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quarta-feira, 12 de janeiro de 2022

O capeta vai te dizer bem-vindo Jair, quando vc chegar ao inferno, pode anotar

Richard Jakubaszko  
A OMS - Organização Mundial da Saúde hoje refutou declarações desse cidadão birrento chamado Jair Bolsonaro que metade do povo brasileiro elegeu como presidente em 2017, mas agora anda arrependido tardiamente. Pois Jair deu as boas-vindas ao vírus ômicron, comemorou a redução de internados no Brasil como se fosse o efeito imunização de rebanho atingido no Brasil, e não consequência da vacinação atingida de quase 70% da população adulta.

Bolsonaro é um cabra da peste teimoso, teimoso como porta sem tranca em dia de ventania, que sempre acha que tem razão, e nunca muda de opinião, mesmo que evidências e provas irrefutáveis sejam apresentadas a ele, esfregadas em seu nariz. Ele acha que vacina não funciona e não é necessária. Daí o pedido urgente de cidadãos brasileiros sensatos terem solicitado pra OMS desmentir o indigitado Jair.

O capeta é que vai te dar as boas vindas Jair Bolsonaro quando chegares ao mais profundo inferno para viver o teu resto de eternidade, e espero que isso aconteça em breve, pois todo mundo morre, como vc mesmo admitiu, e vc não será exceção.

sexta-feira, 6 de agosto de 2021

O impeachment de Jair Bolsonaro é urgente

Richard Jakubaszko  
Recebi através da assessoria de imprensa do Instituto Vladimir Herzog o comunicado abaixo, que transcrevo na íntegra, e subscrevo incondicionalmente.

O impeachment de Jair Bolsonaro é urgente
Os acontecimentos recentes no Brasil tornaram ainda mais evidente: Jair Bolsonaro perdeu toda e qualquer condição de seguir na Presidência da República. As forças democráticas e as instituições republicanas, em especial o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal e o Tribunal Superior Eleitoral precisam agir de forma urgente e viabilizar os caminhos constitucionais para conter a permanente crise política, econômica e social na qual o país está imerso desde que Bolsonaro assumiu o poder.

Motivos para o afastamento não faltam e os crimes de responsabilidade se acumulam. A atuação irresponsável, corrupta e genocida diante da pandemia já tirou a vida de mais de meio milhão brasileiros. A nomeação de ministros e a definição de atos administrativos são ditadas pelo incansável empenho em atrapalhar as investigações contra os seus filhos. De forma acintosa, elevou ao posto de marechal Carlos Alberto Brilhante Ustra, o mais sórdido e terrível torturador da ditadura militar, condenado em 2008 pela Justiça brasileira pelos crimes hediondos cometidos durante os anos de chumbo. Agora, em sua mais recente empreitada antidemocrática, o presidente põe a máquina da desinformação para funcionar e fazer ataques delirantes contra a segurança da urna eletrônica e tenta criar desconfiança sobre um dos processos eleitorais mais confiáveis, ágeis e respeitados de todo o mundo. E estes são apenas alguns dos atos ilícitos cometidos pelo presidente desde que ele assumiu o poder.

Desde o início do mandato - na verdade até antes disso, enquanto ainda candidato - Bolsonaro ataca a Constituição de maneira grave, reiterada e sistemática. Sua conduta sempre foi incompatível com a dignidade, a honra e o decoro do cargo. E o Estado Democrático de Direito mais parece ser um obstáculo para sua vocação autoritária e golpista.

Ao adotar este padrão de desrespeito aos alicerces da democracia, Bolsonaro parece apostar na tolerância e na naturalização de tais violações. Mas essa postura não pode mais ser relativizada. Não podemos mais conviver com este governo totalitário, que desdenha das regras do jogo democrático para colocar em prática um projeto baseado nas supressões das liberdades individuais, na instabilidade entre os poderes e na máquina do ódio e da desinformação.

A permanência de Bolsonaro no poder deixou de ser uma ameaça e passou a representar a certeza de que, em algum momento, a ordem democrática será rompida e o país irá reviver tempos sombrios, que até hoje ultrajam a consciência de todos nós que defendemos, atuamos e ansiamos por um mundo mais justo e socialmente responsável.

A História é implacável, inclusive com os omissos. As forças democráticas, como os movimentos populares, a sociedade civil e até os grandes empresários verdadeiramente comprometidos com o desenvolvimento do Brasil não podem mais aceitar passivamente o verdadeiro cenário de caos no qual o país está mergulhado. As instituições republicanas, em especial o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal e o Tribunal Superior Eleitoral precisam agir para interromper o desmonte do Estado Democrático de Direito e frear a sucessiva prática de crimes de responsabilidade por parte do presidente da República.

A permanência de Jair Bolsonaro no poder é incompatível com a ordem democrática e com o bem-estar do país. É urgente que, percorrendo os caminhos da Constituição, ele seja afastado da presidência.

Instituto Vladimir Herzog 

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segunda-feira, 28 de junho de 2021

Mundo de Bolsonaro vai estar desabando...

Richard Jakubaszko  
Isso aí, gente, com gerúndio, STF e tudo mais. Tá chegando a hora... A cobra vai fumar...
Bolsonaro nunca mais...


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segunda-feira, 21 de junho de 2021

Os números do genocídio no Brasil *

Richard Jakubaszko  

O Brasil tem 2,7% (212 milhões) da população do planeta (7,5 bilhões).

O mundo já alcançou 179,4 milhões de pessoas contaminadas pelo Covid-19 *, e o Brasil tem 10% desses contaminados: 17,9 milhões. Esse número é assustador, e indica o descaso do governo brasileiro com a pandemia. Até agora vacinamos pouco mais de 10% da população. Alguns países já passaram de 70%...

Ao mesmo tempo, o mundo registra 3,883 milhões de mortos, cerca de 2,2% do total dos contaminados. Mas o Brasil tem 17,9 milhões de contaminados e 500 mil mortes, ou 2,8%, ou seja, a mortalidade no Brasil é quase 30% superior à mortalidade média identificada em todo o planeta.

Se fizermos essa comparação com a Índia, que tem 1,380 bilhões de habitantes, o Brasil perde de goleada, pois a Índia tem 29,9 milhões de contaminados, e “apenas” 388 mil mortes. Ou seja, a Índia tem quase o dobro de contaminados do que nós, e muitas mortes a menos.

Entretanto se compararmos o Brasil aos EUA, a goleada é ainda maior, pois eles têm 332 milhões de habitantes, e 34.4 milhões de casos e 617 mil mortes. E, pior ainda, epidemiologistas projetam que vamos ultrapassar os EUA em número total de mortes até agosto próximo.

Valha-me Deus todo poderoso! Tende piedade de nós!
Afastai o genocida Bolsonaro da presidência da República, impeachment nele, e arrume vacina para os brasileiros, piedoso Pai e Criador de todos nós!

* Dados da Universidade Johns Hokpkins, Baltimore – EUA: https://www.worldometers.info/coronavirus/

 

 

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quarta-feira, 16 de junho de 2021

segunda-feira, 14 de junho de 2021

Vem aí o impeachment do Bolsonaro

Richard Jakubaszko  
Participe, é um ato político legítimo, de protesto e cidadania:

"Vidas Brasileiras", rumo a um milhão de assinaturas

O movimento "Vidas Brasileiras" segue mobilizando a sociedade civil para angariar assinaturas de apoio ao pedido de impeachment do presidente Jair Bolsonaro, protocolado em 24 de maio, na Câmara dos Deputados, por sua condução desastrosa no combate à pandemia.

Hoje, segunda-feira, 14, às 20 horas, haverá uma LIVE com a participação da jornalista Cristina Serra e da atriz Julia Lemmertz, ambas signatárias e participantes do movimento. A LIVE será transmitida nas redes do "Vidas Brasileiras - Instagram e Facebook.

A expectativa do movimento é alcançar um milhão de assinaturas nos próximos dias.



Acompanhe:
Live - 14/6, às 20h
Instagram _vidas_brasileiras_
Facebook @vidas brasileiras

O movimento "Vidas Brasileiras" é formado por cidadãos sem vínculo partidário, de diferentes origens e profissões, que representam a diversidade brasileira e têm um forte laço comum que impulsionou a ação: não aguentar mais o descaso com a saúde e a vida dos brasileiros. A iniciativa já engajou nomes reconhecidos e tem entre seus signatários Ailton Krenak, escritor e líder indígena; Chico César, cantor e compositor; Cristina Serra, jornalista e escritora; Fábio Porchat, ator; Felipe Neto, comunicador digital e youtuber; Hermes Fernandes, pastor evangélico; Julia Lemmertz, atriz; Júlio Lancellotti, padre; Ligia Bahia, médica sanitarista; Marcelo Gleiser, cientista; Raduan Nassar, escritor; Vanderson Rocha, médico; Verônica Brasil, enfermeira; Walter Casagrande, comentarista esportivo; Xuxa Meneghel, apresentadora.

Saiba mais acessando o site www.vidasbrasileiras.com

 

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segunda-feira, 31 de maio de 2021

Não custa nada repetir: fora Bolsonaro!

Richard Jakubaszko  
A gente sabe que por livre e espontânea vontade o cara não vai sair do trono. Mas nunca é demais repetir: Fora Bolsonaro! Quem sabe um impeachment pega ele desprevenido... Caso contrário, vai ser pelo voto. Duro vai ser o ter que aguentar o cara por mais 19 meses...



 

 

 

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domingo, 21 de março de 2021

quinta-feira, 18 de março de 2021

BSNRO GNCDA: pra bom entendedor poucas letras bastam...

Richard Jakubaszko  

Já que não se pode chamar o cara de genocida, caso contrário leva processo judicial, sejamos econômicos e indiretos...

Mas a Folha de SP de hoje tem um artigo prolixo e diferenciado, chamando o cara de tudo quanto é nome que ele merece, inclusive de pequi roído e genocida...
 







 

 

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sábado, 23 de janeiro de 2021

Carta branca para a morte

Janio de Freitas  *
na Folha de São Paulo

O ser imoral que atende por Jair Bolsonaro forçou o jornalismo a deseducar e endurecer a linguagem em referências ao governo e, ainda mais incisiva, sobre o intitulado mas não presidente de fato.

Com os assassinatos por asfixia cometidos pela incúria e o deboche no Amazonas; mais de 200 mil mortos no país entregue à pandemia e à sabotagem, e a patifaria contra a vacinação vital, mesmo a grosseria realista é insuficiente.

Nem a liberação dos chamados palavrões, feita pela Folha e O Globo há algum tempo, soluciona o impasse. Muitos as consideramos aquém do jornalismo e os demais ficariam expostos a inconvenientes legais.

A asfixia é reconhecida como uma das mais penosas formas de morte, acréscimo ao nosso horror com as mortes em campos de concentração nazistas, nas câmaras de gás para condenações passadas nos Estados Unidos, como nas perversões criminosas. Hoje, é aqui que essa morte terrível ocorre, vitimando doentes que tiveram a infelicidade preliminar de nascer no Brasil.

Que considerações valeria tentar sobre esse fato? Seus responsáveis são conhecidos. Um presidente ilegítimo pela própria natureza e pela contribuição para a morte alheia. Um general patético e coautor, sobre os quais apenas vale dizer aqui, ainda, da lástima de que não terão o merecido: o julgamento por um sucedâneo do Tribunal de Nuremberg.

Bebês, 60 bebês, parturientes, operados, cancerosos, infartados, vítimas da pandemia, às centenas, milhares, desesperados pelo ar que os envolve e no entanto lhes falta. Todos diante da morte terrível, não pelo que os internou, mas de asfixia — por quê?

Guardião de 62 pedidos de impeachment de Bolsonaro, Rodrigo Maia enfim dá sua explicação para o não encaminhamento da questão ao exame das comissões específicas: “O processo do impeachment é o resultado da organização da sociedade. Como se organizou contra os presidentes Collor e Dilma”.

Não houve uma pressão “que transbordasse para dentro do parlamento. Não foi avaliar ou deixar de avaliar impeachment, e sim compreender que a pandemia é a prioridade para todos nós”.

O fácil e esperado. Mas os casos de Collor e Dilma nasceram no Congresso, não na sociedade. Foi a mobilização, lá, de parlamentares que gerou e fez transbordar para a sociedade a exigência do impeachment de Collor.

A “pedalada” contábil do governo Dilma nunca passou pela cabeça de ninguém, na sociedade e no Congresso. Foi o pretexto criado já a meio da conspiração lá urdida por Aécio Neves e Eduardo Cunha, símbolos da pior corrupção, a que corrói a democracia pela política. A mídia (sic) levou para a sociedade o golpismo transbordante no Congresso.

Se a prioridade fosse a pandemia, o governo não continuaria entregue aos que a negam e como governo sabotam, à vista de todo o país, tudo o que possa combatê-la. Para isso recorrendo, sem receio, a ações e omissões criminosas. Uma sucessão delas, incessante até hoje.

​Se nas mais de 200 mil mortes houvesse apenas uma induzida pelas pregações e sabotagens de Bolsonaro, já seria bastante para ser considerado criminoso homicida. Mas são muitos os interesses financeiros e políticos a protegê-lo. Na verdade, mais que isso, porque é carta branca que lhe tem sido assegurada, sobre 212 milhões de brasileiros, como sobre o presente e o futuro do país.

 

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sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

Impeachment é tratamento precoce contra a crise de imbecilidade

Richard Jakubaszko   

A proposta é do jornalista Macaco Simão, observador da política brasileira, vejam se ele não tem razão:


 

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segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

Vai faltar vacina, seringa e insumos...

Richard Jakubaszko  
No Brasil de Bolsonaro tudo é possível, vai faltar tudo, porque não há competência, não tem moral, desconhecem gestão, inexistem objetivos, os caras no governo federal nem sabem o que está acontecendo, vão fazer o quê com 4,6 milhões de vacinas num país de 213 milhões de habitantes? Vacina só no Carnaval de 2022...
Eu tô que nem o Bob Marley...



 

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sábado, 16 de janeiro de 2021

Bolsonaro: "Isolamento mata mais do que o Covid".

Richard Jakubaszko  

A patacoada do dia não falha, Bolsonaro soltou hoje mais essa do título aí em cima. De onde a mente perturbada desse ex-militar tirou essa conclusão de ébrio só pode ser debitada na conta do trigésimo copo de cerveja que ele tomou. Ou na forma como foi criado, conforme o meme da web, aí embaixo:



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sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

Dória: "Bolsonaro é um facínora!"

Richard Jakubaszko   

Ué, quando foi que Dória chegou à essa conclusão? Só hoje, depois de saber que 60 bebês prematuros em Manaus estão sem oxigênio? Ou foi depois que recebeu a notícia de que o governo federal requisitou as 6 milhões de vacinas contra o Covid19 do Instituto Butantan? Não importa quando, parece que caiu a ficha, dele e de muita gente.
É hora, portanto, de cada um se manifestar como for possível, pela saída imediata de Bolsonaro da Presidência da República. Age como um genocida, joga merda para todos os lados, e ainda tenta teimosamente empurrar cloroquina!

O ex-capitão não tem compromisso com os brasileiros. Seu único objetivo é a reeleição em 2022. Enquanto isso a pandemia avança, temos, pelo quarto dia consecutivo, mais de 1.000 mortes por dia. Ele é o maior responsável por esse desastre, conforme informa a OMS/ONU.

Fora Bolsonaro! Qualquer motivo para tirar esse maluco do Palácio do Planalto é bem-vindo, seja impeachment, renúncia, suicídio, golpe, bala perdida, vacina contaminada, qualquer coisa será saudável se livrar o Brasil desse genocida.


 

quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

Qual é a saída para o Brasil?

Richard Jakubaszko  

A saída é pelo túnel... E o presidente administra as crises econômica, política e sanitária no país como se a saída fosse a luz que ele vê no fim do túnel, que ainda não é uma locomotiva na contramão. Briga pela primazia de quem vai aplicar a primeira vacina contra o coronavírus, se ele ou o governador de São Paulo. Mostra a pequenez da mentalidade do ex-capitão, e de seus seguidores no governo.
Simplesmente medíocre.


 

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quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

Bolsominiuns evangélicos não tomam vacina contra Covid

Richard Jakubaszko   

Tá explicada a aversão que os bolsominiuns evangélicos têm contra a vacina contra o coronavírus, eles se baseiam na interpretação literal e conjunta da Bíblia e da ciência:



 

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sábado, 9 de janeiro de 2021

Sobre a vacina: tempos de egoísmo

Richard Jakubaszko 

Como nunca se observou na longa história do homo sapiens, o egoísmo predomina entre os chamados negacionistas das vacinas. Alegam que as vacinas não funcionam. Temem efeitos colaterais, sejam de pequena monta, sejam mais graves, tipo diarreias, coceiras ou dores de cabeça, os eventos mais comuns registrados nas pesquisas de campo, mas de baixa significância estatística.

Como será que esses negacionistas imaginam que epidemias terríveis como varíola, sarampo, poliomielite, coqueluche, apenas para citar algumas, foram vencidas? Ou doenças do gado, como a Aftosa? Pela imunidade espontânea do rebanho? Alguns pais pararam de vacinar contra o sarampo e ele voltou.Triste a ignorância dessas pessoas, o que não é exclusividade dos brasileiros. Existem muitos pelo mundo, não apenas pelo fato de ignorar a ciência. mas de se socorrerem de comentários mentirosos, ou fake news, sobre a eficácia das vacinas.

Acho que é simplesmente egoísmo desses negacionistas das vacinas. Alguns chegam a dizer que vão esperar as vacinações em massa e depois de um ou dois meses decidirão se tomam ou não a vacina. Como temos um governo de plantão que é absolutamente leviano e inconsequente, irresponsável no limite do bom senso, os egoístas ganham aplausos desses poderosos. Acham que estão no exercício de seu livre arbítrio.

Apenas um dado, que a ciência conhece muito bem: tomar a vacina garante não apenas que os negacionistas não sejam contaminados, mas, principalmente, evitará que, mesmo sendo portadores sãos, transmitam a doença aos seus entes mais queridos. Ou os negacionistas não têm mãe, filhos, irmãos?

Apenas pensem nisso, os egoístas distraídos.

 

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quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

Como foi o dia de Reis Magos de Bolsonaro

Richard Jakubaszko   

Completamente alienado do que acontece aqui no Brasil, seja pandemia ou economia, as preocupações do Jair Messias sem noção Bolsonaro voltaram-se para o que se passa nos EUA de Trump, e, no dia de Reis Magos, a web, marvada como sempre, registrou em memes as trapalhadas do mais desmoralizado presidente que já tivemos no Brasil.
Não é exagero repetirmos, sai daí Jair...

 



 

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quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

Fora, Bolsonaro!!!

Richard Jakubaszko  

Faça alguma coisa pelo Brasil, Bolsonaro: renuncie!

Chega de palhaçada! Pare de fazer piadinhas e comentários jocosos, você não é humorista. Agora vai até reclamar? Se o Brasil está quebrado, e se você não consegue fazer nada, vai pra casa e entregue a rapadura para alguém mais competente.

Seria uma enorme alegria aos brasileiros. 

 

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terça-feira, 5 de janeiro de 2021

Brasil de Bolsonaro é case global de como unir incompetência e fanatismo

Igor Tadeu Camilo Rocha

Diante dos avanços na vacinação contra a covid-19 ao redor do mundo, vejo multiplicar-se uma análise que consiste em dizer que a péssima e absurda gestão de Jair Bolsonaro no enfrentamento da pandemia no Brasil se deve tão somente a sua inépcia para o cargo, e não tanto a questões ideológicas de sua figura política e de seu governo.

As evidências da tese são mostradas na diversidade de perfis político-ideológicos dos governos de países que já estão adiantados anos-luz de nós em suas campanhas de vacinação contra o novo coronavírus. Vejamos alguns. Hungria, país governado pela extrema-direita, e Argentina ou México, governados por uma centro-esquerda, já começaram suas vacinações, algo que indica que entender a vacina como solução mais factível para o controle da pandemia independe do lugar nessa régua ideológica das democracias liberais. Tampouco o perfil populista iria interferir quanto a isso, já que os Estados Unidos, nos derradeiros dias do governo dito populista de Donald Trump, segue a pleno vapor em sua campanha de imunização em massa.

As crises econômica e política também parecem não explicar por si mesmas a péssima gestão do governo brasileiro, uma vez que países que passam por momentos turbulentos nesse campo parecem já terem se resolvido. A Venezuela, por exemplo, já firmou acordo para vacinar inicialmente 10 milhões de pessoas com a Sputnik V. Já a Bolívia, que passou por um golpe de Estado em 2019 e, depois, por uma tensa eleição em 2020, também já anunciou um acordo para começar a vacinar sua população.

Mesmo países em que o fundamentalismo religioso representa forte peso na sua política interna, como a Polônia, também começaram suas campanhas de vacinação. Da mesma forma, em nações com políticas reconhecidamente autoritárias, como a Rússia, a imunização já é realidade.

Enfim, a cada dia de atraso ou evento com o presidente Bolsonaro reunindo-se com dezenas de pessoas sem máscaras ou distanciamento, a cada polêmica ridícula sobre vacinas, assistimos à transformação do Brasil, país historicamente referência em vacinação, em exemplo internacional de como não agir no meio da pior crise sanitária dos últimos cem anos.

E devemos ser claros. Todo esse atraso acontece por opção do atual governo, com suas ações descoordenadas, omissões, cortes e desmonte da produção científica e no sistema de saúde, assim como uma inexistente gestão logística. Tudo isso indica haver incompetência e creio que isso seja ponto pacífico para a maioria, exceto a base mais fanática de apoiadores de Bolsonaro.

Parece correto dizer que ideologia política não parece ser um fator determinante ao redor do mundo para respostas boas ou ruins à pandemia. Mesmo no Brasil, seguem-se diariamente elogios sobre a gestão da pandemia dirigidos a governadores como João Doria (PSDB) e Flavio Dino (PC do B), de partidos de centro-direita e centro-esquerda, respectivamente. Estes, mesmo quando criticados, nem de longe o são por motivos que passam perto de negacionismo antivacina ou falas em tom de zombaria quanto às vítimas da covid-19. O mesmo pode ser dito do prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD).

O exemplo de Jair Bolsonaro, dessa maneira, consolida-se como um caso isolado sob qualquer ângulo que se observe na política. Nem mesmo alguns de seus antigos eleitores e apoiadores, como Luciano Huck ou João Amoedo, conseguem mais expressar publicamente qualquer coisa diferente de críticas duras e indignação. Entretanto, devemos tomar cuidado, pois essa leitura pode nos levar a uma análise despolitizada da gestão bolsonarista, sugerindo, incorretamente, que a ruindade do presidente brasileiro nada teria a ver com o complexo emaranhado ideológico que compõe o bolsonarismo como fenômeno político.

Nada mais distante da realidade. A atuação de Bolsonaro na pandemia explica muito sobre a sua figura política construída ao longo de toda a sua trajetória, e também do próprio bolsonarismo do ponto de vista político-ideológico. A pandemia da covid-19 funcionou como uma tempestade perfeita em que variados aspectos de Bolsonaro e do bolsonarismo, que se complementam e os tornam efetivos no debate público e disputas do poder, tornaram-se mais visíveis.

O primeiro aspecto – o que mais salta aos olhos – é a dimensão retórica e performática, que se deu de variadas formas. No início da crise, apareceu forçando a volta da normalidade e, paralelamente, foi voltando sua artilharia contra outros adversários como os governadores e prefeitos, imprensa, até finalmente chegarmos ao antagonismo contra a vacina.

Trata-se da face mais histérica, histriônica e paranoica do bolsonarismo, que compõe uma característica das extremas-direitas de possuírem um hiperidentitarismo, grosso modo materializado na sua constante necessidade de se distinguir. As polêmicas gratuitas e por vezes absurdas, baseadas em negacionismos, distorções da realidade e teorias conspiratórias, fazem parte do amplo escopo de artifícios mobilizados para isso. Também, o bolsonarismo se alimenta da forja permanente de novos inimigos, como se fosse golpeado e sabotado por todos os lados, o que justificaria sua postura autoritária e a constante representação do adversário como um sujeito a ser eliminado.

Esses dois aspectos, além de demarcadores da identidade do bolsonarismo politicamente, também compõem sua narrativa antissistêmica. Bolsonaro e todo o discurso político em torno de sua figura precisam sempre se afirmar como sendo "contra tudo isso que está aí", sem que isso contradiga, no atual momento, a posição de governo.

A crise da covid-19 tem sido um campo dos mais prolíficos para que essa dimensão ganhe diariamente novos contornos, nos seus embates contra a imprensa, com Doria e outros governadores, ou qualquer outro agente que questione sua gestão ou apresente alguma solução diferente das colocadas pelo governo ou apoiadores.

De fato, Bolsonaro apresentou soluções, ainda que elas comprovadamente não funcionassem, sendo o maior exemplo disso a sua constante insistência no tratamento da covid-19 com a hidroxicloroquina. Isso nos leva a um segundo componente do bolsonarismo, que acho adequado chamar de aspecto fundamentalista. Esse aspecto articula identitariamente as mencionadas rejeições e invenções de inimigos com o oferecimento de resoluções, esquemas e verdades "alternativas" para a crise.

Por "alternativas", entendemos aqui soluções como a própria cloroquina apesar de os "inimigos" mostrarem com artigos científicos que ela seria ineficaz contra a covid-19, por exemplo. E a insistência nessa narrativa que constrói um caráter quase religioso no bolsonarismo. Ele oferece sentido ao estado das coisas como estão, e dá forma a narrativas para as quais os fatos sistematicamente devem se curvar.

É necessária uma boa dose de teorias conspiratórias, fake news e a construção de um sistema de crenças no qual faça sentido que os graves problemas mostrados pelos inimigos (como cientistas, imprensa, governadores, prefeitos ou qualquer um que ache terrível chegarmos a 200 mil mortos nos próximos dias) não sejam tão graves assim, ou talvez sejam até inventados para prejudicar o "mito", e que as soluções dadas por ele sejam ungidas como únicas possíveis e autorizadas. Mas é necessário, também, algum vínculo com a realidade mais prática, o que nos leva a um terceiro aspecto que é o fato de Bolsonaro, ainda que aparentemente tenhamos esquecido disso por um tempo, seja um político com quase toda a sua trajetória construída no Centrão. Por esse lado, podemos entender que parte das ações de Bolsonaro no curso da pandemia parece se voltar mais diretamente a evitar qualquer viabilidade de seu impeachment, ou ainda que os escândalos de corrupção envolvendo sua família tenham consequências maiores. Isso tem alguns efeitos práticos, como o fato presumível de que Bolsonaro jamais se sustentaria no poder tendo somente o volátil PSL e sua geração de outsiders de extrema-direita como base. Voltar para o Centrão também viabiliza um jogo constante de Bolsonaro com atores importantes da política brasileira que poderiam vir a pressioná-lo, ao vender uma suposta moderação.

Esse movimento de volta também vincula Bolsonaro e o bolsonarismo a interesses de elites econômicas do Brasil e realçam um quarto aspecto ideológico que baliza suas ações na pandemia: um ultraliberalismo econômico somado a uma ausência permanente de sensibilidade social, o que não deixa de ser uma marca de parte substantiva das elites econômicas de um dos últimos países a abolir a escravidão no mundo.

A narrativa da morte de pessoas x morte de CNPJs (desumanizando os primeiros e antropomorfizando/humanizando os segundos), defendida por Bolsonaro junto a empresários que o apoiam, traz uma materialidade econômica fundamental a esse emaranhado ideológico bolsonarista. Dessa maneira, a chave de leitura aqui pensada não discorda da ideia de que todo o caos gerado pela péssima gestão do governo brasileiro na atual crise se deve à inépcia do presidente e de seu gabinete ministerial, com destaque para o atual ministro da Saúde, que fracassa na compra de seringas.

Porém, mesmo a ruindade do governo Bolsonaro no enfrentamento da covid-19, amparada por alguns setores da sociedade e atores políticos no Brasil, é balizada ideologicamente. Essa incompetência, assim como tudo na política, tem pressupostos, objetivos e formas de pensar a realidade que são circunscritos por ideologias e tradições nos jogos de poder e de formas de ver e fazer a política.

Em suma, a atual tragédia brasileira é uma junção perfeita de coisas que já devíamos ter superado, enquanto país e democracia, há décadas, com problemas inéditos, potencializados por fatores do nosso tempo. É um conjunto de facetas tanto detestáveis quanto bem presentes historicamente na realidade brasileira, todas operando em sintonia na pior crise sanitária do século.

* o autor é doutor em História pela Universidade Federal de Minas Gerais.

Publicado originalmente no UOL: https://entendendobolsonaro.blogosfera.uol.com.br/2021/01/03/brasil-de-bolsonaro-e-case-global-de-como-unir-incompetencia-e-fanatismo/

 

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