terça-feira, 16 de setembro de 2014

Fritos ou marinados?


Rogério Arioli da Silva  
Fico sabendo que boa parte do povo brasileiro está cansado do atual cardápio servido de 4 em 4 anos pelos poderes políticos como refeição principal nesses últimos anos. Cansado de dirigir-se ao maitre solicitando mudanças no tempero e na forma do preparo do seu alimento, o brasileiro está literalmente prestes a virar a mesa, mudando radicalmente tradicionais hábitos alimentares. Pelo bem da gastronomia resolvi me aprofundar um pouco mais no assunto, preocupado que estou com problemas digestivos futuros.

Aprendi, por exemplo, que quando se está frito, ou melhor, quando se consome muita fritura, a qualidade de vida tende a deteriorar-se, aumenta a pressão e a predisposição às doenças cardiovasculares, além do acúmulo da indesejável gordura abdominal. Os óleos vegetais, quando fritos, se tornam saturados causando uma série de problemas à saúde das pessoas. Também as populações, quando saturadas, podem causar muitos problemas, alterando a ordem constituída e subvertendo-a por outra que se prometa diferente.

Existem diversas opções à fritura no preparo dos alimentos. Uma delas é o ato de grelhar, que submete o alimento ao fogo cozinhando-o, geralmente sobre uma grelha, sem contato com qualquer tipo de molho. Atualmente, talvez possa se considerar que o grelhado é o politicamente correto em termos nutricionais. Nestes tempos, em que o patrulhamento ideológico se faz presente em todo e qualquer debate de ideias, é importante que não haja discordâncias sobre valores fundamentais.

Outra opção culinária que se apresenta é o ato de marinar-se o alimento. O termo, como ensina o pai dos burros, origina-se do latim “marinus” e significa marinho. Não representa nada de novo, tem sido utilizado na conservação de alimentos nos últimos 5.000 anos. Trata-se, fundamentalmente, de uma composição de ações físicas e químicas aplicadas sobre determinando alimento que objetiva lhe conferir mais sabor. Há várias formas de marinar. A primeira delas é a líquida, onde uma solução salina
é aplicada, acrescida de especiarias e temperos, virando-se constantemente ao sabor das circunstâncias, é claro. A segunda é marinar a seco, utilizando um tempero pronto com ervas e condimentos, especialmente os de tons verdes, esfregando-se em ambos os lados. Que não se esqueça de remover os excessos antes do consumo, pelo bem da digestibilidade.

A marinação, propriamente dita, também pode ser dividida em três grupos, ou seriam grupelhos, sendo que possuem importância menor, e são os preferidos por grupos religiosos protestantes desde a idade média. O primeiro é cozido e deve ser resfriado antes de se aplicar o processo em discussão. O segundo é não cozido e se apresenta com alto teor de acidez, necessitando evitar-se o contato com partes oxidáveis, pelo perigo que pode apresentar. O terceiro, por sua vez, é um processo muito rápido, mostra-se efêmero e insípido, e pode deixar um retrogosto acre pelo seu amargor. Esses grupos normalmente são escolhidos dependendo do resultado que se espera obter e precisam ser muito bem conduzidos para que consigam chegar ao final do processo.


A culinária brasileira é rica e variada e consegue atender ao mais exigente dos paladares, necessita apenas que seja feita de acordo com o que está descrito no cardápio, sem descuidar-se daquilo a que se propõe. Não é recomendável mudanças bruscas no hábito alimentar da população, mesmo que essa já esteja farta de ouvir o anúncio de determinada refeição. Aventuras gastronômicas nem sempre acabam bem e podem provocar desde congestões estomacais até prisão de ventre. E prisão, mesmo sendo de ventre, é algo incomum ao cardápio dos brasileiros, conhecidos pelo caráter benevolente. De todos os distúrbios alimentares, no entanto, o mais popularmente temido é a conhecida diarreia. Nesta, perde-se muito, inclusive parte da flora estomacal tão arduamente construída ao longo do tempo. Ao promover a desidratação e perda de eletrólitos este distúrbio pode, inclusive, levar a óbito, se não for tratado.

Não é tarefa fácil escolher num cardápio variado qual a refeição mais adequada, levando-se em conta o paladar e o cuidado com a parte nutricional. Neste caso, é recomendável não confiar muito nos garçons com suas promessas e sugestões inconsequentes. Esses garçons até podem acertar uma preferência pelo sabor, mas podem cometer erros nutricionais irrecuperáveis. Para não errar, é imperioso que a escolha recaia em alimento que, embora não ofereça tanto sabor, pelo menos não resulte em infindáveis dores abdominais, porque as consequências levam à prisão ou à diarreia.



* o autor é engenheiro agrônomo e produtor rural no MT.
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domingo, 14 de setembro de 2014

Eleições de 2014 podem trazer mudanças políticas profundas

Richard Jakubaszko 
Millor
As eleições de 2014 devem trazer mudanças políticas profundas no cenário político brasileiro. São mudanças desejadas pela população, manifestadas através do voto democrático. Não serão mudanças cosméticas, ou periféricas, típicas de discursos políticos levianos.

Não há como evitar, as pesquisas mostram que ainda nestas eleições o PSDB vai definhar, ficará como o DEM já é hoje, insignificante, um partido nanico. O PSDB deve eleger uma bancada inferior a 50 deputados federais, quem sabe até menos de 40. O PT formará a maior bancada da Câmara, seguido pelo PMDB e depois o PSB. O PSDB talvez consiga eleger somente o governador de São Paulo, isto se não ocorrer o racionamento de água até o final deste mês, antes das eleições. Se isso acontecer, Alckmin pode nem ir para um segundo turno. Em Minas Gerais o candidato de Aécio nem vai para o 2º turno, se é que vai haver 2º turno por lá...

A causa disso tudo é que o PSDB não iniciou e nem concluiu nenhuma obra importante de infraestrutura no Brasil, nem mesmo o metrô de São Paulo foi ampliado, afora a linha amarela, nestes últimos 20 anos. O discurso dos tucanos limita-se a tentativas de desconstruir o PT, mostra propostas de refazer o que o PT fez de errado nesses 12 anos de petismo, e erra nos alvos em que atira, ou atirava, como o Bolsa Família, o Mais Médicos, o Luz para Todos, Prouni, programas amplamente aprovados pela população carente.

Na área federal, o PSDB acredita que o Brasil não tem memória, pois deixou o governo em 2002 com as finanças em pandarecos: altíssima dívida pública, interna e externa, desemprego elevadíssimo com 18%, inflação de 13,5% a.a., juros Selic de 35% a.a., câmbio do dólar a R$ 4,00. Os indicadores ao final do governo FHC eram lastimáveis, saiu do poder com mais de 70% de desaprovação. Mas acha que deixou uma boa herança e bons fundamentos...

Reconheço, evidentemente, que FHC deixou pontos positivos, um deles foi a lei de Responsabilidade Fiscal, que obriga governos estaduais e municipais, nas três esferas dos poderes executivo, judiciário e legislativo, a não gastarem mais do que arrecadam. Foi o que permitiu e vibilizou o Plano Real, implantado pelo governo de Itamar Franco, e do qual FHC se apropriou indevidamente.

Não contentes com isso, os tucanos de hoje em dia pregam o pessimismo, de que o Brasil vai quebrar, assim como já afirmaram que "não ia ter Copa", ou "imagina na Copa". Isso é coisa de gente que não gosta do Brasil! E a mídia ainda apoia essa desfaçatez! Na internet vende-se o medo, ameaças de hecatombes, como o "perigo" de um golpe bolivariano, revoluções bolcheviques, e por aí afora.
Ora, ora, quanta coragem!

Abaixo, fotos de mais de 30 primeiras páginas, e de reportagens, dos principais jornais do país, nos anos do governo FHC, onde havia verdadeiro terrorismo contra a população: inflação, quebradeira, corrupção, instabilidade, venda do patrimônio público; e os tucanos ainda têm a coragem de afirmar
que deixaram "uma boa herança para Lula", ou melhor, dizem que Lula fez o que fez porque eles "asfaltaram" as estradas antes, porque prepararam a base dos bons governos de Lula e Dilma...

Eu não sou desmemoriado, e ajudo a quem quiser para relembrar esses "bons tempos" de FHC e do PSDB quando estavam no poder. Essa história o povo conhece, e não deseja que retorne ao nosso dia a dia. Por esses erros o PSDB está sendo defenestrado em todas as instâncias de poder, pelo voto, de forma democrática, porque não tem propostas, e porque não tem gestão.
Me desminta, quem tiver coragem. Mas leia antes as manchetes abaixo, para refrescar a memória.

Publico esse material como registro histórico de um tempo do Brasil que não desejo para minha neta e nem para as futuras gerações.
Como era bom o tempo de FHC, onde desemprego corria solto...
Quem vivia de aluguel não tinha problemas, êta vida boa!
O povo reclamou, os mais velhos lembram, os jovens não sabem!
Ao final do governo, FHC se protegeu do futuro...

Observem, FHC acena e ri para a plebe...
Mais aperto: iniciava o 2º reinado de FHC, o FMI mandava!
Dias após as eleições, já reeleito, FHC deu o golpe no povo!
Não teve calote, não, e Lula ainda pagou a dívida externa!
Quem teve apagão foi o Brasil, no tempo de FHC.
Gilmar, ministro do STF, cria de FHC, deu 2 Habeas Corpus em 48 horas
Maltrapilho fala de esfarrapado, FHC aposentou-se aos 37 aninhos...
 Maravilha FHC! Só 50 milhões de indigentes? Foi quase 100 milhões...
Não era o PT acusando de corrupção, era fogo amigo...
Derrubaram ministro do PT porque pagou tapioca com cartão corporativo...
Jader era fogo amigo, e FHC se metia pessoalmente nas CPIs...
Desvio da Sudam foi 25 vezes maior do que o mensalão do PT...
Venda quase feita, gastaram os tubos com publicitários, pra trocar o S pelo X 

Precisava tanto dinheiro, que não deu pra consertar as privatizações...
Quem pagou tudo, como sempre, foi o trabalhador, olha o FAT aí...
No tempo do Lula, quando o dólar caiu a R$ 3,00 eu comprei alguns...
Era previdente esse FHC, adivinhou o que vinha pela frente...
FHC salvou a Globo. Entendeu por que eles são amigos até hoje?
Não vendeu, mas não foi por falta de tentativa...
Continuaram tentando, até o fim do governo.
Até hoje não explicaram essa má gestão!

sábado, 13 de setembro de 2014

Jornalista também dá entrevista

Richard Jakubaszko 
No vídeo abaixo, entrevista do jornalista e repórter Ariosto Mesquita, especialista no agronegócio, concedida para a TV Brasil - Pantanal, do Mato Grosso do Sul, no programa "Primeira Pessoa", conduzido pela jornalista Carmen Cestari.

Ariosto, mineiro bom de prosa, mostra que jornalista também pode dar entrevista de boa qualidade, agregando informação. Não há novidade para quem o conhece, eis que ele tem sido colaborador das três revistas especializadas da DBO Editores, a DBO (pecuária de corte), a Mundo do Leite e a Agro DBO.

Ariosto Mesquita é um colega com o qual a gente tem orgulho de trabalhar, pelo profissionalismo dele, afora o fato de que é um dos recordistas brasileiros em faturar prêmios de jornalismo (cerca de 20 prêmios), e o mais recente deles foi o 1º lugar em mídia impressa, revistas, no Prêmio Massey Ferguson de Jornalismo de 2014.

No vídeo, Ariosto discorre sobre vários assuntos com a tranquilidade de quem é do ramo, o que é um incentivo aos jovens jornalistas que ainda não se definiram em qual especialidade trabalhar.

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quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Marina, essa metamorfose ambulante

Richard Jakubaszko 
Vídeo montagem muito criativa (e engraçadíssima) postada no Youtube, com base na música de Raul Seixas. Tudo a ver com a candidata que ora diz uma coisa, depois desdiz, aí reafirma, reclama que é vítima, acusa quem com ela não concorda. A fadinha amazônica é a metamorfose ambulante...
Imperdível...

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terça-feira, 9 de setembro de 2014

Banco Central, "independente" ou não?

Richard Jakubaszko

O debate entre economistas, mídia e políticos, sobre se o BC - Banco Central deve ser "independente", e se isso é proposta de esquerda ou da direita; ou ainda, se planejar a mobilidade urbana é ideologia de esquerda ou direita, ou mesmo se o custo de um programa como o Bolsa Família, seria política paternalista, é infantil, e é de um primarismo inqualificável.

O pessoal da Escola de Chicago e os monetaristas dizem que essa ideia de BC "independente" é antiga e que o mercado é capaz, sim, de regular a inflação. Não é verdade, nunca foi, e jamais será. Os bancos centrais da Inglaterra e França, por exemplo, nunca foram independentes, apenas possuem uma autonomia ampla, mas limitada, e apenas em tempos de calmaria. No primeiro aperto, seja uma guerra ou crise mundial na economia, a ação política do Estado se faz presente sobre a moeda, e acaba a festa da independência.

Nenhum chefe de governo comprometido com seus eleitores iria delegar seu destino político a monetaristas não eleitos. Seja na Europa, ou especialmente nos EUA, a história registra que alguns presidentes de bancos centrais “independentes” caíram imediatamente quando confrontados ou em choque pelo presidente ou primeiro ministro eleito. A chamada independência do Federal Reserve (FED) nunca existiu, Roosevelt e Eisenhower mostraram isso claramente na depressão dos anos 1930 e no período do pós-guerra. O padrão ouro, no início vinculado à libra esterlina, e depois com o dólar, foram erros absurdos cometidos por Inglaterra e EUA. Nixon acabou com o padrão ouro nos anos 1970, decisão puramente política, e que comprova a não independência do FED. Na crise de 2008 o fenômeno se repetiu.

A rigor, na configuração clássica dos estados modernos, temos os três poderes, independentes entre si, como Executivo, Legislativo e Judiciário. Não existe um quarto poder, que seria o Banco Central “independente” (apesar de se aceitar, informalmente, a imprensa como quarto poder). Um BC faz parte do Executivo, e não existe nenhuma razão ou lógica para ser um poder independente. Ora, por que a proposta de administrar a política monetária (taxa de juros, ou a Taxa Selic), a política cambial e a política fiscal? Dividir o poder, na parte relativa ao Executivo, e pior, dividir isso com o mercado financeiro? Não faz nenhum sentido.

A independência do BC significa delegar ao mercado financeiro a decisão sobre a taxa de juros básica, e, em consequência, as políticas do crescimento, da distribuição da renda, a política de câmbio e o futuro da indústria, do comércio e da agropecuária, e, em última instância, do emprego.

Para um rentista que vive de juros, quanto mais sólida a moeda melhor. Para o governo, uma inflação baixa reduz o perigo de déficits fiscais. Para um empresário em ritmo de investimentos, um pouco de inflação pode aliviar a carga. Essas são realidades do mundo real, é assim que funciona, excluindo-se disso julgamentos filosóficos, éticos ou morais. São conveniências.

A lógica da independência de um BC, para os monetaristas e neoliberais, é que é preciso garantir a estabilidade monetária e por isso tem que se delegar ao BC "independência". Ora, isso é importante para os mercados financeiros, e não tem a mesma importância para a sociedade, que pode querer mais inflação e mais crescimento ao invés de ter uma inflação zero e crescimento zero.

Enfim, um BC “independente” como propõe a candidata Marina Silva, do PSB, é entregar o galinheiro para as raposas monetaristas administrarem. Somente um candidato comprometido até a medula com o sistema financeiro poderia colocar como proposta de governo tamanha temeridade.

O que o Brasil menos precisa neste momento é de algum monetarista neoliberal na presidência da república. Margareth Thatcher não deu certo na Inglaterra, era monetarista e neoliberal, e causou gigantesco desemprego e enorme desarranjo na economia. Não será no Brasil que isso vai dar certo.
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segunda-feira, 8 de setembro de 2014

A pastora em transe, cheirou o que não devia...

Richard Jakubaszko
Absurdos acontecem, e nem sempre a gente vê, só percebemos o atropelamento depois que ele aconteceu. Com a indicação de Marina Silva como candidata do PSB à presidência da República, o fanatismo pentecostal soltou os seus maus espíritos, entusiasmou-se, por assim dizer, e anda inflando os espíritos encarnados e desencarnados. O vídeo abaixo mostra uma pastora em transe, comunicando-se com seus fieis num templo algures e alhures, mas deixa a suspeita concreta de que a pastora cheirou algum pó branco ou puxou um fuminho do coisa ruim...
Honestamente, não há nenhum preconceito religioso de minha parte, mas me digam se estou errado, é necessário chamar Deus e seu opositor para os debates de uma campanha presidencial?
Não é normal...
Ou isso é manipulação pura e simples? Fanatismo? Fundamentalismo?

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sábado, 6 de setembro de 2014

Vote pelo Brasil, vote no plebiscito!

Richard Jakubaszko

Termina amanhã, 7 de setembro, a chance de votar SIM no Plebiscito Constituinte para a convocação de uma Assembleia Constituinte exclusiva para fazer a Reforma Política, e com isso mudar as regras do jogo no sistema político brasileiro.

Se a gente deixar a reforma para os políticos no Congresso
Federal, com o apoio da mídia partidária que temos no Brasil, eles fazem uma reforma “colcha de retalhos”, inventam umas proibições e criam “oportunidades” para que possam fazer o que quiserem.
É assim, de forma participativa, que o povo terá mais controle sobre os políticos, e eles mandarão menos na política. O plebiscito, discutido abertamente com o povo, poderá eliminar a influência dos bancos, empreiteiras, oligarquias, grupos de interesses difusos (bancadas evangélicas, ruralistas, lobbies de empresas de plano de saúde, pedágios e telefonia, bebidas etc.).

Será a melhor forma de o povo sanear o ambiente político da corrupção. Não adianta ficar indignado com a corrupção e não fazer nada! Não dá mais para manter um sistema que elege e reelege os piores políticos. Do jeito que vemos hoje, os políticos honestos não conseguem se reeleger.

O Plebiscito é uma ação popular é suprapartidária, conta com o apoio de diversas entidades da sociedade civil, sindicatos, movimentos sociais, associações, ONGs etc. Existem mais de 460 apoiadores do Plebiscito, de todas as origens, veja lá:
  http://www.plebiscitoconstituinte.org.br/participantes

Eu já votei SIM, pela realização do Plebiscito Constituinte, exclusivo para realizar a reforma política. Muita gente já votou, como Lula, Luciana Genro, mas tem candidatos aí que não votaram, apesar de discursarem de que querem a reforma política, e de que pretendem fazer "política nova"...

Vote você também, o prazo termina amanhã. Quando você sair amanhã com a família, para dar um giro, passe num ponto de votação, só vai precisar de uma identidade, não tem fila. Existem urnas em vários pontos do Brasil, e você pode votar também pela internet, no site acima.

Não seja omisso!
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sexta-feira, 5 de setembro de 2014

O poder da arte (BBC) - Bernini

Richard Jakubaszko 
Sou fã de carteirinha dos documentários "O poder da arte", criados e produzidos pela BBC. Já postei alguns vídeos aqui no blog, sobre outros artistas, e o vídeo abaixo, sobre Bernini, um talentosíssimo escultor italiano, não é nem menos e nem mais criativo do que os anteriores, ou os futuros que sairão aqui no blog: é simplesmente genial. Há um admirável talento no texto do documentário, e na história da vida relatada de Bernini, cheia de casos de ciúmes, plágios, traições, vinganças, triângulos amorosos e teorias conspiratórias, além do talento exacerbado. Nada de novo, a vida é assim mesmo, cheia de paixões e aprendizados.
Por isso, recomendo: assistam. Vale a pena!

PS: Antes que me esqueça, o post é para dar um refresco na guerra das eleições, pois vem muita pancadaria até o fim dessa mediocridade geraldina.
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quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Voto "geraldina" é medíocre!

Richard Jakubaszko  
Medo leva a isso, mídia e elite unidos.
Tá certo o aforismo, não há nada que esteja ruim que não se possa piorar. Pois vai ficar muito mais ruim se você votar "geraldina", ou seja, Geraldo + Marina.
Em Geraldo não voto porque não fez nada por São Paulo. São Paulo andou para trás com os tucanos nesses últimos 16 anos. O Brasil cresceu muito mais do que São Paulo, e São Paulo precisa, portanto, de renovação.

Na Marina também não voto, porque há inúmeras razões e argumentos lógicos. Se não, vejamos:

1 - Marina é despreparada para a função de presidente. Ter sido senadora e mesmo ministra do Meio Ambiente, não daria um mínimo de bagagem político-econômico para ser a mandatária da nação. Se tivesse sido ministra da Fazenda ou da Casa Civil, já seria outra bagagem. Marina é o espírito do atraso, do paralisar tudo, do não desenvolver, e de "vivermos de sombra e água fresca admirando a natureza", mas até para isso, no futuro breve, vamos precisar de um "estudo de impacto ambiental"...

2 - Marina é um engodo, não conseguiu nem formar o seu partido, a Rede de Sustentabilidade, porque havia brigado com seus amigos ambientalistas no Partido Verde, para onde foi depois de brigar no PT, onde sempre militou. Ela é uma das responsáveis por essa má imagem do PT, partido que não daria diálogo aos brasileiros, junto com Luiza Helena, Plínio Salgado e tantos outros.

3 - Marina é desagregadora, da mesma forma que Serra, onde entra ela divide, gera discussão e muita briga, porque tem comportamento imperial e messiânico. Foi para o PSD de Eduardo Campos. Enquanto ele estava vivo, e até ser indicada candidata a vice, Marina provocou muita discussão e problemas. Campos segurou a peteca, porque precisava dos 20 milhões de votos que Marina teve em 2010, mas estes não vieram. Quando Campos morreu, Marina vibrou, transformou o velório num evento, com fotos, selfies, sorrisos impróprios, enfim, uma festinha. A mídia hegemônica aplaudiu o "evento".

4 - Marina distorce tudo, eis que, indicada para substituir Campos, se apoderou do PSB, e mudou a plataforma e o programa do partido, antecipando que depois das eleições, seja eleita ou não, vai montar o seu próprio partido, a temida Rede. Ou seja, faz como uma visita que chega na sua casa, depois de poucos dias muda a disposição dos móveis, em seguida muda os horários e práticas, e na semana seguinte expulsa você da sua própria casa.

5 - Marina se faz de boba: ela "não sabe" de quem é o avião Cessna que caiu com Campos, e nem quem pagava as despesas do avião (conforme denunciado por O Globo, quem "pagava" era um tal de Gavião, pobre prestador de serviços de segurança, que mora na periferia de Recife, tem uma microempresa e ganha R$ 4 mil por mês, gasta R$ 1 mil de aluguel, mas conseguia o milagre de pagar
R$ 50 mil reais por mês das despesas de um jato de US$ 7 milhões de dólares). O avião, como "não tem dono", não tem seguro, e ninguém vai indenizar as famílias de Santos que tiveram suas casas destruídas quando o avião caiu. O uso do avião é crime eleitoral se não for declarado, e pode impedir a eleição da candidata do PSB.

6 - Marina se acha uma "enviada" dos céus, pois não estava no avião por "providência divina". Ela não disse, mas passou o recado, de que Campos "era a coisa do mal que Deus tirou do caminho", raciocínio elementar de pastor evangélico para convencer os eleitores a votarem nela, porque ela é a candidata "escolhida" dos céus... Quanta arrogância!

7 - Marina se acha inteligente e preparada para fazer um governo com "uma nova política", mas nem sabe fazer um programa de governo, o qual copia de outros, sem pedir autorização. Aécio até já denunciou isso. Marina copiou itens do programa de FHC, de 1997, como "objetivos ambientais de seu futuro governo". Não trocou nem vírgulas e nem vocábulos errados que estavam no programa original, que foi parcialmente usado por FHC e depois implementado por Lula, de 2002 a 2010. Ou seja, as propostas de Marina já foram realizadas, estão em andamento, mas ela propõe de novo, porque o "texto é bonito"...

8 - Marina não conseguiu se reeleger no Acre para o Senado, mesmo tendo sido ministra do Meio Ambiente, porque criou o caos ambiental no estado, e porque
Marina insinuou que Chico era "elite"...
dividiu os políticos dos partidos onde militou. Usa hoje a imagem de Chico Mendes em proveito próprio, mas se Chico Mendes pudesse se comunicar com a gente aqui na terra chamaria essa mulher de mentirosa, aproveitadora, oportunista e enganadora. A filha de Chico Mendes botou a boca no trombone, mas a mídia partidária não está nem aí...

9 - Marina não é ambientalista, pois em seu tempo de ministério do Meio Ambiente tivemos os maiores índices de desmatamento e de queimadas na Amazônia. Os índices só caíram quando Carlos Minc assumiu o ministério depois dela. Curioso é que o marido de Marina tem meia dúzia de processos na Justiça, e outros caminhando na Procuradoria Geral da União, onde é réu por significativos ganhos ilícitos na compra e venda de madeira de origem duvidosa. E ele nunca foi madeireiro, era apenas "intermediário"... Marina nem deve saber disso, né não Marina?

10 - Marina é inconstante, volúvel, como demonstra o absurdo das decisões e contra-decisões no episódio de apoio e desapoio na causa dos LGBTs. Bastou o pastor Malafaia postar 4 twítes ameaçadores e Marina mijou pra trás. Já dá para perceber quem vai mandar na Marina se ela for eleita presidente do Brasil, mas ela diz que vai governar "com um jeito novo de fazer política"...

11 - Marina faz política das mais velhas e antigas. Já trouxe para sua equipe o economista André Lara Rezende, e que foi o cara no governo Collor, junto com Zélia Cardoso, que confiscou a sua poupança, ou a de seus pais e avós, fato que levou dezenas de pessoas ao suicídio no Brasil em 1990. Marina vem de um jeito que lembra Jânio Quadros, lembra Collor, governos que deram em porcaria, literalmente. Por isso, atenção, conheça as "parcerias" da Marina, tem Bornhausen escondido debaixo da saia dela. Tem até a indústria da energia nuclear, que fazia parte do programa dela, mas criticaram e ela retirou...

12 - Marina tem conversinha mole e mentiras embutidas nas suas promessas políticas. A pior delas é a promessa de que o Brasil terá um Banco Central independente. Ou seja, nem o ministro da Fazenda e nem a Presidência da República vão dizer o que o Banco Central terá de fazer. Ora, um Presidente da República, quando eleito, é o responsável único e final pelos acertos e erros do governo que preside. Então, quem será o responsável pelo Banco Central? Claro, Marina já nos apresentou, Neca Setúbal, a herdeira do Banco Itaú. Ou seja, Marina vai entregar a chave do cofre para o mercado, e aos banqueiros, nacionais e internacionais (porque atrás da Marina também tem George Soros, um dos três maiores especuladores internacionais, que quase quebrou a Inglaterra nos anos 1990).

13 - Com a política econômica entregue aos banqueiros você tem ideia do que será este país? É simples: juros Selic nas alturas (acima de 30%, para "reduzir inflação"), mercado financeiro especulativo reativado, juntos causam redução de investimentos, e provocam desemprego, menor consumo das classes pobres, desvalorização do real, apreciação do dólar (pelos ganhos financeiros da especulação, nunca para favorecer exportações). Pergunte a qualquer economista fora do mercado financeiro se não é isso o que estou afirmando.

Se vc acabou de mudar seu voto, minhas congratulações, vc é gente, um ser humano com chances de dar certo. Não tenha vergonha de mudar de opinião, é sinal de maturidade, porque vc pensa. 

Qual a alternativa? Pode ser qualquer uma, o 1º turno das eleições é para isso mesmo. Mas no segundo turno o voto é decisivo e definitivo, não pode haver arrependimento depois. Voto de repulsa, voto emocional, como se pretende no Brasil, é a maior merreca! Já foi feito isso, e deu em enorme porcaria!

Abaixo, veja quem vai mandar no Brasil:

Os EUA não precisam invadir o Brasil, como no mundo árabe. A elite obedece eles.
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terça-feira, 2 de setembro de 2014

A pergunta que não quer calar

Richard Jakubaszko 

Afinal, Deus é brasileiro ou é evangélico?
Quando se mistura religião, ambientalismo, dinheiro e política, já deu merda!
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segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Ebola: mais uma pandemia lucrativa?

Richard Jakubaszko 
O ebola é uma “febre hemorrágica”, doença grave transmitida por um vírus e traduz-se por um quadro febril acompanhado de hemorragias e imunodepressão grave. A taxa de mortalidade é elevada, pode atingir os 90% e atualmente não existe qualquer tratamento. A transmissão é feita pelo contato com pessoas infectadas e não por via aérea.

Um tratamento milagroso

Após ter sido hospitalizado em Atlanta, nos Estados Unidos, o médico Kent Brantly saiu do hospital após poucas semanas, como um herói, curado e rodeado de um aparato midiático impressionante.

Declarou: “Deus salvou-me a vida”. Após agradecer à equipa médica e às milhares de pessoas que em todo o mundo rezaram para a sua cura, acrescentou: “Por favor, não deixem de rezar para os povos da África Ocidental”.


Para além das rezas, Kent Brantly terá recebido, no hospital, um tratamento experimental e passado poucas horas o seu estado clínico melhorou tanto que até foi visto a perambular no seu quarto.

Este “milagre” levanta algumas dúvidas: será que este médico estava realmente infectado ou tudo não passa de um show midiático, dada a cura inesperada e tão célere?

Será mais uma epidemia mundial com contornos lucrativos por parte do lobby farmacêutico?


Chegou a vez dos morcegos

O ebola é uma zoonose (doença transmitida do animal ao homem), outrora raras estão a tornar “moda”, já tivemos as vacas, os porcos, as aves e agora se fala que inicialmente o ebola poderá ter tido origem nos morcegos frutíferos que o teriam transmitido aos macacos e aos porcos.

O lobby farmacêutico sempre à espreita…

O novo medicamento, chamado Zmapp, foi desenvolvido pela companhia de biotecnologia Mapp Biopharmaceutical Inc. de São Diego, na Califórnia. Esta empresa trabalha em colaboração com a empresa canadense de biotecnologia Defyrus.

Este medicamento terá sido descoberto durante um programa financiado pelo Instituto Nacional de Saúde e a Agência de Redução das Ameaças de Defesa, ligada ao ministério da Defesa americano e especializado na luta contra ameaças químicas ou biológicas.


A empresa canadense, Tekmira Pharmaceuticals, também tem um contrato de US$ 140 milhões com o Departamento de Defesa americano para tentar encontrar um tratamento contra o ebola, e um protótipo já se encontra em fase de ensaios clínicos desde janeiro de 2014.

No dia seguinte ao repatriamento de Kent Brantly, a cotação da Tekmira subia 33% na bolsa de Nova Iorque. No dia 9 julho deste ano, a empresa Tekmira recebeu US$ 1,5 milhão da Monsanto, teoricamente para a investigação de produtos na área da agricultura. Esse valor poderá alcançar um total de US$ 86,2 milhões em função do sucesso do projeto.

Entretanto, a empresa japonesa Toyama Chemical, diz ter homologado em março um medicamento contra a gripe, composto por três anticorpos monoclonais, chamado de favipiravir e comercializado com o nome de Avigan, que poderá tratar o ebola.


A corrida aos milhões está lançada

– A malária mata mais de 3 milhões de pessoas por ano no mundo.
– A tuberculose mata mais de 2 milhões de pessoas por ano no mundo.
– As doenças diarreicas matam mais de 2,5 milhões de pessoas por ano no mundo.
– A Aids mata mais de 3 milhões de pessoas no mundo.
– A poluição do ar mata mais de 7 milhões de pessoas por ano no mundo.
– A doenças ligadas às condições de trabalho matam mais de 2 milhões de pessoas por ano no mundo.
– A fome mata mais de 3 milhões de pessoas por ano no mundo.

– Este surto de ebola matou ao todo 2 mil pessoas no mundo.


http://nouvelles3.com/nouvelles/ebola-le-fabricant-du-serum-grimpe-en-bourse

http://conscience-du-peuple.blogspot.pt/2014/08/ebola-une-arme-de-distraction-massive.html

http://www.nowtheendbegins.com/blog/?p=24084

http://www.abovetopsecret.com/forum/thread1025019/pg1


Reproduzido do blog Limpinho&Cheiroso: http://limpinhoecheiroso.com/2014/08/28/ebola-mais-uma-pandemia-lucrativa/
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