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Richard Jakubaszko O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decretou intervenção federal no DF hoje (8), diante das invasões e depredações feitas por grupos bolsonaristas em Brasília., em prédios como o do STF, Palácio do Planalto e no Congresso Federal. Mais de uma centena de ônibus chegaram a Brasília entre ontem e hoje, dispostos a exigirem com seus protestos uma intervenção militar por parte das Forças Armadas.
É flagrante a ilegalidade dos protestos através das ações perpetradas pelos diversos grupos bolsonaristas, especialmente por serem antidemocráticas. além de ultrajante ao povo brasileiro. A inação da PM do DF facilitou e incentivou a depredação do patrimônio público feita pelos grupos de extrema direita como se pode observar em diversos vídeos divulgados pelas TVs. Nesse sentido, o governo federal deve urgentemente investigar e punir os responsáveis pelo apoio aos manifestantes, bem como apontar os grupos que financiaram a baderna em Brasília.
Que se cumpra a lei, que os líderes culpados sejam presos e julgados por essas barbaridades, uma ação coordenada, planejada e irresponsável, de interesses políticos inaceitáveis.
Nos últimos dias, entrevistas de aliados de Jair
Bolsonaro e do próprio presidente indicaram que, numa eventual vitória nas
eleições, o governo usará um segundo mandato para buscar um maior controle do
Judiciário, um verdadeiro obstáculo para a implementação de uma agenda da
extrema direita no país e, no fundo, para tornar obsoleta partes inteiras da
Constituição de 1988.
A ideia é ampliar o número de ministros e, assim,
nomear aliados do bolsonarismo. Se no Congresso foi o orçamento secreto que
permitiu um controle do Legislativo, o plano se aproveitaria de um avanço do
grupo no Senado para também submeter o Judiciário aos interesses do movimento.
Mas nada disso é inédito. Ao longo dos últimos
anos, líderes populistas que chegaram ao poder por meio das urnas usaram a
legitimidade que ganharam do processo eleitoral para desmontar a democracia em
seus países. Principalmente a partir do segundo mandato, o objetivo foi claro:
o controle do Judiciário.
Um deles foi Hugo Chávez, na Venezuela. Ao assumir
o poder, ele finalmente cumpriu o que líderes por décadas prometeram e não
cumpriram: reformou a Justiça. Mas, num primeiro momento, a transformação foi
considerada como exemplar. O Tribunal Supremo teria 20 juízes, com dez da
oposição e dez aliados ao governo.
Cinco anos depois, em maio de 2004, uma nova lei
foi aprovada, depois da tentativa de golpe sofrida pelos venezuelanos. Mas,
neste caso, a corte ganharia doze novos membros. Todos eles chavistas.
Nos anos que se seguiram, centenas de juízes de
primeira instância deixaram seus cargos e foram substituídos por aliados do
governo. Em 2021, outro informe foi ainda mais enfático: o Judiciário
venezuelano, já sob Nicolas Maduro, fazia parte dos mecanismos para encobrir a
repressão contra opositores.
As consequências foram profundas, com o regime
chavista capaz de contornar qualquer tipo de ação com o controle completo das
cortes. Mais de uma década depois, num informe da ONU sobre a situação
venezuelana, a constatação: "a independência do Judiciário estava
completamente destruída”.
Durante a década de 1990, Alberto Fujimori no Peru
também promoveu mudanças nas leis que asseguraram sua influência sobre os
tribunais e contribuíram para um clima de anarquia que facilitaria a corrupção
que assolou sua administração.
No caso em Lima, Fujimori usou um golpe de estado
em 1992 para justificar a necessidade de reformar os tribunais. Três dias
depois do evento, ele aprovou um decreto demitindo 13 juízes da corte máxima do
país. Nos meses que se seguiram, todos os tribunais superiores passaram ao seu
controle.
Naquele momento, um porta-voz do governo justificou
que tais atos tinham como objetivo "assegurar a democracia”.
No poder desde 2010, o húngaro Viktor Orbán passou
os últimos doze anos adotando leis para acumular poder e, desde 2012, já
emendou a constituição em sete ocasiões. Mas foi a partir de 2014, quando ele
vence pela segunda vez a eleição, que o desmonte ganha um ritmo inédito.
Orbán, de fato, assumiu o poder depois de um
governo corrupto de esquerda e que admitiu que enganou a população ao adotar
medidas de austeridade para lidar com a crise de 2008. Ganhou o voto de jovens,
da elite urbana, da classe média e até de parte dos intelectuais. Sua guinada
autoritária, porém, afastou muitos desses grupos da base de Orbán.
Mas, até que tal reação viesse, ele já havia
fincado suas bases e iniciado um processo profundo para controlar o parlamento,
a imprensa, a academia, a arte, a sociedade civil e, claro, o Judiciário.
Ao final de
segundo mandato, que começou em 2014, Orbán se sentia suficientemente
confortável em termos de votos no Parlamento para criar um novo sistema de
cortes administrativas que poderiam ditar sentenças sobre eleições, imigrações
e até sobre violência policial.
Cortes similares existem na França e na Alemanha.
Mas, no caso de Budapeste, elas teriam ampla interferência do Executivo.
Caberia ao ministro da Justiça escolher uma parcela dos juízes e definir
promoções.
Alguns anos depois, ele apresentou a ideia em um
novo formato, transformando o sistema de pontos pelos quais os candidatos para
os cargos de juízes seriam julgados. Quem passou por funções no governo,
segundo a nova lei, ganha pontos extras. Para ter funções no governo, os
candidatos precisam estar alinhados à extrema direita.
O assalto contra o Judiciário ao final do segundo
mandato apenas completava oito anos de uma estratégia clara de controle.
Naquele período, 400 juízes foram aposentados e a Corte Constitucional passou a
ser controlada por aliados do regime.
O Ministério Público também passou a ser controlado
por Orbán e, no Escritório Nacional de Justiça, ele nomeou a madrinha de um de
seus filhos para o cargo.
O controle do Parlamento e Judiciário foram
estratégicos. Sempre que sofre um revés, o húngaro se apressa em mudar as
regras do jogo, sem freios dos demais poderes. Em 2018, dias depois de perder
as eleições municipais em Budapeste, ele aprovou uma nova lei reduzindo as
competências das prefeituras.
Não é apenas um episódio. Não é apenas uma excentricidade. Não é apenas uma “treta”.
Em seguida à convocação de um coronel da reserva, hoje “chefão” dos revendedores de alimentos e caminhoneiros que operam a Ceagesp convocar PMs para o ato bolsonarista de 7 de Setembro levando a bandeira de suas unidades, militares, o Estadão revela agora que outro coronel, este da ativa, que tem 5 mil soldados sob seu comando em 7 batalhões da região de Sorocaba, faz o mesmo.
O coronel Aleksander Lacerda deixa claro nas redes sociais o que pede:
“Nenhum liberal de talco no bumbum” consegue “derrubar a hegemonia esquerdista no Brasil”. “Precisamos de um tanque, não de um carrinho de sorvete”.
Ainda que não tivesse tão explicito o golpismo, uma pessoa que, em 22 dias de agosto veicula nas redes sociais, segundo registrou o jornal, 397 publicações de caráter político e partidário, não é um militar, é um militante.
Na reportagem, a nota da PM paulista é de uma covardia absoluta, ao dizer apenas que o assunto “passa por análise criteriosa da Corregedoria” e que publicações que “atentarem contra as normas vigentes e tomarem contornos de ilegalidade, serão punidas com rigor”.
Organizações militares, é óbvio, não são disciplinadas assim. Afastar um comandante é uma decisão administrativa, não judicial e, portanto, sujeita ao longo processo do contraditório.
A semente da indisciplina e a da sublevação germina rápida e não ficam esperando os mimimis sobre isso ou aquilo. Jair Bolsonaro as está jogando aos chãos dos quartéis faz tempo e, agora, espera a sua colheita.
O coronel Lacerda já devia estar, neste momento, afastado de suas funções e, como se dizia antigamente, recolhido ao alojamento dos oficiais.
Hierarquia e disciplina militares é algo com que não se transige, porque, do contrário, na linguagem que policiais entendem, “a cobra cria asas”.
A PM de São Paulo passou, em tempos recentes, a dar sinais de que a política a está desorganizando e as punições ao massacre de Paraisópolis criaram uma crise que levou até à substituição do seu comando.
O Secretário de Segurança Pública de São Paulo, João Camilo Pires de Campos, é um general do Exército Brasileiro, que foi comandante militar do Sudeste e instrutor de gerações de oficiais-generais da Arma. Não parece que fosse assim que instruía seus comandados sobre os limites da disciplina.
É bom que os militares vejam que, não demora, não será um coronel da PM, mas do Exército, que fará o mesmo.
ET. Enquanto escrevia, a PM anunciou o afastamento do coronel de seu comando e a sua convocação para “esclarecimentos”.
Richard Jakubaszko Sem governo e sem uma mídia adulta, imparcial e profissional, pelo contrário, temos uma mídia engajada, nós brasileiros vamos caminhando aos trancos e barrancos, e sem saber o que de fato anda acontecendo não apenas em Brasília (como se isso fosse importante...) ou em outras partes do Brasil. Temos excesso de informação pelo whatsApp, todas sem a menor confiabilidade. O fato é que os milicos estão desembarcando do governo do ex-capitão, ficaram desacreditados pelo apoio dado ao maluco que, dizem os jornais, anda a nos governar. O maluco tratou de punir os chefes militares, trocou o comando de tudo, do ministério da Defesa e das 3 armas, e começaram a falar em golpe, autogolpe, estado de sítio e o diabo a quatro. O que os milicos pensam? É hilário...
Em dezembro de 2017, a nove meses da eleição do ano seguinte, o Instituto Vox Populi realizou uma pesquisa nacional, por solicitação da CUT.
É educativo voltar a seus resultados, que ajudam a entender o que nos levou ao desastre de ter um Bolsonaro à frente do governo.
O Brasil estava mal, do ponto de vista da população.
O golpe e a deposição de Dilma, do ponto de vista da opinião pública, haviam fracassado.
Mas haveria uma eleição dali a pouco tempo.
Sergio Moro e seus rapazes estavam na glória, com as fanfarras da mídia corporativa e da TV Globo soando alto.
O primeiro passo do projeto de poder que os animava havia sido dado: um empresário-delator, a fórceps, “confessara” que um apartamentozinho no Guarujá era propina para Lula. Sem nada de concreto, o bolsonarista condenou o ex-presidente.
Na pesquisa, foram feitas várias perguntas a respeito de Lula e outros possíveis candidatos.
Era, de longe, o mais conhecido e o mais admirado: 49% diziam “gostar” dele, ficando Joaquim Barbosa em segundo lugar, com 28%, acima de Marina Silva, com 22%.
O capitão Bolsonaro marcava 18% (venceu a eleição, vive o que a grande imprensa saúda como seu “melhor momento” e alcança hoje 32% nesse quesito).
Se fosse candidato naquela eleição, 38% dos entrevistados em dezembro de 2017 diziam que “votariam com certeza” em Lula, aos quais se somaria uma parte dos 16% que afirmavam que “poderiam votar”.
Uma parcela de 39% dizia que “não votaria” nele, proporção menor que em qualquer outro nome (empatado com Joaquim Barbosa, recusado por 40%). O capitão merecia a rejeição de 53%.
O que se pode dizer desses números é que, depois de tudo que ocorrera desde a grande investida conservadora contra Lula e o PT a partir de 2013, depois da derrubada de Dilma, depois do massacre midiático sofrido pela esquerda ao longo de anos e depois da condenação por Moro, o favorito na eleição de 2018 era Lula.
Frente a quaisquer adversários, a chance é que vencesse no primeiro turno.
Na pergunta espontânea, atingia 38%, ficando todos os demais, somados, com 21% (dentre esses, Bolsonaro obtinha 11%, indicando que a doença bolsonarista já corroía o País).
Em lista com os nomes de dez pré-candidatos, Lula alcançava 43% e a soma dos restantes chegava a 33% (em segundo, estava Bolsonaro com 13%).
Essa pesquisa Vox não trouxe resultados muito diferentes de outras com metodologia semelhante.
Todas mostraram que, a menos de um ano da eleição, só havia um modo de Lula perder o favoritismo, considerando que tudo que havia de negativo contra ele estava já computado e o eleitorado havia feito suas contas.
Como, aliás, indicavam as respostas a uma pergunta a respeito do saldo da atuação de Lula em sua trajetória: 60% consideravam que ele fizera “muito mais coisas certas que erradas pelo povo brasileiro e o Brasil”, contra 32% que entendiam que “ele errou muito mais que acertou”.
O único modo garantido de evitar a quinta vitória seguida do PT e o terceiro mandato de Lula era impedi-lo de ser candidato, trancafiando-o em uma cadeia e proibindo que se manifestasse. Foi exatamente isso que fez uma vasta aliança antidemocrática e golpista, organizada informalmente para não permitir que a vontade das pessoas comuns prevalecesse.
Quem derrotou Lula, o PT e a esquerda em 2018 não foram “os erros” do PT, o “crescimento do antipetismo”, os “escândalos” e a “corrupção” petistas.
Suas razões não foram as “mudanças sociais”, as “redes sociais”, o “crescimento do neo-pentecostalismo” e tantas outras explicações sociologizantes.
Sem a intervenção despudorada dos aventureiros do Judiciário, militares sedentos de poder, empresários ávidos de retomar o controle do Estado, negociantes da fé, bilionários das comunicações, a vitória do capitão e suas milícias fascistas não teria ocorrido.
E ainda exigiu trapaças de todo tipo na reta final, que os tribunais preferiram não ver.
A culpa pelo que aconteceu não é da esquerda e não é preciso que ela faça mal a si mesma para exorcizá-la, em um auto-de-fé descabido e desnecessário.
Richard Jakubaszko A corda vai continuar esticada? Vai ter golpe, general? Tá feia a situação pra sua turma, né general? As nossas gloriosas Forças Armadas vão seguir a Constituição ou vão abraçar a corrupção e entrar na lama?
O Queiroz tá preso, finalmente, e o Brasil inteiro espera que o laranja conte tudo, mesmo que ele seja beneficiado com a delação premiada. Afinal, tem de prender os cabeças, né não? Quais serão as desculpas? Quer uma dica, general? Aí vai...
A proclamação golpista de Jair Bolsonaro, ontem à noite, pode ser uma ameaça ou uma fanfarronice. Ao dizer que tomará “todas as medidas legais possíveis para proteger a Constituição e a liberdade do dos brasileiros”, as quais nunca esteve impedido de tomar, diz exatamente o contrário: que está disposto a tomar medidas extra-legais e extra-constitucionais para acobertar os grupos de apoiadores que, até mesmo com rojões, atacam a devida ordem legal. Passou dois dias de consultas e sondagens antes de partir para o ato ousado. Certamente verificando com o que conta para esta ofensiva golpista. Não há sinais públicos de que conte com cobertura para isto, mas não se pode subestimar a veia autoritária dos militares que cooptou para sua aventura de poder. Vê-se, no texto, que a noção de liberdade bolsonarista é armar os cidadãos, como se este país devesse ser um faroeste, onde a bala seja o argumento do debate político. Mas as armas com que conta são outras, as compradas com o dinheiro do povo e portada por homens pagos pelo povo, transformando-se em chicotes contra este próprio povo. Bolsonaro jogou a cartada, por enquanto em palavras. Pode parar por aí, na bravata. Pode, porém, ser o sinal para que sua máquina miliciana entre em ação, tentando arrastar a parte podre de nossas Forças Armadas, transformadas em capangas presidenciais. Leia o texto da fala insana de Bolsonaro, ontem à noite:
O histórico do meu governo prova que sempre estivemos ao lado da democracia e da Constituição brasileira. Não houve, até agora, nenhuma medida que demonstre qualquer tipo de apreço nosso ao autoritarismo, muito pelo contrário. – Em janeiro 2019, após vencermos nas urnas e colocarmos um fim ao ciclo PT-PSDB, iniciamos uma escalada do Brasil rumo à liberdade, trabalhando por reformas necessárias, adotando uma economia de mercado, ampliando o direito de defesa dos cidadãos. – Reduzimos também todos índices de criminalidade, eliminamos burocracias, nos distanciamos de ditaduras comunistas e firmamos alianças com países livres e democráticos. Tiramos o Estado das costas de quem produz e sempre nos posicionamos contra quaisquer violações de liberdades. – O que adversários apontam como “autoritarismo” do governo e de seus apoiadores não passam de posicionamentos alinhados aos valores do nosso povo, que é, em sua grande maioria, conservador. A tentativa de excluir esse pensamento do debate público é que, de fato, é autoritária. – Vale lembrar que, há décadas, o conservadorismo foi abolido de nossa política, e as pessoas que se identificam com esses valores viviam sob governos socialistas que entregaram o país à violência e à corrupção, feriram nossa democracia e destruíram nossa identidade nacional. – Suportamos a todos esses abusos sem desrespeitar nenhuma regra democrática, até mesmo quando um militante de esquerda, ex-membro de um partido da oposição, tentou me assassinar para impedir nossa vitória nas eleições, num atentado que foi assistido pelo mundo inteiro. – Do mesmo modo, os abusos presenciados por todos nas últimas semanas foram recebidos pelo governo com a mesma cautela de sempre, cobrando, com o simples poder da palavra, o respeito e a harmonia entre os poderes. Essa tem sido nossa postura, mesmo diante de ataques concretos. – Queremos, acima de tudo, preservar a nossa democracia. E fingir naturalidade diante de tudo que está acontecendo só contribuiria para a sua completa destruição. Nada é mais autoritário do que atentar contra a liberdade de seu próprio povo. – Só pode haver democracia onde o povo é respeitado, onde os governados escolhem quem irá governá-los e onde as liberdades fundamentais são protegidas. É o povo que legitima as instituições, e não o contrário. Isso sim é democracia. – Luto para fazer a minha parte, mas não posso assistir calado enquanto direitos são violados e ideias são perseguidas. Por isso, tomarei todas as medidas legais possíveis para proteger a Constituição e a liberdade do dos brasileiros. BRASIL ACIMA DE TUDO; DEUS ACIMA DE TODOS!
O Ministério da Economia e o Governo têm, afinal, um plano para recuperar a economia da crise do novo coronavírus. Bem poderia ser chamado Plano Auschwitz, em homenagem ao tristemente famoso campo de concentração (na verdade, três deles, próximos) da Alemanha nazista, onde sobre o portão de ferro escreveu-se “Arbeit macht frei”, o trabalho liberta, em alemão.
Exagero? Leia o que se escreve na Folha de SP , hoje (lá no final do texto, porque os repórteres, talvez pela juventude, não perceberam a gravidade do que se planeja, e que eu sublinho no texto):
O controle [da retomada] seria garantido por um protocolo a ser definido pelo Ministério da Saúde com os procedimentos necessários (adaptações de linhas de montagem, como distanciamento entre funcionários) para evitar contágios. Para isso, seriam exigidos testes em massa.
Outra ideia em curso seria retirar a população que faz parte do grupo de risco, como idosos, da casa desses trabalhadores, especialmente os mais carentes.
Pessoas que participam das discussões na Economia afirmam que uma proposta em análise na Casa Civil prevê seleção de idosos, especialmente nos grandes centros urbanos, e transferência para hotéis que, neste momento, estão fechados. A organização dessa força-tarefa ficaria a cargo do Exército.
Veja o que isso quer dizer: para que o jovem possa voltar ao trabalho “em segurança”, uma tropa do exército (ou da polícia) vai à sua casa e “remove” a sua mãe, uma senhora de 65 anos, e a leva, numa viatura, até um hotel guarnecido de soldados, de onde não pode sair e será colocada ao lado de quem ela nunca viu na vida, sem visitas e com a suprema concessão de poder olhar pela janela de um quarto minúsculo (é claro que não serão os “cinco estrelas” os hotéis escolhidos).
No final do século 18, a palavra iídiche pogrom passou a designar a perseguição a judeus (e depois a eslavos, ciganos, protestantes…). O governo brasileiro quer, agora, fazer o pogrom dos “coroas”, carregando os pais e mães de operários para a clausura, a fim de que seus filhos possam ser carne para as máquinas de fazer dinheiro.
Isso está em estudos, diz o jornal, na Casa Civil do General Braga Netto.
Estamos diante de nazistas, de gente que – talvez não o perceba, no que não as isenta – considera seres humanos apenas máquinas de produzir e que acha que em nome disso, pode ter pais e mães arrancados de casa e depositado em cubículos, para que o mecanismo do capital possa voltar a rodar.
Nem que isso seja à custa de levar, com um cabo e um soldado, nossas mães e nossos pais.
O inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) aberto para investigar fake news identificou empresários bolsonaristas que estariam financiando ataques contra ministros da Corte nas redes sociais. O Estado apurou que as investigações estão adiantadas e atingem até mesmo sócios de empresas do setor de comércio e serviços, todos apoiadores do presidente Jair Bolsonaro.
Embora o inquérito, que tramita sob sigilo, seja destinado a investigar ameaças, ofensas e calúnias dirigidas a ministros do STF e suas famílias, as informações são de que o mesmo grupo de empresários também está ajudando a convocar os atos do próximo domingo, tendo como alvo o Congresso e o Judiciário.
O custo dos ataques virtuais pode chegar a R$ 5 milhões por mês. As apurações indicam que esses empresários bancam despesas com robôs – programas de computador que podem ser usados para fazer postagens automáticas nas redes – e produção de material destinado a insultar e constranger opositores de Bolsonaro nas mídias digitais.
Há vã, se é que me entendem, esperança de que isso vá produzir resultados.
Se os autores estão identificados e o crime continua sendo cometido, onde estão as buscas e apreensões, as prisões preventivas?
Os sujeitos podem seguir livremente pagando mídia anônima para subverter a ordem constitucional?
4ª edição do livro CO2 aquecimento e mudanças climáticas: estão nos enganando?
Não existem duas verdades. O livro é uma biografia não autorizada do clima. Os autores contestam a falácia do aquecimento e debatem as acusações de que os mares vão transbordar ou de que o planeta vai esquentar. Leia o livro e não se deixe enganar. Para adquirir a obra ligue 11 9.7440.7399 ou mande e-mail para co2clima@gmail.com - preço: R$ 60,00 incluso as despesas postais. Publicado por DBO Editores - São Paulo/2025 - 416 págs. Quer saber mais? Clique na capa do livro.
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Meu canal no Youtube tem vídeos sobre a mentira do aquecimento
Richard Jakubaszko Einstein foi um frasista notável. Sobre quase tudo ele emitiu uma opinião. Por vezes foram e ainda são verdades inco...
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Quem sou eu
Jornalista e publicitário, escritor, especialista em comunicação e marketing no agronegócio. Editor Executivo da revista Agro DBO (sucessora da revista DBO Agrotecnologia) e autor de livros no segmento, como "Marketing Rural: como se comunicar com o homem que fala com Deus", em 2ª edição; "Marketing da Terra", e "Meu filho, um dia tudo isso será teu", em 3ª edição, todos pela Editora UFV da Universidade Federal de Viçosa - MG. Lançou em 2015 o livro "CO2: aquecimento e mudanças climáticas: estão nos enganando?", pela DBO Editores Associados, que em ago/2019 entrou em 2ª edição, e em maio/22 em 3ª edição. A 4ª edição saiu em dez/25.Em dez/23 foi lançada a versão em inglês dessa obra: CO2 - global warming and climate change: are we being deceived?
O autor deste blog tem proferido palestras a agricultores em cooperativas, a estudantes em universidades, e profissionais do setor em convenções de empresas, sobre os temas comunicação e marketing no agronegócio, e também sobre os temas dos livros editados. Contatos podem ser feitos através do fone 11 9.7440.7399 ou no e-mail richardassociados@yahoo.com.br Veja no banner abaixo as palestras disponíveis.
Palestras disponíveis
1 - "Meu filho, um dia tudo isso será teu" - A experiência de doadores e herdeiros, contada em verso e prosa, em divertidos relatos de como deixar e receber heranças, ou transmitir vocação para trabalhar com a terra.
2 - "Marketing Rural - como se comunicar com o homem que fala com Deus". - O que funciona e o que não funciona quando se deseja comunicar com os produtores rurais.
3 - "Marketing da Terra - como agregar valor aos produtos da terra" - Inúmeros cases historys relatados, em frutas, café, batata, tomate, soja, milho, cana, e ainda um debate sobre as vantagens e a complementaridade entre o cooperativismo e o associativismo.
4 - "CO2 - a grande farsa do aquecimento" - polêmico tema sobre o aquecimento e as mudanças climáticas, conteúdo do livro mais recente, "CO2 aquecimento e mudanças climáticas: estão nos enganando?", com análises técnicas, científicas, políticas e econômicas sobre a ameaça "real ou imaginária" que está sobre a cabeça das pessoas e que trará problemas imensos às atividades produtivas, especialmente o agronegócio. Na palestra, como no livro, o autor denuncia e aponta os responsáveis pelas agendas políticas e econômicas daquilo que muitos cientistas denunciam como "a grande farsa do século XXI".
Meu filho, um dia tudo isso será teu - 3ª EDIÇÃO
Agora em 3ª impressão! Lançado em OUT/2011, de autoria deste blogueiro, juntamente com o advogado Fábio Lamônica Pereira, esta obra mostra os caminhos de como se estabelecer a continuidade do negócio na área rural, e, principalmente, como transmitir a vocação e a aptidão, o carinho de se trabalhar com a terra. Editado pela Editora UFV, tem 145 pgs., custa R$ 38,00 e pode ser adquirido no site www.livraria.ufv.br (ou clique na capa do livro) ou com este autor, fone 11 3879.7099.
Marketing rural: como se comunicar com o homem que fala com Deus
Obra pioneira no segmento, agora em 2ª edição pela Editora UFV da Universidade Federal de Viçosa - MG. Mostra o que funciona e o que não funciona quando se deseja comunicar com os produtores rurais. ATENÇÃO: este livro não se encontra à venda em livrarias. Mas você pode adquirir esta obra por R$ 30,00 (mais despesas de correio) no site da UFV: www.livraria.ufv.br (ou clique na capa do livro), ou enviando um e-mail ao autor: richardassociados@yahoo.com.br ou ainda pelo fone 11 3879.7099 Edição 2006, 207 p.
Marketing da terra
Outra obra com tema pioneiro autoria de Richard Jakubaszko, também editada pela Editora UFV. O livro tem co-autoria dos embrapianos Ariovaldo Luchiari Jr., Décio L. Gazzoni e Paulo Kitamura. O prefácio é do então ministro da Agricultura Roberto Rodrigues. O livro mostra como agregar valor a commodities através do marketing. Não é um livro sobre marketing, mas de como fazer marketing em café, soja, hortaliças, milho, frutas, cana-de-açúcar, carnes vermelhas, transgênicos e meio-ambiente. Descreve erros e aponta oportunidades do cooperativismo e associativismo neste processo. ATENÇÃO: este livro não se encontra à venda em livrarias. Custa R$ 35,00 (mais frete postal) e pode ser adquirido apenas no site www.livraria.ufv.br Para contato com o autor : e-mail richardassociados@yahoo.com.br ou pelo fone 11 3879.7099. Edição 2005/2006, 282 p.
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Liberdade
“Liberdade é uma palavra que o sonho humano alimenta, não tem ninguém que a explique e ninguém que não entenda. Cecília Meireles.”
Chapeuzinho Vermelho
Minha neta Beatriz, alegria e esperança de continuidade.
Beatriz, aqui com 5 anos...
Carinhosa, espertinha, meiga e muito inteligente. Questionada sobre o que deseja ser quando crescer responde sem pestanejar que poderá ser dentista, ou cabeleireira, mas o que deseja ser mesmo é famosa... Dias atrás conheceu o mar, encantou-se com as ondas, as cores, conchinhas, estrelas do mar. Incluiu agora no seu curriculum futuro o desejo de ser "aventureira", conhecer o mar, fazer aventuras pela vida afora.
Beatriz, agora com 10 anos.
Bitrica vai longe com a sua criação de preás, cuja população não para de crescer: já são mais de duas dezenas.
Bitrica
aqui com 12
A formatura dos estudos elementares
Bitrica vai à guerra, vai enfrentar a vida. Agora, vem aí a faculdade. Muitos estudos, muitas leituras, vem aí o futuro a ser enfrentado pela menina sonhadora.
Será que é assim?
"Jornal é um espaço incapaz de discernir entre a queda de uma bicicleta e o colapso da civilização".
(Bernard Shaw)
IPCC: e se os cientistas estiverem enganados?
O mapa da NASA aponta as temperaturas do solo. Em amarelo as cores mais quentes, com mais de 45° graus Celsius. Sabe-se que as plantas param de fazer fotossíntese quando o solo atinge 33° graus Celsius. Dessa forma, essas regiões estariam aquecendo o planeta, e não a emissão de CO2. No NE brasileiro, e mesmo nos cerrados, percebem-se áreas também amarelas. Para quem é do agronegócio a assinatura da Agro DBO (Sucessora da Agrotecnologia) é gratuita, basta clicar na capa da revista, ou copiar o link e acessar www.agrodbo.com.br e seguir as instruções na pasta "Como receber"
Capa da revista The Economist
Edição de 6/12/2007 = para entender direitinho porque a capa dessa revista está aqui neste blog leia o artigo "O que será do agronegócio daqui a alguns anos". Clique na capa da revista para ler o artigo, ou copie e cole no seu browser http://richardjakubaszko.blogspot.com/2008/01/o-que-ser-do-agronegcio-daqui-alguns.html
Dolar desesperado...
ou será pânico?
Humor
Enviadas por Heidi Gartner /Axial Participações. Obrigado Heidi!
"Em dia de tempestades e trovoadas o local mais seguro é perto da sogra, pois não há raio que a parta."
"Se não encontrar sua metade-laranja, não desanime, procure sua metade-limão, adicione açúcar, pinga, gelo e seja feliz!!!!"
"Dizem que mulher satisfeita não trai. Mas alguém já viu mulher satisfeita?"
"Mulher bonita é igual tsunami: quando chega vem cheia de onda e ninguém vê o perigo. Quando vai embora leva carro, casa e tudo mais que estiver ao seu alcance.
"Nunca segure seus puns. Eles sobem pela sua espinha, entram no seu cérebro e aí surgem as idéias de merda."
"Os homens mentiriam muito menos se as mulheres fizessem menos perguntas."
Aula de Filosofia. Na sala de aula o Professor pergunta: "Quem é o autor grego da frase "Só sei que nada sei?" Joãozinho: "Puta-que-pariu, professor!!! O Lula é grego??!!"
Humor & caipirices
* Pobre é foda, sempre diz que não tem nada, mas quando chove muito diz que perdeu tudo. * O homem é o único animal do mundo que estabelece uma relação amigável com a vítima que ele pretende comer. * Meu sonho na vida é ser pobre por um dia, porque ser pobre todo dia é uma merda! * Amigo é igual parafuso, a gente sabe que é bom na hora do aperto. * Celulite não é defeito. Os furinhos querem dizer "Eu sou gostosa!", em braille, é claro. * Mar por mar, e se desse pra escolhê, eu prefiria Alzheimer do que Parkinson, é que mais vale esquecer de pagar a cerveja do que entorná tudo no chão...
Frases divertidas e inteligentes
contribuições de leitores do blog De autores anônimos: - O casamento é o preço que os homens pagam pelo sexo; o sexo é o preço que as mulheres pagam pelo casamento. - Nunca se ache demais, pois tudo o que é demais sobra, tudo o que sobra é resto e tudo o que é resto vai para o lixo. - Fuja das tentações, mas devagar, para que elas possam te alcançar... - Aquele que, ao longo de todo o dia: é ativo como uma abelha, forte como um touro, trabalha que nem um cavalo, e que ao fim da tarde se sente cansado que nem um cão... deveria consultar um veterinário. É bem provável que seja um grande burro. - Nunca se explique. Seus amigos não precisam, e seus inimigos não vão acreditar. - Se um dia, a pessoa que você ama lhe trair, e você pensar em se jogar de um prédio, lembre-se: você tem chifres, não asas... - A mulher deve sempre sonhar com um homem fiel e obediente... Só não deve querer transformar o sonho em realidade. - Errar é humano, persistir no erro é americano, acertar no alvo é muçulmano. - Crianças nós somos, a vida toda. O que muda são os preços dos brinquedos.
Autorais: - Não confio em produto local. Sempre que viajo levo meu uísque e minha mulher. (Fernando Sabino) - É graças a Deus que o Brasil tem saído de situações difíceis. Mas, graças ao diabo, é que se mete em outras. (Mário Quintana) - Só acredito naquilo que posso tocar. Não acredito, por exemplo, em Luiza Brunet. (Luís Fernando Veríssimo) - Política tem esta desvantagem: de vez em quando o sujeito vai preso em nome da liberdade. (Stanislaw Ponte Preta) - Muitas mulheres acham os homens perfeitamente dispensáveis no mundo, a não ser nas profissões reconhecidamente masculinas, como as de costureiro, cozinheiro, cabeleireiro, decorador de interiores e estivador. (Luís Fernando Veríssimo) - O primeiro economista do mundo foi Cristóvão Colombo: quando saiu, não sabia para onde ia; quando chegou, não sabia onde estava. Tudo por conta do governo. (Ronaldo Costa Couto) - A corrupção não é uma invenção brasileira, mas a impunidade é uma coisa muito nossa. (Jô Soares). - Fiz um acordo de coexistência pacífica com o tempo: nem ele me persegue, nem eu fujo dele. Um dia a gente se encontra. (Mário Lago) - Época triste a nossa... mais fácil quebrar um átomo do que o preconceito! (A. Einstein) - Uma mentira pode dar a volta ao mundo... enquanto a verdade ainda calça seus sapatos. (Mark Twain) - Se meus inimigos pararem de dizer mentiras a meu respeito, eu paro de dizer verdades a respeito deles. (A. Stevenson) - Não gosto de enterros. Se eu for ao meu, vou à contra gosto.(Frangonildo Barbosa)
Estou de olho em tudo o que acontece...
É isso aí, tem de participar, votar, opinar, debater, pois a omissão é a mais vil das ações cidadãs.
Decálogo do blogueiro
Copiado na caradura do blog do Idelber Avelar
O que vale é o voto!
Blog sob censura do Google
Este blog teve um post censurado pelo Google, em janeiro 2013, sob a justificativa de que supostamente infringimos leis de direitos autorais, ao publicar fotos públicas, todas disponíveis na internet, de onde foram captadas. O Google não deu explicações sobre quais foram as fotos identificadas como causas dessas infrações, de um total de 20 fotos publicadas, e simplesmente colocou o post na condição de censurado. Depois, removeu o conteúdo para a posição de "rascunho", e assim o post permanece, sob ameaça de que, se for republicado, eles tiram o blog do ar.
Este blogueiro já enviou uma dúzia de e-mails, todos sem resposta, e sem obter as explicações sobre o que consideraram infração, nem tampouco de quais fotos são de propriedade de alguém. Por causa dessa censura cancelei a publicação de anúncios do Google neste blog. E peço, novamente, explicações ao Google.
Richard Jakubaszko 23 maio 2013
Você faz regime para emagrecer?
Será que precisa?
Homenagem do Agrolink
No dia 11 dezembro último este agora blogueiro, jornalista Richard Jakubaszko, foi homenageado pelo Portal Agrolink em reconhecimento como o colunista mais lido entre os colaboradores assíduos do portal. Na foto o blogueiro recebe de Antonio Borges, Diretor do Agrolink, uma placa de prata alusiva. Conforme comentei com Borges Filho, a homenagem foi ótima, estranho foi constatar que entrei na "idade das homenagens". Curiosidade: amigos comentaram que não sou baixinho, mas que pareço um, na foto acima. Explico: é que o Borges filho tem mais de 1,90 de altitude...