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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

A água e as imbecilidades

Richard Jakubaszko
Com frequência que chega a saturar, há um insistente aforismo: “a água doce é um bem escasso; pior ainda, está se esgotando”.

O crescimento explosivo das cidades, somado ao descaso dos poderes públicos e à falta de consciência da população em geral, e a falta de dinheiro para investimentos, faz com que boa parte dos rios urbanos do Brasil e de muitas cidades no exterior mais pareça uma extensão de lixeiras e esgotos. A falta de tratamento de esgoto e o descarte de poluentes residenciais e industriais são os grandes vilões para essa autêntica catástrofe.

Adicionalmente, vindo não se sabe de onde, aparecem argumentos de que o planeta tem água, sim, mas é água salgada dos oceanos, e o que vai faltar é água doce, água para beber. Por vezes chega-se ao paroxismo de anunciar que a Amazônia caminha à desertificação.

A premissa dessa questão é o paradigma de que vai faltar água potável (água doce) para abastecer os 7,3 bilhões de pessoas que temos no planeta, pois apenas 3% da água existente no planeta é doce, e 97% é salgada.

1º erro: água não acaba. Não existe nada na natureza, nem na química ou na física que faça a água sumir, à exceção da eletrólise, que é processo laboratorial, para pequenas quantidades, e custa muito caro. A mesma quantidade de água que existe hoje, existia há 3 milhões de anos. E será assim no futuro. A água se recicla permanentemente, sempre nos 3 estágios que conhecemos: líquido, sólido ou gasoso. Aliás, o planeta deveria chamar-se “Água”, pois de terra há somente 29% na superfície da nossa casa.

2º erro: as calculadoras dos ambientalistas ensandecidos partem da premissa de uma estatística já antiga feita em países com pouquíssima água (como Israel e Espanha). Nesses países, o problema da água é crítico: lá, “descobriram” que 70% da água consumida eram usadas na irrigação, 20% pelas indústrias e 10% por consumo humano. Entenderam e decidiram que isso levaria ao caos do planeta. Dever-se-ia economizar água na agricultura, e, portanto, os "perdulários" dos produtores rurais teriam de ser contidos a qualquer custo.

3º erro: a “pegada hídrica” não tem aceitação internacional em nenhuma universidade, pois utiliza métodos estapafúrdios e emocionais, sem base na boa ciência. O referido indicador nem é polêmico, ele simplesmente não é aceito como ciência. Desta forma, as ONGs divulgam um factoide monstrengo, e a mídia digere e divulga acriticamente todas as besteiras inconvenientes.

Desta forma, chegamos aos “controles e à gestão da água”, eis que para irrigar a lavoura o agricultor brasileiro deve ter “estudos de impacto ambiental”. Numa boa, os ambientalistas e especialistas de água, surgidos do nada, passaram a faturar uma grana extra em consultoria. Não se financia um pivô de irrigação sem que haja um “estudo de impacto ambiental”. Fazer uma barragem ou poço artesiano é "crime ambiental". As firulas do raciocínio ambientalista são hilárias, e tenta-se dar embasamento de “estudo científico”.


Achar que água é vital a gente concorda com os ambientalistas. O que se deve ter em mente, é que o consumo de água, seja agrícola ou industrial, não “gasta” água, apenas interfere em seu processo. Quando usada na agricultura, na forma de irrigação, ou também por chuvas, como é calculada na métrica neurótica dos ambientalistas, a água não vai para o “quinto dos infernos”. Essa água revitaliza o solo, dá sustentabilidade à produção de alimentos, evapora-se ou é filtrada em suas impurezas, e vai para o lençol freático. Dali retorna para os rios, ou vai, temporariamente, para os aquíferos, e depois chega aos mares. Nos oceanos há evaporação, que forma as nuvens, e estas, depois de milhares de quilômetros percorridos, se transformam em chuvas. É o destino de toda água no planeta, inexorável. A ciência chama isso de Ciclo Hidrológico, e é uma das primeiras coisas que uma criança aprende no ensino fundamental.

Importante é que, seja para irrigação ou qualquer outro destino, quando a humanidade urbana ou rural usa água dos rios, usa tão somente, quando muito, apenas 1% do volume total de água do rio. Ou seja, no cálculo citado, os ambientalistas criticam o uso de 70% de água da parte de apenas 1% do que foi retirada do rio, pois 99% da água tem o mar como destino...

Repito: de toda a água de um rio, a humanidade usa no máximo 1%, ou seja, o "restante", os 99% não usados vai para o mar... Portanto, é imbecilidade discutir ou afirmar que 70% de um "universo" de 1% é gasto perdulário, especialmente se a gente lembrar que é para produzir alimentos. Afora isso, tem outro fator muito importante: com a irrigação a lavoura fica mais produtiva, e é mais uma maneira de impedir que se procurem novas áreas para se fazer mais agricultura.

Se o leitor não entendeu, ou não concordou, lamento, não tem como desenhar... Mas que essa campanha pelo uso da água por parte dos agricultores é imbecil, é isso mesmo, não há como negar.

OBS. do blogueiro:
No vídeo abaixo, José Augusto Bezerra (Tostão), o editor da Agro DBO registra alguns dos destaques da edição nº 63, FEV/2015:


O artigo acima foi publicado originalmente na revista Agro DBO, edição nº 63 - fevereiro 2015. É permitida a reprodução, mas é obrigatória a citação da fonte, conforme Lei de Direitos Autorais.
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terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Água em São Paulo entra em colapso, e vai provocar êxodo urbano.


Richard Jakubaszko
É o que dizem os especialistas. A mais grave crise de abastecimento de água potável no estado de São Paulo, principalmente na Região Metropolitana, ainda

não foi tratada com realismo por parte da mídia e das autoridades. Até agora, o que se viu e ouviu sobre o nível dos reservatórios, não retrata a verdadeira “guerra civil” que se aproxima nos próximos meses, garantem especialistas.
Desde o segundo semestre de 2013, a irregularidade de precipitação, atrelada ao consumo excessivo, à péssima malha de distribuição de água e a falta de investimento por parte do governo para captar e tratar a água levou a uma redução muito drástica do nível dos principais reservatórios que abastecem as regiões de Campinas, Itu e São Paulo.

O maior destaque dado pela mídia, o Sistema Cantareira, que já não possui mais capacidade natural de armazenamento de água, está agonizando com sua segunda reserva técnica sendo retirada e com data para acabar.

Nesta segunda-feira (05/janeiro/2015), o nível de armazenamento do conjunto de represas do Cantareira atingiu apenas 7% da capacidade máxima, levando-se em consideração a segunda cota do “volume morto”. Em maio de 2014 foram acrescidos 182,5 bilhões de litros de água da reserva técnica e que já estão acabando.

O governo do estado de São Paulo, que expôs ao mundo a falta de gerenciamento para com o bem mais importante que existe para a sobrevivência de qualquer espécie, segue a linha de raciocínio acreditando sempre que dias melhores virão e que a água da chuva voltará a encher os reservatórios e que ao final tudo acabará bem novamente.

A visão é duramente criticada por geólogos, hidrólogos e pesquisadores ligados ao campo hídrico, econômico, ambiental e político.

De acordo com Pedro Côrtes, geólogo e professor de gestão ambiental da Universidade de São Paulo (USP), a situação vivida pela população ao longo do ano de 2014 ainda não foi dramática.

“Estamos no começo da crise. O pior ainda não aconteceu”, acrescentou o pesquisador.

O déficit de precipitação de mais de mil milímetros atrelado ao “esquecimento” no investimento por parte do governo deve gerar ao longo de 2015, marcas jamais vividas na história recente de qualquer cidadão brasileiro, garantem os pesquisadores.

Dados do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Cptec/Inpe) mostraram que ao longo de 2013, a precipitação acumulada, principalmente entre a Região Metropolitana de São Paulo e o nordeste do estado, na divisa com Minas Gerais, onde estão as seis represas do Sistema Cantareira, oscilou entre 1.300 e 1.500 milímetros. Já em 2014, o acumulado variou em média entre 900 e 1.100 milímetros. Algumas estações não computaram nem 700 milímetros de chuva ao longo de todo o ano.

A cidade de São Paulo, principalmente, deve entrar em colapso total antes do final de 2015, onde moradores não terão água para beber, indústrias promoverão a demissão em massa, pela falta de água na produção das mercadorias e a migração de famílias inteiras para outras regiões será única e exclusivamente em função da inexistência de água. Esse é o cenário mais otimista alertado com muita antecedência pelos pesquisadores.

O comércio, a indústria e os moradores residentes em São Paulo, bem como a área metropolitana, sentirão não apenas no bolso, mas no método de sobrevivência, tamanha ingerência política.

Os pesquisadores, que já haviam indicado a possibilidade ainda em 2013, agora cravam a certeza de que teremos um êxodo urbano, ou seja, a população migrando da cidade grande para o interior, devido, exclusivamente, à falta de água potável para a sua sobrevivência e também pela demissão em massa e a crise econômica que ela irá alavancar.

A mídia e o governo não mostraram ainda a gravidade que se aproxima com o fim da água potável dos principais reservatórios, o que não significa que em anos seguintes, o armazenamento não seja recuperado. Cabe à população administrar suas tarefas e gerir a pouca água que resta. Mesmo que chova o dobro do que foi perdido nos últimos dois anos, as represas demorariam, pelo menos cinco anos, para recompor o que foi perdido.

São Paulo está à beira do colapso, mas, como sempre, a gente acredita em dias melhores, ou na chuva que cairá. E isso terá um preço muito alto a ser pago por todos.
Não existe milagre, mas sim planejamento. E planejamento é o que menos fizeram nos últimos anos para com a água de São Paulo.

(Crédito das imagens: Reprodução/Sabesp – Arquivo/Denny Cesare/Moacyr Lopes/Folhapress Arquivo/Luis Moura/Estadão Conteúdo – Arquivo/Nacho Doce/Reuters)
(Fonte da informação: De Olho No Tempo Meteorologia)

Enviado pelo navegante e comentarista deste blog, Gerson Machado, um mineiro cidadão do mundo que jamais viu tamanha desfaçatez pelos mundos afora onde tem viajado.

Este blogueiro, que vem denunciando a falta de gestão do desgovernador de São Paulo, pergunta: você votou nele? Pois vai fazer todos nós sofrer com isso. O blogueiro não votou em Geraldo Alckmin, e jamais fará isso!
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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Chuvas de verão

Fernando Penteado Cardoso *
Toda a água que escoa pelas bacias do Rio Amazonas, Rio Tocantins, Rio São Francisco e Rio da Prata se origina do deslocamento de massas incomensuráveis de vapor d'água formadas sobre o oceano Atlântico Equatorial aquecido pelo sol.
A rotação da terra de oeste para leste, que origina os ventos alísios soprando do leste, coloca a extensa planície amazônica debaixo dessa imensa calota úmida.
Ao encontrarem o obstáculo da cordilheira dos Andes e as áreas de alta pressão atmosférica sobre o oceano Pacífico, bem como por efeito da rotação, essa volumosa corrente gasosa sofre uma deflexão à esquerda e prossegue até alcançar o sul do país.

Ao longo desse percurso, prosseguindo para o sul como ventos noroeste, rumo esse bem conhecido como “chovedor”, muita água se precipita como chuva, parte formando rios, parte tornando a se evaporar em um processo natural de reciclagem.
 
Ao se encontrarem com as frentes frias procedentes do sudoeste, formam-se as “zonas de convergência” nas quais chove pela condensação da água atmosférica vaporizada, toda provinda do mar e a ele retornando como rios caudalosos. Não existe produção de água no território continental, seja ou não florestado.

Tanta água das chuvas pode ser avaliada pela vasão dos rios que a devolvem ao mar. O volume conjunto dos quatro rios mencionados soma a 7,61 quatrilhões de metros cúbicos por ano, suficiente para formar um lençol d´água de 90 cm se o Brasil fosse plano e murado. A comparação das vazões mostra a imensidão do Rio Amazonas com 209.000 metros cúbicos por segundo - m3/s, Rio Tocantins - 11.000 m3/s, Rio São Francisco - 1.500 m3/s; Rio da Prata - 20.000 m3/s.

Navegadores em nosso litoral relatam que a temperatura da superfície do mar (TSM), ao longo da costa dos estados do RJ e SP, está acima da normal o que provocou a proliferação de algas coloridas tornando rosadas grandes extensões marítimas. Afirmam ainda que estão pouco ativas as correntes marítimas frias, que surgem das profundezas, aflorando em Cabo Frio e a leste da Ilha Bela.
Haveria correlação entre esses fatos e a “bolha” de alta pressão atmosférica que vem dificultando a entrada das correntes úmidas mencionadas, ditos “rios que voam”, fazendo que despejem sua água no meio do caminho, provocando inundações regionais e a atual falta de chuvas no sudeste do país?

Estamos enfrentando uma situação inédita, com precipitação de 723 mm nos 12 meses findos em Outubro pp, a menor dos últimos 123 anos, 48% inferior à média de 1.395 mm (Campinas/SP).

* Eng. Agr. sênior, USP-ESALQ, 1936.
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sexta-feira, 7 de novembro de 2014

São Pedro, rogai por nós.

Richard Jakubaszko
A maior seca dos últimos 123 anos preocupa os agricultores paulistas, conforme a reportagem de capa desta edição da Agro DBO, “Paisagem paulista”, do jornalista Benê Cavechini, e também os agricultores do Sudeste e Centro-Oeste, no relato “Máquinas paradas”, da repórter Marianna Peres. Pois a falta de chuvas, que já trouxe prejuízos aos paulistas, paralisou em outubro o início do plantio da safra de verão na região central do país.

Os climatologistas indicam que o mês de outubro, que já deveria ter dado início à chamada estação das águas, teve precipitações muito abaixo da média, agravando a situação em São Paulo, e provocou o atraso no plantio da próxima safra de grãos, mas isso poderá trazer ainda reflexos para o cultivo da segunda safra nos estados de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, além de ter colocado a região da grande São Paulo (com população de mais de 20 milhões de pessoas) na dramática iminência de falta de água potável.

Agro DBO se junta às orações dos produtores rurais, eis que não existem alternativas, para que as chuvas retornem o mais breve possível.

Ensejamos orações para que, quando esta edição começar a circular, na primeira semana de novembro, já estejamos comemorando as primeiras chuvas, conforme previsão dos modelos climáticos dos meteorologistas.

Nos derradeiros momentos do fechamento desta edição Dilma Rousseff foi reeleita para mais quatro anos. Esperamos que continue a dar atenção aos nossos produtores de alimentos. Que a boa política agrícola se mantenha e que o seguro agrícola receba melhoramentos; mais ainda, que a logística e transporte no Brasil-Central possam melhorar, de forma urgente.

Independentemente da seca e da presidência, uma questão política de alto interesse dos produtores rurais brasileiros será a nova Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), cujos integrantes formarão a maior bancada suprapartidária do Congresso Nacional. O número de parlamentares ruralistas aumentará em mais de 30% na próxima legislatura.

A FPA contava até 2014 com 203 deputados e senadores, deve ultrapassar os 270, e já tem prioridade: aprovar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 215/2000, que transfere para o Congresso Nacional a decisão sobre a demarcação de terras indígenas. Para conhecer em detalhes esses e outros planos da FPA, Agro DBO entrevistou seu atual presidente, o deputado federal gaúcho Luís Carlos Heinze (PP/RS).

Que venham as chuvas.

E quem desejar ler a revista por inteiro, está em www.agrodbo.com.br 

Abaixo vídeo que gravei sobre a Agro DBO de novembro e que destaca algumas de suas matérias na edição.


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domingo, 19 de outubro de 2014

As chuvas, ou o caos. A dimensão da seca.

Richard Jakubaszko 
Não há opções. Ou chove, ou teremos o caos.
Político espertinho
Depois da incompetência e falta de gestão tucana em São Paulo, que vendeu a Sabesp ao mercado internacional. Depois não cumpriu acordo com os acionistas da Sabesp para sanear os encanamentos do centro velho de São Paulo (capital), por onde vaza de 40% a 60% da água tratada no sistema Cantareira. Isto desobrigou os investidores de ampliar o volume captado e de tratar mais água. O governador não manda na Sabesp, que não é mais uma empresa pública, é privada.

Com a queda do volume de chuvas vamos ao caos.
Imagine: restaurantes fechados, empresas inoperantes, desemprego, os preços dos alimentos e da água para beber ao embalo dos especuladores. A gente sem poder tomar água, sem banho, fermentando bactérias, doenças, fedores... Não é o caos?

Em minha casa, no centro de São Paulo, bairro Bela Vista, falta água todas as noites, desde fevereiro último, das 18:00 hs até 05:00 hs do dia seguinte. Denunciei isto, aqui no blog, em junho último: http://richardjakubaszko.blogspot.com.br/2014/06/alckmin-mente-sobre-racionamento-de-agua.html
São Paulo não merece isso. Mas é uma cidade inóspita para a vida humana, e vai piorar. Não há nada que esteja tão ruim que o ser humano não consiga piorar.

Dias atrás recebi do eminente engenheiro agrônomo Fernando Penteado Cardoso, que completou em 19 de setembro 100 anos de acurada percepção pelas coisas importantes da vida, um e-mail onde ele registra as chuvas, medidas pelo IAC - Instituto Agronômico de Campinas:

A dimensão da seca 2013/14
Segundo dados do IAC-CIIAGRO, as precipitações dos anos agrícolas (Julho a Junho) nos últimos 123 anos, desde 1890/91, foram as seguintes em Campinas:

- Média histórica de 123 anos: 1.388 mm
- 5 anos com 900/1.000 mm: 1924/25, 1929/30, 1968/69, 1988/89 e 1991/92;
- 1 só ano abaixo de 900 mm: 2013/14 com 750 mm

As cidades vizinhas de Campinas (Indaiatuba, Sumaré, Nova Odessa e Capivari) tiveram, em janeiro de 2014, em média 98 mm contra 181 mm em Campinas, indicando manga d´agua local.
Descontando esse efeito, a precipitação regional seria de 660 mm para 2013/14, ou seja, 47,5% da média histórica de Campinas.
SP, setembro/14
FPC


O blogueiro comenta:
Apesar da perspectiva do caos, não existe aquecimento. O fenômeno da falta de chuvas não indica mudanças climáticas. É claro que a falta de chuvas precipitou o problema do futuro racionamento. Mas não era para ser assim, poderia ter sido evitado se houvesse gestão, competência e coragem.
O problema é político, só isso.
Tudo isto, também, porque São Paulo tem poucas árvores e não existe evapotranspiração. A imbecilidade coletiva, pública e privada, de prédios, quintais, jardins, praças e calçadas cimentadas esquentam o ambiente, geram mais calor, tornam o ar mais seco, formando o que se chama de "inversão térmica", que impede chuvas. A superpopulação exacerba isso.
Não admito, não aceito, que uma árvore na calçada tenha menos de meio metro quadrado para a penetração de água de chuva. A cidade não tem mais lençol freático.
Parece que as pessoas e os poderes públicos planejam o caos. Com a ajuda de Deus e da natureza, preparemo-nos para o pior.
Mas rezo para que São Pedro se apiede de São Paulo. E para que mande chuvas. O povo de São Paulo reelegeu um chuchu desidratado para administrar esses previsíveis problemas. Se ele não evitou os problemas, por falta de gestão e planejamento, como irá administrar o caos? Vai colocar a polícia na rua?

Alckmin, se o caos sobrevier, desejo que seja teu inferno, o teu fim político. Leve Aécio com você.
Aos paulistas e paulistanos restará o único consolo de dar gargalhadas, como fazem os palhaços depois de colocarem fogo no circo. E de chorar a própria desgraça.
É a tragicomédia humana.
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terça-feira, 1 de março de 2011

Provas da insanidade política: sofrem os paulistanos.

Richard Jakubaszko 
Faz tempo que São Paulo (Capital) sofre com a insanidade, com o descaso, com a incompetência e inconsequência dos políticos e urbanistas.

As fotos abaixo não deixam dúvidas dessa loucura que sempre foi viver em São Paulo, dos perigos que corremos nesta época do ano. Em nossas casas ou nas ruas.

Porque os políticos, os urbanistas, com apoio da própria população, elegeram o asfalto e o cimento como protetores de seus automóveis e caminhos. Na impossibilidade de não ter por onde infiltrar-se, a água escorre por cima do asfalto, desce para as partes mais baixas da cidade, e aí inunda tudo. 

Com o excesso de "urbanidade", com o crescimento populacional, com a falta de educação do povo que joga o lixo no chão, até porque não dispõe de lixeiras suficientes nas ruas, o lixo ajuda a piorar a situação. Mas o lixo representa 10% do problema. Os 90% principais do problemaço de São Paulo, têm como responsáveis o asfalto e o cimento que cobre nossas calçadas. Olhem os troncos das árvores nas calçadas: por onde que entra a água? Como essa água alimenta o lençól freático? Não entra, não alimenta, as águas rolam por cima do asfalto...
Devíamos ser uma cidade com mais gramados, com mais "terra à vista", com mais paralelepípedos, com menos asfalto e com menos cimento.

Sempre foi assim, e vai ficar pior, vejam as fotos abaixo, décadas de 1950 e 1960. Recebi as fotos abaixo mostradas de Paulo Sérgio Pires, da CL-A, de um e-mail que anda rolando pela internet, tal e qual um buscapé enfurecido, sem nenhuma saudade do passado, pois no presente as questões estão iguais, ou piores.

av marginal - rio Tietê 1960







A primeira foto é da marginal do rio Tietê, em 1960;
a segunda foto é do Anhangabaú, de 1957, antes da existência do atual túnel, que continua alagando. O túnel aqui visto passava por debaixo da avenida São João, tinha pouco mais de 100 metros, e era chamado de "buraco do Adhemar", como homenagem a Adhemar de Barros, governador que construiu aquela aberração. 
Na foto seguinte, de novo, o buraco do Adhemar alagado, mas em 1963, e na última foto a avenida 9 de julho, tudo alagado...
Enquanto permanecer o descaso os problemas vão continuar, iguais e piores do que eram. Afinal, são só 50 anos, meio século, né?
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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Comentários pelas ruas de São Paulo

Richard Jakubaszko
Circulando afoitamente pela internet e pelas ruas de São Paulo:

- Depois de tanta chuva, Alckmim anunciou a construção da hidroelétrica do Anhangabaú.

- Em SP não se fala mais direita e esquerda... agora é bombordo e estibordo!

- Se a São Silvestre fosse em janeiro, o Cesar Cielo ia humilhar!

- Depois do Airbag, os coletes salva vidas são os opcionais mais importantes nos carros de Sao Paulo.

- O melhor serviço de entrega em SP é do Submarino.

- Ninguém passa fome em São Paulo, Bolinho de Chuva é o que não falta.

- Vamos assistir a chuva lá em casa hoje??

- Quem acha que a água do mundo está acabando não mora em SP.

- Meu passeio ciclístico de hoje fiz de pedalinho.

- Agora, todo paulistano tem casa com vista para o mar.

- Tem carioca morrendo de inveja, agora São Paulo tem dois mares: Mar ginal Tiete e Mar ginal Pinheiros.

- A Dilma está lançando o BALSA-familia pra ajudar São Paulo

- Pelo menos a SABESP cumpriu o prometido: água e esgoto na casa de todo mundo.

- O Alckmim tá trocando o bilhete Único pelo bilhete ÚMIDO!!

- A Marta disse para o Alckmim: Relaxa e bóia!!


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