segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Srs ambientalistas: afinal, acabaremos requentados ou congelados?

Luis Dufaur *
Acima: planeta consumido pelo aquecimento global.


Newsbusters, site dedicado a surpreender as contradições da grande mídia esquerdista, teve a paciência de conferir as manchetes de grandes jornais e revistas da década de 1970 com as atuais – uma distância de quase meio século.

O site focou especialmente o tema do “aquecimento global”.

O que o site achou?

Algo de cair de costas. Se a reação certa é de pasmo ou de riso, ou outra qualquer, fica a critério do leitor. O cômico Bill Maher fez rir largamente seus telespectadores.

Porque a constatação básica é que há meio século a mídia, impressa ou televisiva, sensacionalista ou pretensamente séria, trombeteava que o mundo estava fadado a um congelamento global que aconteceria em nosso século.

Eis algumas manchetes e conteúdos:

 
LEGENDA St Petersburg Times: poluição causaria Idade de Gelo. (4 de março de 1970)
No dia 4 de março do mesmo ano, o “St. Petersburg Times” antecipava os atuais catastrofistas, pondo atribuindo aos homens a causa de mudanças climáticas rumo a um frio devastador: “Poluição poderia causar Era Glacial relata Agência”. Confira.

Sob a manchete “Invernos mais frios precedem Nova Era Glacial”, o sisudo “Washington Post” escrevia em 11 de janeiro de 1970 que “cientistas preveem uma Era Glacial no futuro”. Confira: Washington Post 

No dia 15 do mesmo mês, o grande jornal da Califórnia “Los Angeles Times” não ficava atrás perguntando se “a humanidade não está fabricando para si uma Nova Era Glacial”. Confira: “Los Angeles Times

O prestigiado “Boston Globe” de 16 de abril, vinha logo atrás anunciando previsões assustadoras para o nosso século: “Cientistas predizem nova era de gelo no século XXI”. Confira clicando aqui.

No dia 26 de junho de 1970, o “St. Petersburg Times” voltava a pôr a culpa do congelamento universal nos homens e em sua civilização: “A poluição apontada como causa da ameaça da Era de Gelo”. Confira aqui.

No dia 18 de julho, o volumoso “New York Times” engajava toda a sua influência no blefe daquele momento, oposto ao alarmismo atual sobre o derretimento do Ártico: “Estudos da imprensa dos EUA e soviética focam um Ártico mais frio”. Confira aqui.

Na Austrália, no dia 19 de outubro de 1970, o “Sydney Morning Herald” se somava ao coro midiático das calamidades ambientais nunca acontecidas e divulgava um artigo que hoje poderia ser reproduzido como sendo “a última palavra” em qualquer panfleto ambientalista. Confira.

O site Newsbusters também foca um artigo da revista Newsweek de 28 de abril de 1975 sobre “O mundo esfriando”.

Para sustentar a enganadora hipótese, a revista cita o “quase unânime” consenso entre os meteorologistas segundo o qual o arrefecimento global “reduzirá a produtividade agrícola pelo resto do século”.

Essa produtividade acabou aumentando de modo exponencial, mas isso não interessa ao alarmismo ecologista, que não liga para a natureza nem para a verdade.

 
Newsweek: o mundo esfriando (28 de abril de 1975

A revista Newsweek cita em seu favor um relatório da Academia Nacional das Ciências dos EUA que imaginava que “uma mudança climática de grandes proporções forçaria ajustes econômicos e sociais numa escala universal”. Confira: Newsweek.

Como dissemos acima, Newsbusters reproduz um programa do cômico Bill Maher, que suscita a hilaridade dos telespectadores comentando os blefes.

Reproduz também um vídeo de noticiário da CBS, apresentado por Walter Cronkite em setembro de 1972 (assistir o vídeo, no final da matéria).

Nele o famoso jornalista insiste na hipótese-realejo dos precursores daqueles que hoje aterrorizam os homens com quase idênticos argumentos, mas com sinal aquecimentista.

Compreendemos o riso do humorista, mas não é a nossa atitude diante do ridículo pego in flagrante delicto.

Estamos constatando e divulgando em nosso blog o que temos encontrado por trás desses pânicos midiáticos: a metamorfose do comunismo encalacrado que acabou desabando com a URSS.

Astuciosamente, os militantes da esquerda vermelha passaram a explorar argumentos supostamente baseados em ciências que cuidam do meio ambiente.

A manipulação visa derrubar a civilização ocidental e cristã e apressar a utopia do caos anárquico e tribal sonhado pelos utopistas pré e pós-marxistas, e até pelo próprio Marx.

Nessa metamorfose, eles vêm sendo poderosamente auxiliados pela Teologia da Libertação e pelos órgãos eclesiásticos que essa teologia infiltrou, como a CNBB, CIMI, MST, para só citar esses e poupar nossos leitores de uma extensa lista.

Bill Maher: O “esfriamento global” não foi só uma gafe de Newsweek:


CBS, abaixo, apresentado por Walter Cronkite, setembro de 1972.

* o autor é jornalista, editor do site "Verde: a cor nova do comunismo",  onde foi originalmente publicada a matéria acima reproduzida.
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sábado, 19 de novembro de 2016

Alarmistas “formam uma máfia que se apossou da questão clima”, diz cientista dinamarquês.

Luis Dufaur *
Na primeira semana de novembro entrou em vigência o acordo de Paris, assinado na COP21 em dezembro de 2015.
Ainda falta muito para saber se vai ser posto em prática pelas maiores economias responsabilizadas do "aquecimento global".

Uma primeira tentativa de implementação, descendo das abstrações para a prática, é o que tentará dizer que faz a 22º conferência climática da ONU iniciada nesta semana em Marrakesh, no Marrocos.

Nas circunstâncias atuais, continuam válidas as posições expostas por Bjorn Lomborg, cientista político dinamarquês, em entrevista a VEJA na sede da COP15, em Copenhague.
 

As suas declarações giraram em volta do escândalo do “Climagate” um caso de corrupção científica-ideológica que tinha no fulcro grandes ativistas do "aquecimento global".
Chama a atenção o quanto a situação atual de deturpação de dados continua vigente, e acrescida, nos ambientes aquecimentistas. Por isso, reproduzimos a continuação.

Qual foi o estrago do "climagate"?
O que está claro é que havia uma inclinação evidente para não compartilhar dados com pesquisadores cujos trabalhos não reforçariam a teoria do aquecimento global. Possivelmente, os dados foram mascarados, o que não significa exatamente uma falsificação.
O escândalo não pode ser considerado apenas uma tempestade em copo d’água. O que eles fizeram é muito sério e perturbador. Tem implicações muito maiores.

Esses cientistas formam uma máfia que se apossou da questão do clima.

Tive muitos problemas com essa máfia do clima. Quando estava escrevendo meu livro, tentei me corresponder com alguns daqueles pesquisadores que detinham dados pelos quais eu tinha interesse.

Recebi de volta algumas mensagens em cujo campo de destinatário eu fui incluído por engano. Foram mensagens reveladoras. Elas diziam: "Esse homem é perigoso. Não forneçam nenhum dado a ele. Devemos ter cuidado em não deixar que nossas informações apareçam em pesquisas públicas".

Por que o senhor é cético em relação ao aquecimento global?
Discordo da forma como as discussões sobre esse tema são colocadas. Existe a tendência de considerar sempre o pior cenário – o que aconteceria nos próximos 100 anos se o nível dos mares se elevar e ninguém fizer nada.
Isso é irreal, porque é óbvio que as pessoas vão mudar, vão construir defesas contra a elevação dos mares.

No entanto, isso é só uma parte do que tenho dito. Sou cético em relação a algumas previsões, sim. Mas sou cético principalmente em relação às políticas de combate ao aquecimento global.

O problema principal não é a ciência. Precisamos dos cientistas. A questão é que tipo de política seguir. E isso é um aspecto econômico, porque implica uma decisão de gastar bilhões de dólares de fundos sociais.

Em outras palavras, não sou um cético da ciência do clima, mas um cético da política do clima. Basicamente, digo que não estamos adotando as melhores políticas porque não estamos pensando onde gastar o dinheiro para produzir os maiores benefícios.

Com que cenários é razoável trabalhar quando se fala da elevação do nível dos oceanos?
Quando perguntamos aos cientistas do IPCC qual seria o resultado mais provável do aquecimento sobre o mar, eles disseram que o nível das águas subiria entre 18 e 59 centímetros. Esse é o parâmetro mais aceitável. Não faz sentido trabalhar com cenários de até 6 metros, como quer o Al Gore, ex-vice-presidente americano. Porque é tão improvável que isso aconteça quanto que não haja elevação alguma.

Análises e argumentos baseados no pior dos piores cenários induzem ao pânico, e o pânico não é a melhor forma de fazer um bom julgamento.

Quais são esses impactos?
Costumamos esquecer que a maioria dos lugares ricos no mundo conseguirá lidar com o aquecimento global.

A Holanda tem 60% de sua população vivendo abaixo do nível do mar. O principal aeroporto de Amsterdã fica 3 metros e meio abaixo do nível do mar. É simplesmente uma questão de tecnologia. Ninguém que vai à Holanda fica pensando: "Ai, meu Deus, estou abaixo do nível do mar".

Não que isso não seja problemático ou custoso. Mas é um custo que chega a 0,5% ou no máximo 1% do PIB.

Então, é bom enfatizar, o Rio de Janeiro nunca vai submergir, tampouco Nova York. Nos últimos 150 anos, o nível do mar subiu 30 centímetros.

Fala-se muito do impacto causado pela forma como as pessoas desperdiçam produtos e energia. Como o senhor faz no seu dia a dia?
Há muita confusão em torno desse debate sobre consumo ético, como se a questão toda se resumisse ao que a pessoa faz. Acho que reduzir tudo à idéia de que você deve fazer algo sobre seu consumo não é o melhor caminho.

Se todos no mundo ocidental trocassem suas lâmpadas atuais por um modelo mais econômico, ao final de um ano as emissões se reduziriam apenas o equivalente à quantidade de CO2 que a China joga na atmosfera em um dia.

Resumindo: organizações verdes querem mudar a natureza humana, dizendo que não se deve querer ter ou gastar mais. É muito difícil mudar a natureza humana. Prefiro mudar a tecnologia. Assim, poderemos fazer o que quisermos, mesmo emitindo CO2.
 

As empresas estão fazendo sua parte?
A maioria das coisas que se veem por aí é marketing. É o chamado banho verde. Estão fazendo economia de energia como sempre fizeram, desde o início do século XIX, de quando datam as estatísticas.

Todas as empresas, em todos os lugares, inclusive nos Estados Unidos e na Europa, vêm reduzindo o desperdício de energia. Mas é óbvio que o que estão economizando são dólares. Não há nada de errado nisso. Só não devemos

achar que elas estão salvando o planeta.

Por que o crescimento populacional não é levado em consideração nas discussões sobre clima?
Se fosse possível limitar substancialmente o crescimento da população mundial, provavelmente as emissões não aumentariam tanto. Mas você só consegue alterar essa variável dramaticamente num regime autoritário como o da China, onde o governo determina que os casais só podem ter um filho.


* o autor deste post é escritor, jornalista, conferencista de política internacional, sócio do IPCO, webmaster de diversos blogs.

Publicado originalmente em http://ecologia-clima-aquecimento.blogspot.com.br/2016/11/alarmistas-formam-uma-mafia-que-se.html


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sexta-feira, 18 de novembro de 2016

A PEC do "fim do mundo" no Senado

Richard Jakubaszko
A PEC - Proposta de Emenda Constitucional nº 55, que vai ao plenário do Senado para votação, obteve aprovação na Comissão de Constituição e Justiça do Senado por senadores governistas. A oposição foi contra e propôs um referendo, em verdade um plebiscito, para que o povo decida sobre isso. Foi negado pela presidência da Comissão.

A senadora Gleisi Hoffmann foi a porta-voz dessa oposição, em discurso qualificado pelos governistas como "gritaria da petezada". Será que foi assim? Ou há falta de argumentos dos governistas? É melhor ouvir (e assistir no vídeo a seguir) quais os argumentos da senadora, porque se aprovarem essa PEC, chamada de "PEC do fim do mundo", os recursos para saúde e educação serão contingenciados, garantindo as despesas de pagamento de juros aos bancos e rentistas.

Os aposentados e os que ganham salário mínimo serão ainda os que, em verdade, irão pagar os desajustes do orçamento da União, durante os próximos 20 anos. Tudo para garantir o pagamento de juros. E ainda os super-salários dos juízes e procuradores.
Acho que se deveria, antes de tudo, se proceder a uma auditoria nos valores da dívida pública da União. Essa conta os brasileiros pagam, há muitos anos, e nunca sobra para os gastos com saúde e educação. A Grécia, e muitos outros países, auditaram suas dívidas, cujos valores, em geral. caíram à metade dos valores até então anunciados.

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quinta-feira, 17 de novembro de 2016

A cabeça do ovo e a piscina do Alvorada.


Mauro Santayana *
Surreal e kafquiana, para dizer o mínimo, a nova investigação em curso para saber se a Odebrecht teria "beneficiado" Lula fazendo, de graça, consertos na piscina do Palácio do Alvorada.

"Beneficiado", como? Lula, agora, virou dono do Palácio do Alvorada? Se a construtora consertou a piscina do palácio, ótimo. Ela arrumou e valorizou o patrimônio público. Nesse caso, qual foi o prejuízo para o erário?

Ou o Sr. Luís Inácio, já acusado antes - sem provas - de "roubar" crucifixos, faqueiros "fakes", cujas fotos foram tiradas de um site de leilões dos EUA, saiu com a piscina debaixo do braço, quando deixou de ser Presidente da República?

Ou mandou consertá-la para cometer outros crimes, quem sabe para fazer um "test-drive" nos emblemáticos - e caríssimos, ostentatórios - pedalinhos do sítio de Atibaia?

No afã de encontrar crimes que possam ser atribuídos ao ex-presidente da República, os responsáveis pelo "caso" tem que ter um mínimo de bom-senso e de sentido de proporção, para não passar ao mundo a impressão de que estão simplesmente forçando a barra para criar mais um de uma longa série de factoides políticos, ou simplesmente procurando, com microscópio eletrônico, pelo em cabeça de ovo para incriminar o ex-presidente da República.

* o autor é jornalista

Publicado originalmente em http://www.maurosantayana.com/2016/11/a-cabeca-do-ovo-e-piscina-do-alvorada.html
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quarta-feira, 16 de novembro de 2016

O segredo do solo

Richard Jakubaszko 
Muito interessante o vídeo abaixo, que mostra os segredos do solo, que é constituído por microrganismos invisíveis a olho nu, mas que possuem a força que a natureza necessita para dar vida a plantas e árvores, ou ainda de  produzir alimentos.
O vídeo me foi enviado pelo amigo e engenheiro agrônomo Odo Primavesi.

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segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Ai, ai, ai, os argentinos choram a derrota...

Richard Jakubaszko
Absolutamente impagável a narração do locutor argentino dos três gols brasileiros no último jogo entre Brasil e Argentina. Assistam ao vídeo, viralizou...


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domingo, 13 de novembro de 2016

Janot e as “jaboticabas”

Mauro Santayana *

O Procurador Rodrigo Janot, festejando, ontem, a decisão da Suprema Corte de permitir a prisão de réus já a partir da condenação em segunda instância, citou a Inglaterra, a França, os EUA e a Alemanha para explicar que a possibilidade de recorrer várias vezes - como as “jaboticabas” - só existe, ou existia, no Brasil...

Seria interessante que alguém lembrasse ao nobre Procurador Geral que não dá para misturar alhos com bugalhos, e comparar a situação e os direitos de presos brasileiros aos de detentos desses países ou o nosso admirável sistema jurídico e penal ao deles.


Em sua particular aula de botânica política, o Senhor Janot se esqueceu de citar outras "jaboticabas", de amargo sabor, destes nossos trópicos, das quais, para sua sorte e dignidade, estão livres os indivíduos que cumprem penas de prisão nas nações desenvolvidas que citou.


A possibilidade, extremamente alta, de detenção, por meses, anos, sem julgamento ou assistência jurídica, é tipicamente tupiniquim.


O risco de morte ou de agressão, por parte de outros presos ou de agentes do Estado, durante o cumprimento da sentença é, também, tão brasileiro quanto a peteca ou o acarajé, no país que carrega a duvidosa honra de ser aquele em que mais se mata, em números absolutos, em todo o mundo.


E, por último, mas não menos importantes, ao lado de pérolas requintadas como a quase que absoluta ausência de perspectiva de trabalho ou de educação; a proibição prática do acesso a jornais e revistas; e as humilhantes revistas a que são submetidas as famílias dos presos, nos dias de visita, há também as animalescas condições das celas brasileiras - até recentemente havia, por exemplo, presos guardados em contêineres, dentro de galpões - como a superlotação, que também são "jaboticabas" que só crescem por aqui, nesta terra de palmeiras onde canta o sabiá.


Em condições assim, como lembramos há pouco em artigo recente, o cidadão tem todo o direito, ao menos moral - a partir de agora - de tentar postergar ao máximo uma prisão, que, na maioria das vezes, no Brasil, envolve muito mais penas e riscos do que a mera restrição de liberdade.


* o autor é jornalista


Publicado originalmente em http://www.maurosantayana.com/2016/11/janot-e-as-jaboticabas.html

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