domingo, 5 de abril de 2009

A ditabranda

Richard Jakubaszko
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ENTREVISTA:
Aos 19, 20 anos, achava que eu estava salvando o mundo...
Dilma Roussef diz não ter a mesma cabeça da época em que era guerrilheira, mas se orgulha de não ter mudado de lado, e sim de métodos.
A repórter Fernanda Odilla publicou matéria na Folha de SP de hoje sobre a guerrilha, a VAR-Palmares, e fez entrevista com Dilma Rousseff, sobre a questão da tortura e os supostos planos para sequestrar (essa é novidade!) o então ministro da Fazenda Delfim Netto. É um material obrigatório de leitura.



FOLHA - A sra. faz algum mea-culpa pela opção pela guerrilha?
DILMA - Não. Por quê? Isso não é ato de confissão, não é religioso. Eu mudei. Não tenho a mesma cabeça que tinha. Seria estranho que tivesse a mesma cabeça. Seria até caso patológico. As pessoas mudam na vida, todos nós. Não mudei de lado não, isso é um orgulho. Mudei de métodos, de visão. Inclusive, por causa daquilo, eu entendi muito mais coisas.
FOLHA - Como o quê?
DILMA - O valor da democracia, por exemplo. Por causa daquilo, eu entendi os processos absolutamente perversos. A tortura é um ato perverso. Tem um componente da tortura que é o que fizeram com aqueles meninos, os arrependidos, que iam para a televisão. Além da tortura, você tira a honra da pessoa. Acho que fizeram muito isso no Brasil. Por isso, minha filha, esse seu jornal não pode chamar a ditadura de ditabranda, viu? Não pode, não. Você não sabe o que é a quantidade de secreção que sai de um ser humano quando ele apanha e é torturado. Porque essa quantidade de líquidos que nós temos, o sangue, a urina e as fezes aparecem na sua forma mais humana. Não dá para chamar isso de ditabranda, não.
(Grifos em itálico do blogueiro)

Para ler na íntegra clique no link a seguir: http://www.google.com/notebook/public/03904464067865211657/BDSIxSwoQx8m2sYck
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Um comentário:

  1. Recebi e-mail do amigo Enio Campoi, da Mecânica de Comunicação:
    Caro Richard,
    Li na íntegra.
    Vi, também, matéria na tv sobre o tema "ditabranda".
    Duas ótimas matérias.
    Abs.
    Enio Campoi

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