sexta-feira, 6 de março de 2009

ESALQ - MUITO ALÉM DOS 10.000 AGRÔNOMOS

Prof. Dr. Antonio Roque Dechen – Diretor da ESALQ
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Na solenidade de colação de grau que aconteceu no dia 23 de janeiro de 2009, a Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” teve vários motivos para comemorar: os 75 anos da Universidade de São Paulo, a ESALQ teve a honra de ser uma das unidades fundadoras, a primeira cerimônia com dupla diplomação dentro do Convênio com as Universidades de Agronomia da França e a diplomação do Engenheiro Agrônomo número dez mil.

Ao longo de seus 107 anos de existência, a ESALQ já formou 11.947 profissionais em seis modalidades. Atendo-nos à habilitação Agronomia, envaidece-nos o efeito multiplicador do Engenheiro Agrônomo, gerador de benefícios agropecuários que se distribuem a milhares de pessoas. A demanda por alimentos e as preocupações com alterações climáticas requerem a efetiva participação de nossos profissionais. Muitos se tornaram empresários bem sucedidos, na economia privada, gerando empregos, bons produtos e impulsionando o desenvolvimento em seus segmentos produtivos. Outros, ocuparam e ocupam denodadas posições governamentais, como ministros, secretários de estado ou de municípios, administrando a problemática de abastecimento ou de ambientes.

Nossa Escola tem sido palco de inúmeras atividades incentivando o empreendedorismo no Agronegócio, dentro da melhor tecnologia para os biocombustíveis e das energias renováveis, por exemplo, e dos princípios éticos e morais, aceitos pelo mundo afora.

O relacionamento através de convênios com universidades e instituições renomadas de inúmeros países tem permitido intercâmbios, possibilitando, inclusive, a obtenção de dupla diplomação com as Escolas de Agronomia da França.

Não é sem razão que as Unidades do Campus “Luiz de Queiroz” receberam da Capes, para Cursos de Pós-Graduação a classificação em nível 7 – (maior classificação) de excelência internacional nas Áreas de Genética, Solos e Nutrição de Plantas e CENA. Outra excepcional referência foi a classificação da Editora Abril dos cursos de graduação: Agronomia e Gestão Ambiental – classificados com 5 estrelas (maior classificação).

Por isso, quando atribuímos à melhor aluna da turma de graduandos deste ano, Susana Lin, o registro histórico de Engenheiro Agrônomo número 10.000, revelamos que este “milestone” (marco milhardário) representa mais do que uma simples graduação universitária, representa a graduação em uma Escola de nível internacional. Ela irá enriquecer nossa história como profissional que se inscreverá em nossos registros de ex-alunos com expressivas realizações profissionais. Podemos afirmar que a ESALQ e Piracicaba têm grande contribuição no desenvolvimento do Agronegócio Brasileiro e sua inserção no cenário mundial. Esta é a grande missão subliminar da ESALQ – formar líderes!
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5 comentários:

  1. Recebi e-mail do amigo e agrônomo Luiz Fernando Ferraz Siqueira, da Usina São Fernando, lá de Dourados, MS:
    "Vamos nessa, e unidos!".

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  2. Parabéns a ESALQ por mais essa conquista.

    Não sou esalqueano de graduação, mas de pós-graduação (Fitopatologia, meados da década de 80, sob orientação do Pesquisador Científico Dr. Álvaro Santos Costa / ex-Seção de Virologia do Instituto Agronômico de Campinas). Minha graduação em engenharia agronômica foi em 1977, na FAZ”MCG”, em Espto. Sto do Pinhal, SP

    Minha passagem pela ESALQ foi, portanto, no período em que o engenheiro agrônomo (graduação apenas) tinha formação acadêmica supostamente suficiente para ser aprovado ou admitido em empresas ou instituições, publicas ou privadas, para exercer sua funções decorrentes de seu aprendizado no nível de graduação.
    Naquela época, a pós-graduação era realizada com base mais na necessidade sentida pela empresa, instituição ou pelo próprio profissional, para o avanço de suas funções e responsabilidades. Teses tinham valor de Tese, muito mais que um trabalho científico.

    A alegria do momento é referente a um marco conquistado na graduação, mas se faz referência no pronunciamento também à pós-graduação.

    Permita-me aproveitar, portanto, esta oportunidade para re-levantar a questão sobre a forma como vem sendo avaliado os cursos de graduação e pós-graduação:

    - Qualidade x quantidade

    Nessa questão, fica óbvio que não me refiro apenas à ESALQ-USP, mas sim a todos o sistemas de graduação, particularmente, e mais especificamente aos da área publica / oficial, tanto a nível estadual como federal, no Brasil.

    - Quanto à graduação:
    Questiono se não seria viável um sistema de avaliação dos cursos de graduação com peso maior no qualitativo, mais do que no quantitativo, em função de:
    1- Acompanhamento do desempenho profissional nos primeiros 5 ou 7 anos dos alunos graduados, baseado em declarações e documentos fornecidos pelos próprios ex-alunos; e
    2- Avaliação do desempenho dos professores que efetivamente atuam na graduação, baseado em parecer dos mesmos ex- alunos, emitidos em questionário, com perguntas dirigidas, logo após a graduação e, também, para efeito de comparação, dos mesmos ex-alunos após 5 a 7 anos da graduação.

    -Quanto à pós-graduação:
    Nessa mesma linha de busca para a avaliação, com peso maior no qualitativo, questiono se os programas de pós-graduação não deveriam ser avaliados com peso maior a alunos que estão sendo indicados por empresas ou que voluntariamente, após período de 3 a 5 anos de atividades profissionais (dentro ou fora da universidade) procuram os programas de pós-graduação em função de suas percepção de necessidade de aperfeiçoamento ou aprimoramento profissional, na área ou em área correlata à de sua experiência profissional. Nesse aspecto, na avaliação do programa de pós-graduação, o peso dado a essa classe de alunos deveria ser maior do que o dado ao número de alunos que ao se graduarem; não tendo passado pela experiência profissional, continuam na própria universidade e menos peso ainda se continuam no próprio departamento (de onde graduaram). O mérito do demanda pelo curso seria no numero de alunos que tiveam alguma experiência profissional após a graduação. Exceção aqui é feita aos estudantes que, durante a graduação, trabalharam ou estagiaram em empresas dentro ou fora da própria universidade, mas preferencialmente, fora do próprio departamento e da mesma universidade onde se graduou e onde procura ou realiza sua pós-graduação.

    -Quanto às vantagens esperadas:
    Acredito que dessa forma, três aspectos favoráveis poderiam acontecer:
    1- Muito dinheiro público, atualmente disponível em bolsas de pós-graduação, poderia ser distribuído para alunos da graduação (de escolas públicas e privadas). Estima-se que, da forma acima conceituada, a maioria dos alunos da pós-graduação teriam condições próprias de se sustentar, ou se financiar na sua pós-graduação. Bolsas ou apoio da iniciativa privada certamente aumentaria para os programas de pós-graduação; e
    2- Os professores / orientadores de alunos da pós-graduação não teriam tanto desgaste na formação de seus pós-graduandos, podendo assim devotar, ainda mais dedicação e receber maior cobrança, no programa de graduação. Pois os alunos da pós-graduação estariam mais preparados para esse programa de aperfeiçoamento acadêmico (pós-graduação), isto devido ao fato de já terem adquirido alguma experiência profissional própria (isto é, passado por um trabalho na área em que deseja fazer sua pós-graduação). Experiência essa de pelo menos, 3 a 5 anos após a graduação; e
    3- O período de conclusão da graduação estaria em função da realização de um estágio obrigatório, preferencialmente na iniciativa privada, no país ou no exterior, com remuneração da empresa hospedeira ou de bolsas (do tipo aperfeiçoamento ou DTI/CNPq). Entretanto, o período para conclusão do mestrado poderia ser maior que 2 anos. O programa de doutorado ficaria dentro dos 4 anos, como maior seleção para alunos que buscam o título por razões da experiência profissional adquirida ou em andamento. Isso porque a avaliação do trabalho de tese (seja ao nível de mestrado ou de doutorado) desenvolvido e concluído, estaria sendo feita pela banca examinadora e pela comissão de avaliação (CAPES), com base não mais na quantidade, mas sim, na qualidade ou sustentação da potencial contribuição científica ou tecnológica oferecida pelos resultados da tese apresentada e defendida pelo aluno.

    -Concluindo:
    Acredito que: qualidade nunca deixou de demandar experiência, em função da prática; criatividade, sempre demandou conhecimento profundo da matéria; contribuição científica ou tecnológica continua estando em função de comprovação dos resultados obtidos em ao menos duas ou três repetições dos experimentos.

    Grato pelo espaço.

    José Alberto Caram de Souza-Dias
    Engenheiro Agrônomo, PhD
    e-mail: jcaram@gmail.com

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  3. Caram,
    obrigado pela participação. Ufa!
    Mas isso não é um comentário, é uma tese...
    abraços

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  4. Caro Richard; sou do RS e stou realizando um trabalho sobre atuaçao do Eng. Agronomo na Área Pública, se houver interesse e tempo de sua parte gostaria de receber algum auxílio nesta pesquisa, pois imagino que tenhas muito conhecimanto nesta área. É um trabalho amplo e todas informações serão bem vindas.
    Grato pela atenção.
    Tiago Passinato, Passo Fundo - RS.
    tipassinato@hotmail.com
    A Agronomia é uma Arte; Não se admitem erros, certo de que um dia a Terra os mostrará.

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  5. Olá Tiago,
    aqui no blog vc encontra alguns artigos que falam de agrônomos, é só pesquisar no "arquivos do blog". Além dos específicos sobre a ESALQ, tem o "Proibida a entrada de agrônomo", o "Erros de agrônomos e de médicos", e tem o "Agrônomo espertinho".
    Seja mais específico por gentileza, e me mande e-mail para o e-mail richardassociados (arroba) yahoo.com.br
    abraços

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