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domingo, 10 de junho de 2018

Comédia alemã da TV explica o neoliberalismo moderno

Richard Jakubaszko  
Em um vídeo de 24 minutos da TV alemã você fica sabendo como é o neoliberalismo. Pinochet e Temer são devidamente citados, além de Reagan, Tachter e outros...
Não dá para confrontar "esquerda" versus "direita", porque aí já é ideologia, mas é um bom começo pra início de muitas conversas...
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sábado, 30 de setembro de 2017

Paulo Herrmann disse tudo que precisava

Richard Jakubaszko


Numa entrevista para um canal de internet, em julho último, após uma palestra num evento de Gramado (RS) o repórter, despreparado para a função, pergunta para Paulo Herrmann, presidente da John Deere, “qual a mensagem que ele tem a enviar aos produtores rurais, com os preços que estão (sic), com as mudanças climáticas (?) que a gente está enfrentando, com toda essa difusão de tecnologia...”.
 

Diante da quase obrigação de ter de fazer nova palestra frente a uma câmera de TV, ele não teve dúvidas em afirmar: “a mensagem é, olhar menos televisão, ler menos jornais, e acreditar muito mais na nossa vocação, competência, capacidade, e honestidade, para fazer as coisas acontecerem. Esse país que está na TV 24 horas por dia, não nos pertence, não somos nós, não nos representa. Nós somos farinha de outro saco, nós somos gente de outra estirpe.”

Na mosca! Assistam o vídeo, Paulo Herrmann ainda faz comentários adicionais sobre o que os políticos andam aprontando...

A verdade é que a mídia nem sabe, depois, porque perde audiência...

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segunda-feira, 25 de setembro de 2017

TV, a máquina que vai nos deixar loucos

Richard Jakubaszko  
A TV parece que é uma máquina destinada a nos fazer de loucos e imbecis. É por essas e outras que não assisto TV. Lá, tudo é movimento, agitação, e nada é concluído, nada é aprofundado, não há a intenção de informar, mas de passar uma percepção de que o mundo existe, de que a vida se passa lá fora, mas que a telinha registra tudo.

No vídeo abaixo, um trecho de um programa noticioso da TV portuguesa, de 2007, quando o então ministro Santana Lopes dava uma entrevista para a âncora do programa, e esta nunca o deixava completar uma frase, pois sempre entravam imagens de uma notícia qualquer, sem nenhuma importância naquele contexto de entrevista, sobre futebol, cinema antigo, agitos culturais, e que interrompiam o raciocínio do entrevistado, até que o cara se encheu de coragem e mandou a âncora pros quintos dos infernos. Hilário! Muito mais do que uma grande piada portuguesa, é um fac-símile da vida, ou melhor, da imbecilidade da televisão...
Guardadas as devidas proporções, foi o que a TV Cultura fez comigo numa entrevista que concedi ao Jornal da Cultura em 13/9/17, sobre as mentiras do aquecimento, vejam neste link: https://richardjakubaszko.blogspot.com.br/2017/09/jornalismo-engajado.html 
É uma máquina de loucos, ou não é?

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sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Jornalismo engajado

Richard Jakubaszko
Concedi entrevista para o Jornal da Cultura (13/8/17) sobre o tema do aquecimento e das mudanças climáticas, por conta de ser o autor do livro “CO2 aquecimento e mudanças climáticas: estão nos enganando?”. Como cético das mudanças climáticas, e por ser um suposto especialista no assunto, conforme o jornalismo da TV Cultura me informou, eu deveria contestar a opinião emitida pelo Papa Francisco divulgada no dia anterior sobre a necessidade de empresas e cidadãos do mundo tomarem iniciativas para conter o processo ambiental do aquecimento.

Procurado pela repórter Mayana Leocádio, junto com a equipe de vídeo e áudio, gravei a entrevista, durante 25 minutos, sobre várias questões que considero relevantes, e que desmentem ou colocam em xeque as afirmações do grupo de ambientalistas ligados ao IPCC (International Panel Climatic Changed), que é subordinado à ONU, e especialmente o desafio de que não existe uma única prova científica de que esteja acontecendo o tal aquecimento propalado por toda a mídia.

À noite, o Jornal da Cultura foi ao ar, demonstrando um jornalismo engajado na questão ambiental, em que deixava transparecer um objetivo paralelo, não revelado antes, de praticar um assassinato de reputação deste escritor e jornalista. Pelo menos essa é a minha "teoria conspiratória" para explicar o jornalismo distorcido feito pela TV Cultura com a referida matéria sobre clima.

A repórter, na abertura da matéria, informa mostrando seu celular que tivemos 31º Celsius de temperatura naquele dia, mesmo estando em pleno inverno. As imagens mostravam ventanias de furacões, enchentes, secas, geleiras desabando, e a repórter registrava que, mesmo assim, havia quem era cético, como este autor, e que foi mostrado folheando um exemplar do livro, e logo na sequência uma meia frase de meu longo depoimento. É evidente que eu não esperava que todos os 25 minutos fossem publicados, mas pelo menos duas ou três frases.

Dos 25 minutos de gravação de minha entrevista, utilizaram apenas uma frase, mesmo assim cortada em seu conteúdo, onde assinalei que o aquecimento e as mudanças climáticas são um prosaico milenarismo, propagado com entusiasmo exagerado pela mídia nacional, assim como foram milenarismos as campanhas de divulgação de fatos ou notícias como o clima que congelaria o planeta lá nos anos 1970 (assunto que deu quatro capas da revista Time), depois a Aids, depois a camada de Ozônio, o bug do milênio, e já neste século XXI o calendário Maia, o Ebola, as gripes suínas e avícolas, todos eventos divulgados sempre com estardalhaço pela mídia, e que em meu entender foram, todos eles, meros milenarismos.

Como o programa tem um formato diferenciado, com um âncora e dois comentaristas, estes comentaram a minha “meia frase”. Iniciou o médico da USP, Paulo Saldiva, diretor do Instituto de Estudos Avançados, dizendo que não contestaria minha posição de cético, mas destacou a seguir que fez 26 autópsias, de gente que morreu por causa da gripe suína, e que viu sangue. Depois, comentou como formam-se os vulcões, dando uma explicação simplória de como são formados, e registrou o fato de que eles sempre existiram. O outro comentarista, Gaudêncio Torquato, que é um consultor político, assinalou que um artigo que havia lido na revista Science dava conta de que entre os anos 1995 e 2000 aconteceram na bacia Atlântica mais furacões, exatamente o dobro, do que nos 24 meses anteriores. Fiz as contas, e vi que teria de ser o dobro, pois 5 anos é igual a 60 meses... A partir daí ficou clara a intenção de que fariam um assassinato de reputação deste blogueiro e escritor. Talvez pela irrelevância do comentário de Torquato, Paulo Saldiva animou-se a dar mais uma traulitada neste ingênuo escritor e jornalista, dizendo, no embalo de uma contrariedade que demonstrava fisicamente em suas expressões faciais, que eu praticava um desserviço, que isto provocaria as pessoas a desacreditarem de vacinas, e que eu não poderia negar o Ebola, pois este devastou Serra Leoa.

Ora, se o leitor assistir a entrevista, que postei abaixo, em vídeo, poderá constatar que a matéria do clima, de 4 e poucos minutos, foi um gancho para alguém do jornalismo atropelar um cético como este incauto escritor e jornalista e praticar uma desqualificação em regra, porque Paulo Saldiva, mal informado, interpretou que eu neguei o Ebola e as gripes suínas e avícolas. Não neguei, Saldiva, apenas chamei as gripes, assim como o Ebola e o aquecimento, de milenarismos, ou modismos. E frisei isso no meu depoimento, de apenas meia frase, de que vivemos essa neurose ambientalista planetária, sob a égide da comunicação e da mídia.

E dai? Daí que o Papa Francisco (neste assunto, ele é “mal assessorado”, como fala meu amigo Evaristo de Miranda, da Embrapa), sumiu da matéria, ficou só na chamada, e nem foi citado, porque ficou mais importante ao editor da matéria me colocar folheando um livro do que mostrar a opinião do Papa.

Resumindo: desconheço a razão de a TV Cultura fazer uma matéria sobre clima e cair de pau em cima de um cidadão que apenas deu sua contribuição a debates técnicos ao escrever um livro contestando a mentira do aquecimento. Estudei o assunto profundamente, nestes últimos 10 anos, e demorei 4 anos escrevendo o livro, na companhia de vários cientistas, inclusive, um deles (Odo Primavesi) ex-signatário do relatório IV do IPCC em 2007, e que pediu para que seu nome fosse retirado depois que o sumário executivo de 30 páginas desmentiu o relatório completo, de quase duas mil páginas. Dos 2.500 “cientistas” que assinaram aquele relatório do IPCC (onde constam da lista menos de 3% de climatologistas), cerca de 2.050 solicitaram a retirada de seus nomes como coautores. Destes, cerca de 50, como o Dr. Richard Lindzen, climatologista, professor emérito do MIT (Massachussets Institute Tecnology), e isso não é pouca coisa, ser professor emérito do MIT, teve de fazer cumprir essa sua exigência por intermédio da justiça americana, pois o IPCC negava-se a cumprir o pedido formal.

Os comentaristas do Jornal da Cultura desconhecem que, entre 2005 e 2017 os EUA não tiveram a “visita” de nenhum furacão, depois do Katrina, e por desconhecerem centenas de outros fatos científicos e políticos que relato em meu livro, mesmo assim, não posso perdoá-los, nem ao editor do programa que editou de forma farsesca minha fala de 25 minutos em menos de 30 segundos, e ainda assim conseguiu cortar a frase, colocando minha cabeça de bandeja para que os comentaristas cometessem seu assassinato de reputação.


Em qualquer emissora de TV séria e responsável, em outros países dariam direito de resposta ao difamado, mas aqui no Brasil, esquece, meus colegas jornalistas acham que fazem desse jornalismo engajado algo que os leve a merecer o paraíso depois que morrerem.

Mais importante que tudo, as pessoas, e os cientistas também, nesse nosso maluco mundo contemporâneo, desaprenderam a regra de ouro do debate. Pois é o debate, meus amigos, é no contraditório que as pessoas enriquecem o saber e o conhecimento. Não leram meu livro, mas são contra. Não me darão, e nem vou pedir, porque inútil, o direito de resposta. Ficou clara a intenção de apenas desqualificar alguém que pensa diferente.

Jornalistas, editores e comentaristas, acham que não têm culpa de sempre ter razão. Porque têm a convicção de que estão certos. Como nos revela um quase filósofo contemporâneo, o ex-ministro Delfim Netto, "se você tem certezas sobre o que está acontecendo, é porque você está mal informado".



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sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

A história secreta da Rede Globo

Richard Jakubaszko
O vídeo abaixo está ancorado no Youtube desde abril último, e deve receber tentativas de proibição por parte do Grupo Globo, assim como o documentário feito pelos ingleses, sob o mesmo assunto, título "Muito além do Cidadão Kane".
Vale a pena assistir, são muitas as acusações que o Grupo Globo recebe ao curso de sua já longa história, e que jamais foram contestadas.

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sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Entrevista na Rede TV: Sem Rodeios, não há aquecimento...

Richard Jakubaszko

Fui o entrevistado do programa Sem Rodeios desta quinta-feira, 22 de setembro, na Rede TV: http://tv.uol/158wG
No programa, questionado por 3 jornalistas, Mauro Tagliaferri, João Paulo e Renata Teodoro, eles mostraram a minha opinião e a confrontaram com a "opinião" de várias notícias aquecimentistas, inclusive da Nasa, sobre o propalado aquecimento.

A conclusão a que cheguei, é de que a mídia explode incrédula quando alguém contesta a "opinião única" existente. Fica, entretanto, o elogio ao Mauro e seus companheiros, pela coragem de mostrar o outro lado, pois as demais emissoras de TV negam-se a isso.
De toda forma, foi um massacre. A impressão que fica é que eu é quem tinha a responsabilidade de desmentir "a verdade" do aquecimento, ou seja, eu seria o autor da "teoria conspiratória". Não adianta dizer aos entrevistadores que não existem provas científicas do aquecimento. É como tentar convencer a minha neta de que não existem monstros noturnos, para tentar demovê-la de dormir com luz acesa. É o racional versus o emocional. Os monstros nas TVs estão sempre à solta, e a telinha é uma máquina perversa de moer carne, tudo sempre rapidinho, ninguém quer saber da razão, e prevalece o emocional, fixa-se a impressão daquilo que cada um acha que é, e toca em frente que vem aí o break do comercial...

O leitor do blog que desejar assistir a entrevista terá que clicar no link acima, ou neste link, que vai ao site da Rede TV: http://www.redetv.uol.com.br/jornalismo/semrodeios/videos/ultimos-programas/especialista-contesta-aquecimento-global-grande-mentira-do-seculo-xxi 
Aqui o vídeo, ancorado no UOL, é só clicar:
Algumas pessoas me alertaram que não estão conseguindo assistir o vídeo acima. Deve haver algum problema de compatibilidade de software no Uol ou na Rede TV.  Postamos uma cópia do vídeo no Youtube, onde se pode assistir o vídeo, veja abaixo:


Gráfico temperaturas na era Cenozóica:

Gráfico presença de CO2 na atmosfera do planeta (milhões de anos)

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segunda-feira, 23 de maio de 2016

Chomsky detona o golpe do impeachment

Richard Jakubaszko 
Noam Chomsky detona o processo de impeachment no Brasil, e o chama de golpe, tudo isso numa rápida entrevista para a TV americana: 

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sábado, 24 de outubro de 2015

Erros cinematográficos e novelescos

Richard Jakubaszko
A novela Os 10 Mandamentos, que anda fazendo sucesso de audiência na TV Record, frequentemente comete erros de inadequação, seja de cenário, seja de comportamento, seja de vestuário, e, especialmente de mobiliário, e isso é comum numa novela ou filme de época. Já vi figurantes, em filmes hollywoodianos de época, ambientados na Roma antiga, usando relógio de pulso. Mas a desatenção da produção na cena, retratada na foto, é antológica, convenhamos.
Precisa avisar o Faraó...
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sábado, 14 de fevereiro de 2015

Tribunal do Povo: debate na TV entre Prestes x Campos

Richard Jakubaszko
Na charge de Alpino as verdades do povo.
O debate, exibido no vídeo abaixo, foi realizado em 1986 na TV Educativa do Rio de Janeiro, no programa "Tribunal do Povo".
Em minha opinião, tanto Luiz Carlos Prestes (na época com 88 anos), na defesa das esquerdas, como Roberto Campos (na época com 69 anos), defendendo o capitalismo, cometem equívocos de interpretação em seus postulados. Já publiquei aqui no blog o artigo "Você é de esquerda ou de direita", em janeiro de 2008, sobre as posições políticas de cada lado ( http://richardjakubaszko.blogspot.com.br/2008/01/voc-de-esquerda-ou-de-direita.html  ), demonstrando que a política, e os políticos, ou melhor, os seres humanos, desconstroem ambas as ideologias.

A verdade é que, se o comunismo, ou o dito socialismo, sofre de mazelas mundo afora, desde antes da queda do muro de Berlim, por sua vez o capitalismo encontra-se num dilema antropofágico desde 2008, por ocasião da crise americana, que ainda hoje arrasta economias de vários países com desemprego, fome e miséria. O debate esquerda x direita, portanto, à luz da história, mostra-se estéril.

Precisamos, em verdade, reinventar o futuro da sociedade humana. 
Pra vc então, que anda sem nada pra fazer neste Carnaval, assista o debate.

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quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Dilma lamenta morte de Chaves

Richard Jakubaszko 
Faz sucesso na internet um vídeo com montagens a partir de pronunciamentos diversos da presidente Dilma Roussef, com humor e respeito ao grande humorista mexicano Roberto Bolaños (que foi o criador da personagem Chaves), que morreu dias atrás. A presidente discursa, lamenta, dança, só faltou cantar...

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quinta-feira, 21 de novembro de 2013

A ingenuidade petista e o fator Márcio Thomaz Bastos

Por Motta Araújo 
Nenhum governo pode se escusar por ingenuidade no poder. O PT cometeu erros em sequência, a fatura desses erros chegou agora no martírio desse processo digno de um Kafka, uma catarse para os réus e uma tragicomédia felliniana pelo absurdo do conjunto da obra, exaltada pela transmissão ao vivo, algo inédito no mundo jurídico do planeta.
1 - Nomear um "amigo" sem ideal político para o Ministério da Justiça, uma pessoa "nefasta", vocacionada apenas pelo ego, pela vaidade e pela ambição de ter ligações para inflar seu papel de advogado criminalista mais caro do País.

Quando chegou a Ministro disse que "estava adorando ser Ministro", frase vulgar e frívola, ninguém é Ministro para "adorar" o usufruto do cargo e sim para prestar serviços ao País. Depois disse que estava aposentado e não iria mais advogar, revelou publicamente. Mal deixou o cargo voltou a advogar até para o Carlinhos Cachoeira e para quem mais lhe pagasse. Depois do estrago que legou para o PT continua desfilando por festas, coquetéis etc. como se nada houvesse acontecido e como se o mensalão não fosse com ele, que já faturou direta ou indiretamente seus honorários que são estratosféricos.

2 - Por ter um Ministro da Justiça sem visão e muito menos estratégia política, esse personagem essencialmente negativo para o projeto do PT deixou passar frangos inacreditáveis para cargos chaves da governabilidade, como dois Procuradores Gerais e três Ministros do STF que só agiram contra o PT, nunca a favor, nem para disfarçar.

Um dos Ministros, sem vida pregressa conhecida, cheio de cursos no exterior, mas sem experiência de juiz, de perfil incógnito e sem que alguém conhecesse mesmo superficialmente sua personalidade nebulosa.

Roosevelt nomeou 7  juízes da Suprema Corte de sua absoluta confiança, frequentadores de sua casa de campo em Hyde Park, como Félix Frankfurter. Foi inacreditável Lula nomear Ministros do STF sem que ele nunca tivesse conversado com eles, quer dizer, sem ao menos vê-los face a face, algo que uma patroa faz até antes de contratar uma cozinheira.

Pior ainda foram os Procuradores Gerais, os maiores carrascos do PT, a manobra de juntar 37 sem foro privilegiado a 3 com foro foi uma rasteira que o PT (a partir do Ministro da Justiça) deixou passar batido. É esse o DNA da condenação. Naquele momento o "Deus" (só se for de confraria de vinhos) tinha força política para impedir essa loucura e não o fez. Mais ainda, depois do Procurador Geral montar a arapuca ainda foi reconduzido ao cargo.

Na bissecular democracia americana o Procurador Geral é de ABSOLUTA confiança do Presidente, que pode demiti-lo a qualquer instante, não só ele como qualquer um dos 75 Procuradores Federais. Bush demitiu 8 em um só dia e quando lhe perguntaram porque, respondeu "Porque eu quis. Posso nomeá-los e demiti-los". E ninguém contesta que os EUA são uma democracia, de tal forma sólida que elegeu um fulano filho de muçulmano do Quênia e não branco.

3 - O PT chegou ao poder em 2003 sem conexões ou relações do meio jurídico. Se tivesse não teria feito essas nomeações sem lógica, fiou-se exclusivamente nesse MTB que levou os melhores lideres do PT para um alçapão.

O PT tinha que nomear Procuradores Gerais e Ministros do STF alinhados com o PT, como fazem todos os Presidentes dos Estados Unidos e da França. É prerrogativa de governos preencherem esses cargos com nomes de sua confiança, MAS o inefável homem das meias de seda suíças, sua marca registrada (e que recomendou a Lula) inventou uma bobageira de que ele se orgulhava "o republicanismo" para nomear titulares de cargos-chaves como Diretor da PF, Procuradores e Ministros de Tribunais Superiores, "ah, eu sou republicano" se gabava enquanto preparava a corda para o PT com o tal republicanismo fajuto de surfadores da "Democracia da Constituição de 88", aquela que impede o Brasil de ter governabilidade e que saiu dos corredores da OAB (que ele presidiu)  em combinação com o MDB.

Banksy - ratagirl
NÃO EXISTE REPUBLICANISMO, isso é uma falácia. Governo existe para governar, não para escolher gente sem compromisso algum com quem o nomeou, em homenagem de um teórico REPUBLICANISMO, de que se orgulhava esse Zé Colmeia sem noção e que inventou os personagens que crucificaram o PT com prisão de seus maiores lideres.

4 - A conta dos erros chegou, com um julgamento-show de péssimo gosto onde poucos se salvam, alguns por papéis de carrascos, outros por omissão e falta de coragem para enfrentar aberrações jurídicas... E o show vai continuar mesmo na execução das penas, a Globo passando horas a fio sobre o embarque dos presos em um avião, uma coisa de virar o estômago pela estupidez e mau gosto, convocando "professores de direito", sempre os mesmos dois para falar obviedades, a linha-merval é de sempre demonizar o PT e nunca contestar o absurdo das penas e da destruição de pessoas laterais como Simone Vasconcelos e Katia Rabelo, esta uma frágil bailarina condenada a pena muito maior do que o assassino Pimenta Neves. Mas será que ninguém vê o absurdo disso? Qual o imenso perigo que Simone Vasconcellos e Katia Rabelo representam para a sociedade? Katia passou a dirigir o banco pela morte trágica da irmã Júnia, que foi estraçalhada pelas pás de um helicóptero, precedida pela morte do pai, Sabino Rabelo, um respeitado empresário. Qual imenso erro ela praticou? Dirigentes dos bancos que provocaram a crise de 2008 não tiveram esse tipo de pena.

Simone é uma funcionaria da agência, nem sócia menor é, condenada a uma pena que nem Stalin daria a um personagem secundário. Como isso passou batido por 11 sumidades do Direito? Traficantes, estupradores, contrabandistas, receptadores de carga, assaltantes a mão armada, não têm penas tão longas, como isso não ressalta aos olhos? Ou será que o medo de enfrentar o bullying forense foi maior? Quando TODOS foram chamados de chicaneiros, porque não individualizado o xingamento, por que ficaram todos quietos? Essa questão é muito maior e muito mais grave do que o próprio julgamento do mensalão, em que mãos o PT nos colocou?

E o processo-símbolo vai servir como exemplo para ACABAR COM A CORRUPÇÃO? Aonde? Na Índia? Ora, francamente.

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sábado, 3 de agosto de 2013

Molion no Canal Livre: aquecimento é falso.

Richard Jakubaszko 
A grande mentira do aquecimento global parece entrar em período de desaquecimento. A mídia internacional tem questionado os cientistas sobre a inconsistência científica da ameaça do aquecimento feita pelo IPCC (International Panel Climatic Change, o Painel de Mudanças Climáticas, na sigla em inglês) da ONU. Os adeptos da sinistrose, os ambientalistas, ou, como costumo chamar, os biodesagradáveis, andam muito quietos ultimamente em sua cantilena.

No vídeo, que capturei no Youtube, o leitor do blog poderá assistir a mais recente entrevista do professor e físico Luiz Carlos Molion ao programa Canal Livre, da TV Bandeirantes, sobre diversas questões ligadas ao aquecimento. A rigor, o professor Molion não apresentou nenhuma novidade ou argumento diferenciado em relação a outras entrevistas dele próprio, inclusive no próprio Canal Livre, concedidas meses atrás. Mas é sempre positiva a sua interferência quando fala sobre o tema.

Neste blog tenho contribuído com o debate dessa polêmica questão, na medida em que sou também um cético do aquecimento. Percebo, contrariado, que as pessoas e a própria mídia, não debatem o assunto, apenas aceitam a propaganda massiva feita por grupos de interesses econômicos e políticos, que alardeiam a ameaça do aquecimento. Como a mídia simplifica e até mesmo banaliza o debate, hoje em dia tudo se resume a controlar as emissões de CO2, e esse é um dos perigos da ausência de debates, pois as políticas públicas e os esforços da sociedade concentram-se sobre uma premissa incorreta.

Daí que, como registra a história, chegamos ao "pensamento único", em que um absurdo é repetido ad nauseum e as pessoas aceitam tudo sem nada questionar.
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domingo, 31 de março de 2013

Explicado porque a mídia apoia o PSDB

Richard Jakubaszko
Está mais do que explicada a razão de a grande mídia apoiar o PSDB de São Paulo em qualquer campanha eleitoral. É a verba de propaganda, provado e comprovado.
A matéria publicada hoje, 31/3/2013 - 22h10 - pelo Estadão, não deixa dúvidas e mostra o tamanho da verba de publicidade das estatais do estado de São Paulo: http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,estatais-paulistas-respondem-por-metade-dos-gastos-do-governo-com-propaganda,1015386,0.htm
Em resumo:
(Os grifos em vermelho são deste blogueiro)

Estatais paulistas respondem por metade dos gastos do governo com propaganda
Em dez anos de governo Alckmin e Serra, administração direta e empresas desembolsaram R$ 2,44 bilhões, com participação cada vez maior das companhias estatais.
Fernando Gallo, de O Estado de S. Paulo
As empresas estatais paulistas responderam por metade dos gastos com propaganda do governo do Estado na última década. Levantamento feito pelo Estado via Lei de Acesso à Informação mostra que, enquanto a administração direta desembolsou R$ 1,2 bilhão entre 2003 e 2012, as cinco principais estatais de São Paulo pagaram R$ 1,24 bilhão - os valores estão atualizados pela inflação. 
Os gastos da administração direta, que inclui o gabinete do governador e as secretarias de Estado, são conhecidos - é possível acessá-los pelo sistema de execução do orçamento do Estado. Já as despesas das empresas nunca tinham sido tornadas públicas de maneira ampla e sistematizada.

Somados, os gastos com publicidade do governo paulista nesses dez anos somaram, portanto, R$ 2,44 bilhões. No período, o Estado foi governado por Geraldo Alckmin e José Serra, ambos do PSDB.
Com o valor gasto em propaganda, seria possível construir, por exemplo, mais de metade da segunda fase da linha 5 do metrô, que vai ligar o Largo Treze à Chácara Klabin, ou custear o Instituto do Câncer por sete anos. O valor gasto com publicidade também equivale a 33 vezes o orçamento da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

A lógica dos desembolsos se inverteu há quatro anos, quando as empresas passaram a gastar mais do que a administração direta. Entre 2003 e 2008, as estatais gastaram uma média de R$ 57,6 milhões por ano, ao passo que as secretarias do governo gastaram uma média de R$ 82,6 milhões anuais. De 2009 a 2012, as empresas desembolsaram um total de R$ 900 milhões, média de R$ 225 milhões ao ano, enquanto a administração direta pagou R$ 710 milhões - média de R$ 117,5 milhões.

Pico de gastos. Os dados obtidos mostram que o pico dos gastos das estatais Sabesp, Metrô, CPTM, CDHU e Dersa ocorreu em 2009, quando elas gastaram um total de R$ 340,6 milhões. O valor é quase igual aos R$ 345,9 milhões que as cinco estatais gastaram em todos os seis anos anteriores, no período 2003-2008 - em 2008, por exemplo, elas despenderam R$ 110 milhões; em 2007, R$ 48 milhões.
Em 2010, o gasto diminuiria para R$ 258 milhões, ainda assim o segundo maior do decênio. Em 2011 e 2012, já na gestão Geraldo Alckmin (PSDB), ficaria na casa dos R$ 150 milhões por ano.

Em 2009, quando o PSDB articulava a candidatura do então governador Serra a presidente da República, o Metrô e a CPTM fizeram fortes campanhas de marketing sobre a expansão de linhas e a compra de novos trens. A Dersa investiu na publicidade do Rodoanel e da Nova Marginal. A Sabesp criou campanhas sobre o projeto Tietê e o uso responsável da água e a CDHU gastou em publicidade com o Programa Serra do Mar, com a reformulação dos padrões de seus imóveis e com o Programa Cidade Legal, para promover a regularização de imóveis.
O gasto do Metrô com publicidade saltou de R$ 11,5 milhões em 2008 para R$ 71 milhões em 2009, elevação de 517%. A Dersa, que gastou R$ 2,7 milhões em 2008, elevou o dispêndio para R$ 63,4 milhão em 2009 - 2.248% a mais. A CPTM passou de R$ 4 milhões para R$ 55,7 milhões nos mesmos anos, um incremento de 1.292%.

Recorde com Serra. O governo Serra foi aquele em que as cinco estatais mais gastaram com publicidade, com valor total de R$ 756 milhões - média de R$ 189 milhões por ano. No segundo governo Alckmin, entre 2003 e 2006, elas gastaram R$ 188 milhões, ou R$ 47 milhões anuais.
No atual governo Alckmin, as empresas se tornaram mais gastadoras que na sua primeira passagem pelo Palácio dos Bandeirantes. Em 2011 e 2012, desembolsaram R$ 300 milhões, média de R$ 150 milhões por ano, embora Alckmin tenha rebaixado a secretaria de Comunicação ao status de subsecretaria, subordinada à Casa Civil, como uma sinalização de que o governo seria mais austero.

Das estatais, a Sabesp é a que mais contratou publicidade: foram R$ 557 milhões em dez anos. Em seguida vem a CDHU, com R$ 216 milhões, e o Metrô, com R$ 198 milhões. A Dersa destinou a esse fim R$ 138 milhões e a CPTM, R$ 135 milhões.
No caso da administração direta, o pico de gastos também se deu em 2009, com Serra, quando os desembolsos somaram R$ 246,7 milhões. O segundo ano com mais investimento em publicidade foi o de 2010, com R$ 217 milhões. No atual governo Alckmin, os gastos ficaram na casa dos R$ 125 milhões entre 2011 e 2012.

COMENTÁRIOS DO BLOGUEIRO:
A Sabesp é uma estatal estadual, com atividades apenas em São Paulo, mas faz (ou fazia, até 2012) campanhas de publicidade pela TV em rede nacional. Alguém tem explicações para isso? Será que precisa explicar?
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sábado, 9 de março de 2013

Não compre da Vivo! Eles não honram o que vendem!

Richard Jakubaszko
Desde 26 de janeiro de 2013, quando instalaram o sinal da Vivo TV Fibra lá em casa, tenho tido os maiores aborrecimentos, discussões e dores de cabeça, pois a empresa não honra a palavra com as promoções que realiza.

No momento tenho 42 números anotados de protocolos de atendimentos com reclamações diversas, a principal delas referindo-se ao pacote adquirido, o Full HD, ou pacote completo, que inclui os canais de filmes, canais europeus e Tvs noticiosas. Mas recebo apenas os canais abertos da TV brasileira, além dos canais públicos, transmitidos apenas pelas antenas parabólicas, como TV Senado, Câmara, Justiça, canais evangélicos e alguns detestáveis enlatados americanos. Por essas porcarias os concorrentes cobram em média R$ 29,00 por mês.

Agora, chegou a fatura do primeiro mês, deveria ser de R$ 159,00 pelo pacote total com preço promocional por 6 meses, e veio de R$ 198,34 e não há nada que demova a Vivo de cancelar a fatura e emitir outra. Os atendentes parecem robôs, repetem sempre a mesma informação, demonstrando despreparo: "aguarde contato da Central Vivo que irá resolver a pendência em 72 horas". Já reclamei até na Ouvidoria, mas nada se resolve. Os canais adquiridos não são recebidos, mas a fatura chega completa. Quando a gente reclama o(a) atendente é ainda capaz de insistir e teimar: "Senhor, aqui na sua ficha diz que o Senhor só tem o pacote Fitd HD". Se insisto, desligam a ligação na cara da gente: too, too, too...

É estressante! Nada, absolutamente nada acontece. Não por coincidência a Vivo e as outras teles são as campeãs em reclamação no Procon. É um embuste! Em tempos de eleições de Papa: cadê o Bispo? Reclamar com quem?

Diante disso faço essa denúncia, e recomendo: não compre nada da Vivo, eles não entregam o que vendem, mas cobram tudo e um pouco mais, comprovando que o processo de privatização do desgoverno de Fernando Henrique Cardoso foi uma perfeita patifaria. Os tucanos leiloraram o patrimônio público, e ninguém sabe onde foi parar o dinheiro. Os serviços que pagamos por assinaturas de TV a cabo, telefonia fixa, telefonia móvel e pela Internet, são os mais caros do mundo. Acompanhados de um péssimo e ineficiente atendimento.

Parece uma tropa de choque treinada para a tarefa de enlouquecer os clientes.
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sexta-feira, 1 de março de 2013

Lula no hard talk da BBC

Richard Jakubaszko
Famoso, temido, mas respeitado programa de entrevistas da BBC, na TV inglesa, que já massacrou diversos políticos, empresários e chefes de estado, inclusive FHC, e que também entrevistou Lula. O massacre foi ao contrário, em minha modesta opinião, mas o julgamento fica a cargo de quem assistir a entrevista. O repórter bem que tentou... Lula já estava, naquele momento, com sua imagem internacional em alta, a partir deste programa virou o queridinho da chamada mídia internacional.
A entrevista foi feita no final de 2006, quando Lula terminava seu 1º mandato, e já estava reeleito para o 2º período de governo.

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segunda-feira, 23 de julho de 2012

Agro DBO na TV DBO

Richard Jakubaszko
A TV DBO entrevistou-me para falar da nova revista, a Agro DBO, que virá a público dia 1º de agosto próximo com muitas novidades. Vejam no vídeo abaixo as inovações que vamos implementar em nossa renovada publicação, que é focada exclusivamente em agricultura, com informações e tecnologias para agricultores profissionais, os chamados formadores de opinião, ou seja, um suporte ao agricultor brasileiro, que já é um campeão de produção de produção e produtividade.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Jesus realmente existiu?

Richard Jakubaszko
A maior polêmica de todos os tempos? Para a humanidade ocidental, sem dúvida. Este foi o tema do programa Canal Livre, da TV Bandeirantes, exibido em dezembro de 2010, e que este blog mostra no vídeo abaixo, em que o entrevistado é o filósofo e teólogo Mário Sérgio Cortella, professor da PUC, de SP.
Qualquer que seja o tema, o importante é debater, mas em profundidade, pois a gente sempre aprende e cresce com a troca de ideias.

terça-feira, 8 de maio de 2012

TV Record denuncia esquema de Cachoeira e Veja


Richard Jakubaszko
O programa "Domingo espetacular", da TV Record, exibiu o esquema da revista Veja com a organização do bicheiro contraventor Cachoeira.

Conforme a TV Record:


Documentos da PF, na Operação Monte Carlo, mostram que Veja estava associada e comprometida com os interesses de Cachoeira: as escutas telefônicas (gravadas com autorização judicial) revelam uma sórdida conexão entre o chefão de um esquema de jogos, o já conhecido Cachoeira, e a mais importante revista semanal brasileira, a Veja, da Editora Abril.
As gravações comprovam ainda uma íntima ligação entre Cachoeira e Policarpo Júnior, repórter e diretor de Veja em Brasília.

A TV Record mostra um quadro deveras comprometedor.
Aos jornalistas que, como eu, estão do lado de fora dessa imensa patifaria, ainda por se comprovar judicialmente, e pendente de julgamento, fica a sensação de que a profissão está sendo estuprada, vilipendiada, e não apenas pelo aspecto ético, mas pelo lado moral.
O jornalismo não vai afundar por causa dessas articulações, mas sai chamuscado em sua credibilidade institucional.

A  Editora Abril e Veja, até hoje, no meio da tarde, não se manifestou.

A TV Record e a Carta Capital são os únicos órgãos da chamada grande imprensa que estão noticiando o uso da imprensa por Cachoeira.
Alguns blogs têm dado amplo destaque ao tema. Visite-os, os links estão na aba lateral deste blog.


terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Ti lascio una canzone 2011

Richard Jakubaszko
Encerrou-se na primeira semana de dezembro a curtíssima série de programas da versão 2011 deste programa de TV italiano, produzido pela RAI - Rádio e TV Italiana. Foram 5 ou 6 programas apenas.
Se, na versão 2010, também transmitida para o Brasil, rasguei elogios, joguei confetes e bati palmas, agora, lamentavelmente tenho a criticar de forma contundente a amadorística edição exibida no Brasil. Transmitiu-se aqui no Brasil uma versão mal editada, entrecortada, sem sequências, e sem apresentar as melhores performances dos artistas mirins.

Afora isso, para um programa que é dirigido para toda a família, o horário era impróprio, visto que entrava no ar a partir de 23:00 horas de segundas-feiras (quando não atrasava...), indo terminar depois de 02:30 horas da madrugada... Em 2010 o programa era exibido às sextas-feiras, a partir de 21:30 horas, sempre pontualmente. E foram ao ar mais de 15 programas. Desta feita, desandou, nenhum respeito. Pior, há uma enganação ao telespectador, visto que, para se receber o sinal da RAI pela TV a cabo, paga-se muito caro, sem o retorno de, no mínimo, profissionalismo. Imagino que toda esta trapalhada seja reflexo dos problemas econômicos e políticos da Itália, inclusive a merecida queda do poder de Silvio Berlusconi, um bufoni.

Abaixo mostro em vídeo Maria Cristina Craciun, 11 anos, uma talentosa cantorinha romena, ganhadora do Prêmio do Juri, pelas notáveis interpretações, tanto em performance técnica como emocional. Pois Maria Cristina sumiu do programa na versão 2011, reeditada e exibida aos brasileiros como se fosse um enlatado. 
Capturei no Youtube a exibição de La vie en Rose, e deixo aos leitores do blog um momento de deleite celestial.

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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Caiu Wagner Rossi

Richard Jakubaszko
Recebi da assessoria de imprensa do MAPA às 19:42 horas de hoje a informação de que Wagner Rossi pediu demissão por causa das denúncias publicadas pela grande mídia, especialmente Veja.  
Junto veio o teor da carta de demissão.

Não tenho dúvidas, houve mais um assassinato de reputação, lamentavelmente não será o último, e foi concluído por interesses essencialmente políticos. Não vi ninguém da grande imprensa publicar os desmentidos e explicações dadas por Rossi e sua assessoria de imprensa nos últimos dias, muitas delas bastante coerentes.
Tive alguns contatos profissionais em coletivas de imprensa com Rossi, até reconheço que foi ativo enquanto esteve à frente do MAPA, apesar de não deixar nenhuma marca notável, mas que foi crucificado, não há como se duvidar. Foi um ministro de caráter político, vinculado ao PMDB, e não técnico, desde abril 2010 quando assumiu, apesar de ser produtor rural.


Corri para a TV, e assisti na Globo News, tv a cabo, um dos espetáculos mais deprimentes do jornalismo contemporâneo, em termos de partidarismo e de aula de como não fazer jornalismo. Não havia informação, apenas manchetes da mídia rodavam piruetas na telinha. Entrevistavam de um estúdio no Rio de Janeiro o economista Paulo Tenani, da FGV, que estava em São Paulo, em outro estúdio, havia um comentarista e uma apresentadora, ambos sem nenhum conhecimento sobre o que seja o agronegócio e sua importância para o Brasil, fazendo comentários estapafúrdios, sobre as "supostas" denúncias...

O entrevistado, de forma muito objetiva, esclareceu que as estruturas do país mudaram e que a simples troca de um ministro, hoje em dia, não paralisa um ministério, conforme levantavam suspeitas os entrevistadores. 

Aí entrou no ar George Vidor, comentarista que se diz especializado em economia, que "ameaçou" fazer perguntas ao entrevistado, não as fez, e comentou, comentou, deu opinião sobre o agronegócio, falou uma série de asneiras sobre a "importância" do MAPA, mas por causa da Embrapa, e não do MAPA, "esclareceu" que a Conab é quem "fixa os preços mínimos" aos produtores, e por aí afora foi esbanjando "desconhecimento" do que seja o agronegócio, deu exemplos do algodão, que a Embrapa criou "genética" para plantio no Brasil-Central, e do boi que hoje se produz em menos de 18 meses, e que por isso é importante o agronegócio, e esqueceu de perguntar ao entrevistado... Depois de uns 5 minutos de comentários (o que na TV é um exagero de tempo) o entrevistado, após "ouvir" a palestra do jornalista e comentarista, apenas ratificou um "concordo com você, por duas vezes...

Patético o jornalismo da Globo News, mais de 15 minutos de aula autêntica de um mau jornalismo. Cobre-se muito mal o agronegócio, não apenas nas TVs, mas na grande mídia impressa também.
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