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quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

Feliz Natal, mas não esqueça do aniversariante!

Richard Jakubaszko 

Natal não é só comida e bebida, ou trocar presentes, e vestir uma roupa nova. Portanto, não esqueça do aniversariante de hoje. Tenha reflexões profundas sobre o significado do dia.



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sábado, 25 de dezembro de 2021

Quando é o Natal? É hoje! É sempre hoje!

Richard Jakubaszko 

Quando é o Natal? É hoje! É sempre hoje!

Nunca esqueçam do aniversariante!
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𝐶𝑎𝑑𝑎 𝑣𝑒𝑧 𝑞𝑢𝑒 𝑠𝑒 𝑟𝑒𝑠𝑝𝑒𝑖𝑡𝑎 𝑒 𝑠𝑒 𝑎𝑢𝑥𝑖𝑙𝑖𝑎 𝑢𝑚 𝑖𝑑𝑜𝑠𝑜, 𝑒́ 𝑁𝑎𝑡𝑎𝑙.
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𝐶𝑎𝑑𝑎 𝑣𝑒𝑧 𝑞𝑢𝑒 𝑣𝑐 𝑑𝑖𝑣𝑖𝑑𝑒 𝑜 𝑝𝑎̃𝑜 𝑑𝑎 𝑠𝑢𝑎 𝑚𝑒𝑠𝑎, 𝑒́ 𝑁𝑎𝑡𝑎𝑙.

𝐶𝑎𝑑𝑎 𝑣𝑒𝑧 𝑞𝑢𝑒 𝑠𝑒 𝑑𝑒𝑚𝑜𝑛𝑠𝑡𝑟𝑎 𝑎𝑚𝑜𝑟 𝑎𝑜 𝑝𝑟𝑜́𝑥𝑖𝑚𝑜, 𝑒́ 𝑁𝑎𝑡𝑎𝑙.
𝐶𝑎𝑑𝑎 𝑣𝑒𝑧 𝑞𝑢𝑒 𝑣𝑜𝑐𝑒̂ 𝑓𝑎𝑧 𝑢𝑚𝑎 𝑟𝑒𝑓𝑜𝑟𝑚𝑎 𝑖́𝑛𝑡𝑖𝑚𝑎 𝑒 𝑝𝑟𝑜𝑐𝑢𝑟𝑎 𝑑𝑎𝑟 𝑐𝑜𝑛𝑡𝑒𝑢́𝑑𝑜 𝑛𝑜𝑣𝑜 𝑎 𝑠𝑢𝑎 𝑣𝑖𝑑𝑎, 𝑒́ 𝑁𝑎𝑡𝑎𝑙.

𝑃𝑂𝑅𝑄𝑈𝐸 𝑁𝐴𝑇𝐴𝐿 𝑒́ 𝐴𝑚𝑜𝑟 𝑡𝑜𝑑𝑜 𝑑𝑖𝑎
* 𝑃𝑎𝑧 𝑡𝑜𝑑𝑜 𝑑𝑖𝑎.
* 𝐺𝑒𝑛𝑒𝑟𝑜𝑠𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑡𝑜𝑑𝑜 𝑑𝑖𝑎.
* 𝐽𝑢𝑠𝑡𝑖𝑐̧𝑎, 𝑡𝑜𝑑𝑜 𝑑𝑖𝑎.
* 𝐶𝑜𝑚𝑝𝑟𝑒𝑒𝑛𝑠𝑎̃𝑜 𝑡𝑜𝑑𝑜 𝑑𝑖𝑎.
* 𝑅𝑒𝑠𝑝𝑒𝑖𝑡𝑜 𝑡𝑜𝑑𝑜 𝑑𝑖𝑎.
* 𝐴𝑢𝑡𝑜𝑎𝑚𝑜𝑟 𝑡𝑜𝑑𝑜 𝑑𝑖𝑎.
* 𝐴𝑐̧𝑎̃𝑜 𝑝𝑜𝑠𝑖𝑡𝑖𝑣𝑎 𝑡𝑜𝑑𝑜 𝑑𝑖𝑎.
* 𝐴𝑚𝑜𝑟 𝑎̀ 𝑣𝑖𝑑𝑎, 𝑡𝑜𝑑𝑜 𝑑𝑖𝑎.

𝐸 𝑒́ 𝑎 𝑝𝑎𝑟𝑡𝑖𝑟 𝑑𝑒𝑠𝑠𝑎𝑠 𝑎𝑡𝑖𝑡𝑢𝑑𝑒𝑠 𝑞𝑢𝑒:
𝑁𝑎𝑠𝑐𝑒 𝑎 𝐸𝑠𝑝𝑒𝑟𝑎𝑛𝑐̧𝑎
𝑁𝑎𝑠𝑐𝑒 𝑎 𝐴𝑙𝑒𝑔𝑟𝑖𝑎
𝑁𝑎𝑠𝑐𝑒 𝑎 𝑃𝑎𝑧.

𝑁𝑢𝑛𝑐𝑎 𝑠𝑒𝑟𝑎́ 𝑢𝑚 𝑣𝑒𝑟𝑑𝑎𝑑𝑒𝑖𝑟𝑜 𝑁𝑎𝑡𝑎𝑙 𝑒𝑛𝑞𝑢𝑎𝑛𝑡𝑜 𝑐𝑜𝑚𝑒𝑚𝑜𝑟𝑎𝑟𝑚𝑜𝑠 𝑎𝑝𝑒𝑛
a𝑠 uma 𝑛𝑜𝑖𝑡𝑒 𝑐𝑜𝑚 𝑎𝑚𝑜𝑟 𝑒 𝑛𝑜𝑠 𝑒𝑠𝑞𝑢𝑒𝑐𝑒𝑟𝑚𝑜𝑠 𝑒 𝑛𝑜𝑠 𝑑𝑒𝑠𝑟𝑒𝑠𝑝𝑒i𝑡𝑎𝑟𝑚𝑜𝑠 𝑜 𝑟𝑒𝑠𝑡𝑜 𝑑𝑜 𝑎𝑛𝑜!

𝑆𝑒𝑔𝑢𝑟𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑛𝑎̃𝑜 𝑒́ 𝑖𝑠𝑡𝑜 𝑞𝑢𝑒 𝐽𝑒𝑠𝑢𝑠 𝑞𝑢𝑒𝑟 𝑑𝑒 𝑛𝑜́𝑠! 𝑁𝑢𝑛𝑐𝑎 𝑠𝑒𝑟𝑎́ 𝑢𝑚 𝑣𝑒𝑟𝑑𝑎𝑑𝑒𝑖𝑟𝑜 𝑁𝑎𝑡𝑎𝑙 𝑒𝑛𝑞𝑢𝑎𝑛𝑡𝑜 𝑐𝑜𝑚𝑒𝑚𝑜𝑟𝑎𝑟𝑚𝑜𝑠 𝑎𝑝𝑒𝑛
a𝑠 uma 𝑛𝑜𝑖𝑡𝑒 𝑐𝑜𝑚 𝑎𝑚𝑜𝑟 𝑒 𝑛𝑜𝑠 𝑒𝑠𝑞𝑢𝑒𝑐𝑒𝑟𝑚𝑜𝑠 𝑒 𝑛𝑜𝑠 𝑑𝑒𝑠𝑟𝑒𝑠𝑝𝑒i𝑡𝑎𝑟𝑚𝑜𝑠 𝑜 𝑟𝑒𝑠𝑡𝑜 𝑑𝑜 𝑎𝑛𝑜!

𝐸𝑛𝑡𝑎̃𝑜 𝑓𝑎𝑐̧𝑎𝑚𝑜𝑠 𝑢𝑚
a 𝑟𝑒𝑓𝑙𝑒𝑥𝑎̃𝑜 𝑒 𝑐𝑢𝑖𝑑𝑒 𝑝𝑎𝑟𝑎 𝑞𝑢𝑒 𝑛𝑜𝑠𝑠𝑎 𝑣𝑖𝑑𝑎 𝑠𝑒𝑗𝑎 𝑢𝑚 𝑐𝑜𝑛𝑠𝑡𝑎𝑛𝑡𝑒 𝑁𝑎𝑡𝑎𝑙.


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quarta-feira, 24 de novembro de 2021

E você tá com medo de engordar com as comemorações de dezembro?

Richard Jakubaszko  
Pois não tenha medo, faça como o meu amigo Delfino Araújo, jornalista lá da DBO, que tem um jeito bem maneiro de não se deixar cair em tentação, ou melhor, ele dá um jeito legal nas tentações...
   



 

 

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sexta-feira, 25 de dezembro de 2020

Feliz Natal II

Richard Jakubaszko  

Em tempos de pandemia, incertezas e indefinições, nada melhor do que um texto primoroso de Galeano, que nos alivia o peso, é como um Feliz Natal:



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quinta-feira, 24 de dezembro de 2020

Feliz Natal

Richard Jakubaszko    

Feliz Natal a todos, que ninguém é de ferro, a gente merece, né não?. Este Natal que vamos todos passar juntos com poucos familiares e quase nenhum amigo, será inesquecível. Mesmo assim, não se esqueça do aniversariante.


 

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sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

Como será o Natal da pandemia?

Richard Jakubaszko  

As chamadas e - acredite - autoridades eleitas deste país estão trabalhando muito por causa da pandemia do coronavírus. Regulam e administram tudo o que possa dizer respeito à novas contaminações, até mesmo  o nosso direito de nos encontrarmos com amigos e parentes.

O Natal não vai ficar de fora do festival de besteiras que andam fazendo em termos de decisões políticas. Será proibido comemorar o Natal em clubes e restaurantes, e até mesmo reunir grande número de pessoas em sua própria casa. Teremos que ser seletivos ao convidar os parentes mais próximos para celebrar o Natal. Quem tiver quatro filhos, por exemplo, todos casados, terá de deixar os netos de fora, ou os filhos, pois andam calculando um máximo de 10 pessoas por festa. Enfim, será um Natal diferenciado, haverá economia na aquisição de presentes e menos despesas com comidas e bebidas.

Para as famílias pequenas, mas com numerosos amigos, olha só o que a web e as redes sociais andam falando:



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sábado, 24 de outubro de 2020

Vai ter Natal em 2020?

Richard Jakubaszko 

É isso que a blogosfera anda se perguntando, ainda sem respostas definitivas. Quem manifestou essa inquietação foi o jornalista Delfino Araújo, lá da DBO. Mas o Noel mandou um recado, olha só:



 

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segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Conto de Natal – Maria e José na Palestina, anos 2000


por James Petras
Os tempos eram duros para José e Maria. A bolha imobiliária explodira. O desemprego aumentava entre trabalhadores da construção civil. Não havia trabalho, nem mesmo para um carpinteiro qualificado.

Os colonatos ainda estavam a ser construídos, financiados principalmente pelo dinheiro judeu da América, contribuições de especuladores de Wall Street e donos de antros de jogo.

"Bem", pensou José, "temos algumas ovelhas e oliveiras e Maria cria galinhas". Mas José preocupava-se, "queijo e azeitonas não chegam para alimentar um rapaz em crescimento. Maria vai dar à luz o nosso filho um dia destes". Os seus sonhos profetizavam um rapaz robusto a trabalhar ao seu lado… multiplicando pães e peixes.

Os colonos desprezavam José. Este raramente ia à sinagoga, e nas festividades chegava tarde para fugir à dízima. A sua modesta casa estava situada numa ravina próxima, com água duma ribeira que corria o ano inteiro. Era mesmo um local de eleição para a expansão dos colonatos. Por isso quando José se atrasou no pagamento do imposto predial, os colonos apropriaram-se da casa dele, despejaram José e Maria à força e ofereceram-lhes bilhetes só de ida para Jerusalém.

José, nascido e criado naquelas colinas áridas, resistiu e feriu uns tantos colonos com os seus punhos calejados pelo trabalho. Mas acabou abatido sobre a sua cama nupcial, debaixo da oliveira, num desespero total.

Maria, muito mais nova, sentia os movimentos do bebê. A sua hora estava a chegar.

"Temos que encontrar um abrigo, José, temos que sair daqui… não há tempo para vinganças", implorou.

José, que acreditava no "olho por olho" dos profetas do Antigo Testamento, concordou contrariado.

E foi assim que José vendeu as ovelhas, as galinhas e outros pertences a um vizinho árabe e comprou um burro e uma carroça. Carregou o colchão, algumas roupas, queijo, azeitonas e ovos e partiram para a Cidade Santa.

O trilho era pedregoso e cheio de buracos. Maria encolhia-se em cada sacudidela; receava que o bebê se ressentisse. Pior, estavam na estrada para os palestinos, com postos de controlo militares por toda a parte. Ninguém tinha avisado José que, enquanto judeu, podia ter-se metido por uma estrada lisa pavimentada – proibida aos árabes.

Na primeira barragem José viu uma longa fila de árabes à espera. Apontando para a mulher muito grávida, José perguntou aos palestinos, meio em árabe, meio em hebreu, se podiam continuar. Abriram uma clareira e o casal avançou.

Um jovem soldado apontou a espingarda e disse a Maria e a José para se apearem da carroça. José desceu e apontou para a barriga da mulher. O soldado deu meia volta e virou-se para os seus camaradas. "Este árabe velho engravida a rapariga que comprou por meia dúzia de ovelhas e agora quer passar".

José, vermelho de raiva, gritou num hebreu grosseiro, "Eu sou judeu. Mas ao contrário de vocês… respeito as mulheres grávidas".

O soldado empurrou José com a espingarda e mandou-o recuar: "És pior do que um árabe – és um velho judeu que violas raparigas árabes".

Maria, assustada com o caminho que as coisas estavam a tomar, virou-se para o marido e gritou, "Pare, José, ou ele dispara e o nosso bebê vai nascer órfão".

Com grande dificuldade, Maria desceu da carroça. Apareceu um oficial do posto da guarda, a chamar por uma colega, "Oh Judi, apalpa-a por baixo do vestido, ela pode ter bombas escondidas".

"Que se passa? Já não gostas de ser tu a apalpá-las?" respondeu Judith num hebreu com sotaque de Brooklyn. Enquanto os soldados discutiam, Maria apoiou-se no ombro de José. Por fim, os soldados chegaram a um acordo.

"Levanta o vestido e o que tens por baixo", ordenou Judith. Maria ficou branca de vergonha. José olhava para a espingarda desmoralizado. Os soldados riam-se e apontavam para os peitos inchados de Maria, gracejando sobre um terrorista ainda não nascido com mãos árabes e cérebro judeu.

José e Maria continuaram a caminho da Cidade Santa. Foram frequentes vezes detidos nos postos de controlo durante a caminhada. Sofriam sempre mais um atraso, mais indignidades e mais insultos gratuitos proferidos por sefarditas e asquenazes, homens e mulheres, leigos e religiosos – todos soldados do povo Eleito.

Já era quase noite quando Maria e José chegaram finalmente ao Muro. Os portões já estavam fechados. Maria chorava em pânico, "José, sinto que o bebê está a chegar. Por favor, arranja qualquer coisa depressa".

José entrou em pânico. Viu as luzes duma pequena aldeia ali ao pé e, deixando Maria na carroça, correu para a casa mais próxima e bateu à porta com força. Uma mulher palestina entreabriu a porta e espreitou para a cara escura e agitada de José. "Quem és tu? O que é que queres?"

"Sou José, carpinteiro das colinas do Hebron. A minha mulher está quase a dar à luz e preciso de um abrigo para proteger Maria e o bebê". Apontando para Maria na carroça do burro, José implorava na sua estranha mistura de hebreu e árabe.

"Bem, falas como um judeu, mas pareces mesmo um árabe", disse a mulher palestina a rir enquanto o acompanhava até à carroça.

A cara de Maria estava contorcida de dores e de medo; as contrações estavam a ser mais frequentes e intensas.

A mulher disse a José que levasse a carroça de volta para um estábulo onde se guardavam as ovelhas e as galinhas. Logo que entraram, Maria gritou de dor e a palestina, a que, entretanto, se juntara uma parteira vizinha, ajudou rapidamente a jovem mãe a deitar-se numa cama de palha.

E assim nasceu a criança, enquanto José assistia cheio de temor.

Aconteceu que passavam por ali alguns pastores, que regressavam do campo, e ouviram uma mistura de choro de bebê e de gritos de alegria e se apressaram a ir até ao estábulo levando as suas espingardas e leite fresco de cabra, sem saber se iam encontrar amigos ou inimigos, judeus ou árabes. Quando entraram no estábulo e depararam com a mãe e o menino, puseram de lado as armas e ofereceram o leite a Maria que lhes agradeceu tanto em hebreu como em árabe.

E os pastores ficaram estupefatos e pensaram: Quem seria aquela gente estranha, um pobre casal judeu, que chegara em paz com uma carroça com inscrições árabes?

As novas espalharam-se rapidamente sobre o estranho nascimento duma criança judia mesmo junto ao Muro, num estábulo palestino. Apareceram muitos vizinhos que contemplavam Maria, o menino e José.

Entretanto, soldados israelenses, equipados com óculos de visão noturna, reportaram das suas torres de vigia que cobriam a vizinhança palestina: "Os árabes estão a reunir-se mesmo junto ao Muro, num estábulo, à luz das velas".

Abriram-se os portões por baixo das torres de vigia e de lá saíram caminhões blindados com luzes brilhantes, seguidos por soldados armados até aos dentes que cercaram o estábulo, os aldeões reunidos e a casa da mulher palestina. Um alto-falante disparou, "Saiam cá para fora com as mãos no ar ou disparamos". Saíram todos do estábulo, juntamente com José, que deu um passo em frente de braços virados para o céu e falou, "A minha mulher Maria não pode obedecer às vossas ordens. Está a amamentar o menino Jesus".

O original encontra-se em http://petras.lahaine.org/articulo.php?p=1831&more=1&c=1
Tradução de Margarida Ferreira.
 

Este texto (traduzido) encontra-se em http://resistir.info/
Adaptações ao português brasileiro foram feitas pelo blogueiro. 
Este conto foi enviado para o blog pelo amigo lusitano Luís Amorim, lá de além mar.

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sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Natal de 2018 está cancelado

Richard Jakubaszko

O Papai Noel não é doido de atravessar o Brasil vestido de vermelho e puxado num trenó por um bando de veados...



PS. Enviado pela Beatriz, minha neta, a Bitrica, lá de Montes Claro (MG). A explicação que dou ao fenômeno do cancelamento deve-se à crise, ao enorme desemprego e aos simbolismos da comunicação e percepção social, pois aqui no blog ninguém é comunista e tampouco homofóbico, e repudiamos veementemente a ideia de cancelar a visita do bom velhinho. Aos que são contrários à essa ideia do cancelamento propomos realizar um democrático referendo nacional.

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sábado, 24 de dezembro de 2016

O aniversariante manda "aquele abraço" !

A todos os amigos, um baita amplexo do aniversariante.
Ele, invariavelmente esquecido nesse dia, lembra-se sempre de nós, todos os dias.

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sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

FELIZ NATAL

Richard Jakubaszko 
Este blogueiro deseja a todos os amigos e visitantes do blog um Feliz Natal, cheio de saúde, paz e harmonia.
E pede: não esqueçam do aniversariante!
AQUELE ABRAÇO!

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quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Noite feliz (Stille Nacht, Heilige Nacht/German)

Richard Jakubaszko 
Noite feliz é uma das mais belas canções criadas pelos humanos. No vídeo abaixo uma belíssima interpretação.

Em 24 de dezembro, milhares de turistas irão mais uma vez para Oberndorf, perto de Salzburgo (região central da Áustria), onde há 185 anos foi composta "Noite Feliz", uma das mais conhecidas canções natalinas. "Stille Nacht, Heilige Nacht" em alemão, "Noite Feliz" em português, "Silent Night" em inglês, "Douce Nuit" em francês: hoje traduzida para 330 idiomas, a canção de Natal austríaca foi criada por acaso, quando quebrou o órgão da igreja do povoado de 6.000 habitantes.

Em 1818, dois dias antes do Natal, o antigo órgão da igreja de São Nicolau, a paróquia do padre Joseph Mohr, parou de tocar. Para não decepcionar os fiéis, o sacerdote pediu ao amigo Franz Xaver Gruber, maestro e organista do vizinho povoado de Arnsdorf, para compor uma melodia para um texto de Natal que ele havia escrito dois anos antes.
Na Missa do Galo de 24 de dezembro, o padre Joseph Mohr, com sua bela voz de tenor, e que tocava violão, e Gruber, com sua bela voz de baixo, interpretaram pela primeira vez, em alemão, a canção "Noite Feliz".

Portanto, Noite Feliz pra vc, comemore, bebemore, mas não esqueça do aniversariante, Ele é o nosso presente.
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quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Feliz Natal!

Richard Jakubaszko
Feliz Natal a todos os visitantes do blog!
Que as alegrias do Natal perdurem por todo o ano de 2014.
Lembro apenas: não esqueçam do aniversariante!

Para todos: aquele abraço!
PS. Acima a maravilhosa foto que encaminhei durante muitos anos como mensagem de Natal aos amigos e clientes.
Como tem gente distraída nesse mundo...
Alguns me retornaram e-mail perguntando qual é a data de meu aniversário... (Perco os amigos, mas não perco a piada...)
Outros, distraídos, mas irônicos e com veia humorística, me perguntavam o que eu queria de presente pra fazer essa campanha toda...


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sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Todo ano é a mesma coisa: nunca é possível agradar a todos...

Richard Jakubaszko    

Dizem que aconteceu de verdade numa empresa em São Paulo. Como é difícil agradar a todos!

1º Comunicado:
Patrícia Gomes - Diretora de Recursos Humanos
COMUNICADO PARA TODOS OS FUNCIONÁRIOS.
Data: 01 de dezembro
Assunto: Festa de Natal

Tenho o prazer de informar que a festa de Natal da empresa será no dia 23 de dezembro, com início ao meio-dia, no salão de festas privativo da Churrascaria Grill House. O bar estará aberto com várias opções de bebidas.
Teremos uma pequena banda tocando canções tradicionais de natal...sinta- se à vontade para se juntar ao grupo e cantar! A árvore de Natal terá suas luzes acesas às 13:00 h. A troca de presentes de amigo secreto pode ser feita a qualquer momento, entretanto, nenhum presente deverá exceder R$ 50,00, a fim de facilitar as escolhas e adequar os gastos a todos os bolsos.
Boas festas para vocês e suas famílias,
Patrícia
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2º Comunicado:
Patrícia Gomes - Diretora de Recursos Humanos
COMUNICADO PARA TODOS OS FUNCIONÁRIOS.
Data: 02 de dezembro
Assunto: Festa de Natal

De maneira alguma nosso memorando de 01 de dezembro pretendeu excluir nossos funcionários judeus! Reconhecemos que o Chanukah é um feriado importante e que costuma coincidir com o Natal, mas isso não aconteceu este ano. De qualquer forma, passaremos a chamá-la de "Festa de Final de Ano". A mesma política se aplica a todos os outros funcionários que não sejam cristãos e aqueles que ainda celebram o Dia da Reconciliação.
Não haverá árvore de Natal. Nada de canções de natal nem coral.
Teremos outros tipos de música para seu entretenimento.
Felizes agora?
Boas festas para vocês e suas famílias,
Patrícia
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3º Comunicado:
Patrícia Gomes - Diretora de Recursos Humanos
COMUNICADO PARA TODOS OS FUNCIONÁRIOS.
Data: 03 de dezembro
Assunto: Festa de Natal

Com relação ao bilhete que recebi de um membro do Alcoólicos Anônimos solicitando uma mesa para pessoas que não bebem álcool... Você não assinou seu nome! Fico feliz em atender o pedido, mas se eu puser uma placa na mesa "Exclusivo para AA", vocês não serão mais anônimos... Como faço então?
Nenhuma troca de presentes será permitida, uma vez que os membros do sindicato acham que R$ 50,00 é muito dinheiro, mas os executivos acham que R$ 50,00 é muito pouco para um presente.
NENHUMA TROCA DE PRESENTES SERÁ PERMITIDA, certo?
Patrícia
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4º Comunicado:
Patrícia Gomes - Diretora de Recursos Humanos
COMUNICADO PARA TODOS OS FUNCIONÁRIOS.
Data: 07 de dezembro
Assunto: Festa de Natal

Eu não sabia que no dia 20 de dezembro começa o mês sagrado do Ramadan para os muçulmanos, que proíbe comer e beber durante as horas do dia. Talvez a Churrascaria Grill House possa segurar o serviço de bufê até o fim do dia - ou então, embalar tudo para que vocês levem para casa nas marmitas. O que vocês acham disso?
Novidades: neste meio tempo, consegui que os membros do Vigilantes do Peso sentem-se o mais longe possível do bufê de sobremesas; as mulheres grávidas sentem-se o mais perto possível dos banheiros; teremos assentos mais altos para pessoas baixas e comida com baixa-caloria estará disponível para os que estão de dieta.
Nós não podemos controlar a quantidade de sal utilizada na comida.
Desta forma, sugerimos para estas pessoas com pressão alta provar o gosto primeiro. Haverá frutas frescas de sobremesa para os diabéticos. O restaurante não dispõe de sobremesas sem açúcar.
Nossas profundas desculpas.
Esqueci de alguma coisa?
Patrícia
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5º Comunicado:
Patrícia Gomes - Diretora de Recursos Humanos
COMUNICADO PARA TODOS FILHOS DA PUTA QUE TRABALHAM NESTA EMPRESA.
Data: 08 de dezembro
Assunto: Festa de Natal DO CARALHO

Vegetarianos! ?!?!? Sim, vocês também tinham que dar sua opinião de merda ou reclamar de alguma coisa!!! Nós manteremos o local da festa na Churrascaria Grill House; quem não gostar, foda-se! Então, como alternativa, seus putos, vocês podem sentar-se quietinhos na mesa mais distante possível da tal "churrasqueira da morte" - como vocês se referiram de forma bastante depreciativa ao utensílio. E vocês terão também sua mesa de saladas de merda incluindo tomates hidropônicos da casa do caralho & arrozinho grudento pra comer de pauzinho. Aqueles que, naturalmente, ainda não gostaram, podem enfiar tudo naquele lugar.
Ah, espero que vocês todos tenham uma bosta de festa de final de ano!
E que dirijam muito, muito bêbados e morram todos, todinhos esturricados por aí.
Escutaram?
A Vaca, diretamente da puta que os pariu.
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6º Comunicado:
Dr. Pacheco - Diretor de Recursos Humanos INTERINO
COMUNICADO PARA TODOS OS funcionários
Data: 10 de dezembro
Assunto: Patrícia Gomes e Festa de Final de Ano

Tenho certeza que falo por todos desejando para a Patrícia um rápido restabelecimento para sua crise de stress que a internou no hospital de psiquiatria desde o último dia 8 de dezembro.
Por conta deste fato, a diretoria decidiu cancelar a Festa de Final de Ano e dar folga remunerada para todos na tarde do dia 23 de dezembro.
Boas Festas,
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sábado, 24 de dezembro de 2011

Como seria o Natal digital...

Richard Jakubaszko
Uma agência de comunicação criou um vídeo sobre como seria o nascimento de Jesus em plena era digital. Deu nesse vídeo aí embaixo, criativo, enviado pela Silvia Nishikawa, lá de São Gotardo, MG.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

O primeiro fruto do Natal

Evaristo Eduardo de Miranda *
O nascimento de Jesus acabou com o sossego na estrebaria de Belém. Os visitantes chegavam a todo o momento com presentes, olhares de espanto e de contemplação. Eram pastores, agricultores, magos, pescadores, soldados, cobradores de impostos, comerciantes... Gente simples da vizinhança. Todos curiosos para ver aquele menino tão especial. Ao anoitecer, Maria estava exausta. Mesmo assim, atendia e recebia da melhor forma possível, todos que se aproximavam da manjedoura.

Em meio a tanta gente, Maria percebeu a figura de uma velha do lado de fora da estrebaria. Ela era toda curvada, muito feia, completamente enrugada, parecia ter mais de mil anos. Ela movia-se de um lado para o outro. E não entrava. Depois da meia noite, a velha continuava lá fora, como uma bruxa. Quando o último visitante finalmente deixou o local, a velha entrou na estrebaria sob o olhar desconfiado e até temeroso de José, do boi e do burro.

Hesitando, ela aproximou-se da Virgem e do Menino. Trazia nas mãos uma fruta bonita, perfumada e certamente muito saborosa. Maria nunca vira esse fruto. Ela entregou seu presente como se fosse o globo terrestre e balbuciou: “- Esse fruto, a humanidade quis comer verde. Agora, está maduro”. Atrás das pregas das pálpebras, seus olhos encheram-se de lágrimas.

Maria acolheu o fruto em suas mãos, sem dizer uma só palavra. Logo a velha retirou-se, caminhando com dificuldade. Os primeiros clarões no horizonte anunciavam a chegada de um novo dia. Antes que ela saísse do estábulo, Maria lhe perguntou: “- Senhora, qual é o seu nome?” 
A velha deteve-se no limiar da porta. Retornou-se lentamente. E com ares de um imenso alívio e um sorriso sutil nos lábios, disse: - Eva.

* Diretor do Instituto ciência e Fé, autor do livro “O íntimo e o Infinito – O Universo das ciências e o Cosmos das religiões” (Vozes).
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