sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Se é Bayer é bom

Richard Jakubaszko
Um grupo de mais de 200 jornalistas literalmente invadiu a cidade de Colônia (Köln) na Alemanha, de 7 a 11 de setembro último, a convite da Bayer CropScience, para assistir e participar da Annual Press Conference 2010 na belíssima sede mundial da empresa, na cidade vizinha de Monheim.
Juntamente com mais 8 jornalistas brasileiros participei dessa profissional e agradável viagem, ciceroneados que fomos pelo profissionalismo e simpatia de Claudia David e Fabiana Pinho. Éramos cerca de 40 jornalistas da América Latina, mas a maioria dos profissionais era da própria Europa, além de locais distantes como Ásia, Oriente Médio, África e até mesmo Austrália e Nova Zelândia.

O Prof. Dr. Dr. h.c. Friedrich Berschauer, Presidente do Conselho de Administração da Bayer CropScience desde 2004, e que se aposentará em 1º de outubro, mostrou que o Brasil está no mapa das nações mais importantes do planeta em termos de produção de alimento, fibras e biocombustíveis. O Brasil teve pelo menos cinco citações no discurso do Prof. Berschauer, seja reconhecendo o notável crescimento do país em termos de produção agrícola, seja na previsão de que o país ainda tem muito espaço para crescer em termos de importância nessa área, seja mostrando o potencial de mercado que isso representa para o uso dos competitivos produtos desenvolvidos pela empresa que dirige. Na perspectiva daquilo que a Bayer CropScience irá fazer nos próximos anos o Prof. Berschauer apontou inclusive parcerias feitas com institutos de pesquisas brasileiros, entre os quais o CTC, Centro de Tecnologia da Cana-de-açúcar.

Descobri apenas quando retornei ao Brasil, o que significam os dois títulos de doutor usados na qualificação do Prof. Berschauer, ou seja, ele é professor com licenciatura máxima, é doutor e pós-doutor, e ainda tem o título h.c., que representa um doutorado honorífico, as letras significam "honoris causa". Efetivamente, não é pouca coisa, não.

O slogan "Se é Bayer é bom", usado apenas no Brasil e alguns outros poucos países, conforme a assessoria de imprensa da Bayer CropScience Brasil, será honrado pelo futuro e breve lançamento de uma série de novos produtos pesquisados em Monheim. Considerando apenas os novos produtos para proteção de cultivos, estes têm potencial de faturamento acima de EUR 1 bilhão anualmente. Entre os novos produtos com ingredientes ativos inovadores estarão três fungicidas de uma nova geração de inibidores da cadeia respiratória de fungos: Aviator Xpro (bixafen), Luna (fluopyram) e Emesto, respectivamente Emerion (penflufen). Este será lançado no mercado em 2012 na forma de tratamento de semente, um método de proteção de cultivos considerado amigável ao meio ambiente. Outro ingrediente ativo exemplar e inovador, derivado da pesquisa da Bayer CropScience, é o novo fungicida Routine (isotianil) para controle da brusone, a doença do arroz mais importante em todo o mundo, tanto em termos agronômicos como economicamente.

As vendas da Bayer CropScience atingiram uma alta histórica de EUR 6,5 bilhões em 2009. A aquisição e depois a integração da Aventis CropScience, em 2002, fizeram da Bayer CropScience uma das empresas mais bem-sucedidas no segmento de ciências agrícolas do mundo nos anos seguintes. Pode-se afirmar que a Bayer CropScience é hoje, senão a mais inovadora, uma das mais inovadoras na área de agroquímicos.








Na foto ao lado, na mesa que presidiu a conferência para a imprensa,  aparecem, da direita para a esquerda, a futura presidente do Conselho de Administração da Bayer CropScience, Sandra E. Paterson, que é norte-americana e fazia parte do Comitê Executivo da Bayer HealthCare desde maio de 2005. Ao lado dela está o Prof. Berschauer e na sequência os demais membros do Conselho de Administração da Bayer CropScience.

A presença de Sandra Paterson como futura presidente engloba duas enormes e significativas mudanças na Bayer CropScience, pois será a primeira vez que a empresa terá um não alemão no cargo mais alto da hierarquia. Ao mesmo tempo a empresa terá, pela primeira vez, uma mulher como leader team, num grupo com forte presença e ação masculina.

O setor agrícola está enfrentando condições cada vez mais difíceis em consequência da mudança climática. Berschauer chamou a atenção para as crescentes flutuações de oferta e demanda e para o clima cada vez mais imprevisível.

De tudo, o que de mais importante ocorreu na viagem, conforme minha visão de repórter, foi ouvir o Prof. Berschauer reiterar seus apelos para a urgente necessidade de se deflagrar uma segunda revolução verde: "Não apenas pesquisas agrícolas e inovações tecnológicas, mas também aspectos relacionados à infraestrutura, ao mercado e aspectos econômicos, além de fatores políticos e sociais, devem ser interligados e coordenados. Só então o abastecimento global de alimentos e outros produtos agrícolas, por preços acessíveis e em qualidade suficientemente elevada, poderão ser salvaguardados".
Na foto aérea a sede mundial da Bayer CropScience, em Monheim, Germany.

Neste cenário a Bayer CropScience acredita que está bem posicionada, com soluções integradas para a agricultura que vão desde o plantio até a colheita. Ao mesmo tempo o Prof. Berschauer parecia falar diretamente com o Brasil e outros países que crescem com a agricultura, pois só faltou explicitar que os produtos agrícolas precisam agregar valor ao produtor rural.

Outro aspecto muito significativo que observei, entre as diversas visitas aos diversos laboratórios da Bayer CropScience, em Monheim, foi o prédio onde a empresa guarda e manipula cerca de 8,5 milhões de substâncias químicas, todas devidamente colocadas em prateleiras gigantescas, sem contato manual, tudo operado por computadores, robôs, e por apenas 16 pessoas altamente especializadas. Dessas 8,5 milhões de moléculas em testes, conforme projeções, sairão aproximadamente de 40 a 50 novos e promissores produtos da empresa para o setor agrícola nos próximos anos.

Colônia
Cidade milenar, fundada há mais de dois mil anos atrás pelo império romano, Colônia é uma agradável e atípica cidade alemã e européia. Tem uma arquitetura moderna e completamente diferente de outras cidades alemãs, pois foi completamente destruída ao final da II Grande Guerra pelo bombardeio aéreo dos aliados. Um dos poucos prédios que sobreviveram (fato ao qual se atribui sinais de milagre) foi a catedral gótica de Colônia, uma das maiores e mais antigas de toda a Europa, cuja construção iniciou-se no século 11 e foi terminada em 1890. Mostro aqui algumas fotos dessa excepcional obra de arte, inclusive de seu interior, onde se podem vislumbrar lindíssimos vitrais. Devem ser lindíssimos quando iluminados pelo sol, que estava meio pálido quando da nossa visita à Colônia.
Dividida ao meio pelo navegável e caudaloso rio Reno, Colônia é interligada por inúmeras pontes, tem comércio fortíssimo e um eficiente sistema de transporte urbano, que inclui trens e bondes, além de bicicletas, sendo que estas possuem corredores demarcados para seu tráfego nas largas calçadas. Possui cerca de 1 milhão de habitantes, e todos falam no mínimo um segundo idioma, com predominância do inglês, seja uma simples faxineira no hotel ou vendedor de loja e lanchonete. Numa das pontes que tem estação de trens, uma das curiosidades locais: a existência de uma grade ao longo da passagem de pedestres onde os cidadãos enamorados de Colônia afixam cadeados com seus nomes gravados nos mesmos, desejando e pactuando-se com união eterna. A foto transmite uma pálida ideia do que é essa mania local.

Debaixo dessa mesma ponte, como mostra a foto a seguir, encrustrada no muro de arrimo, mais de trezentos metros de homenagens ao cantor, ator, compositor e dançarino Michael Jackson, representadas por fotos, recortes de jornais e revistas, recados e mensagens escritas nos mais inusitados locais e materiais, além de velas sempre acesas.


Com parte do grupo de jornalistas convidados pela Bayer CropScience andei a pé por Colônia, desfrutando do agradável clima do final do verão europeu, com um calor bem brasileiro. Muita cerveja e vinho, comida típica, onde predomina a salsicha com salada de batatas, visita ao extraordinário Museu do Chocolate, e compras, especialmente da água de Colônia, famosíssima em todo o mundo, uma das marcas pioneiras a registrar a hoje conhecida e respeitada IG, Indicação Geográfica, que tem equivalentes europeus como champagne, cognac, presunto de parma, parmesão, vinho do Porto, bacalhau da Noruega etc.

Do grupo de jornalistas recebi fotos enviadas por Claudia David, Gerente de Comunicações da Bayer CropScience para a América Latina, e do colega Fábio Masella, jornalista chileno. Reproduzo abaixo uma foto, e a seguir um esquema numerado, com identificação dos jornalistas, dos quais não tive nem memória nem condições de lembrar o nome completo de todos e de seus países de origem. Identifiquei alguns, e solicito aos que estiverem faltando que façam comentários abaixo com nome, órgão que representam e país de origem, ou que me mandem e-mails identificando-se, para que no futuro não muito longínquo não se diga "este não sei quem é, aquele mudou de profissão, esse outro aposentou...", etc. Foi uma grata satisfação conviver com os colegas brasileiros e latino-americanos, evidentemente um grupo muito heterogêneo, mas cheio de calor humano e de muito profissionalismo. Que um dia seja possível repetir essa experiência, pois se é Bayer é bom.


Em pé:
1 - Richard Breum, Bayer CropScience, Monheim
2 - Fábio Masella, revista Mundo Agrícola, Chile
3 - Marianela Ledezma, Bayer, Costa Rica
4 -
5 - Richard Jakubaszko, revista DBO Agrotecnologia, Brasil
6 - Moacir Feldenheimer, revista TerraViva, Brasil
7 - André Luiz Rodrigues, jornal O Popular, Brasil
8 - Charles Ricardo Echer, revista Cultivar, Brasil
9 - José Luis Henriquez, El Diario de Hoy, El Salvador
10 - Carolina Gama e Silva, jornal DCI, Brasil
11 - Fabiana Pinho, Bayer CropScience, Brasil
12 - Rodrigo Neppel, jornal Folha de Londrina, Brasil
13 - Yokebec Soto, revista EKA, Costa Rica
14 - Daniel Díaz, revista Genoma, Argentina
15 - Mónica Calvo, produtor rural, Costa Rica
16 - Rosalía Servín, jornal El Financiero, México
17 - Zacarías Ramirez, El Universal, México
18 - Eréndira Espinosa, Excélsior, México
19 - Luis Carriles, Milenio Diario, México
20 - Emma Lix, periódico Siglo XXI Guatemala
21 - Julieta Sandoval, Periódico Prensa Libre, Guatemala
22 -
23 - 
Agachados:
24 - Hugo Pico, Bayer CropScience, México
25 - Carlos Fajardo - Comunicaciones Bayer Colombia
26 - Claudia David, Bayer CropScience, Brasil
27 - Paulo Brito, revista Isto É Dinheiro, Brasil
28 - Adriana Langon, jornal Zero Hora, Brasil
29 - José Rocher, jornal Gazeta do Povo, Curitiba, Brasil
30 -   
31 - Francisco González, Agrosíntesis, México
32 -
33 -  
Para ver as fotos em tamanho maior clique em cima das mesmas. Se após isso aparecer uma lupa com sinal de + clique outra vez que a imagem aumenta mais um pouco. Para retornar ao blog clique na flecha de "página anterior". As fotos dos vitrôs e cadeados possuem esse recurso.

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12 comentários:

  1. Grande Richard,

    Gostoso de ler seu relato sobre a viagem.

    Abraços e sucesso sempre!

    Charles Echer

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  2. Richard, adorei!!! Eu é que agradeço o seu carinho e espero que você tenha aproveitado!
    A sua esposa gostou do presente? Deu tudo certo com os presentes?
    bom final de semana!
    Claudia David
    Bayer CropScience
    Gerente de Comunicação Região América Latina

    Resposta do blogueiro:
    Obrigado a vc Claudia, por ter proporcionado tudo. Minha mulher gostou, sim, do presente, só tira o presente dos pés para dormir e tomar banho...

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  3. Saludos desde Sao Paulo Richard...
    abraco
    Paulo Brito

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  4. Richard
    Fiz esta mesma viagem em 2007 e foi ótimo. Na minha visita o foco era a apresentação do Programa de Mudanças Climáticas, o pessoal da Bayer Brasil era outro, mas a simpatia e profissionalismo da equipe deve ser o mesmo.
    Abs
    Rogerio Ruschel

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  5. Adri Langon, Campo/ZH17 de setembro de 2010 16:08

    Richard,tb adorei teus comentários sobre o nosso tour especialmente preparado pelas colegas da Bayer CropScience. Já estou com saudades do grupo.

    abçs,
    Adri

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  6. Mario Ernesto Humberg17 de setembro de 2010 16:46

    Oi Richard,
    interessante a sua descrição, quando estive na BASF fiz algumas dessas viagens, similares à que você fez agora.
    Abraço
    Mario Ernesto Humberg
    São Paulo

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  7. Luis Carriles, México17 de setembro de 2010 18:46

    Gracias: Buena crónica.
    Para tu foto:
    1 Richard Breum, Bayer CropScience, Monheim.
    15 Mónica Calvo, Productor Agropecuario de Costa Rica
    16 Rosalía Servín, El Financiero de México
    17 Zacarías Ramirez, El Universal de México
    18 Eréndira Espinosa, Excélsior de México
    19 Luis Carriles, Milenio Diario de México
    24 Hugo Pico, Bayer CropScience de México
    31 Francisco González, Agrosíntesis de México
    Luis Carriles
    Negocios
    Milenio Diário

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  8. Ralph Wehrle, São Paulo17 de setembro de 2010 18:58

    Nasci do lado da Bayer, em Krefeld! De Colônia a Krefeld é meia hora de bonde!
    Abs, e bom final de semana.
    Ralph Wehrle
    São Paulo

    Comentário do blogueiro: é bom saber, Ralph. A Bayer que se cuide...

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  9. Luiz Fernando Ferraz Siqueira, Dourados17 de setembro de 2010 20:36

    Caro Amigo, que boas notícias.
    Sei bem do que vc está falando, pois fiquei 20 dias na Bayer CropScience, Colônia, etc.
    Não sei do Brasil, mas que os alemães sao bons não tenho dúvida, e gostam do Brasil, não é verdade?
    Um abraço
    Luiz Fernando Ferraz Siqueira
    Usina São Fernando
    Dourados, MS

    Comentário do blogueiro: gostam, sim, Luiz Fernando. Encontrei pelo menos quatro nativos que falavam português (brasileiro) com fluência.

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  10. José Carlos de Arruda Corazza, Belo Horizonte19 de setembro de 2010 11:41

    Richard,
    pq vc não comentou as coisas engraçadas e tropeços da viagem? Tenho certeza de que, com seu espírito crítico e analítico, haveria muita coisa interessante.
    abs
    José Carlos de Arruda Corazza, Belo Horizonte

    Comentário do blogueiro:
    claro que teve José Carlos, mas isso tenho comentado com os amigos nos cafezinhos da vida.
    Por exemplo, na ida, no aeroporto de Frankfurt, ao passar pela polícia federal deles, o apito do sensor de metais tocou 3 vezes e tive que ir tirando cigarro e isqueiro do bolso, depois cinto, até que na quarta vez passei... Mas aí já estavam de olho em mim, me tiraram os sapatos e quase que até as calças...
    Na volta, depois de ter jantado, tirei uma soneca, embalado pelo vinho. Quando acordei tinha perdido os óculos. Fiquei mais de 1 hora, com a ajuda de dois tripulantes, procurando o dito cujo na parte de baixo da poltrona e entre os forros. Havia a possibilidade deles terem sido recolhidos com a bandeja do jantar, e até no lixo orgânico foram procurados, e nada... Depois, com a ajuda de 2 lanternas, foram encontrados pelo comissário, enfiados na lateral da poltrona, junto ao chão. Resumi feliz ao estupefato comissário que era a transposição da fronteira entre a persistência e a teimosia, porque mais de 1 hora de procura premiou a minha teimosia...
    abs

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  11. Lamento informar, não publico comentários de anônimos. Peço que não insistam, não percam tempo digitando comentários: caso não se identifiquem (leia acima desta caixa as instruções) não publico nenhum comentário.

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  12. Fernando Penteado Cardoso, São Paulo21 de setembro de 2010 10:56

    Parabéns Richard, por frequentar eventos de importância internacional. Beleza as referências otimistas ao Brasil produtor de alimentos. Todavia, não ficou bem claro se descobriram a fotossíntese à sombra do dossel arbóreo ou em usinas de química fina movidas a energia solar. Aí sim, poderíamos permanecer deitados eternamente em berço explêndido à sombra das florestas de clima quente e chuvoso onde se pode produzir forragem e cereais.
    Já imaginou quanto dinheiro devem gastar para aprender a fotossíntese? Deve ser uma fábula.
    É muito simples: V. desdobra a molécula da água em átomos de H+ e O2, depois pega o H+ e faz combinar com o CO2 atmosférico e tem o primeiro hidrato de carbono. Em seguida faz esse hidrato recombinar com outros átomos até chegar aos açúcares mais complexos, como a sacarose. Como fonte de energia um pouquinho de luz solar, grátis. Muito fácil, né? Só que estão querendo proibir...
    Cordial abraço
    Cardoso

    Comentário do blogueiro: é verdade, falta pouco, muito pouco, para proibirem a emissão de CO2, o alimento das plantas.

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