segunda-feira, 11 de março de 2019

Frases famosas do Barão de Itararé


Richard Jakubaszko
Abaixo algumas dessas frases famosas e interessantes do Barão. Não há como conferir a autenticidade das mesmas, eis que, no Brasil, se alguém lê alguma coisa inteligente, em não havendo assinatura, logo a atribui a alguém com fama nesses "famosos" tidos como inteligentes e jocosos e avaliza a autoria.

A mais famosa das frases do Barão, entretanto, não está na compilação abaixo, e que foi a "Entre, sem bater", mensagem escrita em uma tabuleta afixada à porta de seu escritório, que era frequentemente visitado por agentes da polícia política, que entravam no recinto descendo o cacete, no Barão, é claro... A frase foi, depois, adotada por muitos escritórios, mas sem a vírgula, nesses casos evidenciando a autorização para entrar sem bater na porta, é claro...

Máximas e Mínimas do Barão de Itararé

De onde menos se espera, daí é que não sai nada.

Mais vale um galo no terreiro do que dois na testa.

Quem empresta, adeus......

Diga-me com quem andas e eu te direi se vou contigo.

Pobre, quando mete a mão no bolso, só tira os cinco dedos.

Quando pobre come frango, um dos dois está doente.

Genro é um homem casado com uma mulher cuja mãe se mete em tudo.

Cleptomaníaco: ladrão rico. Gatuno: cleptomaníaco pobre.

Quem só fala dos grandes, pequeno fica.

Viúva rica, com um olho chora e com o outro se explica.

Um bom jornalista é um sujeito que esvazia totalmente a cabeça para o dono do jornal encher nababescamente a barriga.

Neurastenia é doença de gente rica. Pobre neurastênico é malcriado.

O voto deve ser rigorosamente secreto. Só assim, afinal, o eleitor não terá vergonha de votar no seu candidato.

Os juros são o perfume do capital.

Negociata é todo bom negócio para o qual não fomos convidados.

O banco é uma instituição que empresta dinheiro à gente se a

gente apresentar provas suficientes de que não precisa de

dinheiro.

Cobra é um animal careca com ondulação permanente.

Tudo seria fácil se não fossem as dificuldades.

Sábio é o homem que chega a ter consciência da sua ignorância.

Há seguramente um prazer em ser louco que só os loucos conhecem.

É mais fácil sustentar dez filhos que um vício.

A esperança é o pão sem manteiga dos desgraçados.

Adolescência é a idade em que o garoto se recusa a acreditar

que um dia ficará chato como o pai.

O advogado, segundo Brougham, é um cavalheiro que põe os nossos bens a salvo dos nossos inimigos e os guarda para si.

Senso de humor é o sentimento que faz você rir daquilo que o deixaria louco de raiva se acontecesse com você.

Mulher moderna calça as botas e bota as calças.

A televisão é a maior maravilha da ciência a serviço da imbecilidade humana.

Este mundo é redondo, mas está ficando muito chato.

Pão, quanto mais quente, mais fresco.

A promissória é uma questão "de... vida". O pagamento é de morte.

A forca é o mais desagradável dos instrumentos de corda.


Quem foi o "Barão do Itararé" e por quê este pseudônimo? 
Apparício Fernando de Brinkerhoff Torelly (Rio Grande, 29 de janeiro de 1895 – Rio de Janeiro, 27 de novembro de 1971), também conhecido por Apporelly e pelo falso título de nobreza de Barão de Itararé, foi um jornalista, escritor e pioneiro no humorismo político brasileiro. O título nobiliárquico foi uma auto-proclamação.

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