que aqueles que não concordam com uma hipótese ou teoria sejam presos. Por outro lado, muitos dos aquecimentistas e apoiadores da “ciência” do AGA não pensam assim.

O doutor Lawrense Torcello, professor de Filosofia do Instituto de Tecnologia de Rochester, expressa a opinião de que as modificações antropogênicas do clima são reais e que matarão muitas pessoas. Portanto, propõe que as leis vigentes deveriam ser usadas para punir aqueles cujas mentiras estariam contribuindo
para matar pessoas. É tempo de punir os mentirosos que negam as mudanças climáticas, ele conclui.No mês de março passado, Al Gore foi ao Festival Sul e Sudoeste, em Austin, Texas, e disse: “Nós precisamos por um preço no carbono, para acelerar essas tendências de mercado. Para fazer isso, nós precisamos responsabilizar os negadores da política e precisamos punir os negadores das mudanças climáticas.”

11. A Ciência real não cria bilionários, que se tornaram ricos vendendo hipóteses não comprovadas.

12. A Ciência real tenta explicar todas as variáveis que interferem nos estudos. A “ciência” do AGA simplesmente ignora todas as variáveis que têm impactado drasticamente o clima da Terra durante bilhões de anos, a menos que estes fatores sejam necessários para desculpar projeções defeituosas.

* Físico, Doutor em Física e Pós-doutor em Física da Atmosfera; Professor Associado (aposentado) da Universidade Federal do Ceará (UFC) e professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE). Foi um dos 25 signatários da carta aberta “Rumo a uma política climática baseada em constatações e bom senso”, enviada em janeiro ao ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo (Alerta Científico e Ambiental, 29/01/2015).

Publicado originalmente no site Alerta em Rede: http://www.alerta.inf.br/diferencas-entre-a-ciencia-real-e-a-ciencia-do-aquecimento-global/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=diferencas-entre-a-ciencia-real-e-a-ciencia-do-aquecimento-global
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segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Palmeiras, com saudades da segundona...

Richard Jakubaszko 
Liguei lá no palestra, queria dar uma força pros verdes, já que poucos torcedores hoje em dia vão aos jogos deles. Não são torcedores, são testemunhas... Aliás, testemunhas não, são tristemunhas...

Perguntei então a que horas seria o jogo, e o carcamano que me atendeu no telefone foi até gentil, perguntou: "A que horas que o Senhor pode vir?"...

Como a ligação caiu antes que eu respondesse, liguei de novo. 
- "De onde fala, é do Palmeiras?"
- "É, o Palmeiras tá lá embaixo no subsolo, quer que eu chame?"

Antes que eu falasse qualquer coisa a ligação caiu de novo. Voltei a chamar alguns minutos depois. Atendeu um outro cara, com voz meio chorosa.
- "De onde fala, é do Palmeiras?"
- "É, mas o Palmeiras hoje já encerrou expediente, volta a trabalhar só na segunda, quer deixar recado?"
- Dá o recado, então, só liguei pra agradecer ao Palmeiras por melhorar a média de gols desse brasileirão de 2004, não é todo jogo que tem 6 gols...

O carcamano foi educado, agradeceu e disse que eu era um abnegado filho de uma rameira-descendente...
Será que ele não gostou do meu incentivo?
Ô gente malcriada e mal-humorada esses verdes, sô!!!
Desligou na minha cara, o carcamano! Nem cheguei a perguntar sobre o novo estádio deles, o Serra Dourada, serão que eles jogam lá de novo?

Da próxima vez, só ligo quando eles voltarem a ser campeões, lá da segundona, é claro, né não mano?...
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terça-feira, 25 de março de 2014

Agricultura e aquecimento verbal

Evaristo Eduardo de Miranda *
O consumidor conhece a novela: se chove demais ou de menos, o preço das hortaliças, e até da carne, aumenta nos supermercados. Os ganhos desse aumento de preços desaparecem entre o consumidor e o agricultor. Chuva demais ou de menos são sempre sinônimo de perda para os produtores. Não se enfrentam variações de clima com flutuações de preços. A solução é uma agricultura menos sensível às variações climáticas.



O clima foi apontado como o maior problema enfrentado pelos agricultores, acima do preço de venda dos produtos, do custo de produção e da incidência de pragas e doenças, na recente pesquisa do Índice de Confiança do Agronegócio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Enquanto alguns querem mudar o clima e salvar o planeta em 50 anos, os agricultores desejam salvar a sua roça anual de hortaliças, milho, feijão e outras trivialidades.

A dificuldade da agropecuária em dar respostas adequadas às variações climáticas presentes e futuras deve-se às incertezas das informações sobre esse fenômeno. A imprecisão dos modelos de mudanças climáticas aumenta da escala global para a local. Os 21 modelos usados pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) deixam clara a sua incapacidade de prever mudanças climáticas em escala local.

Em razão da incerteza na previsão do clima futuro na escala para tomar decisões agrícolas, estudos sobre o passado são úteis. Dados do Instituto Nacional de Meteorologia indicam tendências de mudanças nos padrões das chuvas e temperaturas nos últimos 50 a 100 anos no Brasil. Eles apontam para padrões complexos, com três ou mais situações num mesmo Estado. E para a necessidade de ampliar a rede de coleta de dados!

Para dificultar ainda mais a decisão dos agricultores sobre que variedades ou técnicas de plantio adotar em face das incertezas climáticas, lá onde vivem não existe agrometeorologia de qualidade para orientá-los. Nem redes sociais e de informação sobre o tema. Eles estão sós e desinformados.

Felizmente, a agricultura tropical é bastante adaptada às variações de chuva e temperatura. No Brasil, de um ano para outro essas flutuações são maiores do que os cenários alardeados por porta-vozes de mudanças climáticas! Neste verão a temperatura andou 6 a 8 graus acima da média, enquanto no início dos anos 1990 foi exatamente o contrário. Aliás, como a chuva, a temperatura nunca anda na linha... da média.

Variação da temperatura entre dia e noite superior a 15 graus é comum nos trópicos. Valor muitas vezes superior às previsões de mudanças climáticas para altas latitudes. E a vegetação e a fauna? Vão bem, obrigado!

Nos últimos cem anos, ecossistemas, florestas plantadas e cultivos tropicais não desapareceram nem fizeram as malas para mudar de latitude. Resultado de longa evolução, eles têm grande plasticidade e capacidade de conviver com variações de chuva e temperatura, diferentemente do que ocorre nas zonas temperadas, onde a regularidade das estações é a regra.

Esse grau de adaptação às flutuações climáticas interanuais, mensais e até diurnas varia entre cultivos anuais, plurianuais ou perenes, e depende de sistemas de produção, capacidade de investimento e uso de tecnologias. Não existe tecnologia que funcione sempre e em qualquer condição, salvo, talvez, a irrigação. Um plantio de café com sombreamento produzirá melhor em anos secos e menos nos chuvosos do que cafezais em pleno sol. O mesmo vale para variedades de ciclo longo e curto, para o adensamento ou espaçamento de plantas, etc.

Uma coisa são as incertezas climáticas, outra é o risco assumido por agropecuaristas ao decidirem investimentos e mudanças tecnológicas. Eles se comportam como qualquer investidor. Alguns, por temperamento e condição, assumirão riscos maiores, buscarão mais produtividade e adotarão certas tecnologias. Os mais conservadores, em circunstâncias análogas, adotarão outras tecnologias, perderão em produtividade, mas reduzirão os riscos e os impactos das variações climáticas. Outros ainda explorarão a redução do ataque de fungos e o ganho de qualidade em seus produtos em anos secos, como na fruticultura e na produção de vinhos.

Alternativas tecnológicas existem para aumentar a sustentabilidade da produção diante das variações climáticas. A ampliação da irrigação, da eletrificação, da mecanização rural, da armazenagem nas fazendas, da logística e do seguro rural seria um enorme avanço perante as incertezas climáticas. Com isso nossa agricultura, marcadamente de baixo carbono, ajudaria ainda mais a "salvar o planeta" e alimentar a humanidade.

Para especialistas internacionais presentes no Global Agribusiness Forum, em São Paulo, é do empreendedorismo dos agricultores, das inovações de instituições de pesquisa agropecuária e do dinamismo dos países emergentes, como a China, a Índia, a Indonésia e o Brasil, que virão as grandes soluções, graças a novas políticas agrícolas e ambientais.

A adaptação coordenada da agricultura tropical diante das incertezas climáticas está no começo. Faltam financiamentos específicos para a pesquisa agropecuária. Mesmo assim, novos saltos tecnológicos estão a caminho, graças a pesquisas inovadoras, como as previstas no planejamento da Embrapa para o horizonte de 2033, em melhoramento genético, mudanças climáticas e gestão territorial, por exemplo.

O cenário climático para a agricultura tropical não é o pior. Mas aponta a necessidade de se adaptar simultaneamente a agricultura e a sociedade. É a melhor garantia em face das incertezas climáticas e contra o nhenhenhém do aquecimento verbal.


* Evaristo Eduardo de Miranda é doutor em ecologia, pesquisador e coordenador do Grupo de Inteligência Territorial Estratégica da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), e membro do Conselho Editorial da revista Agro DBO.


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sábado, 23 de fevereiro de 2013

Para quem se importa com emergências globais – verdadeiras

Geraldo Luís Lino *
Em março de 2012, publicamos neste espaço um artigo com título quase idêntico a este. As motivações foram os anúncios de dois fenômenos cósmicos com potencial para acarretar enormes problemas para a humanidade, mas que não costumam receber mais que uma ínfima fração da atenção e dos recursos humanos e financeiros desperdiçados com pseudoproblemas, como a imaginária ameaça do aquecimento global antropogênico.

No final de fevereiro, a Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço (NASA) dos EUA havia anunciado a passagem do asteróide 2012 DA14 pela Terra, prevista para 15 de fevereiro de 2013, à astronomicamente insignificante distância de 27 mil quilômetros. Na mesma ocasião, uma forte tempestade solar atingiu o planeta, obrigando que fossem tomadas medidas de cautela, como o desvio de voos que fazem rotas polares.

O asteróide, com 45 metros de diâmetro e 130 mil toneladas, compareceu ao encontro como previsto, passando a 27.860 quilômetros da Terra, às 17h24 (hora de Brasília) da sexta-feira dia 15, cerca de 8.500 quilômetros abaixo das órbitas dos 400 satélites geoestacionários que circulam o planeta. Porém, o que ninguém esperava foi o meteoro que caiu, às 9h20 (hora local, 0h20 hora de Brasília), nos arredores da cidade russa de Chelyabinsk, a leste dos Montes Urais, gerando uma onda de choque que deixou mais de 1.200 pessoas feridas, algumas com gravidade, a maioria por estilhaços de vidraças quebradas, embora o dano mais sério tenha sido o desabamento parcial do teto de uma fábrica de zinco.

O meteoro, que não tinha qualquer relação com o asteróide, tinha dimensões estimadas em 17 metros e 10 mil toneladas e explodiu a uma altitude entre 25 e 30 quilômetros, mas, se tivesse caído diretamente sobre a cidade, o impacto – estimado como equivalente ao de uma bomba atômica de 300 quilotons – teria causado danos gravíssimos e, certamente, milhares de vítimas, entre mortos e feridos. Se tivesse chegado em horários diferentes, poderia ter atingido outras grandes cidades na mesma latitude de Chelyabinsk, como Moscou, Belfast e Dublin.

A perplexidade causada pelo incidente, amplificada pelas dúzias de vídeos gravados pelos habitantes da cidade (em grande medida, graças ao curioso hábito dos motoristas russos de gravar as suas viagens, para evitar golpes de atropelamentos deliberados), foi sintetizada pelo vice-secretário-executivo da Sociedade Astronômica Real (RAS) britânica, Robert Massey: “Eu estou coçando a cabeça para pensar em alguma coisa na história registrada, em que esse número de pessoas tenha sido ferido indiretamente por um objeto como esse… é muito, muito raro que se tenham vítimas humanas (AFP, 15/02/2013).”

De fato, embora se estime que cerca de 80 toneladas de meteoritos caiam diariamente sobre a Terra, a quase totalidade deles é de dimensões reduzidas e acaba se desintegrando com a fricção causada pela entrada na atmosfera. E, até agora, contavam-se nos dedos de uma mão as vítimas conhecidas de quedas de meteoritos. Não obstante, a impressionante coincidência de dois corpos celestes de dimensões consideráveis terem chegado ao planeta no mesmo dia, associada ao fato de o meteoro não ter sido detectado com antecedência, demonstram de forma insofismável a vulnerabilidade da humanidade diante de tais fenômenos, que terão que entrar, definitiva e seriamente, na lista de preocupações das autoridades de todo o mundo.

Evidentemente, a mentalidade “mercantilista” que tem orientado o enfrentamento das pseudoemergências mundiais, responsável, por exemplo, pelo dispêndio de centenas de bilhões de dólares na busca de “soluções” para o aquecimento global, é incompatível com o estabelecimento de um sistema de vigilância cósmica que permita ampliar consideravelmente os esforços atuais para o mapeamento dos chamados Objetos Próximos à Terra (Near Earth Objects-NEO). O orçamento de 2012 do programa NEO da NASA não passou de 20 milhões de dólares, equivalente a 0,5% do orçamento total da agência, quantia irrisória para os requisitos de uma iniciativa do gênero. Para comparação, o telescópio de infravermelho em órbita solar para a detecção e medição dos NEO com uma precisão de até 20%, proposto pela NASA em 2007, custaria 500 milhões de dólares – valor de dois caças F-35 Lightning II, que ainda não entraram em serviço efetivo e cujo desenvolvimento tem enfrentado sucessivos atrasos e aumentos de custos.

Ademais, considerando-se que os EUA têm demonstrado uma crescente inclinação a privatizar o seu programa espacial, projetos sem retorno econômico visível tendem a enfrentar obstáculos cada vez maiores para deixar a plataforma de lançamentos, mesmo engajados em um esforço de cooperação internacional, imprescindível para a implementação de uma iniciativa do gênero.

Igualmente, em 2007, o Painel Consultivo da Missão para Objetos Próximos da Terra da Agência Espacial Europeia (ESA) sugeriu uma missão espacial com o objetivo de lançar um projétil de 400 kg contra um asteróide, para a observação dos resultados. O projeto, que custaria 400 milhões de dólares (pouco mais que o custo de quatro caças Eurofighter Typhoon), foi devidamente engavetado – claro, por falta de recursos.

Em 2011, o governo da Federação Russa propôs aos EUA um programa de cooperação com tal finalidade, a Defesa Estratégica da Terra, mas foi ignorado. Em 16 de fevereiro, comentando a queda do meteoro, o vice-primeiro-ministro Dmitri Rogozin, autor da proposta, reiterou: “Eu tenho falado sobre a necessidade de algum tipo de iniciativa internacional relacionada ao estabelecimento de um sistema de alerta e prevenção de aproximações perigosas para a Terra, de objetos de origem extraterrestre. Nem a Rússia nem os EUA têm hoje a capacidade de desviar esses objetos (Interfax, 16/02/2013).”

Rogozin recordou as reações negativas à proposta original, feita quando ainda era o representante russo na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN): “A resposta foi o ceticismo: ‘Isso não pode acontecer, porque pode nunca acontecer.’ Houve um certo ceticismo e muita gente deu gargalhadas.”

Outras ameaças reais ao planeta são as megatempestades solares, como a ocorrida em 1859, a mais intensa já registrada, que provocou o surgimento de auroras em latitudes tão baixas como o Caribe e, durante um dia inteiro, afetou seriamente o funcionamento das redes telegráficas – à época, a única utilização da eletricidade em grande escala. Se um evento semelhante ocorresse hoje, poderia acarretar gravíssimos problemas para as grandes redes de transmissão interligadas, queimando transformadores primários e deixando vastas regiões sem eletricidade, durante dias, semanas ou até meses.

Em 1989, uma tempestade bem mais fraca provocou um blecaute de 16 horas na província canadense de Quebec.

Tais fenômenos podem ser detectados antecipadamente por satélites especializados, inseridos em um sistema de alerta que transmitisse as informações captadas pelos satélites e as avaliações imediatas dos operadores do sistema às autoridades de países, regiões e até continentes inteiros, permitindo-lhes tomar as precauções necessárias – essencialmente, desligar os transformadores primários dos sistemas de transmissão de eletricidade, evitando que sejam danificados pelas sobrecargas geradas pelos intensos fluxos de elétrons provenientes do Sol.

Embora existam alguns satélites capazes de detectar as explosões solares, não há um sistema de alerta internacional capaz de neutralizar ou mitigar os eventuais efeitos das de maior intensidade. Outra vez, falta um nível de comprometimento e cooperação internacional que não está à vista – ao contrário do que ocorre com o enfrentamento das pseudoemergências climáticas.

Na quarta-feira 20, o Observatório da Dinâmica Solar da NASA observou o surgimento de uma enorme mancha solar, capaz de provocar as chamadas erupções de massa coronal, que arremessam no espaço colossais quantidades de partículas carregadas e, com frequência, atingem a Terra. Em um relatório divulgado na semana anterior, a Real Academia de Engenharia britânica afirmou que o mundo teria uma margem de antecedência de não mais que 30 minutos para se proteger, caso ocorra uma nova megatempestade como a de 1859 (O Globo, 22/02/2013). Dada a virtual inexistência de um sistema de alerta integrado, aparentemente, só nos resta torcer com as estatísticas.

Em 15 de fevereiro, a humanidade esteve bem perto de uma catástrofe de grandes proporções. Resta ver até quando continuaremos inertes, contando com as probabilidades, para evitar o enfrentamento efetivo dessas possibilidades reais.

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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Papa Bento XVI vai se aposentar

Richard Jakubaszko

Papa Bento XVI vai se aposentar
O anúncio foi feito pelo próprio papa em um pronunciamento em latim. Bento XVI informou que deixará o cargo em 28 de fevereiro próximo, devido à idade avançada (86 anos a serem completados em abril 2013), e por não ter mais forças para cumprir seus deveres.


"Por esta razão, e consciente da gravidade deste ato, eu declaro que renuncio", disse Bento XVI. Esta é a primeira vez que um papa renuncia em quase 600 anos.

O alemão Joseph Ratzinger, de 85 anos, assumiu o papado em 19 de abril de 2005, após a morte de João Paulo II. Aos 78 anos, Ratzinger foi um dos cardeais mais idosos a ser eleito papa.

Em 2011 Vaticano desmentiu os rumores de aposentadoria

O Vaticano comentou em 25/9/2011 os boatos levantados por um jornal italiano, segundo os quais o Papa Bento XVI pretendia deixar o cargo quando fizesse 85 anos, em abril 2012.


Pela manhã, o jornal conservador Libero afirmou que Joseph Ratzinger "teme não poder assumir o peso de sua carga". "Ele pensa em demitir-se em abril, mas tem que aguentar", afirmou o jornal milanês, que não fornece fontes ou dá detalhes, dizendo apenas tratar-se de um boato que "circula nos escritórios mais importantes do Vaticano".


"O que todos sabemos é o que o Papa escreveu em seu livro 'Luz do mundo'. Não tenho mais informações", declarou o padre Federico Lombardi, porta-voz do Vaticano.

Nesse livro de entrevistas publicado em 2010, Bento XVI disse que um Papa tem "o direito, segundo as circunstâncias, o dever de retirar-se se perder suas forças físicas, psicológicas e espirituais".

COMENTÁRIOS DO BLOGUEIRO:
Na era moderna, tempos de internet e da comunicação plena, o Papa Bento XVI foi um dos papas com menor carisma e poder de comunicação entre os fiéis, perdendo de longe para seus antecessores como João XXIII e, especialmente João Paulo II, para quem "se Deus é brasileiro, o papa é carioca".

Haverá eleições papais em 2013, e teremos a retomada de debates sobre as polêmicas profecias de São Malaquias, padre irlandês que previu acertadamente, segundo inúmeros adeptos, a eleição de diversos papas, inclusive o último deles, que seria o sucessor de Bento XVI, que antecederia o Apocalipse. Se o próximo papa se autodenominar Pedro poderá haver uma série de suicídios...
Depois do fim dos tempos, interpretado incorretamente pelos defensores da previsão dos Maias, vem aí o último Papa!

EM TEMPO: (13-2-2013 - 19h30)
Abaixo vídeo enviado por Gerson Machado, que se refere ao meu comentário sobre São Malaquias, acima, e sobre o raio que caiu sobre a Catedral de São Pedro.

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