segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Diálogos impossíveis II

Richard Jakubaszko
Da série "Diálogos impossíveis", iniciada com o "Se as árvores falassem" aqui neste blog, http://richardjakubaszko.blogspot.com/2010/07/corno-mas-sensato.html vemos agora que o cientista britânico Stephen Hawking, em seu mais recente livro, "The Grand Design" (O Grande Projeto, em tradução livre), informa novamente e determina que "não é preciso um Deus para criar o Universo", pois o Big Bang é "uma consequência" de leis da Física. Teria Lavoisier replicado com o seu famoso epíteto  "nada sai do nada"? Ou ainda, quem sabe, com o seu definitivo "na natureza nada se cria, tudo se aproveita e se transforma"?

"O fato de que nosso Universo pareça milagrosamente ajustado em suas leis físicas, para que possa haver vida, não seria uma demonstração conclusiva de que foi criado por Deus com a intenção de que a vida exista, mas um resultado do acaso", explicou um dos tradutores da obra, o professor de Física da Matéria Condensada David Jou, da Universidade Autônoma de Barcelona.

A todas essas nos voltamos para a indagação que nos foi deixada de herança pelos gregos, sobre quem teria vindo primeiro, "o ovo ou a galinha". Ou ainda, se criamos Deus à nossa imagem e semelhança, ou se, efetivamente, Deus criou o homem à Sua imagem e semelhança.

O jornal O Estado de São Paulo relata em sua matéria, onde li no último fim-de-semana o repetitivo e secular imbróglio entre a ciência e a religião, onde criacionismo e evolucionismo se defrontam de forma estéril e inconclusiva, que, há 22 anos, em seu livro "Uma Nova História do Tempo", Hawking via na racionalidade das leis cósmicas uma "mente de Deus". O cientista inglês acredita agora que as próprias leis físicas produzem universos sem necessidade de que um Deus exterior a elas "ateie fogo" às equações e faça com que suas soluções matemáticas adquiram existência material.

Ou seja, se o cientista tinha dúvidas, 22 anos atrás, agora ele parece ter certeza do evolucionismo. Portanto, segundo ele, com o Big Bang, nada saiu do nada.
Assim, aquela "mente que regia nosso mundo" se perde na distância dessa multiplicidade cósmica, segundo o tradutor. Hawking admite a existência das equações como fundamento da realidade, mas despreza se perguntar se tais equações poderiam ser obras de um Deus que as superasse e que transcendesse todos os universos.

E eu me pergunto sempre, por que a necessidade atávica dos cientistas em negar que tudo tenha sido obra de Deus?

Teria o nome de soberba? 

Você, leitor do blog, quer saber da minha opinião sobre o tema? Então veja o post "Em cada manhã a vida recomeça", clique no link a seguir: http://richardjakubaszko.blogspot.com.br/2013/06/em-cada-manha-vida-recomeca-ii.html

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