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sábado, 17 de dezembro de 2022

Por que o confronto, às vezes, é necessário?

Richard Jakubaszko  

Ontem um amigo me questionou sobre a minha perigosa necessidade de sempre provocar confrontos. Como ele é inteligente e tem honestidade intelectual, enviei e-mail para explicar os meus confrontos, especialmente sobre o aquecimento, tema do meu livro "CO2 aquecimento e mudanças climáticas: estão nos enganando?". Evidentemente estávamos falando sobre isso, e o amigo me fez uma crítica sobre os confrontos que estabeleço, que é uma estratégia que está na ordem inversa de interesse das grandes empresas, onde predomina o compliance. Após uma profunda reflexão sobre o tema minha resposta foi uma só: estamos em guerra!

Nas guerras reais, como sabemos, a primeira vítima é a verdade. Na guerra de interesses comerciais a verdade também se torna uma vítima, mas é ela, a verdade, em essência, que indicará o vencedor. O confronto direto é minha principal arma para combater a estratégia do inimigo em ignorar, o que sempre é feito com os diferentes. No caso das mudanças climáticas e do aquecimento isso é imperioso, pois o principal “juiz”, que é a opinião pública, está influenciado por quase todo o mainstream midiático. A grande mídia se tornou a maior aliada e defensora da questão climática. Demonstro isso em meu livro. Nele, recorri a Noam Chomsky para mostrar as 10 estratégias de manipulação midiática e do poder estabelecido, e da mídia que trabalha em prol do comando de plantão.

Por quê? Porque não há alternativa Porque sem o confronto, não há debate, e sem o debate as ideias desaparecem. Sem ideias desafiadoras vence a mentira dominante. O livro “1984” demonstrou isso claramente. O Rei está nu, e ninguém contesta a verdade. Vivemos na caverna de Platão.

Conforme o inglês Walter Lipmann, onde todo mundo pensa igual é porque ninguém está pensando. Por isso os detentores do poder se queixam dos confrontos. É confortável a quem está no comando desprezar, desqualificar e deslocar o confronto, porque ele incomoda. Sem o confronto serei omisso.

Tudo o que tenho pedido, implorado até, desde a primeira edição do meu livro, em 2015, e isso está no livro, é que se tenha um debate honesto sobre o aquecimento, dito antropogênico. Um debate científico. Mas não há debate. O ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues concordou comigo, e fez o posfácio, onde elegantemente sugere o debate.

Quando se obtém uma resposta do inimigo nesse tema é de desprezo e desqualificação, nos chamam de negacionistas, quando somos céticos, e isso não tem nada a ver com quem não acredita em vacinas ou de que a terra é plana. Mas você leitor pode acreditar que a maioria dos cientistas sérios não acredita na mentira do aquecimento. Richard Lindzen, climatologista, professor emérito do MIT, é um deles, outro é James Lovelock, que se desmentiu sobre o apocalipse, mas a mídia nada noticiou sobre o mea culpa de Lovelock. Muitos cientistas têm medo de se expor, porque são atacados de forma perversa pela mídia. Faz mais de 40 anos que isso está acontecendo. Faz mais de 40 anos que se conta essa mentira do aquecimento que não acontece nunca. Porque não existe, e porque não há nenhuma prova científica do que afirmam.

Portanto, sem o confronto o inimigo não nos reconhece como pedra em seu caminho, e conquista a verdade única, simples assim.

Para comprovar: com raríssimas exceções, nenhum grande órgão de mídia publicou uma única nota sobre o lançamento de meu livro, desde 2015, mesmo tendo sucessivas reedições ampliadas; E que desde maio 2022 está em sua terceira edição. Mas se alguém pedir a opinião de leitores do livro, uma mísera parte da opinião pública, ela está no site da Amazon.com, onde 90% dos leitores do livro atribuem a ele notas de 4 a 5 estrelas, com média de 4,6 num máximo de 5. É pouco, sem dúvida, são apenas 70 leitores que comentaram, mas já é um primeiro passo, e isso me dá incentivos a fazer mais confrontos.


Quem desejar conhecer mais sobre o assunto clique na aba lateral superior do blog para adquirir o livro, custa R$ 50,00 com taxas de correios inclusas, você recebe o livro em casa, autografado pelo autor.

Como vimos, para não empobrecer as ideias, por vezes o confronto é necessário. O debate é sempre enriquecedor e ambos debatedores saem enriquecidos de um bom debate e troca de ideias, é assim que aprendemos.

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domingo, 4 de outubro de 2020

Como será a vida em 2022?

Richard Jakubaszko  

Um pintor italiano ousou fazer essa previsão, lá nos anos 1962. Quem me enviou essa "profecia" foi o amigo José Maria Salgado, membro do peculiar, singular e famoso encontro mensal do alhoafetivo. Olhando a imagem pelo atual panorama pandêmico pode nos levar a conclusões precipitadas de que haveria necessidade de proteção viral. Se olharmos com a perspectiva de uma visão futurista de poluição a pintura apontava a visão de carros futuristas, além de individuais, pois não?





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sábado, 25 de abril de 2020

Coronavírus: vem aí o novo Governo Mundial?

Richard Jakubaszko
Para onde vamos? O que está acontecendo? Quem manda de fato no mundo? Os EUA, a China, a Rússia, Israel ou a União Europeia? O que desejam eles? Um novo e inédito Governo Mundial? Como? Através do coronavírus?

No documentário abaixo (de 2011), você encontrará respostas a todas essas questões, debatidas muito antes de aparecer o Covid-19. Mostra que as formas de poder do mercado financeiro mundial, do petróleo, da indústria de energia elétrica (como a nuclear), e de algumas poderosas indústrias, como a farmacêutica e a de sementes para a agricultura, poderão construir o Governo Mundial. Ao lado da pandemia do Coronavírus temos a outra indústria do medo planetária, a do aquecimento mundial, que são duas poderosas ferramentas, extraordinárias em todos os sentidos, para implementar essa inédita dominação que as elites do planeta (menos de 0,1% das pessoas) projetam: a de implantar a colonização do planeta através de um Governo Mundial.

Assistam ao vídeo abaixo, tem duas horas enriquecedoras de conhecimentos, e no mínimo vai colocar você em contato com realidades e saber quem manda no planeta, quais os formatos atuais e como se planeja atingir essa dominação através de um Governo Mundial.

Depois, deixe seus comentários, um debate é necessário, porque as elites hoje dominam você, a ponto de colocar seus pensamentos e atitudes em permanente autocensura para que, sem saber, você apoie essa insanidade que a elite mundial está planejando.





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sexta-feira, 6 de março de 2020

Modismo do glúten

Richard Jakubaszko  
Modismos são a normalidade hoje em dia. O glúten é só um deles...


sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Ansiedade, um dos grandes males modernos

Richard Jakubaszko   
Os sintomas são a inquietude, irritabilidade, o emocional fora de controle. Em verdade, uns são mais ansiosos do que outros, mas no fundo a grande e maioria da gente moderna é ansiosa, e isso depende do dia, do momento e do assunto... Os ansiosos crônicos sobrevivem, os que estão em estado agudo suicidam-se lentamente.
No link a história da humanidade, em outro meme antológico sobre a ansiedade: https://richardjakubaszko.blogspot.com/2019/12/ansiolitico.html 
  



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domingo, 12 de janeiro de 2020

terça-feira, 4 de junho de 2019

Os 7 pecados capitais contemporâneos

Richard Jakubaszko  
A modernidade impõe atualização, e constante evolução, até mesmo nas questões teológicas, corrigindo dogmas se necessário.
Desta forma, o jornalista Delfino Araújo, espécime humano sempre atento às novidades, despachou um zap com o meme abaixo, portanto, saiba que:
 


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sábado, 4 de maio de 2019

Os cardeais da política econômica brasileira


André Motta Araújo
 
Paulo Guedes - por Jorge William - O Globo


A redução do papel do comandante da economia
A economia brasileira não vai recuperar sua pujança sob a liderança de ministros de um só trilho, que só sabem fazer uma coisa, geralmente ruim.


Aos que têm a memória longa da forma como foi conduzida a política econômica brasileira nas últimas décadas choca a percepção do grau de mediocridade dos últimos comandantes dessa política, no sentido de que a política econômica é POLÍTICA DE ESTADO e não mera administração de negócios.

Não há comparação possível da estatura de um Oswaldo Aranha, Ministro da Fazenda em duas épocas completamente distintas, os anos 30 em plena Grande Depressão e nos anos 50, início da Guerra Fria. De um Roberto Campos, intelectual sofisticado que na linha de Keynes tinha interesse em múltiplos assuntos, apenas um dos quais era economia, sua visão de mundo era tão ampla que não teve tempo de cuidar de suas finanças. De um Delfim Neto, que fez uma longa e sólida carreira, calçado apenas na sua imensa capacidade de trabalho e visão macro de país. De um Mário Henrique Simonsen, que além de um extraordinário economista tinha duas outras grandes qualidades, era excelente cantor de ópera e gostava de whisky, duas qualidades para serem aplaudidas, ai do homem sem vícios, sem graça e sem charme, o “homem sem mácula”.

Perto desses CARDEAIS DA ECONOMIA outros que se seguiram foram apenas sacristães e coroinhas, pequenas carreiras, pequenos intelectos, sem a maior das características dos verdadeiros sábios, a dúvida sobre tudo. Quanto mais medíocres mais certezas absolutas e imutáveis os pequenos homens que receberam a incumbência de comandar a política econômica têm, acham que eles e só eles, sabem tudo… mas não sabem nada.

A questão do estado

Os nomes que citei tinham uma característica comum, tinham VISÃO DE ESTADO, de povo, de pais, de sociedade, nunca foram pigmeus de mercado.


Tampouco eram arrogantes ou desfilavam empáfia, eram acessíveis sempre.

Campos era um conversador adorável, desfilava conhecimento de forma simples e jamais posando de oráculo. Delfim é um mestre da ironia refinada, tem a sabedoria dos que não se levam a sério, graças a ele fiz duas viagens em missão oficial, uma a Alheria e Tunísia, outra ao Iraque e Arábia Saudita, ambas chefiadas pelo ministro Ernane Galveas, afável e modesto. Simonsen realizava almoços mensais em São Paulo com empresários do setor produtivo onde ouvia de cada um, eram em torno de 20, a situação da indústria no mês, Simonsen era modestíssimo, zero de arrogância. Não conheci Oswaldo Aranha, me louvo em sua excelente biografia como Ministro da Fazenda escrita por Mario Henrique Simonsen, que cuidou apenas de seu papel na Fazenda, Oswaldo Aranha teve muitos outros grandes papeis no palco da vida, até maiores do que como Ministro da Fazenda, foi excepcional em todos, da Conferência de Havana, em 1942, à criação da ONU, em 1945.

A redução do papel do comandante da economia
A partir do Plano Real, de 1994, o papel do Ministro da Fazenda foi apequenado, reduzido a alguém que entenda “os mercados” e seja por ele aceito.

Uma notável redução do papel de HOMEM DE ESTADO para apenas pessoa de contato do Governo com “os mercados”, um public relations.

O papel do cargo foi reduzido porque a importância do Estado foi notavelmente reduzida a partir do Plano Real, quando tudo passou a girar em torno da moeda e não da economia. O papel do ministro passou a ser de mero homem de recados do governo junto “aos mercados”, o Estado brasileiro perdeu o domínio da economia e das políticas públicas porque passou voluntariamente a depender “dos mercados” e não de sua indústria, comércio, agricultura e recursos naturais, o emprego e o bem estar da população ficaram em segundo e terceiro planos. A única coisa importante passou a ser a taxa SELIC, o índice BOVESPA e a cotação do dólar. A taxa de desemprego, de importância capital nos países ricos, no Brasil passou a ser um detalhe, como a tabela dos jogos de futebol. O Brasil aceitou uma diminuição voluntária de importância como pais, através desse mecanismo de apequenamento.

O Brasil de 1945, de 1958 no governo JK, de 1975 no governo Geisel, era um país MUITO MAIS IMPORTANTE na geopolítica mundial, do que é hoje.

Em 2006, fim do primeiro mandato do governo Lula, o Brasil manteve grande presença geopolítica, com extraordinário apoio internacional. Mas o erro crucial de bajular “os mercados” se manteve nos governos do PT e agora vai ao fundo do abismo, “os mercados” nunca deram camisa a pobre, como bem sabe a China, que jamais se deixou dominar pelos mercados, sua economia é produto de planos quinquenais sob rígido controle do Estado.

A economia brasileira não vai recuperar sua pujança sob a liderança de ministros de um só trilho, que só sabem fazer uma coisa, geralmente ruim.

Publicado em https://jornalggn.com.br/artigos/os-cardeais-da-politica-economica-brasileira-por-andre-motta-araujo/
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quinta-feira, 28 de março de 2019

Os 10 aeroportos mais perigosos do mundo

Richard Jakubaszko   
Decolar os aterrissar são as atividades mais perigosas num voo de avião, mais de 90% dos acidentes com aviões ocorrem cerca de 5 minutos antes de descer ou até 5 minutos depois de decolar. Nos 10 aeroportos mais perigosos do mundo essas tarefas tornam-se críticas, vejam no vídeo quais os aeroportos mais perigosos do planeta:


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domingo, 17 de março de 2019

Como mudar o mundo

Richard Jakubaszko   
Fala-se hoje que o mundo enlouqueceu em definitivo. Mas os acusadores esquecem que fazem parte deste mundo, que está insano, mas sempre foi assim. A diferença é que hoje a divulgação das insanidades cometidas é instantânea.
O mundo a gente muda assim, devagarinho e consistentemente:

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quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Deus morreu

Richard Jakubaszko   
O dedo de Deus, e Adão, Capela Sistina, obra do gênio Michelangelo
 
A afirmação, ou constatação, foi feita pelo filósofo alemão Friedrich Nietzsche (1844-1900), e aparece pela primeira vez no livro A Gaia Ciência, no século XIX, e depois reaparece na principal obra de Nietzsche, “Assim falou Zaratustra”:

“Deus está morto! Deus permanece morto! E quem o matou fomos nós! Como haveremos de nos consolar, nós os algozes dos algozes? O que o mundo possuiu, até agora, de mais sagrado e mais poderoso sucumbiu exangue aos golpes das nossas lâminas. Quem nos limpará desse sangue? Qual a água que nos lavará? Que solenidades de desagravo, que jogos sagrados haveremos de inventar? A grandiosidade deste ato não será demasiada para nós? Não teremos de nos tornar nós próprios deuses, para parecermos apenas dignos dele? Nunca existiu ato mais grandioso, e, quem quer que nasça depois de nós, passará a fazer parte, mercê deste ato, de uma história superior a toda a história até hoje!”


O estranho, e curioso, é que Nietzsche era ateu.

A história registra que quase todas as religiões têm promessas de paraísos divinos após a morte, mas também a maioria delas inclui em suas profecias a vinda – ou retorno – de um profeta, antecedida por ameaças de um Apocalipse.

Nas religiões cristãs – de maioria ocidental – encontramos o Apocalipse caracterizado nas profecias dos apóstolos em torno dos Quatro Cavaleiros (Guerra, Conquista, Fome e Morte).

Talvez Nietzsche, quando anunciou a morte de Deus, tenha embutido nisso a ideia da busca da Verdade Absoluta, ou, a Verdade da Ciência, eis que, em falta de consensos teológicos, não passaríamos de simples ilusões da verdade, para encobrir a humanidade contraditória em um mundo desprovido de Deus. Com Nietzche, seria o fim da infinita espera pela chegada dos profetas, logo após o Apocalipse, e antes da ressurreição, ou do juízo final, mas o ambientalismo, tal como tem sido acusado, de ser uma nova religião, não foge à regra. Não promete o profeta, mas garante o Apocalipse. Aliás, os ambientalistas são todos profetas...

Um ponto em comum entre todas as religiões, e também no ambientalismo, é que se percebe um moralismo radical, que embute leis ditatoriais, verdadeiros dogmas, proibições de todos os tipos para atingir-se o objetivo final, e promete-se um paraíso, e até mesmo uma vendetta, que pune os maus e premia os de bom comportamento.

Em um mundo onde já não confiamos mais em quase ninguém, nem na mídia, tampouco nas religiões, nos cientistas e governos, nos médicos, afinal, em quem poderíamos confiar, se cada um desses grupos tem uma ideia fixa de se apoderar de algo que possuímos ou daquilo que achamos que somos? Nada, simplesmente estamos sozinhos. Nascemos sozinhos e vamos morrer sozinhos.

Noam Chomsky desnuda e denuncia as estratégias de manipulação midiática, eis que “o meio é a mensagem”, conforme McLuhan. Pior ainda: que os mais jovens saibam que a história da humanidade, como a conhecemos, é mentirosa, cheia de omissões importantes, e recheada de inclusões indevidas, pois a história é escrita pelos vencedores. Mas tenho sonhos e desideratos de que isso se modifique, em contraditórios através da internet e dos livros.

Portanto, a constatação de Nietzsche de que Deus morreu é um argumento filosófico, e rebusca na sociologia argumentos para esse assassinato contemporâneo. De toda forma, serviu para discussões e debates intensos, contra e a favor, desde que foi citada pela primeira vez, e inúmeros tratados filosóficos foram escritos, com interpretações e leituras críticas, algumas com viés tão distante da realidade que mereceriam o rótulo de textos humorísticos, tamanha a imparcialidade despejada de ideias estapafúrdias. Desnecessário, talvez, registrar que sempre houve gente contra e a favor, e que realimentavam a dialética recitando os filósofos gregos, especialmente Aristóteles, com o “quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha”, para levantar a bandeira da inutilidade do debate, por uma visão agnóstica do Criador, eis que Aristóteles considerava que a galinha veio primeiro.

A transposição da ideia-chave para o campo dos criacionistas e evolucionistas, outro inconclusivo debate, foi consequência natural, até porque os primeiros humanos habitantes de nosso planeta, antes da descoberta do verbo, fato ocorrido entre 15 e 20 mil anos atrás, tinham a fé, e com esta tentaram e conseguiram impedir parcialmente a ação dos povos bárbaros inimigos. Nos primórdios de nossos antecedentes, então caçadores e coletores, já havia entre eles a noção coletiva da acumulação de bens, especialmente de alimentos, para enfrentar períodos de frio, secas e chuvas, e se havia êxito nesses propósitos os ladrões, assassinos e aproveitadores, estavam a postos para se beneficiarem, e apenas seriam brecados pela ação de Deus, que puniria a todos, conforme já descrevia a tábua de Moisés, que é coisa de cerca de 6 mil anos atrás.

Se Deus criou a humanidade, ou se a humanidade criou Deus, para Nietzsche e outros estudiosos do assunto, pouca importância há, e não faz diferença alguma. O centro da questão é que Deus está lá, em algum lugar, e comanda o espetáculo da caminhada da humanidade, ou melhor, e outorgou o livre arbítrio para decidirmos até quando disporíamos com utilidade de seu nome, seja através de nossos atos, ou das leis humanas complementares aos 10 Mandamentos.

O fato é que, nos tempos contemporâneos, com o aumento da expectativa de vida, e com o advento das tecnologias digitais, ao lado do consumismo impulsionado pelo neoliberalismo, o homo sapiens atinge o patamar de se considerar um semideus, conforme nos alerta Yuval Noah Harari em seus best sellers, Homo Sapiens e Homo Deus, prognosticando o autor, para dentro em breve, uma corrida das ciências para a conquista da imortalidade, visto como algo possível, em comparação a outros tempos, quando isso sempre foi um desiderato coletivo, ou seja, um sonho e desejo utópico. Enquanto a imortalidade não chega os cientistas tentam aumentar a expectativa média de vida, hoje perto dos 80 anos, para algo como 120 anos, porém com qualidade de vida, e com octogenários(as) com aparência de 40 anos de idade.

Essas limitações dos sonhos humanos foram explicadas e alimentadas pelas diversas religiões, em todos os tempos, e determinaram até mesmo períodos de exacerbado poder, no ocidente concentrado na religião cristã, mesmo em períodos pós-dissidentes, por exemplo, quando houve o nascimento do protestantismo através de Martinho Lutero, em plena Europa renascentista. Já nas Américas bem que os espanhóis escarafuncharam a vida de Incas, Maias e Astecas para encontrar a Fonte de Juventude. Depois, com as descobertas dos novos mundos e a evolução das ciências, adentrou a humanidade ao século XX acreditando que as tecnologias seriam o paraíso, apesar de alguns ainda julgarem que será o inferno.

Mas as religiões pentecostais continuam ativas, poderosas e autoritárias, usando e abusando do nome de Deus, e hoje estão nas TVs conquistando fiéis e doadores.

Assim, o que se percebe na chamada grande maioria dos jovens adultos é uma enorme indiferença sobre o que acontece hoje e entre as coisas que poderão nos afetar no futuro, ou aos nossos descendentes.

O egoísmo é a tônica, o fator predominante para a indiferença. Não apenas indiferença, mas o fator do desconhecimento real daquilo que seja realmente importante, o que indicaria um baixo nível cultural diante da má qualidade do ensino básico, que não prepara os jovens para o essencial da vida. Tanto isso é verdade que uma graduação em qualquer faculdade nos dias de hoje não torna o bacharel, como se dizia em outros tempos, um “doutor” na matéria, pois hoje em dia precisa fazer um mestrado e depois um doutorado para atingir o estágio do graduando de ontem.

Contudo, este é um fenômeno internacional, não apenas brasileiro, cuja causa é a superpopulação. Mas também é mera diferença de outros tempos, em que o número de anos numa faculdade e do total de estudos se amplia, mas não garante ao estudante o saber de fato os temas de sua especialidade, diante da realidade e da velocidade do avanço do conhecimento humano, que dobra a cada cinco anos, conforme registram especialistas. A indiferença dos jovens, nesse sentido, tem o aval da falta de conhecimentos e de cultura geral, despreparados na vida acadêmica para enfrentar o mundo real, pois a grande maioria das faculdades não ensina a pensar, elas apenas cumprem de forma burocrática uma extensa e intrincada grade curricular, em que pelo menos um terço das disciplinas poderia ser deixado de lado, sem prejuízo do aprendizado especializado. O tema é vastíssimo, além de polêmico, mas nos permite explicar e até mesmo justificar a indiferença dessa geração de jovens contemporâneos, pois estão indecisas, estão perdidas, atoladas em excessos de informações inúteis e manipuladas, vinculadas a interesses difusos.

Atualmente, com as sucessivas crises, ficou difícil ter. Vivemos o aparentar que temos (comprando carros em suaves prestações de 70 meses), e até aparentar que se tem é difícil. O que gera multidões de frustrados, angustiados e neuróticos. A maioria com altíssimas dívidas nos cartões de crédito e no cheque especial. Se tivéssemos um indicador social de felicidade humana que fosse aceito por todos, não seria difícil medir esse índice de (in)felicidade (tem o FIB – felicidade interna bruta). A questão é que muitas vezes a gente nem percebe, mas existem esses indicadores, chamam-se tóxicos, alguns legalizados, e outros não, pois há bebida alcoólica, crack, cocaína, maconha, LSD, ansiolíticos, calmantes, Prozacs, estes últimos legalizados, e a maconha, agora a pedidos e por passeatas, por legalizar, etc. e etc. E muita neurose.

De outro lado, nos caberia ainda questionar Gramsci, o filósofo e político comunista italiano que escreveu “Odeio os indiferentes”, e que acreditava que “viver significa tomar partido”. Como não ser indiferente diante do mundo contemporâneo, que nos engana, esmaga com mentiras e engodos oficializados, seja da mídia, da Igreja, da Justiça, e especialmente dos governos democraticamente eleitos, mas sempre a serviço dos poderosos e das elites econômicas? Como não ser indiferente diante da hipocrisia politicamente correta, impregnada de moralismos, que policia os comportamentos, monitora os inadaptados, isola os contestadores ou de quem se atreve a levantar a voz ou duvidar de um porta-voz da elite?

Os professores, especialmente no Brasil, a partir da privatização do ensino nos anos 1970, viram-se desprovidos do poder de reprovar os alunos, perderam respeito e importância diante dos alunos. Os alunos passaram a ser “clientes”, e exigem “direitos”, sem a contrapartida do dever de estudar e aprender. O nível e a qualidade do ensino caíram, vale apenas o “ter o diploma”.

A verdade nua e crua é essa, nós humanos não temos um Manual de Instruções para a vida. Vamos aos tropeços, caímos e levantamos o tempo todo. Por vezes, uma queda nos estropia por inteiro, física e espiritualmente, e levamos mais tempo para levantar, mas recuperamos e vamos em frente, porque o show da vida tem de continuar. No coletivo, os humanos sequer aprendem com os erros da história, ou com os erros de outros humanos, e por causa disso repetem-se os mesmos erros. Os adultos preocupam-se pelas leis de seus manuais, mais com o que os outros pensam e fazem ou deixam de fazer.

Particularmente, cá do meu Manual, acho que se todos dedicassem um tempo para aprender sobre o conteúdo ideal que um Manual de Instruções dos humanos deveria ter, e a cuidar do próprio rabo, o mundo seria bem melhor. A vida em si é muito complicada, diferente em cada um, e essa individualidade e diversidade humana já bilionária do planeta hoje talvez seja a explicação para as razões do Criador não nos fornecer o tal Manual de Instruções.
Fico na dúvida sobre a existência ou não do determinismo e do livre arbítrio, ou as duas coisas. Dou créditos a Drummond:

Se procurar bem, você acaba encontrando não a explicação (duvidosa) da vida, mas a poesia (inexplicável) da vida”.

Posto isto, como acreditar em ONGs, de que devemos proibir a construção de hidrelétricas? Os caminhos alternativos que nos propõem, para não ficarmos no escuro e improdutivos, são soluções paliativas, como as energias eólicas e solares. Ou hipócritas e altamente perigosas, como a energia nuclear, que pode destruir tudo pela simples falha de um bêbado imbecil (como em Chernobyl). Ou por imprevistos acidentes geológicos da caprichosa natureza, como tsunamis.
Como acreditar na ameaça sem provas científicas de um aquecimento e de mudanças climáticas, endossados pelo IPCC?

Como se faz para parar a onda imbecilizante e do patrulhamento politicamente correto do ambientalismo, que ameaça travar o progresso humano? Os ambientalistas não são indiferentes... Eles são participantes, ativos, briguentos e lutadores, é notório isso, e devemos reconhecer essa verdade. Indiferentes são os outros, o “resto” da humanidade, que é a maioria silenciosa, talvez a maioria imbecilizada pela televisão e pela mídia. Gente domesticada, nada mais, a serviço de grupos e de elites gananciosas.

A única luz ao final do túnel, em minha modesta maneira de ver, é reduzir a velocidade dos índices de crescimento demográfico, apesar de estarmos em cima da hora. Mas quem se atreve a isso? Os políticos? Não, eles querem votos! A mídia, ou as empresas? Não, eles representam negócios, lucros, e com mais gente por aí terão mais consumidores! Os religiosos? Não, eles querem mais almas para salvar, e para contribuir aos cofres sagrados que garantem o poder.

É difícil, portanto, caríssimo Gramsci, bem sobreviver no mundo moderno, sem abanar o rabo aos poderosos. Belas e importantíssimas foram as suas palavras, que nos chegaram lá dos idos de 1917, em que afirma: 

"A indiferença atua poderosamente na história. Atua passivamente, mas atua. É a fatalidade; e aquilo com que não se pode contar; é aquilo que confunde os programas, que destrói os planos mesmo os mais bem construídos; é a matéria bruta que se revolta contra a inteligência e a sufoca, porque a massa dos homens abdica da sua vontade, deixa de fazer, deixa enrolar os nós que, depois, só a espada pode desfazer. A fatalidade, que parece dominar a história, não é mais do que a aparência ilusória desta indiferença. Há fatos que amadurecem na sombra, porque poucas mãos, sem qualquer controle a vigiá-las, tecem a teia da vida coletiva, e a massa não sabe, porque não se preocupa com isso. Os destinos de uma época são manipulados de acordo com visões limitadas e com fins imediatos, de acordo com ambições e paixões pessoais de pequenos grupos ativos, e a massa dos homens não se preocupa com isso."

Lembrete importante: Gramsci dizia odiar os omissos.

Podemos raciocinar sobre essas questões de outra maneira, eis que a família moderna, cada vez mais desestruturada, distancia-se da condição de âncora ou porto seguro da juventude para dar suporte na milenar dúvida humana de acreditar em algo que valha a pena, seja na vida terrena, seja em nada no pós-morte, seja o paraíso na vida eterna. A juventude contemporânea, que inicia a tomada de poder, nestes tempos em que a mistificação dos objetivos materialistas dos humanos deseja poder, dinheiro, consumismo, fama, está ancorada no ilusório ter, e não no ser, e perde-se em meio a uma enxurrada de informações inúteis jamais vista na história humana através dos meios de comunicação, tornando tudo muito fugaz e extremamente confuso.

O que nos faz relembrar Goebells, em outra frase dele que é significativa e se aplica ao tema: “Não importa o fato, importa a versão do fato”. Ou ainda, a mais famosa de suas criações: “Uma mentira repetida mil vezes torna-se uma verdade”. É por aí que caminha a concretização prognosticada em diversos filmes de ficção científica, de que o pensamento único chegará a passos largos, comandados por grupos econômicos, religiosos e políticos. Sempre foi assim, apenas mudaram os meios de comunicação. Nos tempos modernos, primeiro, veio o Google, depois o Facebook, mais recentemente o WhatsApp, e quem não for de uma mesma tribo é inimigo. No meio disso tudo chega a Inteligência Artificial que vai causar enormes ondas de desemprego para milhões de humanos. Estamos em guerra, e a guerra é social, é política, é econômica, e é também militar; e nas guerras a primeira vítima é a verdade. Nesse movimento catártico não há espaço para Deus. Os algoritmos do Google e Facebook sabem tudo sobre nós, conforme Yuval Harari: "eles são hoje os oráculos para tudo, são oniscientes, e eles podem perfeitamente evoluir, e se tornar agentes, e depois soberanos".

Acrescento: sim, homo deuses, sem nenhuma ironia, e é aí que a criatura volta-se contra o Criador.

Com isso, constata-se que Nietzsche tinha razão, Deus Morreu, só falta carimbar o atestado de óbito.


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