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segunda-feira, 21 de outubro de 2024

Amazônia: estonteante dependência do Saara

Luis Dufaur *

Poeira fertilizante do Saara todo ano passa por cima do Atlântico e sustenta a vida na Amazônia e no Caribe

Amazônia é a maior floresta tropical úmida da Terra. E o Saara é o maior e mais quente deserto do mundo.

Na aparência, nada de mais diverso e sem relação um com outro. Uma imensa selva verde úmida no coração da América do Sul, e um infindável areal, composto de poeira e pedra, onde sopram ventos ardentes no norte da África.

Porém, se, por ventura, os dois estivessem vitalmente unidos? Se o mais pleno de vida dependesse do mais morto para sobreviver, quem ou o quê poderia ter criado essa inter-relação?

Por certo, uma interdependência tão profunda foge à imaginação do homem e a qualquer instrumentalização ou fabrico também humano.

Também fugiria às regras da teoria da evolução de Darwin, segundo o qual tudo o que há procede de uma realidade pré-existente, e essa de outra, por uma série intérmina e jamais demonstrada de mutações atribuíveis ao azar e à necessidade.

Há, porém, um fenômeno que envolve ventos e minérios sem vida e que sustenta a vida vegetal e animal na maior floresta tropical úmida do planeta.

Amazônia: estonteante dependência do Saara criada por Deus

Chegando no III milênio a ciência com seus mais avançados instrumentos pode documentar e mensurar esse fenômeno colossal.

Dito fenômeno une essas duas imensas realidades geográficas tão dissemelhantes passando por cima de um oceano.

Pela primeira vez um satélite da NASA mensurou em três dimensões a quantidade de poeira do Saara trazida pelos ventos por cima do Atlântico.

E calculou não só a poeira, mas também o fósforo que vem no meio dela: 22.000 toneladas de fertilizante puro, do qual a selva da Amazônia depende para existir.

A equipe comparou o conteúdo de fósforo da poeira do Saara na depressão de Bodélé com dados das estações científicas de Barbados, no Caribe, e de Miami, nos EUA.

Os resultados do estudo foram publicados na Geophysical Research Letters, revista da American Geophysical Union, segundo divulgou a NASA (vídeo embaixo).

O líder do trabalho foi Hongbin Yu, cientista da atmosfera da Universidade de Maryland que trabalha no Goddard Space Flight Center da NASA em Greenbelt, Maryland. Yu e sua equipe fizeram os cálculos com base em dados coletados pelo satélite Calipso, da NASA, entre 2007 e 2013.

Yu e sua equipe estudaram a poeira que provém especialmente da Depressão de Bodélé, no Chade. Trata-se de um antigo lago seco cujas rocas compostas por micro-organismos mortos estão carregadas de fósforo.

Esse é um nutriente essencial para o crescimento das plantas e a vegetação depende dele para florescer.

O estudo analisou especialmente a depressão de Bodélé de onde sai boa parte do fósforo fertilizador








Os nutrientes são escassos no solo amazônico e alguns deles, como o fósforo, são lavados pelas chuvas. Sem os fosfatos (sais do fósforo), a floresta da Amazônia estaria condenada à morte.

Porém, segundo Yu, o fósforo que chega do Saara, estimado em 22.000 toneladas por ano, equivale aproximadamente à mesma quantidade levada pelas chuvas e pelas enchentes.

Esse fósforo é apenas 0,08% das 27,7 milhões de toneladas de poeira do Saara depositadas anualmente na Amazônia.

No total, os ventos do deserto africano levantam cada ano 182 milhões de toneladas de poeira. O volume encheria o volume de carga de 689.290 caminhões. O pó viaja 2.800 quilômetros sobre o Atlântico até cair na superfície arrastado pela chuva.

Perde-se uma parte pelo caminho. Chegando à costa do Brasil, ficam ainda no ar 132 milhões de toneladas. Por fim, 27,7 milhões de toneladas – capazes de encher 104.908 caminhões – caem sobre a superfície da bacia Amazônica. Outros 43 milhões de toneladas seguem para o Caribe.

É o maior transporte de poeira do planeta. Há importantes variações segundo os anos, dependendo dos ventos e de outros fatores.

Desta maneira o deserto morto sustenta a vida na exuberante floresta amazônica tropical e úmida. Sem o Saara a mata da Amazônia não existiria.

Vídeo: Amazônia: estonteante dependência do Saara criada por Deus

Quem desejar assistir o vídeo no Youtube (áudio em inglês), clique neste link: https://www.youtube.com/watch?v=ygulQJoIe2Y

Quem teria imaginado algo tão extraordinário funcionando há milênios de anos como uma engrenagem supremamente sábia? 




Há certos fenômenos naturais que nos obrigam a reconhecer um Criador de uma sabedoria e de um poder infinitos.

Isso apesar de uma intensa propaganda que chega ao absurdo de dizer que o ecossistema do planeta depende decisivamente de nós.

Sem o homem saber, desde que o Saara e a Amazônia existem o pó fertilizante do deserto africano chega na dose certa, mas colossal, todo ano, por cima do Atlântico.

Quem tem a sabedoria para imaginar esse processo sustentador de uma floresta como a amazônica da qual depende a Terra toda, a outros títulos?

Quem tem o poder para criar e depois garantir esses processos em sua regularidade constante há milênios?

Sem dúvida a ciência presta um inestimável tributo com uma descoberta como esta que postula a existência de um Deus criador e sustentador do céu e da terra.

* Escritor, jornalista, conferencista de política internacional, sócio do IPCO, webmaster de diversos blogs.

Publicado em https://ecologia-clima-aquecimento.blogspot.com/2024/10/amazonia-estonteante-dependencia-do.html



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terça-feira, 29 de março de 2022

Agora a Nasa vem: STF vai discutir a qualidade futura do ar no Brasil

Richard Jakubaszko  
Diante de uma ADI - Ação Direta de Inconstitucionalidade, a nossa suprema corte terá de julgar dia 30 de março próximo, amanhã, portanto, o futuro da qualidade do ar no Brasil. Aparentemente trata-se de uma ADI interposta pelo ISS - Instituto Saúde e Sustentabilidade, depois de uma provável querela conflituosa com o Conama - Conselho Nacional do Meio Ambiente, e que teve guarida em nosso Ministério Público que interpôs o assunto para decisão do STF. O ISS afirma que a OMS determina níveis de segurança de qualidade do ar não cumpridas pelo Brasil.

Ora, não custa e não ofende ninguém a gente perguntar: o que é que os doutos juízes entendem de qualidade do ar? Se até os cientistas mais juramentados da OMS, ISS e Conama possuem divergências sobre isso, como querem que os ministros, que são advogados, decidam sobre uma matéria tão técnica e ao mesmo tempo tão polêmica? Em minha opinião o STF nem deveria ter aceito a ADI. Entretanto, como é matéria constitucional, função primordial do STF, deve ser discutida pelos ministros.

Fiquei pensando com meus botões que deve haver algum interesse econômico muito forte, e/ou político, para se interpor uma ADI, uma questão importante, porém como guarda-chuva de um assunto absolutamente estranho ao STF, como a qualidade do ar.

Não precisa nem ser alfabetizado para reconhecer ou saber que a poluição do nosso ar anda horrorosa. Mas o que o STF vai fazer? Vai mandar o Conama trocar o nosso ar? Vai determinar que todo mundo ande de máscaras especiais acopladas a tanques de oxigênio? Pode ser que o STF mande a Petrobras refinar o óleo diesel com presença de enxofre a menos de 3%, o que seria louvável, mas saibam que existe lei determinando isso e que não é obedecida pela estatal, e fica tudo por isso mesmo. Ou esperam que o STF determine uso de filtros especiais nos escapamentos dos automóveis?

Para confirmar o refrão, o Brasil vai de mal a pior, e com esse assunto, não sei não, mas acho que dessa vez a Nasa vem e toma conta disso daqui.

 

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

NASA: a próxima mini-idade do gelo

Tyler Durden  
01/01/2019

Autoria de Martin Armstrong via www.ArmstrongEconomics.com

(Enviado ao blog pelo amigo Gerson Machado


Só porque alguém afirma ser um cientista e afirma ser a favor ou contra o aquecimento global, realmente não faz muito sentido para quando você vai visitar um médico, eles sempre dizem para que você obtenha uma segunda “opinião” porque é tudo o que você está recebendo.

Anteriormente, eu relatei que a NASA ( https://www.armstrongeconomics.com/international-news/nature/nasa-finally-admit-its-going-to-get-colder/ ) confirmou que estamos indo para um período de resfriamento – não aquecimento. Eles divulgaram uma previsão de declínio da atividade das manchas solares. Agora a NASA chegou confirmando o que o nosso computador está prevendo. Eles relataram que, como o sol está passando por um rápido declínio nas manchas solares, também está diminuindo em brilho ou energia saída. A estação de Spaceweather da NASA gravou, durante 2017, 96 dias (27%) observando no sol que foram completamente ausentes as manchas solares.

Enquanto isso A NASA confirmou agora que a atmosfera externa está ficando mais fria. Na verdade, um dos principais cientistas da NASA arrasou no acampamento e avisou que a temperatura da superfície do sol entrou em colapso, tanto que ele teme que uma nova Idade do Gelo esteja sobre nós. Enquanto isso, este foi o Dia de Ação de Graças mais COLORIDO em 150 anos! Curiosamente, no entanto, é que este declínio súbito acentuado na produção de energia do sol coincidiu com o ponto de viragem de 2015.75
 

Modelo de Confiança Econômica
Eu já avisei anteriormente que, se esta tendência continuar durante o próximo inverno, então teremos excedido qualquer tendência reacionária de curto prazo e o tempo parece estar preparado para continuar a ficar mais frio indo para um futuro distante. Sócrates estava projetando que o pico deste ciclo estava alinhado com o ECM 2015.75. Este é um Ciclo Longitudinal, não Transverso. Isso significa que o pico ao fundo varia. Esta onda de curto prazo deve ser um declínio de 13 anos a partir de 2015, tornando-se 2028 inicialmente. Depois disso, se observarmos invernos mais frios além de 2028, a próxima mínima será com o pico no ECM 2032. Há um RISCO GRAVE que estamos considerando a baixa final chegando durante o período de 2046.

Parece que estamos mergulhando agora em uma minúscula era glacial. Não há como reverter essa tendência, não importa o quanto o governo regule ou aumente os impostos.

Nos próximos 20 anos, no mínimo, o clima ficará cada vez mais frio. Existe uma PROBABILIDADE MUITO ELEVADA que estamos em declínio há 31 anos a partir de 2015.


O que as pessoas não conseguem entender é que todo o sistema meteorológico do nosso planeta é extremamente dinâmico. Pesquisas mapearam as mudanças norte-sul da fronteira mais ao norte dos trópicos, há 800 anos, conduzida pela equipe internacional liderada pela Universidade do Arizona. Eles mapearam o fato de que o Cinturão Trópico também está sujeito a movimentos cíclicos. Eu relatei que nos tempos antigos, a região que chamamos de Deserto do Saara era exuberante e verde e havia desenhos de cavernas mostrando rebanhos de animais na região. A pesquisa revelou que, de fato, o Cinturão Trópico se moveu para cima e para baixo ao longo dos séculos, e a pesquisa documentou para onde se mudou nos últimos 800 anos. 

A Universidade do Arizona escreveu:
“De 1568 a 1634, os trópicos se expandiram para o norte, a equipe descobriu. Esse período de tempo coincide com secas severas e outras perturbações das sociedades humanas, incluindo o colapso do império otomano na Turquia, o fim da dinastia Ming na China e o quase abandono da colônia de Jamestown, na Virgínia...

O Cinturão Tropical está se movendo gradualmente para o norte desde 1970. Há um debate sobre o que está causando isso. Os dados que esperamos também percorrem nosso modelo para ver se isso também se alinha com as previsões futuras sobre mudanças climáticas que nosso modelo vem projetando.

Isso também pode ser outro elo de confirmação no resultado que devemos enfrentar.”


Nota do blogueiro: o texto acima foi muito mal traduzido pelo Google Translate.

Comentários do blogueiro:
Mais um desmentido da NASA aos ditames catastrofistas apregoados pelo IPCC.
Faz 30 anos que a turma do IPCC divulga pânico e terrorismo mundo afora. Tudo isso revelei e contestei no livro "CO2 aquecimento e mudanças climáticas: estão nos enganando?". Leia, e fique sabendo por que Donald Trump e Jair Bolsonaro, além de milhares de cientistas, não acreditam no aquecimento, e nem de que as mudanças climáticas provocarão o aquecimento.

Por R$ 25,00 (incluso taxas postais) você recebe o livro em casa, ligue para 11 3879.7099 com Cristiane, ou escreva e-mail para  co2clima@gmail.com  que iremos informar como fazer o depósito bancário e em 3 a 5 dias você recebe o livro em casa.
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sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Atirar ao sol não vai esfriar a Terra: diz cientista da NASA para garota turca

Richard Jakubaszko
Ao contrário do que acreditam alguns moradores locais da província de Adana, no sul da Turquia, atirar no sol com uma arma não vai esfriar a Terra, disse um cientista da Nasa a uma curiosa estudante turca.

Umut Yıldız, um cientista turco que trabalha na Nasa, participou do Festival de Ciência de Adana em 1º de outubro último. Respondendo a perguntas via tele-conferência, Yıldız foi questionado por uma estudante local que desejava saber se atirar contra o sol é uma boa ideia para se refrescar em sua cidade, conhecida pelo calor escaldante no verão. "Não, as armas não vão funcionar, você tem que usar mísseis", respondeu Yıldız brincando, de acordo com a mídia local. "Eu moro na Califórnia e também é muito quente aqui, mas nós não atiramos no sol", acrescentou.

A filmagem mostrando moradores de Adana atirando no sol de raiva com o tempo extremamente quente se tornou viral em 2016. Dois homens foram detidos por arriscar a vida das pessoas e o Município de Adana emitiu uma advertência contra aqueles que atiram contra o sol.
http://www.hurriyetdailynews.com/shooting-at-sun-wont-cool-down-earth-nasa-scientist-to-turkish-girl-137431


COMENTÁRIO DO BLOGUEIRO:
ora, os americanos são malucos também, tanto quanto os turcos. Podem não atirar no sol, mas atiram nos furacões, conforme se constatou 2 meses atrás, fato amplamente comentado pela mídia internacional.

Lamentavelmente essas imbecilidades humanas acontecem mundo afora, e até mesmo no Brasil, que é a população que mais acredita nessa mentira do aquecimento. Se você, visitante aqui deste blog, quer conhecer a verdade sobre essa história mentirosa do aquecimento, que eu denomino como a maior mentira do século XXI, leia meu livro: "CO2 aquecimento e mudanças climáticas: estão nos enganando?".

O livro está à venda apenas pela internet, através do e-mail co2clima@gmail.com ou pelo fone 11 3879.7099.
Na aba lateral deste blog vc tem um fac símile da capa do livro.
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segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Vulcões podem ajudar no resfriamento da Terra

Richard Jakubaszko
Luminares da ciência, conforme o UOL divulgou, reproduzindo notícia publicada no The New York Times, "descobriram" que quem controla a temperatura da Terra é a radiação solar. Assim, desejam administrar a radiação solar colocando aerossol na atmosfera.


Êpa! Não era o CO2 que "controlava"' a temperatura, e suas emissões causavam o aquecimento? Não eram as emissões de CO2 equivalente que deveriam ser sequestradas para evitar o aquecimento?

Esse pessoal da Nasa é uma glória, tem um grupo que é de aquecimentistas, e outro grupo que é cético, e sempre bombardeia as hipóteses estapafúrdias do pessoal do IPCC. De toda forma, nossa mídia continua acrítica. Publica coisas a torto e a direito, e o leitor, se não for esperto, fica cada vez mais confuso nesses tempos de Fake News. Por isso, para quem deseja estar bem informado sobre esse assunto, é bom ler livros como o "CO2 aquecimento e mudanças climáticas: estão nos enganando?", de minha autoria, onde divido espaços com inúmeros cientistas, nacionais e internacionais, todos céticos, e desmentimos as mentiras sobre o aquecimento ser causado pelas mudanças climáticas, e também pelos gases de efeito estufa (GEE). Clique aqui, para saber como comprar o livro.


Abaixo, reproduzo o artigo publicado no UOL, que foi reproduzido do NYT.

Vulcões podem ajudar no resfriamento da Terra
The New York Times
Henry Fountain 12/02/2018

Monte Sinabung, na Indonésia, expele cinzas vulcânicas

Anos atrás, o vulcão filipino Pinatubo entrou em erupção em grande estilo: expeliu mais de 4 km3 de rochas e cinzas e 20 milhões de toneladas de dióxido de enxofre na atmosfera. O gás se espalhou pelo mundo e se combinou com vapor d’água, formando aerossóis, gotículas que refletem um pouco da luz solar para longe da Terra. Como resultado, a média da temperatura global diminuiu cerca de 1ºF durante vários anos. Erupções vulcânicas poderosas como essa, em 1991, são uma das maiores influências naturais sobre o clima. Por isso, pesquisadores da Nasa e outros cientistas estão planejando um programa de resposta rápida para estudar o próximo evento. Mas o impacto climático de uma erupção das dimensões da do Pinatubo pode também ser naturalmente comparado à ideia já existente à margem da ciência há anos: a geoengenharia, ou a intervenção deliberada na atmosfera para resfriar o planeta.

Uma dessas abordagens usaria jatos a grandes altitudes para pulverizar produtos químicos similares na estratosfera; então, com o estudo da próxima grande erupção vulcânica, os cientistas conseguiriam mais informações sobre como esse esquema, conhecido como gestão de radiação solar, ou SRM na sigla em inglês, poderia funcionar. "Isso é importante caso a ideia seja trabalhar com a geoengenharia, mas, mesmo que ela não existisse, ainda assim é vital entender como os vulcões afetam o clima", disse Alan Robock, pesquisador da Universidade Rutgers que desenvolve modelos dos efeitos de erupções e que esteve envolvido nas discussões sobre o projeto de resposta rápida.

Essa iniciativa envolveria balões voando a grande altitude, além de outros métodos, para coletar dados sobre uma erupção no momento em que ela se inicia, e durante vários anos após sua ocorrência.

A ideia ganhou certa urgência de algumas semanas para cá, desde que o Monte Agung, um vulcão em Bali, começou sua erupção, no final de novembro. A última ocorreu em 1963, e se a atual tiver a mesma fúria, poderá lançar uma quantidade suficiente de dióxido de enxofre na atmosfera para causar um efeito de resfriamento mensurável. Uma erupção enorme pode também danificar temporariamente a camada de ozônio, algo que os cientistas também estudariam.

O poder relativo de uma erupção é classificado em um "índice de explosividade", uma escala de 0-8 que depende do volume de cinzas e gases liberados, e qual a altitude que atingem – 30 mil metros ou mais em alguns casos. A erupção do Agung de 1963 chegou ao nível 5 da escala, assim como a do Pinatubo em 1991. Mas o índice não necessariamente está relacionado ao impacto sobre o clima: a erupção do Monte Santa Helena, em Washington, em 1980, teve uma explosividade semelhante, mas gerou pouca refrigeração porque a maior parte das cinzas e do gás foi expulsa horizontal, e não para verticalmente.

Pesquisadores da NASA estão trabalhando no plano para monitorar um evento semelhante ao do Pinatubo – "a escala da erupção que levaria à diminuição do ozônio e a um grande resfriamento da superfície", disse Paul A. Newman, cientista da agência que está ajudando a desenvolver o planejamento. Medir a quantidade de dióxido de enxofre nas primeiras semanas, antes que o gás se combine com vapor d'água gerando os aerossóis reflexivos, é particularmente interessante.

Seria importante também monitorar os aerossóis ao longo do tempo, para ver a que tamanho chegariam e como acabariam por fim se rompendo. Os aerossóis maiores sairiam da atmosfera mais cedo, diminuindo o impacto do resfriamento.

Alguns satélites ambientais podem monitorar as erupções vulcânicas, mas o balão seria um componente importante de qualquer programa de resposta rápida, já que têm um custo relativamente baixo e podem ser lançados de vários locais. Seria importante fazê-los voar perto da mesma latitude que o vulcão em erupção, porque a nuvem de gás tende a se espalhar primeiramente no sentido leste-oeste.

Em longo prazo, um programa de monitoramento robusto precisaria de aeronaves da NASA e outras agências, de acordo com Jack Kaye, diretor adjunto de pesquisa na divisão de Ciências da Terra da agência, ou seja, provavelmente envolveria aquelas que estão sendo utilizadas em outros projetos de pesquisa. "Pode significar o remanejamento dos planos de algumas pessoas”.


A maioria dos aviões não voa alto o suficiente para alcançar a parte da atmosfera onde os aerossóis se formam, embora possam ser equipados com sensores para fazer as medições por baixo. "Seria um redirecionamento enorme de recursos, e só aconteceria se algo realmente grande pudesse ser observado", disse Newman.

As autoridades da Nasa menosprezam os benefícios de um projeto de estudo de vulcões da geoengenharia. Esse ramo da ciência não tem uma imagem muito boa em grande parte da comunidade científica, pois é visto como uma medida arriscada utilizada como último recurso para resolver problemas climáticos, que seriam mais bem tratados com a redução das emissões de gases de efeito estufa. O debate sobre conceitos de geoengenharia é considerado um tabu para um tabu para muitos cientistas.

"Do meu ponto de vista, a grande questão na verdade é o impacto dos vulcões, não a SRM propriamente dita", disse Newman.

Nos últimos anos, porém, alguns cientistas e decisores políticos começaram a discutir uma pesquisa direta limitada de conceitos de geoengenharia para melhor entender seu potencial, além de seus riscos, para que estejamos mais bem preparados caso o aquecimento global chegue ao ponto onde uma ação de emergência seja considerada necessária.

Alguns cientistas propuseram experiências ao ar livre, em pequena escala, para estudar aspectos da gestão de radiação solar e, no mês passado, a União Geofísica Americana, uma das maiores sociedades científicas dos EUA, endossou a ideia de pesquisar o que chama de "intervenção climática”.

Os cientistas não podem prever com precisão quando um vulcão vai explodir. Mesmo que o Monte Agung esteja sendo monitorado de perto desde que voltou a dar sinais de vida, eles não podem dizer ao certo quando -- ou se -- vai entrar em erupção.

E mesmo que isso aconteça em breve, não há nenhuma garantia de que teria o poder de enviar quantidades significativas de gás e cinzas a uma altura suficiente para que o monitoramento valesse a pena. Na verdade, alguns vulcanologistas sugerem que, porque o Agung teve uma erupção poderosa há apenas meio século, qualquer erupção agora pode não ser grande o suficiente.

Da mesma forma, não se espera que a atual erupção do Vulcão Mayon, nas Filipinas, tenha algum impacto climático. Mas Robock afirmou que, mais cedo ou mais tarde, algum grande vulcão acabará tendo uma erupção do mesmo nível da do Pinatubo em 1991. "Provavelmente será algo sem precedentes", disse ele.

Veja mais em https://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/the-new-york-times/2018/02/12/vulcoes-podem-ajudar-no-resfriamento-da-terra.htm?cmpid=copiaecola
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terça-feira, 2 de janeiro de 2018

A 'reinvenção da roda': como é o substituto quase indestrutível dos pneus criado pela Nasa

Richard Jakubaszko

O Superelastic Tire: criado a partir da tecnologia usada nos veículos espaciais
levados a Marte. Foto: NASA Glenn

 


Uma liga de titânio e níquel que possui memória.
Essa é a chave por trás do novo pneu que o Centro de Pesquisas Glenn, da agência espacial americana, a Nasa, revelou recentemente.

Os seus desenvolvedores estão tão certos da importância da inovação que a chamaram de "reinvenção da roda".

 
Mas por que ela é tão especial? 

A realidade é que não há material novo nesta roda: ela é feita com uma liga de titânio e níquel que já é usada em outros objetos, como armações de óculos.
Mas ela tem sim um conceito inovador sobre o que um veículo precisa para se mover sobre rodas.


Malha é semelhante à armadura dos cavalheiros medievais.
Foto: NASA Glenn

Desde meados da década passada, pesquisadores sob o comando do engenheiro Vivake Asnani estão trabalhando em uma roda de grande durabilidade para veículos usados em missões espaciais.
Depois de anos de testes, incluindo a recente visita de um carro-robô a Marte, eles apresentaram o Superelastic Tire, o pneu superelástico.

Com esta "nova" roda, o uso da borracha e de uma câmara de ar como nos pneus clássicos que conhecemos está definitivamente descartado.
 
Composição do pneu permite maior deformação, o que prolonga a durabilidade. Foto: NASA Glenn
Em compensação, a malha deste material é extremamente resistente, com uma importante capacidade de adaptação a diferentes terrenos e grande durabilidade.
"O resultado é um pneu que pode suportar uma deformação excessiva sem danos permanentes", disse o laboratório ao apresentar sua invenção.

Uma roda com 'memória'

A principal característica do Superelastic Tire é a "memória de formato" desta malha metálica, que permite uma adaptação a qualquer tipo de terreno e um posterior retorno ao estado original.

Os testes mostraram que esta roda pode passar por cima de grandes rochas na estrada, ou em um terreno muito arenoso, sem perder a tração.

Fizeram o mesmo teste com 3 tipos de rodas; a composta por malha metálica teve o melhor resultado. Foto: NASA Glenn
"Estas ligas com memória de formato são capazes de sofrer uma deformação reversível de até 10%", dizem os pesquisadores.
Outros materiais têm uma capacidade de deformação entre 0,3% e 0,5%

Além disso, o novo produto promete uma melhoria na capacidade de carga de um veículo e também torna o eixo das rodas mais leve - o que diminui o peso do automóvel e, portanto, possibilita maior economia de combustível.

E pode ser usada como? 

Até agora, não há estimativa de quanto custa um pneu desse tipo, pois o protótipo requer adaptações aos veículos existentes.
A NASA considera nova tecnologia alternativa 'viável' aos pneus de carros. Foto: NASA Glenn
Mas os pesquisadores consideram que a nova invenção é "uma alternativa viável" aos pneus usados já há mais de um século.
Além dos automóveis de passeio, os veículos que podem se beneficiar dessa tecnologia são:


• Veículos militares;
• Máquinas para construção;
• Veículos de transporte pesado;
• Máquinas agrícolas;
• Aeronaves com grande capacidade de carga.

Publicada originalmente na BBC Português: http://www.bbc.com/portuguese/geral-42463964


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quarta-feira, 12 de abril de 2017

NASA encontra vulcão que expele água e sal no planeta anão Ceres

Rafael Regiani
O vulcão de Ceres tem metade do tamanho do Everest e expele água com sal em vez de lava
Um vulcão de água gelada com metade do tamanho do Everest. Parece uma atração de parque aquático, mas é a nova arma do asteroide Ceres para ganhar alcançar a fama. A descoberta feita pela equipe de Ottaviano Ruesch, da NASA, foi publicada na Science (Ler aqui ).

Descoberto no século 19, o irmão de Plutão foi inicialmente alçado ao título de provável décimo planeta do Sistema Solar, mas as definições de planeta anão foram atualizadas, e Ceres acabou rebaixado à mesma categoria do ex-nono planeta.

Para os parâmetros de sua vizinhança, porém, Ceres é bem nutrido: um terço de toda a massa do cinturão de asteroides que fica entre Marte e Júpiter corresponde a ele. Não bastasse o tamanho razoável, ele ainda prega peças nos observadores. Já foram registradas crateras que desapareceram de sua superfície sem deixar vestígios e inexplicáveis manchas brilhantes (Ler detalhes aqui ).

Sua nova carta na manga é o vulcão Ahuna Mons, que, em vez de lava, expele água e sal. Isso mesmo, uma ótima ideia para colocar um pouco de macarrão na mistura e improvisar um jantar cósmico. O nome do vulcão é criovulcão, ou vulcão gelado.

A seguir, resumo da revista Science:
Por Bruno Vaiano
Ninguém o viu em atividade, mas há bons motivos para acreditar que ele estaja ativo, sim: não há atividade tectônica no planeta anão, o que excluí a possibilidade de que uma elevação geográfica tenha se formado pelos mesmos processos que deram origem às cordilheiras terráqueas. E foi possível verificar que a erosão não é significativa. “O único processo que pode formar uma montanha isolada é o vulcanismo”, explicou Rausch ao Business Insider.

Essa é a mais clara evidência de um vulcão gelado já encontrada. E a existência dessa bizarrice cósmica pode revelar detalhes fascinantes das características químicas e geológicas do astro. "Nós havíamos visto pistas de atividade criovulcânica no passado, mas não tínhamos certeza. Essa é uma descoberta importante que restringe as formas como Ceres pode ter se desenvolvido", afirmou Ruesch ao veículo americano. "A montanha na superfície nos conta o que está acontecendo em seu interior."

Entre outras possíveis implicações da descoberta, a presença de sal diminui a temperatura de solidificação da água, o que pode explicar a características que resultam da circulação de fluidos mesmo em temperaturas tão baixas (a mínima, por lá, é -106ºC, e a máxima, -34º)
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(Via Science Alert, ler mais detalhes aqui )

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quinta-feira, 23 de junho de 2016

Poeira do Saara fertiliza a Amazônia

Rafael Regiani

E tem aquecimentista por aí que acha que a Amazônia é um ecossistema autossuficiente, dependente apenas de si mesmo para se manter. A evapotranspiração da floresta produz a própria chuva, e o húmus produz os próprios nutrientes...

Combater a desertificação, que nada. Quanto mais deserto, mais poeira, mais floresta!


Vídeo da Nasa mostra como a poeira do Saara fertiliza a Amazônia 

Todo o ecossistema amazônico depende da poeira do Saara para reabastecer suas reservas de nutrientes perdidos.

Uma quantidade significativa de poeira do deserto do Saara “viaja” mais de dois mil quilômetros chegando até a Amazônia, é o que mostra um vídeo divulgado recentemente pela Agência Espacial Americana (Nasa). A informação, no entanto, não é exatamente uma novidade.

Os dados da Nasa que mostram a relação entre o deserto e a floresta foram coletados entre 2007 e 2013, apesar de o fato já ser conhecido por muitos cientistas anos antes. Agora se tem mais dados exatos sobre o fenômeno.

Estima-se que cerca de 182 mil toneladas de poeira cruzam o Oceano Atlântico chegando ao continente americano – cerca de 27,7 milhões caem na floresta. Deste total, 0,08% corresponde a fósforo (importante nutriente para as plantas), segundo pesquisadores da Universidade de Maryland (EUA), o que equivale a 22 toneladas.

Esta quantidade de fósforo, ainda segundo o estudo, é suficiente para suprir a necessidade de nutrientes que a floresta amazônica perde com as fortes chuvas e inundações na região.

“Todo o ecossistema amazônico depende da poeira do Saara para reabastecer suas reservas de nutrientes perdidos”, afirma o coordenador do estudo, Hongbin Yu. Ele confirma o que muitos, mesmo sem bases científicas, repetem há tempos: “Este é um mundo pequeno e estamos todos conectados”.

A poeira rica em nutrientes sai principalmente de uma região conhecida como Depressão Bodele, localizado no país africano Chade, que foi formada após o maior lago da África secar – há cerca de mil anos.

A maior parte da poeira, entretanto, permanece suspensa no ar, enquanto que 43 milhões de toneladas chegam até o mar do Caribe. O estudo, que só foi possível graças a coleta de dados do satélite Calipso, da Nasa, foi divulgado na revista científica Geophysical Research Letters. A agência divulgou uma animação em 3D que ilustra como tudo acontece, confira no vídeo.

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