Richard Jakubaszko
Leio num fac-símile de jornal, enviado por Luis Amorim, lá da terrinha, uma crônica saborosa sobre os furacões que andam a atormentar o Caribe e que quando chegam aos EUA afinam e tornam-se tempestades tropicais. Há 12 anos não se via um furacão naquelas paragens, e a mídia brasileira na falta de assunto dava pancadas no Tio Trump, uma espécie de cético ambientalista que eles na mídia tupiniquim abominam.
Já o jornalista português, José Diogo Quintela, na crônica que reproduzo abaixo, faz uma análise de fina sintonia, sobre a fuga dos carros de Miami, gastando gasolina para fugirem do furacão, justamente a gasolina que os ambientalistas desejam proibir o uso para evitar o aquecimento que causa furacões... Fina ironia, até porque o próprio IPCC já reconheceu que o suposto aquecimento que eles alegam que está acontecendo não é causado pelo aquecimento, e nem pelos inocentes GEE.
Mas a ironia do cronista lusitano vai mais longe, e replica um hipotético diálogo de Noé com o Criador, que lhe autorizara a construção de uma arca, e diz: "EH PÁ, SENHOR, CONSTRUIR UMA ARCA? E A DESFLORESTAÇÃO? PREFIRO APANHAR UMA CHUVINHA". Evidentemente que o jornalista lusitano não nos revela, mas Noé estaria receoso de enfrentar os biodesagradáveis, que já naquele tempo deviam existir, não tenhamos dúvida, pois gente assim sempre existiu.
Se não conseguirem ler no blog a crônica abaixo, baixem a foto, vale a pena ler o saboroso texto, estilo herdado do genial Fernando Pessoa.
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domingo, 17 de setembro de 2017
quarta-feira, 12 de abril de 2017
NASA encontra vulcão que expele água e sal no planeta anão Ceres
Rafael Regiani
O vulcão de Ceres tem metade do tamanho do Everest e expele água com sal em vez de lava
Um vulcão de água gelada com metade do tamanho do Everest. Parece uma atração de parque aquático, mas é a nova arma do asteroide Ceres para ganhar alcançar a fama. A descoberta feita pela equipe de Ottaviano Ruesch, da NASA, foi publicada na Science (Ler aqui ).
Descoberto no século 19, o irmão de Plutão foi inicialmente alçado ao título de provável décimo planeta do Sistema Solar, mas as definições de planeta anão foram atualizadas, e Ceres acabou rebaixado à mesma categoria do ex-nono planeta.
Para os parâmetros de sua vizinhança, porém, Ceres é bem nutrido: um terço de toda a massa do cinturão de asteroides que fica entre Marte e Júpiter corresponde a ele. Não bastasse o tamanho razoável, ele ainda prega peças nos observadores. Já foram registradas crateras que desapareceram de sua superfície sem deixar vestígios e inexplicáveis manchas brilhantes (Ler detalhes aqui ).
Sua nova carta na manga é o vulcão Ahuna Mons, que, em vez de lava, expele água e sal. Isso mesmo, uma ótima ideia para colocar um pouco de macarrão na mistura e improvisar um jantar cósmico. O nome do vulcão é criovulcão, ou vulcão gelado.
A seguir, resumo da revista Science:
Por Bruno Vaiano
Ninguém o viu em atividade, mas há bons motivos para acreditar que ele estaja ativo, sim: não há atividade tectônica no planeta anão, o que excluí a possibilidade de que uma elevação geográfica tenha se formado pelos mesmos processos que deram origem às cordilheiras terráqueas. E foi possível verificar que a erosão não é significativa. “O único processo que pode formar uma montanha isolada é o vulcanismo”, explicou Rausch ao Business Insider.
Essa é a mais clara evidência de um vulcão gelado já encontrada. E a existência dessa bizarrice cósmica pode revelar detalhes fascinantes das características químicas e geológicas do astro. "Nós havíamos visto pistas de atividade criovulcânica no passado, mas não tínhamos certeza. Essa é uma descoberta importante que restringe as formas como Ceres pode ter se desenvolvido", afirmou Ruesch ao veículo americano. "A montanha na superfície nos conta o que está acontecendo em seu interior."
Entre outras possíveis implicações da descoberta, a presença de sal diminui a temperatura de solidificação da água, o que pode explicar a características que resultam da circulação de fluidos mesmo em temperaturas tão baixas (a mínima, por lá, é -106ºC, e a máxima, -34º).
(Via Science Alert, ler mais detalhes aqui )
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O vulcão de Ceres tem metade do tamanho do Everest e expele água com sal em vez de lava
Um vulcão de água gelada com metade do tamanho do Everest. Parece uma atração de parque aquático, mas é a nova arma do asteroide Ceres para ganhar alcançar a fama. A descoberta feita pela equipe de Ottaviano Ruesch, da NASA, foi publicada na Science (Ler aqui ).
Descoberto no século 19, o irmão de Plutão foi inicialmente alçado ao título de provável décimo planeta do Sistema Solar, mas as definições de planeta anão foram atualizadas, e Ceres acabou rebaixado à mesma categoria do ex-nono planeta.
Para os parâmetros de sua vizinhança, porém, Ceres é bem nutrido: um terço de toda a massa do cinturão de asteroides que fica entre Marte e Júpiter corresponde a ele. Não bastasse o tamanho razoável, ele ainda prega peças nos observadores. Já foram registradas crateras que desapareceram de sua superfície sem deixar vestígios e inexplicáveis manchas brilhantes (Ler detalhes aqui ).
Sua nova carta na manga é o vulcão Ahuna Mons, que, em vez de lava, expele água e sal. Isso mesmo, uma ótima ideia para colocar um pouco de macarrão na mistura e improvisar um jantar cósmico. O nome do vulcão é criovulcão, ou vulcão gelado.
A seguir, resumo da revista Science:
Por Bruno Vaiano
Ninguém o viu em atividade, mas há bons motivos para acreditar que ele estaja ativo, sim: não há atividade tectônica no planeta anão, o que excluí a possibilidade de que uma elevação geográfica tenha se formado pelos mesmos processos que deram origem às cordilheiras terráqueas. E foi possível verificar que a erosão não é significativa. “O único processo que pode formar uma montanha isolada é o vulcanismo”, explicou Rausch ao Business Insider.
Essa é a mais clara evidência de um vulcão gelado já encontrada. E a existência dessa bizarrice cósmica pode revelar detalhes fascinantes das características químicas e geológicas do astro. "Nós havíamos visto pistas de atividade criovulcânica no passado, mas não tínhamos certeza. Essa é uma descoberta importante que restringe as formas como Ceres pode ter se desenvolvido", afirmou Ruesch ao veículo americano. "A montanha na superfície nos conta o que está acontecendo em seu interior."
Entre outras possíveis implicações da descoberta, a presença de sal diminui a temperatura de solidificação da água, o que pode explicar a características que resultam da circulação de fluidos mesmo em temperaturas tão baixas (a mínima, por lá, é -106ºC, e a máxima, -34º).
(Via Science Alert, ler mais detalhes aqui )
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sábado, 19 de dezembro de 2015
Nosso frágil planeta
WALTER WILLIAMS *
Ocasionalmente, ambientalistas se entusiasmam além da conta e acabam inadvertidamente revelando suas verdadeiras intenções.
Examinemos algumas declarações que refletem uma visão tida como absolutamente inquestionável.
"O mundo em que vivemos é belo, mas muito frágil". Ou "A terceira pedra do sol, também conhecida como Planeta Terra, é um oásis bastante frágil". Eis algumas frases divulgadas no Dia da Terra: "Lembre-se de que a Terra tem de ser salva diariamente". "Lembre-se da importância de cuidar do nosso planeta. É o único lar que temos."
Tais declarações, sempre acompanhadas de previsões apocalípticas, são rotineiramente feitas tanto por ambientalistas extremistas quanto pelos não-extremistas. Pior ainda é o fato de que esta doutrinação sobre a "terra frágil" é infundida em nossa juventude desde o jardim de infância até a universidade. Sendo assim, examinemos o quão frágil a terra realmente é.
Em 1883 houve a erupção do vulcão Krakatoa, localizado onde hoje é a Indonésia. Tal erupção teve a força de 200 megatons de TNT. Isso é o equivalente a 13.300 bombas atômicas de 15 quilotons cada uma (15 quilotons é aproximadamente a capacidade explosiva da bomba que devastou Hiroshima em 1945).
Antes desta erupção, houve a erupção do vulcão Tambora, em 1815, também localizado onde hoje é a Indonésia. Esta ainda detém o recorde de ser a maior erupção vulcânica da história. Ela cuspiu tantos detritos na atmosfera, que a luz solar foi bloqueada. Consequentemente, o ano de 1816 passou a ser conhecido como o "Ano em Que não Houve Verão" ou "O Verão que Nunca Ocorreu". As consequências foram plantações completamente destruídas, perdas totais de safras agrícolas e a dizimação de animais em grande parte do Hemisfério Norte, o que gerou a pior fome do século XIX.
Já a erupção do Krakatoa no ano 535 d.C. foi tão violenta, que bloqueou quase que toda a luz e todo o calor oriundos do sol por 18 meses. Há quem diga que foi esse evento que deu origem à Idade das Trevas.
Geofísicos estimam que apenas três erupções vulcânicas — Indonésia (1883), Alasca (1912) e Islândia (1947) — jogaram na atmosfera mais dióxido de carbono e dióxido de enxofre do que todas as atividades humanas o fizerem ao longo de toda a nossa história.
E como o nosso frágil planeta lidou com dilúvios? A China provavelmente é a capital mundial das inundações colossais. A inundação de 1887 do Rio Amarelo matou entre 900.000 e 2 milhões de pessoas. Já as inundações de 1931 foram ainda piores, causando um morticínio estimado entre 1 e 4 milhões. Mas a China não detém o monopólio das enchentes.
Entre 1219 e 1530, a Holanda vivenciou enchentes que mataram aproximadamente 250.000 pessoas.
E o que dizer dos terremotos que assolam o nosso frágil planeta? Houve o terremoto de Valdívia, no Chile, em 1960. Foi o mais violento terremoto já registrado na história, chegando 9,5 graus na escala Richter, uma força equivalente a 1.000 bombas atômicas explodindo simultaneamente. Já o terremoto ocorrido em 1556 na província de Shaanxi, na China, foi o mais mortífero da história: matou 830.000 pessoas e devastou uma área de 1.300 quilômetros quadrados.
Mais recentemente, houve o terremoto de dezembro de 2004 no Oceano Índico, que alcançou uma magnitude 9,1 graus na escala Richter e gerou o devastador tsunami de 26 de dezembro, que atingiu majoritariamente a Indonésia, o Sri Lanka, a Índia, a Tailândia e as Maldivas e matou mais de 230 mil pessoas. E não nos esqueçamos do terremoto de 9 graus na escala Richter que devastou o leste do Japão em março de 2011 e matou mais de 28 mil pessoas.
Nosso frágil planeta também já teve de enfrentar terrores vindos do espaço. Dois bilhões de atrás, um asteroide atingiu a terra e criou a cratera de Vredefort, na África do Sul. Ela possui 300 km de diâmetro, o que faz dela a maior cratera de impacto do mundo. Em Ontário, Canadá, há a Bacia de Sudbury, a segunda maior cratera de impacto da terra, resultante da queda de um meteoro ocorrida há 1,8 bilhão de anos. Ela possui um diâmetro de 130 km. Já a cratera de Chesapeake Bay, no estado americano da Virginia, é um pouco menor, tendo um diâmetro de 85 km. E finalmente há a famosa, porém miúda, Cratera de Barringer, no Arizona, cujo diâmetro não chega nem a 2 km.
Citei aqui apenas uma ínfima fração de todos os eventos cataclísmicos que já atingiram a terra — e ignorei várias outras categorias, como tornados, furacões, queda de raios, incêndios, nevascas, avalanches, deslizamentos de terra, movimento de continentes, raios solares, manchas solares, tempestades magnéticas, inversão magnética dos polos, erosão, raios cósmicos e eras glaciais. Não obstante todos estes eventos cataclísmicos, nosso frágil planeta sobreviveu.
Logo, minha pergunta é: dentre todos estes poderes da natureza, qual pode ser igualado pelo homem? Por exemplo, conseguiria a humanidade reproduzir os efeitos poluidores da erupção do vulcão Tambora, ocorrida em 1815? Ou, quem sabe, reproduzir o impacto do asteroide que aniquilou os dinossauros? É o cúmulo da arrogância acreditar que a humanidade pode gerar alterações paramétricas significativas na terra ou que ela possa igualar as forças destrutivas da natureza.
Ocasionalmente, ambientalistas se entusiasmam além da conta e acabam inadvertidamente revelando suas verdadeiras intenções. O famoso biólogo eco-socialista Barry Commoner disse que "O capitalismo é o inimigo número um do planeta". Já Leo Marx, professor do MIT, disse que "Em termos ecológicos, a necessidade de termos um governo mundial dispensa debates".
* o autor é professor honorário de economia da George Mason University e autor de sete livros. Suas colunas semanais são publicadas em mais de 140 jornais americanos.
Tradução: Leandro Roque
Enviado ao blog pelo professor Marco Antônio Silva / USP.
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domingo, 6 de maio de 2012
No Programa do Jô: cientista da USP desmente o aquecimento e a camada de Ozônio.
Richard Jakubaszko
Gente, se a Rio+20 esfriar (he, he, he...) e tiver seu fracasso antecipado, não será nenhuma surpresa, pelo menos para mim. Os cientistas e climatologistas em todo o planeta cansaram de ouvir mentiras. Cada vez mais eles dão a cara pra bater, e desmentem a mentira do século XXI.Semana passada, mostrei aqui no blog o pedido de desculpas admitido por um dos pais dessa mentira, o inglês James Lovelock, autor do livro Hipótese Gaia. Já tínhamos outros cientistas brasileiros que se encheram de coragem, entre eles Luiz Carlos Baldicero Molion, da Universidade Federal de Alagoas.
Agora, o professor de climatologia da Faculdade de Geografia da USP, Ricardo Augusto Felício, desmonta os argumentos aquecimentistas, e ainda faz o favor de ridicularizar a camada de ozônio. Fez isto no Programa do Jô, e foi o que me surpreendeu, a TV Globo abrir espaço para cientistas céticos.
Ao frequentador contumaz deste blog não há nenhuma novidade, quase tudo o que o professor Ricardo Augusto desmente já foi pacientemente registrado neste espaço de debate, desde 2007. A importância do mesmo está em quem faz a afirmação, e especialmente no ambiente (TV Globo e Programa do Jô).
Confiram, vale a pena.
Parte 1 (Youtube)
Parte 2
Bloqueado pelas Organizações Globo, o vídeo só está disponível no site da TV Globo. (Censurado ???)
Meus amigos, agora tá liberado o debate, sem medo de ser xingado de ridículo, de polêmico ou cético. Manifeste sua opinião!
Publico apenas hoje esse vídeo, gravado no Programa do Jô em 2/5/2012, porque estive "fora do ar" a semana inteira, na Agrishow de Ribeirão Preto. Mas recebi dúzias de e-mails carinhosamente enviado por leitores e amigos do blog, entre eles José Rocher (Gazeta do Povo, Curitiba), Silvia Nishikawa (TRI S, São Gotardo), Paulo Henrique Leme (P&A Marketing, SP), e até da doutorinha lá de casa, a Daniela Jakubaszko, entre outros. O vídeo vale pelo registro do tema.
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quinta-feira, 9 de junho de 2011
Vulcão: horror e beleza.
Richard Jakubaszko
Nada supera a força e beleza da natureza. As fotos a seguir comprovam isso, pelo menos no aspecto da beleza visual. Lembra-nos a insignificância dos seres humanos perante a grandiosidade da natureza. Quem estava por perto, quando o vulcão teve suas erupções, deve ter corrido pra bem longe...Distante 750 km de Santiago do Chile, entrou em erupção no princípio de junho o vulcão Puyehue obrigando a evacuação de milhares de pessoas. As nuvens de cinzas chegaram até a Argentina e interferiram no transporte aéreo da região. À margem da tragédia, as imagens que nos chegam são realmente impactantes. Uma grande coluna de cinzas iluminada por raios elétricos na noite chilena. Um espetáculo visual incrível.
Dica enviada pelo jornalista Nivaldo Manzano, lá da DBO, e surrupiadas seletivamente do blog http://blogs.publico.es/mesadeluz/4195/el-volcan-puyehue

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