quarta-feira, 1 de junho de 2022

Gente, tá faltando CO2 no mercado! Agora a Nasa vem...

Richard Jakubaszko  

Inimaginável, né não? Agora tá faltando CO2 no mercado! Será que a Nasa agora vem? Olha só aí embaixo, a Afrebras denuncia, e reproduzo quase na íntegra o press release que recebi:


Indústrias de refrigerantes param produção por falta de CO²

A Afrebras – Associação dos Fabricantes de Refrigerantes do Brasil acusa fornecedora de CO² -
White Martins - de entregar a matéria prima somente para grandes empresas.

A seletividade na entrega de CO2 — um dos principais insumos na produção de refrigerante – paralisou a produção de diversas fábricas regionais de bebidas nos últimos meses. Empresas acusam a maior fornecedora de CO² da América Latina - White Martins, de selecionar clientes para a entrega da matéria prima.

As reclamações chegaram até o deputado federal do Paraná Enio Verri, que protocolou, no último dia 19 de maio, junto ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), um pedido de abertura de inquérito contra a White Martins para investigar crimes contra a ordem econômica.

A denúncia protocolada por Verri levanta ao menos três infrações previstas na Lei n. 12.529/2011 — que a White Martins ao abusar da posição dominante que detém gerou distorções na ordem econômica. Um dos documentos que constam na denúncia comprova que a White Martins forneceu sem cessar a matéria prima para a Coca-Cola, empresa líder no mercado de refrigerantes, e interrompeu o fornecimento de forma seletiva a pequenas empresas do setor.

Conforme o deputado, ao discriminar o fornecimento de CO2 para algumas empresas em detrimento de outras, a White Martins fere os interesses da coletividade, impede o público consumidor de ter acesso a uma maior diversidade de produtos no mercado, possibilita a manipulação de preços ao consumidor final e viola as garantias constitucionais da livre iniciativa e da livre concorrência. “É importante para a iniciativa privada que todas as empresas sejam tratadas de forma igualitária”, afirmou Verri.

A Associação dos Fabricantes de Refrigerantes do Brasil (Afrebras), que representa mais de 100 indústrias regionais, endossa a denúncia do deputado paranaense. De acordo com relatos de alguns empresários, o presidente da Afrebras, Fernando Rodrigues de Bairros conta que indústrias com contrato de exclusividade com a White Martins foram abandonadas pelo seu único fornecedor. “No entanto esse único fornecedor —White Martins —, não tratou todos os seus clientes de forma igual ao fornecer o CO2 somente para a Coca-Cola”, aponta Bairros.

Com a denúncia junto ao CADE, as indústrias do setor de bebidas aguardam que o órgão investigue as infrações administrativas que incorrem em possíveis crimes econômicos praticados pela White Martins.

Comentários do blogueiro:
O Ministério da Agricultura tem um programa chamado de "Agricultura Carbono Zero", será que foi esse programa que acabou com o CO2 da White Martins? Os cientistas precisam debater e discutir mais essas mentiras científicas.

O que foi que criou essa "imbecilidade científica" (imbecilidade é termo médico que qualifica um adulto que pensa como criança de 10 anos) dos técnicos do MAPA? É muito pretensioso esse programa querer fazer "Agricultura Carbono Zero", quando se sabe que a natureza (vulcões, algas, matéria orgânica em decomposição) emite 97% do CO2, enquanto que apenas 3% do CO2 da nossa atmosfera vem das atividades humanas (criação de gado ruminante, plantio de arroz irrigado, automóveis, fábricas, navios, aviões). Denuncio isso em meu livro "CO2 aquecimento e mudanças climáticas: estão nos enganando?"

Meu livro está em 3ª edição, e resolvi partir agora para a crítica ácida e humorística, até mesmo com ironia e deboche, dos técnicos e autodenominados cientistas que acreditam no aquecimento global antropogênico, ou de que as "mudanças climáticas" vão causar esse aquecimento, provocar aumento do nível dos mares, e outras imbecilidades e imprecisões científicas.


 

sábado, 28 de maio de 2022

Vaticano revela nova ‘Tábua da Lei’, não contra o pecado, mas contra a mudança climática

Luis Dufaur *

Jeffrey Sachs e Papa Francisco I apresentaram as Novas Tábuas da Lei da religião ecologista
Jeffrey Sachs e Papa Francisco I apresentaram as
Novas Tábuas da Lei da religião ecologista
 

O Vaticano apresentou os 10 Mandamentos contra a Mudança Climática: não construirás mais usinas de carvão; não prospectarás mais petróleo ou gás; não cometerás 'fracking'; paralisarás todos os novos oleodutos ou gasodutos; não desmatarás; só usarás carros elétricos; não consumirás carne (exceto insetos); não investirás em 'gases de efeito estufa'; processarás as petrolíferas e só usarás energias renováveis, segundo resumiu “Infovaticana”.

O Moisés portador das Tábuas da Nova Lei é o economista Jeffrey Sachs, autodenominado “líder global em desenvolvimento sustentável”.

Ele desceu do novo Sinai onde se reuniu a nova deidade reveladora: a Conferência Internacional sobre Mudança Climática, Saúde do Planeta e Futuro da Humanidade', no topo do Monte Vaticano sob os auspícios da Pontifícia Academia de Ciências, presidida pelo arcebispo Marcelo Sánchez Sorondo.

O fiel católico achou durante dois milênios que o 'futuro da humanidade' é, em última análise, o Céu ou o Inferno por toda a eternidade, e que o planeta, vai a desaparecer no Fim do Mundo.

Se julgamos pela nova religião verde tudo teria sido errado, e o Espírito Santo que inspirou as Escrituras errou feio.

Agora se deve pensar na vida eterna do planeta, ou quase tanto.

É aterrorizante ver a liderança eclesial aplaudindo um 'programa' que exige uma brutal tirania e uma redução sem precedentes da liberdade dos Filhos de Deus que a Igreja deve libertar da tirania do mundo, comentou “Infovaticana”.

Para maior contradição, o planeta está na melhor condição alimentar de sua história.

A Nova Lei se baseia numa teoria desesperadamente nebulosa.

Extremistas ambientalistas manifestam-se contra usinas nucleares

Se a famosa 'mudança climática' existe não é como diz a casta sacerdotal verde dos cientistas da ONU: as ilhas não desaparecem, não há fomes devastadoras, as calotas polares não derretem e os ursos brancos se multiplicam com excelente saúde.

Nem mesmo se sabe se a atividade humana é a causa das mudanças existentes no planeta, até nas formas extremas, muito antes de o homem aparecer.

Então, os sacrifícios extremos propostos pelos organismos internacionais bem que poderiam ser inúteis e a Nova Lei não viria ao caso.

O controle requereria apertos ditatoriais de tipo putinista para mudar os hábitos de toda a humanidade mergulhando-a numa escravidão devastadora.

O entusiasmo da hierarquia católica e sua perfeita adaptação ao que buscam os grandes deste mundo faz desconfiar.

As admoestações dos Evangelhos sobre o conflito dos discípulos de Cristo com os do mundo são avassaladoras: “Se o mundo te odeia, saiba que ele me odiou primeiro” é apenas uma das muitas.

Isso indica uma oposição essencial entre Cristo e o mundo.

Pela Nova Lei se trata da Igreja se submeter ao discurso do século, numa matéria em que a Igreja deve ficar cautelosamente fora.

A Nova Lei teria algum sentido se se fundasse em fatos inegáveis e bons; se o diagnóstico fosse preciso e indubitável, o governo mundial e a brutal cerceamento das liberdades individuais indispensável.

Mas é desconcertante que uma instituição cuja prioridade é a salvação das almas dedique tanta energia, tempo e, no caso do Papa, veemência, em assuntos perecíveis sobre os quais ele não é especialista e dos quais não se espera que tenha mais conhecimento do que o homem comum.

A humanidade enfrenta a terrível crise do abandono de Cristo, a apostasia maciça, especialmente no Ocidente cristão, enquanto testemunhamos escândalos maciços que aceleram a descristianização dentro da própria Cúria vaticana.

Que Roma alerte sobre o meio ambiente e silencie sobre o que diz respeito à salvação das almas é, no mínimo, profundamente preocupante, exceção feita no inferno.

* Escritor, jornalista, conferencista de política internacional, sócio do IPCO, webmaster de diversos blogs.
Publicado original em https://ecologia-clima-aquecimento.blogspot.com/2022/04/vaticano-revela-nova-tabua-da-lei-nao.html

 

 

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terça-feira, 24 de maio de 2022

Marcelo Queiroga, ministro da Saúde sem noção de nada...

Richard Jakubaszko     
Sendo o 4º ministro da Saúde do (des)governo de Jair Bolsonaro, o indigitado esteve na reunião da OMS - Organização Mundial da Saúde, em Genebra, ontem, 23 de maio. Pra variar, só falou bobagem, contou mentiras e omitiu verdades.

Marcelo Queiroga, comemorou (???) os resultados da política de combate à pandemia e disse que uma das prioridades do (des)governo do presidente Bolsonaro (PL) foi lutar contra a corrupção no seu setor. As declarações aconteceram durante a Assembleia Mundial da Saúde. Ou seja, o sem noção do ministro foi fazer campanha política pra Bolsonaro numa assembleia da ONU...

Tedros Adhanom, diretor-geral da OMS (Organização Mundial da Saúde) revelou que a crise da pandemia de covid-19 “está longe de terminar”. Queiroga, porém, não fez nenhuma referencia às mensagens passadas pela organização.

O Brasil é o segundo país com o maior número de mortes do mundo desde o começo da pandemia - quase 670 mil vítimas, e perde apenas para os EUA.

O ministro da Saúde foi até a reunião da OMS para tentar desfazer a imagem de representar um governo negacionista.

Para o leitor do blog ter uma pequena ideia das barbaridades cometidas por Queiroga na Assembleia da ONU:

Brasil: 670 mil mortes no total de 30,8 milhões de contaminados
Índia: 524 mil mortes no total de 43,1 milhões de contaminados
França: 148 mil mortes no total de 29,4 milhões de contaminados
Itália: 166 mil mortes no total de 17,2 milhões de contaminados

Percebe o leitor a proporção de contaminados e números de mortes? Com o (des)governo Bolsonaro somos recordistas mundiais do descaso! Somos campeões da corrupção, campeões de incompetência. Até mesmo na Índia, com uma população de 1,3 bilhão de pessoas, tiveram muito menos mortes do que no Brasil, apesar de terem 40% de gente contaminada a mais! A comparação de França com o Brasil é uma vergonha, para quase o mesmo número de contaminados, tivemos 4,5 vezes mais mortes! 

O pior cego é aquele que não quer ver.

Brasileiros: a covid-9 é uma avant premiére do que vai acontecer no Brasil se a varíola dos macacos chegar por aqui...


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sábado, 21 de maio de 2022

Blog segue no rumo de 4 milhões de visitas

Richard Jakubaszko  
Jamais poderia imaginar, há 15 anos, que atingiria 3,456 milhões de visitantes aqui no blog, como atingido hoje, neste número bonito sequencial de 3456789, e que em breve será de 4 milhões de clicks, provavelmente a ser comemorado no próximo ano.

 

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quinta-feira, 19 de maio de 2022

Saiu a 3ª edição do livro CO2 aquecimento e mudanças climáticas: estão nos enganando?

Richard Jakubaszko 

Sem pompa e circunstância, e nem fogos de artifício, saiu de gráfica neste mês de maio a 3ª edição do livro "CO2 aquecimento e mudanças climáticas: estão nos enganando?". Por si só isso já é uma alegria, considerando que um livro ser publicado no Brasil já é algo extraordinário, e mais ainda quando o mesmo tenha uma 2ª edição, imagine então chegar à 3ª edição.

Há muito a ser conquistado, entretanto. A proposta inicial na primeira edição (de 2015) foi a de provocar um debate nacional entre cientistas. Isso não aconteceu, mas provocou um certo ti-ti-ti entre muita gente, dentro e fora dos meios científicos.

Em 2019 a 2ª edição foi ampliada e revisada, e provocou alguns debates, restritos a certos segmentos, mas ainda insuficientes para despertar interesse da grande mídia. Mas já havia a presença forte da Amazon.com na venda online do exemplar físico e impresso do livro. Mais de uma centena de leitores do livro atribuíram notas de 4 e 5 estrelas ao conteúdo do livro, que anda com 4,7 estrelas na média de avaliação, dentro de um máximo de 5, fato extraordinário, considerando o lado polêmico do livro de apontar a questão do aquecimento como "a maior mentira do século XXI". Agora saiu a 3ª edição, com 410 páginas (a 1ª edição teve 288 pg, a segunda chegou a 380 pg). Alguns capítulos foram repetidos, mas quase todos foram atualizados, alguns foram deixados de lado, e novos foram acrescentados.

Assim, o professor e Dr Luiz Carlos Baldicero Molion atualizou alguns capítulos, e manteve a hipótese de apontar causas do El Niño e La Niña como causadores de secas e enchentes. E ainda escreveu um novo capítulo onde prevê invernos muito mais frios nos próximos 15 anos, nos dois hemisférios do planeta, o Sul e o Norte.

O biólogo Jamil Soni Neto, jovem observador da biodiversidade, recorre a teorias e hipóteses de grandes monstros internacionais da biologia para afirmar que as previsões aterrorizantes dos ambientalistas de reduções drásticas da biodiversidade não é assunto sério ou que preocupe aos cientistas da biologia. Ou seja, a mudança na biodiversidade está fora de perigo, afirma ele.

Outro técnico novo que comparece no livro é o experiente engenheiro agrônomo e pecuarista Eduardo Penteado Cardoso, que escreveu o bem humorado capítulo intitulado "e o boi está virando bode", para explicar e comprovar que a acusação contra o boi, da emissão de metano, é muito mal engendrada, se é que o leitor me entende.

Tenho vários novos capítulos na 3ª edição, sendo o principal deles a denúncia contra o grupo que é o maior financiador da mentira do aquecimento, responsável pelo assassinato de reputação do CO2, e que são os construtores de usinas nucleares. No capítulo "Fukushima (e Chernobyl), a maior imbecilidade humana de todos os tempos" mostro as terríveis consequências, com fotos, dos dois conhecidos acidentes que tiveram vazamentos de radioatividade.

O livro ainda tem muitas outras novidades, como o posfácio do amigo Roberto Rodrigues, engenheiro agrônomo e professor aposentado da UNESP, ex-ministro da agricultura no primeiro governo de Lula, e que, como acadêmico, sugere um debate entre os cientistas sobre a proposta do livro. A necessidade é debater o assunto, pois hoje em dia há muito mais censura prévia do que debate. O patrulhamento exercido nas redes sociais e na mídia em geral, é o de calar os céticos como eu e muitos cientistas, acusados que somos de sermos negacionistas, como se a gente negasse a eficiência das vacinas, ou porque eles acham que consideramos que a terra é plana, o que são acusações infantis de gente que não conhece ciência. Tenho afirmado, com toda a convicção, que "onde todos pensam igual, é porque ninguém está pensando" (Walter Lippmann), então, está na hora de fazermos um debate a sério, colocando um basta nas ameaças de que o fim do mundo está próximo, ou de que resta pouco tempo para salvarmos o planeta e a humanidade, pois é a última oportunidade.

Qual é o cientista que se mostra com coragem de debater esse assunto para esclarecer a sociedade, e reduzir o estresse da nossa juventude, que hoje em dia perdeu a esperança em tudo? Poucos cientistas, mas são desqualificados, desacreditados e difamados, pela mídia e pelos ambientalistas, os donos da verdade no mundo contemporâneo. Ninguém acredita em mais nada. Hannah Arendt escreveu que "Vivemos tempos sombrios, onde as piores pessoas perderam o medo e as melhores perderam a esperança. Em nome de interesses pessoais, muitos abdicam do pensamento crítico, engolem abusos e sorriem para quem desprezam. Abdicar de pensar também é crime. Além de ser omissão.

Para os interessados em adquirir e ler o livro, enviem mensagem ao e-mail co2clima@gmail.com que informaremos procedimentos para depósito de compra do livro e recebimento de exemplar autografado pelo autor. O livro custa R$ 50,00 incluso as despesas de postagem para qualquer ponto do Brasil.


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terça-feira, 17 de maio de 2022

O Agronegócio brasileiro no mundo

Richard Jakubaszko  
Recebi do amigo Eduardo Daher, diretor-executivo da ABAG - Associação Brasileira do Agronegócio, o gráfico abaixo, cuja leitura demonstra a importância do Brasil na produção de alimentos no mundo. É importante ressaltar que a fome continua sendo um dos 4 Cavaleiros do Apocalipse.

Os quatro cavaleiros do apocalipse são, respectivamente, peste, guerra, fome e morte, que, para os cristãos, irão acontecer antes do fim de todas as coisas, na visão do apóstolo João.  




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segunda-feira, 16 de maio de 2022

Bolsonaro tem flagrante em foto que prova ato libidinoso

Richard Jakubaszko     
A web não perdoa as patacoadas de Bolsonaro. Nesta mais recente ele almoça grama enquanto finge fazer flexões para se exibir na Polícia Federal.... Eita cavalgadura...

Na verdade, cavalgaduras são os brasileiros que vão votar em Bolsonaro nas próximas eleições. O Brasil tá numa merda colossal, mas esses eleitores acham que ainda tem espaço pra piorar mais um pouquinho...


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quinta-feira, 12 de maio de 2022

Etnia dos russos e ucranianos

Daniel Strutenskey de Macedo

Não há diferença entre russos e ucranianos. Eles têm a mesma origem étnica, os mesmos costumes, a mesma religião e a mesma língua. Também nunca existiu uma língua ucraniana, mas russa com pequenas diferenças de sotaques nas diferentes regiões da Rússia.

Os jornalistas falam em etnia e língua e com isto produzem opiniões erradas, falsas, sobre a identidade dos russos e dos ucranianos. Até os jornalistas que apoiam os russos falam de etnia e com isto mostram que pouco ou quase nada sabem, de fato, sobre a cultura russa e ucraniana. Menos ainda sobre as disputas comerciais que foram sempre o motivo de divergências e conflitos entre russos vermelhos (de Moscou), russos brancos (Bielorússia) e russos ucranianos (da região da Ucrânia).

A diferença não é étnica, mas de cidadania. Os russos, antes e ainda no século dezoito e dezenove, invadiram outras regiões não russas para expandir seu domínio, sua economia e seu comércio, a exemplo do Cazaquistão, da Geórgia e outras tantas regiões da Ásia. Nesta época todos os russos estavam sob o mesmo governo, tanto os russos brancos, como os russos vermelhos e os russos ucranianos. Numa região ocupada, a administração central era russa, bem como o comando das tropas militares, do judiciário e da polícia. Se o russo tivesse um filho no outro país, ele teria a nacionalidade daquele país e isto, no futuro, teria implicações, pois a nacionalidade é fator de união e força política. Por esta razão, de domínio político, econômico e militar, todos os filhos de pai ou mãe russa passaram a ter cidadania russa, mesmo tendo nascido em outro país e tendo um dos genitores de outra nacionalidade.

No caso dos países europeus, foi diferente, pois a Rússia não invadiu, mas foi invadida por vários países europeus ao longo de muitos séculos. Ela reagiu às invasões e onde ela ganhou a guerra passou a dominar o país para explorá-lo econômica e comercialmente. É para isto que um país invade outro, para explorá-lo.

A Suécia invadiu a região russa várias vezes. Inclusive tomou a capital russa que na época era Kiev (berço onde nasceu a Rússia e fundada pelo Rei Russ, daí o nome de russos para o povo). A Lituânia também invadiu a Rússia e tomou uma parte da Pequena Rússia. Era assim que a atual Ucrânia era conhecida, por Pequena Rússia. Esta região russa foi partida, cortada e por isto passou a ser chamada de Ucraína, pois ucrai é o verbo cortar, partir. A Lituânia conseguiu dominar toda a parte ocidental da Ucrânia atual, lado esquerdo (ocidental) o Rio Dnipro, rio que corta a região de norte a sul e desagua no mar Negro. Ela também tomou a Polônia e depois passou o controle da região tomada para a Polônia, que anexou a parte ocidental da Ucrânia à Polônia e obrigou os russos a falarem polonês em público e ensinou polonês em todas as escolas. Substituiu todos os professores russos das faculdades por professores poloneses. Enfim, tomou conta da região ocidental da Ucrânia. A outra parte, a parte leste continuou russa. Esta situação permaneceu até a Segunda Guerra, quando a Rússia venceu a Alemanha e retomou a região que estava sob domínio da Polônia. É preciso esclarecer que a Polônia pertencia ao império Austríaco, o qual controlava econômica e militarmente outros países do leste europeu, inclusive a antiga Iugoslávia, agora dividida em Sérvia, Bósnia, Eslovênia, Macedônia. É também preciso esclarecer que a Áustria é germânica e ficou ao lado da Alemanha nazista na Guerra. É preciso esclarecer que os ucranianos que moravam na região ocidental foram obrigados a servir nas forças armadas controladas pelos austríacos e alemães. É preciso ainda esclarecer que os alemães prometeram a independência aos ucranianos se eles ajudassem a Alemanha a entrar na Rússia para dominá-la. E os ucranianos do ocidente não tiveram como recusar. O pai do meu avô foi recrutado pelos poloneses e austríacos na Primeira Guerra, num mutirão, sem qualquer convocação ou aviso, ele foi retirado da família e enviado para frente de combate. Seu filho, meu avô, foi saber onde o pai tinha sido enviado e acabou recrutado com apenas 16 anos de idade, enviado ao front e preso pelas forças italianas.

Eu aprendi a falar ucraniano com meus avós, minha mãe e tios e tias. A falar e a escrever. Meu pai é brasileiro e aprendi português porque nasci aqui. Quando fui aprender o russo numa escola russa vi que o russo é igual ao ucraniano que eu aprendi com meus avós, com pequenas diferenças de sotaques e algumas palavras polonesas, pois meus avós estavam na Ucrânia dominada pela Polônia. Sempre acompanhei a TV ucraniana e a Russa e elas falavam a mesma língua. Por isto é muito estranho que se diga que exista uma língua ucraniana.

A verdade é que a 160 anos atrás houve uma tentativa de independência de Kiev da Rússia e um poeta chamado Tarás Tcheuchenko inventou uma língua ucraniana utilizando o sotaque dos russos que viviam nas regiões campesinas, mas que tem os mesmos verbos, os mesmos adjetivos e os mesmos substantivos. Difere apenas em algumas palavras. Nas regiões dominadas pelas grandes cidades como Kiev e Moscow a letra “o” é pronunciada como “a” se o acento não for no “o”. Se o acento tônico for no “o” então continua “o”. Exemplo: Vodá é água, mas numa região é vodá e em outra é vada com a, mas se escreve com “o”.

O poeta foi preso e assassinado. Além de ele inventar a língua com o propósito de estabelecer uma outra identidade linguística, ele também trouxe de volta a história dos cossacos que num passado muito antigo tinham conquistado o poder na região da Ucrânia. Isto ainda na idade média. Os cossacos eram uma mistura de povos turcos vindos da Ásia e que se estabeleceram em algumas regiões russas e foram absorvidos pela cultura eslava. Eram livres e guerreiros, intrépidos, e isto serviu para que o poeta os transformasse em valentes heróis guerreiros que lutavam pela liberdade. Uma fantasia, é claro, mas que serviu para adornar o sentimento pátrio dos russos ucranianos que queriam a independência. Os russos também se utilizam destes símbolos guerreiros dos cossacos em suas hostes militares. Os cossacos foram contratados pelos Tzares para invadir outras regiões. Na época da Revolução Bolchevista eles ainda faziam parte da guarda do Tzar, mas durante a guerra civil eles se bandearam para o lado comunista.

Os ucranianos atuais, nacionalistas, consideram os valores cossacos para incentivar seus soldados e sua população a lutar pela independência.

É preciso compreender que os ucranianos, os bielo-russos e os moscovitas são o mesmo povo, têm a mesma origem étnica e linguística, a mesma religião, os mesmos costumes. Existem variações regionais, mas elas não configuram nacionalidades diferentes. A disputa é, portanto, de caráter político em função de disputas comerciais e econômicas das elites das referidas regiões. Minha compreensão é de que a região da Ucrânia tem o direito de lutar pela sua independência, mas errou ao atacar os cidadãos russos e as regiões separatistas russas. Os russos têm o direito de se defenderem, mas erraram em invadir a Ucrânia. As duas elites políticas e que disputam poder comercial e econômico não pensaram em seus povos, não foram flexíveis politicamente para negociarem e chegarem a um acordo. Os russos porque são uma potência militar. Os ucranianos porque tiveram o apoio de outra potência, os EUA, e de vários países da Europa.

Os europeus erraram e continuam agindo de maneira torpe ao incentivar os ucranianos a lutarem. Deveriam ter auxiliado os ucranianos a negociar e não a se armar para lutar uma guerra que não poderão vencer.

Os EUA estão ainda mais errados. Querem manter um poder mundial e para isto tentam restringir o poder russo e de outros países. Já ameaçaram apoiar regiões chinesas contra o governo de Pequim. Já ameaçaram a China com sanções.

Os povos estão sendo manipulados pelas elites econômicas e militares. Os jornalistas que não conhecem a História nem os países em conflito se colocam emocionalmente de um lado ou de outro sem conhecimento de causa. No caso do jornalismo brasileiro é uma vergonha, pois apenas repetem o que os americanos e os europeus dizem.

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domingo, 8 de maio de 2022

Esculturas movidas pelo vento

Richard Jakubaszko      
Absolutamente genial: as esculturas "criam vida" pela movimentação do vento. Vídeos enviados pelo meu amigo Odo Primavesi, de São Carlos - SP.


 

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sexta-feira, 6 de maio de 2022

Entrevista sobre o CO2 e do livro "CO2 aquecimento e mudanças climáticas: estão nos enganando?"

Richard Jakubaszko
Fui entrevistado pelo jornalista Rodrigo Capella durante a Agrishow, e reproduzo abaixo a conversa sobre o CO2 e a 3ª edição do meu livro "CO2 aquecimento e mudanças climáticas: estão nos enganando? A terceira edição saiu na primeira semana de maio 2022, com 410 pg.

Quem desejar adquirir o livro envie e-mail para co2clima@gmail.com que daremos instruções de como fazer o depósito e você recebe o seu exemplar em casa, autografado pelo autor. O preço é R$ 50,00 incluso a taxa postal.

Importante: o livro não está à venda em livrarias.

sábado, 30 de abril de 2022

Agrishow e o novo normal

Richard Jakubaszko 
Depois de 2 anos sem ser realizada, a maior feira do agronegócio voltou a despontar. Os encontros e reencontros dos amigos, parceiros e conhecidos de longa data, e não foram poucos, mostraram-se emocionantes. Muita gente, depois dessa pandemia (que ainda não acabou...), retornou ao nosso convívio gregário com algo a mais, mais amigo, mais gente, como um ser humano mais lapidado e mais fraterno. São pessoas que deixam a vida da gente mais leve.

Outros retornaram mais hipócritas e imbecis, mais ambiciosos e mais vaidosos do que nunca, exacerbando as diferenças. A beleza e o encantamento do convívio humano, para aqueles que a sentem, foi inesquecível. Aos que já eram pessoas avinagradas a pandemia parece ter acelerado esse processo. Alguns lances e episódios mostro aqui nesse rápido descritivo, evitando ao máximo revelar os autores, porém denunciando alguns feitos episódicos que comprovam a natureza humana de ser também um predador de sua própria espécie.

De uma forma geral a Agrishow foi a mesma de sempre. Tudo é superlativo nessa feira, palco de exibição de muita tecnologia para a agricultura.

Excetuando os grandes expositores, as empresas maiores fabricantes de tratores, porque difícil a gente falar com os diretores responsáveis, todos os amigos que contatei reclamaram das condições impostas pela Agrishow aos expositores e aos visitantes. Condições que são melhores em outras feiras, mais bem estruturadas, como o Show Coopavel ou a Cotrijal.

Ora, na Agrishow tem muita gente, mais de 35 mil pessoas por dia, que é um público de clássico de futebol, e isso traz encrenca de tudo o que é jeito, a começar pelo acesso por automóvel, seja no início do dia, desde antes das 8 da manhã ou no fim do dia depois das 18 horas. Entrar ou sair da feira é um enorme pesadelo. Os que deveriam ajudar o fluxo do tráfego parecem receber ordens para complicar ainda mais o visitante da feira, seja expositor ou visitante. Houve muitos casos de gente que ficou mais de 3 horas em filas de carros à procura de uma vaga para estacionar. Debaixo de um sol escaldante... Para sair do parque, eu mesmo, depois de um dia cansativo, por volta de 19:00 horas, demorei mais de duas horas para ter a sorte de entrar na rodovia, num trânsito que na feira era afunilado, parece que propositalmente. Na segunda, em dia de visita do presidente Bolsonaro, o caos foi perfeito, provocado pela segurança. Cheguei de São Paulo na feira menos de 9h00, mas só consegui entrar no parque 11h40. Bolsonaro entrou a cavalo na feira, e provocou tumultos de toda ordem, evidentemente, porque pensa de forma urbana, e acredita que aquilo lá é um imenso rodeio de peões.

A queixa acima foi observada e vi relatos mil comprovando que os administradores da Agrishow (a Informa) não estavam num bom ano, ou, o mais provável, contrataram gente com pouca prática pra gerenciar um evento daquela magnitude. Se a gente diagnostica mal um problema, qualquer solução será paliativa e pode até piorar o problema.

O trânsito a pé na feira é perverso, pois apenas a avenida central é asfaltada, e a praça central é coberta com blocos de concreto, cerca de uns 500 m2, as demais ruas (95% da feira) são de terra com brita. A caminhada na brita é penosa, cansativa, até mesmo perigosa. Destruí, este ano, literalmente, um par de sapatos e uma botina, ambos ainda de pouco uso, por conta do piso. A poeira chega a ficar sem importância no final do dia, ou mesmo o calor e a baixa umidade da atmosfera, típicos da época em Ribeirão Preto. A brita esgota os visitantes.

Outra reclamação, bastante antiga, foram os banheiros, sempre cheios, e cujas equipes de limpeza parecem ser incapazes de manter os locais sempre limpos. É muita gente, isso é verdade, mas a administração parece ignorar as reclamações dos expositores quanto a isso. E pior, o incompetente ou pouca prática que estava mandando este ano, mandava fechar os banheiros a partir de 19h00, provocando um fenômeno de descartes de urina a céu aberto na Agrishow, de gente que ficava nos estandes tomando uma cervejinha e conversando, esperando o trânsito amainar e quando queria ir ao banheiro não tinha nada aberto. Na emergência os apertados faziam xixi em qualquer grama por perto, deixando por conta do sol quente do dia seguinte ferver os líquidos indevidos e disseminando esses odores aos nossos narizes. 

Queixas contra os organizadores da Agrishow sempre existiram. Que era uma feira muito mais cara que as outras, que os hotéis e restaurantes exploravam com preços até 10 ou 20 vezes maiores, além da arrogância típica daqueles que possuem o monopólio de algum mercado ou segmento. Críticas de que os expositores não podiam, por exemplo, usar um guindaste próprio dentro do espaço da feira, porque devem usar - e pagar - por um guindaste de alguém de dentro da feira, e um serviço desses de R$ 200,00 reais ou 300,00 num mercado normal, dentro da feira saia sempre por R$ 2.000,00 ou mais, deixando raiva e indignação em quem era obrigado a pagar por isso. Muitas outras queixas sempre existiram pelo excesso de burocracia, altíssimo volume de normas - só se pode entrar na feira, no período de montagem, equipado com botas, capacete e óculos especiais -, e que este ano incentivou aos "fiscais" da feira a ameaçarem e cobrarem multas de alguns expositores que "transgrediam" essas normas e regras. Há queixas mais graves, de que alguns funcionários causavam dificuldades propositalmente, durante o período de montagem da feira, para depois aparecer com uma solução, um dia depois, desde que o expositor pagasse 2, ou 5 mil, conforme o caso. Os relatos de alguns expositores indicavam cobranças até maiores de 8, 10 mil reais, ou mais. A coisa, ou exploração, como queira o leitor, tinha até nota fiscal para oficializar o achaque, em forma de prestação de serviços. Como é prática, ao que parece generalizada, pode ser que algumas empresas expositoras tenham essas notas fiscais para mostrar à empresa organizadora a pilantragem que andam fazendo.

A maior queixa, entretanto, foi generalizada, e concentrou-se no wi-fi, porque só aqueles que pagaram muito caro tinham internet na feira. Como cliente fui reclamar no estande da Vivo, também uma das expositoras da feira, e eles também reclamaram que o wi-fi deles era insuficiente para as necessidades deles. Compraram mais de 500 megabytes por segundo e recebiam menos de 30, ou nem isso em alguns momentos.

A questão do sinal fraco, apontavam todos os analistas, seria para uma decisão administrativa equivocada dos organizadores da feira, que optaram por conceder exclusividade de mercado dentro da feira a um único provedor. Este cobrava o que queria, e conforma a cara do freguês. Tive relatos de gente que estava pagando 32 mil, mas a pedida original tinha sido de 55 mil reais, por apenas 5 dias de uso; típico caso de exploração de um fornecedor exclusivo. Ou seja, se alguém descobre um grupo de 200 pessoas com sede no meio de um deserto, o copinho de água mineral geladinha pode custar uns 5 mil reais, quem sabe 20 mil se o cliente tiver cara de rico. Com certeza alguns seres humanos são predadores de outros, e na Agrishow 2022 isso não foi diferente na questão da internet.

Foram generalizadas as queixas, e críticas. Teve empresa expositora de pequeno porte que sujeitou-se a pagar 5 mil reais pelos 5 dias para ter internet para uso exclusivo de 5 pessoas, diretores e gerentes. Dá para entender que a região é de baixa demanda (é área rural) de uso de internet nos demais 360 dias do ano, o que não incentiva nenhuma empresa a investir lá apenas para o período da Agrishow, o que torna a encrenca mais difícil de resolver. Isso deve piorar com a chegada da internet 5G, porque as antenas do 5G possuem envio de sinal com menor distância do que a do 4G. Me parece, entretanto, que conceder o privilégio de exclusividade a apenas um fornecedor incentiva a prática da exploração. O que se observou na prática é que alguns expositores mais espertos conseguiram pagar "preços até que razoáveis" de 10 ou 12 mil reais por 5 dias, enquanto que outros pagaram o dobro ou o triplo disso, mas o provedor não conseguiu entregar a todos o que tinha vendido. Com isso, ninguém tinha internet, e, sem celular, a alegria da vida, dos encontros e negócios fechados, chegou a entrar em colapso em alguns momentos. Conforme a Vivo, mediram picos de 1.200 acessos por segundo, e o sistema - parece que ainda provisório, depois de 27 anos - tem capacidade máxima para um pico de 200 / 300 acessos.

Venderam a mãe, bem caro, e não entregaram, o que provocou mais irritação ainda dos expositores, que se sentiram explorados. Conversei em público - mais de 5 pessoas ao redor - com um dos altos dirigentes da feira. Apresentei as queixas de forma resumida, especialmente a de custos, internet, e ele me disse que só via um grupo de pequenos / médios empresários descontentes e críticos, e que as empresas de tratores e outras grandes até concordavam que alguns preços estavam caros, mas não iriam abandonar o barco por causa disso, porque entendiam as dificuldade do gigantismo e das distâncias da feira. Afora isso, me informou ele que há uma fila de 200 empresários esperando para entrar na Agrishow. Fechou a conversa esclarecendo que os incomodados é que se mudam. Não contestei publicamente meu interlocutor, até porque é um amigo, mas acho que mentiram para ele, a Agrishow 2022 tinha alguns espaços nobres vazios na feira, um deles até mesmo na avenida principal, e mais ainda, alguns amplos espaços nas avenidas G e H. A não ser que esses 200 ansiosos expositores candidatos queiram espaços ainda melhores.

Fiquei pensando com os meus botões que essa é a resposta de quem não quer resolver os problemas. Argumenta que o problema não existe. Minimiza, sem nenhuma empatia, o problema dos outros. É um sintoma também do "novo normal". no pós pandemia. O processo de liderança, no caso de omissão, permite as distorções e barbaridades que acontecem na feira, tornando a questão muito desagradável.

 

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sexta-feira, 22 de abril de 2022

A 3ª edição do livro “CO2 aquecimento e mudanças climáticas: estão nos enganando?” segue mudando opiniões.

Richard Jakubaszko

Com 410 páginas o livro continua a provocar debates sobre a maior mentira do século XXI, o propalado aquecimento que nos ameaçam pelas mudanças climáticas. Os seguidores do IPCC – Intergovernmental Panel Climatic Changes agora nos informam da urgência de zerar as emissões de CO2 para permitir uma elevação de no máximo 1,5ºC na média do aquecimento sob pena de o planeta derreter.

Ora, quantas mentiras estão embutidas nas afirmações acima, repetidas por quase todos os repórteres quando fazem qualquer reportagem sobre os problemas causados pela mais recente chuva tropical? Um desabamento de terras em morro com mau uso do solo, ou um alagamento de água em áreas de baixadas provoca escandalosas manchetes, anunciando o início do fim do mundo.

São as seguintes:
1 – aumento de 1,5ºC ou 2ºC na temperatura média não significam nada, pois temperatura média não provoca nenhum problema. Nesta época do ano a temperatura de São Paulo, capital, amanhece com 19ºC e chega no período da tarde a mais de 30ºC, com diferença de 10ºC e nada acontece quando à noite cai para 20ºC.

2 – o CO2 é o gás da vida, pois é o principal elemento da nossa atmosfera que provoca a fotossíntese quando as plantas ficam expostas ao Sol. O CO2 não é poluente, quem polui é o dióxido de Carbono emitido pelos automóveis e fábricas, ou as queimadas.

3 – É uma utopia a pretensão de zerar a emissão de CO2, porque as atividades humanas provocam a emissão de apenas 3% do CO2 existente na atmosfera, e os 97% “restantes” são emissões da própria natureza, como as florestas tropicais, vulcões, e, especialmente, pelas algas marinhas existentes nos mares. Lembro que estes representam 71% da superfície do planeta.

4 – o CO2 não controla o clima, e sem ele a humanidade desapareceria. O CO2 é parte do CHONSP, a fórmula “secreta” da vida (representada na sigla pelas letras iniciais de Carbono, Hidrogênio, Oxigênio, Nitrogênio, S de Enxofre e P de Fósforo), que, somados ao Sol, representam o suporte para a vida no planeta. A inexistência de qualquer um desses elementos, mais o Sol, significaria o fim imediato da vida no planeta, na forma como a conhecemos. O CO2 está presente na nossa atmosfera com meros 0,038%, ou 380 ppm – partes por milhão - e um percentual com essa magnitude não altera o todo.

5 – O CO2 é um ridículo e insignificante gás de efeito estufa (GEE), com 10% de importância no aquecimento do ar de uma estufa, pois a água é a grande responsável, com mais de 60% de relevância como causa do aquecimento. Atente-se que GEE é fator relevante dentro de uma estufa, e não é um efeito possível de ser registrado na atmosfera aberta e livre em que vivemos, pois não existem janelas, muros ou paredes para limitar a circulação dos elementos atmosféricos. Há apenas a troca de energia na atmosfera, de calor e frio, fatores que provocam ventos e outras consequências na atmosfera, pois o clima é, por natureza, caótico e incontrolável, apesar de previsível com até uma semana de antecedência. Prever o clima com antecedência de 50 ou 80 anos é piada de mau gosto, sem nenhuma base científica, temperada com interesses econômicos, políticos e geopolíticos.

6 – Outra questão é a impossibilidade física de se aplicar o GEE na atmosfera livre e sem fronteiras em comparação com a atmosfera de uma estufa, limitada pelas paredes fechadas, por plástico ou vidro, que aprisionam o ar interno, aquecido pelo Sol. Daí que houve a necessidade de os agentes e seguidores do IPCC criarem a ameaça das “mudanças climáticas”, pois esta traria o suposto aquecimento. Parece lógico, mas é uma falsa afirmação científica, porque mudanças climáticas acontecem, mas levam décadas ou séculos para serem registradas. E até mesmo para serem reconhecidas. Prova é que nos anos 1970 e 1980 afirmava-se que o planeta estava esfriando, e entre outras coisas provocaram as geadas no Brasil, no Sul e Sudeste, que erradicaram o plantio de café no Paraná e parte de São Paulo. Essas ameaças foram registradas em várias capas da revista Time, num período de 10 anos.
  

7 – ler o livro “CO2 aquecimento e mudanças climáticas: estão nos enganando?”, confirmará as questões acima, que são inquestionáveis na ciência, e permitirá a existência de debates, hoje inexistentes.

8 - para comprar o livro envie e-mail para co2clima@gmail.com que informaremos como fazer o pagamento de R$ 50,00 (inclusas as taxas postais) e pedimos dados de endereçamento: você receberá o livro em casa, autografado pelo autor.

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quinta-feira, 21 de abril de 2022

Os 4 cavaleiros do Apocalipse

Richard Jakubaszko 
Qualquer coisa que se diga é desnecessária. Quem sabe possamos imaginar os cavaleiros do Apocalipse tropical brasileiro como o imbecil que nos governa, e seus zero quatro filhos como comunistas. Ainda bem que teremos eleições neste ano, pois nem o STF nos poderia salvar dessas pragas do fim dos tempos, como acabou de fazer com o merdinha do já ex-deputado federal Daniel Silveira...

ET: menos de 24 horas após o STF condenar o deputado em questão, o presidente (?) Bolsonaro usa as prerrogativas do cargo para afrontar o STF e concede a graça de perdão ao deputado condenado. Tenho a impressão de que isso pode dar em uma enorme merda. O indulto do presidente é uma cusparada na cara de 10 dos ministros que condenaram e na Justiça. A Justiça, especialmente a suprema corte no Brasil, não tem o respeito do Executivo.

 



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quarta-feira, 13 de abril de 2022

O aumento da miséria nos últimos anos

Richard Jakubaszko 
As nossas calçadas no Brasil, quando comparadas com as calçadas da maioria das grande cidades do mundo não são nada boas, quem já viajou sabe muito bem.

No Brasil de hoje em dia, no Brasil de Bolsonaro (e Temer), é um ato de terrorismo caminharmos por nossas calçadas. Para nós e, especialmente, aos seres humanos jogados como lixo nessas áreas. Concordo que as tecnologias estão desempregando muita gente, mas as políticas públicas erráticas ainda desempregam muito mais, colocando nas ruas ainda mais gente, famílias inteiras, que se desagregam, pela fome, pela bebida, pelas drogas, pela insensibilidade dos governos. Há muitas grandes cidades mundo afora com essa mesma problemática, mas no Brasil somos campeões insuperáveis.

Se a tela de vídeo que aparece aí embaixo estiver mal enquadrada, aparecendo apenas parte da tela, a responsabilidade é da incompetência do Youtube, que não me permite editar o tamanho da tela a ser mostrada em meu blog. O problema é que o desemprego tecnológico não se dá pela incompetência dessa gente, mas só atinge os mais pobres, sempre mais despreparados. O que foi feito do velho embed?