Fernando Brito *
Deus acima de tudo, Bolsonaro?
- Sr. Candidato, o seu slogan é Deus acima de tudo e o senhor repete todo o tempo que é católico. No entanto, o senhor chamou uma das pessoas mais respeitadas da Igreja, o cardeal D. Paulo Evaristo Arns, morto há dois anos, de “desocupado”, “vagabundo” e “megapicareta” durante discurso no plenário da Câmara. O senhor acha que quem se proclama católico pode falar assim de um dos mais altos líderes da Igreja Católica?
Não é “Fake News”. Está na página 19 do Diário da Câmara dos Deputados de 20 de março de 1998, que pode ser vista aqui. ( http://imagem.camara.gov.br/Imagem/d/pdf/DCD20MAR1998.pdf#page=19 )
Disse ele:
Como ainda tenho tempo, existe outro “megapicareta” chamado D. Paulo Evaristo Ams, que teve a cara-de-pau de publicar carta aos leitores do jornal Folha de S.Paulo de ontem, assinada por mais 155 desocupados como ele, criticando minha possível eleição para a Presidência da Comissão de Direitos Humanos. E apela a Fernando Henrique Cardoso para que tome as providências legais a fim de que eu não assuma a presidência daquela importante Comissão, que defende os direitos humanos de vagabundos, D. Paulo Evaristo Arns, que parece que têm as chaves da porta do céu. Na verdade, as chaves que ele tem na cintura são da porta do inferno. Então, esse D. Paulo Evaristo Arns deve recolher-se à sua insignificância, ao seu trabalho demagogo…
Advertido que seu tempo na tribuna estava acabando, ele prosseguiu:
Como ia dizendo, ele deve deixar que o Congresso Nacional e o Poder Executivo cuidem de suas obrigações, e ele que continue fazendo sua demagogia, que lhe é peculiar e que, no meu entender, não leva ninguém à salvação. Muito pelo contrário.
Como a Câmara não registra palavrões, o boletim ressalta que o “texto [foi] escoimado de expressões anti-regimentais”. Deixo a cada um imaginar o que eram.
Será que algum católico pode acreditar em quem chama D. Paulo de “picareta desocupado” e que seu cardeal levava as chaves do Inferno à cintura?
* o autor é jornalista, editor do blog Tijolaço.
Publicado no Tijolaço: http://www.tijolaco.com.br/blog/deus-acima-de-tudo-bolsonaro/
.
Mostrando postagens com marcador Igreja Católica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Igreja Católica. Mostrar todas as postagens
domingo, 14 de outubro de 2018
terça-feira, 27 de dezembro de 2016
Cidadania, uma hipocrisia que vive de preconceitos
Egydio Schwade *
A sociedade que promove a “cidadania” vive cheia de preconceitos e a maioria das ações do cidadão são ações contra a “Mãe-Terra”.
Aquele que traz a comida à mesa do cidadão ao longo dos séculos, não é ele o objeto de expressões de desprezo como: “jeca-tatu” ou “vá plantar batatas”?
Não é a nossa “Mãe-Terra” apenas “sujeira” que deve ser enxotada pela vassoura e ser coberta pelo asfalto e pelo cimento-cidadão? Quem busca a cidade não busca logo a “cidadania”, isto é, (des)envolvimento, que significa cobrir a terra com asfalto, o chão da casa e o pátio com cimento, para não mais se envolver com a Terra?
Não é melhor pago aquele que vive fora desta “sujeira” da “Mãe-terra” e quanto mais longe dela melhor pagamento “merece”? Tem alguma razão séria para dar um salário de mais de R$ 30 mil reais a um membro do Supremo Tribunal Federal e nem se preocupar pelo salário do “plantador de batatas” que traz a comida à mesa?
O Estado não deve ser governado por um cidadão (des)envolvido da terra? Um “jeca-tatu”, um “plantador de batatas” candidato a Presidente, nem pensar! Desde o tempo dos romanos todo o governo é comandado por cidadãos e no Ocidente por cidadãos cristãos, cujos contrários são sintomaticamente “pagãos”.
Existe preconceito maior do que aquele usado contra os povos que não desejam cidade alguma, de cujos territórios, desde 1500, Governo e latifundiários se apropriam como se fossem “vazios demográficos”? O agronegócio, a mineração, projetos hidrelétricos, instalados em seu lugar, devastam a floresta, envenenam a Terra, saqueiam os recursos naturais e consomem a maior fatia do PIB – Produto Interno Bruto, não são eles cria do cidadão e apenas comida para o Estado-cidadão?
A cidadania está montada sobre preconceitos. O conceito de cidadania como objetivo da humanidade, deve ser banido, não fomentado. Ele fomenta, não a Economia, mas a Crematística, a queima dos recursos naturais, o aliciamento, ou a expulsão do homem do campo, a depredação do meio ambiente, a burocracia inútil e inerte... Enquanto os cidadãos não se derem conta de sua realidade de “micróbios”, causadores das doenças e chagas incuráveis que assolam o Planeta e dela não abdicarem, a Mãe-Terra e seus recursos serão saqueados, os agricultores familiares serão prejudicados para beneficiar latifundiários que contaminam a comida, não praticam agricultura, mas apenas negoceiam, escondidos em escritórios urbanos.
O cidadão vive em quadriláteros. Aprofunda-se na “ciência” de seus quadriláteros e, talvez, por isso julga-se mais sábio do que o homem do campo, que se defronta incessantemente com esta imensa variedade de desenhos geográficos em meio a qual se sente humildemente um ignorante.
Que sentido tem nomear uma pessoa que passou a sua vida inteira em gabinetes ou em escolas urbanas, Ministro da Agricultura, dirigente do IBAMA, ou de qualquer órgão que tem como função zelar e apoiar a vida na Terra? Não passa de fomento ao preconceito contra os agricultores?
Aqui no município de Presidente Figueiredo, há uma comunidade, Terra Santa, que contra todas as leis do país está sendo despejada de seus direitos e terras, assim como o foram os indígenas que até 50 anos atrás eram os donos deste território e ate 500 anos atrás, de toda a terra brasileira. Há cinco anos, os dirigentes de pelo menos uma dezena de órgãos públicos, existentes para solucionar a situação da Terra Santa, sabem onde está sua obrigação. Não fazem justiça porque trancados em seus escritórios cidadãos, não sentem a aflição e a injustiça do povo pagão e por isso apenas “monitoram” à distancia. Quem aflige a comunidade é um madeireiro, fora da lei, que saqueia a floresta e impune prossegue em sua ação criminosa, protegido pelos interesses dos cidadãos que comandam os órgãos da justiça de plantão. E não faltam escritórios cheios de especialistas, mas com medo de mudar de lugar para enxergarem a realidade que devem julgar. Assim a Terra Santa aguarda há seis anos a justiça apenas “manipulada”, “monitorada” e adiada pelo cidadão...
Recentemente, no Baixo Tapajós, junto com um amigo engenheiro ambiental, contamos 40 pequenas embarcações, abastecendo 3 navios pesqueiros. Uma evidente infração à vida do rio e dos recursos necessários para filhos e netos dos “pagãos” da região. Questionado, um agente do IBAMA justificava a sua inércia diante da situação de depredação: “infelizmente, eles tem autorização!” E quem forneceu este documento de autorização criminosa? Um cidadão que não tem compromisso com as necessidades presentes e futuras das pessoas do interior. Ele é um cidadão e só por isso é o único que “sabe e decide”.
Está aí Manaus, a Zona Franca, um Grande Projeto da Ditadura Militar que desocupou o interior da Amazônia, deixando-o livre para o saque das riquezas naturais.
O cidadão é essencialmente arrogante diante da Mãe-Terra. Quer vê-la sob o cimento ou sob o asfalto. É essencialmente depredador da natureza, preconceituoso contra quem vive da terra e na terra. Monitora os prejuízos, faz de conta que se interessa, mas não os soluciona. Vive de fazer belos projetos sobre a Terra, projetos para fazer dinheiro, ou transformar a Terra em cinza, como se os seus recursos não tivessem fim. É a Crematística, a “Economia” do Estado.
Enquanto houver metrópoles nunca se irá às causas ultimas dos males que afligem o planeta Terra. Sempre haverá depredação do meio ambiente, produtos químicos na mesa. O preconceito, o consumismo e o (des)envolvimento reinarão sobre o “pagão”. Porque a metrópole é inimiga essencial da Terra.
Quem vai banhar na Corredeira do Urubuí, em Presidente Figueiredo/AM, pare um pouco antes da ponte sobre o rio. Ali onde estava a caixa de lixo. Num só golpe de vista, sobre 10 metros de distância, tem a visão do resultado de três modelos, ou paradigmas, da atividade humana sobre a Mãe-Terra. Lá no fundo, a “terra-preta”, resultado do paradigma do “envolvimento”, de quem se envolveu com a terra, projetando o Bem-Viver sobre ela, numa perspectiva de gerações sem fim. No meio, o paradigma do “consumo”, a lixeira avançando sobre a Terra, inclusive sobre a “terra-preta”. Cá e lá ainda permite a vida de uma fruteira: um pé de ingá, um teimoso mamoeiro, ou um pé de girimum... Finalmente, onde estamos parados, observando tudo, o paradigma do (des)envolvimento, o asfalto cobrindo tudo. Onde nada mais cresce e vive. O objetivo último do cidadão é a metrópole, a nossa Casa Comum transformada em lixeira, ou na infertilidade ou ausência total de vida.
Finalmente, fica o Feliz Natal de Paulo Apóstolo aos cristãos:
“Nós somos a merda do mundo, o lixo de todos (ICor.4,13). O que há de louco no mundo, Deus o escolheu para fazer vergonha aos sábios e o que há de fraco no mundo, Deus o escolheu para fazer vergonha aos fortes. O que há de mais ordinário no mundo, o menosprezado, o que não existe, Deus o escolheu para reduzir a nada o que existe! (I Cor.1.26-28)”. (Tradução do historiador Eduardo Hoornaert em ”As Origens do Cristianismo” pg. 50).
* o autor é padre pertencente à ordem religiosa dos Jesuítas, indigenista, ambientalista, fundador da ONG Amazônia Nativa, e apicultor em Presidente Figueiredo/AM.
Outros textos do autor, em Casa da Cultura do Urubuí – Cacuí - http://www.urubui.blogspot.com/
COMENTÁRIOS DO BLOGUEIRO:
Concordo em gênero, número e (parcialmente) grau com o autor, a quem não conheço pessoalmente, mas temos afinidades familiares, pois é sogro de uma de minhas filhas. Como este é um blog de debate, e por achar interessante o texto, publico o mesmo exercendo meu entendimento nas letras abaixo:
O que ocorre na nossa Amazônia é fruto da desmesurada necessidade humana da acumulação de bens e patrimônios, apontada pelo autor como a Crematística, já identificada pelos filósofos gregos aristotélicos como algo prazeroso. Se a Crematística já era um problema naquela época, 3 mil anos atrás, quando a população mundial não chegava a 30 milhões de habitantes, imaginemos hoje, com 7,4 bilhões.
O ser humano é o único integrante da natureza que tem o vício da acumulação, com a notável exceção à regra das formigas e abelhas. Afora esse quesito, um mero detalhe, e da filosofia à parte de Epicuro (que explico abaixo), a humanidade explodiu o crescimento demográfico a partir do século XVIII, quando atingiu seu primeiro bilhão de habitantes, e não parou mais, apoiada pelo incentivo Divino dito a Moisés, de "Crescei e multiplicai-vos", com aval da Igreja Católica Apostólica Romana, que considera um dogma a proibição de uso de anticoncepcionais. Com o consumismo dos atuais 7,4 bilhões de bocas (excluídos cerca de 1 bilhão que passam fome), mais a corrupção dos agentes de governo e empresários, chegamos ao limite do planeta nos seus serviços ambientais. Vamos precisar de um outro planeta para alimentar essa sociedade extra que está chegando.
Tenho sempre em mente um pensamento de Epicuro:
Epicuro foi o fundador do hedonismo, pensamento que está essencialmente ligado às necessidades e aos prazeres dos humanos. Destacava ele que existem três coisas naturais, sendo que a primeira é natural e essencial, sem o qual morremos, como água e alimento; a segunda é natural e não essencial, como sexo e alimento (inclusive bebidas alcoólicas, como vinho e cerveja) que nos trazem prazeres, mas sobrevivemos se eles não existirem.
E a terceira é não natural (mas é humana) e não essencial, como drogas alucinógenas (como meio de fuga da realidade) e posses de bens materiais, que redundam no consumismo, causa da grande maioria das frustrações humanas, pois é impossível possuirmos tudo o que queremos e desejamos.
O consumismo possui uma denominação contemporânea eufemística, que é chamada de supérfluo.
.
A sociedade que promove a “cidadania” vive cheia de preconceitos e a maioria das ações do cidadão são ações contra a “Mãe-Terra”.
Aquele que traz a comida à mesa do cidadão ao longo dos séculos, não é ele o objeto de expressões de desprezo como: “jeca-tatu” ou “vá plantar batatas”?
Não é a nossa “Mãe-Terra” apenas “sujeira” que deve ser enxotada pela vassoura e ser coberta pelo asfalto e pelo cimento-cidadão? Quem busca a cidade não busca logo a “cidadania”, isto é, (des)envolvimento, que significa cobrir a terra com asfalto, o chão da casa e o pátio com cimento, para não mais se envolver com a Terra?
Não é melhor pago aquele que vive fora desta “sujeira” da “Mãe-terra” e quanto mais longe dela melhor pagamento “merece”? Tem alguma razão séria para dar um salário de mais de R$ 30 mil reais a um membro do Supremo Tribunal Federal e nem se preocupar pelo salário do “plantador de batatas” que traz a comida à mesa?
O Estado não deve ser governado por um cidadão (des)envolvido da terra? Um “jeca-tatu”, um “plantador de batatas” candidato a Presidente, nem pensar! Desde o tempo dos romanos todo o governo é comandado por cidadãos e no Ocidente por cidadãos cristãos, cujos contrários são sintomaticamente “pagãos”.
Existe preconceito maior do que aquele usado contra os povos que não desejam cidade alguma, de cujos territórios, desde 1500, Governo e latifundiários se apropriam como se fossem “vazios demográficos”? O agronegócio, a mineração, projetos hidrelétricos, instalados em seu lugar, devastam a floresta, envenenam a Terra, saqueiam os recursos naturais e consomem a maior fatia do PIB – Produto Interno Bruto, não são eles cria do cidadão e apenas comida para o Estado-cidadão?
A cidadania está montada sobre preconceitos. O conceito de cidadania como objetivo da humanidade, deve ser banido, não fomentado. Ele fomenta, não a Economia, mas a Crematística, a queima dos recursos naturais, o aliciamento, ou a expulsão do homem do campo, a depredação do meio ambiente, a burocracia inútil e inerte... Enquanto os cidadãos não se derem conta de sua realidade de “micróbios”, causadores das doenças e chagas incuráveis que assolam o Planeta e dela não abdicarem, a Mãe-Terra e seus recursos serão saqueados, os agricultores familiares serão prejudicados para beneficiar latifundiários que contaminam a comida, não praticam agricultura, mas apenas negoceiam, escondidos em escritórios urbanos.
O cidadão vive em quadriláteros. Aprofunda-se na “ciência” de seus quadriláteros e, talvez, por isso julga-se mais sábio do que o homem do campo, que se defronta incessantemente com esta imensa variedade de desenhos geográficos em meio a qual se sente humildemente um ignorante.
Que sentido tem nomear uma pessoa que passou a sua vida inteira em gabinetes ou em escolas urbanas, Ministro da Agricultura, dirigente do IBAMA, ou de qualquer órgão que tem como função zelar e apoiar a vida na Terra? Não passa de fomento ao preconceito contra os agricultores?
Aqui no município de Presidente Figueiredo, há uma comunidade, Terra Santa, que contra todas as leis do país está sendo despejada de seus direitos e terras, assim como o foram os indígenas que até 50 anos atrás eram os donos deste território e ate 500 anos atrás, de toda a terra brasileira. Há cinco anos, os dirigentes de pelo menos uma dezena de órgãos públicos, existentes para solucionar a situação da Terra Santa, sabem onde está sua obrigação. Não fazem justiça porque trancados em seus escritórios cidadãos, não sentem a aflição e a injustiça do povo pagão e por isso apenas “monitoram” à distancia. Quem aflige a comunidade é um madeireiro, fora da lei, que saqueia a floresta e impune prossegue em sua ação criminosa, protegido pelos interesses dos cidadãos que comandam os órgãos da justiça de plantão. E não faltam escritórios cheios de especialistas, mas com medo de mudar de lugar para enxergarem a realidade que devem julgar. Assim a Terra Santa aguarda há seis anos a justiça apenas “manipulada”, “monitorada” e adiada pelo cidadão...
Recentemente, no Baixo Tapajós, junto com um amigo engenheiro ambiental, contamos 40 pequenas embarcações, abastecendo 3 navios pesqueiros. Uma evidente infração à vida do rio e dos recursos necessários para filhos e netos dos “pagãos” da região. Questionado, um agente do IBAMA justificava a sua inércia diante da situação de depredação: “infelizmente, eles tem autorização!” E quem forneceu este documento de autorização criminosa? Um cidadão que não tem compromisso com as necessidades presentes e futuras das pessoas do interior. Ele é um cidadão e só por isso é o único que “sabe e decide”.
Está aí Manaus, a Zona Franca, um Grande Projeto da Ditadura Militar que desocupou o interior da Amazônia, deixando-o livre para o saque das riquezas naturais.
O cidadão é essencialmente arrogante diante da Mãe-Terra. Quer vê-la sob o cimento ou sob o asfalto. É essencialmente depredador da natureza, preconceituoso contra quem vive da terra e na terra. Monitora os prejuízos, faz de conta que se interessa, mas não os soluciona. Vive de fazer belos projetos sobre a Terra, projetos para fazer dinheiro, ou transformar a Terra em cinza, como se os seus recursos não tivessem fim. É a Crematística, a “Economia” do Estado.
Enquanto houver metrópoles nunca se irá às causas ultimas dos males que afligem o planeta Terra. Sempre haverá depredação do meio ambiente, produtos químicos na mesa. O preconceito, o consumismo e o (des)envolvimento reinarão sobre o “pagão”. Porque a metrópole é inimiga essencial da Terra.
Quem vai banhar na Corredeira do Urubuí, em Presidente Figueiredo/AM, pare um pouco antes da ponte sobre o rio. Ali onde estava a caixa de lixo. Num só golpe de vista, sobre 10 metros de distância, tem a visão do resultado de três modelos, ou paradigmas, da atividade humana sobre a Mãe-Terra. Lá no fundo, a “terra-preta”, resultado do paradigma do “envolvimento”, de quem se envolveu com a terra, projetando o Bem-Viver sobre ela, numa perspectiva de gerações sem fim. No meio, o paradigma do “consumo”, a lixeira avançando sobre a Terra, inclusive sobre a “terra-preta”. Cá e lá ainda permite a vida de uma fruteira: um pé de ingá, um teimoso mamoeiro, ou um pé de girimum... Finalmente, onde estamos parados, observando tudo, o paradigma do (des)envolvimento, o asfalto cobrindo tudo. Onde nada mais cresce e vive. O objetivo último do cidadão é a metrópole, a nossa Casa Comum transformada em lixeira, ou na infertilidade ou ausência total de vida.
Finalmente, fica o Feliz Natal de Paulo Apóstolo aos cristãos:
“Nós somos a merda do mundo, o lixo de todos (ICor.4,13). O que há de louco no mundo, Deus o escolheu para fazer vergonha aos sábios e o que há de fraco no mundo, Deus o escolheu para fazer vergonha aos fortes. O que há de mais ordinário no mundo, o menosprezado, o que não existe, Deus o escolheu para reduzir a nada o que existe! (I Cor.1.26-28)”. (Tradução do historiador Eduardo Hoornaert em ”As Origens do Cristianismo” pg. 50).
* o autor é padre pertencente à ordem religiosa dos Jesuítas, indigenista, ambientalista, fundador da ONG Amazônia Nativa, e apicultor em Presidente Figueiredo/AM.
Outros textos do autor, em Casa da Cultura do Urubuí – Cacuí - http://www.urubui.blogspot.com/
COMENTÁRIOS DO BLOGUEIRO:
Concordo em gênero, número e (parcialmente) grau com o autor, a quem não conheço pessoalmente, mas temos afinidades familiares, pois é sogro de uma de minhas filhas. Como este é um blog de debate, e por achar interessante o texto, publico o mesmo exercendo meu entendimento nas letras abaixo:
O que ocorre na nossa Amazônia é fruto da desmesurada necessidade humana da acumulação de bens e patrimônios, apontada pelo autor como a Crematística, já identificada pelos filósofos gregos aristotélicos como algo prazeroso. Se a Crematística já era um problema naquela época, 3 mil anos atrás, quando a população mundial não chegava a 30 milhões de habitantes, imaginemos hoje, com 7,4 bilhões.
O ser humano é o único integrante da natureza que tem o vício da acumulação, com a notável exceção à regra das formigas e abelhas. Afora esse quesito, um mero detalhe, e da filosofia à parte de Epicuro (que explico abaixo), a humanidade explodiu o crescimento demográfico a partir do século XVIII, quando atingiu seu primeiro bilhão de habitantes, e não parou mais, apoiada pelo incentivo Divino dito a Moisés, de "Crescei e multiplicai-vos", com aval da Igreja Católica Apostólica Romana, que considera um dogma a proibição de uso de anticoncepcionais. Com o consumismo dos atuais 7,4 bilhões de bocas (excluídos cerca de 1 bilhão que passam fome), mais a corrupção dos agentes de governo e empresários, chegamos ao limite do planeta nos seus serviços ambientais. Vamos precisar de um outro planeta para alimentar essa sociedade extra que está chegando.
Tenho sempre em mente um pensamento de Epicuro:
Epicuro foi o fundador do hedonismo, pensamento que está essencialmente ligado às necessidades e aos prazeres dos humanos. Destacava ele que existem três coisas naturais, sendo que a primeira é natural e essencial, sem o qual morremos, como água e alimento; a segunda é natural e não essencial, como sexo e alimento (inclusive bebidas alcoólicas, como vinho e cerveja) que nos trazem prazeres, mas sobrevivemos se eles não existirem.
E a terceira é não natural (mas é humana) e não essencial, como drogas alucinógenas (como meio de fuga da realidade) e posses de bens materiais, que redundam no consumismo, causa da grande maioria das frustrações humanas, pois é impossível possuirmos tudo o que queremos e desejamos.
O consumismo possui uma denominação contemporânea eufemística, que é chamada de supérfluo.
.
Marcadores:
Agricultura,
amazônia,
Brasil,
Consumismo,
corrupção,
democracia,
denúncia,
Deus,
Epicuro,
Filosofia,
história,
holocausto,
Igreja Católica,
indigenismo,
Justiça,
meio ambiente,
natureza,
superpopulação
quarta-feira, 14 de dezembro de 2016
Dom Paulo Evaristo Arns
Richard Jakubaszko
Adeus, Dom Evaristo.
RIP.
Com certeza, sua passagem entre nós valeu a pena, pois construiu, liderou, deu exemplos, contestou injustiças, propôs soluções.
Deixou saudades, mais que isto transmitiu ensinamentos, dignos de um Cardeal da Esperança.
Se alguém, hoje, no dia de seu desembarque, verteu lágrimas, foi por gratidão.
Foi-se aos 95, dizia que estava preparado, mas não tinha medo, apenas que não tinha pressa.
Foi o "último dos nossos heróis", aquele a quem a ditadura jamais conseguiu dobrar. Um ícone progressista da igreja e da paz.
.
Adeus, Dom Evaristo.
RIP.
Com certeza, sua passagem entre nós valeu a pena, pois construiu, liderou, deu exemplos, contestou injustiças, propôs soluções.
Deixou saudades, mais que isto transmitiu ensinamentos, dignos de um Cardeal da Esperança.
Se alguém, hoje, no dia de seu desembarque, verteu lágrimas, foi por gratidão.
Foi-se aos 95, dizia que estava preparado, mas não tinha medo, apenas que não tinha pressa.
Foi o "último dos nossos heróis", aquele a quem a ditadura jamais conseguiu dobrar. Um ícone progressista da igreja e da paz.
.
sexta-feira, 25 de setembro de 2015
Cardeal Pell: “A Igreja não tem mandato divino para falar sobre questões científicas”
Luis Dufaur O cardeal George Pell, Arcebispo de Sydney e “ministro da Economia” do Vaticano, foi entrevistado pelo jornal econômico “Financial Times” no mesmo dia em que apresentou o estado das contas da Santa Sé.
Na oportunidade, falando a propósito da encíclica “Laudato si'”, o purpurado esclareceu que “a Igreja não tem mandato do Senhor para se pronunciar sobre questões científicas”, segundo noticiou o site Vatican insider.
O “Financial Times” entendeu que o cardeal se distanciou assim da “revolucionaria encíclica do Papa, que pede uma ação global contra a mudança climática”.
O cardeal afirmou sobre a Laudato si': “Há partes que são belíssimas. Mas a Igreja não tem competência alguma especial em matéria de ciência. A Igreja não tem um mandato do Senhor para se pronunciar sobre questões científicas. Nós acreditamos na autonomia da ciência”.
Na mesma ocasião, o Cardeal Pell concedeu entrevista ao site Crux sobre outro aspecto da Encíclica: o agudo anticapitalismo da ‘Laudato si’, acentuado pela subsequente viagem pontifícia à América do Sul.
“O mercado está longe de ser perfeito, mas temos assistido a níveis historicamente sem precedentes de prosperidade atingidos por causa da disseminação global do capitalismo e pelo aumento da liberdade para os mercados. O crescimento na China e na Índia, por exemplo, é real e maravilhoso”, defendeu o “ministro de Economia” designado pelo Papa Francisco.
Ele afastou-se assim do anticapitalismo ecoado em diversos parágrafos da ‘Laudato si’.
“Não podemos nos considerar garantidos no ‘Primeiro Mundo’, mas nas linhas gerais atingimos um bom nível de vida e não podemos esquecer isso”, acrescentou o cardeal.
O site Crux, de tendência anticapitalista, observou para o Cardeal Pell que o Papa Francisco usou na América Latina uma retórica carregada do que ele próprio qualificou de “falhas do sistema capitalista”.
O cardeal respondeu que isso podia ser atribuído a “fracassos pontuais” na América do Sul, como na Argentina.
De fato, se há falhas pronunciadas na economia argentina, elas não devem ser atribuídas ao capitalismo, mas ao socialismo populista que avança na nação platina, associado às diversas correntes da Teologia da Libertação – entre elas a teologia do povo, do Papa Francisco –, apesar de desacordos pontuais entre uma tendência e outra.
O purpurado também refutou aspectos negativos da “Igreja pobre para os pobres”, enfatizada pelo Papa.
“Uma das melhores maneiras de elevar os pobres consiste em melhorar a economia. Mas se somos desorganizados, incompetentes e, além dos mais, pobres, não seremos capazes de auxiliar quem quer que seja”, completou o lúcido cardeal australiano.
Publicado originalmente no site Ecologia Clima Aquecimento; http://ecologia-clima-aquecimento.blogspot.com.br/2015/09/cardeal-pell-igreja-nao-tem-mandato.html
.
domingo, 13 de setembro de 2015
Papa Francisco: “Dói na minha alma quando vejo desmatamento”.
Richard Jakubaszko
Durante entrevista a uma emissora de rádio, a rádio Paroquial Virgem del Carmen, em Campo Gallo, da província de Santiago del Estero, ao norte da Argentina, dia 8 de agosto último, o Papa Francisco falou como um cidadão comum. Não falou como Papa. Até porque, se falou como Papa, como diz meu amigo Evaristo de Miranda, está muito mal assessorado. Francisco acentuou que “a preservação do meio ambiente deve prevalecer sobre os ganhos financeiros”. Por isso, “dói na alma do Papa ver desmatamento para a plantação de soja”, afirma. Francisco prognosticou que “Demoraremos milhares de anos para recuperar as florestas”. E pediu: “Cuidem das árvores e da água”.
Data vênia Papa Francisco, devo informar Vossa Santidade alguns equívocos relevantes que se repetiram na citada entrevista. Esses equívocos também se encontravam em vossa encíclica, a Laudato Si. Com o exercício de 50 anos de jornalismo especializado na agropecuária, exaspera-me encontrar na mídia essas críticas infundadas e recorrentes, que levam ao senso comum recorrente.
A questão é um paradoxo, Papa Francisco. Ou se planta, ou muita gente vai morrer de fome, pois os cidadãos urbanos empilhados em prédios nas grandes cidades ainda não encontraram alternativa para essa necessidade humana. A população mundial, como se sabe, cresce a olhos vistos, confirmação feita pelas estatísticas de entidades como a ONU. Lamentavelmente, apenas 1,2 bilhões de humanos no planeta são católicos, e estão localizados majoritariamente no Ocidente, como nas Américas e na Europa. Nos países da Ásia e África, onde a fé cristã não é majoritária, o crescimento demográfico é ainda maior do que nos países de fé católica. Os católicos, especialmente europeus, parecem não obedecer ao dogma milenar de “crescei e multiplicai-vos”, e andam reduzindo a velocidade do crescimento demográfico em seus países. Mas só isso não impede a necessidade de aumentar as áreas de plantio para se produzir mais alimentos.
Posto isto, Papa Francisco, permita-me comentar:
1 – antes de faltar água, faltará comida para os 7,3 bilhões de pessoas que povoam hoje o planeta. O crescimento demográfico ainda é elevado, porque a expectativa média de vida cresceu substancialmente nas últimas décadas. Se, um século atrás, grosso modo, 2,0% de taxa de crescimento sobre 2 bilhões de pessoas era suportável, hoje com 7,3 bilhões e uma taxa demográfica de 1,7% é suicídio coletivo. No primeiro caso, tínhamos 40 milhões de novas almas/ano. Na taxa atual são 124,7 milhões de pessoas/ano. Insuportável, Papa Francisco, reconheçamos, os percentuais não nos revelam a realidade.
2 – Vai faltar terra agricultável para plantar alimentos, Papa Francisco. Onde há terra disponível, como na África ou China, falta água, porque Deus e a natureza não abençoaram essas regiões de forma igual, como no Brasil e na sua Argentina. Para se fazer agricultura precisa-se de terra, sol e água. Na falta de um desses três elementos não se produz alimentos, nem por milagre.
3 – Agricultores no mundo inteiro estão envelhecendo, e seus filhos não querem seguir a carreira paterna. Cada vez há menos agricultores no mundo, porque o trabalho rural é estafante, mesmo com as modernas tecnologias, e isolado, sendo que as pessoas querem ser gregárias nas urbes.
4 – Agricultores também podem e devem ganhar dinheiro como sustento de seu trabalho, e eles fazem isso. Mas é uma atividade incerta, Papa Francisco, pelas manipulações dos compradores, ou pelos malfeitos do clima, ora amigo, ora inimigo. E isso é milenar, acontecia no antigo Egito, como já sabemos. Agricultores não fazem o preço daquilo que produzem, o mercado faz isso, e esse mercado tem incentivado com bons preços a remuneração dos agricultores em todo o mundo. Mas os insumos, Papa Francisco, os fertilizantes, sementes, agroquímicos, máquinas, que trazem novas tecnologias, para produzir mais, na mesma área, tratam de socializar esse lucro justo que seria dos produtores rurais.
5 – O paradoxo maior está em se limitar as áreas novas de plantio. O Brasil fez isso, Papa Francisco, criou o Código Florestal, mas o mundo inteiro não copiou essa nossa jabuticaba. A gente fez essa lei agora, Papa Francisco, mas o Brasil nem precisava, pois mais de 60% do território brasileiro ainda é de floresta original, de quando os lusitanos aqui chegaram em 1500. Na Europa as reservas florestais são inferiores a 1% do território, portanto, vosso aviso chegou tarde para eles.
6 – As áreas florestadas jamais serão recompostas, Papa Francisco. Isso é um desiderato utópico de Vossa Santidade e de todos os ambientalistas. A humanidade, tal e qual um formigueiro, irá depredar tudo à sua volta, como Vossa Santidade criticou na encíclica, pelo consumismo perdulário,
7 – As áreas brasileiras desmatadas não foram para plantar soja, Papa Francisco, porque uma árvore quando derrubada deixa um toco na superfície, mas cheio de raízes. Estas devem apodrecer por um mínimo de 5 a 10 anos antes que se possa arrancar as raízes do solo profundo. E soja, Papa Francisco é uma lavoura onde 100% do que se faz é mecanizado. São máquinas caras e sofisticas, Papa Francisco, custam fortunas, mas são “enjoadas”, elas não conseguem trabalhar em solos onde há tocos de árvores decepadas pelos madeireiros, porque agricultores não derrubam árvores, pelo contrário, até plantam muitas árvores, como macieiras, laranjeiras, pessegueiros e cafeeiros e até mesmo eucaliptos.
8 – Os preços de terras estão pela hora da morte Papa Francisco, fruto da especulação financeira. Agricultores, para sobreviver na atividade, precisam plantar com alta produtividade, usando os tais insumos caríssimos, e se tentarem ludibriar a natureza, usando menos tecnologias, terão baixa produtividade, e com isso abrem falência, perdem a terra para os bancos que emprestaram dinheiro para a compra dos insumos, e a quem deram sua terra como garantia. Até recentemente, Papa Francisco, os agricultores buscavam terras mais baratas em áreas novas, e toda década tinha uma fronteira agrícola nova no Brasil, mas isso agora acabou. Acabou por dois motivos, Papa Francisco, primeiro, porque todas as áreas novas já estão praticamente ocupadas, no Brasil e no planeta inteiro. Segundo, que nas áreas ainda disponíveis no Brasil e na Argentina, além de caríssimas, são terras ruins de pastagens degradadas. E no Brasil ainda tem as limitações do Código Florestal, como a Reserva Legal para mata natural, de no mínimo 20% no Sul e Sudeste, de 50% em regiões como o Pantanal e algumas do Brasil Central, e de até 80% na Amazônia.
9 – Vossa Santidade ficará com dó na alma quando mais pessoas, além de 1 bilhão de pessoas, como ocorre hoje, vierem a passar fome, enquanto nós brasileiros estaremos admirando nossas verdes e intocáveis florestas tropicais? Ou Vossa Santidade dará apoio aos países desenvolvidos que iniciarão movimento de confiscar a Amazônia dos brasileiros, porque eles não a exploram convenientemente? Esse movimento já existe Santidade, apesar de tímido.
10 – Desculpe-me pela ironia acima, Papa Francisco, mas essa é a realidade, é que escrevi todas essas coisas acima, e outras mais, em meu novo livro, título “CO2 - aquecimento e mudanças climáticas: estão nos enganando?”, onde denuncio a ação de grupos econômicos pseudo "ambientalistas" que estão provocando essas suas dores na alma. O problema maior do planeta chama-se superpopulação, esta é a causa principal de todos os males que afligem a humanidade, seja de ordem econômica, social, política e de bem estar, por causa da poluição e de doenças endêmicas, e também pela falta de alimento e água potável.
Em resumo, Papa Francisco, lotação planetária esgotada. Nem revendo o dogma da Santa Madre Igreja sobre a proibição de as famílias católicas estabelecerem programas de controle familiar, ou de os governos criarem políticas públicas de incentivo para reduzir a velocidade do crescimento demográfico, haverá salvação para toda a humanidade. Lamentavelmente, os mais pobres sofrerão mais, como sempre foi.
Data vênia Papa Francisco, devo informar Vossa Santidade alguns equívocos relevantes que se repetiram na citada entrevista. Esses equívocos também se encontravam em vossa encíclica, a Laudato Si. Com o exercício de 50 anos de jornalismo especializado na agropecuária, exaspera-me encontrar na mídia essas críticas infundadas e recorrentes, que levam ao senso comum recorrente.
A questão é um paradoxo, Papa Francisco. Ou se planta, ou muita gente vai morrer de fome, pois os cidadãos urbanos empilhados em prédios nas grandes cidades ainda não encontraram alternativa para essa necessidade humana. A população mundial, como se sabe, cresce a olhos vistos, confirmação feita pelas estatísticas de entidades como a ONU. Lamentavelmente, apenas 1,2 bilhões de humanos no planeta são católicos, e estão localizados majoritariamente no Ocidente, como nas Américas e na Europa. Nos países da Ásia e África, onde a fé cristã não é majoritária, o crescimento demográfico é ainda maior do que nos países de fé católica. Os católicos, especialmente europeus, parecem não obedecer ao dogma milenar de “crescei e multiplicai-vos”, e andam reduzindo a velocidade do crescimento demográfico em seus países. Mas só isso não impede a necessidade de aumentar as áreas de plantio para se produzir mais alimentos.
Posto isto, Papa Francisco, permita-me comentar:
1 – antes de faltar água, faltará comida para os 7,3 bilhões de pessoas que povoam hoje o planeta. O crescimento demográfico ainda é elevado, porque a expectativa média de vida cresceu substancialmente nas últimas décadas. Se, um século atrás, grosso modo, 2,0% de taxa de crescimento sobre 2 bilhões de pessoas era suportável, hoje com 7,3 bilhões e uma taxa demográfica de 1,7% é suicídio coletivo. No primeiro caso, tínhamos 40 milhões de novas almas/ano. Na taxa atual são 124,7 milhões de pessoas/ano. Insuportável, Papa Francisco, reconheçamos, os percentuais não nos revelam a realidade.
2 – Vai faltar terra agricultável para plantar alimentos, Papa Francisco. Onde há terra disponível, como na África ou China, falta água, porque Deus e a natureza não abençoaram essas regiões de forma igual, como no Brasil e na sua Argentina. Para se fazer agricultura precisa-se de terra, sol e água. Na falta de um desses três elementos não se produz alimentos, nem por milagre.
3 – Agricultores no mundo inteiro estão envelhecendo, e seus filhos não querem seguir a carreira paterna. Cada vez há menos agricultores no mundo, porque o trabalho rural é estafante, mesmo com as modernas tecnologias, e isolado, sendo que as pessoas querem ser gregárias nas urbes.
4 – Agricultores também podem e devem ganhar dinheiro como sustento de seu trabalho, e eles fazem isso. Mas é uma atividade incerta, Papa Francisco, pelas manipulações dos compradores, ou pelos malfeitos do clima, ora amigo, ora inimigo. E isso é milenar, acontecia no antigo Egito, como já sabemos. Agricultores não fazem o preço daquilo que produzem, o mercado faz isso, e esse mercado tem incentivado com bons preços a remuneração dos agricultores em todo o mundo. Mas os insumos, Papa Francisco, os fertilizantes, sementes, agroquímicos, máquinas, que trazem novas tecnologias, para produzir mais, na mesma área, tratam de socializar esse lucro justo que seria dos produtores rurais.
5 – O paradoxo maior está em se limitar as áreas novas de plantio. O Brasil fez isso, Papa Francisco, criou o Código Florestal, mas o mundo inteiro não copiou essa nossa jabuticaba. A gente fez essa lei agora, Papa Francisco, mas o Brasil nem precisava, pois mais de 60% do território brasileiro ainda é de floresta original, de quando os lusitanos aqui chegaram em 1500. Na Europa as reservas florestais são inferiores a 1% do território, portanto, vosso aviso chegou tarde para eles.
6 – As áreas florestadas jamais serão recompostas, Papa Francisco. Isso é um desiderato utópico de Vossa Santidade e de todos os ambientalistas. A humanidade, tal e qual um formigueiro, irá depredar tudo à sua volta, como Vossa Santidade criticou na encíclica, pelo consumismo perdulário,
7 – As áreas brasileiras desmatadas não foram para plantar soja, Papa Francisco, porque uma árvore quando derrubada deixa um toco na superfície, mas cheio de raízes. Estas devem apodrecer por um mínimo de 5 a 10 anos antes que se possa arrancar as raízes do solo profundo. E soja, Papa Francisco é uma lavoura onde 100% do que se faz é mecanizado. São máquinas caras e sofisticas, Papa Francisco, custam fortunas, mas são “enjoadas”, elas não conseguem trabalhar em solos onde há tocos de árvores decepadas pelos madeireiros, porque agricultores não derrubam árvores, pelo contrário, até plantam muitas árvores, como macieiras, laranjeiras, pessegueiros e cafeeiros e até mesmo eucaliptos.
8 – Os preços de terras estão pela hora da morte Papa Francisco, fruto da especulação financeira. Agricultores, para sobreviver na atividade, precisam plantar com alta produtividade, usando os tais insumos caríssimos, e se tentarem ludibriar a natureza, usando menos tecnologias, terão baixa produtividade, e com isso abrem falência, perdem a terra para os bancos que emprestaram dinheiro para a compra dos insumos, e a quem deram sua terra como garantia. Até recentemente, Papa Francisco, os agricultores buscavam terras mais baratas em áreas novas, e toda década tinha uma fronteira agrícola nova no Brasil, mas isso agora acabou. Acabou por dois motivos, Papa Francisco, primeiro, porque todas as áreas novas já estão praticamente ocupadas, no Brasil e no planeta inteiro. Segundo, que nas áreas ainda disponíveis no Brasil e na Argentina, além de caríssimas, são terras ruins de pastagens degradadas. E no Brasil ainda tem as limitações do Código Florestal, como a Reserva Legal para mata natural, de no mínimo 20% no Sul e Sudeste, de 50% em regiões como o Pantanal e algumas do Brasil Central, e de até 80% na Amazônia.
9 – Vossa Santidade ficará com dó na alma quando mais pessoas, além de 1 bilhão de pessoas, como ocorre hoje, vierem a passar fome, enquanto nós brasileiros estaremos admirando nossas verdes e intocáveis florestas tropicais? Ou Vossa Santidade dará apoio aos países desenvolvidos que iniciarão movimento de confiscar a Amazônia dos brasileiros, porque eles não a exploram convenientemente? Esse movimento já existe Santidade, apesar de tímido.
10 – Desculpe-me pela ironia acima, Papa Francisco, mas essa é a realidade, é que escrevi todas essas coisas acima, e outras mais, em meu novo livro, título “CO2 - aquecimento e mudanças climáticas: estão nos enganando?”, onde denuncio a ação de grupos econômicos pseudo "ambientalistas" que estão provocando essas suas dores na alma. O problema maior do planeta chama-se superpopulação, esta é a causa principal de todos os males que afligem a humanidade, seja de ordem econômica, social, política e de bem estar, por causa da poluição e de doenças endêmicas, e também pela falta de alimento e água potável.
Em resumo, Papa Francisco, lotação planetária esgotada. Nem revendo o dogma da Santa Madre Igreja sobre a proibição de as famílias católicas estabelecerem programas de controle familiar, ou de os governos criarem políticas públicas de incentivo para reduzir a velocidade do crescimento demográfico, haverá salvação para toda a humanidade. Lamentavelmente, os mais pobres sofrerão mais, como sempre foi.
.
sábado, 20 de junho de 2015
O estupro é inevitável
Richard Jakubaszko
Não se
conhecem as razões que levaram o Vaticano a aderir à causa ambientalista. A
chantagem de Al Gore, com a promessa de conversão ao catolicismo, certamente
não foi a motivação principal. É provável que conquistar novos adeptos de fé no
catolicismo tenha sido uma das mais importantes intenções de o Papa Francisco publicar
a Encíclica esta semana, pois a Igreja Católica Apostólica Romana tem perdido
fiéis para outros ramos do cristianismo. Aderir ao ambientalismo traria
simpatias. Entretanto, não vejo com bons olhos essa tomada de posição da Igreja, mesmo
sendo um praticante de fé católica. Até porque, somos todos ambientalistas.
Como profissional de comunicação, entretanto, me preocupa a "leitura" que será feita da Encíclica pela mídia, e de como está sendo divulgada, distorcendo o apelo papal ao bom senso, fazendo parecer que o Papa e o Vaticano aderiram à causa dos que divulgam o aquecimento e as mudanças climáticas. Na verdade, escritas de próprio punho, as palavras do Papa Francisco são sábias, serenas, e de uma clareza "franciscana", como se costuma dizer. O Papa Francisco critica o mau uso dos recursos naturais, a poluição irresponsável, a agressão que se faz à natureza, o consumismo, a exacerbada exploração financeira de tudo o que diga respeito ao meio ambiente, como os créditos de carbomo, e até mesmo recomenda uma menor velocidade do crescimento social e econômico do planeta. Talvez, aqui, o perigo esteja presente.
Do ponto de vista humano, de fé, de ideais protecionistas da natureza, a Encíclica de Francisco é perfeita e irretocável, digna do representante de Deus entre nós. Do ponto de vista político a Encíclica é um desastre, porque terá distorções no seu uso e na sua divulgação, e provocará um tsunami planetário, um estupro político inevitável da humanidade.
A partir da
Encíclica do Papa Francisco o estupro ambientalista contra a humanidade é
inevitável. Não falta mais nada.
Não se
conhecem as razões que levaram o Vaticano a aderir à causa ambientalista. A
chantagem de Al Gore, com a promessa de conversão ao catolicismo, certamente
não foi a motivação principal. É provável que conquistar novos adeptos de fé no
catolicismo tenha sido uma das mais importantes intenções de o Papa Francisco publicar
a Encíclica esta semana, pois a Igreja Católica Apostólica Romana tem perdido
fiéis para outros ramos do cristianismo. Aderir ao ambientalismo traria
simpatias. Entretanto, não vejo com bons olhos essa tomada de posição da Igreja, mesmo
sendo um praticante de fé católica. Até porque, somos todos ambientalistas.Como profissional de comunicação, entretanto, me preocupa a "leitura" que será feita da Encíclica pela mídia, e de como está sendo divulgada, distorcendo o apelo papal ao bom senso, fazendo parecer que o Papa e o Vaticano aderiram à causa dos que divulgam o aquecimento e as mudanças climáticas. Na verdade, escritas de próprio punho, as palavras do Papa Francisco são sábias, serenas, e de uma clareza "franciscana", como se costuma dizer. O Papa Francisco critica o mau uso dos recursos naturais, a poluição irresponsável, a agressão que se faz à natureza, o consumismo, a exacerbada exploração financeira de tudo o que diga respeito ao meio ambiente, como os créditos de carbomo, e até mesmo recomenda uma menor velocidade do crescimento social e econômico do planeta. Talvez, aqui, o perigo esteja presente.
Ocorre que o AGA - Aquecimento Global Antropogênico, popularmente conhecido como "aquecimento", e ainda as "mudanças climáticas", são plataformas publicitárias de agendas com interesses políticos e comerciais, e a Encíclica Papal, interpretada pelo lado ideológico, deixou os ambientalistas eufóricos.
Estudo o assunto há mais de 8 anos, e não tenho receios de afirmar que o aquecimento e as mudanças climáticas são a grande mentira do século XXI, conforme registro em meu livro “CO2, aquecimento e mudanças climáticas: estão nos enganando?”, a sair de gráfica em julho próximo, e o fato de o Papa Francisco abençoar a questão ambientalista dará ânimo redobrado aos adeptos do aquecimentismo.
Haverá um estupro da humanidade no futuro breve, e prevejo a exacerbação do assunto, da seguinte forma:
Estudo o assunto há mais de 8 anos, e não tenho receios de afirmar que o aquecimento e as mudanças climáticas são a grande mentira do século XXI, conforme registro em meu livro “CO2, aquecimento e mudanças climáticas: estão nos enganando?”, a sair de gráfica em julho próximo, e o fato de o Papa Francisco abençoar a questão ambientalista dará ânimo redobrado aos adeptos do aquecimentismo.
Haverá um estupro da humanidade no futuro breve, e prevejo a exacerbação do assunto, da seguinte forma:
1 – Vai
recrudescer a luta ambientalista: tornará mais fácil aprovar legislação de
interesse dos ambientalistas em todo o mundo, trazendo novas restrições às atividades
produtivas;
2 – O
Código Florestal brasileiro será rediscutido, ampliando as proibições e
limitações já existentes;
3 – O
comércio de venda de créditos de carbono será retomado, pois a hipocrisia financeira das indulgências terá
a benção Papal;
4 – A COP
21, em Paris, em dezembro próximo, terá mais facilidades para alavancar a
AIA -Agência Internacional Ambiental, sob o jugo da ONU, com poderes supranacionais
à soberania das nações. Países em desenvolvimento que não se submeterem à vontade
dos ambientalistas poderão sofrer sanções econômicas, políticas, e até mesmo de caráter militar;
5 – A
Amazônia terá apoio mundial para ser internacionalizada. O Brasil perderá esse
patrimônio e a soberania de explorar suas riquezas;
6 – Os
países desenvolvidos se tornarão donos da água potável no mundo. Aliás, foi uma
das críticas do Papa Francisco, que pediu o fim da “Guerra da Água”. Já existem
áreas gigantescas de terras, aqui no Brasil e no continente sul-americano,
adquiridas por capitais especulativos, bem em cima do aquífero Guarani. Ao mesmo tempo, a guerra permanente entre Israel e a Palestina é pela água, e não tem outro propósito, se não a desculpa de que seja religiosa.
7 – A
construção de usinas nucleares (a grande financiadora da mentira ambientalista
do aquecimento) será facilitada pela benção Papal;
8 –
Oficializa-se, com a Encíclica, a política recomendada por Thomas Malthus de “deixar os pobres do
planeta se exterminarem”. A FAO poderá implementar a política do
“Decrescimento”, sonho acalentado pelo Clube de Roma desde os anos 1990.
9 – Os
países desenvolvidos obterão sucesso, finalmente, em frear os países emergentes
em seu crescimento econômico e social.
10 – Pelo
fato de que alguns países em desenvolvimento se negarão a obedecer os mandamentos da AIA, teremos
guerras que irão reduzir o excesso populacional planetário, pois a Igreja
Católica Romana não admite reavaliar o dogma de que é contra a existência de quaisquer políticas
públicas de controle da natalidade.
O principal problema da humanidade é o excesso populacional. Todos os pontos críticos decorrem dessa premissa. Todavia, o expressivo crescimento demográfico nunca é colocado em debate público. O Vaticano nega-se a apoiar medidas que incentivem a redução da velocidade desse crescimento. As guerras, a fome e as doenças das populações mais pobres e desassistidas, em maior amplitude do que já existem hoje, permitirão uma população inferior a 6 bilhões de pessoas ao final do século XXI.
O principal problema da humanidade é o excesso populacional. Todos os pontos críticos decorrem dessa premissa. Todavia, o expressivo crescimento demográfico nunca é colocado em debate público. O Vaticano nega-se a apoiar medidas que incentivem a redução da velocidade desse crescimento. As guerras, a fome e as doenças das populações mais pobres e desassistidas, em maior amplitude do que já existem hoje, permitirão uma população inferior a 6 bilhões de pessoas ao final do século XXI.
Do ponto de vista humano, de fé, de ideais protecionistas da natureza, a Encíclica de Francisco é perfeita e irretocável, digna do representante de Deus entre nós. Do ponto de vista político a Encíclica é um desastre, porque terá distorções no seu uso e na sua divulgação, e provocará um tsunami planetário, um estupro político inevitável da humanidade.
Quem viver,
assim verá.
Pai, perdoa
esses humanos. Eles não sabem o que fazem.
.
Marcadores:
água,
amazônia,
ambientalismo,
Aquecimento,
CO2,
denúncia,
FAO,
Igreja Católica,
mudanças climáticas,
nuclear,
polêmica,
superpopulação,
Vaticano
terça-feira, 9 de junho de 2015
Nostradamus: o livro perdido e o Apocalipse
Richard Jakubaszko
As previsões de Nostradamus provocam ainda calorosos debates entre teólogos, cientistas e estudiosos. Um livro, atribuído a Nostradamus, foi encontrado na Biblioteca de Roma, no final do século XX, e o vídeo abaixo, produzido pelo History Channel, é um documentário interessante sobre os debates que se seguiram, pois parte do livro não teria sido escrito pelo vidente francês. De toda forma, suspeitam os adeptos de que no livro consta a previsão de quando acontecerá o Apocalipse, previsto também pela Bíblia.
Produzido na década dos anos 2000 o vídeo (90 minutos, dublado) correlacionou Osama Bin Laden ao 3º anticristo, e 2012 como o início do fim do mundo, conforme previsões dos Maias, mas devemos entender que essas foram as interpretações dos estudiosos que analisaram o livro. A Igreja Católica, evidentemente, está retratada nas previsões de Nostradamus através de sua história e na afirmação de que encontra-se em crise, situação que prenuncia um desenlace misterioso, antes que o fim dos tempos se inicie.
Assistir o vídeo é, no mínimo, conhecer quais são essas previsões e compartilhar um pouco dessa expectativa humana.
.
As previsões de Nostradamus provocam ainda calorosos debates entre teólogos, cientistas e estudiosos. Um livro, atribuído a Nostradamus, foi encontrado na Biblioteca de Roma, no final do século XX, e o vídeo abaixo, produzido pelo History Channel, é um documentário interessante sobre os debates que se seguiram, pois parte do livro não teria sido escrito pelo vidente francês. De toda forma, suspeitam os adeptos de que no livro consta a previsão de quando acontecerá o Apocalipse, previsto também pela Bíblia.
Produzido na década dos anos 2000 o vídeo (90 minutos, dublado) correlacionou Osama Bin Laden ao 3º anticristo, e 2012 como o início do fim do mundo, conforme previsões dos Maias, mas devemos entender que essas foram as interpretações dos estudiosos que analisaram o livro. A Igreja Católica, evidentemente, está retratada nas previsões de Nostradamus através de sua história e na afirmação de que encontra-se em crise, situação que prenuncia um desenlace misterioso, antes que o fim dos tempos se inicie.
Assistir o vídeo é, no mínimo, conhecer quais são essas previsões e compartilhar um pouco dessa expectativa humana.
.
quarta-feira, 17 de dezembro de 2014
O último castrati da história
![]() |
| Alessandro Moreschi, 1875 |
Alessandro Moreschi (1858-1922) era proveniente de uma família pobre e numerosa, e aos 7 anos de idade foi submetido a uma cirurgia de castração em 1865 para curá-lo de uma hérnia inguinal. Aparentemente, esse era um procedimento comum na Itália da época para solucionar tal problema. Também era comum a castração de crianças com voz e talento, para que mantivessem a voz de soprano, sem a interferência dos hormônios. Moreschi, portanto, foi o último castrati da história.
Aqui, a voz de Moreschi, em gravação de 1902 ou 1904:
Iniciou seus estudos de canto em 1871 na escola de Salvatore di San Lauro, sob a direção de Gaetano Capocci - organista e compositor de música sacra, mestre de capela da Basilica di San Giovanni in Laterano, em Roma. Capocci promoveu a aceitação de Moreschi no coro da Capela Sistina, em 1883. A castração infantil para fins artísticos fora proibida em 1870, mas à época alegou-se que a castração de Moreschi ocorrera antes da proibição. Assim, Alessandro tornou-se solista do coro entre 1883 e 1898, ano em que assumiu a diretoria do coro, cargo no qual manteve-se até 1913, exercendo, além das atividades artísticas, funções administrativas.
Chegaram até os dias atuais gravações que realizou entre 1902 e 1904, nas quais interpreta dez obras compostas especificamente para sua tessitura vocal. Essas gravações têm excepcional valor, pois são o único registro do canto dos castrati. Segundo a crítica, porém, Moreschi, apesar do timbre marcante, mostra sua técnica marcada pelo gosto do século XIX (com uso abundante de portamenti), muito distante da ópera barroca, não podendo, portanto, ser considerado como equivalente aos castrati do século XVIII - época em que esses cantores tiveram seu auge. O último deles, Giovanni Battista Stracciavelutti - mais conhecido como Giovanni Battista Velluti (1780-1861) - já se aposentara trinta anos antes do nascimento de Moreschi.
O "Anjo de Roma" teve entretanto muito sucesso em sua época. Cantou durante os funerais de Napoleão III, interpretando a parte do soprano solista na Missa da Requiem de Verdi em Ravena. Vivia em Roma, numa bela casa, na zona do Trastevere (via della Lungara).
Nos seus últimos anos, porém, Alessandro Moreschi foi esquecido e viveu solitário. Faleceu em Roma, sem a companhia de seu filho adotivo, Giulio (Giulietto) Moreschi, que atuava como tenor, sobretudo na Basilica di Santa Maria Maggiore, e também como ator de cinema, em filmes como, por exemplo, Lo sceicco bianco de Fellini. Sua sepultura está localizada no cemitério Campo di Verano.
.
sábado, 16 de março de 2013
Os papas, história e futuro.
Richard Jakubaszko
Atualmente, a maioria da população mundial é católica. São milhões de pessoas que seguem essa que é a denominação cristã mais antiga.
Ao longo da história a Igreja Católica Apostólica Romana teve como líderes 265 Papas, começando por Apóstolo Pedro, que foi o primeiro Papa. Nenhum outro, posteriormente, adotou o nome Pedro.
Nos últimos 8 anos, a autoridade máxima do catolicismo foi o alemão Joseph Ratzinger, que usa o nome Bento XVI, e renunciou ao cargo no dia 28 de fevereiro último. Agora temos Francisco, um argentino, Jesuíta, uma das correntes mais intelectualizadas do Vaticano, que ainda não havia eleito nenhum Papa. Francisco contraria, até o momento, a previsão de São Malaquias, que previa o Petrus Romanus. Ainda não se descobriram as ilações dos fatos com as profecias, que anunciavam o início do fim dos tempos...
Francisco prenuncia mudanças na Igreja Romana, a Opus Dei enfraquece seu poder, mas os novos rumos ainda devem demorar algum tempo para mostrar quais as tendências, pois a Igreja Católica Apostólica Romana é lenta em suas mudanças. Mas elas virão. O que milhões de fiéis desejam é que a fé seja crescente nesses tempos conturbados. Nas questões humanas, todavia, a fé anda de braços dados com a política, o que é muito ruim. Mas isso sempre foi assim.
Francisco ainda nem tomou posse e já há correntes tentando descontruir a imagem do novo Papa, através de acusações genéricas de ser um padre amigo de ditaduras. Tentam desqualificar previamente as futuras mudanças. Antigamente envenenavam os Papas, hoje se faz o que ficou sendo conhecido como assassinato de reputação. Tempos modernos...
Abaixo a lista de nomes de todos os Papas da Igreja Católica, pela ordem de sucessão, nome, lugar de origem e data de início e término do papado. A maioria esmagadora concluiu o papado com a característica de sua vitaliciedade. Houve raríssimas renúncias, e, especialmente, muitas mortes por assassinato. A cicuta sempre esteve à espreita, fatal e ameaçadora.
Atualmente, a maioria da população mundial é católica. São milhões de pessoas que seguem essa que é a denominação cristã mais antiga.
Ao longo da história a Igreja Católica Apostólica Romana teve como líderes 265 Papas, começando por Apóstolo Pedro, que foi o primeiro Papa. Nenhum outro, posteriormente, adotou o nome Pedro.
Nos últimos 8 anos, a autoridade máxima do catolicismo foi o alemão Joseph Ratzinger, que usa o nome Bento XVI, e renunciou ao cargo no dia 28 de fevereiro último. Agora temos Francisco, um argentino, Jesuíta, uma das correntes mais intelectualizadas do Vaticano, que ainda não havia eleito nenhum Papa. Francisco contraria, até o momento, a previsão de São Malaquias, que previa o Petrus Romanus. Ainda não se descobriram as ilações dos fatos com as profecias, que anunciavam o início do fim dos tempos...
Francisco prenuncia mudanças na Igreja Romana, a Opus Dei enfraquece seu poder, mas os novos rumos ainda devem demorar algum tempo para mostrar quais as tendências, pois a Igreja Católica Apostólica Romana é lenta em suas mudanças. Mas elas virão. O que milhões de fiéis desejam é que a fé seja crescente nesses tempos conturbados. Nas questões humanas, todavia, a fé anda de braços dados com a política, o que é muito ruim. Mas isso sempre foi assim.
Francisco ainda nem tomou posse e já há correntes tentando descontruir a imagem do novo Papa, através de acusações genéricas de ser um padre amigo de ditaduras. Tentam desqualificar previamente as futuras mudanças. Antigamente envenenavam os Papas, hoje se faz o que ficou sendo conhecido como assassinato de reputação. Tempos modernos...
Abaixo a lista de nomes de todos os Papas da Igreja Católica, pela ordem de sucessão, nome, lugar de origem e data de início e término do papado. A maioria esmagadora concluiu o papado com a característica de sua vitaliciedade. Houve raríssimas renúncias, e, especialmente, muitas mortes por assassinato. A cicuta sempre esteve à espreita, fatal e ameaçadora.
1
|
São Pedro
|
Betsaida
|
33
|
67
|
2
|
São Lino
|
Túscia
|
67
|
76
|
3
|
Santo Anacleto
|
Roma
|
76
|
88
|
4
|
São Clemente I
|
Roma
|
88
|
97
|
5
|
Santo Evaristo
|
Grécia
|
97
|
105
|
6
|
Santo
Alexandre I
|
Roma
|
105
|
115
|
7
|
São Sisto I
|
Roma
|
115
|
125
|
8
|
São Telésforo
|
Grécia
|
125
|
136
|
9
|
Santo Higino
|
Grécia
|
136
|
140
|
10
|
São Pio I
|
Aquiléia
|
140
|
155
|
11
|
Santo Aniceto
|
Síria
|
155
|
166
|
12
|
São Sotero
|
Campânia
|
166
|
175
|
13
|
Santo
Eleutério
|
Epiro
|
175
|
189
|
14
|
São Vitor I
|
África
|
189
|
199
|
15
|
São Zeferino
|
Roma
|
199
|
217
|
16
|
São Calisto I
|
Roma
|
217
|
222
|
17
|
Santo Urbano I
|
Roma
|
222
|
230
|
18
|
São Ponciano
|
Roma
|
230
|
235
|
19
|
Santo Antero
|
Grécia
|
235
|
236
|
20
|
São Fabiano
|
Roma
|
236
|
250
|
21
|
São Cornélio
|
Roma
|
251
|
253
|
22
|
São Lúcio I
|
Roma
|
253
|
254
|
23
|
Santo Estevão
I
|
Roma
|
254
|
257
|
24
|
São Sisto II
|
Grécia
|
257
|
258
|
25
|
São Dionísio
|
-
|
259
|
268
|
26
|
São Félix I
|
Roma
|
269
|
274
|
27
|
Santo
Eutiquiano
|
Luni
|
275
|
283
|
28
|
São Caio
|
Dalmácia
|
283
|
296
|
29
|
São Marcelino
|
Roma
|
296
|
304
|
30
|
São Marcelo I
|
Roma
|
308
|
309
|
31
|
Santo Eusébio
|
Grécia
|
309
|
309
|
32
|
São Melquíades
|
África
|
311
|
314
|
33
|
São Silvestre
I
|
Roma
|
314
|
335
|
34
|
São Marcos
|
Roma
|
336
|
336
|
35
|
São Júlio I
|
Roma
|
337
|
352
|
36
|
Libério
|
Roma
|
352
|
366
|
37
|
São Dâmaso I
|
Espanha
|
366
|
384
|
38
|
São Sirício
|
Roma
|
384
|
399
|
39
|
Santo
Anastácio I
|
Roma
|
399
|
401
|
40
|
Santo
Inocêncio I
|
Albano
|
401
|
417
|
41
|
São Zósimo
|
Grécia
|
417
|
418
|
42
|
São Bonifácio
I
|
Roma
|
418
|
422
|
43
|
São Celestino
I
|
Campânia
|
422
|
432
|
44
|
São Sisto III
|
Roma
|
432
|
440
|
45
|
São Leão Magno
|
Túscia
|
440
|
461
|
46
|
Santo Hilário
|
Sardenha
|
461
|
468
|
47
|
São Simplício
|
Tivoli
|
468
|
-
|
48
|
São Félix III
(II)
|
Roma
|
483
|
492
|
49
|
São Galásio I
|
África
|
492
|
496
|
50
|
Anastácio II
|
Roma
|
496
|
498
|
51
|
São Símaco
|
Sardenha
|
498
|
514
|
52
|
São Hormisdas
|
Frosinone
|
514
|
523
|
53
|
São João I
|
Túscia
|
523
|
526
|
54
|
São Félix IV
(III)
|
Sâmnio
|
526
|
530
|
55
|
Bonifácio II
|
Roma
|
530
|
532
|
56
|
João II
|
Roma
|
533
|
535
|
57
|
Santo Agapito
I
|
Roma
|
535
|
536
|
58
|
São Silvério
|
Campânia
|
536
|
537
|
59
|
Vigílio
|
Roma
|
537
|
555
|
60
|
Pelágio I
|
Roma
|
556
|
561
|
61
|
João III
|
Roma
|
561
|
574
|
62
|
Bento I
|
Roma
|
575
|
579
|
63
|
Pelágio II
|
Roma
|
579
|
590
|
64
|
São Gregório I
|
Roma
|
590
|
604
|
65
|
Sabiniano
|
Túscia
|
604
|
607
|
66
|
Bonifácio III
|
Roma
|
607
|
608
|
67
|
São Bonifácio
IV
|
Marsi
|
608
|
615
|
68
|
São Adeodato I
|
Roma
|
615
|
618
|
69
|
Bonifácio V
|
Nápoles
|
619
|
625
|
70
|
Honório I
|
Campânia
|
625
|
638
|
71
|
Severino
|
Roma
|
640
|
640
|
72
|
João IV
|
Dalmácia
|
640
|
642
|
73
|
Teodoro I
|
Grécia
|
642
|
649
|
74
|
São Martinho I
|
Todi
|
649
|
655
|
75
|
Santo Eugênio
I
|
Roma
|
654
|
657
|
76
|
São Vitaliano
|
Segni
|
657
|
672
|
77
|
Adeodato II
|
Roma
|
672
|
676
|
78
|
Dono
|
Roma
|
676
|
678
|
79
|
Santo Ágato
|
Sicília
|
678
|
681
|
80
|
São Leão II
|
Sicília
|
682
|
683
|
81
|
São Bento II
|
Roma
|
684
|
685
|
82
|
João V
|
Síria
|
685
|
686
|
83
|
Cônon
|
-
|
686
|
687
|
84
|
São Sérgio I
|
Síria
|
687
|
701
|
85
|
João VI
|
Grécia
|
701
|
705
|
86
|
João VII
|
Grécia
|
705
|
707
|
87
|
Sisínio
|
Síria
|
707
|
708
|
88
|
Constantino I
|
Síria
|
708
|
715
|
89
|
São Gregório
II
|
Roma
|
715
|
731
|
90
|
São Gregório
III
|
Síria
|
731
|
741
|
91
|
São Zacarias
|
Grécia
|
741
|
752
|
92
|
Estevão II
|
Roma
|
752
|
757
|
93
|
São Paulo I
|
Roma
|
757
|
767
|
94
|
Estevão III
|
Roma
|
768
|
772
|
95
|
Adriano I
|
Roma
|
772
|
795
|
96
|
São Leão III
|
Roma
|
795
|
816
|
97
|
Estevão IV
|
Sicília
|
816
|
817
|
98
|
São Pascoal I
|
Roma
|
817
|
824
|
99
|
Eugênio II
|
Roma
|
824
|
827
|
100
|
Valentim I
|
Roma
|
827
|
827
|
101
|
Gregório IV
|
Roma
|
827
|
844
|
102
|
Sério II
|
Roma
|
844
|
847
|
103
|
São Leão IV
|
Roma
|
847
|
855
|
104
|
Bento III
|
Roma
|
855
|
858
|
105
|
São Nicolau I
|
Roma
|
858
|
867
|
106
|
Adriano II
|
Roma
|
867
|
872
|
107
|
João VIII
|
Roma
|
872
|
882
|
108
|
Mariano I
|
Gellese
|
882
|
884
|
109
|
Santo Adriano
III
|
Roma
|
884
|
885
|
110
|
Estevão V
|
Roma
|
885
|
891
|
111
|
Formoso
|
Pôrto
|
891
|
896
|
112
|
Bonifácio VI
|
Roma
|
896
|
896
|
113
|
Estêvão VI
|
Roma
|
896
|
897
|
114
|
Romano
|
Gallese
|
897
|
897
|
115
|
Teodoro II
|
Roma
|
897
|
897
|
116
|
João IX
|
Tivoli
|
898
|
900
|
117
|
Bento IV
|
Roma
|
900
|
903
|
118
|
Leão V
|
Árdea
|
903
|
903
|
119
|
Sérgio III
|
Roma
|
904
|
911
|
120
|
Anastácio III
|
Roma
|
911
|
913
|
121
|
Lando
|
Sabina
|
913
|
914
|
122
|
João X
|
Tossignano
|
914
|
928
|
123
|
Leão VI
|
Roma
|
928
|
928
|
124
|
Estevão VII
|
Roma
|
929
|
931
|
125
|
João XI
|
Roma
|
931
|
935
|
126
|
Leão VII
|
Pavia
|
936
|
939
|
127
|
Estêvão VIII
|
Roma
|
939
|
942
|
128
|
Marino II
|
Roma
|
942
|
946
|
129
|
Agapito II
|
Roma
|
946
|
955
|
130
|
João XII
|
Roma
|
955
|
964
|
131
|
Leão VIII
|
Roma
|
963
|
965
|
132
|
Bento V
|
Roma
|
964
|
966
|
133
|
João XIII
|
Túsculo
|
965
|
972
|
134
|
Bento VI
|
Roma
|
973
|
974
|
135
|
Bento VII
|
Roma
|
974
|
983
|
136
|
João XIV
|
Roma
|
983
|
984
|
137
|
João XV
|
Roma
|
985
|
996
|
138
|
Gregório V
|
Saxônia
|
996
|
999
|
139
|
Silvestre II
|
Alvérnia
|
999
|
1003
|
140
|
João XVII
|
Roma
|
1003
|
1004
|
141
|
João XVIII
|
Roma
|
1004
|
1009
|
142
|
Sérgio IV
|
Roma
|
1009
|
1012
|
143
|
Bento VIII
|
Túsculo
|
1012
|
1024
|
144
|
João XIX
|
Túsculo
|
1024
|
1032
|
145
|
Bento IX
|
Túsuculo
|
1032
|
1045
|
146
|
Silvestre III
|
Roma
|
1045
|
1045
|
147
|
Bento IX (2ª
vez)
|
-
|
1045
|
1045
|
148
|
Gregório VI
|
Roma
|
1045
|
1046
|
149
|
Clemente II
|
Saxônia
|
1046
|
1047
|
150
|
Bento IX (3ª
vez)
|
-
|
1047
|
1048
|
151
|
Dâmaso II
|
Baviera
|
1048
|
1049
|
152
|
São Leão IX
|
Egisheim-Dagsburg
|
1049
|
1055
|
153
|
Vitor II
|
Dolinstein-Hirschberg
|
1055
|
1057
|
154
|
Estêvão X
|
Lorena
|
1057
|
1059
|
155
|
Nicolau II
|
Borgonha
|
1059
|
1061
|
156
|
Alexandre II
|
Milão
|
1061
|
1073
|
157
|
São Gregório
VII
|
Túscia
|
1073
|
1085
|
158
|
Beato Vitor
III
|
Benevento
|
1086
|
1087
|
159
|
Beato Urbano
II
|
França
|
1088
|
1099
|
160
|
Pascoal II
|
Ravena
|
1099
|
1118
|
161
|
Gelásio II
|
Gaeta
|
1118
|
1119
|
162
|
Calisto II
|
Borgonha
|
1119
|
1124
|
163
|
Honório II
|
Fagnano
|
1124
|
1130
|
164
|
Inocêncio II
|
Roma
|
1130
|
1143
|
165
|
Celestino II
|
Castelo
|
1143
|
1144
|
166
|
Lúcio II
|
Bolonha
|
1144
|
1145
|
167
|
Beato Eugênio
III
|
Pisa
|
1145
|
1153
|
168
|
Anastácio IV
|
Roma
|
1153
|
1154
|
169
|
Adriano IV
|
Inglaterra
|
1154
|
1159
|
170
|
Alexandre III
|
Siena
|
1159
|
1181
|
171
|
Lúcio III
|
Lucca
|
1181
|
1185
|
172
|
Urbano III
|
Milão
|
1185
|
1187
|
173
|
Gregório VIII
|
Benevento
|
1187
|
1187
|
174
|
Clemente III
|
Roma
|
1187
|
1191
|
175
|
Celestino III
|
Roma
|
1191
|
1198
|
176
|
Inocêncio III
|
Anagni
|
1198
|
1216
|
177
|
Honório III
|
Roma
|
1216
|
1227
|
178
|
Gregório IX
|
Anagni
|
1227
|
1241
|
179
|
Celestino IV
|
Milão
|
1241
|
1241
|
180
|
Inocêncio IV
|
Gênova
|
1243
|
1254
|
181
|
Alexandre IV
|
Anagni
|
1254
|
1261
|
182
|
Urbano IV
|
Troyes
|
1261
|
1264
|
183
|
Clemente IV
|
França
|
1265
|
1268
|
184
|
Beato Gregório
X
|
Placência
|
1271
|
1276
|
185
|
Beato
Inocêncio V
|
Savóia
|
1276
|
1276
|
186
|
Adriano V
|
Gênova
|
1276
|
1276
|
187
|
João XXI
|
Portugal
|
1276
|
1277
|
188
|
Nicolau III
|
Roma
|
1277
|
1280
|
189
|
Matinho IV
|
França
|
1281
|
1285
|
190
|
Honório IV
|
Roma
|
1285
|
1287
|
191
|
Nicolau IV
|
Ascoli
|
1288
|
1292
|
192
|
São Celestino
V
|
Isérnia
|
1294
|
1294
|
193
|
Bonifácio VIII
|
Anagni
|
1294
|
1303
|
194
|
Beato Bento XI
|
Treviso
|
1303
|
1304
|
195
|
Clemente V
|
França
|
1305
|
1314
|
196
|
João XXII
|
Cahors
|
1316
|
1334
|
197
|
Bento XII
|
França
|
1335
|
1342
|
198
|
Clemente VI
|
França
|
1342
|
1352
|
199
|
Inocêncio VI
|
França
|
1352
|
1352
|
200
|
Bento Urbano V
|
França
|
1362
|
1370
|
201
|
Gregório XI
|
França
|
1370
|
1378
|
-
|
Grande Cisma
do Oriente – Papas Romanos
|
|||
202
|
Urbano VI
|
Nápoles
|
1378
|
1389
|
203
|
Bonifácio IX
|
Nápoles
|
1389
|
1404
|
204
|
Inocêncio VII
|
Sulmona
|
1404
|
1406
|
205
|
Gregório XII
|
Veneza
|
1406
|
1415
|
-
|
Papas depois
do Grande Cisma
|
|||
206
|
Martinho V
|
Roma
|
1417
|
1431
|
207
|
Eugênio IV
|
Veneza
|
1431
|
1447
|
208
|
Nicolau V
|
Sarzana
|
1447
|
1455
|
209
|
Calisto III
|
Valência
|
1455
|
1458
|
210
|
Pio II
|
Siena
|
1458
|
1464
|
211
|
Paulo II
|
Veneza
|
1464
|
1471
|
212
|
Sisto IV
|
Savona
|
1471
|
1484
|
213
|
Inocêncio VIII
|
Gênova
|
1484
|
1492
|
214
|
Alexandre VI
|
Valência
|
1492
|
1503
|
215
|
Pio III
|
Siena
|
1503
|
1503
|
216
|
Júlio II
|
Savona
|
1503
|
1513
|
217
|
Leão X
|
Florença
|
1513
|
1521
|
218
|
Adriano VI
|
Ultrecht
|
1522
|
1523
|
219
|
Clemente VII
|
Florença
|
1523
|
1534
|
220
|
Paulo III
|
Roma
|
1534
|
1549
|
221
|
Júlio III
|
Roma
|
1550
|
1555
|
222
|
Marcelo II
|
Montepulciano
|
1555
|
1555
|
223
|
Paulo IV
|
Nápoles
|
1555
|
1559
|
224
|
Pio IV
|
Milão
|
1559
|
1565
|
225
|
São Pio V
|
Bosco
|
1566
|
1572
|
226
|
Gregório XIII
|
Bolonha
|
1572
|
1585
|
227
|
Sisto V
|
Grottammare
|
1585
|
1590
|
228
|
Urbano VII
|
Roma
|
1590
|
1590
|
229
|
Gregório XIV
|
Cremona
|
1590
|
1591
|
230
|
Inocêncio IX
|
Bolonha
|
1591
|
1591
|
231
|
Clemente VIII
|
Florença
|
1592
|
1605
|
232
|
Leão XI
|
Florença
|
1605
|
1605
|
233
|
Paulo V
|
Roma
|
1605
|
1621
|
234
|
Gregório XV
|
Bolonha
|
1621
|
1623
|
235
|
Urbano VIII
|
Florença
|
1623
|
1644
|
236
|
Inocêncio X
|
Roma
|
1644
|
1655
|
237
|
Alexandre VII
|
Siena
|
1655
|
1667
|
238
|
Clemente IX
|
Pistóia
|
1667
|
1669
|
239
|
Clemente X
|
Roma
|
1670
|
1676
|
240
|
Beato
Inocêncio XI
|
Como
|
1676
|
1689
|
241
|
Alexandre VIII
|
Veneza
|
1689
|
1691
|
242
|
Inocêncio XII
|
Nápoles
|
1691
|
1700
|
243
|
Clemente XI
|
Urbino
|
1700
|
1721
|
244
|
Inocêncio XIII
|
Roma
|
1721
|
1724
|
245
|
Bento XIII
|
Roma
|
1724
|
1730
|
246
|
Clemente XII
|
Florença
|
1730
|
1740
|
247
|
Bento XIV
|
Bolonha
|
1740
|
1758
|
248
|
Clemente XIII
|
Veneza
|
1758
|
1769
|
249
|
Clemente XIV
|
Rimini
|
1769
|
1774
|
250
|
Pio VI
|
Cesana
|
1775
|
1799
|
251
|
Pio VII
|
Cesena
|
1800
|
1823
|
252
|
Leão XII
|
Fabriano
|
1823
|
1829
|
253
|
Pio VIII
|
Cingoli
|
1829
|
1830
|
254
|
Gregório XVI
|
Belluno
|
1831
|
1846
|
255
|
Pio IX
|
Sinigáglia
|
1846
|
1878
|
256
|
Leão XIII
|
Carpineto
|
1878
|
1903
|
257
|
São Pio X
|
Riese
|
1903
|
1914
|
258
|
Bento XV
|
Gênova
|
1914
|
1922
|
259
|
Pio XI
|
Milão
|
1922
|
1939
|
260
|
Pio XII
|
Roma
|
1939
|
1958
|
261
|
João XXIII
|
Sotto II
Monte
|
1958
|
1963
|
262
|
Paulo VI
|
Concesio
|
1963
|
1978
|
263
|
João Paulo I
|
Belluno
|
1978
|
1978
|
264
|
João Paulo II
|
Polônia
|
1978
|
2005
|
265
|
Bento XVI
|
Alemanha
|
2005
|
2013
|
Assinar:
Postagens (Atom)







