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segunda-feira, 3 de agosto de 2020

Como vai o fogo pelo mundo e na Amazônia?


Evaristo Eduardo de Miranda *
Julho passou... E o que revelam os satélites da NASA sobre as queimadas na América do Sul, na Amazônia e no mundo?

América do Sul
Houve um significativo “aumento de 44% nas queimadas da América do Sul”, com relação ao mesmo período em 2019, nos primeiros sete meses de 2020. Foram 149.044 focos de fogo, o maior valor dos últimos sete anos. Esse crescimento, por razões climáticas, foi maior na Argentina (286%), Uruguai (177%) e Paraguai (129%). No Brasil, as queimadas cresceram apenas 4%.

A comparação correta entre países deve considerar a densidade de queimadas, pois a quantidade está relacionada às suas extensões territoriais. Neste período, os campeões de queimadas por 1.000 km2 foram Venezuela (38), Paraguai (36), Colômbia (17) e Argentina (10). O Brasil vem atrás da Bolívia com 5 queimadas/1.000 km2. E se o bioma Amazônia fosse um país empataria com o Uruguai com cerca de 3 queimadas/1.000 km2.

Amazônia brasileira
De 1 de janeiro até 31 de julho de 2020, foram registrados 14.707 pontos de calor no bioma Amazônia contra 15.924 no mesmo período, em 2019. “Uma redução de 7% nas queimadas este ano.”

Nos últimos 20 anos, os meses de agosto a outubro concentraram 69% das queimadas anuais. Eles definirão a comparação com anos anteriores. O recorde foi em 2004 com 218.637 queimadas. Nos últimos 10 anos, elas caíram e variam num patamar abaixo das 100.000 queimadas anuais no bioma Amazônia, metade da década anterior.

Segundo a Embrapa Territorial, “em 2019, não houve queimadas em 95% dos imóveis rurais registrados no Cadastro Ambiental Rural na Amazônia”. Na comparação com os dados de desmatamento do Projeto Prodes do INPE, mais de 90% das queimadas de 2019 foram em áreas agrícolas desmatadas de longa data. Essa pequena fração de produtores rurais (5%), em sua maioria os mais pobres, precisa de apoio técnico e financeiro para substituir o uso do fogo na agricultura por novas tecnologias. Esse é o caminho.

Mundo
O monitoramento mundial das queimadas mostra sua grande concentração em regiões tropicais, como na imagem gerada pela NASA (LANCE-FIRMS) em 31 de julho de 2020. Elas resultam de práticas agrícolas primitivas, passíveis de serem substituídas por tecnologias modernas.

Ainda neste julho, o presidente da França tuitou: “Nossa casa segue queimando”. Que casa? Estaria ele falando do recente incêndio criminoso na catedral de Nantes? Ou em Notre Dame de Paris? Ou nas mais de 20 igrejas incendiadas na França desde 2018, como Saint Sulpice em Paris; Sainte Brigide em Plappeville e Saint Jacques de Grenoble, esta inteiramente destruída? Não. Por “casa”, ele evocava a Amazônia!

Hoje, mais de 75% dos fogos ativos do planeta estão na África, sobretudo em antigas colônias francófonas, como mostram os dados da NASA. Sobre isso, ele não tem nada a dizer? Nem a fazer? C´est la chienlit.**

* Evaristo de Miranda, doutor em ecologia, pesquisador da Embrapa

** Tradução do blogueiro: "É a cadela" 

OBS DO BLOGUEIRO:
A nota acima foi enviada pelo Dr Evaristo de Miranda, em resposta ao post anterior deste blog, em que desmentimos press release do Greenpeace sobre queimadas na Amazônia.


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domingo, 2 de agosto de 2020

Greenpeace mente descaradamente em press release

Richard Jakubaszko
Como jornalista e blogueiro recebo dezenas de press releases todo santo dia. As assessorias de imprensa contemporâneas são implacáveis. Mentem mais que pescadores.

No texto abaixo reproduzo na íntegra o e-mail que recebi da assessoria de imprensa do Greenpeace. No meio do texto apontei as mentiras, em texto grafado em vermelho, para deixar claro o quanto essas ONGs mentem e deturpam a verdade. Beira ao escândalo a atuação deles, seja pelo lado profissional ou ético, e a questão se deteriora quando colocam profissionais de “pouca prática”, ou inexperientes, para tratar de assunto tão sério como a Amazônia.


Vejam as mentiras (contestadas por mim no texto em vermelho):

Título do release: Amazônia registra recordes de focos de calor em julho

Com falta de fiscalização e inteligência no combate aos danos ambientais, queimadas em Terras Indígenas registraram aumento de 76%.
 

FOTO
(Legenda do Greenpeace):
Imagem de satélite do estado do MT, queimando no dia 30 de julho

A primeira mentira, e foi isso que me chamou a atenção para o release, é que a foto enviada é de uma lavoura de bom nível tecnológico pegando fogo. É provável que usem até mesmo agricultura de precisão nas diversas lavouras, distribuídas simetricamente em diversos talhões. Melhor ainda, o pessoal do Greenpeace viu uma foto de fogo, qualificou como queimada na Amazônia, e mandou anexa ao release escandaloso. Com certeza essa área de "queimada" não está no bioma amazônico, apesar de ser possível que esteja dentro da "Amazônia Legal", essa uma herança antiga do governo de Getúlio Vargas, uma legislação que tanto atormenta quem vive por lá, até hoje.

Continua o release:

Manaus, 01 de agosto de 2020 - No dia 30 de julho, a Amazônia registrou mais um triste recorde: 1.007 focos de calor em um único dia. Esse é o número mais alto registrado no mês de julho desde 2005. Neste mesmo dia, no ano passado, foram 406 focos. Agora, dados consolidados de julho mostram um aumento expressivo nos focos de calor.


"O fato de ter mais de mil focos de calor em um único dia, recorde dos últimos 15 anos para o mês de julho, mostra que a estratégia do governo de fazer operações midiáticas (quem faz operação midiática é o Greenpeace, a foto é só um exemplo, ficou claro, caro leitor?) não é eficaz no chão da floresta. Somente em julho, foram registrados 6.804 focos de calor na Amazônia, um aumento de 21,8% quando comparado ao mesmo mês do ano passado. A moratória, que proíbe no papel as queimadas, não funciona se não houver também uma resposta no campo, com mais fiscalizações. Afinal, criminoso não é conhecido por seguir leis. Assim como a GLO (alguém sabe dizer o que significa GLO? O que conheço é Garantia da Lei e da Ordem, mas não se aplica ao caso) aplicada sem estratégia e sem conhecimento de como se combate as queimadas, também não traz os resultados que a Amazônia precisa", comenta Rômulo Batista, porta-voz da campanha de Amazônia do Greenpeace.


Um levantamento feito pelo Greenpeace Brasil aponta que dos focos de calor registrados em julho, 539 foram dentro de Terras Indígenas, um aumento de 76,72% em relação ao ano passado, quando foram mapeados 305 focos. Além disso, 1.018 atingiram Unidades de Conservação, um aumento de 49,92% em relação ao mesmo período do ano passado. (Se os focos de incêndio foram em áreas indígenas, provavelmente foram os índios que fizeram isso, é uma tradição de caça entre eles esse procedimento).


"O desmatamento precisa ser combatido durante todo o ano, principalmente considerando que as queimadas na Amazônia não são resultado de um fenômeno natural, mas da ação humana. (Outra mentira deslavada: 50% dos incêndios na Amazônia são de causa natural, porque é seco e tem muito calor, isso o IPAM - Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia, já demonstrou em diversos estudos. É no tempo seco que isso acontece, sempre nas mesmas áreas desmatadas, porque na vigorosa floresta o fogo não se propaga, a floresta é úmida!!! Até porque, ninguém, nenhum imbecil queima árvore, porque árvore é dinheiro, é cheque ao vivo pelo alto valor da madeira, que se torna sem valor se for madeira queimada) O fogo é uma das principais ferramentas utilizadas para o desmatamento (Outra mentira, a ferramenta é a motosserra, e ninguém desmata provocando queimada. O desmatamento é feito por madeireiros, ilegais ou legais, que depois exportam a madeira para os hipócritas europeus. Se o Greenpeace quiser reduzir o desmatamento, critique os europeus por importar madeira do Brasil, darei força e divulgação a eles nessa empreitada), especialmente por grileiros e agricultores, que o usam para limpar áreas para uso agropecuário ou especulação (Outra mentira, nas áreas desmatadas é impossível fazer agricultura, porque os tocos remanescentes das gigantescas árvores impedem qualquer tipo de mecanização, especialmente lavouras como a mostrada na foto do release do Greenpeace. Nas áreas de queimada até pode-se fazer pasto de 3ª classe, mas nunca uma lavoura mecanizada. Levará no mínimo 10 anos para se poder destocar, ou seja, tirar os tocos e raízes). A prática se tornou ainda mais comum com a falta de fiscalização (Como fiscalizar? A
área brasileira da Amazônia tem 5.033.072 km2, e área total de 5.500.000 km2 = isso é mais do que a metade do território brasileiro, sabiam disso, pessoal do Greenpeace? Cadê tanto fiscal pra fiscalizar a Amazônia do jeito que vocês exigem?) e o desmantelamento dos órgãos ambientais. Estamos observando uma tendência de alta nas queimadas neste ano. (Todo ano é assim, o Greenpeace só faz escândalos midiáticos). Além da ameaça do coronavírus, com a temporada de fogo, os povos indígenas estarão ainda mais vulneráveis, pois a fumaça e a fuligem das queimadas prejudicam ainda mais sua saúde", completa Rômulo.

Acesse imagens de queimadas da Amazônia em 2020 aqui.
(Neste link em página do Greenpeace, eles exibem 3 dezenas de fotos de incêndios, nenhum desses incêndios é na floresta, é sempre em áreas já desmatadas, onde viceja uma capoeira vigorosa, e até mesmo em área colhida, com palhada de plantio direto, em fotos que também não são no bioma da Amazônia)
Assessoria de imprensa:
Rebecca Cesar, (11) 95640-0443, rebecca.cesar@greenpeace.org 


ET. O site Uol (Folha SP), reportou alguns dos dados acima divulgados pelo Greenpeace, veja no link: https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2020/08/amazonia-registra-novo-aumento-de-queimadas-em-julho.shtml


OBSERVAÇÕES FINAIS DO BLOGUEIRO: 


Escrevi o livro "CO2 aquecimento e mudanças climáticas: estão nos enganando?", em 2ª edição desde agosto/2019, onde desmistifico essas e outras mentiras sobre a Amazônia e sobre o "aquecimento" falacioso propalado pelas ONGS e por diversos governos, que possuem interesses econômicos, políticos e geopolíticos sobre a região.

Recomendo a leitura do livro, para quem deseja saber o quanto se mente, mundo afora: para encomendar o livro envie e-mail para o endereço co2clima@gmail.com onde daremos instruções de como fazer o pagamento e para você receber o livro em casa, autografado, ao custo de R$ 40,00 já incluso a tarifa postal
Atente o leitor que não estou negando o desmatamento, ele existe e deve ser reprimido, especialmente os ilegais, e também aqueles que extrapolam a liberação de 20% do uso da área de floresta aos que residem na Amazônia, conforme o Código Florestal. Mas as queimadas, pelo efeito pirotécnico e psicológico, são as manchetes das ONGs e dos governos interessados, com apoio incondicional da grande mídia, que, na impossibilidade de enviar jornalistas à grande floresta, preferem reportar press releases de ONGs como o Greenpeace.


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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

Fraudes em verde e vermelho

Por Henrique Paul Dmyterko


“[...] Eu deixei a organização em 1986, depois de quinze anos como membro de seu comitê superior. Eu fui um dos seus cinco diretores internacionais durante os últimos seis anos em que lá estive. Eu passei a me sentir desconfortável com os rumos tomados por meus colegas diretores, em particular quando me dei conta de que eu era o único com educação científica dentre os diretores internacionais da organização. Eu também queria deixar para trás a política de confrontação, que se resume a dizer às pessoas aquilo que elas deveriam parar de fazer.

Além disso, o grupo tinha decidido fazer campanha pelo banimento do uso do cloro. Eu lhes perguntei se eles estavam cientes de que o cloro é parte da tabela periódica de elementos químicos e que o cloro contribuiu para um avanço na área de saúde pública uma vez que os antibióticos são baseados na química do cloro. Até hoje a política deles é pelo banimento do cloro e eu tive de sair. O cloro é o mais importante elemento químico para a saúde humana... ele é tóxico para as bactérias e para outras coisas que podem nos matar. [...]

[...] O mais recente ‘veneno invisível’, segundo a organização, são os alimentos geneticamente modificados. Essa é uma campanha completamente fabricada, sem nenhuma base. Se não fosse assunto tão sério, seria risível. Muitos povos pobres ao redor do mundo têm no arroz a sua dieta básica e, portanto, têm deficiência de vitamina A, o que pode levar à cegueira. Cientistas criaram um arroz geneticamente modificado, conhecido como golden rice, que contém beta-caroteno (vitamina C) e vitamina A. A organização conseguiu bloquear a campanha para a introdução do golden rice nos países em desenvolvimento onde agricultores poderiam receber as sementes de graça. [...]

[...] A segunda metade dos anos 1980 transformou-se numa era de extremismo ambientalista. Os extremistas [neo-marxistas, segundo o Prof. Ian Plimer, em seu livro Heaven and Earth: Global Warming, The Missing Science, p.437] são fáceis de identificar na medida em que são anti-seres humanos, anti-ciência, anti-tecnologia, anti-globalização, anti-empresas, anti-capitalista e, pura e simplesmente, anti-civilização. [...]

[...] Enquanto a sociedade sabe que suas indústrias liberam gases na atmosfera e que as temperaturas foram mais altas nas décadas de 1980 e 1990, não está claro que a atividade humana é a causa desses incrementos na temperatura. Gráficos referentes a um bilhão de anos de mudanças climáticas mostram períodos quentes conhecidos como estágios estufa e períodos frios, chamados de eras glaciais. Os níveis de CO2 variaram enormemente ao longo do tempo.


[...] O truque está na escolha do período de tempo. […] Na verdade, os níveis de CO2 atuais são menores do que em qualquer outro período da história da vida [neste planeta]. [...] A média é sete vezes e meia mais alta do que a atual”


A organização acima referida é o Greenpeace International, e as declarações foram dadas em dois artigos diferentes, uma em 07 de julho de 2008 ( http://www.greenspirit.com/logbook.cfm?msid=210 ) e outra em 06 de fevereiro de 2009 ( http://www.greenspirit.com/logbook.cfm?msid=214 ) por ninguém menos do que o Dr. Patrick Moore, um de seus fundadores. 

Tais declarações foram apagadas da Internet e consegui recuperar uma delas: https://web.archive.org/web/20130102103426/http:/www.greenspirit.com/logbook.cfm?msid=214 através da ferramenta WaybackMachine. 

Patrick Moore hoje se considera um “ambientalista sensato”, a ponto de defender a construção de mais usinas nucleares como fontes seguras de energia e de afirmar que a fanfarra sobre o desmatamento da Amazônia brasileira não tem base em fatos, mas segue uma agenda política.

Tão interessantes e importantes quanto o fato de que essas declarações tenham partido de um ex-alto dirigente da mais notória organização ativista verde (cerca de 100 milhões de membros no mundo todo), são a época em que se deu o rompimento entre Patrick Moore e o Greenpeace e o padrão de sua composição diretiva: a segunda metade da década de 1980 e a quase ausência de cientistas em favor da presença de ativistas políticos.

Com a queda do Muro de Berlim em 1989 e o fim da chamada Guerra Fria (não o fim do movimento comunista, que está vivo e passa muito bem), o movimento pelo fim das armas nucleares [Stop the Bomb], em grande medida financiado e/ou dirigido pela antiga URSS, ficou sem causa para defender. Pelo menos sem causa que pudesse ser levada adiante na mídia, sempre ávida por catástrofes iminentes.

Coincidentemente, e para a felicidade dos órfãos verdes, um pouco antes surgira uma nova e alarmante tese, a do aquecimento global antropogênico. Em 1988, a ONU criava o IPCC-Intergovernmental Panel on Climate Change [Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas], que deu a oportunidade para os grupos ambientalistas transformarem o aquecimento global em seu tema principal. Em 1989, o aquecimento era um assunto quente e uma comissão do senado americano sobre ciência e tecnologia, presidida pelo então senador Al Gore Jr. discutia o tema ouvindo a opinião de especialistas tais como o Dr. Roger Revelle (que fora professor de Gore em Harvard) e o Dr. James Hansen. 

Os seus pareceres, apresentados àquele comitê do senado americano numa sala de audiências quente e abafada, davam conta de uma catástrofe ambiental iminente e clamavam por ações drásticas do governo americano. Ainda nesse cargo, Al Gore Jr. bloqueou verbas para que o MIT realizasse pesquisa independente sobre mudanças no clima. Afinal, por que financiar a concorrência a um negócio tão promissor?

Sobre Al Gore Jr. é necessário fornecer mais algumas informações. Ele começou sua carreira política organizando grupos e piquetes diante de fábricas – com a pressurosa cobertura da mídia—, acusando-as de produzir lixo tóxico, de envenenar os rios, o ar, etc. As empresas, temendo a publicidade negativa ou os longos e caros processos judiciais, tratavam de entrar em acordo com o esperto e ambicioso advogado verde. Fechado o acordo, a caravana de Gore partia para outro alvo.

Mas como Al Gore Jr. conseguiu arregimentar os componentes da sua caravana ambientalista? Voluntários não faltavam, pois é preciso reconhecer que havia e há um número enorme de pessoas de boa-fé e boa índole, iludidas pela nova religião política do ambientalismo. Mas voluntários não bastam, é preciso organização, dinheiro e conexões com a mídia. Uma das explicações possíveis está na família de Gore Jr. Seu pai, Al Gore Sr., um modesto professor do Tennessee que tentava reforçar o orçamento doméstico tocando violino em casamentos, foi eleito deputado no final dos anos 1930 e depois senador, em 1952, passando a desfrutar de uma vida luxuosa, estendida a seu filho.


O homem que financiou toda a carreira política de Gore Sr. foi Armand Hammer (1898-1990), o bilionário do petróleo (Occidental Petroleum) e das artes, o “capitalista vermelho”. Armand Hammer reforçou as ligações com os revolucionários bolcheviques, iniciadas por seu pai, Julius, e teve livre trânsito entre todos os líderes soviéticos, de Stalin a Gorbachev. Foi condecorado por relevantes serviços prestados à URSS. Contava com a ajuda de Gore Sr., um homem que segundo Hammer “estava no meu bolso”, era o “meu representante em Washington”.

Al Gore Jr. continuaria a prestar os mesmos bons serviços a Hammer, mas seu poder e influência pessoais aumentaram e o deixaram em posição destacada no senado americano. O aquecimento global foi e é a sua plataforma política, sua raison d’être, o seu ganha pão. Em 1992, a ECO-92 atraiu 20.000 ativistas ambientais ao Rio de Janeiro, além de políticos de 170 países. Al Gore foi o herói. Seu então recém publicado livro Earth in the Balance fez furor. Tudo isso contribuiu decisivamente para a sua escolha como candidato a vice-presidência na chapa encabeçada por Bill Clinton.

Enquanto isso, era formada a Climate Action Network. A causa virou moda, especialmente entre especialistas em clima tais como Robert Redford, Barbra Streisand, Meryl Streep, etc. Companheiros de viagem não paravam de engrossar a caravana. O IPCC lhes fornecia material de propaganda. Esse material vinha na forma dos famosos (ou infames) Relatórios.

Propaganda, porque os tais relatórios do IPCC mentiam já na alegação de que eram redigidos por cerca de 2500 “cientistas do clima”. Muitos dos nomes que aparecem como autores (1169 “autores”) são de ativistas políticos e ambientais, e não de cientistas. Isso é ainda mais importante pelo fato que esses “autores” é que entram no Summary for Policymakers (Sumário para os Formuladores de Políticas), a porção mais lida e divulgada dos relatórios. De fato, há ainda um grupo de 35 autores principais, por sua vez chefiado por um número ainda menor de pessoas (Ver: Heaven and Earth: Global Warming, The Missing Science, Plimer, pp.20-23 e pp. 442-45).

O Summary de 1996 afirmava que: “[O] balanço dos indícios sugere que há uma discernível influência humana sobre o clima global”.

O furor na mídia foi instantâneo, crescendo a pressão dos grupos ambientalistas sobre governos. O que não era sabido é que um dos 35 autores principais acrescentou essa afirmação ao Capítulo 8 do Relatório depois que este foi concluído e dele apagou passagens que diziam:

Nenhum dos estudos citados acima mostrou indícios claros e modo a que possamos atribuir as mudanças observadas à causa específica do aumento nos gases do efeito estufa [e] nenhum estudo até hoje positivamente atribuiu toda ou parte da (mudança climática observada) a causas de origem humana [e] quaisquer alegações de detecção positiva e atribuição de causa de mudança climática significativa provavelmente continuarão controversas até que as incertezas na variabilidade natural total do sistema climático sejam reduzidas. [...] Quando será identificado um efeito antropogênico no clima? Não é surpresa que a melhor resposta a esta questão seja: “Nós não sabemos”.

O Wall Street Journal denunciou essa fraude num editorial intitulado “Coverup in the Greenhouse?”, mas a denúncia parece não ter arrefecido o ânimo do IPCC ou de Al Gore Jr.

Este continuou a sua muito rentável carreira de garoto-propaganda do apocalipse. Além do livro, lançou um documentário, An Inconvenient Truth (Uma Verdade Inconveniente), que contém pelo menos 35 erros factuais. Ele não se cansa de percorrer o mundo dando palestras, todas muito bem pagas.

O que nem todos sabem é que Al Gore Jr. fundou a sua própria corporação “verde”, a Generation Investment Management LLP, com sede em Londres. É também membro do conselho de uma empresa de energia renovável e foi diretor do grande banco de investimentos Lehman Brothers, muito ativo no mercado de créditos de carbono, até quebrar em 2008, na esteira do rompimento da bolha imobiliária. Gore[1] emergiu ileso da crise.


[1] Não sou afeito a trocadilhos com nomes ou sobrenomes de pessoas. Todavia, duas das várias acepções da palavra gore são, respectivamente, sujeira de qualquer tipo e sangue derramado em carnificina.



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domingo, 9 de julho de 2017

O ambientalista consciente

Richard Jakubaszko  
O Dr. Patrick Moore, que faz um notável depoimento no vídeo abaixo, foi fundador e o principal líder do Greenpeace nos anos 1980. Abandonou a entidade, no início dos anos 1990, desgostoso com o monstruoso apetite monetário que assolou os seus parceiros, ao mesmo tempo em que apoiavam de forma dramática a proibição dos gases CFC, depois aprovada pelo Protocolo de Montreal, em 1992.

No vídeo, Moore faz uma série de considerações sobre a mentira do século 21, especialmente sobre o CO2 , conforme também denuncio no livro "CO2 - aquecimento e mudanças climáticas, estão nos enganando?".
Leia, na parte abaixo do vídeo, meus comentários sobre a importância do CO2 , associado a ideias experimentais feitas pelos holandeses no início deste século.

COMENTÁRIOS DO BLOGUEIRO SOBRE O CO2:
Pois os holandeses, maiores produtores do mundo de flores em estufas, acreditando que CO2 é o gás da vida, e o mais importante alimento das plantas, adicionaram CO2 no interior das estufas. Levantaram a concentração do CO2 na atmosfera fechada (e controlada) dentro das estufas, de 350 ppm, para cerca de 700 e até 1.000 ppm (partes por milhão), ajudados por escapamentos de motores a combustão instalados ao lado das estufas, que jogavam fumaça para dentro das estufas.

Em poucas semanas os resultados apareceram: as tulipas cresciam mais rápido, e ficavam cerca de 20% maiores e mais bonitas, ou seja, tulipas exuberantes. Mas a experiência não deu certo, ou melhor, não trouxe os benefícios esperados, de se obter mais lucros, porque depois de colhidas não duravam nem 48 horas. Sofriam um estresse agudo (devido à mudança brusca de ambiente) e já chegavam às gôndolas dos supermercados e das floriculturas murchas, sem vida, e sem condições de serem vendidas aos consumidores.

Na razão direta da ideia dos holandeses, me ocorreu pesquisar na internet a causa de porque nos topos de morros e montanhas (Alpes, Andes etc.) não há quase vegetação, especialmente árvores, processo que é mais visível em montanhas com altitude superior a 2 mil metros em comparação ao nível do mar. Nessas altitudes a composição da atmosfera é diferente da existente ao nível do mar. Aqui em baixo, grosso modo, temos 78% de Nitrogênio e 21% de oxigênio. No total de 99% sobra 1% onde estão presentes todos os gases conhecidos, como Hélio, Hidrogênio, óxido Nitroso, Metano, Zircônio, mais um tanto de 20 outros gases, mais o abençoado CO2 , que corresponde a 0,035%, ou meros 350 ppm.

Já nas altitudes a presença de Nitrogênio e Oxigênio caem, sendo que o Oxigênio tem menos de 15%, por isso se chama de ar rarefeito, que deixa as pessoas e esportistas cansados quando estão por lá. Na verdade, nas altitudes há uma expansão dos gases, a troca de energia e calor tem pressão menor, e por isso o CO2 tem menor presença na composição da atmosfera, algo como 0,020% nas médias altitudes (3.000 metros) e menos ainda quanto mais alto for a montanha. Ocorre que as plantas precisam de um mínimo de 250 ppm para processarem o CO2 , ou seja, para fazer a fotossíntese, e nas altitudes não há CO2 suficiente para isso, portanto, essa é a razão de a vegetação ser rala nos topos de grandes montanhas.

Se considerarmos a Física como premissa de raciocínio, é só calcular o peso molecular do oxigênio ou do nitrogênio, muito mais leves do que o CO2. As medições citadas no parágrafo anterior são ao nível do mar. É por isso que 99,9% do CO2 encontra-se estocado em sedimentos marinhos, conforme tabela que publiquei na página 86 do livro "CO2 aquecimento e mudanças climáticas: estão nos enganando?". Tudo de acordo com o que está em http://www.physicalgeography.net/fundamentals/9r.html

Consequentemente, se a gente imaginar que essa utopia ambientalista de reduzir a emissão dos GEE fosse atingida, a composição da atmosfera no ambiente ao nível do mar provocaria quedas na presença de CO2 , e com isso inviabilizaria a agricultura em todo o mundo, aspecto que se reveste de uma enorme imbecilidade científica. Considere o leitor que a emissão total dos chamados GEE (200 bilhões de t/ano de CO2 equivalente), como CO2 , metano e óxido nitroso, é feita 97% pela natureza (proveniente dos mares, que correspondem a 71% da área do planeta, pelas florestas, e vulcões), enquanto que apenas 3% dos GEE são emitidos por todas as atividades humanas (como o dióxido de Carbono) expelido pelo automóveis, aviões e navios, pelas queimadas, pela criação de ruminantes, e até pela respiração humana.

Pergunto: como os ambientalistas do IPCC e os apoiadores do Acordo de Paris imaginam que os países irão "fazer esforços" para reduzir as emissões de GEE e mantermos um aquecimento inferior a 2ºC? Encontraram alguma fórmula mágica para controlar a natureza e proibir a emissão de CO2? Acreditam que a simples renovação da hipocrisia do Protocolo de Kiyoto vai alcançar este milagre? Ou depositam apenas fé inabalável nas tecnologias que pretendem vender aos países em desenvolvimento, a custos altíssimos, financiadas pelo mercado financeiro?

Na luta pelo poder político, e na busca insana do ganhar dinheiro a qualquer custo, a humanidade perdeu o pudor e enlouqueceu de vez.
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terça-feira, 26 de novembro de 2013

Dúvidas sobre fraturamento e xisto

Richard Jakubaszko  
Capturei o texto abaixo, Dúvidas sobre fraturamento e xisto, publicado no site do Greenpeace, ONG que atua no Brasil e no mundo inteiro com interesses econômicos e políticos nunca revelados. Reproduzo o texto, conforme foi publicado, e faço comentários diversos ao longo do mesmo, grafados em vermelho e em itálico, para diferenciar a minha opinião da opinião da Greenpeace, mas que eles publicaram como se fosse uma notícia séria. Que o leitor julgue a tendenciosidade dessa ONG internacional na defesa de seus patéticos postulados.
Ao leitor paraquedista, ou desavisado: este blogueiro, definitivamente, anda cada vez mais sociofóbico, e não aguenta mais tanta hipocrisia, sem contar a incompetência de gente como o pessoal do Greenpeace, que mete o bico em tudo o que vê.

Dúvidas sobre fraturamento e xisto:
ANP permitirá uso da técnica de fraturamento em 12ª Rodada de Licitações sem ter regulamentação ambiental
Legenda da ONG: Estima-se que a construção de gasodutos
dobrou na Pensilvânia, EUA, devido aos
investimentos na exploração do gás de xisto.
Legenda do blogueiro: por que essa ONG é contra
 investimentos, que geram empregos?
Terminou ontem (22/11/2013) a consulta pública (Ao que nos consta a ONG Greenpeace não fez nenhuma intervenção na área da consulta pública, e apenas prefere escandalizar na mídia) realizada pela ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) para a resolução que estabelece os critérios para perfuração de poços seguida do emprego do fraturamento hidráulico não convencional. A técnica que consiste na perfuração de rochas de folhelho – mais conhecido como ‘xisto’ – para a extração de gás natural poderá ser utilizada pelas empresas que ganharem a 12ª Rodada de Licitações. Mas o que está sendo pouco discutido (pouco discutido? E o que é uma consulta pública, se não um debate público?) é que esta tecnologia envolve riscos ambientais sem que haja uma regulamentação (regulamentação, não, é mentira, a ONG quer é proibir, né não? É só o que eles sabem fazer. No Brasil a gente devia imitar os russos e mandar prender todos esses ongueiros!) ambiental para o tema.

A ASIBAMA (Associação dos Servidores do Ibama), SINDIPETRO (Sindicato dos Petroleiros) e FIST (Frente Internacional dos Sem-Teto) denunciaram os impactos da fraturação, cobraram mais transparência (querem mais transparência do que a existente numa consulta pública? Mas o que é isso que desejam? Transparência translúcida?) da ANP e pediram diálogo (e a consulta pública o que é, não é diálogo com a sociedade? Ora, cáspita, reclamam de que?) sobre o tema com a sociedade civil. A audiência (onde houve mais debate...) aconteceu às vésperas da 12ª Rodada que acontecerá nos dias 28 e 29 de novembro.

Serão ofertados 240 blocos exploratórios localizados em 13 bacias sedimentares diferentes que poderão ter seus recursos naturais convencionais e não convencionais explorados. Segundo a própria ANP, a resolução “tem como objetivo permitir que a atividade seja realizada de forma segura, resguardando o meio ambiente, sobretudo as formações hídricas.”

No entanto (aqui começam as contrariedades dessa ONG...), diversas organizações ambientais, entre elas o Greenpeace (até parece que são sérios...), identificaram problemas tanto no processo do leilão (que problemas serão esses, ó caras pálidas do Greenpeace?, vocês não dizem, só insinuam, e de forma maledicente...) quanto no uso da tecnologia que será utilizada. “Embora as primeiras experiências com fracking datem da década de 1940, o uso em larga escala desta tecnologia ocorreu apenas nos anos 2000 e seus impactos ainda foram pouco estudados”, afirmou Ricardo Baitelo, coordenadora (sic) da Campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil. (agora começa a ficar claro, eles são contra o fracking; não sabem o que é, mas "suspeitam" que seja algo ruim... Bom, até pode ser, mas é uma tecnologia dos anos 40, né? Deve ter envelhecido...).

As técnicas utilizadas têm resultado na contaminação de lençóis freáticos (mentira! Até agora se desconhece qualquer contaminação, são apenas suspeitas de que "pode" contaminar; então proíba-se, seguindo o dogma da maledeta da precaução?) devido às substâncias químicas utilizadas – mais de 600 produtos químicos, (quem contou todos esses produtos? Que exagero!) areia (e areia é ruim? Essa é boa...) e outros elementos pouco testados – como bário e arsênio. Além do uso intensivo de água, há também questões relacionadas à proximidade dos blocos exploratórios a conjuntos significativos de territórios tradicionais, indígenas, quilombolas e campesinos (outra mentirinha inocente... É isso que incomoda? Ah! E quem são esses campesinos? No Brasil não existe isso, gente do Greenpeace, aqui é Agricultura Familiar).

“Estas populações não foram consultadas (e a consulta pública é o quê? Nem o Greenpeace e nem essas "populações" foram lá opinar, não é? Agora querem manchetes, criticam e escandalizam. Que vitimosidade é essa?) sobre a instalação destes empreendimentos em seus territórios, agravando os conflitos socioambientais (conflitos que o Greenpeace cria, todo dia inventam uma novidade...) que já existem devido à cadeia de petróleo e gás”, disse Baitelo. Há que se considerar também que a exploração do gás de xisto permite vazamento do gás metano (metano não é gás poluente, é da natureza, existe em vulcões, em lixões, nas florestas tropicais, em arrozais, na flatulência bovina e humana...), colaborando para o aumento das emissões de gases estufa e contribuindo para o aquecimento global (essa é  maior mentira, não há aquecimento global, o ambientalista James Lovelock já admitiu que exagerou, mas o Greenpeace não deu bola e continua mentindo. Qual é o interesse? É que eles só são a favor da energia nuclear, sabia disso leitor?).

O Plano Decenal de Energia publicado prevê o aumento em 40% do gás natural na matriz energética para abastecer as termelétricas. “O gás convencional seria mais do que suficiente (Essa é mais uma opinião do Greenpeace, e ninguém pediu a opinião furada deles) para abastecer a matriz nacional e não há a necessidade de investir em fraturamento, uma tecnologia insegura, desconhecida (ué, mas não é tecnologia velha, existente desde 1940, e ninguém conhece?) e que não conta com regulamentação”, concluiu Baitelo. (ó Baitelo: vai encher o saco dos americanos, quero ver se vocês tem coragem disso.)

No link a seguir o leitor encontrará o post “Desconfie sempre das ONGs” publicado neste blog em 16/4/2011: http://richardjakubaszko.blogspot.com.br/2011/04/desconfie-sempre-das-ongs.html
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