Richard Jakubaszko
Feliz Natal a todos, que ninguém é de ferro, a gente merece, né não?. Este Natal que vamos todos passar juntos com poucos familiares e quase nenhum amigo, será inesquecível. Mesmo assim, não se esqueça do aniversariante.
.
O blog é um espaço de debate onde se pode polemizar sobre política, economia, sociologia, meio ambiente, religião, idiossincrasias, sempre em profundidade e com bom humor. Participe, dê sua opinião. Não existem duas verdades. O melhor do blog está em "arquivos do blog", os temas são atemporais. Se comentar registre nome, NÃO PUBLICO COMENTÁRIOS ANÔNIMOS. No blog até mesmo os biodesagradáveis são bem-vindos! * Aviso: o blog contém doses homeopáticas de ironia, por vezes letais, mas nem sempre.
Richard Jakubaszko
Feliz Natal a todos, que ninguém é de ferro, a gente merece, né não?. Este Natal que vamos todos passar juntos com poucos familiares e quase nenhum amigo, será inesquecível. Mesmo assim, não se esqueça do aniversariante.
.
Richard Jakubaszko
Quem não gosta de papagaios falantes, ou cantadores? Lá em casa, minha mulher e eu adoramos essas comunicativas e adoráveis aves. Ainda não tivemos coragem de levar um para casa, quem sabe um dia.
Descobri na internet uns papagaios cantadores de música gospel, vale a pena assistir, são campeões em ritmo e afinação.
.
Luis Dufaur *
2º) Ocorreu um aquecimento global entre 1916 e 1945, observado e bem documentado, e não é possível usar a definição de efeito-estufa do IPCC para explicar esse aquecimento, pois a concentração e as emissões humanas de CO2 eram pequenas naquela época quando comparadas com as atuais.
As temperaturas da década de 1930 ainda são as mais elevadas já registradas nos últimos 130 anos no Hemisfério Norte e na Austrália.
É bem mais provável, como foi dito, que o aquecimento de 1916-1945 tenha sido natural, causado pelo aumento da atividade solar e redução da cobertura de nuvens.
Topos de nuvens refletem radiação solar de volta para o espaço exterior.
Quando a cobertura de nuvens é reduzida globalmente, como ocorreu entre 1976 e 2000 de acordo com os resultados do ISCCP, entra mais radiação solar no sistema climático e o Planeta se aquece.
Torna-se, também, difícil explicar o resfriamento ocorrido entre 1946-1975, pois as emissões de CO2 e sua concentração aumentaram pós-guerra devido à expansão industrial.
3º) A lei de Beer-Bouguer-Lambert afirma que a absorção de radiação por um gás diminui logaritmicamente com aumento de sua concentração.
Esse conhecimento científico é de maneira conveniente ignorado pelos IPCC e apoiadores do AGA.
Com a atual concentração de 400 partes por milhão por volume [ppmv], o CO2 já absorve 87% da IV térmica em sua principal linha espectral ou banda de absorção centrada no comprimento de onda 15 micrômetros.
Ou seja, a contribuição restante na absorção de IV térmica por essa banda seria de, no máximo, 13% mesmo se a concentração de CO2 passar dos 1200 ppmv, o pior dos cenários futuros de concentração de GEE produzidos pelo IPCC, o RCP 8.5 [Representative Concentration Pathway 8.5], que muitos concordam ser impossível de ser atingido com a atual taxa de crescimento de sua concentração.
Em 2013, Murry L. Salby estimou que, aumentando as emissões de CO2, digamos para 1.000 ppmv, i.e. 2,5 vezes a atual, o efeito na temperatura global seria de apenas 0,14°C.
.
Richard Jakubaszko
Eu respondo pra você, Bolsonaro. A pressa não é só dos brasileiros, é de todos os líderes do mundo. Como você não é líder, não consegue entender isso. Não tem empatia nem com as pessoas e nem com os brasileiros, e lança mais uma suspeita sobre quem está tentando resolver o problema, pois a vacina, no curto prazo, é a única solução para que as pessoas voltem a viver, a respirar um ar mais puro. Somente com a vacina vamos conseguir fazer o Brasil ir em frente, conseguir empregos, ganhar o dim-dim necessário pra comprar carne, leite, feijão com arroz, e reduzir a fome de quase 70 milhões de brasileiros.
Você é vaso ruim, Bolsonaro, vaso ruim não quebra, já teve até o Covid-19, que teve pena de você, e que os médicos mais caros do Brasil te ajudaram a vencer o problema, por isso você não entende a pressa.
Eu também tenho pressa, sim, não apenas da vacina, mas de fazer com que o seu tempo na presidência seja o mais breve possível. Eu tenho pressa, sim, de acabar com esse tempo que atravessamos de ouvir e ler tantas asneiras e imbecilidades que você inventa todos os dias, porque você não tem a mínima sensibilidade para com seres humanos, muito menos com os brasileiros. Seu tempo na presidência indica apenas um trabalho árduo para defender seus filhos de tantas encrencas, tantas rachadinhas, tanto dinheiro achocolatado entrando pelos bolsos bolsonarianos.
O que eu não entendo, Bolsonaro: por que os brasileiros não têm pressa de evacuar você da presidência? A única coisa que você conseguiu fazer em seu governo foi acabar com o direito dos brasileiros de se aposentarem com um mínimo decente para sobreviver na velhice. Acho que você queria aliviar o caixa do INSS, não é? Claro, porque você já tem aposentadoria de R$ 11 mil como capitão aposentado no exército, afora os R$ 28 mil como deputado federal, e agora na expectativa de ter outra aposentadoria como ex-presidente, quem sabe mais uns R$ 35 mil por mês. Tá bom, não é ilegal, mas é imoral, presidente sem pressa de vacina, mas com pressa de matar mais velhinhos para aliviar ainda mais o caixa do INSS, né não?
Vai te embora pro quinto dos infernos, cara, mais vai com pressa, tá bom? A gente não suporta ver mais a tua cara na TV e nos jornais, você parece um jacaré...
.
Richard Jakubaszko
Todo dia tem uma imbecilidade nas manchetes dos jornais. Seja do tosco bolso, seja de ministros ou governadores. Parece haver um campeonato para ver quem diz a maior barbaridade, especialmente sobre a pandemia, com variáveis que vão das vacinas ("não vou tomar", "não vamos usar a vacina chinesa"), às proibições de vender bebida alcoólica depois das 20h00 - e se a cerveja chegar na mesa às 19h45, vai poder consumir depois da 20h00?
Troféu kimbecil neles! Cloroquina em todos eles!!! Olha o campeão aí embaixo:
.
Richard Jakubaszko
O tempo tem mostrado os erros judiciais do ex-juiz e ex-ministro Sérgio Moro e do grupo que ficou conhecido como lava-jato. Moro é agora consultor de uma empresa americana que administra o espólio da OAS e Odebrecht, empresas que tiveram suas situações empresariais destruídas pelas decisões de Moro. Para condenar Lula, e impedir sua candidatura à presidência em 2018, o ex-juiz destruiu quase tudo à sua volta e depois foi ser ministro da Justiça de Bolsonaro. O lawfare praticado contra Lula ficou escancarado e o julgamento sobre tornar ou não Moro suspeito está no STF há 2 anos, aguardando uma decisão.
No vídeo-documentário abaixo o Instituto Lula mostra os erros cometidos por Moro e a lava-jato ao longo dos julgamentos.
Que cada um julgue conforme sua consciência as intenções de Moro e da lava-jato: https://www.youtube.com/watch?v=m7PxI68Xq_U&feature=youtu.be
.
Carlos Eduardo Florence *
* o autor é economista, blogueiro, escrevinhador, e diretor-executivo da AMA – Associação dos Misturadores de Adubos
Publicado em http://carloseduardoflorence.blogspot.com/2020/12/sintonia-ao-amanhecer-que-chegando-em.html
.
Fernando Brito *
Publicado em https://tijolaco.net/primeira-fase-da-vacia-reduz-mortes-antes-de-evitar-pandemia/
.
Richard Jakubaszko
E pode piorar mais ainda caso as autoridades continuem "administrando" a pandemia com o descaso que têm demonstrado desde o seu início, como se fosse uma "gripezinha". A segunda onda já chegou, vários países mundo afora iniciam as campanhas de vacinação, mas aqui a discussão é política e "ideológica" (vacina chinesa, não!), todos os eleitos se programando para 2022, levando vantagem desde já. Natal não vai ter, para muita gente, não há o que comemorar. As pessoas que levam a sério o assunto estão fechadas em casa, protegem-se dentro do possível, mas a grande maioria parece acreditar que a pandemia acabou, e circula afoita, muitos sem máscaras, ou com as mesmas cobrindo o queixo e a papada. Acreditam naquilo que o Messias, o mito de suas imbecilidades, tem dito de que todos vamos morrer um dia, portanto, não haveria com o que se preocupar. Agora, vai judicializar a vacinação, era só o que faltava...
O Brasil imbecilizou de vez, e definitivamente. Brasileiros, acordem!
.
Richard Jakubaszko
Antes que os enólogos reclamem, aviso que o meme abaixo é uma metáfora filosófica contemporânea, enviada pelo meu amigo Delfino Araújo, jornalista lá da DBO, e que apesar das maledicências da web e das redes sociais, continua bebericando seus vinhos, assim como eu.
.
Richard Jakubaszko
As chamadas e - acredite - autoridades eleitas deste país estão trabalhando muito por causa da pandemia do coronavírus. Regulam e administram tudo o que possa dizer respeito à novas contaminações, até mesmo o nosso direito de nos encontrarmos com amigos e parentes.
O Natal não vai ficar de fora do festival de besteiras que andam fazendo em termos de decisões políticas. Será proibido comemorar o Natal em clubes e restaurantes, e até mesmo reunir grande número de pessoas em sua própria casa. Teremos que ser seletivos ao convidar os parentes mais próximos para celebrar o Natal. Quem tiver quatro filhos, por exemplo, todos casados, terá de deixar os netos de fora, ou os filhos, pois andam calculando um máximo de 10 pessoas por festa. Enfim, será um Natal diferenciado, haverá economia na aquisição de presentes e menos despesas com comidas e bebidas.
Para as famílias pequenas, mas com numerosos amigos, olha só o que a web e as redes sociais andam falando:
.
Débora Pinto
![]() | |||
| Estação de tratamento de água da Alunorte, refinaria da mineradora norueguesa Hydro em Barcarena (PA). Foto: Anders Vindegg/Hydro. |
A Noruega investiu cerca de 900 milhões de dólares em conservação na última década através do Fundo Amazônia e outras iniciativas. Mas, segundo Leira, investimentos de companhias e instituições estatais norueguesas em atividades prejudiciais à floresta alcançaram um valor cinco vezes maior.
O geógrafo social norueguês Torkjell Leira é conhecido como um dos principais especialistas sobre o Brasil em seu país. Desde a experiência de um intercâmbio, há aproximadamente trinta anos, o também escritor passou a direcionar seus estudos e atividades de trabalho para as terras e gentes brasileiras — seu foco na Amazônia o levou a trabalhar por seis anos na Fundação Rainforest, além de coordenar projetos junto a comunidades para organizações e empresas na região. Há décadas Leira acompanha de perto as relações entre Brasil e Noruega no que se refere às questões ambientais e climáticas, sendo uma importante voz em defesa da floresta também quando está em sua cidade, a capital Oslo.
É a partir dessa perspectiva que o escritor lança no Brasil o livro A luta pela floresta: como a Noruega ajuda a proteger — e a destruir — o meio ambiente no Brasil, pelo selo Hiperbórea, da editora Rua do Sabão. Quase como um suspense, a narrativa parte das tubulações da mineradora semi-estatal norueguesa Hydro — às quais Leira teve acesso após escândalo ambiental de vazamento de rejeitos que ganhou proporções internacionais.
No desdobrar, vão sendo relatados os muitos pontos de conexão entre os dois países, desde os tempos dos chamados ciclos da borracha, em que representantes noruegueses da habilidade nórdica de navegação praticamente monopolizavam o transporte de produtos e pessoas na região, até as mais íntimas e contemporâneas relações entre agentes de poder político e econômico que fazem do Brasil, e mais especificamente do solo amazônico, um território de farto investimento nem sempre alinhado com a proteção à floresta.
Leira trata, com a mesma intensidade, da forma como a preservação da floresta tropical consolidou-se ao longo de décadas como uma prioridade na cultura dos noruegueses, destacando ainda o processo que levou à criação, em 2008, do Fundo Amazônia, maior projeto de colaboração entre Brasil e Noruega em prol da conservação, encerrado pelo governo Jair Bolsonaro em 2019.
Nesta entrevista exclusiva para a Mongabay, Torkjell Leira repercute a as informações publicadas em seu livro, analisa as delicadezas das relações atuais entre os dois países e rebate a narrativa que coloca as regulações a iniciativas internacionais em prol da floresta como ações de natureza neocolonial.
![]() | |
| Escritor norueguês Torkjell Leira. Foto Siw Pessar |
Mongabay: Em seu livro, você detalha o protagonismo e as ambiguidades da atuação da Noruega na Amazônia. Como é lançar essa obra no Brasil no momento em que o discurso governamental vigente demoniza iniciativas estrangeiras em território amazônico?
Torkjell Leira: É algo que me preocupa muito. Quando falamos da relação entre Brasil e Noruega hoje no que se refere ao meio ambiente, eu acredito que é difícil piorar. Mas, mesmo percebendo a delicadeza do momento, que envolve ainda o pior ataque aos povos indígenas provavelmente desde a época da ditadura militar — além de toda a drástica piora nas políticas ambientais sob Bolsonaro —, eu não posso deixar de tornar públicas as ações do governo e do setor industrial norueguês que são prejudiciais à floresta. Porém, eu também descrevo a íntima relação dos noruegueses com a causa da conservação amazônica e as muitas ações positivas em uma colaboração de pelo menos quarenta anos entre os dois países para a região. Realmente espero que o livro não seja usado para supostamente embasar críticas unilaterais à Noruega.
O escândalo ambiental ocorrido em 2018 envolvendo a gigantesca mineradora semi-estatal norueguesa Hydro na comunidade paraense de Barcarena é o fio condutor da narrativa que percorre de forma fortemente embasada outros aspectos questionáveis do investimento norueguês na floresta. Como os noruegueses receberam essas informações?
As pessoas ficaram chocadas. Eu mesmo fiquei bastante surpreso quando percebi, após um estudo rigoroso, o tamanho dos recursos que foram destinados para as forças e os atores que ajudam a destruir a floresta e a desproporção em relação ao que é destinado para a conservação. A Noruega investiu aproximadamente 8 bilhões de coroas [900 milhões de dólares, no câmbio atual] em conservação na última década, através do Fundo Amazônia e outras iniciativas. Mas se formos somar os investimentos em empresas brasileiras que degradam advindos do nosso fundo soberano do petróleo, os investimentos diretos das companhias norueguesas e a importação da soja brasileira que alimenta o nosso salmão, temos um valor pelo menos cinco vezes maior. Somos parte da solução, mas também parte do problema. Eu espero que as informações que estão no livro de alguma forma possam ajudar a reduzir o problema e a ampliar a solução.
Em 2019 os repasses noruegueses destinados ao Fundo Amazônia foram congelados após divergências com o governo brasileiro. Já em maio de 2020 foi a vez do fundo soberano noruegês excluir a Vale e a Eletrobrás de sua lista de investimentos por impactos negativos ao meio ambiente e aos direitos humanos. Como você avalia essa intensa retirada de recursos — e a narrativa que insinua tratar-se de uma estratégia neocolonial, um modo indevido de intervenção externa nas políticas ambientais brasileiras?
Sobre a retirada dos recursos por parte do fundo soberano, a pergunta que fica é: como empresas que sabidamente degradam o meio ambiente e prejudicam as populações locais estavam recebendo esse investimento até agora? É necessário que esses critérios sejam melhor elaborados, não adianta só querer fazer o papel bonito na história. O governo Bolsonaro fechou os comitês que cuidavam do Fundo Amazônia, levando o governo noruguês a encerrar o seu apoio e dissolvendo uma década de colaboração. Ninguém acha bom tirar dinheiro do Brasil. A única coisa que está sendo solicitada é que a legislação ambiental brasileira seja respeitada. É importante perceber que o discurso sobre neocolonialismo vale para entidades estrangeiras que atuam na proteção da floresta, enquanto as empresas de capital estrangeiro seguem sendo bem-vindas para explorá-la de maneira predatória.
Diante deste cenário estarrecedor é possível observar, do seu olhar, algum caminho para interromper a escalada de destruição na Amazônia?
Com certeza. Há dez anos o Brasil era uma referência mundial no combate ao desmatamento ao mesmo tempo em que experimentava crescimento econômico — e o sistema capitalista selvagem era o mesmo. Claro que hoje temos um cenário global distinto, mas o país sabe exatamente quais são as práticas que dão certo porque ele mesmo já implementou e teve bons resultados. Outros fatores favoráveis são a intensificação da pressão internacional e — algo que é novo — a importância que hoje é dada à questão ambiental por parte dos investidores estrangeiros, muitos deles inclusive noruegueses. É possível transformar a realidade desde que se tenha um governo que coloque a questão da conservação na centralidade da pauta e que aja com a intenção real de manter a floresta em pé. Eu realmente acho que é fundamental sabermos valorizar o que foi construído, aprendido — e não apenas lamentar o que estamos perdendo, mesmo que tantos esforços estejam sendo comprometidos. Para finalizar com uma expressão em português, eu diria: muita calma nessa hora.
Publicado originalmente em https://envolverde.com.br/escritor-noruegues-analisa-a-relacao-ambigua-de-seu-pais-com-a-amazonia-somos-parte-da-solucao-e-do-problema/
.
.
"Jornal é um espaço incapaz de discernir entre a queda de uma bicicleta e o colapso da civilização".
(Bernard Shaw)