sábado, 13 de agosto de 2011

Tortura nunca mais! Frei Tito

Richard Jakubaszko
Recebi por e-mail de frei Alamiro, um religioso franciscano já aposentado, o relato de tortura sofrido por frei Tito, na época da ditadura.

Dramático, aterrorizante! Torno público aqui no blog o que já é do pleno conhecimento de alguns poucos. 
Conhecendo a história impediremos a repetição de seus erros.

Frei Tito por ele mesmo - Relato da tortura
"Se calarem as vozes proféticas, as pedras gritarão!" 
 Este é o depoimento de um preso político, frei Tito de Alencar Lima, 24 anos. Dominicano. (redigido por ele mesmo na prisão). Este depoimento escrito em fevereiro de 1970 saiu clandestinamente da prisão e foi publicado, entre outros, pelas revistas Look e Europeo.

Fui levado do presídio Tiradentes para a "Operação Bandeirantes", OB (Polícia do Exército), no dia 17 de fevereiro de 1970, 3ª feira, às 14 horas. O capitão Maurício veio buscar-me em companhia de dois policiais e disse: "Você agora vai conhecer a sucursal do inferno". Algemaram minhas mãos, jogaram me no porta-malas da perua. No caminho as torturas tiveram início: cutiladas na cabeça e no pescoço, apontavam-me seus revólveres.

Preso desde novembro de 1969, eu já havia sido torturado no DOPS. Em dezembro, tive minha prisão preventiva decretada pela 2ª auditoria de guerra da 2ª região militar. Fiquei sob responsabilidade do juiz auditor dr Nelson Guimarães. Soube posteriormente que este juiz autorizara minha ida para a OB sob “garantias de integridade física”.

Ao chegar à OB fui conduzido à sala de interrogatórios. A equipe do capitão Maurício passou a acarear-me com duas pessoas. O assunto era o Congresso da UNE em Ibiúna, em outubro de 1968. Queriam que eu esclarecesse fatos ocorridos naquela época. Apesar de declarar nada saber, insistiam para que eu “confessasse”. Pouco depois levaram me para o “pau-de-arara”. Dependurado nu, com mãos e pés amarrados, recebi choques elétricos, de pilha seca, nos tendões dos pés e na cabeça. Eram seis os torturadores, comandados pelo capitão Maurício. Davam-me "telefones" (tapas nos ouvidos) e berravam impropérios. Isto durou cerca de uma hora. Descansei quinze minutos ao ser retirado do "pau-de-arara". O interrogatório reiniciou. As mesmas perguntas, sob cutiladas e ameaças. Quanto mais eu negava mais fortes as pancadas. A tortura, alternada de perguntas, prosseguiu até às 20 horas. Ao sair da sala, tinha o corpo marcado de hematomas, o rosto inchado, a cabeça pe sada e dolorida. Um soldado, carregou-me até a cela 3, onde fiquei sozinho. Era uma cela de 3 x 2,5 m, cheia de pulgas e baratas. Terrível mau cheiro, sem colchão e cobertor. Dormi de barriga vazia sobre o cimento frio e sujo.

Na quarta-feira fui acordado às 8 h. Subi para a sala de interrogatórios onde a equipe do capitão Homero esperava-me. Repetiram as mesmas perguntas do dia anterior. A cada resposta negativa, eu recebia cutiladas na cabeça, nos braços e no peito. Nesse ritmo prosseguiram até o início da noite, quando serviram a primeira refeição naquelas 48 horas: arroz, feijão e um pedaço de carne. Um preso, na cela ao lado da minha, ofereceu-me copo, água e cobertor. Fui dormir com a advertência do capitão Homero de que no dia seguinte enfrentaria a “equipe da pesada”.

Na quinta-feira três policiais acordaram-me à mesma hora do dia anterior. De estômago vazio, fui para a sala de interrogatórios. Um capitão cercado por sua equipe, voltou às mesmas perguntas. "Vai ter que falar senão só sai morto daqui", gritou. Logo depois vi que isto não era apenas uma ameaça, era quase uma certeza.

Sentaram-me na "cadeira do dragão" (com chapas metálicas e fios), descarregaram choques nas mãos, nos pés, nos ouvidos e na cabeça. Dois fios foram amarrados em minhas mãos e um na orelha esquerda. A cada descarga, eu estremecia todo, como se o organismo fosse se decompor. Da sessão de choques passaram-me ao "pau-de-arara". Mais choques, pauladas no peito e nas pernas a cada vez que elas se curvavam para aliviar a dor. Uma hora depois, com o corpo todo ferido e sangrando, desmaiei. Fui desamarrado e reanimado. Conduziram-me a outra sala dizendo que passariam a carga elétrica para 230 volts a fim de que eu falasse "antes de morrer". Não cheg aram a fazê-lo. Voltaram às perguntas, batiam em minhas mãos com palmatória. As mãos ficaram roxas e inchadas, a ponto de não ser possível fechá-las. Novas pauladas.

Era impossível saber qual parte do corpo doía mais; tudo parecia massacrado. Mesmo que quisesse, não poderia responder às perguntas: o raciocínio não se ordenava mais, restava apenas o desejo de perder novamente os sentidos. Isto durou até às 10 h quando chegou o capitão Albernaz.

"Nosso assunto agora é especial", disse o capitão Albernaz, ligou os fios em meus membros. "Quando venho para a OB - disse - deixo o coração em casa. Tenho verdadeiro pavor a padre e para matar terrorista nada me impede... Guerra é guerra, ou se mata ou se morre. Você deve conhecer fulano e sicrano (citou os nomes de dois presos políticos que foram barbaramente torturados por ele), darei a você o mesmo tratamento que dei a eles: choques o dia todo. Todo "não" que você disser, maior a descarga elétrica que vai receber". Eram três militares na sala. Um deles gritou: "Quero nomes e aparelhos (endereços de pessoas)". Quando respondi: "não sei" recebi uma descarga elétrica tão forte, diretamente ligada à tomada, que houve um descontrole em minhas funções fisiológicas. O capitão Albernaz queria que eu dissesse onde estava o Frei Ratton.

Como não soubesse, levei choques durante quarenta minutos.
Queria os nomes de outros padres de São Paulo, Rio e Belo Horizonte "metidos na subversão". Partiu para a ofensa moral: "Quais os padres que têm amantes? Por que a Igreja não expulsou vocês? Quem são os outros padres terroristas?". Declarou que o interrogatório dos dominicanos feito pele DEOPS tinha sido "a toque de caixa" e que todos os religiosos presos iriam à OB prestar novos depoimentos. Receberiam também o mesmo "tratamento".

Disse que a "Igreja é corrupta, pratica agiotagem, o Vaticano é dono das maiores empresas do mundo". Diante de minhas negativas, aplicavam-me choques, davam-me socos, pontapés e pauladas nas costas. À certa altura, o capitão Albernaz mandou que eu abrisse a boca "para receber a hóstia sagrada". Introduziu um fio elétrico. Fiquei com a boca toda inchada, sem poder falar direito. Gritaram difamações contra a Igreja, berraram que os padres são homossexuais porque não se casam.

Às 14 horas encerraram a sessão. Carregado, voltei à cela onde fiquei estirado no chão.
Às 18 horas serviram jantar, mas não consegui comer. Minha boca era uma ferida só. Pouco depois levaram-me para uma "explicação". Encontrei a mesma equipe do capitão Albernaz. Voltaram às mesmas perguntas. Repetiram as difamações. Disse que, em vista de minha resistência à tortura, concluíram que eu era um guerrilheiro e devia estar escondendo minha participação em assaltos a bancos. O "interrogatório" reiniciou para que eu confessasse os assaltos: choques, pontapés nos órgãos genitais e no estomago palmatórias, pontas de cigarro no meu corpo. Durante cinco horas apanhei como um cachorro. No fim, fizeram-me passar pelo "corredor polonês".

Avisaram que aquilo era a estréia do que iria ocorrer com os outros dominicanos. Quiseram me deixar dependurado toda a noite no "pau-de-arara". Mas o capitão Albernaz objetou: "não é preciso, vamos ficar com ele aqui mais dias. Se não falar, será quebrado por dentro, pois sabemos fazer as coisas sem deixar marcas visíveis". "Se sobreviver, jamais esquecerá o preço de sua valentia".
Na cela eu não conseguia dormir. A dor crescia a cada momento. Sentia a cabeça dez vezes maior do que o corpo. Angustiava-me a possibilidade de os outros padres sofrerem o mesmo. Era preciso pôr um fim àquilo. Sentia que não iria aguentar mais o sofrimento prolongado. Só havia uma solução: matar-me.

Na cela cheia de lixo, encontrei uma lata vazia. Comecei a amolar sua ponta no cimento. O preso ao lado pressentiu minha decisão e pediu que eu me acalmasse. Havia sofrido mais do que eu (teve os testículos esmagados) e não chegara ao desespero. Mas no meu caso, tratava-se de impedir que outros viessem a ser torturados e de denunciar à opinião pública e à Igreja o que se passa nos cárceres brasileiros. Só com o sacrifício de minha vida isto seria possível, pensei. Como havia um Novo Testamento na cela, li a Paixão segundo São Mateus. O Pai havia exigido o sacrifício do Filho como prova de amor aos homens. Desmaiei envolto em dor e febre.

Na sexta-feira fui acordado por um policial. Havia ao meu lado um novo preso: um rapaz português que chorava pelas torturas sofridas durante a madrugada. O policial advertiu-me: "o senhor tem hoje e amanhã para decidir falar. Senão a turma da pesada repete o mesmo pau. Já perderam a paciência e estão dispostos a matá-lo aos pouquinhos". Voltei aos meus pensamentos da noite anterior. Nos pulsos, eu havia marcado o lugar dos cortes. Continuei amolando a lata. Ao meio-dia tiraram-me para fazer a barba. Disseram que eu iria para a penitenciária. Raspei mal a barba, voltei à cela. Passou um soldado. Pedi que me emprestasse a "gillete" para terminar a barba. O português dormia. Tomei a gillete. Enfiei-a com força na dobra interna do cotovelo, no braço esquerdo. O corte fundo atingiu a artéria. O jato de sangue manchou o chão da cela.

Aproximei-me da privada, apertei o braço para que o sangue jorrasse mais depressa. Mais tarde recobrei os sentidos num leito do pron to-socorro do Hospital das Clínicas. No mesmo dia transferiram-me para um leito do Hospital Militar. O Exército temia a repercussão, não avisaram a ninguém do que ocorrera comigo. No corredor do Hospital Militar, o capitão Maurício dizia desesperado aos médicos: "Doutor, ele não pode morrer de jeito nenhum. Temos que fazer tudo, senão estamos perdidos". No meu quarto a OB deixou seis soldados de guarda.

No sábado teve início a tortura psicológica. Diziam: "A situação agora vai piorar para você, que é um padre suicida e terrorista. A Igreja vai expulsá-lo". Não deixavam que eu repousasse. Falavam o tempo todo, jogavam, contavam-me estranhas histórias. Percebi logo que, a fim de fugirem à responsabilidade de meu ato e o justificarem, queriam que eu enlouquecesse.

Na segunda noite recebi a visita do juiz auditor acompanhado de um padre do Convento e um bispo auxiliar de São Paulo. Haviam sido avisados pelos presos políticos do presídio Tiradentes. Um médico do hospital examinou-me à frente deles mostrando os hematomas e cicatrizes, os pontos recebidos no hospital das Clínicas e as marcas de tortura. O juiz declarou que aquilo era "uma estupidez" e que iria apurar responsabilidades. Pedi a ele garantias de vida e que eu não voltaria à OB, o que prometeu.

De fato fui bem tratado pelos militares do Hospital Militar, exceto os da OB que montavam guarda em meu quarto. As irmãs vicentinas deram-me toda a assistência necessária Mas não se cumpriu a promessa do juiz. Na sexta-feira, dia 27, fui levado de manhã para a OB. Fiquei numa cela até o fim da tarde sem comer. Sentia-me tonto e fraco, pois havia perdido muito sangue e os ferimentos começavam a cicatrizar-se. À noite entregaram-me de volta ao Presídio Tiradentes.

É preciso dizer que o que ocorreu comigo não é exceção, é regra. Raros os presos políticos brasileiros que não sofreram torturas. Muitos, como Schael Schneiber e Virgílio Gomes da Silva, morreram na sala de torturas. Outros ficaram surdos, estéreis ou com outros defeitos físicos. A esperança desses presos coloca-se na Igreja, única instituição brasileira fora do controle estatal-militar. Sua missão é: defender e promover a dignidade humana. Onde houver um homem sofrendo, é o Mestre que sofre. É hora de nossos bispos dizerem um BASTA às torturas e injustiças promovidas pelo regime, antes que seja tarde.

A Igreja não pode omitir-se. As provas das torturas trazemos no corpo. Se a Igreja não se manifestar contra essa situação, quem o fará? Ou seria necessário que eu morresse para que alguma atitude fosse tomada? Num momento como este o silêncio é omissão. Se falar é um risco, é muito mais um testemunho. A Igreja existe como sinal e sacramento da justiça de Deus no mundo.

"Não queremos, irmãos, que ignoreis a tribulação que nos sobreveio. Fomos maltratados desmedidamente, além das nossas forças, a ponto de termos perdido a esperança de sairmos com vida. Sentíamos dentro de nós mesmos a sentença de morte: deu-se isso para que saibamos pôr a nossa confiança, não em nós, mas em Deus, que ressuscita os mortos" (2Cor, 8-9).
Faço esta denúncia e este apelo a fim de que se evite amanhã a triste notícia de mais um morto pelas torturas.
Frei Tito de Alencar Lima, OPFevereiro de 1970


Frei Alamiro:
"Eu sou o bom Pastor e conheço as minhas ovelhas e das minhas sou conhecido.
Assim como o Pai me conhece a mim, também eu conheço o Pai e dou a minha vida pelas ovelhas.
Ainda tenho outras ovelhas que não são deste aprisco; também me convém agregar estas e elas ouvirão a minha voz e haverá um rebanho e um Pastor.
Por isto o Pai me ama, porque dou a minha vida para tornar a tomá-la.
Ninguém a tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou; tenho poder para a dar e poder para tornar a tomá-la. Este mandamento recebi de meu Pai."
( Evangelho de São João, capítulo 10, versículos de 1 a 18 )

1  - Hoje, podemos ver com clareza a interferência das potências hegemônicas do hemisfério norte (USA, Reino Unido, União Européia) nos países do norte da África, em defesa de seus interesses econômicos e dominação geopolítica. Escondem-se atrás da OTAN e chamam a isso de "Primavera Árabe"!

2 - Hoje, 13 de agosto, completam-se 50 anos da construção do Muro de Berlim, ícone de uma humanidade dividida entre 2 impérios: o comunista e o capitalista. Era a "Guerra Fria", que teve início no dia 6 de agosto de 1945 com as altas temperaturas da explosão da Bomba Atômica sobre Hiroshima, Japão. Guerra que vai ter seu marco final significativo com a queda do mesmo muro de Berlim em novembro de 1989. O império capitalista anglo-saxão-norteamericano perdeu a China em 1949 e Cuba em 1959. O lançamento do satélite Sputinik e a viagem espacial de Yuri Gagarin nos inícios dos anos de 1960 mostrava uma superioridade do império russo-comunista na Corrida Espacial. A resposta foi a viagem à Lua empreendida pelos norte-americanos.

3  - É neste contexto internacional da humanidade dividida e em guerra entre dois grandes impérios que surge o Consenso de Washington, a Doutrina da Segurança Nacional e implantação de cruéis ditaduras civis-militares no Brasil, Uruguai, Chile e Argentina. Se o presidente João Goulart, legitima e democráticamente eleito, tivesse reagido ao Golpe como queria seu cunhado Leonel Brizolla, teríamos sido a Libia daquela época e os "mariners" norte-americanos teriam desembarcado em algum ponto do território brasileiro, conforme informações do embaixador norte-americano daquela época Lincoln Gordon.
"Em 31 de Março de 1964 foi deflagrada a Operação Brother Sam, que, segundo a imprensa e documentos já em domínio público liberados pelo governo americano, consistia no envio de 100 toneladas de armas leves e munições, navios petroleiros com capacidade para 130 mil barris de combustível, uma esquadrilha de aviões de caça, um navio de transporte de helicópteros com a carga de 50 helicópteros com tripulação e armamento completo, um porta-aviões classe Forrestal, seis destróieres, um encouraçado, além de um navio de transporte de tropas, e 25 aviões C-135 para transporte de material bélico. Gordon queria a intervenção rapidamente, se o golpe não tivesse vingado, o Brasil seria invadido, a poderosa Frota do Caribe estava entre 50 e 12 milhas náuticas ao sul do Espírito Santo." (Maiores detalhes você encontra no Wikipédia sob o título Operação Brother Sam).

4  - As Ditaduras Militares do Brasil, Uruguai, Argentina e Chile tinham amplo apoio de civis e dos mais diferentes segmentos da sociedade: Magalhães Pinto era banqueiro e governador de Minas Gerais; Ademar de Barros era governador de São Paulo; Padre Peyton (norte-americano com muitos dólares) e TFP usaram o nome de Deus e da Igreja Católica para uma campanha anticomunista entitulada "Rosário em Família ou Marcha da Família com Deus pela Liberdade"; a chamada "grande mídia" ou PIG (Partido da Imprensa Golpista) deu amplo e total apoio a um golpe que atendia aos interesses do império capitalista anglo-saxão-estadunidense.

Num contexto deste, onde só havia 2 possibilidades, ou a favor ou contra a Ditadura, pergunto: " Quem traiu o Brasil e seu povo para defender os interesses do império anglo-saxão-estadunidense empenhado na guerra contra o império russo comunista? Quem tem medo de uma Comissão da Verdade?" É simploriedade e mostra desconhecimento da sociedade brasileira afirmar que quem não estava com o Golpe/Ditadura estava com o império russo-comunista.

5  - Tive o privilégio de conhecer este cearense, que teve coragem de doar sua vida para salvar outras pessoas, o dominicano frei Tito de Alencar Lima, OP. Sinto orgulho de ter somado forças com todos/as que se opuseram à invasão norte-americana. É verdade que tínhamos sérias divergências quanto à maneira de enfrentar o inimigo. Mas como nos ensinava o Nobel da Paz de 1980, o arquiteto argentino Adolfo Perez Esquivel, coordenador de nosso Servicio Paz y Justicia en America Latina: "Temos que caminhar juntos, mas não misturados. Temos uma contribuição própria de nossa identidade!" Ou então, como ensinava o grande inspirador da Frente Nacional do Trabalho (FNT) o Mahatma Gandhi: " Em situações como estas de injuustiça o mais correto é ser não-violento. Mas, se você não consegue ser não-violento seja então violento, o que não se admite é ser cumplice, covarde e omisso!"
Um abraço francisclareano de seu Frei Alamiro.
PAZ E BEM!

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Um comentário:

  1. Prezado Richard,
    paz e bem!
    Agradeço a divulgação da matéria. A grande massa continua iludida pelos "meios de dominação". O que aconteceu e acontece nas "colônias do sul" é um processo permanente de doentia relação entre dominadores e dominados. São Francisco de Assis não aceita esta relação entre os seres humanos e todos os seres, por isso propõe a não apropriação de nada. Pobreza radical, como dizem. Propôs uma relação fraterna, de irmandade entre tudo e todos/as. " Louvado sejas, meu Senhor, pelo Irmão Sol, a Lua e as estrelas etc. Louvado sejas, meu Senhor, pela Irmã Água ... a Irmã e Mãe Terra ... " (Cântico das Criaturas de S. Francisco de Assis)
    No meu fraco entendimento das coisas, a "ditadura" começou bem antes de 1964. Mostrou sua cara mais cruel com a Ditadura Militar, que se autoanistiaram em 1985 (?!), mas a Ditadura Civil, tecnológica, ideológica, econômica, cultural continua e continuará por uns maus tempos.
    Nos idos de 70 um valoroso pensador uruguaio dizia:
    "Feliz o povo cujos tanques estão nas ruas! Quando os dominadores colocam os tanques em cima do povo é porque estão fracos e não conseguem controlar sua vítimas com outros meios aparentemente mais suaves!"
    Depois da Ditadura Militar vem a "Ditabranda da PIG".
    Saudações francisclareanas de
    frei Alamiro.

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