segunda-feira, 6 de julho de 2020

Vislumbrando uma nova ciência pós Covid-19


José Carlos Parente de Oliveira *
 


“Se se levar em consideração... esses aspectos haverá uma ruptura com o passado e um despertar no presente: despertar mundial da ciência na solução de problemas reais às comunidades, principalmente as mais frágeis e desprotegidas. E o novo modo de fazer ciência unirá “carnalmente” a prevenção, a precisão, a parceria e a participação.”

Mais uma vez e de forma dramática o papel e o lugar da ciência no mundo real são colocados na ribalta e são duramente criticados e questionados, não só pela estreiteza das soluções aconselhadas nesta pandemia, mas, e principalmente, pelo pânico que elas acabaram provocando na humanidade.

Não muito distante no tempo os desastres nucleares de Three Mile Island, Chernobyl e Fukushima representaram o colapso de um crescente estado tecnológico e sofisticado que emergiu da combinação da infalibilidade arrogante da ciência e da tecnologia, da incompetência de gestões autoritárias e da minimização e encobrimento mútuos de erros e exageros dos especialistas e autoridades governamentais.

Na área da epidemiologia as falhas e os erros passados da “ciência” não foram nem poucos, nem menos significativos: pesquisadores ingleses mundialmente famosos – fortemente envolvidos com o pânico e os desastres humanos, sociais e econômicos atuais – projetaram em seus computadores e alardearam para a humanidade, nos últimos vinte anos, catástrofes que não se realizaram, a exemplo da “carnificina por modelos matemáticos” ocorrida em 2001 no Reino Unido com o abate de milhões de reses; e também nas epidemias das febres aviária (H5N1, em 2004) e suína (H1N1, em 2009). Esses mesmos pesquisadores projetaram em 2020 catástrofes apocalípticas que somente seriam evitadas se medidas draconianas de restrição à liberdade de pessoas e comunidades fossem impostas em nome da salvação de vidas. Somente a guisa de exemplo de tais projeções apocalípticas as vítimas no Ceará, São Paulo e Brasil seriam no cenário com mais restrições (uso de máscara, isolamento social e fechamento de escolas, indústria e comércio) 17.600, 92.000 e 460.000 mortes, respectivamente!

Atualmente, em diversos locais pelo mundo, as medidas restritivas impostas são questionadas no dia a dia da ciência, da política e da sociedade: as medidas mais restritivas não só se mostraram desnecessárias, como são responsabilizadas pelo aumento de mortes em outras áreas sensíveis da saúde e “esquecidas” durante a atual pandemia (mais depressão, mais suicídios, mais mortes por cânceres, milhões infectados por outros vírus).

Durante o desenrolar da pandemia a “ciência" não se mostrou tão certa e única, muito diferente daquele carismático lugar que ocupava em que erros são inconcebíveis e mesmo impossíveis. Na verdade, nós assistimos várias visões científicas concorrentes que se confrontavam quer em diferentes países quer no mesmo país. Nós também assistimos a espetáculos midiáticos de governantes nervosos, ombreados por cientistas que lhes emprestavam “segurança e sabedoria”, por ocasião de seus discursos retóricos a anunciar, “convictos e autoritários”, que as medidas “duras”, mas “necessárias” se originavam da “ciência”.

Imediatamente, surgiram debates em todo o lugar sobre a conveniência de cancelar reuniões de massa, isolar grupos de risco, fechar escolas e travar as atividades de produção de bens e subsistência. Esses debates envolveram estudiosos dos mais diversos ramos da ciência: sociólogos, psicólogos, matemáticos, físicos, comunicadores, advogados, estatísticos, entre outros. E esses debates também envolveram epidemiologistas, médicos e sociedades científicas médicas que eram contrários às medidas. Porém, esses últimos não eram ouvidos pelos tomadores de decisão!

Nos debates a ilusão de “porto seguro” que a “ciência” detinha foi desfeita pela exibição de muito desconhecimento e incertezas: não se sabia o tempo de incubação ou a taxa de infecção antes e após os sintomas; não se sabia o comportamento do vírus frente à sazonalidade ou da doença relativa aos diversos grupos populacionais; não se sabia nada sobre a ocorrência de reinfecção ou sobre a conveniência de se buscar a imunidade de grupo; não se sabia o número de reprodução ou sobre a taxa de mortalidade; não se sabia se os casos assintomáticos disseminavam o vírus ou quais as vias de exposição dominantes. Adicionalmente, não se conhecia o tipo de resposta das pessoas e comunidades às medidas restritivas ou se a capacidade industrial instalada responderia às demandas que se apresentavam.

Diante de tamanha ignorância qual a razão para a arrogância de governantes e estudiosos ao dirigir-se às populações? Diante de probabilidades simplesmente inexistentes não seriam os resultados dos modelos apenas adivinhações sofisticadas e caras? Diante de tantas incertezas por que a insensatez foi a grande guia dos operadores oficiais da ciência, ao invés da racionalidade pueril?

Mas, será que os governantes e a ciência realmente foram pegos de surpresa com a Covid-19? A resposta mais próxima da verdade é: não, a Covid-19 não foi uma surpresa total! E estendendo um pouco mais, o próximo coronavírus provocará um estrago ainda maior, caso não se mude o modo de fazer ciência.

Os especialistas em novas doenças infecciosas, NDIs, já previam o surgimento de outro coronavírus de origem animal desde o início dos anos 2010, baseando-se na bem documentada taxa de surgimento de NDIs, que é crescente nos últimos; eles também sabiam da grande e bem conhecida probabilidade de NDIs causadas por vírus de RNA (ácido ribonucleico) de cadeia única originados de animais – cerca de 70% dos eventos recentes de NDIs originaram-se em animais de vida selvagem e que os coronavírus encabeçavam listas de prováveis candidatos a provocar uma NDI: a Síndrome Respiratória Aguda Grave em 2003 e a Síndrome Respiratória do Oriente Médio em 2012 foram ambas provocadas por novos coronavírus. Adicionalmente, eles conheciam que os morcegos são as mais prováveis fontes de NDI (o que está bem documentado na literatura científica) e também que os caminhos de disseminação de infecções geralmente incluem os conhecidos "mercados úmidos", muito comuns na China e onde os animais vivos são frequentemente vendidos e abatidos no local.

Todos estes fatos, bem documentados, eram do conhecimento de pessoas que trabalhavam com NDIs, bem antes da Covid-19. A questão é que pesquisadores nas diversas áreas da ciência, e mesmo na mesma área, normalmente não conversam entre si. Muitas são as razões desses desencontros: luta por financiamento seja estatal ou privado; dificuldades no compartilhamento de equipamentos e ideias; definição de processos de interação; atendimento a processos burocráticos institucionais; definição de responsabilidades e distribuição das atividades; regras rígidas de confidencialidades; partição de direitos de propriedade; características individuais e aspectos culturais, além da conhecida “auto valoração” dos pesquisadores.

Ora, se há dificuldades entre os pesquisadores e grupos de pesquisa entre si, o que dizer da relação entre esses pesquisadores, os políticos e os tomadores de decisão quer cotidianas quer emergenciais? Entre os principais entraves na relação entre estes atores estão: entender e compartilhar os contextos políticos e institucionais que influenciam no processo de tomada de decisão em situações diversas, assim como as pressões organizacionais e burocráticas envolvidas; ser merecedor da credibilidade dos tomadores de decisão para comunicar as evidências que enfatizem as questões metodológicas e resultados da pesquisa; acreditar nos responsáveis pela condução da pesquisa e na adequada relevância da pesquisa em si; entender e aceitar a influência e legitimidade de pesquisadores e tomadores de decisão na identificação de seus papeis nas diversas áreas políticas.

Como se vê as tarefas de interação que se descortinam são particularmente dinâmicas e complexas e devem, necessariamente, desaguar em novos esquemas de pesquisa organizacional nas diversas instituições de pesquisa e em novos padrões de relacionamentos, de expectativas e de interesses dos atores sociopolíticos que constituem o alvo das aplicações das políticas baseadas em pesquisas científicas.

Em relação aos motivos e interesses dos pesquisadores em participar das interações e mediação entre a “ciência” e outros atores sociais para o uso da pesquisa em política há tensões principalmente relacionadas às seguintes questões:

i) os contextos político, econômico e social normalmente são desfavoráveis e instáveis aos pesquisadores que enfrentam intervenções na implementação da pesquisa na política;

ii) o tempo, os esforços e a escassez de recursos para a compreensão da dinâmica e dos processos políticos nacionais envolvidos na política científica. Particularmente, o comprometimento institucional oficial à continuidade da pesquisa científica é um ponto fundamental aos processos de implementação da ciência na política;

iii) a necessidade de mudanças institucionais e organizacionais nos programas de pesquisa para torná-los adequados e de qualidade, além de estratégicos, na promoção dos resultados de pesquisa;

iv) mudanças no sistema de avaliação dos corpos docente e de pesquisadores no desenvolvimento da carreira e que inibem as atividades de utilização de sua pesquisa. Os pesquisadores têm a percepção que seus esforços para produzir impacto político são subvalorizados pelas universidades ou agências de desenvolvimento e grandes corporações, que adotam colocar no comando das pesquisas pessoal não especializado; garantia do exercício da prudência, bom senso e integridade na conduta adequada dos especialistas que controlam a qualidade da pesquisa, a prevenção de acidentes e a proteção do público.

Se se levar em consideração todos esses aspectos haverá uma ruptura com o passado e um despertar no presente: despertar mundial da ciência na solução de problemas reais às comunidades, principalmente as mais frágeis e desprotegidas. E o novo modo de fazer ciência unirá “carnalmente” a prevenção, a precisão, a parceria e a participação.

Ainda há um senão neste novo fazer: a crucial e importante parceria e participação da população. As convergências e, principalmente, as divergências no novo fazer ciência não podem ser ocultadas do grande público, que detém diferentes histórias e pontos de vista, os quais são fundamentais na melhoria de testes, experimentos, parametrizações e no desenvolvimento de cenários mais realistas e contextualizados localmente.

A nova forma de fazer ciência exige transparência e democracia deliberativa efetiva. A oportunidade para mudar é agora!

Ou isso, ou um novo coronavírus chegará e promoverá estragos maiores que os atuais, com completa e total participação dos ditadores de ocasião.
Fortaleza, CE, 22/06/2/2020.

* o autor é doutor em física, professor do IFCE e da UFC (aposentado).

NOTA DO BLOGUEIRO: o professor Parente é também coautor do livro “CO2 aquecimento e mudanças climáticas: estão nos enganando?”, autoria deste blogueiro.



.

domingo, 5 de julho de 2020

Empresa destrói lavoura do MST destinada a doação de alimentos na pandemia.


Ricardo Kotscho *
Abaixo:Tratores destroem lavoura destinada a doações para famílias carentes.


Essa notícia você não vai ler em nenhum jornal nem ver na televisão. Vem de um outro Brasil, que está fora da mídia. Aconteceu na sexta-feira, nos fundões do Brasil, lá onde a vida pulsa e a solidariedade move o trabalho de trabalhadores rurais, no acampamento Valdair Roque, de Quinta do Sol, no Paraná, que plantam hortaliças para doar a famílias carentes durante a pandemia.

Logo cedo, Victor Vicari Rezende, um dos proprietários da área, que pertencente à Usina Sabarálcool, acompanhado de 14 homens, alguns encapuzados, e de dois tratores, deu a ordem para a destruição das lavouras em fase de colheita plantadas por 50 famílias do Movimento Sem Terra (MST).

No mesmo dia, a Horta Comunitária Antonio Tavares, das comunidades Terra Livre e Mãe dos Pobres, doaram 1500 quilos de alimentos orgânicos a 35 famílias da Aldeia Indígena Alto Pinhal e ao Lar dos Idosos João Paulo II, em Clevelândia.

Desde o dia 9 de março, no início da pandemia, cerca de 100 acampamentos e assentamentos do MST no Paraná já doaram 246 toneladas de alimentos, 6.400 marmitas e 600 máscaras de tecido.

São dezenas de produtos distribuídos para centenas de famílias, em 126 municípios, onde o MST está presente: grãos, tubérculos, frutas, legumes, verduras, mel, ovos, pães, bolachas, queijos, galões de leite, uma feira completa com produtos da melhor qualidade.

Essas doações não aparecem no Jornal Nacional, mas são a salvação da lavoura para moradores das periferias, índios, idosos e desassistidos do poder público em geral.

Era para eles que estavam trabalhando os agricultores do acampamento Valdair Roque numa área da Fazenda Santa Catarina, de propriedade da Usina Sabarálcool, que responde a 964 ações trabalhistas, somente na comarca de Campo Mourão, quando os tratores chegaram para destruir tudo.

Só no final da tarde, a polícia foi até a comunidade, houve uma negociação e os tratores e capangas saíram da área. Mas as famílias seguem com medo de sofrer um novo ataque.

Há uma recomendação do Ministério Público Federal ao Incra, desde 2018, para que intervenha junto a esse conjunto de ações e execuções trabalhistas e compre a área para destiná-la à reforma agrária em benefício dos trabalhadores acampados.

O advogado das famílias, Humberto Boaventura, chama a atenção para a gravidade do ataque, diante do contexto da pandemia e do aumento acelerado de óbitos e casos de Covid-19 no Paraná.

"Essa ação feita hoje, que atinge diretamente a paz social das famílias na região, também é uma afronta às medidas de combate à pandemia que está instalada em nosso estado. Há um decreto do Tribunal de Justiça do Paraná suspendendo os despejos por tempo indeterminado, enquanto durar a pandemia”.

Em maio, na inauguração da horta comunitária na comunidade de Quinta do Sol, que existe desde 2015, o coordenador do acampamento, Paulo Antonio Fagundes, reforçou o compromisso em avançar na produção para ajudar outras famílias.

"Tem muita gente desempregada e está fazendo falta a comida. Então vamos contribuir com eles, estender a mão pra que eles também tenham o alimento do dia a dia".

As famílias que seriam beneficiadas com a distribuição destes alimentos agora vão ter que esperar mais um pouco, para que nova horta seja semeada e possa ser colhida sem a ameaça dos tratores da usina.

A denúncia da destruição das lavouras foi apresentada nesta mesma sexta-feira em reunião virtual do Fórum por Direitos contra a Violência no Campo, que reúne 50 representantes de organizações da sociedade civil e do Poder Público, e será protocolada no Ministério Público Federal.

A Usina Sabarálcool não quis se manifestar.

Em tempo: agradeço à jornalista Ednubia Ghisi, competente assessora de imprensa do MST do Paraná, que me enviou as informações para esta matéria.

Vida que segue.

* o autor é jornalista, 72, paulistano e são-paulino, é jornalista desde 1964, tem duas filhas e 19 livros publicados. Já trabalhou em praticamente todos os principais veículos de mídia impressa e eletrônica. Foi Secretário de Imprensa e Divulgação da Presidência da República (2003-2004). Entre outras premiações, foi um dos cinco jornalistas brasileiros contemplados com o Troféu Especial de Direitos Humanos da ONU, em 2008, ano em que começou a publicar o blog Balaio do Kotscho, onde escreve sobre a cena política, esportes, cultura e histórias do cotidiano.

Publicado em https://noticias.uol.com.br/colunas/balaio-do-kotscho/2020/07/04/fazendeiro-destroi-lavoura-do-mst-destinada-a-doacao-de-alimentos.htm


.

sábado, 4 de julho de 2020

Alceu Valença, é ótimo ouvir Anunciação


Richard Jakubaszko  

Do genial Alceu Valença, sempre é ótimo ouvir Anunciação.

Especialmente em tempos de coronavírus.

Esse vídeo tem mais de 17 milhões de visualizações.



.

sexta-feira, 3 de julho de 2020

Alarmismo ambientalista na baixa

Luis Dufaur *
Há uma depressão palpável e crescente na “religião” catastrofista. Nesses ambientes procura-se algum slogan ‒ ou “verdade revelada” ‒ que possa servir para os mesmos efeitos que o “aquecimento global” gasto demais.

É o problema dos slogans: no início causam furor, depois saturam e viram biscoito lambido.

E a “religião” ambientalista tem muito de fanatismo: precisa logo encontrar substituto para atingir logo seu objetivo extremado.

Grande esforço intelectual desenvolve-se nestes momentos nos cenáculos da religiosidade apocalíptica e pouco veladamente socialista.

Novas fórmulas estão sendo discutidas. Outras são velhas, mas suscetíveis de manipulação. Pouco importa se a religião socialista é bem servida.

Então apareceram tentativas de atribuir o coronavírus às mudanças climáticas, mas não pegaram.

Alguns slogans que tampouco pegaram foram:

‒ “Extreme weather” (vantagem: foge da questão do “aquecimento global”; desvantagem: o que serve para tudo não serve para nada em especial)

‒ “Global climate disruption” (algo assim como “perturbação climática global”. John Holdren, quando era czar de Obama para a Ciência, inclinou-se por esta opção. É genérica como a anterior, serve para tudo, mas acrescenta o espantalho da “perturbação” e poderia fazer efeito nas pessoas menos informadas.

Até agora não foi lançada nenhuma bem “convincente”, leia-se bem enganosa.

A crise do coronavírus tornou irrelevante a preocupação pelo aquecimento global (ou qualquer outro slogan no mesmo sentido). A UE já anunciou que não fará nem proporá nada, estando muito mais preocupada pela reforma dos sistemas previdenciários estatistas falidos e que terão que enfrentar a crise do pós-Covid-19.

Dos EUA, de momento, enquanto Trump se mantiver em seus propósitos não virá revolução alguma.


Enquanto o slogan enganador não aparece, os pregadores do catastrofismo empenham-se em “faire flèche de tout bois” (utilizar qualquer meio até o menos idôneo) segundo a expressão francesa, para preencher o vazio.

Bjorn Lomborg, o professor adjunto do Copenhagen Business Scholl, é autor do best seller O Ambientalista Cético, além do “How to Spend US$50 Billion to Make the World a Better Place” disse ao The Guardian de Londres que vai lutar contra o “aquecimento climático”, e até agora não recebeu resposta.

Certa mídia deblaterou contra ele dizendo coisas como “a coletânea que ele organizou poderia chamar-se ‘O Ambientalista Midiático’”.

Eis aqui alguns parágrafos seletos traduzidos de seu best seller segundo constava na introdução e das conclusões disponíveis na página da Amazom.com:
• Seria moralmente indefensável despender enormes quantidades de dinheiro para obter pequeno efeito sobre o aquecimento global de longo prazo e o bem-estar humano, se pudermos alcançar muito mais impacto sobre o clima ‒ e deixar as gerações futuras em situação melhor ‒ com um investimento menor em soluções mais espertas.
• Deveriam os políticos prosseguir com planos para fazer promessas de cortes de carbono que, baseadas em experiência anterior, são de cumprimento improvável?
• É claro que, onde for possível fazer reduções relativamente baratas nas emissões de carbono por meio de uso mais eficiente de energia, se trata de algo perfeitamente racional. No entanto, Tol mostrou de forma contundente no capítulo 2 que mesmo um imposto de carbono global altamente eficiente, voltado para o cumprimento da meta ambiciosa de manter o aumento de temperatura abaixo de 2°C, reduziria o PIB mundial anual de maneira impressionante ‒ cerca de 12,9%, ou 40 trilhões de dólares, em 2100. O custo total seria cerca de 50 vezes o do dano evitado ao clima. E, se os políticos escolherem políticas de cotas e comercialização (cap-and-trade) menos eficientes e coordenadas, o custo pode disparar para 10 a 100 vezes adicionais.

• É uma lástima que tantos formuladores de políticas e militantes tenham se fixado no corte de carbono de curto prazo como resposta principal ao aquecimento global. É penoso ler a pesquisa neste volume e perceber que existem alternativas adequadas e eficientes.


* o autor é escritor, jornalista, conferencista de política internacional, sócio do IPCO, webmaster de diversos blogs.
Publicado em https://ecologia-clima-aquecimento.blogspot.com/2020/06/alarmismo-ambientalismo-na-baixa.html



.

quinta-feira, 2 de julho de 2020

Salvem os gafanhotos...

Richard Jakubaszko  
Alegoria dedicada à musa do aquecimento e das mudanças climáticas, Greta Thunberg, que anda reclusa nestas pandemias de gafanhotos e de coronavírus que assolam nosso planeta.



.

quarta-feira, 1 de julho de 2020

Julho, seja o que Deus quiser...

Richard Jakubaszko  
O sentido da afirmação é dúbio, propositalmente, pois tudo é imprevisível, seja a pandemia, a justiça, a economia e a política, portanto...
Meme enviado pelo atento jornalista Delfino Araújo, lá do Portal DBO.
  


    
.