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domingo, 14 de outubro de 2018

Por que Bolsonaro não pode ir a debates?

Fernando Brito

Deus acima de tudo, Bolsonaro?

- Sr. Candidato, o seu slogan é Deus acima de tudo e o senhor repete todo o tempo que é católico. No entanto, o senhor chamou uma das pessoas mais respeitadas da Igreja, o cardeal D. Paulo Evaristo Arns, morto há dois anos, de “desocupado”, “vagabundo” e “megapicareta” durante discurso no plenário da Câmara. O senhor acha que quem se proclama católico pode falar assim de um dos mais altos líderes da Igreja Católica?

Não é “Fake News”. Está na página 19 do Diário da Câmara dos Deputados de 20 de março de 1998, que pode ser vista aqui. ( http://imagem.camara.gov.br/Imagem/d/pdf/DCD20MAR1998.pdf#page=19 )

Disse ele:
Como ainda tenho tempo, existe outro “megapicareta” chamado D. Paulo Evaristo Ams, que teve a cara-de-pau de publicar carta aos leitores do jornal Folha de S.Paulo de ontem, assinada por mais 155 desocupados como ele, criticando minha possível eleição para a Presidência da Comissão de Direitos Humanos. E apela a Fernando Henrique Cardoso para que tome as providências legais a fim de que eu não assuma a presidência daquela importante Comissão, que defende os direitos humanos de vagabundos, D. Paulo Evaristo Arns, que parece que têm as chaves da porta do céu. Na verdade, as chaves que ele tem na cintura são da porta do inferno. Então, esse D. Paulo Evaristo Arns deve recolher-se à sua insignificância, ao seu trabalho demagogo…

Advertido que seu tempo na tribuna estava acabando, ele prosseguiu:

Como ia dizendo, ele deve deixar que o Congresso Nacional e o Poder Executivo cuidem de suas obrigações, e ele que continue fazendo sua demagogia, que lhe é peculiar e que, no meu entender, não leva ninguém à salvação. Muito pelo contrário.

Como a Câmara não registra palavrões, o boletim ressalta que o “texto [foi] escoimado de expressões anti-regimentais”. Deixo a cada um imaginar o que eram.

Será que algum católico pode acreditar em quem chama D. Paulo de “picareta desocupado” e que seu cardeal levava as chaves do Inferno à cintura?

* o autor é jornalista, editor do blog Tijolaço.
Publicado no Tijolaço: http://www.tijolaco.com.br/blog/deus-acima-de-tudo-bolsonaro/

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terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Cidadania, uma hipocrisia que vive de preconceitos

Egydio Schwade *
A sociedade que promove a “cidadania” vive cheia de preconceitos e a maioria das ações do cidadão são ações contra a “Mãe-Terra”.
Aquele que traz a comida à mesa do cidadão ao longo dos séculos, não é ele o objeto de expressões de desprezo como: “jeca-tatu” ou “vá plantar batatas”?

 
Não é a nossa “Mãe-Terra” apenas “sujeira” que deve ser enxotada pela vassoura e ser coberta pelo asfalto e pelo cimento-cidadão? Quem busca a cidade não busca logo a “cidadania”, isto é, (des)envolvimento, que significa cobrir a terra com asfalto, o chão da casa e o pátio com cimento, para não mais se envolver com a Terra?

 
Não é melhor pago aquele que vive fora desta “sujeira” da “Mãe-terra” e quanto mais longe dela melhor pagamento “merece”? Tem alguma razão séria para dar um salário de mais de R$ 30 mil reais a um membro do Supremo Tribunal Federal e nem se preocupar pelo salário do “plantador de batatas” que traz a comida à mesa?

 
O Estado não deve ser governado por um cidadão (des)envolvido da terra? Um “jeca-tatu”, um “plantador de batatas” candidato a Presidente, nem pensar! Desde o tempo dos romanos todo o governo é comandado por cidadãos e no Ocidente por cidadãos cristãos, cujos contrários são sintomaticamente “pagãos”.

 
Existe preconceito maior do que aquele usado contra os povos que não desejam cidade alguma, de cujos territórios, desde 1500, Governo e latifundiários se apropriam como se fossem “vazios demográficos”? O agronegócio, a mineração, projetos hidrelétricos, instalados em seu lugar, devastam a floresta, envenenam a Terra, saqueiam os recursos naturais e consomem a maior fatia do PIB – Produto Interno Bruto, não são eles cria do cidadão e apenas comida para o Estado-cidadão?

 
A cidadania está montada sobre preconceitos. O conceito de cidadania como objetivo da humanidade, deve ser banido, não fomentado. Ele fomenta, não a Economia, mas a Crematística, a queima dos recursos naturais, o aliciamento, ou a expulsão do homem do campo, a depredação do meio ambiente, a burocracia inútil e inerte... Enquanto os cidadãos não se derem conta de sua realidade de “micróbios”, causadores das doenças e chagas incuráveis que assolam o Planeta e dela não abdicarem, a Mãe-Terra e seus recursos serão saqueados, os agricultores familiares serão prejudicados para beneficiar latifundiários que contaminam a comida, não praticam agricultura, mas apenas negoceiam, escondidos em escritórios urbanos.

 
O cidadão vive em quadriláteros. Aprofunda-se na “ciência” de seus quadriláteros e, talvez, por isso julga-se mais sábio do que o homem do campo, que se defronta incessantemente com esta imensa variedade de desenhos geográficos em meio a qual se sente humildemente um ignorante.

Que sentido tem nomear uma pessoa que passou a sua vida inteira em gabinetes ou em escolas urbanas, Ministro da Agricultura, dirigente do IBAMA, ou de qualquer órgão que tem como função zelar e apoiar a vida na Terra? Não passa de fomento ao preconceito contra os agricultores?

 
Aqui no município de Presidente Figueiredo, há uma comunidade, Terra Santa, que contra todas as leis do país está sendo despejada de seus direitos e terras, assim como o foram os indígenas que até 50 anos atrás eram os donos deste território e ate 500 anos atrás, de toda a terra brasileira. Há cinco anos, os dirigentes de pelo menos uma dezena de órgãos públicos, existentes para solucionar a situação da Terra Santa, sabem onde está sua obrigação. Não fazem justiça porque trancados em seus escritórios cidadãos, não sentem a aflição e a injustiça do povo pagão e por isso apenas “monitoram” à distancia. Quem aflige a comunidade é um madeireiro, fora da lei, que saqueia a floresta e impune prossegue em sua ação criminosa, protegido pelos interesses dos cidadãos que comandam os órgãos da justiça de plantão. E não faltam escritórios cheios de especialistas, mas com medo de mudar de lugar para enxergarem a realidade que devem julgar. Assim a Terra Santa aguarda há seis anos a justiça apenas “manipulada”, “monitorada” e adiada pelo cidadão...

 
Recentemente, no Baixo Tapajós, junto com um amigo engenheiro ambiental, contamos 40 pequenas embarcações, abastecendo 3 navios pesqueiros. Uma evidente infração à vida do rio e dos recursos necessários para filhos e netos dos “pagãos” da região. Questionado, um agente do IBAMA justificava a sua inércia diante da situação de depredação: “infelizmente, eles tem autorização!” E quem forneceu este documento de autorização criminosa? Um cidadão que não tem compromisso com as necessidades presentes e futuras das pessoas do interior. Ele é um cidadão e só por isso é o único que “sabe e decide”.

 
Está aí Manaus, a Zona Franca, um Grande Projeto da Ditadura Militar que desocupou o interior da Amazônia, deixando-o livre para o saque das riquezas naturais.

 
O cidadão é essencialmente arrogante diante da Mãe-Terra. Quer vê-la sob o cimento ou sob o asfalto. É essencialmente depredador da natureza, preconceituoso contra quem vive da terra e na terra. Monitora os prejuízos, faz de conta que se interessa, mas não os soluciona. Vive de fazer belos projetos sobre a Terra, projetos para fazer dinheiro, ou transformar a Terra em cinza, como se os seus recursos não tivessem fim. É a Crematística, a “Economia” do Estado.

 
Enquanto houver metrópoles nunca se irá às causas ultimas dos males que afligem o planeta Terra. Sempre haverá depredação do meio ambiente, produtos químicos na mesa. O preconceito, o consumismo e o (des)envolvimento reinarão sobre o “pagão”. Porque a metrópole é inimiga essencial da Terra.

 
Quem vai banhar na Corredeira do Urubuí, em Presidente Figueiredo/AM, pare um pouco antes da ponte sobre o rio. Ali onde estava a caixa de lixo. Num só golpe de vista, sobre 10 metros de distância, tem a visão do resultado de três modelos, ou paradigmas, da atividade humana sobre a Mãe-Terra. Lá no fundo, a “terra-preta”, resultado do paradigma do “envolvimento”, de quem se envolveu com a terra, projetando o Bem-Viver sobre ela, numa perspectiva de gerações sem fim. No meio, o paradigma do “consumo”, a lixeira avançando sobre a Terra, inclusive sobre a “terra-preta”. Cá e lá ainda permite a vida de uma fruteira: um pé de ingá, um teimoso mamoeiro, ou um pé de girimum... Finalmente, onde estamos parados, observando tudo, o paradigma do (des)envolvimento, o asfalto cobrindo tudo. Onde nada mais cresce e vive. O objetivo último do cidadão é a metrópole, a nossa Casa Comum transformada em lixeira, ou na infertilidade ou ausência total de vida.

Finalmente, fica o Feliz Natal de Paulo Apóstolo aos cristãos:

“Nós somos a merda do mundo, o lixo de todos (ICor.4,13). O que há de louco no mundo, Deus o escolheu para fazer vergonha aos sábios e o que há de fraco no mundo, Deus o escolheu para fazer vergonha aos fortes. O que há de mais ordinário no mundo, o menosprezado, o que não existe, Deus o escolheu para reduzir a nada o que existe! (I Cor.1.26-28)”. (Tradução do historiador Eduardo Hoornaert em ”As Origens do Cristianismo” pg. 50).

 
* o autor é padre pertencente à ordem religiosa dos Jesuítas, indigenista, ambientalista, fundador da ONG Amazônia Nativa, e apicultor em Presidente Figueiredo/AM.

Outros textos do autor, em Casa da Cultura do Urubuí – Cacuí - http://www.urubui.blogspot.com/

COMENTÁRIOS DO BLOGUEIRO:
Concordo em gênero, número e (parcialmente) grau com o autor, a quem não conheço pessoalmente, mas temos afinidades familiares, pois é sogro de uma de minhas filhas. Como este é um blog de debate, e por achar interessante o texto, publico o mesmo exercendo meu entendimento nas letras abaixo:

O que ocorre na nossa Amazônia é fruto da desmesurada necessidade humana da acumulação de bens e patrimônios, apontada pelo autor como a Crematística, já identificada pelos filósofos gregos aristotélicos como algo prazeroso. Se a Crematística já era um problema naquela época, 3 mil anos atrás, quando a população mundial não chegava a 30 milhões de habitantes, imaginemos hoje, com 7,4 bilhões.

O ser humano é o único integrante da natureza que tem o vício da acumulação, com a notável exceção à regra das formigas e abelhas. Afora esse quesito, um mero detalhe, e da filosofia à parte de Epicuro (que explico abaixo), a humanidade explodiu o crescimento demográfico a partir do século XVIII, quando atingiu seu primeiro bilhão de habitantes, e não parou mais, apoiada pelo incentivo Divino dito a Moisés, de "Crescei e multiplicai-vos", com aval da Igreja Católica Apostólica Romana, que considera um dogma a proibição de uso de anticoncepcionais. Com o consumismo dos atuais 7,4 bilhões de bocas (excluídos cerca de 1 bilhão que passam fome), mais a corrupção dos agentes de governo e empresários, chegamos ao limite do planeta nos seus serviços ambientais. Vamos precisar de um outro planeta para alimentar essa sociedade extra que está chegando.

Tenho sempre em mente um pensamento de Epicuro:


Epicuro foi o fundador do hedonismo, pensamento que está essencialmente ligado às necessidades e aos prazeres dos humanos. Destacava ele que existem três coisas naturais, sendo que a primeira é natural e essencial, sem o qual morremos, como água e alimento; a segunda é natural e não essencial, como sexo e alimento (inclusive bebidas alcoólicas, como vinho e cerveja) que nos trazem prazeres, mas sobrevivemos se eles não existirem.

E a terceira é não natural (mas é humana) e não essencial, como drogas alucinógenas (como meio de fuga da realidade) e posses de bens materiais, que redundam no consumismo, causa da grande maioria das frustrações humanas, pois é impossível possuirmos tudo o que queremos e desejamos.

O consumismo possui uma denominação contemporânea eufemística, que é chamada de supérfluo.
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quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Dom Paulo Evaristo Arns

Richard Jakubaszko
Adeus, Dom Evaristo.
RIP.
Com certeza, sua passagem entre nós valeu a pena, pois construiu, liderou, deu exemplos, contestou injustiças, propôs soluções.

Deixou saudades, mais que isto transmitiu ensinamentos, dignos de um Cardeal da Esperança.

Se alguém, hoje, no dia de seu desembarque, verteu lágrimas, foi por gratidão.

Foi-se aos 95, dizia que estava preparado, mas não tinha medo, apenas que não tinha pressa.

Foi o "último dos nossos heróis", aquele a quem a ditadura jamais conseguiu dobrar. Um ícone progressista da igreja e da paz.
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sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Cardeal Pell: “A Igreja não tem mandato divino para falar sobre questões científicas”


Luis Dufaur
O cardeal George Pell, Arcebispo de Sydney e “ministro da Economia” do Vaticano, foi entrevistado pelo jornal econômico “Financial Times” no mesmo dia em que apresentou o estado das contas da Santa Sé.

Na oportunidade, falando a propósito da encíclica “Laudato si'”, o purpurado esclareceu que “a Igreja não tem mandato do Senhor para se pronunciar sobre questões científicas”, segundo noticiou o site Vatican insider.

O “Financial Times” entendeu que o cardeal se distanciou assim da “revolucionaria encíclica do Papa, que pede uma ação global contra a mudança climática”.

O cardeal afirmou sobre a Laudato si': “Há partes que são belíssimas. Mas a Igreja não tem competência alguma especial em matéria de ciência. A Igreja não tem um mandato do Senhor para se pronunciar sobre questões científicas. Nós acreditamos na autonomia da ciência”.

Na mesma ocasião, o Cardeal Pell concedeu entrevista ao site Crux sobre outro aspecto da Encíclica: o agudo anticapitalismo da ‘Laudato si’, acentuado pela subsequente viagem pontifícia à América do Sul.

“O mercado está longe de ser perfeito, mas temos assistido a níveis historicamente sem precedentes de prosperidade atingidos por causa da disseminação global do capitalismo e pelo aumento da liberdade para os mercados. O crescimento na China e na Índia, por exemplo, é real e maravilhoso”, defendeu o “ministro de Economia” designado pelo Papa Francisco.

Ele afastou-se assim do anticapitalismo ecoado em diversos parágrafos da ‘Laudato si’.

“Não podemos nos considerar garantidos no ‘Primeiro Mundo’, mas nas linhas gerais atingimos um bom nível de vida e não podemos esquecer isso”, acrescentou o cardeal.

O site Crux, de tendência anticapitalista, observou para o Cardeal Pell que o Papa Francisco usou na América Latina uma retórica carregada do que ele próprio qualificou de “falhas do sistema capitalista”.

O cardeal respondeu que isso podia ser atribuído a “fracassos pontuais” na América do Sul, como na Argentina.

De fato, se há falhas pronunciadas na economia argentina, elas não devem ser atribuídas ao capitalismo, mas ao socialismo populista que avança na nação platina, associado às diversas correntes da Teologia da Libertação – entre elas a teologia do povo, do Papa Francisco –, apesar de desacordos pontuais entre uma tendência e outra.

O purpurado também refutou aspectos negativos da “Igreja pobre para os pobres”, enfatizada pelo Papa.

“Uma das melhores maneiras de elevar os pobres consiste em melhorar a economia. Mas se somos desorganizados, incompetentes e, além dos mais, pobres, não seremos capazes de auxiliar quem quer que seja”, completou o lúcido cardeal australiano.

Publicado originalmente no site Ecologia Clima Aquecimento; http://ecologia-clima-aquecimento.blogspot.com.br/2015/09/cardeal-pell-igreja-nao-tem-mandato.html

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domingo, 13 de setembro de 2015

Papa Francisco: “Dói na minha alma quando vejo desmatamento”.

Richard Jakubaszko
Durante entrevista a uma emissora de rádio, a rádio Paroquial Virgem del Carmen, em Campo Gallo, da província de Santiago del Estero, ao norte da Argentina, dia 8 de agosto último, o Papa Francisco falou como um cidadão comum. Não falou como Papa. Até porque, se falou como Papa, como diz meu amigo Evaristo de Miranda, está muito mal assessorado. Francisco acentuou que “a preservação do meio ambiente deve prevalecer sobre os ganhos financeiros”. Por isso, “dói na alma do Papa ver desmatamento para a plantação de soja”, afirma. Francisco prognosticou que “Demoraremos milhares de anos para recuperar as florestas”. E pediu: “Cuidem das árvores e da água”.

Data vênia Papa Francisco, devo informar Vossa Santidade alguns equívocos relevantes que se repetiram na citada entrevista. Esses equívocos também se encontravam em vossa encíclica, a Laudato Si. Com o exercício de 50 anos de jornalismo especializado na agropecuária, exaspera-me encontrar na mídia essas críticas infundadas e recorrentes, que levam ao senso comum recorrente.

A questão é um paradoxo, Papa Francisco. Ou se planta, ou muita gente vai morrer de fome, pois os cidadãos urbanos empilhados em prédios nas grandes cidades ainda não encontraram alternativa para essa necessidade humana. A população mundial, como se sabe, cresce a olhos vistos, confirmação feita pelas estatísticas de entidades como a ONU. Lamentavelmente, apenas 1,2 bilhões de humanos no planeta são católicos, e estão localizados majoritariamente no Ocidente, como nas Américas e na Europa. Nos países da Ásia e África, onde a fé cristã não é majoritária, o crescimento demográfico é ainda maior do que nos países de fé católica. Os católicos, especialmente europeus, parecem não obedecer ao dogma milenar de “crescei e multiplicai-vos”, e andam reduzindo a velocidade do crescimento demográfico em seus países. Mas só isso não impede a necessidade de aumentar as áreas de plantio para se produzir mais alimentos.

Posto isto, Papa Francisco, permita-me comentar:
1 – antes de faltar água, faltará comida para os 7,3 bilhões de pessoas que povoam hoje o planeta. O crescimento demográfico ainda é elevado, porque a expectativa média de vida cresceu substancialmente nas últimas décadas. Se, um século atrás, grosso modo, 2,0% de taxa de crescimento sobre 2 bilhões de pessoas era suportável, hoje com 7,3 bilhões e uma taxa demográfica de 1,7% é suicídio coletivo. No primeiro caso, tínhamos 40 milhões de novas almas/ano. Na taxa atual são 124,7 milhões de pessoas/ano. Insuportável, Papa Francisco, reconheçamos, os percentuais não nos revelam a realidade.

2 – Vai faltar terra agricultável para plantar alimentos, Papa Francisco. Onde há terra disponível, como na África ou China, falta água, porque Deus e a natureza não abençoaram essas regiões de forma igual, como no Brasil e na sua Argentina. Para se fazer agricultura precisa-se de terra, sol e água. Na falta de um desses três elementos não se produz alimentos, nem por milagre.

3 – Agricultores no mundo inteiro estão envelhecendo, e seus filhos não querem seguir a carreira paterna. Cada vez há menos agricultores no mundo, porque o trabalho rural é estafante, mesmo com as modernas tecnologias, e isolado, sendo que as pessoas querem ser gregárias nas urbes.

4 – Agricultores também podem e devem ganhar dinheiro como sustento de seu trabalho, e eles fazem isso. Mas é uma atividade incerta, Papa Francisco, pelas manipulações dos compradores, ou pelos malfeitos do clima, ora amigo, ora inimigo. E isso é milenar, acontecia no antigo Egito, como já sabemos. Agricultores não fazem o preço daquilo que produzem, o mercado faz isso, e esse mercado tem incentivado com bons preços a remuneração dos agricultores em todo o mundo. Mas os insumos, Papa Francisco, os fertilizantes, sementes, agroquímicos, máquinas, que trazem novas tecnologias, para produzir mais, na mesma área, tratam de socializar esse lucro justo que seria dos produtores rurais.

5 – O paradoxo maior está em se limitar as áreas novas de plantio. O Brasil fez isso, Papa Francisco, criou o Código Florestal, mas o mundo inteiro não copiou essa nossa jabuticaba. A gente fez essa lei agora, Papa Francisco, mas o Brasil nem precisava, pois mais de 60% do território brasileiro ainda é de floresta original, de quando os lusitanos aqui chegaram em 1500. Na Europa as reservas florestais são inferiores a 1% do território, portanto, vosso aviso chegou tarde para eles.

6 – As áreas florestadas jamais serão recompostas, Papa Francisco. Isso é um desiderato utópico de Vossa Santidade e de todos os ambientalistas. A humanidade, tal e qual um formigueiro, irá depredar tudo à sua volta, como Vossa Santidade criticou na encíclica, pelo consumismo perdulário,

7 – As áreas brasileiras desmatadas não foram para plantar soja, Papa Francisco, porque uma árvore quando derrubada deixa um toco na superfície, mas cheio de raízes. Estas devem apodrecer por um mínimo de 5 a 10 anos antes que se possa arrancar as raízes do solo profundo. E soja, Papa Francisco é uma lavoura onde 100% do que se faz é mecanizado. São máquinas caras e sofisticas, Papa Francisco, custam fortunas, mas são “enjoadas”, elas não conseguem trabalhar em solos onde há tocos de árvores decepadas pelos madeireiros, porque agricultores não derrubam árvores, pelo contrário, até plantam muitas árvores, como macieiras, laranjeiras, pessegueiros e cafeeiros e até mesmo eucaliptos.

8 – Os preços de terras estão pela hora da morte Papa Francisco, fruto da especulação financeira. Agricultores, para sobreviver na atividade, precisam plantar com alta produtividade, usando os tais insumos caríssimos, e se tentarem ludibriar a natureza, usando menos tecnologias, terão baixa produtividade, e com isso abrem falência, perdem a terra para os bancos que emprestaram dinheiro para a compra dos insumos, e a quem deram sua terra como garantia. Até recentemente, Papa Francisco, os agricultores buscavam terras mais baratas em áreas novas, e toda década tinha uma fronteira agrícola nova no Brasil, mas isso agora acabou. Acabou por dois motivos, Papa Francisco, primeiro, porque todas as áreas novas já estão praticamente ocupadas, no Brasil e no planeta inteiro. Segundo, que nas áreas ainda disponíveis no Brasil e na Argentina, além de caríssimas, são terras ruins de pastagens degradadas. E no Brasil ainda tem as limitações do Código Florestal, como a Reserva Legal para mata natural, de no mínimo 20% no Sul e Sudeste, de 50% em regiões como o Pantanal e algumas do Brasil Central, e de até 80% na Amazônia.

9 – Vossa Santidade ficará com dó na alma quando mais pessoas, além de 1 bilhão de pessoas, como ocorre hoje, vierem a passar fome, enquanto nós brasileiros estaremos admirando nossas verdes e intocáveis florestas tropicais? Ou Vossa Santidade dará apoio aos países desenvolvidos que iniciarão movimento de confiscar a Amazônia dos brasileiros, porque eles não a exploram convenientemente? Esse movimento já existe Santidade, apesar de tímido.

10 – Desculpe-me pela ironia acima, Papa Francisco, mas essa é a realidade, é que escrevi todas essas coisas acima, e outras mais, em meu novo livro, título “CO2 - aquecimento e mudanças climáticas: estão nos enganando?”, onde denuncio a ação de grupos econômicos pseudo "ambientalistas" que estão provocando essas suas dores na alma. O problema maior do planeta chama-se superpopulação, esta é a causa principal de todos os males que afligem a humanidade, seja de ordem econômica, social, política e de bem estar, por causa da poluição e de doenças endêmicas, e também pela falta de alimento e água potável.

Em resumo, Papa Francisco, lotação planetária esgotada. Nem revendo o dogma da Santa Madre Igreja sobre a proibição de as famílias católicas estabelecerem programas de controle familiar, ou de os governos criarem políticas públicas de incentivo para reduzir a velocidade do crescimento demográfico, haverá salvação para toda a humanidade. Lamentavelmente, os mais pobres sofrerão mais, como sempre foi.

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sábado, 20 de junho de 2015

O estupro é inevitável

Richard Jakubaszko
A partir da Encíclica do Papa Francisco o estupro ambientalista contra a humanidade é inevitável. Não falta mais nada.
Não se conhecem as razões que levaram o Vaticano a aderir à causa ambientalista. A chantagem de Al Gore, com a promessa de conversão ao catolicismo, certamente não foi a motivação principal. É provável que conquistar novos adeptos de fé no catolicismo tenha sido uma das mais importantes intenções de o Papa Francisco publicar a Encíclica esta semana, pois a Igreja Católica Apostólica Romana tem perdido fiéis para outros ramos do cristianismo. Aderir ao ambientalismo traria simpatias. Entretanto, não vejo com bons olhos essa tomada de posição da Igreja, mesmo sendo um praticante de fé católica. Até porque, somos todos ambientalistas.

Como profissional de comunicação, entretanto, me preocupa a "leitura" que será feita da Encíclica pela mídia, e de como está sendo divulgada, distorcendo o apelo papal ao bom senso, fazendo parecer que o Papa e o Vaticano aderiram à causa dos que divulgam o aquecimento e as mudanças climáticas. Na verdade, escritas de próprio punho, as palavras do Papa Francisco são sábias, serenas, e de uma clareza "franciscana", como se costuma dizer. O Papa Francisco critica o mau uso dos recursos naturais, a poluição irresponsável, a agressão que se faz à natureza, o consumismo, a exacerbada exploração financeira de tudo o que diga respeito ao meio ambiente, como os créditos de carbomo, e até mesmo recomenda uma menor velocidade do crescimento social e econômico do planeta. Talvez, aqui, o perigo esteja presente.

Ocorre que o AGA - Aquecimento Global Antropogênico, popularmente conhecido como "aquecimento", e ainda as "mudanças climáticas", são plataformas publicitárias de agendas com interesses políticos e comerciais, e a Encíclica Papal, interpretada pelo lado ideológico, deixou os ambientalistas eufóricos.

Estudo o assunto há mais de 8 anos, e não tenho receios de afirmar que o aquecimento e as mudanças climáticas são a grande mentira do século XXI, conforme registro em meu livro “CO2, aquecimento e mudanças climáticas: estão nos enganando?”, a sair de gráfica em julho próximo, e o fato de o Papa Francisco abençoar a questão ambientalista dará ânimo redobrado aos adeptos do aquecimentismo.
Haverá um estupro da humanidade no futuro breve, e prevejo a exacerbação do assunto, da seguinte forma:

1 – Vai recrudescer a luta ambientalista: tornará mais fácil aprovar legislação de interesse dos ambientalistas em todo o mundo, trazendo novas restrições às atividades produtivas;
2 – O Código Florestal brasileiro será rediscutido, ampliando as proibições e limitações já existentes;
3 – O comércio de venda de créditos de carbono será retomado, pois a hipocrisia financeira das indulgências terá a benção Papal;
4 – A COP 21, em Paris, em dezembro próximo, terá mais facilidades para alavancar a AIA -Agência Internacional Ambiental, sob o jugo da ONU, com poderes supranacionais à soberania das nações. Países em desenvolvimento que não se submeterem à vontade dos ambientalistas poderão sofrer sanções econômicas, políticas, e até mesmo de caráter militar;
5 – A Amazônia terá apoio mundial para ser internacionalizada. O Brasil perderá esse patrimônio e a soberania de explorar suas riquezas;
6 – Os países desenvolvidos se tornarão donos da água potável no mundo. Aliás, foi uma das críticas do Papa Francisco, que pediu o fim da “Guerra da Água”. Já existem áreas gigantescas de terras, aqui no Brasil e no continente sul-americano, adquiridas por capitais especulativos, bem em cima do aquífero Guarani. Ao mesmo tempo, a guerra permanente entre Israel e a Palestina é pela água, e não tem outro propósito, se não a desculpa de que seja religiosa.
7 – A construção de usinas nucleares (a grande financiadora da mentira ambientalista do aquecimento) será facilitada pela benção Papal;
8 – Oficializa-se, com a Encíclica, a política recomendada por Thomas Malthus de “deixar os pobres do planeta se exterminarem”. A FAO poderá implementar a política do “Decrescimento”, sonho acalentado pelo Clube de Roma desde os anos 1990.
9 – Os países desenvolvidos obterão sucesso, finalmente, em frear os países emergentes em seu crescimento econômico e social.
10 – Pelo fato de que alguns países em desenvolvimento se negarão a obedecer os mandamentos da AIA, teremos guerras que irão reduzir o excesso populacional planetário, pois a Igreja Católica Romana não admite reavaliar o dogma de que é contra a existência de quaisquer políticas públicas de controle da natalidade.

O principal problema da humanidade é o excesso populacional. Todos os pontos críticos decorrem dessa premissa. Todavia, o expressivo crescimento demográfico nunca é colocado em debate público. O Vaticano nega-se a apoiar medidas que incentivem a redução da velocidade desse crescimento. As guerras, a fome e as doenças das populações mais pobres e desassistidas, em maior amplitude do que já existem hoje, permitirão uma população inferior a 6 bilhões de pessoas ao final do século XXI.

Do ponto de vista humano, de fé, de ideais protecionistas da natureza, a Encíclica de Francisco é perfeita e irretocável, digna do representante de Deus entre nós. Do ponto de vista político a Encíclica é um desastre, porque terá distorções no seu uso e na sua divulgação, e provocará um tsunami planetário, um estupro político inevitável da humanidade.

Quem viver, assim verá.
Pai, perdoa esses humanos. Eles não sabem o que fazem.
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terça-feira, 9 de junho de 2015

Nostradamus: o livro perdido e o Apocalipse

Richard Jakubaszko
As previsões de Nostradamus provocam ainda calorosos debates entre teólogos, cientistas e estudiosos. Um livro, atribuído a Nostradamus, foi encontrado na Biblioteca de Roma, no final do século XX, e o vídeo abaixo, produzido pelo History Channel, é um documentário interessante sobre os debates que se seguiram, pois parte do livro não teria sido escrito pelo vidente francês. De toda forma, suspeitam os adeptos de que no livro consta a previsão de quando acontecerá o Apocalipse, previsto também pela Bíblia.

Produzido na década dos anos 2000 o vídeo (90 minutos, dublado) correlacionou Osama Bin Laden ao 3º anticristo, e 2012 como o início do fim do mundo, conforme previsões dos Maias, mas devemos entender que essas foram as interpretações dos estudiosos que analisaram o livro. A Igreja Católica, evidentemente, está retratada nas previsões de Nostradamus através de sua história e na afirmação de que encontra-se em crise, situação que prenuncia um desenlace misterioso, antes que o fim dos tempos se inicie.
Assistir o vídeo é, no mínimo,
conhecer quais são essas previsões e compartilhar um pouco dessa expectativa humana.

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quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

O último castrati da história

Alessandro Moreschi, 1875
Richard Jakubaszko
Alessandro Moreschi (1858-1922) era proveniente de uma família pobre e numerosa, e aos 7 anos de idade foi submetido a uma cirurgia de castração em 1865 para curá-lo de uma hérnia inguinal. Aparentemente, esse era um procedimento comum na Itália da época para solucionar tal problema. Também era comum a castração de crianças com voz e talento, para que mantivessem a voz de soprano, sem a interferência dos hormônios. Moreschi, portanto, foi o último
castrati da história.

Aqui, a voz de Moreschi, em gravação de 1902 ou 1904:

Iniciou seus estudos de canto em 1871 na escola de Salvatore di San Lauro, sob a direção de Gaetano Capocci - organista e compositor de música sacra, mestre de capela da Basilica di San Giovanni in Laterano, em Roma. Capocci promoveu a aceitação de Moreschi no coro da Capela Sistina, em 1883. A castração infantil para fins artísticos fora proibida em 1870, mas à época alegou-se que a castração de Moreschi ocorrera antes da proibição. Assim, Alessandro tornou-se solista do coro entre 1883 e 1898, ano em que assumiu a diretoria do coro, cargo no qual manteve-se até 1913, exercendo, além das atividades artísticas, funções administrativas.


Chegaram até os dias atuais gravações que realizou entre 1902 e 1904, nas quais interpreta dez obras compostas especificamente para sua tessitura vocal. Essas gravações têm excepcional valor, pois são o único registro do canto dos castrati. Segundo a crítica, porém, Moreschi, apesar do timbre marcante, mostra sua técnica marcada pelo gosto do século XIX (com uso abundante de portamenti), muito distante da ópera barroca, não podendo, portanto, ser considerado como equivalente aos castrati do século XVIII - época em que esses cantores tiveram seu auge. O último deles, Giovanni Battista Stracciavelutti - mais conhecido como Giovanni Battista Velluti (1780-1861) - já se aposentara trinta anos antes do nascimento de Moreschi.

O "Anjo de Roma" teve entretanto muito sucesso em sua época. Cantou durante os funerais de Napoleão III, interpretando a parte do soprano solista na Missa da Requiem de Verdi em Ravena. Vivia em Roma, numa bela casa, na zona do Trastevere (via della Lungara).

Nos seus últimos anos, porém, Alessandro Moreschi foi esquecido e viveu solitário. Faleceu em Roma, sem a companhia de seu filho adotivo, Giulio (Giulietto) Moreschi, que atuava como tenor, sobretudo na Basilica di Santa Maria Maggiore, e também como ator de cinema, em filmes como, por exemplo, Lo sceicco bianco de Fellini. Sua sepultura está localizada no cemitério Campo di Verano.

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sábado, 16 de março de 2013

Os papas, história e futuro.

Richard Jakubaszko
Atualmente, a maioria da população mundial é católica. São milhões de pessoas que seguem essa que é a denominação cristã mais antiga.
Ao longo da história a Igreja Católica Apostólica Romana teve como líderes 265 Papas, começando por Apóstolo Pedro, que foi o primeiro Papa. Nenhum outro, posteriormente, adotou o nome Pedro.

Nos últimos 8 anos, a autoridade máxima do catolicismo foi o alemão Joseph Ratzinger, que usa o nome Bento XVI, e renunciou ao cargo no dia 28 de fevereiro último. Agora temos Francisco, um argentino, Jesuíta, uma das correntes mais intelectualizadas do Vaticano, que ainda não havia eleito nenhum Papa. Francisco contraria, até o momento, a previsão de São Malaquias, que previa o Petrus Romanus. Ainda não se descobriram as ilações dos fatos com as profecias, que anunciavam o início do fim dos tempos...


Francisco prenuncia mudanças na Igreja Romana, a Opus Dei enfraquece seu poder, mas os novos rumos ainda devem demorar algum tempo para mostrar quais as tendências, pois a Igreja Católica Apostólica Romana é lenta em suas mudanças. Mas elas virão. O que milhões de fiéis desejam é que a fé seja crescente nesses tempos conturbados. Nas questões humanas, todavia, a fé anda de braços dados com a política, o que é muito ruim. Mas isso sempre foi assim.

Francisco ainda nem tomou posse e já há correntes tentando descontruir a imagem do novo Papa, através de acusações genéricas de ser um padre amigo de ditaduras. Tentam desqualificar previamente as futuras mudanças. Antigamente envenenavam os Papas, hoje se faz o que ficou sendo conhecido como assassinato de reputação. Tempos modernos...

Abaixo a lista de nomes de todos os Papas da Igreja Católica, pela ordem de sucessão, nome, lugar de origem e data de início e término do papado. A maioria esmagadora concluiu o papado com a característica de sua vitaliciedade. Houve raríssimas renúncias, e, especialmente, muitas mortes por assassinato. A cicuta sempre esteve à espreita, fatal e ameaçadora.

1
São Pedro
Betsaida
33
67
2
São Lino
Túscia
67
76
3
Santo Anacleto
Roma
76
88
4
São Clemente I
Roma
88
97
5
Santo Evaristo
Grécia
97
105
6
Santo Alexandre I
Roma
105
115
7
São Sisto I
Roma
115
125
8
São Telésforo
Grécia
125
136
9
Santo Higino
Grécia
136
140
10
São Pio I
Aquiléia
140
155
11
Santo Aniceto
Síria
155
166
12
São Sotero
Campânia
166
175
13
Santo Eleutério
Epiro
175
189
14
São Vitor I
África
189
199
15
São Zeferino
Roma
199
217
16
São Calisto I
Roma
217
222
17
Santo Urbano I
Roma
222
230
18
São Ponciano
Roma
230
235
19
Santo Antero
Grécia
235
236
20
São Fabiano
Roma
236
250
21
São Cornélio
Roma
251
253
22
São Lúcio I
Roma
253
254
23
Santo Estevão I
Roma
254
257
24
São Sisto II
Grécia
257
258
25
São Dionísio
-
259
268
26
São Félix I
Roma
269
274
27
Santo Eutiquiano
Luni
275
283
28
São Caio
Dalmácia
283
296
29
São Marcelino
Roma
296
304
30
São Marcelo I
Roma
308
309
31
Santo Eusébio
Grécia
309
309
32
São Melquíades
África
311
314
33
São Silvestre I
Roma
314
335
34
São Marcos
Roma
336
336
35
São Júlio I
Roma
337
352
36
Libério
Roma
352
366
37
São Dâmaso I
Espanha
366
384
38
São Sirício
Roma
384
399
39
Santo Anastácio I
Roma
399
401
40
Santo Inocêncio I
Albano
401
417
41
São Zósimo
Grécia
417
418
42
São Bonifácio I
Roma
418
422
43
São Celestino I
Campânia
422
432
44
São Sisto III
Roma
432
440
45
São Leão Magno
Túscia
440
461
46
Santo Hilário
Sardenha
461
468
47
São Simplício
Tivoli
468
-
48
São Félix III (II)
Roma
483
492
49
São Galásio I
África
492
496
50
Anastácio II
Roma
496
498
51
São Símaco
Sardenha
498
514
52
São Hormisdas
Frosinone
514
523
53
São João I
Túscia
523
526
54
São Félix IV (III)
Sâmnio
526
530
55
Bonifácio II
Roma
530
532
56
João II
Roma
533
535
57
Santo Agapito I
Roma
535
536
58
São Silvério
Campânia
536
537
59
Vigílio
Roma
537
555
60
Pelágio I
Roma
556
561
61
João III
Roma
561
574
62
Bento I
Roma
575
579
63
Pelágio II
Roma
579
590
64
São Gregório I
Roma
590
604
65
Sabiniano
Túscia
604
607
66
Bonifácio III
Roma
607
608
67
São Bonifácio IV
Marsi
608
615
68
São Adeodato I
Roma
615
618
69
Bonifácio V
Nápoles
619
625
70
Honório I
Campânia
625
638
71
Severino
Roma
640
640
72
João IV
Dalmácia
640
642
73
Teodoro I
Grécia
642
649
74
São Martinho I
Todi
649
655
75
Santo Eugênio I
Roma
654
657
76
São Vitaliano
Segni
657
672
77
Adeodato II
Roma
672
676
78
Dono
Roma
676
678
79
Santo Ágato
Sicília
678
681
80
São Leão II
Sicília
682
683
81
São Bento II
Roma
684
685
82
João V
Síria
685
686
83
Cônon
-
686
687
84
São Sérgio I
Síria
687
701
85
João VI
Grécia
701
705
86
João VII
Grécia
705
707
87
Sisínio
Síria
707
708
88
Constantino I
Síria
708
715
89
São Gregório II
Roma
715
731
90
São Gregório III
Síria
731
741
91
São Zacarias
Grécia
741
752
92
Estevão II
Roma
752
757
93
São Paulo I
Roma
757
767
94
Estevão III
Roma
768
772
95
Adriano I
Roma
772
795
96
São Leão III
Roma
795
816
97
Estevão IV
Sicília
816
817
98
São Pascoal I
Roma
817
824
99
Eugênio II
Roma
824
827
100
Valentim I
Roma
827
827
101
Gregório IV
Roma
827
844
102
Sério II
Roma
844
847
103
São Leão IV
Roma
847
855
104
Bento III
Roma
855
858
105
São Nicolau I
Roma
858
867
106
Adriano II
Roma
867
872
107
João VIII
Roma
872
882
108
Mariano I
Gellese
882
884
109
Santo Adriano III
Roma
884
885
110
Estevão V
Roma
885
891
111
Formoso
Pôrto
891
896
112
Bonifácio VI
Roma
896
896
113
Estêvão VI
Roma
896
897
114
Romano
Gallese
897
897
115
Teodoro II
Roma
897
897
116
João IX
Tivoli
898
900
117
Bento IV
Roma
900
903
118
Leão V
Árdea
903
903
119
Sérgio III
Roma
904
911
120
Anastácio III
Roma
911
913
121
Lando
Sabina
913
914
122
João X
Tossignano
914
928
123
Leão VI
Roma
928
928
124
Estevão VII
Roma
929
931
125
João XI
Roma
931
935
126
Leão VII
Pavia
936
939
127
Estêvão VIII
Roma
939
942
128
Marino II
Roma
942
946
129
Agapito II
Roma
946
955
130
João XII
Roma
955
964
131
Leão VIII
Roma
963
965
132
Bento V
Roma
964
966
133
João XIII
Túsculo
965
972
134
Bento VI
Roma
973
974
135
Bento VII
Roma
974
983
136
João XIV
Roma
983
984
137
João XV
Roma
985
996
138
Gregório V
Saxônia
996
999
139
Silvestre II
Alvérnia
999
1003
140
João XVII
Roma
1003
1004
141
João XVIII
Roma
1004
1009
142
Sérgio IV
Roma
1009
1012
143
Bento VIII
Túsculo
1012
1024
144
João XIX
Túsculo
1024
1032
145
Bento IX
Túsuculo
1032
1045
146
Silvestre III
Roma
1045
1045
147
Bento IX (2ª vez)
-
1045
1045
148
Gregório VI
Roma
1045
1046
149
Clemente II
Saxônia
1046
1047
150
Bento IX (3ª vez)
-
1047
1048
151
Dâmaso II
Baviera
1048
1049
152
São Leão IX
Egisheim-Dagsburg
1049
1055
153
Vitor II
Dolinstein-Hirschberg
1055
1057
154
Estêvão X
Lorena
1057
1059
155
Nicolau II
Borgonha
1059
1061
156
Alexandre II
Milão
1061
1073
157
São Gregório VII
Túscia
1073
1085
158
Beato Vitor III
Benevento
1086
1087
159
Beato Urbano II
França
1088
1099
160
Pascoal II
Ravena
1099
1118
161
Gelásio II
Gaeta
1118
1119
162
Calisto II
Borgonha
1119
1124
163
Honório II
Fagnano
1124
1130
164
Inocêncio II
Roma
1130
1143
165
Celestino II
Castelo
1143
1144
166
Lúcio II
Bolonha
1144
1145
167
Beato Eugênio III
Pisa
1145
1153
168
Anastácio IV
Roma
1153
1154
169
Adriano IV
Inglaterra
1154
1159
170
Alexandre III
Siena
1159
1181
171
Lúcio III
Lucca
1181
1185
172
Urbano III
Milão
1185
1187
173
Gregório VIII
Benevento
1187
1187
174
Clemente III
Roma
1187
1191
175
Celestino III
Roma
1191
1198
176
Inocêncio III
Anagni
1198
1216
177
Honório III
Roma
1216
1227
178
Gregório IX
Anagni
1227
1241
179
Celestino IV
Milão
1241
1241
180
Inocêncio IV
Gênova
1243
1254
181
Alexandre IV
Anagni
1254
1261
182
Urbano IV
Troyes
1261
1264
183
Clemente IV
França
1265
1268
184
Beato Gregório X
Placência
1271
1276
185
Beato Inocêncio V
Savóia
1276
1276
186
Adriano V
Gênova
1276
1276
187
João XXI
Portugal
1276
1277
188
Nicolau III
Roma
1277
1280
189
Matinho IV
França
1281
1285
190
Honório IV
Roma
1285
1287
191
Nicolau IV
Ascoli
1288
1292
192
São Celestino V
Isérnia
1294
1294
193
Bonifácio VIII
Anagni
1294
1303
194
Beato Bento XI
Treviso
1303
1304
195
Clemente V
França
1305
1314
196
João XXII
Cahors
1316
1334
197
Bento XII
França
1335
1342
198
Clemente VI
França
1342
1352
199
Inocêncio VI
França
1352
1352
200
Bento Urbano V
França
1362
1370
201
Gregório XI
França
1370
1378
-
Grande Cisma do Oriente – Papas Romanos



202
Urbano VI
Nápoles
1378
1389
203
Bonifácio IX
Nápoles
1389
1404
204
Inocêncio VII
Sulmona
1404
1406
205
Gregório XII
Veneza
1406
1415
-
Papas depois do Grande Cisma



206
Martinho V
Roma
1417
1431
207
Eugênio IV
Veneza
1431
1447
208
Nicolau V
Sarzana
1447
1455
209
Calisto III
Valência
1455
1458
210
Pio II
Siena
1458
1464
211
Paulo II
Veneza
1464
1471
212
Sisto IV
Savona
1471
1484
213
Inocêncio VIII
Gênova
1484
1492
214
Alexandre VI
Valência
1492
1503
215
Pio III
Siena
1503
1503
216
Júlio II
Savona
1503
1513
217
Leão X
Florença
1513
1521
218
Adriano VI
Ultrecht
1522
1523
219
Clemente VII
Florença
1523
1534
220
Paulo III
Roma
1534
1549
221
Júlio III
Roma
1550
1555
222
Marcelo II
Montepulciano
1555
1555
223
Paulo IV
Nápoles
1555
1559
224
Pio IV
Milão
1559
1565
225
São Pio V
Bosco
1566
1572
226
Gregório XIII
Bolonha
1572
1585
227
Sisto V
Grottammare
1585
1590
228
Urbano VII
Roma
1590
1590
229
Gregório XIV
Cremona
1590
1591
230
Inocêncio IX
Bolonha
1591
1591
231
Clemente VIII
Florença
1592
1605
232
Leão XI
Florença
1605
1605
233
Paulo V
Roma
1605
1621
234
Gregório XV
Bolonha
1621
1623
235
Urbano VIII
Florença
1623
1644
236
Inocêncio X
Roma
1644
1655
237
Alexandre VII
Siena
1655
1667
238
Clemente IX
Pistóia
1667
1669
239
Clemente X
Roma
1670
1676
240
Beato Inocêncio XI
Como
1676
1689
241
Alexandre VIII
Veneza
1689
1691
242
Inocêncio XII
Nápoles
1691
1700
243
Clemente XI
Urbino
1700
1721
244
Inocêncio XIII
Roma
1721
1724
245
Bento XIII
Roma
1724
1730
246
Clemente XII
Florença
1730
1740
247
Bento XIV
Bolonha
1740
1758
248
Clemente XIII
Veneza
1758
1769
249
Clemente XIV
Rimini
1769
1774
250
Pio VI
Cesana
1775
1799
251
Pio VII
Cesena
1800
1823
252
Leão XII
Fabriano
1823
1829
253
Pio VIII
Cingoli
1829
1830
254
Gregório XVI
Belluno
1831
1846
255
Pio IX
Sinigáglia
1846
1878
256
Leão XIII
Carpineto
1878
1903
257
São Pio X
Riese
1903
1914
258
Bento XV
Gênova
1914
1922
259
Pio XI
Milão
1922
1939
260
Pio XII
Roma
1939
1958
261
João XXIII
Sotto II Monte
1958
1963
262
Paulo VI
Concesio
1963
1978
263
João Paulo I
Belluno
1978
1978
264
João Paulo II
Polônia
1978
2005
265
Bento XVI
Alemanha
2005
2013