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quarta-feira, 5 de julho de 2017

Anatomia do golpe: as pegadas americanas

Tereza Cruvinel *

A embaixadora Ayalde e Serra, o agente "secreto" da Chevron.
“O golpe em curso no Brasil é sofisticada operação político-financeira-jurídico-midiática, tipo guerra híbrida. E será muito difícil deslindá-la", diz o jornalista Pepe Escobar. E mais difícil fica na medida em que surgem contradições entre seus próprios artífices. A enxurrada de conversas que Sergio Machado, ex-presidente da Transpetro e um dos operadores do Petrolão, teve e gravou com cardeais do PMDB, induz à ilusória percepção de que o impeachment da presidente Dilma Rousseff foi apenas um golpe tupiniquim, armado pela elite política carcomida para deter a Lava Jato e lograr a impunidade. O procedimento “legal” que garantiu a troca de Dilma por Temer, para que ela faça o que está fazendo, foi peça de operação maior e mais poderosa desencadeada ainda em 2013 para atender a interesses internos e internacionais. E nela ficaram pegadas da ação norte-americana.

Interesses internos: remover Dilma, criminalizar o PT, inviabilizar Lula como candidato a 2018 e implantar uma política econômica ultra-liberal, encerrando o ciclo inclusivo e distributivista. Interesses externos: alterar a regra do pré-sal e inverter a política externa multilateralista que resultou nos BRICS, na integração sul-americana e em outros alinhamentos Sul-Sul.

As gravações de Machado desmoralizam o processo e seus agentes e complicam a evolução do governo Temer, mas nem por isso o inteiro teor da trama pode ser reduzido à confissão de Romero Jucá, de que uma reunião de caciques do PMDB, PSDB, DEM e partidos conservadores menores, em reuniões noturnas, decidiram que era hora de afastar Dilma para se salvarem. E daí vieram a votação de 17 de abril na Câmara, a farsa da comissão especial e a votação do dia 11 de maio no Senado.

Um longo caminho, entretanto, foi percorrido até que estes atos “legais” fossem consumados. Para ele contribuíram a Lava Jato e suas estrelas, a Fiesp com seu suporte a grupos pró-impeachment e o aliciamento de deputados, o mercado com seus jogos especulativos na bolsa e no câmbio para acirrar a crise, Eduardo Cunha e seus asseclas com as pautas bombas na Câmara. E também as obscuras mas perceptíveis ações da NSA, Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos, e da CIA, na pavimentação do caminho e na fermentação do clima propício ao desfecho. Os grampos contra Dilma, autoridades do governo e da Petrobras, os protestos contra o governo, o desmanche econômico e a dissolução da base parlamentar, tudo se entrecruzou entre 2013 e 2016.

Se os que aparecem agora nas conversas gravadas buscaram poder, impunidade e retrocesso ao país de poucos e para poucos, os agentes externos miraram o projeto de soberania nacional e o controle de recursos estratégicos, em particular o petróleo do Pré-Sal. Não por acaso, a aprovação do projeto Serra, que suprime a participação mínima obrigatória da Petrobras, em 30%, na exploração de todos os campos licitados, entrou na agenda de prioridades legislativas do novo governo.

Muito já se falou da coincidente chegada ao Brasil, em agosto de 2013, de Liliana Ayalde como embaixadora dos Estados Unidos, depois de ter servido no Paraguai entre 2008 e 2011, saindo pouco antes do golpe parlamentar contra o ex-presidente Fernando Lugo. Num telegrama ao Departamento de Estado, em 2009, vazado por Wikileaks, ela disse: “Temos sido cuidadosos em expressar nosso apoio público às instituições democráticas do Paraguai – não a Lugo pessoalmente”. E num outro, mais tarde: “nossa influência aqui é muito maior que as nossas pegadas”.

O que nunca se falou foi que a própria presidente Dilma, tomando conhecimento dos encontros que Ayalde vinha tendo com expoentes da oposição no Congresso, mandou um emissário avisá-la de que via com preocupação tais movimentos. Eles cessaram, pelo menos ostensivamente. Ayalde havia chegado pouco antes da Lava Jato esquentar e no curso da crise diplomática entre o Brasil e os Estados Unidos, detonada pela denúncia do Wikleaks de que a NSA havia grampeado Dilma, Petrobras e outros tantos. Segundo Edward, o ex-agente da NSA que denunciou a bisbilhotagem, “em 2013 o Brasil foi o país mais espionado do mundo”. Em Brasília funcionou uma das 16 bases americanas de coleta de informações, uma das maiores.

A regra de exploração do pré-sal e a participação do Brasil nos BRICS (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia. Chia e África do Sul), especialmente depois da criação, pelo bloco, de um banco de desenvolvimento com capital inicial de US$ 100 bilhões, encabeçaram as contrariedades americanas com o governo Dilma.

Recuemos um pouco. Em dezembro de 2012, as jornalistas Cátia Seabra e Juliana Rocha publicaram na Folha de São Paulo telegrama diplomático vazado por Wikileaks, relatando a promessa do candidato José Serra a uma executiva da Chevron, de que uma vez eleito mudaria o modelo de partilha da exploração do pré-sal fixado pelo governo Lula: a Petrobras como exploradora única, a participação obrigatória de 30% em cada campo de extração e o conteúdo nacional dos equipamentos. Estas regras, as petroleiras americanas nunca aceitaram. Elas querem um campo livre como o Iraque pós-Saddam. A Folha teve acesso a seis telegramas relatando o inconformismo delas com o modelo e até reclamando da “falta de senso de urgência do PSDB”. Serra perdeu para Dilma em 2010, mas como senador eleito em 2014, apresentou o projeto agora encampado pelo governo Temer.

No primeiro mandato, Dilma surfava em altos índices de popularidade até que, de repente, a pretexto de um aumento de R$ 0,20 nas tarifas de ônibus de São Paulo, estouraram as manifestações de junho de 2013. Iniciadas por um grupo com atuação legítima, o Movimento Passe Livre, elas ganham adesão espontânea da classe média (que o governo não compreendeu bem como anseio de participação) e passam a ser dominadas por grupos de direita que, pela primeira vez, davam as caras nas ruas. Alguns, usando máscaras. Outros, praticando o vandalismo. Muitos inocentes úteis entraram no jogo. Mais tarde é que se soube que pelo menos um dos grupos, o MBL, era financiado por uma organização de direita norte-americana da família Koch. E só recentemente um áudio revelou que o grupo (e certamente outros) receberam recursos também do PMDB, PSDB, DEM e SD.

Aparentemente a ferida em Dilma foi pequena. Mas o pequeno filete de sangue atiçou os tubarões. Começava a corrida para devorá-la. A popularidade despencou, a situação econômica desandou, veio a campanha de 2014 e tudo o que se seguiu.

Mas nesta altura, a espionagem da NSA já havia acontecido, tendo talvez como motivação inicial a guerra do pré-sal. Escutando e gravando, encontraram outra coisa, o esquema de corrupção. E aqui entram os sinais de que as informações recolhidas foram decisivas para a decolagem da Lava Jato. Foi logo depois do Junho de 2013 que as investigações avançaram. A partir da prisão do doleiro Alberto Yousseff, numa operação que não tinha conexão com a Petrobras, o juiz federal Sergio Moro consegue levar para sua alçada em Curitiba as investigações sobre corrupção na empresa que tem sede no Rio, devendo ter ali o juiz natural do caso. Moro havia participado, em 2009, segundo informe diplomático também vazado por Wikileaks, de seminário de cooperação promovido pelo Departamento de Estado, o Projeto Pontes, destinado a treinar juízes, procuradores e policiais federais no combate à lavagem de dinheiro e contraterrorismo. Participaram também agentes do México, Costa Rica, Panamá, Argentina, Uruguai e Paraguai. Teria também muitas conexões com procuradores norte-americanos.

Com a prisão de Yousseff, a Lava Jato deslancha como um foguete. Os primeiros presos já se defrontam com uma força tarefa que detinha um mundo de informações sobre o esquema na Petrobras. Executivos e sócios de empreiteiras rendiam-se às ofertas de delação premiada diante da evidência de que negar era inútil, só agravaria suas penas. O estilo espetaculoso das operações e a bem sucedida tática de comunicação dos procuradores e delegados federais semeou a indignação popular. Vazamentos seletivos adubaram o ódio ao PT como “cérebro” do esquema.

As coisas foram caminhando juntas, na Lava Jato, na economia e na política. A partir do início do segundo mandato de Dilma, ganharam sincronia fina. Na Câmara, Eduardo Cunha massacrava o governo e a cada derrota o mercado reagia negativamente. A Lava Jato, com a ajuda da mídia, envenenava corações e mentes contra o governo. Os movimentos de direita e pró-impeachment ganharam recursos e músculos para organizar as manifestações que culminaram na de 15 de março. A Fiesp entrou de cabeça na conspiração e a Lava Jato perdeu todo o pudor em exibir sua face política com a perseguição a Lula, a coerção para depor no aeroporto de Congonhas e finalmente, quando ele vira ministro, a detonação da última chance que Dilma teria de rearticular a coalizão, com o vazamento da conversa entre os dois.

No percurso, Dilma e o PT cometeram muitos erros. Erros que não teriam sido fatais para outro governo, não para um que já estava jurado de morte. Mas este não é o assunto agora, nesta revisitação em busca da anatomia do golpe.

Em março, a ajuda externa já fizera sua parte, mas as pegadas ficaram pelo caminho. O governo já não conseguia respirar. Mas, pela lei das contradições, a Lava Jato continuou assustando a classe política, sabedora de que poderia “não sobrar ninguém”. É quando os caciques se reúnem, como contou Jucá, e decidiram que era hora de tirar Dilma “para estancar a sangria”.

Desvendar a engrenagem que joga com o destino do Brasil desde 2013 é uma tentação frustrante. Faltam sempre algumas peças no xadrez. Mas é certo que, ainda que incompleta, a narrativa do golpe não é produto de mentes paranoicas. No futuro, os historiadores vão contar a história inteira de 2016, assim como já contaram tudo ou quase tudo sobre 1964.

* a autora é jornalista.

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sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Rede Globo: O golpe se vê por aqui


Tatiana Carlott 
no site Carta Maior
Da manipulação ao ocultamento da informação, o Jornal Nacional (JN) resolveu partir para o escárnio na última semana. Do principal jornal do país, em pleno horário nobre, ouviu-se um silêncio “retumbante” frente às delações dos empresários da Odebrecht na Operação Lava Jato.

A delação de Marcelo Odebrecht, estampada no panfleto Veja, apontava R$ 10 milhões em propina, pagos pela construtora ao PMDB, em 2014, a pedido de Michel Temer, o presidente ilegítimo e interino. Na Folha, destaque para as denúncias de um repasse de R$ 34,5 milhões ao caixa dois da campanha de Serra, em 2010.

O timing foi olímpico. As notícias já se misturaram às manchetes sobre os jogos mundiais, de maior apelo entre a população, e desapareceram do noticiário. De qualquer forma, a exposição das delações, por veículos midiáticos nada ilibados, revela as rachaduras entre os golpistas. Em seu xadrez semanal, publicado site GGN, Luis Nassif aponta dois campos de forças do lado de lá:

“O poder mercado, composto pelo mercado propriamente dito, grandes grupos, a mídia e autoridades brasilienses, além do apoio constante dos Estados Unidos”. E “a camarilha dos 6 – Michel Temer, Eliseu Padilha, Geddel Viera Lima, Roberto Jucá, Moreira Franco e o finado Eduardo Cunha - que representa a maioria ocasional no parlamento”.

É neste contexto que, porta voz dos interesses do mercado, dada sua imensa capilaridade na população brasileira, o JN vem criando a atmosfera favorável ao verdadeiro abate dos direitos democráticos e constitucionais que se avizinha. E, claro, naturalizando o golpe do qual a Rede Globo foi uma das principais protagonistas.

"Descalabro petista"
Desde a posse de Temer, em 12 de julho, é notória tentativa de legitimar o impeachment a partir do “descalabro petista”, causador da crise econômica. Esta, por sua vez, é a justificativa para todas as medidas propostas pelo atual governo que ferem, frontalmente, os direitos constitucionais dos brasileiros.

No trabalho minucioso com o pânico em relação ao desemprego e da superficialidade como são apresentadas as questões relativas à economia – aposta-se no desconhecimento geral da população – as reportagens reforçam, noite após noite, o discurso único do neoliberalismo, ocultando outras alternativas para o país.

Em 3 de maio, na mesma edição em que Temer concedia uma entrevista exclusiva ao jornal, outra reportagem incensava a entrega de um programa dos tucanos ao novo governo (JN, 03.05.3016). As condições – destacava o JN – para a colaboração do PSDB eram o combate “irrestrito à corrupção” e a responsabilidade fiscal. Um jogo de cena descarado, como se eles não estivessem envolvidos no golpe.

Dias depois, Henrique Meirelles vinha à público anunciar os objetivos do governo: “mostrar claramente que as medidas que estão sendo propostas e que serão aprovadas muito provavelmente pelo Congresso”, que essas propostas “vão fazer com que a trajetória da dívida pública seja sustentável”, para que os “efeitos sejam mais rápidos”, de maneira que “o risco possa ter reação bem rápida”, que o “investimento e confiança possam voltar com tempo suficiente para que a economia possa reagir rapidamente”. (JN, 05.05.2016)

Registre-se a pressa anunciada no discurso do ministro, acenando a velocidade do ataque e do desmonte em curso no país. Para tal, os golpistas contam com uma cobertura na área econômica repleta de termos econômicos e nada palatáveis à maioria da população. Ao telespectador resta se fiar nos comentários e expressões dos apresentadores do JN.

Um bom exemplo é a cobertura da alta do dólar, no dia 9 de maio, quando o então presidente da Câmara, Waldir Maranhão, apresentou um recurso contra o impeachment da presidenta Dilma. Em meio à enxurrada de reportagens criticando a atuação do parlamentar, o JN destacou:

“Com o anúncio da decisão do presidente interino da Câmara, o dólar subiu quase 5% e a bolsa caiu 3,5%. Depois que o Senado decidiu continuar com o processo de impeachment, a tensão diminuiu. Mas a bolsa terminou o dia queda. E o dólar mais caro, a R$ 3,52” (JN, 09.05.2016).

A “salvação nacional”
O mote da “salvação nacional contra a crise econômica”, bradado por Temer em sua posse, no dia 12 de maio (JN, 12.05.2016), vem sendo trabalhado diariamente. O convencimento de que é preciso reduzir os programas sociais também. Abaixo, a forma como Carlos Aberto Sardenberg explica os gastos públicos do governo e a crise econômica:

“A história começa quando o governo resolve acelerar seus gastos. Gastos no quê? Pessoal, salário, previdência, aposentadoria, programas sociais, obras todo o funcionamento da máquina; enfim, tudo que faz o governo funcionar. Agora, gastar é bom mas quando você tem o dinheiro” (JN,12.05.2016).

Em suma: sem dinheiro não há direitos. O brasileiro passa, então, a ser convidado a participar do combate à crise. Como? Por meio do sacrifício e da fé, muita fé, na equipe econômica do novo governo.

Com uma naturalidade aterradora, Henrique Meirelles apresenta no dia seguinte à posse, as suas propostas para o país. Estamos falando não apenas da retomada da CPMF, sempre criticada quando os proponentes eram os governos petistas, mas de idade mínima de aposentadoria, reforma trabalhista, teto para gastos públicos, revisão das desonerações e dos incentivos para setores da economia.

Espertamente, no final da reportagem, o uso do desemprego para engajar o apoio popular: “Para se criar emprego, é necessário que a economia esteja crescendo”, para tal é preciso “que se estabeleça a confiabilidade das contas públicas e a confiança de que o Estado brasileiro, o governo brasileiro estará solvente no futuro. A partir daí, volta o investimento e a partir daí, em consequência o aumento do emprego”. (JN, 13.05.2016).

Da mesma forma, como necessário ao combate à crise, vem sendo divulgado o teto para o aumento do gasto público, apesar dele incluir mudanças na Constituição afetando, inclusive, repasses nas áreas da Saúde e Educação. Reportagem do JN sobre a questão, construída sobre as aspas de Temer e Meirelles, turbina: “em 10 anos, as despesas públicas aumentaram 70% acima da inflação” (JN, 24.05.2016).

O pavor do desemprego
Não é preciso ser especialista para saber que “gasto público”, ou “rombo nas contas”, são apresentados como um descalabro dos governos petistas e vilões a serem combatidos. No quadro forjado, a via do ajuste fiscal (e das propostas neoliberais) surge como única saída para a retomada do crescimento e da geração de empregos.

Observe a enxurrada de reportagens sobre o desemprego:
Em maio: “Classe média encolheu em 2015, diz pesquisa” (JN, 16.05.2016), apontando a queda do padrão de vida de 1 milhão de famílias brasileiras. “IBGE: Desemprego aumenta em todas as regiões no primeiro trimestre” (JN, 19.05.2016) e “Construção civil sente efeitos da crise e fecha vagas de emprego” (JN, 19.05.2016), com direito à defesa de mudanças nas regras trabalhistas. “Queda no emprego faz aumentar o trabalho por conta própria” (JN, 21.05.2016).

No começo de junho: “Desemprego chega a 11,4 milhões de pessoas no país e é recorde, diz IBGE”. (JN, 31.05.2016). No dia seguinte “Produção da indústria tem cenário similar ao de 13 anos atrás”, apontando que o nível de desemprego voltou dez anos (JN, 01.06.2016).

No final do mês, o tom sobe: “Crise econômica faz disparar número de idosos com nome sujo (JN, 28.06.2016)”. “De março a maio, desemprego no país permanece em nível recorde (JN, 29.06.2016) incensando que, em um ano, mais 3,3 milhões procuraram e não encontraram trabalho” e que “desempregados buscam sobrevivência em abrigos e refeições a R$ 1”.

No mesmo dia, em “Trabalho por conta própria registra queda, diz IBGE” (JN, 29.06.2016), a comparação impactante: “imagine a população da cidade de São Paulo inteira na fila do desemprego. Pois essa é praticamente a quantidade de gente sem trabalho no país: 11, 4 milhões, segundo o IBGE”.

No geral, essas reportagens exploram dramas individuais e contam o comentário de um especialista favorável à linha editorial do JN - leia-se à flexibilização das leis trabalhistas e mudanças de regras na Previdência, entre outras.

Em 20 de julho com a notícia: “Governo pretende mandar ao Congresso até o fim do ano propostas para leis trabalhistas”, em apenas 1 minuto, o JN apresentou apenas os objetivos do ministro Ronaldo Nogueira (Trabalho):

“Aprimorar a proposta que está no Congresso sobre regulamentação do trabalho terceirizado para combater a informalidade e dar garantias aos trabalhadores; ampliar e tornar permanente o programa de proteção ao emprego, sobre a CLT prestigiar as convenções coletivas permitindo a flexibilização da jornada e dos salários, sem mudar direitos como parcelamentos de férias e 13°” (JN, 20.07.2016).

Ironicamente, a mesma reportagem anunciava o reajuste de até 41,5% no salário dos servidores do Judiciário. Tudo sob a plástica de uma falsa objetividade, com um bonito iconográfico e mediante o ocultamento do contraditório às medidas.

Em outros casos, o JN somente dispara índices econômicos como verdadeiros slogans do caos. Em apenas 16 segundos: “o Brasil fechou 91 mil vagas com carteira assinada” e “desde janeiro o país perdeu mais de meio milhão de empregos formais” (JN, 27.07.2016); ou “Desemprego sobe para 11,3% e bate recorde no trimestre de abril a junho”, “são 11,6 milhões desempregados no país”, “em um ano, mais de 3 milhões” (JN, 29.07.2016).

Naturalização do golpe
Quando do anúncio de Ilan Goldfajn na presidência do Banco Central, o JN reforçava a fala de Meirelles sobre o controle de gastos e uso do dinheiro público, criando a contraposição entre eficiência (Temer) e gasto irresponsável (Dilma):

“O governo Dilma reconheceu que esse rombo seria de R$ 96 bilhões. Mas, no Congresso, já se fala em R$ 140 bilhões. Meirelles disse que ainda não decidiu se haverá aumento de impostos”, afirmava a reportagem.

Note como o aumento de impostos é inserido no discurso. Segue a menção ao desemprego com a crítica implícita ao retorno da presidenta: “com a economia em contração como está no momento, e se isso continuasse, o que obviamente não é o caso, o desemprego poderia chegar a 14% ao ano”.

Na sequência, a solução: “Para um controle mais eficiente da inflação, Meirelles disse que o governo vai enviar ao Congresso uma proposta para dar autonomia ao Banco Central na execução da política monetária, mas não garantiu a independência do Banco Central com a fixação de mandatos para os diretores. O ministro da Fazenda voltou a defender a reforma da Previdência. ”

Dois temas cruciais - a independência do Banco Central e a reforma da Previdência – são postos como fato dado, quase óbvios no discurso do jornal. Em outra reportagem, chama-se um especialista para reforçar a tese de que “para conter a inflação, uma das armas do Banco Central é subir a taxa de juros”. Detalhe: “a previsão é que a inflação termine 2016 mais uma vez acima do teto da meta” (JN,17.05.2016).

Rombo
O tema do “rombo” nas contas públicas também foi bastante turbinado: Rombo nas contas públicas para 2016 deve chegar a R$ 200 bilhões (JN, 19.05.2016); Rombo nas contas da União deve ser de R$ 170 bilhões em 2016 (JN, 20.05.2016) – salpicadas pelas medidas anunciadas pelo Governo para recuperar a economia (JN, 21.06.2016).

Apenas às vésperas da votação da meta fiscal, surgem algumas vozes dissonantes: a de Amir Khair destacando a necessidade de que “os R$ 50 bilhões de juros todo mês também tenham limite, coisa que não está na proposta do governo”. E da CUT denunciando que os trabalhadores é que vão pagar as medidas do governo (JN, 24/05/2016).

Aprovado “rombo recorde nas contas públicas”, aparece a crítica do senador Humberto Costa (PT) apontando que o governo superestimou o rombo para aumentar os gastos: “Foi uma grande jogada política e contábil, mas que eu acho que ao longo do tempo vai se desmascarar” (JN, 25.05.2016).

Várias medidas são anunciadas como processos naturais. Em “Moreira Franco que acelerar concessões para atrair investimentos”, cujas prioridades são aeroportos, rodovias e Ferrovia Norte Sul, o teleprompter da Globo destaca apenas a versão do ministro: “só há um caminho: passar para o setor privado serviços que hoje estão em poder do setor público”; “o país projeta para este ano 14 milhões de desempregados, então, nós temos que acelerar o processo” (JN, 17.06.2016).

Em meio a esse caos construído e atribuído ao governo anterior, é possível avaliar o impacto de reportagens como “Perícia conclui que Dilma não participou de pedaladas fiscais”, com o adendo, afinal é a Globo: “decretos suplementares foram resultado de ação direta dela”, conforme afirmam técnicos (JN, 27.06.2016).

De olho no Decorativo
Além de naturalizar o golpe e agenda neoliberal, o JN vem sendo um potente pombo-correio a serviço dos interesses do mercado. São notórios os “puxões de orelha” dados no governo, em horário nobre.

Em 1° de julho, um afago na divulgação da pesquisa Ibope. Com boa dose de camaradagem a pesquisa foi intitulada “Governo Temer é aprovado por 13% e reprovado por 39%, diz Ibope”, sendo que a maioria avaliava o governo como regular, ruim ou péssimo; 53% desaprovavam a maneira de governar de Temer; 25% consideravam sua gestão pior do que a da presidenta Dilma e 44% igual. (JN, 01.07.2016).

Uma semana depois, a bronca: “Na contramão do discurso, o governo elevou os gastos: aprovou o reajuste de servidores do Judiciário e do Ministério Público, fez um acordo para aliviar a dívida dos estados, e deu reajuste para benefícios do Bolsa Família acima do proposto por Dilma Rousseff. Tudo somado: R$ 127 bilhões até 2018.” (JN, 07.07.2016, ver de 0,55”a 1”33”)

Dez dias depois, o ilibado Fundo Monetário Internacional (FMI) acenava, alterando a avaliação a respeito da contração da economia brasileira: ao invés dos 3,8% (previstos em abril), a contração seria de 3,3%. O JN incensava:

“A contração da economia em 2016 vai ser menor do que se esperava”, “pela primeira vez, em quatro anos, estimativas melhoram” e justificava a mudança: “os economistas do FMI dizem que aumentou a confiança dos investidores no mercado brasileiro” (JN, 19.07.2016).

O Governo Meirelles
Em 24 horas, a conta. Ao cobrir a manutenção da taxa de juros a 14,25% pelo Copom, o recado do mercado ao governo no JN:

“Pela manhã, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, chegou a afirmar que o presidente em exercício, Michel Temer, via com bons olhos uma queda nos juros. Investidores se assustaram com o que poderia ser um sinal de interferência política nas decisões do Banco Central. Por isso, antes do anúncio do Copom, Michel Temer declarou numa rede social que o Banco Central tem plena autonomia para definir a taxa de juros - e que o combate à inflação é objetivo central do governo” (JN, 20.07.2016).
Obediente, o governo reiterava uma semana depois: “O Copom reafirma a preocupação com o aumento do preço dos alimentos e reforça a necessidade de uma reforma fiscal.” Na interpretação de economistas o texto indica que o Banco Central não pretende baixar os juros tão cedo (JN, 26.07.2016).

Aos que ainda duvidam sobre o poder do mercado e das elites financeiras no país, a última pérola:

“A gente começa com uma notícia boa para a Petrobras, uma raridade nos últimos anos. A Justiça dos Estados Unidos aceitou um recurso da empresa e suspendeu por tempo indeterminado todas as ações contra ela nos tribunais americanos. Os processos são movidos por acionistas que alegam ter sofrido prejuízos por causa da corrupção revelada na Operação Lava Jato, só uma das ações prevê o ressarcimento de U$S 10 bilhões” (JN, 02.08.2016).

Imagine a rapinagem em jogo para compensar a suspensão dessas ações.

O que está em curso é o pleno obscurantismo que transita, livremente, nos largos vãos deixados pela ausência de uma democracia jamais efetivada no setor da Comunicação.

Isso sim é descalabro.


Publicado originalmente no http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Rede-Globo-O-golpe-se-ve-por-ali/4/36608

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quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Vergonha! O SBT retirou o vídeo do Serra do ar

Richard Jakubaszko
Vergonha, mesmo! Censura! Safadeza!
O SBT retirou o vídeo do ar, o que está postado no post anterior, que publiquei esta madrugada. Em outros blogs o vídeo também sumiu... Para o visitante do blog assistir o vídeo censurado escreva www.youtube.com.br em seu browser, e depois mande pesquisar "bolinha papel serra", que vão aparecer pelo menos 4 ou 5 vídeos. De lá ninguém tira, nem os mandatários chineses!
Experimente este link: http://www.youtube.com/watch?v=nrvEHJB9c-8
Não se deixe enganar por mais esta bandalheira dos tucanos.

Serra: mas que mentira, que lorota boa...

Richard Jakubaszko 
Que mentira, que lorota boa... 
Ou será o trololó do Serra?
Prestem atenção ao vídeo abaixo. Informações dizem que é um vídeo do SBT, e anda sendo replicado em alguns blogs para desmentir o candidato José presidengue Serra, hoje incorporado pelo udenista Carlos Lacerda, vá de retro sô! (toc, toc, toc).

Quando o tal objeto voador não identificado atinge Serra, ele nem dá sinal. Parece ser uma bola de papel amassado, ou um pedaço de isopor, e é branco. Bate no cucuruto, na lateral da careca de Serra e dá uma pirueta pra cima (!!!), demonstrando que é algo bem leve, caso contrário, se fosse pesado, Serra acusaria o "golpe" da pancada, o que não ocorre, e cairia de forma pesada ao chão, ou no ombro do tadinho do candidato-vítima de atentado.
Ainda bem que bastou uma pomadinha genérica de gelol e tudo ficou bem, né?
Reparem que depois Serra sai andando normalmente, dando tchauzinhos, alegre e faceiro, inclusive quando entra na van... 

Estão chamando isso de tumulto? De atentado? Porque houve um movimento, porque fecharam uma ou duas lojas? Ora, façam-me o favor... O Lacerda autêntico não se prestaria a isso, era um FDP udenista da extrema direita, mas pelo menos era inteligente e sacal...

A bem da verdade, conforme comentado por rádios cariocas, nem eram militantes do PT, e sim fiscais do ministério da Saúde, e também ex-fiscais, que protestavam porque foram despedidos no tempo em que Serra foi o melhor ministro da Saúde do Brasil, mas justo por isso houve uma epidemia de dengue no Rio de Janeiro.

Papel idiota e parcial fez a grande mídia, que manchetou o episódio como o escândalo das eleições. Papel de palhaço fez Serra, lembrando o goleiro Rojas do Chile em 1989 no Maracanã, que fingiu ser atingido por uma pedra e se feriu na testa para sangrar. Depois foi punido pela FIFA e banido do futebol. Será que não tem nenhuma FIFA por aí pra banir o Serra da vida política? Nunca vi na minha vida uma campanha eleitoral tão suja, tão cheia de baixarias, de denúncias falsas, factóides. 
Que desespero de perder, sô!
Que essa campanha termine logo, ando com nojo disso tudo!




Abaixo o leitor do blog poderá identificar o "terrorista do PT" que atirou a bolinha no Serra, conforme informa o http://cloacanews.blogspot.com em genial produção videotupiniquim:

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domingo, 17 de outubro de 2010

A estratégia do marqueteiro indiano para Serra

Como montaram a estratégia da campanha de Serra para tentar enganar os eleitores da Dilma
Por Marcos G. Pessoa

Desde o começo eles sabiam que pelo grande sucesso do governo Lula na área social e econômica as chances do candidato Serra seriam mínimas contra a candidata de Lula.

Veja aqui a comparação entre os governos de Lula e Dilma x FHC e Serra: http://ilustrebob.com.br/2010/10/lula-vs-fhc/

Por isso, Serra e sua equipe resolveram jogar todas as fichas na mudança do campo de batalha, saindo do campo racional e político, onde as pessoas decidem com racionalidade, com comparações dos governos e dos projetos de cada um, para o campo da emoção e dos sentimentos de ira, revolta e nojo.

Ravi Singh
Para executar essa operação de mudança da disputa do campo racional para o campo emocional José Serra e sua equipe contrataram um guru indiano, especialista neste tipo de operação, o mesmo que atuou contra o então candidato Barack Obama à presidência dos Estados Unidos, chamado Ravi Singh, da empresa ElectionMall, especializada em fazer campanhas de baixarias pela internet.


A campanha contra o presidente Obama nos Estados Unidos, sob o comando de Ravi seguiu os mesmos moldes da campanha difamatória contra Dilma, com acusações falsas, dizendo que ele era terrorista muçulmano, satanista, anti-cristão, apoiador do aborto etc., obrigando Barack Obama a criar um site só para desmentir esses boatos maldosos que circulavam contra ele por e-mail.

Veja aqui fotos falsas que mostravam o Presidente Barack Obama como terrorista: http://fightthesmears.com/


Enquanto fazem essa campanha suja, agressiva, imoral e subterrânea contra Dilma, eles apresentam Serra como um homem honesto, religioso, defensor dos valores da família cristã, etc. Com isso eles fecham o circuito da mudança da disputa eleitoral do campo racional e comparativo para o campo emocional, onde a racionalidade não prevalece, dando-se assim as condições (falsas) para que o eleitor opte por Serra, por ele não ter o peso das acusações morais e religiosas lançadas contra Dilma.

Veja o Serra, o oportunista, “cantando” um hino em uma igreja evangélica:


Assim que essa campanha sórdida do Serra começa a mostrar algum resultado, imediatamente eles passam a agir como se tivessem virado o jogo, como se já fossem os vencedores da disputa, na tentativa de criar um clima de fato consumado, dizendo que já ganharam, para tentar induzir a grande maioria dos eleitores a abandonar a Dilma e também fazer com que os militantes, apoiadores e simpatizantes dela desanimem e abandone a militância, desistindo de defenderem sua candidata.


Nesta etapa eles começaram a espalhar mensagens falsas por e-mails ou pelas redes sociais como Facebook e Orkut com depoimentos de personagens fictícios se dizendo ex-eleitores de Dilma que desistiram de votar nela ou que vão votar nulo, ou ainda declarando que são eleitores de Dilma, mas que acham que a eleição pra ela já está perdida, para com isso desanimar e desmobilizar ainda mais os militantes da Dilma.

Aí está dissecada a estratégia Serra para as eleições. E você, vai cair nessa de abandonar a razão para entrar no campo emocional e se deixar envolver pelas baixarias dele ou vai abrir os olhos e ver que tudo isso não passa de um ato desesperado de quem não tinha nada de bom pra mostrar no campo das realizações racionais e precisava desesperadamente esconder a sua origem tucana das privatizações, do apagão e do fracasso do governo FHC?

Copiado do blog: http://personal30.net

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Quem é, afinal, José Serra?

Richard Jakubaszko 
A propaganda, como se sabe, pode ser enganosa. Por vezes nos vende um mau produto uma vez, e dificilmente voltamos a comprar esse produto novamente, mesmo sendo uma propaganda criativa e eficiente. Mas há gente que gosta de se enganar, é gente que prefere o "me engana que eu gosto". Muitas vezes isso me leva a acreditar que o brasileiro tem um baixo nível de "controle de qualidade", não apenas na escolha de produtos que usa, mas na opção de eleger alguém. 
Vejam só, hoje parece arcaica a avaliação que foi feita do deputado Zé Serra na Constituinte de 1988, pois ele se jacta na propaganda atual de ter sido o "melhor dos melhores". Pois vejam a avaliação feita na época:


Olha a pérola que descobri, furungando no Youtube: no tempo em que Zé Serra era ministro da Saúde ele já costumava dizer bobagens nas entrevistas. Porém, na entrevista abaixo contrariou interesses globais e de famosos "prata da casa", por causa disso levou porrada justamente de quem hoje a gente nem suspeita que poderia ter feito isso, da Globo e da Xuxa, logo no JN, hoje seu maior espaço de propaganda política eleitoral. Portanto, vá avaliando o candidato, assistam essa "pendenga", que já caiu no esquecimento:

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segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Debate em 5 rounds...

Richard Jakubaszko
O primeiro debate do 2º turno destas eleições entre os presidenciáveis Dilma Rousseff e José Serra, ontem à noite na TV Bandeirantes, me levou a viajar no tempo e demonstrou de forma atemporal o que devem ter sido os debates durante a constituinte francesa após a Queda da Bastilha, na implantação da efêmera democracia francesa ao final do século XVIII.

Cá entre nós, ontem não houve um debate de dois candidatos a presidente do Brasil, mas uma luta de box dividida em 5 rounds onde os contendores procuraram todos os tipos de golpes - óps! - possíveis, acima e abaixo da linha de cintura, ou acima da medalinha. 

É verdade que houve um certo aprofundamento dos temas no debate, por não haver dispersão de abordagens de outros candidatos, mas há ainda uma pobreza e carência enorme nas propostas, principalmente do candidato tucano, na minha modesta opinião. Presidir o Brasil não pode se limitar a montar um ministério da Segurança, o que só aumenta a burocracia, e tampouco fazer escolas com duas professoras no ensino básico, para depois tratar as mesmas na base do cassetete como se viu este ano em São Paulo quando os professores pediram aumento de salários. 

Também não pode, para presidir o Brasil, se limitar a prometer R$ 600,00 reais de salário mínimo, o que é uma piada atrasada, afinal, por que não deram pelo menos a metade disso quando eram governo? O candidato tucano ainda prometeu criar escolas técnicas profissionalizantes, para 1 milhão de jovens, e nem falou em universidades, pois nos 8 anos de FHC não criaram nenhuma universidade, enquanto Lula criou 14 universidades federais.


Conteúdo pobre das propostas tucanas, enquanto Dilma defendeu-se de ataques e baixarias de todo tipo que sofreu nas últimas semanas, mostrou quem é, uma guerreira, autêntica batalhadora, se comparada à aparente frieza de Serra. Mas que ele estava com a boca seca, isso estava, inseguro e bem nervoso, deixou até mesmo de responder inúmeras colocações de Dilma, e nem defendeu a própria mulher que andou se envolvendo na campanha num estilo chileno, quem sabe, de fazer campanha com baixarias, tipo "não vote na Dilma, ela vai matar criancinhas"... Ora, isso é maneira de tentar desqualificar a oponente?


Hoje, no dia após o debate, navegando pelos blogs "especializados", vejo que todos são contra ou a favor de um dos candidatos, e constato que cada lado argumenta que seu favorito venceu o debate e nocauteou o adversário, o que mostra ausência de capacidade de avaliação política entre a torcida. A torcida é sempre emoção pura, não é verdade?

Daí que lembrei de um artigo que publiquei em 2006, anterior à existência deste blog, mas tenho o mesmo aqui nos arquivos, para relembrar o que são, afinal, os conceitos e posicionamentos políticos de esquerda e direita, amplamente desconhecidos dos brasileiros. Afinal, "Você é de esquerda ou direita?", descubra-se e qualifique-se lendo o texto (acho que bem humorado, cá entre nós) no link a seguir:
http://richardjakubaszko.blogspot.com/2008/01/voc-de-esquerda-ou-de-direita.html

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segunda-feira, 31 de maio de 2010

Eu também não aceito

Richard Jakubaszko
Por que será que ninguém quer, hein? Eu também não aceito, e você, topa ser vice do tucano?
A charge do cartunista Duke está no blog do Josias de Souza, um espaço amigo, no Folha on line: http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/ 

 

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Não é engenheiro, será que é economista?

Richard Jakubaszko

Vídeo publicado no CloacaNews, o pujante e batalhador blog dos gaúchos politizados, que descobriu essa pérola circulando afoita por aí na blogosfera. O vídeo é, de certa forma, um complemento de outro post que publiquei dias atrás, sobre a falta de traquejo do ex-governador José Serra com as manhas e artimanhas de cálculos, quocientes e multiplicandos...
Antológico, até porque é um depoimento dele próprio, não dá pra dizer que é mentira, que inventaram, que distorceram... Né, não?
O endereço do CloacaNews o visitante encontra aí na aba lateral, na lista dos blogs recomendados.

sábado, 15 de maio de 2010

Serra: 170 dividido por 37 = 48 ?

Richard Jakubaszko
O candidato José Serra anda mal com os números, talvez isso confirme as contestações de que seja economista e sequer de engenheiro ele tem diploma, o que o enquadraria na tal falsidade ideológica. Nem cálculo no quadro negro ele acerta. Levou bomba... 
Político paga cada mico, né não?

sábado, 3 de abril de 2010

Lei Cinderela de Botequim

Tutty Vasques
Publicado no site do Estadão, em 3/4/2010
A Câmara de Vereadores de São Paulo deve votar na semana que vem um projeto de lei que proíbe o funcionamento de bares após a meia-noite para assegurar o horário de silêncio na maior cidade do País. Pela lógica da coisa, o próximo passo do legislativo municipal será fechar os estádios de futebol ao público para não dar chance à praga das torcidas organizadas. Existe também a ideia de proibir os feriadões para acabar com engarrafamentos nas estradas, mas ninguém é louco de confirmar um troço desses em ano eleitoral.

O raciocínio de causa e efeito fundamentado pelo vereador Jooji Hato, autor da Lei Cinderela de Botequim, induz a gente a pensar numa série ações preventivas do mal pela raiz. Será que haveria Big Brother se as TVs abertas fossem obrigadas a sair do ar às 22h? Imagina quantos afogamentos seriam evitados se as praias fossem, ao menos nos fins de semana de Sol no litoral, vetadas a banhistas!

Já deve ter político por aí pensando em fechar escola para coibir o bullying. Uma lei proibindo motocicletas para acabar com os atropelamentos de motoboys também pode estar a caminho. Os caras só pensam nisso! Se pudessem, proibiam as chuvas para dar fim às enchentes.

SACUDIDA
(Frevo pro futebol à meia-noite)

Roberto Barreto, de Catende

Pan pan pan pan pan
Pan pan
Pan pan pan pan pan
Pan pan
Jurídica
Política
Ou de pavor
O que se sabe
É que Kassab vetou
Se a Globo quer
Olé!
A Globo pode
Ai, pode
A Globo derrubou
Goulart e Timóteo
A Globo não respeita
Nem Pelé e Mané
No Big Brother
Se sacode
O Brasil!

quinta-feira, 4 de março de 2010

Pílula do dia

Roberto Barreto, de Catende
PÍLULA DO DIA
(pode ser tomada à noite)
Presidente do PSDB mineiro diz que Aécio não é estepe,
como se José Serra fosse algum temerário pneu careca.
RBdC - 4.3.2010

Comentário do blogueiro: bom, isso é relativo, pois temerário e careca o Serra já é...
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sexta-feira, 21 de agosto de 2009

AGU contesta Lei Antifumo de São Paulo

Richard Jakubaszko
E agora? Como é que vai ficar? Vamos ter de esperar o STF se pronunciar?
AGU contesta Lei Antifumo que vigora no estado de São Paulo
Norma que proíbe fumo em lugares públicos fechados seria inconstitucional, segundo parecer do órgão.
A Advocacia Geral da União (AGU) enviou, na última terça-feira (18) ao Supremo Tribunal Federal, um parecer que considera a Lei Antifumo do estado de São Paulo inconstitucional. O relator do documento, ministro Celso de Mello, afirma que o Estado invadiu competência própria da União.
Segundo o documento, embora a competência para legislar sobre saúde seja concorrente, compete à União editar normas gerais e aos Estados apenas a competência complementar ou suplementar. Assim, como já há lei federal dispondo sobre normas gerais, não poderia o Estado legislar.
A lei federal diz que os estabelecimentos devem manter ambientes próprios para fumantes, enquanto a lei do Estado proíbe que se fume em tais estabelecimentos.
Segudo a Agência Estado, o governo do Estado defendeu a legalidade da lei por meio de nota. Afirmou que o Brasil é signatário da Convenção da Organização Mundial de Saúde (OMS), que "é mais recente e restritiva do que a lei federal". "A Lei 13.541 dá pleno cumprimento ao tratado que determina que: "cada Parte adotará medidas eficazes de proteção contra a exposição à fumaça do tabaco em locais fechados".
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