quarta-feira, 14 de maio de 2008

Somos todos culpados

Richard Jakubaszko 
Tenho lido e ouvido bobagens inqualificáveis nos últimos meses que não podem ser chamadas senão de absurdos. Destaca-se entre os absurdos a tentativa européia de colocar culpa na produção de biocombustíveis pela alta dos alimentos. Já se demonstrou cabalmente que, se há responsabilidade dos biocombustíveis nessa inflação, ela deve ser creditada ao etanol que os americanos estão produzindo do milho e não ao etanol da cana-de-açúcar que produzimos no Brasil. 
A questão, entretanto, se torna menor diante de uma série de outros problemas que correm em paralelo e do qual os governos, os organismos internacionais e mesmo a grande imprensa parecem não se dar conta como a causa real dos problemas. 

Trata-se da superpopulação planetária, hoje em 6,7 bilhões de pessoas, ao mesmo tempo em que ocorre a já conhecida “inclusão social” em vários países e regiões do planeta, transformando em consumidores urbanos parte dessa imensa população que antes era rural e produzia alimentos para seu próprio consumo. Há mais de dois anos venho escrevendo sobre isso. Em 15 de agosto de 2007 publiquei em diversos sites, inclusive neste blog, cujo link está na aba lateral, o artigo “O que será do agronegócio daqui a alguns anos”, onde previa com minha “bola de cristal” o futuro aumento dos preços dos alimentos, commodities em especial, e arriscava dizer que o agronegócio teria tempos risonhos pela frente. 

Em dezembro de 2007 The Economist saiu com matéria de capa e a chamada “The end of cheap food”. A partir daí os absurdos nacionais e internacionais se amplificaram. Do lado internacional o absurdo da acusação aos biocombustíveis, esquecendo o tremendo aumento de demanda por alimentos, principalmente o chinês. 

Para piorar a situação os fundos de investimentos descobriram as commodities, um ambiente quase virgem de especulações no fantástico cassino em que se tornou o mundo contemporâneo, com petróleo inflacionado nessa cesta básica de alternativas especulativas, já que a crise do subprime americano limitou o campo de trabalho dos especuladores. 
Seria até desejável que se apresentasse a crise mundial. Em caso contrário teremos situações inusitadas e nunca imaginadas. 
Agricultores no mundo inteiro prepararam-se para plantar mais, seja aumentando as áreas de plantio seja investindo em tecnologias para melhorar a produtividade. A excessiva demanda de fertilizantes gerou um gargalo na produção e oferta destes e os preços estouraram, por absoluta incapacidade de se atender a todos os consumidores. Levará no mínimo 3 anos para que investimentos em novas fábricas e de aumento de capacidade produtiva amadureçam e permitam atender as novas demandas dos agricultores. Portanto, chegamos ao limite dentro das atuais condições de jogo. Como declarou recentemente o Engenheiro Agrônomo Norman Borlaug, Prêmio Nobel da Paz de 1970, “sem fertilizantes é fim de jogo”. 

E nisso somos todos culpados. Até porque, em média, para produtores de milho, soja e trigo, a relação de troca com os fertilizantes ainda é equilibrada, desde que a lavoura esteja perto dos portos. Se estiver lá no fundão do Brasil empata ou dá prejuízo. 
Assim, chegaremos a uma situação inusitada: carestia planetária, falta de alimentos e incapacidade de se produzir mais, com estoques de segurança alimentar cada vez mais baixos. Atingimos neste início de ano os mais baixos estoques de milho, soja, trigo e arroz dos últimos 20 anos. Mas observem que a população mundial teve um aumento considerável de consumidores nesse período, seja por nascimentos, seja por inclusão social, seja por menor mortandade das pessoas, já que a expectativa média de vida aumenta em todo o planeta. Ou colocamos um freio no aumento populacional ou vamos para uma inflação planetária sem precedentes na história humana. Com os atuais contingentes humanos, em todos os continentes, veremos em breve migrações gigantescas por conta de secas e outras intempéries. E isso não é uma previsão fatalista ou catastrófica, e nem tampouco pessimismo. 

O excesso populacional já nos dá pistas no trânsito de cidades como São Paulo, que sempre foi caótico, mas anda insuportável. “Culpa do presidente Lula que propiciou a melhoria de vida das classes C e D, que melhorou a renda e comprou automóvel”. Esse foi mais um dos absurdos que ouvi de um tucano radical esta semana, como se fosse desejável que aqueles trabalhadores permanecessem na pobreza, sem incomodar os ricos e a classe média alta no trânsito. 
O excesso populacional nos dá outras pistas, como a absoluta incapacidade dos governos – federal, estaduais e municipais – de praticar políticas públicas de inclusão social, seja rede de esgoto, água tratada, asfalto nos subúrbios, escolas públicas, hospitais, transporte público e segurança, por absoluta falta de dinheiro. 
A carga tributária já é quase insuportável. Não há e nem haverá imposto suficiente a ser arrecadado para atender essas demandas, nem mesmo para o Bolsa Família, se a população continuar com o atual crescimento populacional. Com crescimento zero se levaria pelo menos uma geração, ou 25 a 30 anos, para colocar o atual contingente de pobres em condições humanas e decentes de sobrevivência. 
Com tudo isso de problema ainda vai haver inflação mundial, mesmo que a taxa Selic nacional atinja níveis preventivos de 40% ou 50% anuais, para regozijo dos especuladores e dos banqueiros nacionais e internacionais. Critica-se a febre (aumento dos preços e falta de matérias primas) como o principal problema e causa da doença que acomete o planeta, seja no Brasil ou nos países do primeiro mundo, esquecendo que a febre não é a causa da verdadeira doença (o excesso populacional), e sim um sintoma de que alguma coisa vai mal. 

O planeta mostra sinais de esgotamento, pelo aquecimento, pela poluição, pela falta de terras ou indisponibilidade de água para plantar mais alimentos, pela previsível e anunciada incapacidade de se produzir mais combustível fóssil como petróleo, carvão e outros minerais, eis que agora temos os fertilizantes na marca do pênalti. Os produtores de milho e soja dos EUA estão usando esterco suíno para substituir fertilizantes na lavoura. Começam a correr atrás do próprio rabo, pois a barriga do porco é o melhor saco para o milho. Um dos dois vai faltar. Sem milho na barriga do porco não vai haver esterco. E sem esterco não vai ter milho. 

E nós na América Latina? 
A economia da América Latina expandiu-se ao ritmo médio de 5% nos últimos 5 anos, mas a China cresce 10% há quase 30 anos. Os índices de crescimento da Índia são de 8% há uma década e os da Europa Oriental, de 6%. Em comparação com outras partes do mundo em desenvolvimento, a economia da América Latina está ficando para trás. Se considerarmos a redução da pobreza o contraste é gritante. 
Na Ásia a parcela da população vivendo na pobreza caiu de 50% em 1970 para 19% hoje, na América Latina, no mesmo período, a redução foi de 43% para 36%, segundo a ONU, e conforme matéria publicada no Estadão, de onde tirei alguns desses dados. Lamento e peço desculpas, mas não anotei o nome do autor. 
Enquanto os países asiáticos e do Leste Europeu produzem engenheiros e cientistas em massa, a América Latina produz apenas psicólogos, sociólogos, jornalistas, publicitários, professores e cientistas políticos, quase todos mal formados. Por que tudo isso é importante? Porque numa economia baseada no conhecimento, não são as matérias-primas que fazem alguém rico, mas os serviços, o marketing e os cérebros. 

Um bom exemplo: de cada xícara de café plantado na América Latina, que os consumidores compram na Europa, menos de 1% do preço vai para os agricultores. Os 99% restantes vão para os que trabalham com engenharia genética, processamento, marketing das marcas, comércio varejista, atacadistas, traders, produção de insumos e outras atividades baseadas no conhecimento que ajudam a produzir uma xícara de café. 
Não será produzindo commodities que vamos tirar a barriga da miséria. Até porque, o horizonte risonho que se mostrava antes aos agricultores brasileiros agora se mostra escurecido pelo encarecimento dos fertilizantes. Não foi à toa a mais recente matéria da The Economist, de abril último: “The silent tsunami”, e que mostra a crise mundial dos alimentos e de como solucionar o problema, e que na opinião deles apenas o Brasil está com o passo certo. 
Somos todos culpados enquanto não fizermos a lição de casa e se não reduzirmos o crescimento populacional. Os governos e a Igreja não tomarão partido nessa briga quixotesca. Pessoas rendem votos e almas a serem cabalados. 
A sociedade e a imprensa devem debater a fundo esse grave e antipático problema, caso contrário a tese de Thomas Malthus prevalecerá. Poderemos chegar, dentro em breve, ao episódio relatado de um otimista que, desejando mexer com os brios de um pessimista radical, lançou-lhe a pior das previsões, a de que no futuro breve teríamos apenas pílulas confeccionadas com estrume humano e animal para nos alimentar. Após pensar por um breve momento o pessimista vaticinou: “um dos dois vai faltar”.

14 comentários:

  1. Olá, li seu texto no Observatório da Imprensa e gostei bastante. Penso que não há saída para essa equação maligna a não ser a educação. E como não podemos esperar que o governo crie uma educação pública de qualidade, acho que podemos fazer a diferença. Comecei um projeto que simula um país, onde o usuário deve escolher as políticas que achar mais adequadas, e onde o futuro dirá se ele acertou ou não. A idéia é fazer disso um jogo - que tem mais apelo do que um programa "educativo" - mais ou menos nos moldes do antigo SimCity, onde o jogador era o prefeito. Mas minha formação é em biologia, então não sei quase nada da economia necessária para fazer o projeto deslanchar. Gostaria que você desse uma olhada (http://sourceforge.net/projects/simnation), talvez você possa dar sugestões interessantes. Estou preocupado com toda a questão de impostos, emprego, inflação, ocupação territorial, agricultura, importações, etc. Ou seja, tudo o que é ambiental, social e econômico num país, qualquer país do mundo. Abraço, Rodrigo. (Sim, também tenho um blog: http://sexodrogaseroquenrol.blogspot.com/)

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  2. Olá Rodrigo,
    dei uma olhada no seu projeto, parece interessante o jogo. Também me sinto peixe fora d'água para fazer as sugestões que vc pede. Vamos tentar: mande um e-mail para richardassociados@yahoo.com.br e darei algumas sugestões, dentro de parâmetros mais focados do que esses genéricos que vc sugeriu neste comentário. Um problema é que meu inglês é pouco melhor do que macarrônico... dá pra viajar sem se perder, e pra não passar fome em restaurantes...

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  3. Recebi comentário de Marco Antonio Leite, SP:
    O único comentário a fazer é dizer que vossa senhoria põe a culpa da falta de alimentos para alimentar os pobres, isto porque, segundo a sua furada tese, ele coloca ou faz muitos filhos. Um função disso, não existe alimento suficiente para todos. Senhor a humildade é uma virtude, não queira tirar o único lazer que o pobre ainda de a sua disposição gastando pouco, ou seja, fazer sexo.

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  4. Marco Antônio,
    em nenhum momento escrevi que pobre deve parar de fazer sexo. Pode, e deve, continuar a se divertir... porém com responsabilidade, sem fazer muitos filhos. E não me referi, também, exclusivamente aos pobres brasileiros, mas a todos os cidadãos que têm excesso de filhos. Leia outros artigos aqui no blog, tem vários aí no Arquivo do Blog, que falam do problema do inchaço demográfico do planeta. Tenha o Senhor a humildade, isto sim, de se instruir um pouco mais, ler e interpretar um texto no que ele diz, e não aquilo que o Senhor acha que é. Fora isso podemos ser amigos.

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  5. Caro Richard,
    À poucos anos foi veiculda na TV aberta uma novela chamada "O Clone" a qual se passava em uma família árabe. Então os brasileiros ficaram sabendo que, lá no oriente, ter duas mulheres só é permitido p/ os homens que possuem dinheiro suficiente para manter dignamente duas casas e duas mulheres. Nesta época, sugerí fazer uma analogia disso, com o direito de ter filhos. Ter um filho deveria ser permitido apenas p/ quem pode sustenta-lo com dignidade. Ter dois filhos só para quem pode sustentar duas pessoas, três filhos para quem pode sustentar três, e assim por diante.
    Concordo plenamente que o maior problema de todos, a falta de controle de natalidade, está gerando inúmeros outros problemas, inclusive a falta de alimentos para os mais pobres.
    Abraços,

    Marcio Araujo de Almeida Braga
    marciob@datalan.com.br

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  6. Caro Richard, nem tudo é perfeito, por isso segue algumas frases que cabe com o belo artigo que vossa senhoria escreveu:
    Nem toda compra é a vista.
    Nem todo cheque tem fundo.
    Nem todo beijo é de paixão.
    Nem toda calça tem bolso.
    Nem toda carteira tem dinheiro.
    Nem toda água é doce.
    Nem toda moça é virgem.
    Nem toda mulher é casada.
    Nem todo sapato é novo.
    Nem toda caneta tem tinta.
    Nem toda rua é mão dupla.
    Nem toda lâmpada é acessa.
    Nem todo rio tem peixe.
    Nem todo pincel é para pintar parede.
    Nem todos têm casa.
    Nem todo doente tem remédio.
    Nem toda criança tem acesso há escola.
    Nem todo AGRICULTOR tem terra para plantar.
    Nem todo espelho retrata a realidade.
    Nem toda saia é curta.

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  7. Marco Antônio Leite31 de maio de 2008 17:54

    Caro Richard não sou vosso inimigo, muito ao contrário, sou admirador de seus artigos, apenas não concordo com a sua postura de bater forte no fígado do seu oponente comentarista. Eu não acho nada, isso quem diz é o senhor, pois sei muito bem ler e interpretar um texto, isto porque meu pai foi um grande jornalista. Portanto, tive escola dentro de meu lar, não só jornalista, como também um excelente advogado. Abraços sem rancor e ranços ditatoriais.

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  8. Marco Antônio,
    vc disse que a minha tese é furada. OK, é a sua opinião. Mas não apresentou nenhum argumento contrário, nem derrubando a minha tese, e nem mostrando algum outro lado. As estísticas mostram que pobres têm muitos filhos. Aliás, nem precisa olhar as estatísticas, e só olhar as favelas e as marquises dos prédios das grandes cidades.
    Sobre ser admirador dos meus textos, obrigado, mas não sou inimigo de quem discorda de mim. Pelo contrário, tenho amigos que admiro muito, talvez justamente por discordarem das minhas idéias.

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  9. Marco Antônio Leite1 de junho de 2008 17:21

    Senhor Richard, sua tese não é furada, pois se trata de um artigo muito bem fundamentado. No entanto, discordo que a responsabilidade pela carência de alimentos no mundo é dos pobres que povoam este planeta com muitos filhos. Especificamente aqui neste terreiro Norte Americano os pobres proliferam o país com muitos filhos isto em função de uma cultura prevencionista com métodos contraceptivos inexistente, a fim de evitar que tenham muitos filhos. No entanto, esse fato é relevante, o que pega nessa história é de responsabilidade da escol mundial, que faz do alimento uma mercadoria de alto luxo, fazendo com que a classe trabalhadora tenha dificuldade para adquirir alimento para saciar a fome de sua família. Vale dizer, que a falta de estimulo para que as pessoas se sintam valorizadas e passem a entender melhor sobre a determinação volita adequada de gerar muitos filhos, e jogá-los no mundo, esse fato termina na péssima educação e cultura que os filhos recebem durante sua infância e juventude, permitindo com isso que a elite explore o excesso de mão de obra desqualificada. Sem contar, também, com o desperdício de alimentos pela burguesia.

    Marco Antônio Leite

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  10. Você incorre em pelos menos 3 enganos na sua análise:
    1 - a população mundial aumentou, éramos 2 bilhões em 1900, fomos a 5 bilhões em 1980 (- +) e somos 6,7 bilhões hoje, sendo previsto 9,5 bilhões para daqui a 25 anos.
    2 - houve inclusão social de 300 milhões de chineses, indianos, indonésios e brasileiros. Subiram na vida, e a primeira coisa que um pobre faz, quando ganha um troco, é comer carne. Pra produzir c arne precisa de milho e soja, grãos. Rico, se dobrar a fortuna, não come mais, só pq ganhou dinheiro. Pobre sim. E não estou dizendo que pobre não deva comer mais. Porém o fato do pobre comer mais desequilibrou a lei da oferta e da procura, e os alimentos vão ficar mais caros. Se não ficar mais caro ninguém mais planta nada.
    3 - faz mais de 15 anos que a cesta básica vem caindo de preço no Brasil. O agricultor investe em tecnologia, GPS, trator novo, fertilizante, mas o preço médio do alimento cai, ele ganha na produtividade. O problema é que agora não vai ter mais a fartura de fertilizante, pelo menos por 3 a 4 anos, e aí danou-se...
    Por fim: o real valorizado não permite lucro ao agricultor que produz para exportar. Como tudo subiu, alimento, petróleo e fertilizante, estamos "importando" inflação...

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  11. Senhor Richard, lamento esse rosário de enganos que você enumera sobre meu pequeno comentário. Considerando que no seu artigo vossa senhoria responsabiliza os pobres pela quantidade de gente que é gerada todos os anos, por isso ocorreu esse aumento da população mundial. Considerando também, que a carência de alimentos tem muito a ver com o aumento dessa população, isso acaba provocando redução no mercado de alimentos. Igualmente, em função de a terra estar concentrada em poder de poucos, esses poucos, pela falta de alimentos para todos, maldosamente aumentam o preço final da cesta básica, já que o salário que o trabalhador recebe é insuficiente para adquirir uma alimentação saudável. Portanto, não acredito em pesquisa realizada no país, quando diz que o número de pobres caiu acentuadamente, pura sofisma, basta fazer algumas visitas nas periferias das grandes cidades para comprovar a miséria que existe nas comunidades que ali moram.

    Marco Antônio

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  12. Marco,
    1 - o consumo de alimentos, mesmo no Brasil, mais ainda no planeta, cresceu de forma significativa nos últimos 5 anos.
    2 - no Brasil o IBGE registra 5,8 milhões de proprietários de terras; não é uma minoria como vc apregoa.
    3 - se vc dissesse que há um grupo pequeno de traders e grandes indústrias que tentam manipular os preços, daria para concordar com vc. Só que os traders e grandes indústrias baixam os preços que pagam aos agricultores, e tentam cobrar a mais dos consumidores (nós). Capicce? Ainda bem que existe a livre concorrência, o mercado é muito grande para que eles consigam manipular preços, nem mesmo o mercado financeiro consegue isso, esse animal arisco e especulador que ninguém conhece. Poderiam manipular preços de 1 ou 2 commodities, e por 1 semana ou 1 mês, não mais do que isso.
    O mercado está maluco, compradores tentam comprar alimentos e os estoques mundiais caíram ao menor nível dos últimos anos, pelo crescimento do consumo. Por isso os preços subiram. Na próxima safra os preços devem se equilibrar mas jamais serão tão baixos como antes.

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  13. Caro Richard, reiterando, não acredito em pesquisa feita pelos governantes que aí estão. Pesquisa no Brasil nada mais é que manipulação de números. Segunda vossa senhoria, aumentou-se o consumo de alimentos, isso deve ter ocorrido na mesa da elite, a qual distribui as migalhas para os mais pobres. Quanto ao número de proprietários de terra, volta a dizer, pura manipulação de números. Tanto é verdade que o número de sem-terra é imenso, esse exército de pés-descalços esta espalhado em todo território nacional. Não tenho como HOBBI bajular aqueles que não dão a mínima para a classe trabalhadora, esses grupos, que por sinal são poucos, gostam apenas de explorar os fracos e oprimidos. Abraços...

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  14. Caro Richard,

    O burguês vive no bem bom
    Come, bebe e dorme tranqüilo sem pensar
    Que atrás dele a miséria toma conta
    Dos becos, becos sem saídas que são
    Verdadeiras armadilhas, as quais ainda
    Vão prender esses que hoje zombam da pobreza
    Becos onde prolifera a marginalia, puro produto
    Gerado nas entranhas da elite dominante
    Porém chegará o dia que os filhos bastardos dessa gente se
    Voltara contra aqueles que não os reconhecem como cidadãos
    Esse quase inferno em que vivemos, amanhã todos estarão
    Dentro do caldeirão do demônio sem sal e tempero.
    A elite é pai e mãe dos sem-terra, sem-casa, sem-alimento
    Sem-escola, sem-saúde, sem eira nem beira.

    Marco Antônio

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