Mostrando postagens com marcador Chernobyl. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Chernobyl. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 12 de julho de 2016

Fukushima (e Chernobyl), a maior imbecilidade humana de todos os tempos.

Richard Jakubaszko
Custa-me crer que a imbecilidade coletiva da humanidade aumenta, ao invés de reduzir, tendo em vista o volume de informação disponível e a acumulação do conhecimento, ou também pelos exemplos da história. A maioria das pessoas omite-se nos assuntos mais importantes, seja uma votação de um projeto de lei no Congresso, seja no comportamento da sociedade, quando adota posturas incompatíveis com a civilidade (os contemporâneos estupros coletivos).

A energia nuclear, por exemplo, é uma das incentivadoras da loucura planetária que se instalou na cabeça das pessoas em relação ao profético fim de mundo, pelo ameaça apocalíptica do aquecimento e das mudanças climáticas, e a mídia repercute essas insanidades, comprovando que isenção em jornalismo é uma falácia semelhante a histórias da carochinha. Mal sabem os defensores dessas mentiras aquecimentistas que, ao defender o meio ambiente, ao criminalizar e demonizar o CO2 (o gás da vida), estão abrindo espaços para a energia nuclear, um setor que é um dos maiores defensores e incentivadores, em termos financeiros, dessa campanha mundial.

Por não desejar a instalação de novas usinas nucleares no Brasil, até porque não necessitamos (porque temos hidroelétricas, a fonte mais barata e renovável de energia elétrica), demonstro os malefícios da radioatividade, terror que é possível de se instalar quando acidentes acontecem numa usina, com vazamento de radioatividade. Em Chernobyl a causa do vazamento foi atribuída a um bêbado, em Fukushima a um acidente geológico, que provocou a fúria da natureza em forma de um tsunami.

Relembremos algumas coisas, só por fotos, para ver se as pessoas caem na real.

Fukushima
Abaixo, fotos tiradas em 2015 na região de Fukushima, após o vazamento de radioatividade na central nuclear, destruída pelo tsunami. É um deserto de gente, tudo abandonado às pressas, está da maneira que estava quando ocorreu o vazamento. Nada físico se retira de uma área com radioatividade, as pessoas saem de lá apenas com o corpo, pois as roupas que vestem são retiradas tão logo cheguem às áreas de transição, com alguma segurança. Quem está em uma área com vazamento de radioatividade deixa tudo para trás, seja um relógio, joias, dinheiro, fotografias, e até mesmo dentaduras.
É vital que ambientalistas saibam que, quando apoiam políticas públicas que incentivem a instalação de usinas de energia nuclear, ou que proíbam usinas hidrelétricas, tenham consciência do que é que pode acontecer se um vazamento radioativo for registrado.
Cemitério de carros em Fukushima, abandonados num estacionamento improvisado, onde o mato cresceu.



Supermercado em Fukushima, abandonado em desvario pelas pessoas. Nada pode ser aproveitado.


Carros e motos, patrimônios conquistados com muito trabalho, se tornam inúteis.

Bicicletas  que nunca mais serão usadas.


Nem a música e o piano serão retirados dali, por muitos e muitos anos, talvez séculos, pois não se sabe por quanto tempo a radioatividade permanece ativa.

Não haverá mais vida humana em Fukushima, nem crianças nas escolas.

CHERNOBYL
Se Fukushima, por ser recente (em 2011) como acidente nuclear, ainda não tem histórias reveladas de malformações humanas, Chernobyl (em 1986) deixou um rastro inequívoco, de cânceres e de deformações genéticas indescritíveis e pavorosas, que têm como causa a radioatividade.

Essas denúncias estão em meu livro, "CO2 aquecimento e mudanças climáticas: estão nos enganando?", onde registro os principais interesses econômicos e políticos que estão atrás dessa campanha ambientalista, as COPs, e os protocolos de Kyoto.

Por fazer as denúncias acima no livro tenho sido objeto de censura na mídia (que não divulga o livro), e também na Universidade Federal de Viçosa-MG (que se recusou a publicar o livro, porque 2 avaliadores ambientalistas não acreditaram que pudessem estar enganados e nem querem debates), e sou censurado para proferir palestras até mesmo em seminários, congressos, workshops e simpósios.

Para entender a situação em Chernobyl: cerca de 800 mil pessoas se arriscaram e acabaram se expondo à radiação. Dessas pessoas, 125 mil morreram de doenças variadas e cânceres, e 70 mil ficaram com sequelas graves. Do total, 20% cometeram suicídio.
Depois do acidente nuclear, a floresta da região deixou de ser verde e se tornou avermelhada.

De todo o material radioativo que vazou do acidente, 97% continua no local. Segundo a comissão do Fórum de Chernobyl, espera-se que mais 9 mil pessoas ainda morram de câncer em decorrência da exposição radioativa. E há uma expectativa (positiva e polêmica) de que em 1 século a região possa ser repovoada. Há especialistas que acreditam em mais de 4, talvez 5 séculos, para que isso possa acontecer.

As fotos de Chernobyl (abaixo) não falam nada, mas elas berram no silêncio e no vazio da falta de solidariedade humana, gritam de dor e desespero, um lancinante e impotente grito diante da ganância dos imbecis. 

Portanto, toda vez que você, leitor, diz que acredita em mudanças climáticas ou aquecimento, estará dando força às usinas nucleares, pois as energias alternativas como eólica e solar ainda são caras e ineficientes.

É a energia nuclear e seus parceiros (empreiteiras, seguros, fabricantes de turbinas) que financiam a demonização do CO2 urbano. São os gananciosos que cometem um assassinato de reputação contra o CO2, o gás da vida.

Sem a presença do CO2 na atmosfera não haveria fotossíntese, sem fotossíntese não existem plantas, sem plantas não há gado, e sem plantas e sem gado não temos o que comer. Seria o fim da humanidade.

É uma questão da semiótica, entendeu? Deles, e minha. Mas em meu livro você poderá entender outras questões envolvidas nessa maracutaia, a qual chamo de a maior mentira do século XXI.




.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Os 3 maiores problemas da humanidade

Richard Jakubaszko 
Com uma população de 7,4 bilhões de pessoas, o planeta tem 3 problemas críticos para dar solução, e que a cada ano exigem inovação e criatividade na capacidade de gestão e de prover recursos crescentes (sem o aumento da carga tributária), além de uma logística exemplar, nunca dantes imaginada. Não incluo nessa conta, ou lista, a questão da superpopulação, porque é uma questão insolúvel e potencializa os 3 gargalos abaixo. De toda forma, é vital encontrar-se uma solução para a velocidade do crescimento demográfico. Na mídia, o assunto é debatido de forma lateral, apenas quando falta aimento ou água, ou quando há um apagão.

Em suma, os 3 problemas críticos são:
1 - produção de alimentos;
2 - produção de água potável; e
3 - produção de energia elétrica.

Qualquer um deles se estiver em desequilíbrio, com oferta abaixo da demanda, provocará o caos regional, com reflexos em todo o planeta e em todas as atividades humanas.

Alimentos - a disponibilidade de terras aptas para agricultura esgota-se no planeta. Só o Brasil e a África têm terras virgens para produzir mais alimentos. A razão é simples: precisamos produzir cada vez mais, para atender o aumento da demanda. Não basta apenas terra, há necessidade de disponibilidade de água e sol (tecnologia, capital e mão de obra podem ser importadas), e o Brasil é o único país do planeta com essa riqueza natural disponível. Em outras regiões do planeta, há terra, mas ou falta água (chuvas) ou falta sol. Infelizmente, a distribuição e fartura desses recursos não é igual nos diversos continentes. A falta de alimentos provoca, como sempre foi, imigração e guerras. Lembremos que a causa da Queda da Bastilha foi a falta de pão para o povo, que não dispunha de brioches. Maria Antonieta confundiu humor com políticas públicas e deu no que deu, as cabeças rolaram.
As tecnologias das ciências agronômicas têm garantido que as produtividades cresçam, e desmentem as projeções proféticas de Malthus. Um homem com fome é um revoltado, mas um homem com filhos esfomeados é um guerrilheiro.

Água potável - a água não vai acabar, como afirmam setores interessados economicamente no assunto, e a mídia repete acriticamente o assunto. Em alguns países a água mineral vale muito mais do que 1 litro de leite.
O planeta tem 71% de sua superfície em água (deveria chamar-se Água). O ciclo hidrológico encarrega-se de distribuir água pelo planeta afora, exceto nos desertos. O problema está na disponibilidade da água potável para abastecer populações de centros urbanos cada vez maiores, e na redução do desperdício. As fontes e rios urbanos, todos poluídos, degradam-se. Busca-se água limpa cada vez mais distante dos grandes centros urbanos.

Entretanto, cerca de 95% a até 99% do volume de águas de todos os rios chegam aos mares, onde reinicia-se o ciclo hidrológico. Estes 1% a 5% são consumidos pela humanidade nas suas diversas atividades. Fazer barragens, irrigação, hidroelétricas, não interfere no ciclo hidrológico (à exceção da piracema, em barragens hidroelétricas, o que causa um problema ambiental). A gestão da água potável, todavia, é um enorme problema da administração pública, que tem de planejar o estoque e o tratamente de água para abastecer tanta gente. A falta de água, regionalmente, também provoca imigrações e guerras, além de doenças.
Lembre-se, ou saiba que, a briga entre israelenses e palestinos, por exemplo, não é por alguma rixa ancestral, ou atávica, mas pelas águas do rio Jordão.

Energia elétrica - dentre os 3 problemas da humanidade esse é o gargalo maior, no momento e no futuro breve. Sua falta não causaria a morte imediata (ou doenças) de milhões de pessoas, da mesma forma como provocaria a falta de alimentos ou de água potável, mas causaria enormes prejuízos às atividades humanas, com o caos se estabelecendo depois de algumas horas se ela estiver ausente. Ou seja, não podemos ter uma vida de qualidade sem energia elétrica, impossibilitados, sem internet para trabalhar, e, ao mesmo tempo, de conservar alimentos, andar de avião ou de elevador, ou mesmo de metrô. Retornaríamos ao tempo das cavernas. Portanto, temos de investir na capacidade de aumentar a geração e distribuição da energia elétrica. Cada região do planeta tem restrições de algumas fontes de energia, dentre aquelas possíveis, como hidroeletricidade, eólica, solar, nuclear e a mais difundida mundo afora, a termoelétrica, movida por fósseis, seja carvão, derivados do petróleo ou gás.

No Brasil, somos privilegiados pela natureza, pois temos a energia elétrica com base em hidroelétricas, a mais barata e constante (porque pode-se estocar água), e a menos poluente. Devido a acidentes como Chernobyl e Fukushima, com vazamento de radioatividade, a energia nuclear perdeu espaço no crescimento dentre as fontes. Hoje em dia a energia nuclear financia a demonização do CO2 emitido pelas termoelétricas, como forma de garantir seu crescimento no futuro. O assassinato de reputação do CO2 está na base dos argumentos ambientalistas que o acusam, indevidamente, de ser um gás de efeito estufa (GEE), causador do aquecimento e das mudanças climáticas. Como as fontes alternativas (eólica e solar) não conseguem isoladamente suprir a demanda de energia elétrica em grandes centros urbanos consumidores, pois exigem a existência de um "Plano B" (que deve incluir outra fonte, especialmente termoelétrica), a disputa comercial fica entre nuclear, fósseis e hidroeletricidade.

Analisei o problema da energia eletrica, em profundidade, em meu livro "CO2 aquecimento e mudanças climáticas: estão nos enganando?", detalhando interesses políticos e econômicos, pois é a causa principal da neurose ambientalista planetária, causada por interesses inconfessáveis que financiam o IPCC e as COPs, como a COP21 que aconteceu em Paris, em dezembro último.

No livro, faço ainda o registro de que a causa principal de todos os problemas sociais, econômicos, políticos e ambientais, é a superpopulação planetária.

Saiba como funciona um sistema integrado de energia elétrica
Vídeo com debate sobre a produção de energia elétrica, com análise da integração do sistema de energias renováveis, feito pelo programa "Palavras cruzadas", na TV Unicamp. Lamentavelmente, os entrevistados arranharam o assunto da energia nuclear, como fonte de energia elétrica. Como acadêmicos, debateram o problema sem nenhuma crítica sobre a estratégia do governo ou da ótica empresarial que vigora no Brasil.

A grande mídia deveria debater esses problemas, é uma de suas funções sociais, mas só o faz com o viés político, defendendo ou atacando os governos.

.

domingo, 2 de agosto de 2015

Aquecimento: a maior mentira do século XXI

Richard Jakubaszko
Na entrevista para o Portal DBO, no vídeo abaixo, encontram-se, em resumo, alguns dos principais pontos focados no livro "CO2 aquecimento e mudanças climáticas: estão nos enganando?" de minha autoria e coautoria dos físicos Luiz Carlos Baldicero Molion e José Carlos Parente, com capítulos escritos por inúmeros técnicos e personalidades, como Fernando Penteado Cardoso, Evaristo de Miranda, Odo Primavesi, Geraldo Luís Lino, Ângelo Paes de Camargo (in memoriam), entre outros.

O livro é uma biografia não autorizada do clima.
Dentre os temas abordados na entrevista estão:
- a emissão real de CO2 e as fraudes dos dados primários
- a utopia de reduzir a emissão de CO, metano e óxido nitroso
- debater as agendas econômicas e políticas e seus responsáveis
- a falsa emissão de metano pelos bovinos e outros ruminantes
- a verdade sobre os interesses inconfessáveis em difundir o alarmismo
- a necessidade do debate entre os cientistas, a mídia e a sociedade
- as consequências geopolíticas de um acordo ambiental, pós COP21
- no livro o conteúdo é em profundidade, mas em linguagem acessível
- como ficará o mundo se ocorrer um acordo na COP21
- entenda porque Donald Trump não acredita no aquecimento
- saiba porque países como EUA, Índia, Rússia e Japão não assinaram o acordo da COP21 

Para participar desse debate leia o livro. Não se deixe enganar pelo proselitismo ambientalista de interesses escusos. Abaixo do vídeo a ficha técnica e de como comprar o livro.



Ficha técnica:
DBO Editores Associados Ltda. – São Paulo - SP
ISBN: 978-85-69495-00-0
Edição 2015 – 288 págs.
O livro não está à venda em livrarias, mas somente na editora:
Preço promocional: R$ 25,00 inclusas as taxas de correios

Envie e-mail: co2clima@gmail.com que daremos instruções para pagamento.
Fone: 11 3879.7099



.
.

sábado, 9 de junho de 2012

O Brasil não precisa de mais usinas nucleares

Richard Jakubaszko
Enviado por Gerson Machado, reproduzo abaixo o artigo de dois cientistas brasileiros que argumentam contra a instalação de novas usinas nucleares no Brasil para a produção de energia elétrica. Em verdade, o Governo Federal brasileiro ainda estuda a questão face ao monumental lobby dos ambientalistas para a não construção de novas hidrelétricas, inclusive Monte Belo. 

Como as energias alternativas (eólica, solar ou das ondas do mar) ainda não se mostraram viáveis, tecnicamente falando, pela incapacidade de energias serem estocadas, e ainda porque os ventos escasseiam, e nas noites não há sol, e também porque ainda são antieconômicas, a alternativa seria a produção de energia elétrica pelas usinas nucleares, que é para onde nos empurram os ambientalistas.

O Brasil não precisa de

mais usinas nucleares  
por Joaquim de Carvalho e Ildo Sauer *

O acidente de Fukushima aconteceu 25 anos depois do de Chernobyl (ex-União Soviética, atual Ucrânia), que aconteceu sete anos depois do de Three Mile Island (Estados Unidos).

Essa sequência de acidentes jogou por terra as conclusões do mais importante estudo sobre segurança de reatores nucleares, segundo o qual a probabilidade de acidentes graves em centrais nucleares é tão pequena, que só a cada 35 mil anos poderia acontecer um. A metodologia desenvolvida nesse estudo - que foi feito em 1975, por um grupo dirigido pelo professor Norman Rassmussem, do Instituto de Tecnologia de Massachussetts (MIT) para a Comissão de Energia Atômica dos Estados Unidos (Relatório Wash 1400) - serviu de base para as análises de segurança de praticamente todas as centrais nucleares desde então implantadas no mundo.


Não existe máquina infalível nem obra de engenharia 100% segura. Haja vista os inúmeros acidentes de avião, automóvel e trem que acontecem pelo mundo. Entretanto os acidentes nucleares têm dimensões que os outros não têm. Eles se propagam pelo espaço - continentes inteiros - e pelo tempo - décadas, senão séculos.


Um desastre de avião, por exemplo, atinge diretamente os passageiros e, por mais traumático que seja, este tipo de acidente termina no local e no instante em que acontece. Um acidente em central nuclear apenas começa no instante e no local em que ocorre. Alguns anos depois centenas de pessoas em regiões inteiras sofrerão males induzidos por exposição a radiações ionizantes. E em algumas décadas crianças nascerão com aberrações cromossômicas e desenvolverão leucemia e desordens endócrinas e imunológicas, provocadas pela absorção, por seus genitores, de doses de radiação acima do tolerável, como acontece até hoje em consequência do acidente de Chernobyl com a população que permaneceu nas cidades próximas.
 

O Brasil não precisa dos riscos nucleares
O Brasil não precisa correr risco semelhante, porque dispõe de abundantes recursos energéticos renováveis e capacidade técnica para aproveitá-los. De fato, em adição aos 100 GW de potencial das grandes hidrelétricas que já estão em operação ou em implantação, ainda restam por aproveitar 150 GW. Além disso, há o potencial das pequenas hidrelétricas, que é de 17 GW. E ainda há o potencial resultante da modernização das usinas em operação e da racionalização do uso da energia.

O potencial eólico avaliado em 2001 era de 143 GW, para turbinas encontradas no mercado, instaladas em torres de 50 metros. Com o desenvolvimento de turbinas mais eficientes e torres mais altas, esse potencial é estimado em 300 GW. Para as térmicas a bagaço-de-cana, o potencial é de 15 GW. Há, ainda, a opção fotovoltaica, que já é uma realidade em países tecnologicamente avançados.


No lugar das usinas nucleares planejadas pelo governo, várias combinações de fontes renováveis são possíveis, todas elas com custos de investimento inicial de cerca da metade da opção nuclear. Ademais, é evidente que as alternativas renováveis prescindem de combustíveis, ao contrário das usinas nucleares, que consomem montanhas de minério de urânio e, ao final de suas vidas úteis, deixam a herança dos combustíveis irradiados, que, devido à sua alta radiotoxidade, requerem tratamento especial e uma estocagem sob vigilância 24 horas por dia. A estocagem pode durar de centenas de anos, se os combustíveis forem desmontados e reprocessados, até milhares de anos, se forem guardados tal como saem dos reatores. Tudo isso sob rigorosa vigilância de forças policiais especialmente treinadas, para evitar que grupos anarquistas ou terroristas se apropriem desses materiais.


Tal vigilância é muito onerosa e contribui para aumentar o custo da energia nuclear. Aliás, nos recentes leilões promovidos pelo governo, a energia hidrelétrica e a energia eólica foram negociadas pela metade do preço calculado para energia nuclear - apesar de ser esta favorecida por importantes subsídios.


Se, por motivos sociais, ambientais e políticos, aproveitarmos apenas 70% da capacidade hidráulica ainda por explorar na Amazônia, 80% da capacidade das demais regiões e 50% da capacidade eólica, poderemos estruturar um sistema interligado inteligente ("smart grid") capaz de oferecer anualmente cerca de 1,4 bilhão de MWh a partir de fontes inteiramente renováveis, o que será suficiente para atender a uma demanda per capita da ordem de 6.600 kWh (semelhante ao padrão atual da Alemanha) na década de 2040, quando, segundo o IBGE, a população estará estabilizada em 215 milhões de habitantes.


Há uma tendência natural de complementaridade das disponibilidades energéticas entre os ciclos hídrico e eólico no Brasil. Além disso, uma eventual complementação com usinas térmicas, com suprimento flexível de gás natural, para operação em períodos hidroeólicos críticos, permitiria aumentar a confiabilidade e reduzir custos.


Se o potencial elétrico renovável fosse aproveitado de maneira inteligente, os brasileiros teriam energia elétrica por custos dos mais baixos do mundo, o que, entre outros benefícios, daria um grande poder de competitividade à nossa indústria, compensando, em parte, o chamado "custo Brasil".


* Joaquim Francisco de Carvalho é pesquisador associado ao IEE/USP, doutor em energia pela USP, foi diretor industrial da Nuclen (atual Eletronuclear) e presidiu a comissão criada pela presidência da República para avaliar o acidente com Césio-137, em Goiânia. Ildo Luis Sauer é diretor do Instituto de Energia e Eletrotécnica - IEE/USP, é PhD em energia nuclear pelo MIT e foi diretor de Energia e Gás da Petrobrás. 
Artigo publicado no Valor Econômico de 1º/6/2012.
==============================================
Edição 4510 - Notícias de C&T - Serviço da SBPC

Jornal da Ciência JC e-mail 4510, de 01 de junho de 2012. 
==============================================

* A equipe do Jornal da Ciência esclarece que o conteúdo e opiniões expressas nos artigos assinados são de responsabilidade do autor e não refletem necessariamente a opinião do jornal.
. 

quarta-feira, 16 de março de 2011

O terror e bestialidade da energia nuclear

Richard Jakubaszko
O desastre é iminente, lamentavelmente.
Provavelmente menos de 48 horas nos separam de uma quase inevitável tragédia. Ou menos.
Queira Deus que algo possa ser feito e que os japoneses consigam reverter o quadro de crise do excessivo aquecimento no reator da usina nuclear de Fukushima, na região nordeste do Japão.
Queira Deus que sejam poucas as vítimas. Houve tempo para evacuação. Fica o medo nessas pessoas, e em todos nós, do pavor sequencial de um terremoto de 7 graus na escala Richter, um dos quatro maiores da história, depois um tenebroso e avassalador tsunami, que levou tudo o que estava à sua frente, e agora a ameaça nuclear, a espada de Dâmocles sobre a cabeça de muitos seres humanos.

Se nos lembrarmos de Chernobyl, na Ucrânia, em 1986, teremos a exata noção do horror que significa um vazamento de material radioativo de uma usina nuclear. Até hoje, 25 anos depois, muitas pessoas morrem em consequência de doenças provocadas pelo desastre nuclear na Ucrânia. Perdas de vidas, sofrimento humano incomparável, crianças que nasceram com deformidades indescritíveis.
Desnecessário lembrar as perdas materiais. Até hoje a região está desabitada, casas, prédios, fazendas, nenhum valor comercial.

Até recentemente Chernobyl era um paradigma dos ativistas contra as usinas nucleares, mas a massificada campanha midiática de divulgação do aquecimento do planeta, a partir de 2007, com o total apoio dos ambientalistas, colocando culpa no CO2 e outros gases de efeito estufa, os GEE, todos de origem fóssil, fez retornar as usinas nucleares como salvação “limpa e segura” de fornecimento de energia elétrica.

Até hoje a Europa discute de forma hipócrita o uso do etanol como combustível em substituição ao diesel e à gasolina, ao mesmo tempo em que impõe barreiras alfandegárias para importação do nosso etanol de cana-de-açúcar. Uma demonstração de que não estão preocupados com as questões ambientais, e tampouco com o aquecimento.

Mas o terror continua
O imperador do Japão, Akihito, afirmou que está "profundamente preocupado" com a possibilidade de um acidente nuclear no país, que tenta conter a crise provocada por um terremoto seguido de tsunami. "O acidente na usina me causa profunda preocupação e espero que os esforços dos funcionários possam evitar que a situação piore", disse ele, em um pronunciamento na televisão japonesa. Uma rara aparição do monarca japonês, que demonstra de forma pálida o pavor que passa neste momento o governo e o povo japonês.

Milhares de pessoas ainda estão desaparecidas entre os escombros da costa nordeste do país. O governo já confirmou a morte de mais de 4,2 mil pessoas, mas teme-se que seja superior a 10 mil pessoas, este o número aproximado dos desaparecidos.

A situação é complicada pelas temperaturas abaixo de zero e a falta de suprimentos em diversas áreas. Cerca de 500 mil pessoas estão em abrigos temporários, e estão sem comida, água, eletricidade e combustível.

E o Brasil, vai entrar nessa?
Vai, lamentavelmente, vai entrar de cabeça nisso.

Leio hoje na Internet que o “Brasil necessita da energia nuclear para crescer, avalia engenheiro da Eletronuclear”, em matéria da repórter Alana Gandra, da Agência Brasil. Relata que “a questão da energia nuclear no Brasil está relacionada à necessidade do país de energia para o seu crescimento”, afirmou o supervisor de Novas Usinas da Eletronuclear, Dráuzio Lima Atalla. “Nós somos subconsumidores de energia elétrica. Nós somos imensamente pobres em energia elétrica”, disse ele.

A matéria relata ainda que “com um consumo de energia elétrica per capita, isto é, por habitante, da ordem de 2,4 mil quilowatts-hora (kWh) por ano, o Brasil está distante de países desenvolvidos, como a Alemanha, Suíça e os Estados Unidos, cujo consumo por pessoa alcança até 15 mil kWh por ano.
De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), o limite do consumo de energia por pessoa para um país entrar no rol das nações desenvolvidas é de 5 mil kWh por ano. “Mesmo considerando esse patamar de entrada, nós ainda [o Brasil] consumimos a metade disso”.

Segundo Atalla, a energia elétrica se manifesta em todas as atividades da vida, englobando áreas como a saúde, o transporte, a segurança, educação, entre outras. A eletricidade é um dos insumos mais vitais com que a sociedade moderna conta para obter um índice de desenvolvimento razoável, disse. “Não tem como nosso povo avançar sem que o consumo de eletricidade aumente”.

Engenheiro da Eletronuclear, onde atua há mais de 30 anos, Dráuzio Atalla informou que não existe fonte de energia elétrica que seja totalmente isenta de problemas. “Como o Brasil necessita dobrar, no mínimo, o consumo, nós precisamos de todas as energias. Existe espaço para todas elas. Só que cada energia tem um aspecto mais positivo ou mais negativo”.

No caso da energia eólica, por exemplo, disse que seriam necessárias 1,5 mil turbinas para gerar a mesma quantidade de energia da Usina Nuclear Angra 2 (1.350 megawatts). “O vento é descontínuo e pouco previsível. Existe espaço para eólica. Mas nós não vamos ter um país de 200 milhões de habitantes, com a nossa extensão, só em cima de eólica. É um sonho”. O mesmo ocorre em relação à energia solar. Também as fontes hidráulicas têm seus problemas, disse. “Você imagina um abalo sísmico desses [no Japão] perto de uma represa? O que iria acontecer?”

Os perigos que virão
Atalla esqueceu-se, convenientemente, de esclarecer que no hemisfério norte usa-se a energia elétrica, de fonte nuclear ou termoelétrica, para aquecimento dos ambientes, e é essa a causa deles consumirem mais, além do fato de serem proporcionalmente mais ricos.

Ora, o Brasil tem duas usinas nucleares em operação: Angra 1 e Angra 2. Representam menos de 4% do nosso consumo de energia elétrica. Angra 3 deve ser inaugurada em 2014 ou 2015, mas o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, declarou que o governo não pretende rever os projetos de construção de novas usinas nucleares no país. E os projetos do governo são de definir, ainda este ano, as diretrizes para a construção de pelo menos mais quatro novas usinas: duas no Nordeste e mais duas na Região Sudeste.

É isto, o Brasil vai, o Brasil já está comprometido com os trustes das usinas nucleares. Terminei de ler a matéria, já horrorizado, por constatar os perigos das futuras gerações, dos meus netos, dos seus filhos e netos, caros leitores, e de todos os nossos descendentes. 
Já virei um ativista anti-usina nuclear.

Os biodesagradáveis empurram o Brasil nessa direção, sejam pelas constantes reclamações midiáticas contra a construção de usinas hidroelétricas, sejam pelas dezenas de processos judiciais, as famosas liminares, que impedem a construção de Belo Monte, por exemplo, já aprovada pelo governo e pelo Congresso. Com isso, forçam o governo a procurar alternativas. E a única alternativa, hoje em moda novamente, no Brasil e no mundo são as usinas nucleares.

Os ambientalistas fanáticos deveriam colocar a mão na consciência, não apenas na questão das hidroelétricas e usinas nucleares, mas também na questão do Código Florestal, pois vão engessar com leis a produção futura de alimentos. Leis que, depois, no futuro, serão difíceis de serem ajustadas.

Já escrevi dezenas de vezes, propondo debates, de que os problemas ambientais e da fome se devem ao excesso do contingente populacional.  A grande maioria dos leitores concorda com isso, mas ninguém faz nada. Os 7 bilhões de bocas hoje no planeta serão 9 bilhões dentro de 30 anos. Não haverá sustentabilidade, como apregoam os ambientalistas.

Devemos aplicar, com urgência, algum método para reduzir o crescimento demográfico, quase zerar isso, como faz a China. Caso contrário vamos para o vinagre, com ou sem usinas nucleares.

Desculpem-me, isso não é pessimismo, é realismo, uma simples projeção do que vivemos hoje, com os problemas que já temos.
Que Deus tenha piedade de todos nós, mas que não perdoe os ambientalistas pelo que estão fazendo, pois eles até poderiam não saber o que faziam, mas agora sabem.

Abaixo fotos de alguns horrores nucleares.

Chernobyl,
hoje, vazia.


Ambientalista russa,
anti-fumo...













  

Horror...

Os inocentes pagarão pelos pecadores...

Recebi e-mail (hoje, 17/4/2011) de Gerson Machado, um mineiro, apicultor, frequentador habitual deste blog, e que anda estudando na Inglaterra, em que envia links diversos sobre a questão nuclear:

http://www.llrc.org/
THE LOW LEVEL RADIATION CAMPAIGN health effects of ionising radiation

The True Battle of Chernobyl Uncensored
http://video.google.com/videoplay?docid=-5384001427276447319#
*********This video will be removed on April 29, 2011********

Professor Chris Busby Fukushima Meltdown Could Trigger Atomic Explosion 12 April 2011
http://www.youtube.com/watch?v=EIUqV1e3SYo

Interview - Dr. Alexey Yablokov - 22 books published - Chernobyl: Consequences of the Catastrophe
http://www.youtube.com/watch?v=5-hHTFWXr90

Pr A.Yablokov and Pr C.Busby on Fukushima victim estimations
http://www.youtube.com/watch?v=PYgBgkZCobQ

Chris Busby Explains Why Uranium Is Bad For You (Part 1)  - 2008
http://www.youtube.com/watch?v=42hJR1fX5VU
http://www.youtube.com/watch?v=FfNyZ9Kryb8  (Part 2)


http://www.euradcom.org/publications/chernobylebook.pdf
http://www.euradcom.org/publications/chernobylbook2009.htm

http://www.euradcom.org/2009/lesvostranscript.htm

ECRR Uranium and Health
http://www.euradcom.org/publications/ecrruraniumrept.pdf

ECRR 2010 Recommendations of the European Committee on Radiation Risk
http://www.euradcom.org/2011/ecrr2010.pdf

ECRR Risk Model and radiation from Fukushima
Chris Busby, Scientific Secretary
European Committee on Radiation Risk  March 19th 2011
http://www.euradcom.org/publications/fukushima19032011.pdf

The simple guide to the health consequences of drinking contaminated water or milk in the USA and Europe
Chris Busby, European Committee on Radiation Risk
http://www.euradcom.org/publications/iodinedosecalc15042011.pdf