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segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

O futuro breve da agricultura brasileira

Richard Jakubaszko   
A perspectiva da agricultura brasileira nos próximos 10 a 20 anos, do ponto de vista de se obter ganhos de produtividade e tornar o agro competitivo e sustentável, é o tema central da entrevista com o engenheiro agrônomo Marcelo Batistela, diretor de Marketing da Basf no Brasil.

A clareza de raciocínio de Marcelo, aliada à facilidade de explicar essas questões de forma sintética, tornam essa entrevista uma das melhores que já realizei, e que foi publicada em outubro último no Portal DBO, mas passou de certa forma desapercebida das lideranças do agro, diante do tsunami que foram as nossas últimas eleições.

Por isso, disponibilizo aqui no blog essa entrevista, pois é uma forma de divulgar aos integrantes do agro quais as tendências e o que pensam as grandes multinacionais do setor, da qual a Basf se destaca por ser a maior indústria química do mundo, mas que anda a investir na biologia, dentro do que se conhece hoje como controle biológico de pragas.

Assistam ao vídeo e conheçam um pouco do que é a agricultura brasileira, da qual devemos ter orgulho:

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quinta-feira, 1 de março de 2018

As fusões entre empresas de agroquímicos

José Geraldo Caetano *
Fusões e aquisições no segmento de Agroquímicos “sumiram” com mais de 30 grandes empresas no setor (desde os anos 1990 aos dias atuais) e resultaram em apenas quatro gigantes do setor no mundo inteiro:

Basf
Bayer
Corteva
Syngenta


No quadro abaixo uma ideia de como foi esse processo de compras, fusões e incorporações. Não estão nessa história, por exemplo, a Union Carbide e Roussel Uclaft, absorvidas pela Rhodia (depois Aventis, e hoje Bayer), Uniroyal e Cheminova, compradas pela FMC, e nem as inúmeras empresas de sementes de milho, como Agroceres no Brasil e outras gigantes dos EUA, compradas pela Monsanto (hoje Bayer). Bayer e ChemChina serão as duas maiores do mundo.

* o autor é engenheiro agrônomo e executivo de contas na DBO Editores.
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segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Paradigmas e desafios da segurança alimentar e da agricultura


Eduardo Leduc *

A crescente demanda, o desperdício e o mau aproveitamento dos alimentos formam um paradigma de difícil resolução para se garantir uma segurança alimentar adequada para a população mundial. De um lado, temos 870 milhões de pessoas sem acesso às quantidades mínimas de alimentação. De outro, 1,5 bilhão com sobrepeso ou obesos no mundo. Até 2050, o mundo precisa aumentar em 60% a produção agrícola, mas hoje perdemos por volta de 50% do alimento produzido. Os dados são da Food Agriculture Organization (FAO) da Organização das Nações Unidas (ONU). Um recente estudo do Instituto Akatu mostra que no Brasil, depois que os agricultores trabalham intensamente para produzir alimentos, perdemos 44% da produção pela falta de eficiência e educação fora da porteira. Se ainda adicionarmos mais 15% a 30% de perdas devido ao ataque de pragas e doenças durante o processo de produção, podemos concluir que o que mais precisamos fazer para garantir a segurança alimentar é evitar as perdas e os desperdícios.

Os dados acima demonstram que erramos em focar no pilar ambiental como ponto crucial da sustentabilidade na agricultura. Atualmente tornou-se evidente que temos um problema social muito mais grave e que necessita de investimentos consistentes em acesso a alimentos, redução de perdas e educação alimentar. Isso fica evidente ao observarmos o quanto perdemos de alimentos no transporte, no armazenamento, na indústria de processamento, nos supermercados, restaurantes e dentro de nossas próprias cozinhas e geladeiras.

Pensando no pilar econômico da segurança alimentar, no mundo temos 2,5 bilhões de pessoas que sofrem de deficiência de nutrientes. De acordo também com a FAO, o custo dessa deficiência representa 5% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial ou US$ 3,5 trilhões. Crianças com deficiência nutricional apresentam problemas de aprendizagem crônicos, o que limita sua contribuição para a sociedade na fase adulta. Ainda não se tem dados precisos do custo social da obesidade adulta e infantil, porém alguns estudos já apontam também para 5% do PIB devido aos graves problemas de saúde, dificuldade no trabalho e de mobilidade. É assustador observar que em países emergentes e com problemas sociais e econômicos graves como no México e na própria China, a obesidade infantil evolui de forma acelerada mostrando a urgência de investimentos em educação ou reeducação alimentar, uma vez que o problema não é mais o acesso, e sim, o tipo ou excesso de consumo.
 

Se levarmos em conta que em 2050 seremos 9,3 bilhões de pessoas no planeta, com mais longevidade, urbanização, maior poder aquisitivo e mudanças de hábitos alimentares, isso impactará consideravelmente o agronegócio. De acordo com um estudo de 2012 do International Prevention Research Institute (iPRI), haverá um aumento de cerca de 160% no consumo de carne na Ásia comparando os dados de 2010 versus 2050. Os grãos produzidos no Brasil alimentarão grande parte dos suínos e aves que os asiáticos vão consumir e aumentará também o consumo mundial de fibras e cereais.

Os agricultores brasileiros estão, a cada ano, produzindo alimentos em maior quantidade e qualidade e o incremento de produtividade foi muito superior ao aumento da área plantada. Embora geneticamente as sementes atuais apresentem maior potencial de produtividade do que os alcançados no momento, as grandes culturas mostram dificuldade em continuar aumentando a produtividade na mesma velocidade devido aos fatores externos não controlados pelo agricultor.

Para que tenhamos maior disponibilidade e segurança alimentar nas próximas décadas será fundamental focarmos também na eficiência “fora da porteira”, bem como fomentar o uso de tecnologia pelos pequenos e médios produtores, que ainda produzem muito pouco por unidade de área por falta de acesso a tecnologia e financiamento. Este cenário os torna ainda menos competitivos gerando novamente um problema social. Hoje fica claro que a pequena propriedade só será sustentável se tiver alta produtividade e qualidade diferenciada, o que também é um paradigma aos que imaginavam que o pequeno produtor deveria se manter alienado da realidade e da tecnologia para produzir de forma “romântica”, como se fazia há 50 anos. Aqui o conhecimento técnico e financeiro do cooperativismo é a forma mais viável e pragmática de acelerar este processo.

Outro ponto relevante para reflexão é um estudo do NOAA - National Oceanic and Atmospheric Administration - United States Department of Commerce, que observa o aumento da frequência de adversidades climáticas, como o El Niño. Isso requer ainda maior investimento em pesquisa e inovação para não diminuir a produtividade agrícola e torna o cenário mais desafiador do que temos hoje em dia. Isto significa que precisaremos de uma agricultura e agricultores mais resilientes para enfrentar os problemas climáticos cada vez frequentes. O seguro agrícola, por exemplo, torna-se uma ferramenta indispensável para a estabilidade econômica do produtor e para uma oferta menos oscilante de alimentos e seus preços.

Com todo este cenário, o Brasil passa a ter um papel estratégico ainda maior já que as terras verdes e amarelas serão responsáveis por 40% dos 20% adicionais de alimento que o mundo deverá produzir, segundo a FAO, até 2050.

Porém, isto desperta outro paradigma pouco abordado na segurança alimentar dos brasileiros que é que o fato do agricultor depender quase que totalmente de insumos importados, pois não houve nenhuma preocupação em atrair ou estimular nossa indústria a investir na produção de insumos agrícolas localmente e sim um estímulo à importação e investimentos fora do País, o que contribui para a nossa dependência e insegurança alimentar.

O ponto positivo de todas estas questões e paradigmas é que no caso do Brasil, todos os temas abordados acima têm soluções e dependem quase que exclusivamente das decisões dos próprios brasileiros para solucioná-los. Basta um plano de 10 anos feito de forma técnica e pragmática com foco e competência na sua implementação. Quando a eleição se aproxima é um ótimo momento para se cobrar dos que prometeram, garantindo assim que estes temas estejam na prioridade do novo governo.



* o autor é vice-presidente Sênior da Unidade de Proteção de Cultivos da BASF para a América Latina e de Sustentabilidade para a América do Sul.
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terça-feira, 10 de julho de 2012

Planeta Faminto II

Richard Jakubaszko
A Basf lançou o vídeo Planeta Faminto II, informando mais alguns números sobre o impressionante desempenho dos produtores rurais brasileiros na produção de alimentos. E deixa claro que há muitos desafios a serem suplantados para que se possa alimentar uma superpopulação de 9,3 bilhões de pessoas no ano de 2.050.

Não é tanto tempo assim à frente: quem tem hoje 20 anos, terá 58 na metade do século XXI, e vai pagar muito mais caro por comida quando esse tempo chegar. Imagine só uma conversa entre um avô sexagenário e seu neto de 12 anos, lá por 2.055, será mais ou menos assim:
Vô - "no meu tempo de jovem, quando comecei a trabalhar, gastava 10% do que ganhava com comida, hoje ganho muito mais, mas gasto de 30 a 40% para comer. A vida era muito melhor naquele tempo..."

O visitante do blog pode assistir o vídeo abaixo e depois comentar.

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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Os gigantescos desafios da agricultura

Richard Jakubaszko 
Recebo e-mail do meu amigo Roberto Araújo, da Basf, no qual informa que a empresa produziu um vídeo e publicaram o mesmo no Youtube para visitação dos interessados.
O vídeo mostra com simplicidade de comunicação e dados estatísticos tudo aquilo que tenho escrito aqui no blog, desde 2007, sobre a necessidade de se produzir alimentos.

A ficha técnica do vídeo:
Cliente: BASF Agro
Produto: Institucional
Título: Um Planeta Faminto e a Agricultura Brasileira
Direção de atendimento: Alberto Meneghetti (e21/MTCom)
Roteiro: Roberto Araújo (BASF)
Produção: Maristela Mello e Janine Xavier
Produtora: ZAP Filmes
Aprovação: Adriana Book e Roberto Araújo
Categoria: Science & Tecnology


Vejam lá, vale a pena: